Plano de Disciplina (Eletiva - Semestre 2021.2) - TÓPICOS ESPECIAIS EM HISTORIOGRAFIA: FORMAÇÃO DA NAÇÃO BRASILEIRA, INDEPENDÊNCIA E ESCRAVIDÃO.

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TÓPICOS ESPECIAIS EM HISTORIOGRAFIA FORMAÇÃO DA NAÇÃO BRASILEIRA, INDEPENDÊNCIA E ESCRAVIDÃO - Profª Luana Teixeira.pdf
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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL
SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS SUPERIORES – SECS/UFAL
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
PLANO DE ENSINO:
I – IDENTIFICAÇÃO
UNIDADE/ CAMPUS: ICHCA/A.C. SIMÕES
CURSO: PPG-História
PERÍODO LETIVO: 2021.2
COMPONENTE CURRICULAR: TÓPICOS ESPECIAIS EM HISTORIOGRAFIA: FORMAÇÃO
DA NAÇÃO BRASILEIRA, INDEPENDÊNCIA E ESCRAVIDÃO.
( ) OBRIGATÓRIO

(x) ELETIVO

DOCENTE(S) RESPONSÁVEL(EIS): Luana Teixeira

CH
60

(x ) Disciplina com carga horária 100% presencial (P)
( ) Disciplina com carga horária 100% não presencial (NP)
(
) Disciplina com carga horária presencial e não presencial conjuntamente (PNP)
III - OBJETIVOS
Atualizar os alunos acerca da historiografia da independência do Brasil dialogando com a
historiografia sobre a escravidão e as questões que surgiram nas últimas décadas no âmbito da
história social que tratam da formação do Brasil.
Analisar os diferentes processos de independência que levaram à separação do Brasil de Portugal e
a formação de uma unidade política centralizada caracterizada pela monarquia constitucional.
Cotejar as análises sobre a participação dos grupos populares no processo de independência.
Debater as noções de cidadania, trabalho e liberdade em sociedades escravistas.
Discutir a política indigenista no contexto de formação da Nação.
Aprofundar o conhecimento sobre aspectos metodológicos e documentais da elaboração das
pesquisas.
IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO






Independência do Brasil: principais linhas interpretativas.
Escravidão no Brasil: historiografia contemporânea.
Formação da Nação: principais debates.
Independência, escravidão e formação da Nação: cruzamentos teóricos e metodológicos.
Abolição: fim da sociedade escravista?

V - METODOLOGIA

Aulas expositivas, seminários e leituras dirigidas. Leituras e discussões dos textos, imagens, mapas
e filmes. Análise de documentos históricos.
VI - PLATAFORMA/S ESCOLHIDA/S PARA AS ATIVIDADES ACADÊMICAS NÃO
PRESENCIAIS:
( x ) Ambiente Virtuais de Aprendizagem Institucionais (Moodle/SIGAA)
( x ) Microsoft Teams
( x ) Outros: padlet
VII - FORMAS DE AVALIAÇÃO
Participação no curso e trabalho final (a definir conforme modalidade das aulas, presencial ou
remota)
VIII - CRONOGRAMA DO COMPONENTE CURRICULAR
SEMANA

1
23.03
2

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES PLANEJADAS

APRESENTAÇÃO E INTRODUÇÃO DA DISCIPLINA
Apresentação da disciplina, da professora, dos alunos e de seus projetos.
DISPENSA PARA PARTICIPAÇÃO NO FÓRUM DA PÓS

30.03
3
06.04

INDEPENDÊNCIAS - HISTORIOGRAFIA HOJE
Aula expositiva com base na leitura obrigatória. Uso de recursos visuais.
PIMENTA, João Paulo. Independência do Brasil. 1. ed. São Paulo:
Contexto, 2022.

4
13.04

OUTRAS INDEPENDÊNCIAS
Aula expositiva com base na leitura obrigatória e adicional.
Obrigatória: CARVALHO, Marcus J. M. Cavalcantis e Cavalgados: a
formação das alianças políticas em Pernambuco, 1817-1824. Revista
Brasileira de História, v. 18, n. 36, 1988.
Adicional: MELLO, Evaldo Cabral de. A outra independência: o
federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Editora 34, 2014,
cap. 2, p. 25 a 64.

5
20.04

PARTICIPAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO POVO BRASILEIRO NAS
INDEPENDÊNCIAS
Aula expositiva com base na leitura obrigatória e adicional. Uso de recursos
visuais.
Obrigatória: KRAAY. Hendrik. Muralhas da independência e liberdade do
Brasil: a participação popular nas lutas políticas (Bahia, 1820-25). In:
MALERBA, Jurandir. A independência brasileira: novas dimensões. Rio
de Janeiro: Editora FGV, 2006.
Adicional: REIS, João José. O jogo duro do dois de julho: o “Partido
Negro” na independência da Bahia. REIS, João José; SILVA, Eduardo.
Negociação e conflito: resistência negra no Brasil escravista. São Paulo:
Companhia das Letras, 1996., p. 79-98

6
27.04

ESCRAVIDÃO: APANHADO HISTORIOGRÁFICO
Aula expositiva com uso de recursos visuais e fontes.

7
04.05

ESCRAVIDÃO E INDEPENDÊNCIAS
Aula expositiva com base na leitura obrigatória.
MAMIGONIAN. Beatriz Gallotti. A proibição do tráfico atlântico e a
manutenção da escravidão. IN: GRIMBERG, Keila; SALLLES, Ricardo. O
Brasil Imperial, volume 1, 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2009, p. 207-234.

8
11.05

ESCRAVIDÃO E FOMAÇÃO DA NAÇÃO
Aula expositiva com base na leitura obrigatória e adicional.
Obrigatória: CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e
costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Capítulo 1, 2 e 3, p. 13 a 70
Adicional: MAMIGONIAN. Beatriz Gallotti. A liberdade no brasil
oitocentista. Afro-Ásia, 48 (2013), 395-405.

9

DISPENSA PARA EVENTO DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

18.05

10

A QUESTÃO INDÍGENA NO SÉCULO XIX

25.05

Aula expositiva com base na leitura obrigatória e adicional. Uso de fontes e
recursos visuais.
Obrigatório: SILVA, José Bonifácio. Apontamentos para a civilização dos
índios bravos do Império do Brasil. IN: Projetos para o Brasil. São Paulo:
Companhia das Letras, 2000, p. 47-61.
Adicional: SAMPAIO, Patrícia Melo. Política indigenista no Brasil
Imperial. IN: GRIMBERG, Keila; SALLLES, Ricardo. O Brasil Imperial,
volume 1, 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 175206.

11

A CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO NACIONAL

01.06

A definir.

12

FORMAÇÃO DA NAÇÃO BRASILEIRA

08.06

MOTA, Carlos Guilherme. A ideias de Brasil: formação e problemas (18171850). IN: MOTA, Carlos Guilherme (org.). Viagem incompleta: a
experiência brasileira (1850-2000). Editora Senac: São Paulo, 2000, p. 197241.

13

A CRISE DO SISTEMA ESCRAVISTA NO SÉCULO XIX

15.06

Aula expositiva com base na leitura obrigatória.
MACHADO, Maria Helena. “Teremos grande desastres se não houver
providências enérgicas e imediatas”: a rebeldia dos escravos e a abolição da
escravidão. IN: GRIMBERG, Keila; SALLLES, Ricardo. O Brasil Imperial,
volume 3, 1870-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 369400.

14

ABOLIÇÃO E PROJETOS DE NAÇÃO

22.06

Aula expositiva com base na leitura obrigatória.
GOMES, Flávio. “No meio das águas turvas: raça, cidadania e mobilização
política na cidade do Rio de Janeiro – 1888-1889. In: GOMES, Flavio;
DOMINGUES, Petrônio. Experiências de emancipação: biografias,
instituições e movimentos sociais no pós-abolição (1890-1980). São Paulo:

Selo Negro, 2011.
15

FERIADO

29.06
16

SEMINÁRIO/AULA PRÁTICA

06.07
17

SEMINÁRIO

13.07
18

ENCERRAMENTO DO CURSO

20.07
IX – REFERÊNCIAS
BÁSICAS:
CARVALHO, Marcus J. M. Cavalcantis e Cavalgados: a formação das alianças políticas em
Pernambuco, 1817-1824. Revista Brasileira de História, v. 18, n. 36, 1988.
CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São
Paulo: Companhia das Letras, 2012. Capítulo 1, 2 e 3, p. 13 a 70
GOMES, Flávio. “No meio das águas turvas: raça, cidadania e mobilização política na cidade do
Rio de Janeiro – 1888-1889. In: GOMES, Flavio; DOMINGUES, Petrônio. Experiências de
emancipação: biografias, instituições e movimentos sociais no pós-abolição (1890-1980). São
Paulo: Selo Negro, 2011.
KRAAY. Hendrik. Muralhas da independência e liberdade do Brasil: a participação popular nas
lutas políticas (Bahia, 1820-25). In: MALERBA, Jurandir. A independência brasileira: novas
dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
MACHADO, Maria Helena. “Teremos grande desastres se não houver providências enérgicas e
imediatas”: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão. IN: GRIMBERG, Keila; SALLLES,
Ricardo. O Brasil Imperial, volume 3, 1870-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p.
369-400.
MAMIGONIAN. Beatriz Gallotti. A liberdade no brasil oitocentista. Afro-Ásia, 48 (2013), 395405.
MAMIGONIAN. Beatriz Gallotti. A proibição do tráfico atlântico e a manutenção da escravidão.
IN: GRIMBERG, Keila; SALLLES, Ricardo. O Brasil Imperial, volume 1, 1808-1831. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 207-234.
MELLO, Evaldo Cabral de. A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824.
São Paulo: Editora 34, 2014, cap. 2, p. 25 a 64.
MOTA, Carlos Guilherme. A ideias de Brasil: formação e problemas (1817-1850). IN: MOTA,
Carlos Guilherme (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1850-2000). Editora Senac:
São Paulo, 2000, p. 197-241.
NOVAIS, Fernando A. MOTA, Carlos Guilherme. A independência política do Brasil. São Paulo:
Editora Hucitec, 1996.
PIMENTA, João Paulo. Independência do Brasil. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2022.
REIS, João José. O jogo duro do dois de julho: o “Partido Negro” na independência da Bahia. REIS,
João José; SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: resistência negra no Brasil escravista. São
Paulo: Companhia das Letras, 1996., p. 79-98.
SAMPAIO, Patrícia Melo. Política indigenista no Brasil Imperial. IN: GRIMBERG, Keila;

SALLLES, Ricardo. O Brasil Imperial, volume 1, 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2009.
SILVA, José Bonifácio. Apontamentos para a civilização dos índios bravos do Império do Brasil.
IN: Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 47-61.

COMPLEMENTARES:
ALBUQUERQUE, Wlamyra. O samba no sobrado da baronesa: liberdade negra e autoridade
senhorial no tempo da abolição. Revista Brasileira de História, v. 38, n. 79, 2018.
BAQUAQUA, Mahommah Gardo. Biografia de Mahommah G. Baquaqua. Apresentação de Silvia
Hunold Lara. Tradução Sonia Nussenzweig. Revista Brasileira de História – Escravidão, ANPUH,
Marco Zero, março/agosto, 1988, volume 08, n. 16. Disponível on line.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na
corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990.
CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1978.
COOPER, Frederick; Thomas C. HOLT & Rebecca J. SCOTT. Além da escravidão: Investigações
sobre raça, trabalho e cidadania em sociedades pós-emancipação. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2005.
LARA, Silvia. Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil. Projeto História. Revista do
Programa de Estudos Pós-Graduados de História, v. 16, 1998.
MACHADO, Maria Helena. O plano e o pânico: os movimentos sociais na década da abolição. Rio
de Janeiro: Editora da UFRJ, EDUSP, 1994.
MATA, I. M. “Libertos de treze de maio” e ex-senhores na Bahia: conflitos no pós-abolição. AfroÁsia, 27 jan. 2017. v. 0, n. 35. Disponível on line.
MOURA, Clóvis. Rebeliões na senzala. São Paulo: Humanas, 1981.
RIOS, A. M.; MATTOS. O pós-abolição como problema histórico: balanços e perspectivas. Topoi Revista de História, jun. 2004. v. 5, n. 8, p. 170–198. Disponível on line.
SCOTT, R. J.; HÉRBARD, J. M. Provas de liberdade: uma odisseia atlântica na era da
emancipação. Campinas: Ed. da Unicamp, 2014.

Maceió, 07/02/2022
Luana Teixeira
SIAPE: 3211868
Docente responsável