Plano de Disciplina -Tópico Especiais em Teoria da História Decolonialidades e pesquisa histórica: outros olhares, outras epistemologias (Profª Michelle Reis

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
I – IDENTIFICAÇÃO
UNIDADE/ CAMPUS: Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
CURSO: Mestrado em História
PERÍODO LETIVO: 2021.2
NOME DA DISCIPLINA: Tópico Especiais em Teoria da História
Decolonialidades e pesquisa histórica: outros olhares, outras epistemologias
COMPONENTE CURRICULAR:
(

) OBRIGATÓRIO

( X ) ELETIVO

DOCENTE(S) RESPONSÁVEL(EIS):
Michelle Reis de Macedo

CH
60 h

II - EMENTA
A disciplina pretende contribuir para as reflexões acerca das relações entre colonialismo,
modernidade eurocêntrica e racismo no processo de formação histórica da sociedade brasileira. A
colonialidade é a estrutura de dominação que permaneceu após o colonialismo, se estendendo até a
atualidade, e caracteriza-se pela hierarquização e classificação da sociedade a partir de critérios
raciais/étnicos. Portanto, o objetivo é compreender o processo histórico de construção da
colonialidade, seus impactos materiais e subjetivos sobre as relações sociais e de poder, além de
propor perspectivas epistemológicas que problematizem práticas, políticas e narrativas eurocêntricas.
Em especial, a disciplina pretende aprofundar os debates sobre como as estruturas de colonialidade
ao longo da História do Brasil invisibilizaram os povos indígenas do século XVI ao XXI, negandolhes direitos, terra e existência. Por fim, destaca-se a importância de as universidades conhecerem e
dialogarem com saberes e conhecimentos dos povos originários, a fim de desenvolverem pedagogias
transformadoras.
III - OBJETIVOS
Objetivo geral: Aproximar-se de pensamentos e práticas decoloniais.
Objetivos específicos:
•
Compreender o processo histórico de construção da colonialidade em associação ao
racismo estrutural.
•
Problematizar práticas, políticas e narrativas históricas eurocêntricas
•
Refletir sobre o protagonismo dos povos indígenas no processo de formação histórica da
sociedade brasileira.
•
Compreender a importância dos saberes indígenas para a pesquisa histórica

IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1- Colonialidade, Modernidade e racismo estrutural
2- Colonialidade na pesquisa histórica
3- Decolonialidades: uma alternativa teórica e prática
V - METODOLOGIA
As aulas remotas serão ministradas de modo síncrono através do Google Meet com encontros
semanais. Serão disponibilizadas ainda atividades assíncronas a serem acompanhadas semanalmente,
com o uso de vídeos, e-books, artigos e textos em pdf.

VI - PLATAFORMA/S ESCOLHIDA/S PARA AS ATIVIDADES ACADÊMICAS NÃO
PRESENCIAIS:
( ) Ambiente Virtuais de Aprendizagem Institucionais (Moodle/SIGAA)
( ) Conferência Web - RNP
( X ) Google Meet
( ) Zoom
( ) Google Classroom
( ) Site do docente
( ) Blog do docente
( ) Outros:
VII - FORMAS DE AVALIAÇÃO
Comentário crítico sobre a bibliografia da disciplina, seminário e participação nos debates em sala de
aula.
VIII - CRONOGRAMA DO COMPONENTE CURRICULAR
SEMANA
1
16 de setembro
2

23 de setembro

3
30 de setembro

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES PLANEJADAS
CONTEÚDOS ABORDADOS: Apresentação do curso
CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade, Modernidade e racismo
estrutural
•

CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade, Modernidade e racismo
estrutural
•
•

4

21 de outubro

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do Poder e Classificação Social.
In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (orgs.).
Epistemologias do Sul. Coimbra, Portugal: Almedina, 2009.

SARTORI JUNIOR, Dailor. Pensamento descolonial e direitos
indígenas. Uma crítica à tese do “marco temporal da ocupação”.
Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017.
Documentário: Negligência de quem?

CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade, Modernidade e racismo
estrutural
•

ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli. Carneiro;
Pólen, 2019.

5

CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade, Modernidade e racismo
estrutural
•

28 de outubro
•
6

ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli. Carneiro;
Pólen, 2019.
Documentário: Monocultura da Fé

CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade na pesquisa histórica

•
4 de novembro
7

CONTEÚDOS ABORDADOS: Colonialidade na pesquisa histórica
•

11 de novembro
8

18 de novembro

9

25 de novembro

9

2 de dezembro

10

9 de dezembro

11

16 de dezembro

SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias:
pesquisa e povos indígenas. Curitiba: Ed. UFPR, 2018.

SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias:
pesquisa e povos indígenas. Curitiba: Ed. UFPR, 2018.

CONTEÚDOS ABORDADOS: Decolonialidades: uma alternativa teórica e
prática

•

SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias:
pesquisa e povos indígenas. Curitiba: Ed. UFPR, 2018.

CONTEÚDOS ABORDADOS: Decolonialidades: uma alternativa teórica e
prática
•

WALSH, Catherine. Interculturalidad y colonialidad del
poder. Un pensamiento y posicionamiento “otro” desde la
diferencia colonial. In: CASTROGÓMEZ, Santiago;
GROSFOGUEL, Ramón (Comp.). El giro decolonial:
reflexiones para una diversidad epistémica más allá del
capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores et
al., 2007.

CONTEÚDOS ABORDADOS: Decolonialidades: uma alternativa teórica e
prática
•

GRAÚNA, Graça. Contrapontos da Literatura Indígena
Contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições,
2013.

CONTEÚDOS ABORDADOS: Decolonialidades: uma alternativa teórica e
prática
•

GRAÚNA, Graça. Contrapontos da Literatura Indígena
Contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições,
2013.

CONTEÚDOS ABORDADOS: Decolonialidades: uma alternativa teórica e
prática
• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São
Paulo: Companhia das Letras, 2019.
• ACOSTA, Alberto. O Bem Viver: uma oportunidade para
imaginar outros mundos. Tradução de Tadeu Breda. São
Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.

IX – REFERÊNCIAS

ACOSTA, Alberto. O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos.
Tradução de Tadeu Breda. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.
ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli. Carneiro; Pólen, 2019.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador:
EDUFBA, 2008.
GONZAGA, Álvaro de Azevedo. Decolonialismo indígena. São Paulo, Matrioska, 2021.
GRAÚNA, Graça. Contrapontos da Literatura Indígena Contemporânea no Brasil. Belo
Horizonte: Mazza Edições, 2013.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras,
2019.
OLIVEIRA, Dennis de. Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica. São Paulo:
Editora Dandara, 2021.
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do Poder e Classificação Social. In: SANTOS,
Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra,
Portugal: Almedina, 2009.
SARTORI JUNIOR, Dailor. Pensamento descolonial e direitos indígenas. Uma crítica à tese
do “marco temporal da ocupação”. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017. (Unidade 1 - 1 aula)
SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias: pesquisa e povos indígenas.
Curitiba: Ed. UFPR, 2018.
WALKER, Sheila S. (org.) Conhecimento desde dentro: os afro-sul-americanos falam de
seus povos e suas histórias. Tradução de Viviane Conceição Antunes. Rio de Janeiro: Kitabu,
2018.
WALSH, Catherine. Interculturalidad y colonialidad del poder. Un pensamiento y
posicionamiento “otro” desde la diferencia colonial. In: CASTROGÓMEZ, Santiago;
GROSFOGUEL, Ramón (Comp.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad
epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores et al., 2007.