Clinamen (29 abril 2015): Reflexões sobre a Educação: Análise sobre a Emancipação Intelectual a partir das Contribuições Filosóficas de Jacques Rancière

A Coordenação do Clinamen – Seminário Permanente de Filosofia – convida toda a comunidade acadêmica para prestigiar a palestra Reflexões sobre a Educação: Análise sobre a Emancipação Intelectual a partir das Contribuições Filosóficas de Jacques Rancière, a ser ministrada pelo Professor de Filosofia da Unidade Penedo da UFAL Moreno Baêta Neves Barbé na quarta-feira, dia 29 de abril, a partir das 18 horas, no Miniauditório de Filosofia (salas novas do Curso, localizadas ao lado da cantina do ICHCA).

Resumo da Palestra:

O exercício da educação em nossa contemporaneidade se defronta com problemas severos acerca da impossibilidade da aprendizagem se tornar um grande meio emancipador da vida opressora que nos pertence. De fato, muitas dificuldades e desencontros que se desdobram entre a prática do educar e do aprender estão conformados pela realidade bruta e desigual que assola a comunidade, expressando-se negativamente através de políticas públicas e do estreitamento da educação pelo viés massificante das instituições de ensino, enquanto modelo fabril, o que precariza e despontencializa, de modo generalizante, a atividade educativa. Contudo, através das obras escritas pelo filósofo Jacques Rancière, em especial O mestre ignorante” (2011) e “O Desentendimento” (1995b), reconhecemos uma nova perspectiva de pensamento e de entendimento acerca da educação e sua capacidade libertária para atuar com os conhecimentos, com a vida sensível e a política pertencente à sociedade. O referido autor também aborda a necessidade de se estabelecer o exercício educativo do reconhecimento da igualdade das inteligências e do desentendimento como dispositivo crítico e fortalecedor do educar. Nesta perspectiva, o presente artigo tem como objetivo realizar um trabalho de tensionamento e avaliação, a partir das contribuições de autores como Friedrich Nietzsche (2004), Rancière (1995b, 2011), Paulo Freire (1978), Michel Foucault (2006, 1993), entre outros, a respeito da educação no entremeio de suas formas opressivas ou disciplinadoras e seus caminhos que acolhem a diferença e a emancipação intelectual do professor/educando.

Fonte: Blog do Projeto de Extensão Clinamen.

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