Projetos Credenciados 2026
(2026- atual) PROJETO TESTEMUNHA OCULAR: MEMÓRIAS DA DITADURA EM ALAGOAS- tem como proposta a construção de um acervo audiovisual sobre os momentos que impactaram vidas durante a ditadura civil-empresarial-militar que assolou o país entre 1964 e 1985. Através de depoimentos de estudantes, ativistas, artistas, jornalistas, vítimas do regime autoritário, buscaremos registrar as memórias e histórias das vidas atravessadas por este período no estado de Alagoas. O projeto é uma parceria entre três grupos de pesquisa que atuam no território alagoano, o LAHMP (Laboratório de História, Memória e Política/Uneal), o Neped (Núcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas/Ufal) e o Viramundo (Coletivo de Pesquisadores/as em História, Ditaduras, Transições e Arte Engajada/Ufal). Coordenação: Profª AnaFlávia Ferraz (Neped/Ufal); Prof. Anderson Almeida (Viramundo/Ufal); Profª. Clara Suassuna (Viramundo/Ufal); Prof. Marcelo Gois (LAHMP/Uneal), Prof. Otávio Cabral (Neped/Ufal). Discentes pesquisadores/as: Ana Katharina Carvalho dos Santos (Viramundo/Ufal); Ana Luiza Argemiro da Silva (Viramundo/Ufal); Isadora Soares Gama Calazans (Neped/Ufal); Jennifer Thayná de Lima dos Santos (Viramundo/Ufal); João Igor Macena (Neped/Ufal); José Manoel dos Santos Paz (Viramundo/Ufal); Kyara de Melo Macedo (Neped/Ufal); Lian Souza Vieira (Neped/Ufal); Luciele Barros (Viramundo/Ufal); Rafael José Prado da Silva (Viramundo/Ufal); Raquel Collaço Silva (Neped/Ufal); Roosivelt Gabriel Macario Neves (Neped/Ufal).
(2026- atual) CINEMA INSURGENTE: ESTÉTICA E POLÍTICA NO CINEMA DO EZLN - Este projeto investiga o audiovisual produzido no contexto das lutas sociais, com foco nos documentários realizados por coletivos e cineastas vinculados/as a esses processos. O estudo analisa as produções cinematográficas desenvolvidas por movimentos sociais latino-americanos, mais especificamente as ligadas ao EZLN- Exército Zapatista de Libertação Nacional (coletivo Los Tercios Compas), no México. Partimos das discussões teórico-políticas sobre o Terceiro Cinema (Solanas & Getino; Stam), o Manifesto Tricontinental (Rocha) e o Cinema Periférico Contemporâneo (Prysthon), com o intuito de problematizar as possibilidades de um cinema militante terceiromundista na contemporaneidade. Por fim, refletimos sobre a constituição de novos horizontes políticos, nos quais a arte atua como ponto de inflexão e componente fundamental para a construção e propagação dos ideais de mundo zapatistas. Coordenação: Ana Flávia Ferraz (Neped/UFAL)
(2026-atual) ARTE E RESISTÊNCIA: O TEATRO ALAGOANO NOS ANOS DE CHUMBO- Ao longo dos 21 anos de ditadura civil-militar, o teatro alagoano não deixou de representar, apesar da censura imposta. Alguns grupos do estado se destacaram por encenarem peças que representavam uma resistência ao autoritarismo vigente, outras companhias nacionais passaram por palcos alagoanos promovendo debates sobre o regime opressor. Coletivos como Os Corujas, a Companhia Alagoense de Teatro e o Teatro Universitário de Alagoas, desde o final dos anos 60 do século passado, marcaram suas épocas com suas encenações em oposição ao sistema opressor. Em que pese já se passarem mais de 50 anos e alguns do(a)s participantes dos grupos não mais existirem, faz-se necessário a preocupação com a memória no sentido de levantar, registrar, catalogar essas encenações como forma de documentar esse momento particular na história do teatro alagoano. Arte e resistência: o teatro alagoano nos anos de chumbo, busca contribuir para a sistematização de informações que ainda merecem ser contadas. Precisamos falar sobre o teatro no estado em época de autoritarismo, de censura, de silenciamento. Assumindo perspectivas teóricas ancoradas na concepção sobre artivismo, arte e política (Chaia (2007); Ranciere, (2009)) e teatro de militância e político (Piscator (1968); Garcia (1990)) e usando como base de pesquisa documentos históricos do Sian (Sistema de Informação do Arquivo Nacional), do Arquivo Público Estadual e dos relatórios da Comissão da Verdade, buscaremos escrever esse capítulo ainda nebuloso sobre a história do teatro alagoano. Coordenação: Ana Flávia Ferraz (Neped/Ufal). Discentes pesquisadoras: Isadora Soares Gama Calazans (Neped/Ufal); Kyara de Melo Macedo (Neped/Ufal); Raquel Collaço Silva (Neped/Ufal).
(2026-atual) CAMINHOS PARA UMA HISTORIOGRAFIA DO TEATRO EM MACEIÓ-Esta pesquisa investiga a produção teatral em Maceió entre os séculos XIX e XX, com ênfase na constituição historiográfica. O estudo parte do levantamento e da análise da produção bibliográfica e documental existente sobre as artes cênicas em Alagoas, contemplando pesquisas desenvolvidas em diferentes níveis acadêmicos e documentos preservados em instituições locais. Busca-se, inicialmente, compreender como a história do teatro na capital alagoana tem sido registrada, interpretada e narrada, identificando referências, lacunas, recorrências e perspectivas presentes na produção historiográfica. Em seguida, o levantamento documental contempla diferentes tipos de fontes, como registros pessoais e históricos, artigos e anúncios de jornais, imagens e outros documentos relacionados à atividade teatral. A investigação considera, ainda, aspectos da dinâmica da produção teatral, como a atuação de grupos e sociedades amadoras, a circulação de artistas, a organização de espetáculos e festivais, a constituição e utilização dos espaços teatrais e suas relações com a vida social, cultural e urbana da cidade. A partir do cruzamento entre bibliografia e documentação, pretende-se ampliar a compreensão sobre a presença e as transformações do teatro no cenário cultural maceioense, bem como identificar possibilidades de análise e construção de novas narrativas historiográficas sobre sua trajetória. Pesquisadora: Matilde Wrublevski (Neped/Ifal)