Projeto Pedagógico
PPC atualizado em razão do processo n.º 200815025, de Renovação de Reconhecimento do Curso de Teatro: código MEC n.º 786472 e código da avaliação n.º 103695.
PPC 2021 (2019) TEATRO atualizado em razão do PC.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES – ICHCA
LICENCIATURA EM TEATRO
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
LICENCIATURA EM TEATRO
MACEIÓ
2019
(2021)1
1
PPC atualizado em razão do processo n.º 200815025, de Renovação de Reconhecimento do Curso de Teatro:
código Mec n.º 786472 e código da avaliação n.º 103695.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES - ICHCA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
LICENCIATURA EM TEATRO
Projeto pedagógico do curso de Licenciatura em
Teatro, elaborado com o objetivo de reformar seu
conceito pedagógico e suas metodologias de
aprendizagem, adequando-o à legislação vigente e
às novas diretrizes internas da UFAL.
Reitor
Prof. Dr. Josealdo Tonholo
Comissão de Elaboração do
Projeto:
Vice-Reitora
Prof.ª Dr.ª Eliane Aparecida Holanda
Cavalcanti
Docentes:
Prof.ª Dr.ª Ana Flavia de Andrade
Ferraz
Prof. Dr. Ednaldo Cândido Moreira
Gomes
Prof. Me. Francisco Rogers Cavalcanti
Ayres
Prof. Dr. Ivanildo Lubarino Piccoli dos
Santos
Prof.ª Dr.ª Lara Barbosa Couto
Prof. Dr. Marcelo Gianini
Prof. Dr. Otávio Gomes Cabral Filho
Prof. Me. Ronaldo de Andrade Silva
Prof.ª Dr.ª Telma Cesar Cavalcanti
Prof. Me. Washington Monteiro da
Anunciação
Pró-Reitor de Graduação
Prof. Dr. Amauri da Silva Barros
Coordenadoria de Cursos de
Graduação – CCG
Prof.ª Dr.ª Eliane Barbosa
Responsável pela Revisão do
Projeto Pedagógico
Jean Luiz Davino dos Santos –
Técnico em Assuntos
Educacionais/PROGRAD
Diretora do Instituto
Prof.ª Dr.ª Sandra Nunes Leite
Técnico-administrativo
Celso Antonio de Melo Araújo
Representantes discentes
Ednar Jordan Mendes
Alexsandre da Silva
MACEIÓ
2021
2
SUMÁRIO
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
06
2. CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
08
2.1. Contextualização regional da instituição
09
3. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO
10
3.1. Histórico do curso
10
3.2. Contexto local do curso
12
4. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
17
4.1. Ensino
19
4.2. Pesquisa
21
4.3. Extensão
21
4.3.1. Programa de Extensão e Atividades Curriculares de Extensão (ACE) 28
4.4. Acessibilidade
32
4.5. Núcleo de acessibilidade – NAC
33
4.6. Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
34
4.6. Inclusão
34
4.7. Responsabilidade social
35
5. OBJETIVOS DO CURSO
36
6. PERFIL DO EGRESSO
38
7. CAMPO DE ATUAÇÃO
40
8. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
41
9. METODOLOGIA
47
10. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
50
3
10.1. Estrutura curricular
50
11. COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS
56
11.1. Matriz Curricular
56
11.2. Flexibilização curricular
60
11.3. Interdisciplinaridade
62
11.4. Relação teoria-prática
63
11.5. Transversalidade
64
12. CONTEÚDOS CURRICULARES
66
12.1. Educação Ambiental
66
12.2. Relações étnico-raciais, história e cultura afro-brasileira, africana e
indígena
66
12.3. Educação em Direitos Humanos
66
13. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
68
14. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
69
14.1. Quadro das especificações das atividades complementares
70
15. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC
75
16. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC
76
17. AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
77
17.1. Procedimentos de avaliação no processo de ensino e aprendizagem 77
17.2. Procedimentos de avaliação do curso
79
17.3. Procedimentos de avaliação do projeto pedagógico
80
18. COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO
82
19. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE
84
20. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE APOIO NO ÂMBITO DO CURSO
86
4
20.1. Políticas de apoio aos docentes e técnicos
86
20.2. Políticas de apoio aos discentes
87
21. CONDIÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DO CURSO
90
21.1. Recursos humanos
90
21.2. Infraestrutura e recursos materiais
90
21.3. Laboratórios didáticos
90
22. EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS (ESPECÍFICA E COMPLEMENTAR)
93
23. REFERÊNCIAS
164
ANEXOS
169
5
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
INSTITUIÇÃO MANTENEDORA
Denominação: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília — Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188 – 7
Dependência: Administrativa Federal
INSTITUIÇÃO MANTIDA
Denominação: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: nordeste
CNPJ: 24.464.109/0001 – 48
Endereço: Av. Lourival Melo Mota, SN, Tabuleiro do Martins, Maceió — AL
CEP 57072 – 900. Fone: (82) 3214 – 1100 (Central) — Coordenação (82) 3214 –
1442
Portal eletrônico: https://UFAL.br
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Curso: Licenciatura em Teatro
Modalidade: Licenciatura — presencial
Título oferecido: Licenciado/a em Teatro
Nome da mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus: A. C. Simões
Município-sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região:
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes —
ICHCA
6
Endereço de funcionamento do curso: Av. Lourival Melo Mota, SN — Tabuleiro
dos Martins Maceió — AL. CEP: 57072 – 900.
Portal Eletrônico do curso:
https://ichca.UFAL.br/graduacao/teatro
ATOS LEGAIS
Portaria de Autorização: Resolução n.º 56/97 de 15.08.97– CEPE/UFAL
Portaria de Reconhecimento: Portaria Ministerial n.º 3.276/2004
Número de vagas autorizadas: 40
Turno de funcionamento: Vespertino
Carga horária do curso: 3.556 horas
Tempo de integralização do curso
Tempo mínimo: 04 (quatro) anos / Tempo máximo: 06 (seis) anos
Vespertino: Mínimo 08 (oito) períodos / Máximo 12 (doze) períodos
Coordenador(a) do curso:
Prof.ª Dr.ª Lara Barbosa Couto
Regime de Trabalho: 40 horas (D.E.)
Formação Acadêmica: Bacharelado em Artes Cênicas
Titulação: Doutora em Artes Cênicas
7
2. CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
Instituição: Universidade Federal de Alagoas
Campus: A.C. Simões
Unidade acadêmica: Instituto de Ciências Sociais
CNPJ: 24.464.109/0001 – 48
Endereço: Av. Lourival Melo Mota, S/N, Tabuleiro dos Martins — Maceió — AL, CEP:
57072 – 900.
Cidade/UF: Maceió/ AL
Telefone da coordenação: (82) 3214 – 1616
Site: Teatro — Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (UFAL.br)
E-mail: coordenacao.teal@ichca.UFAL.br
Site da universidade: https://UFAL.br/ ou Universidade Federal de Alagoas (UFAL.br)
Telefone da reitoria: (82) 3214 – 1051
Telefone da PROGRAD: (82) 3214 – 1084
Mantenedora: Ministério da Educação (MEC)
A Universidade Federal de Alagoas — UFAL — é pessoa jurídica de direito
público, com sede na avenida Lourival de Melo Mota, SN, campus A. C. Simões, no
município de Maceió, Estado de Alagoas.
A UFAL foi criada pela lei federal n.º 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir
do agrupamento das Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia
(1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957).
A UFAL é uma instituição federal de educação superior, de caráter
pluridisciplinar de ensino, pesquisa e extensão. Está vinculada ao Ministério da
Educação (MEC) e é mantida pela União, com autonomia assegurada tanto pela
Constituição brasileira quanto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB) — Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
A UFAL é multicampi. As diversas unidades ofertam, juntas, mais de 100
cursos de graduação.
Em 2006, a universidade iniciou um processo de interiorização e expandiu
sua atuação para o Agreste, com um campus em Arapiraca e com outras unidades
educacionais em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa. Em 2010, a universidade
chegou ao Sertão, instalando-se em Delmiro Gouveia e em Santana do Ipanema.
Além dos cursos presenciais, há graduações ofertadas na modalidade de
Educação à Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil — UAB. A
pós-graduação contribui com mais de 30 programas de mestrado e mais de 10
8
programas de doutorado, além dos cursos de especialização nas mais diferentes
áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e grupos
de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. E a extensão é uma
atividade em constante expansão.
O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva através de processo seletivo:
ENEM/SiSU/MEC (Sistema de Seleção Unificada).
9
2.1. CONTEXTUALIZAÇÃO REGIONAL DA INSTITUIÇÃO
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km², o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão) e 13 microrregiões. Segundo o Censo de 2010 do IBGE, o Estado
apresentava população residente de 3.120.922 habitantes, 73,64% em meio urbano.
A inserção espacial da UFAL considera as demandas apresentadas pela
formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado nas suas (meso e
micro) regiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma oferta
acadêmica que respeita as características econômicas e sociais de cada localidade,
estando as suas unidades instaladas em cidades polo consideradas fomentadoras
do desenvolvimento local.
Com a interiorização, a UFAL realiza cobertura universitária significativa em
relação à demanda representada pelos egressos do ensino médio em Alagoas, à
exceção do seu litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de
Porto Calvo se encontra em tramitação na SESu/MEC.
O PIB per capita estadual era de R$ 12.335,00, em 2014, sendo o setor de
serviços o mais importante na composição do valor agregado da economia, com
participação de 66.35%. Os restantes 33.65% estão distribuídos em atividades
agrárias — policultura no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na Zona da
Mata. Além disso, há o turismo ecológico e marítimo.
A cidade de Maceió (capital) cumpre uma função central na economia
alagoana. A cidade concentra 32% da população do Estado de Alagoas e 47% do
Produto Interno Bruto (PIB) do Estado (Fonte: IBGE, 2014).
Segundo o coeficiente de Gini (indicador que mede o grau de desigualdade
social entre as regiões e países), Alagoas possui uma das maiores polaridades de
distribuição de renda no Brasil: 1% dos mais abastados (aproximadamente 35 mil
pessoas) detêm 12% da renda do Estado, enquanto os 50% mais pobres ficam com
apenas 14% da renda estadual. Parte substancial dessa disparidade de renda se
deve ao déficit educacional verificado no Estado. Conforme a PNAD (Pesquisa
Anual de Domicílios — IBGE, 2011), do total da População Economicamente Ativa
(PEA) existente em Alagoas, 21% não possuíam nenhuma instrução, e mais de 30%
não possuía nem sequer o primeiro grau (primeiro ciclo do ensino fundamental).
10
A Secretaria de Educação do Estado de Alagoas projeta minimizar as
disparidades ora identificadas, e propõe como metas:
•
Ampliar a rede Estadual de Ensino;
•
Adequar qualitativa e quantitativamente o quadro de pessoal;
•
Ampliar a jornada dos alunos nas Escolas;
•
Fomentar a ampliação da oferta do Ensino fundamental;
•
Ampliar a oferta do Ensino Médio e Educação Profissional;
•
Garantir o cumprimento da Política Estadual da Educação;
•
Fortalecer o Regime de Colaboração.
Tendo em vista que a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas
estabeleceu essas e outras diretrizes, se torna relevante destacar que a Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) afirma que “o Teatro instaura a experiência
artística multissensorial de encontro com o outro em performance. Nessa
experiência, o corpo é lócus de criação ficcional de tempos, espaços e sujeitos
distintos de si próprios, por meio do verbal, não verbal e ação física” (p.196). Assim
sendo, o fazer teatral ao possibilitar “a intensa troca de experiências entre os alunos”
aprimora “a percepção estética, a imaginação, a consciência corporal, a intuição, a
memória, a reflexão e a emoção” (p.196).
Essas atividades didáticas estão relacionadas com as demandas regionais
educacionais, e com a necessidade de se formar professores do componente
curricular Arte — Teatro.
11
3. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO
3.1. HISTÓRICO DO CURSO
Ao longo da história do Brasil existiram diversas iniciativas de utilização do
teatro no processo educativo e na formação educacional de pessoas voltadas para a
arte teatral. A Companhia de Jesus desenvolveu nos seus colégios uma sólida
estrutura de uso escolar religioso do teatro, comparável àquela praticada na Europa.
Nesse momento, os mistérios religiosos tinham como objetivo a formação de
consciência numa perspectiva cristã.
Em meados do século XIX, João Caetano (ator e dramaturgo brasileiro) criou
uma escola de teatro com vistas a diluir o poder absoluto das companhias jesuítas
entre nós. Buscando superar a condição marginal, discriminada e subalterna da
classe teatral do seu tempo, o projeto continha itens curriculares como “Da Reta
Pronúncia”, “Da Declamação e Esgrima” e “Da História”.
Em 1857, é criado o Conservatório Dramático do Rio de Janeiro, que não foi
propriamente uma escola de teatro, mas sim uma agremiação de incentivo à
dramaturgia. Chamava atenção dos alunos para “boa prosódia e nítida compreensão
dos papéis desempenhados”. Pensava-se, na época, aperfeiçoar o fazer artístico e
as formas de apreciação da arte teatral através de debates em sessões culturais.
A instituição da escola de teatro é recente. Antes, os atores eram instruídos
no seio da classe teatral e as suas funções eram bastante estáveis, com
representações de papéis do mesmo tipo ao longo de toda a vida. No teatro
moderno, torna-se bem mais complexo o trabalho do ator e de todos os envolvidos
com a arte teatral. O ator, por exemplo, não pode mais se fixar num estilo ou em
convenções rígidas. Ele deve dominar técnicas para trabalhar com variadas
categorias de texto e com gestos e entonações diferenciados, exigindo um período
de formação que justifica a existência de escolas. No século XX, instituições de
ensino de teatro são criadas em várias cidades brasileiras.
A Escola Dramática Municipal, atual Martins Pena, e o Curso Prático de
Teatro, criado em 1937, incorporado dois anos depois pelo Serviço Nacional de
Teatro, constituem ambos um marco de ensino formal de teatro no Rio de Janeiro.
12
Em 1939, o Serviço Nacional de Teatro criou o Curso Prático de Teatro,
depois transformado em Conservatório Nacional de Teatro como parte integrante da
Universidade do Brasil, em 1945, incluindo os cursos de Ator, de Dança e de Canto.
Em 1958, a regulamentação do Conservatório Nacional de Teatro passa a
exigir o nível ginasial para admissão, passando a formar, por cursos de três anos,
atores, cenógrafos e bailarinos. Os alunos da área de formação de atores, cursando
mais um ano, podiam habilitar-se como diretores de teatro. Com a criação da
Federação das Escolas Isoladas do Estado da Guanabara — FEFIEG, em 1969, o
Conservatório Nacional de Teatro é desvinculado do Serviço Nacional de Teatro e
incorporado a FEFIEG, com o nome de Escola de Teatro.
Em São Paulo, Alfredo Mesquita cria a Escola de Arte Dramática, atualmente
vinculada a Universidade de São Paulo — USP, formando atores ao nível médio de
ensino. O Departamento de Teatro da USP foi criado pelo Prof. Alfredo Mesquita em
1968, na Escola de Comunicações e Artes. O atual Departamento de Artes Cênicas
promove a formação de críticos, dramaturgos, diretores, atores e professores de
teatro.
Na Bahia, em 1955, o Reitor Edgar Santos cria na Universidade Federal da
Bahia — UFBA — a Escola de Teatro, visando propiciar a formação de diretores,
atores e professores de teatro.
Em 1957, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi implantado o
Curso de Arte Dramática — CAD. Inicialmente ligado à Faculdade de Filosofia, o
CAD era liderado por Ruggero Jacobbi, diretor teatral italiano especialmente
convidado como professor do curso. No ano de 1967, o Curso de Arte Dramática
tornou-se Centro de Arte Dramática, assumindo a formação, ao nível superior, de
Diretores de Teatro e Professores de Arte Dramática e, ao nível médio, de Atores de
Teatro. Devido à Reforma Universitária, no ano de 1970, o Centro de Arte Dramática
desligou-se da Faculdade de Filosofia e passou a integrar o Instituto de Artes,
constituindo então o Departamento de Arte Dramática — DAD.
Vários outros cursos de teatro em nível superior foram criados em todo o país
e, com a Lei n.º 5.692/1971, dá-se a criação dos Cursos de Licenciatura em
Educação Artística, alguns deles oferecendo Habilitação em Artes Cênicas,
destacando-se as seguintes Instituições de Ensino Superior — IES: UNICAMP, USP,
13
UFPE, UFPB, UFRN, UDESC, UFSC, UFMA, UFAL, UFES, UFSM, UFU, UFRJ,
UnB e FBT.
Em 1996, com a implantação da nova LDB e com a criação da disciplina Arte
na Educação Básica, os PCN-Arte acabam com a antiga formação polivalente em
Educação Artística e apontam para a necessária formação especializada em cada
uma das quatro linguagens artísticas indicadas, entre elas, a linguagem teatral.
Dessa forma, criam-se por todo o território nacional cursos de Licenciatura em
Teatro, com o intuito de suprir essa demanda por professores especializados. Nesse
contexto, se dá a criação do atual curso de Licenciatura em Teatro da UFAL.
Anterior à criação do Curso de Licenciatura em Teatro, em 1998, a UFAL já
oferecia cursos de formação na linguagem teatral desde 1981, quando realizou o
primeiro concurso vestibular para o Curso de Artes Cênicas: Interpretação Teatral.
Em 1983, foram contratados professores para as disciplinas de Artes Cênicas:
Teatro. Na década de oitenta, três turmas concluíram o curso. Em 1988, esse curso
foi
suspenso
sendo
substituído
pela
implantação
do
Curso
Técnico
Profissionalizante de Formação do Ator.
Em 1990, o Colegiado de Artes Cênicas, assessorado pela Prof.ª Dr.ª Bárbara
Heliodora da Universidade Federal do Rio de Janeiro — UFRJ, elaborou o Projeto
Pedagógico do Curso de Formação do Ator. Esse documento foi aprovado pelo
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão — CEPE — em 21.09.1993, pela
resolução n.º 73/1993. O curso começou a funcionar no segundo semestre de 1990.
Em 1998, o curso de Artes Cênicas Licenciatura em Teatro foi implantado no
vestibular com a assessoria do Prof. Dr. Armindo Bião da UFBA.
Atualmente, o Curso de Licenciatura em Teatro da UFAL se constitui como o
único curso de graduação em teatro voltado à formação de professores para a
Educação Básica no Estado de Alagoas.
A forma de ingresso, realizada através do Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM) e do SISU (Sistema de Seleção Unificada) do MEC, atende não só a
estudantes do Estado de Alagoas, mas também a alunos e alunas vindos de
Estados vizinhos.
14
3.2. CONTEXTO LOCAL DO CURSO
O Estado de Alagoas possui 102 municípios. Segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, no Censo Demográfico 2000 e
Pesquisa de Orçamentos Familiares — POF 2002/2003, a incidência da pobreza
alcança níveis de 59,54% desse contingente populacional. Não obstante, segundo
fontes do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais — INEP, coletados pelo Censo Educacional — 2012, cerca de
589.647 alunos são matriculados no Ensino Fundamental, distribuídos 131.801 no
Ensino Médio e 86.166 alunos no Ensino Pré-Escolar, distribuídos em Escolas
Públicas Federais, Estaduais, Municipais e em Escolas Privadas.
Esse índice utiliza como critérios de avaliação a renda, a longevidade e a
educação para medir o desenvolvimento humano em 177 países, podendo ser
aplicado também a núcleos sociais menores, no caso da sua aplicação em cidades.
O índice varia de 0 a 1, sendo considerados de baixo desenvolvimento os países
que atingem menos de 0,499 pontos, de maior desenvolvimento os que possuem
nota de 0,500 até 0,799, e de alto desenvolvimento os países que atingem
pontuação superior a 0,800. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística — IBGE, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal — IDH cresceu
de 0,371 em 1991, para 0,631 em 2010, possibilitando a percepção de uma visível
modificação no quadro educacional.
Segundo os dados do Plano de Desenvolvimento Institucional — PDI 2013 –
2017, com uma extensão territorial de 27.767.661 km², o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões. Dados coletados no Censo de 2010, pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, indicam que o Estado de
Alagoas apresentava população residente de 3.120.922 de habitantes, 73,64% em
meio urbano.
A UFAL desenvolve atividades presenciais através dos seus campi e
Unidades Educacionais em 06 dos 10 municípios mais populosos do Estado:
Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo e Delmiro Gouveia. O
PIB per capita estadual era de R$ 6.728,00, em 2009, sendo o setor de serviços o
15
mais importante na composição do valor agregado da economia, com participação
de 72%. Os restantes 28% eram distribuídos em atividades agrárias e industriais.
Em 1980, na gestão do reitor Prof. João Ferreira Azevedo, a UFAL inicia a
missão de formar arte-educadores. No ano de 1982, é criado o Curso de
Licenciatura em Música, sendo implantados, posteriormente, as Licenciaturas em
Teatro, em 1998, e em Dança, em 2007. É somente na Gestão da então Reitora
Professora Delza Leite Gitai Gomes que os Cursos de Artes passam a ser sediados
no Espaço Cultural Salomão de Barros Lima, na Cidade de Maceió.
A função da Universidade, através do curso de graduação em licenciatura, é
prover a formação de recursos humanos aptos para o exercício da docência na
Educação Básica do Brasil e, no caso do ensino de teatro, para atuar também na
formação e fomento do mercado de trabalho artístico no âmbito das artes cênicas.
O curso de Licenciatura em Teatro visa formar e profissionalizar jovens e
adultos com uma educação de qualidade, habilitando-os para atuar em processos
educativos e pedagógicos nos espaços de ensino formal e não formal.
A Licenciatura em Teatro possibilita que sejam atendidas as crescentes
demandas de formação de professores em artes para a educação básica do Estado
de Alagoas e do país, bem como o contínuo e consequente desenvolvimento
artístico de profissionais voltados à pesquisa das formas dramáticas presentes na
cultura de tradição popular alagoana em diálogo com a produção mundial. O diálogo
artístico e cultural entre o local e o universal também se encontra presente nos
Referenciais Curriculares para a Educação Básica de Alagoas para o ensino da Arte,
ao apresentar como operador contextual para o Ensino Fundamental II, a localização
geográfica dessas expressões.
A cultura, o lazer e a educação são três pilares fundamentais na formação de
cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres. Porém, nem todo jovem tem
acesso às mais relevantes produções artístico-culturais da humanidade. Pesquisa
realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), intitulada Perfil
dos Municípios Brasileiros, constatou esse problema na prática e, de acordo com
seus dados, em Alagoas, cerca de 80 cidades não possuem nem sequer museu,
teatro ou centro cultural.
Segundo a pesquisa, que abrange os 102 municípios alagoanos, 95 cidades
possuem bibliotecas públicas e 87 têm ginásios poliesportivos. No entanto, quando
16
se trata de unidades de ensino superior (30), centros culturais (26), museus (25),
livrarias (23), teatros (16), arquivos públicos ou centros de documentação (14) e
cinemas (8), os números são bem mais modestos.
Se se constata deficiência em estruturas físicas destinadas à cultura e à
educação em Alagoas, por outro lado, segundo dados da Fundação Municipal de
Ação Cultural de Maceió (FMAC), o Estado é o que possui a maior diversificação em
folguedos do Brasil. São treze folguedos natalinos, dois folguedos de festas
religiosas, oito folguedos carnavalescos, sendo quatro com estrutura simples, três
danças e dois torés, totalizando vinte e nove folguedos e danças genuinamente
alagoanos espalhados pelos 102 municípios do Estado.
Os dados e números apresentados mostram o incipiente diálogo entre a
cultura oficial e a cultura de tradição popular. É nesta lacuna que o curso de
Licenciatura em Teatro pretende atuar como mediador, através da formação de
professores e artistas teatrais comprometidos com o desenvolvimento desse diálogo.
A formação desses mediadores se fará através de ações que se articulem com o
tripé ensino-pesquisa-extensão da universidade. Ações de pesquisa pedagógica e
artística que referendem e divulguem essas manifestações nos âmbitos acadêmicos
do país. Ações de ensino em que a formação na linguagem artística dos futuros
professores de teatro da Educação Básica e do ensino não formal aconteça por
meio do diálogo entre a cultura de tradição popular e o patrimônio cultural da
humanidade. Ações de extensão em que as práticas e saberes acadêmicos deste
patrimônio imaterial da humanidade sejam difundidos democraticamente pelo
Estado.
O diálogo entre a cultura acadêmica e a cultura de tradição popular de
Alagoas fará com que a UFAL realize uma ação direta na difusão de questões
relativas aos direitos humanos. Reconhecer e fomentar as formas e as práticas
culturais de populações discriminadas econômica e politicamente significa atuar de
maneira incisiva no reconhecimento do outro e de seus direitos elementares de
existência. O diálogo fomentará ainda o reconhecimento e a difusão por parte da
universidade de culturas, saberes e práticas originários das três etnias formadoras
do povo alagoano, a ameríndia, a europeia e a africana. A opção pela
contextualização geográfica e cultural em tradições populares provocará também
17
consequências reais no fomento de ações sustentáveis no manejo de recursos
naturais e do meio ambiente.
Observe-se que a demanda pela formação de profissionais especializados na
linguagem teatral em Alagoas pode ser constatada não somente no que se refere à
formação de professores para a Educação Básica, mas também na grande procura
pelo curso de Artes Dramáticas da Escola Técnica de Artes da UFAL (ETA),
instituição que desenvolve suas atividades pedagógicas em parceria com o curso de
Licenciatura em Teatro. As parcerias se dão na área do Ensino, por intercâmbio de
professores entre os dois cursos, da Pesquisa por meio do Minter, realizado nos
anos de 2012 – 2014, junto à Universidade Federal da Bahia, que possibilitou a
graduação em nível de mestrado também de professores da Licenciatura, e das
atividades e projetos de Extensão realizados conjuntamente. Em 2021, está em
vigência o Programa de Doutorado Interinstitucional – DINTER, programa no qual
professores da graduação e da ETA estão em processo de aprendizagem e
pesquisa de suas práticas.
Tem sido intermitente o trânsito de formandos entre estes dois cursos, seja
no sentido de uma graduação em Licenciatura, seja na procura por uma capacitação
profissional específica na área da interpretação teatral.
Nessa perspectiva de formação, e levando ainda em consideração a
inexistência de outros cursos de Graduação em Teatro no Estado de Alagoas,
podemos constatar que existe um grande interesse de jovens e adultos com
pretensões de obter um diploma de curso superior em Licenciatura em Teatro na
UFAL.
Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases — 9.394/96 (LDB) — explicita a
realização da ação do Estado no campo educacional estabelecendo que "o ensino
da arte constituirá componente obrigatório, nos diversos níveis da educação básica,
para promover o desenvolvimento cultural dos alunos". Com a aprovação da LDB
em 1996, o ensino de Arte passou a ser obrigatório na Educação Básica (cf. art. 26,
§ 2°) e, ao ser incluído na estrutura curricular como área, a Arte deixou de ser
considerada apenas como uma atividade complementar à própria educação.
Nesse mesmo caminho, o Ministério da Educação lançou os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
referências para os profissionais de educação que pretendem utilizar a Arte na
18
elaboração de seus projetos pedagógicos, na reflexão da prática educativa
cotidiana, na análise de materiais pedagógicos e na própria discussão sobre
educação. Tendo em vista que as escolas públicas e particulares do Estado de
Alagoas em geral quase não possuem professores com formação específica na área
de Artes, um curso de Licenciatura em Teatro poderá minimizar essa deficiência no
Estado.
É com intuito de suprir as lacunas presentes na atual formação educacional e
artístico-cultural de professores e artistas teatrais, inclusive com seu olhar e prática
voltados à cultura popular, que acreditamos justificar-se a oferta do curso de
Licenciatura em Teatro da UFAL.
19
4. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
O funcionamento do curso de Licenciatura em Teatro é baseado em alguns
princípios filosóficos, técnicos e metodológicos gerais que norteiam as práticas
acadêmicas da UFAL registradas no Projeto Pedagógico Institucional — PPI, a
saber: a articulação entre a teoria e a prática; a interdisciplinaridade; a flexibilidade
curricular e a articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão.
O planejamento das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão
dirigidas à formação do educador, deverá estar voltado para o desenvolvimento de
uma proposta de aprendizagem integradora, que deverá partir da observação, da
vivência e da interação da realidade com o teatro.
Assim, espera-se estimular a produção de novos conhecimentos que
abarcarão gradativamente outras dimensões estéticas e socioculturais. Dessa forma,
enfrentaremos os desafios de uma aprendizagem em permanente processo de
construção, pelo qual se pode acompanhar as transformações sociais e culturais de
nosso tempo. Essas ações serão realizadas com a participação dos docentes e dos
discentes como fomentadores de ações artístico-pedagógicas.
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) buscou, no processo de construção
deste PPC, refletir algumas questões conceituais sobre a arte do teatro e sobre a
licenciatura na linguagem teatral. Essa reflexão levou o corpo docente tanto a
repensar a função do curso para a educação alagoana quanto redimensionar a
inserção da Licenciatura em Teatro nas artes e na cultura local.
O movimento de busca do teatro realizado em Alagoas levou-nos às
manifestações espetaculares e dramáticas da cultura de tradição popular, presente
na maioria dos municípios do Estado de Alagoas. Diante de um contexto em que tais
manifestações artísticas têm dificuldades em ser reconhecidas como legítimas
expressões teatrais, depreciadas que são por uma visão eurocêntrica do teatro e
não merecedoras de estudos aprofundados nas pesquisas acadêmicas realizadas
na universidade brasileira, propomos aqui um curso que, ao se voltar para a
formação do professor de teatro alagoano, forme também um mediador entre esses
dois modos de produção cultural, o popular e o acadêmico/erudito.
Tal movimento em direção à cultura popular de tradição encontra-se também
na pesquisa e na produção de diversos coletivos teatrais em atividade no Estado de
20
Alagoas. Existem experiências significativas lideradas por grupos locais, seja de
Teatro de Rua, seja em palcos convencionais, em diálogo com a cultural popular de
tradição e que não possuem respaldo em estudos acadêmicos sistematizados.
Importante salientar que não se pretende fazer distinções de valor entre esses
modos de produção teatral, nem mesmo privilegiar um em detrimento do outro, visto
que ambos comungam dos mesmos elementos que formam a linguagem teatral. O
que se quer é criar canais de diálogo em que as formas e poéticas vindas da
tradição popular, que têm nos seus mestres os máximos representantes artísticos,
tenham corpo e voz na universidade e sejam reconhecidas e valorizadas como
obras de arte e os seus produtores como artistas. Por outro lado, também se deseja
que a produção acadêmica e erudita possa ser democratizada sem se transformar
em uma “monocultura colonizadora” do imaginário popular ou numa cultura que se
restrinja, nas suas formas de produção e fruição, às elites econômicas. Ressalte-se,
ainda, nesse contexto, a importância de estudos críticos na universidade da
produção artística inserida na indústria cultural para a formação do professor de
teatro em Alagoas.
Optamos politicamente por, no momento, ainda que vistos como necessários,
não criar ou selecionar conceitos para Cultura Popular de Tradição, Indústria
Cultural e Cultura Acadêmico/Erudita, pois, se o que se quer é estabelecer diálogos,
atritos e fricções entre a universidade e a comunidade, tal conceituação pode vir a
ser uma restrição inicial a estes objetivos de interação e mediação. Por ora, é
suficiente delimitarmos os territórios das manifestações artísticas populares,
territórios fluidos e passíveis de criação de novas fronteiras; delimitação construída
mais por negativas que assertivas.
O território a que nos referimos como Cultura Popular de Tradição de Alagoas
sociologicamente refere-se àquelas manifestações artísticas vindas de camadas da
população desfavorecidas economicamente e que habitam o território do Estado de
Alagoas. Tais manifestações não se limitam a uma pressuposta origem alagoana ou
se restringem ao que se possa chamar “identidade alagoana”, mas fazem parte do
imaginário de uma comunidade estabelecida geograficamente neste território.
Os mestres populares, ainda que alfabetizados, dificilmente se expressam
através de uma cultura letrada; transmitem os seus ensinamentos de forma oral e
reproduzem as formas e modos como eles próprios formaram-se, ressaltando-se
21
ainda que muitos sejam autodidatas. A sua arte é sua forma de expressão e
produção de conhecimento. Essa expressão não tem o caráter de ineditismo ou de
novidade, muitas vezes presente na arte erudita. Os materiais poéticos já estão
formalizados pela tradição, por gerações, o que não significa que não dialoguem
com o mundo, nos seus movimentos e transformações, gerando sempre novas
formas de expressão e comunicação. Tal formulação nos afasta da conceituação
folclórica que porventura essas manifestações carreguem através do olhar
estrangeiro a elas (estrangeiro aqui no sentido de estranho). Esse olhar pressupõe
que a manifestação artística esteja congelada no tempo e no espaço, e que as suas
formas e poéticas não são atualizadas, deixando de dialogar com o mundo. Nada
mais distante do que pensamos. A cultura de tradição popular é, pois, uma cultura
em constante transformação.
Outro sentido do qual procuramos afastar-nos é ver nessas manifestações um
caráter depreciativo através do rótulo “artesanato”. O teatro é, essencialmente, uma
arte construída através do domínio técnico, portanto, por meio da artesania de seus
criadores. O rótulo de artesanato para as manifestações cênicas de tradição popular
pode, na nossa opinião, se aproximar mais de uma cultura extrativista, como a dos
grupos para-folclóricos, que muitas vezes se utilizam das formas expressivas
populares para a produção de espetáculos inseridos em contextos mercadológicos,
ainda que nos seus discursos predominem os objetivos de preservação. Aliás,
“preservação” é outro conceito, ao lado de “resgate”, com os quais não pretendemos
utilizar na formação de nossos professores mediadores, ainda que vislumbremos a
necessidade de trabalharmos com eles e que, provavelmente, as nossas ações
provoquem movimentos preservacionistas e de resgate de manifestações por
desventura desaparecidas.
O diálogo com a cultura de tradição popular se fará por atividades de
extensão, das disciplinas de ensino — em especial nos componentes curriculares
Práticas Pedagógicas em Artes Cênicas 1, 2 e 3, e dos projetos de pesquisa dos
corpos docente e discente, o que faz com que a produção do conhecimento em
geral fortaleça o fundamento da Universidade: a indissociabilidade entre ensino,
pesquisa e extensão.
Por fim, é importante destacar que as diversas políticas institucionais
desenvolvidas no âmbito do curso de Licenciatura em Teatro visam promover a
22
valorização da diversidade de gêneros, de etnias ou de culturas. Isso se manifesta, a
médio prazo, nas temáticas desenvolvidas nos trabalhos de conclusão de curso
(TCC’s) e noutras atividades expressivas.
Nessa perspectiva, este projeto visa estimular as formas de realização da
interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade, que serão abordados mais amiúde
na seção dedicada à estrutura curricular.
4.1. ENSINO
Na graduação, o ensino adota políticas baseadas em três grandes eixos, que
passam pela inovação e pela qualificação, pela internacionalização e pela gestão
acadêmica. Essas políticas visam à contínua melhoria da oferta de cursos, a
formação cidadã, o reconhecimento pela sociedade e a garantia de uma formação
adequada ao perfil de egresso desejado.
No eixo inovação e qualificação, conforme o Plano de Desenvolvimento
Institucional — PDI, a UFAL recomenda uma permanente revisão do Projeto
Pedagógico do Curso — PPC, para ele estar sempre adequado às tendências e
desafios da sociedade contemporânea: incluindo, para uma formação completa do
profissional, temas que tragam as questões dos direitos humanos, da acessibilidade,
das questões étnico-raciais e dos afrodescendentes, entre outras.
No âmbito do Curso, algumas ações foram implementadas para se
adequarem às recomendações do PDI, tais como:
• Uma primeira revisão do PPC, no ano de 2015, definiu
direcionamentos para o desenvolvimento das disciplinas de Projetos
Integradores como canais de diálogo privilegiado com as manifestações
cênicas da cultura de tradição popular brasileira;
• Criação da disciplina eletiva Ensino de Arte Educação para
Pessoas com Deficiência, que discute as questões relacionadas à escola
inclusiva e à educação inclusiva;
• Oferta de monitoria com ou sem bolsa, anualmente, para
incentivo à prática docente.
• Participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência — PIBID.
23
• Criação, desde o ano de 2014, de uma semana acadêmica do
curso denominada Pluralidades Cênicas, cujo objetivo é apresentar a
produção artística e acadêmica dos docentes e alunos.
• No eixo internacionalização, o curso de Licenciatura em Teatro
atua em três linhas complementares: [1] o fomento da participação dos
alunos na seleção de editais de bolsas para Intercâmbio Internacional,
com o intuito de ampliar as fronteiras do conhecimento do teatro e de
outras culturas, num diálogo com suas especificidades e similaridades; [2]
o estímulo ao corpo docente para participação em eventos acadêmicos
internacionais; e [3] a realização de eventos acadêmicos, como o 1.º Filé
Teatral — Colóquio Internacional de Artes Cênicas e Cultura Popular da
UFAL 2015; Pluralidades Cênicas (2019); Pesquisas em Cena, e Roda de
Conferências (2019); que receberam artistas e pesquisadores da Itália,
Portugal e Canadá, bem como a parceria com o grupo Clowns de Quinta
na realização do festival Cadê Meu Nariz?, que trouxe artistas francesas.
Em 2021, o curso realizou o I Em Cena (Encontro Nacional de Artes da
Cena da UFAL), evento bienal que contou com a participação de artistas e
pesquisadores de universidades de dentro e fora do país.
No eixo gestão acadêmica do ensino de graduação, a Coordenação do Curso
conta com um Colegiado e um Núcleo Docente Estruturante — NDE, para planejar a
oferta das disciplinas, as ações pedagógicas a cada semestre, dentre outras
demandas específicas.
No que diz respeito aos itens relacionados às avaliações, como atuação dos
docentes, aproveitamento dos discentes, processos de ensino-aprendizagem e
indicadores de evasão e retenção, o NDE tem a responsabilidade de acompanhar,
diagnosticar e buscar soluções para as demandas pedagógicas do Curso.
O curso de Licenciatura em Teatro instituiu dois fóruns que congregam todo o
corpo docente, discente e técnico do curso e se realizam semestralmente. O
primeiro denomina-se Espaço Aberto, realizado como parte da programação da
semana acadêmica, e está voltado para a reflexão crítica do semestre que se
encerra. Tais reflexões estabelecem-se a partir da prospecção de problemas e
virtudes vividos no semestre recém-findado, pela discussão de possíveis soluções
dos problemas e pela insistência em se construir o curso dos sonhos de cada um de
24
seus participantes. O segundo é realizado no início de cada semestre na forma de
plenária, onde os temas de discussão levantados no Espaço Aberto do semestre
anterior são recolocados e rediscutidos tendo como objetivo a proposição de ações
concretas e compromissos de atuação para o funcionamento do curso. Essas
proposições são votadas igualitariamente pelos participantes da plenária e os
compromissos assumidos serão da responsabilidade de todo o corpo social do
curso.
4.2. PESQUISA
A Universidade Federal de Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas
áreas de conhecimento, incentivando a formação de grupos e núcleos de estudo que
atuam nas mais diversificadas linhas de pesquisa, considerando a classificação das
áreas de conhecimento do CNPq.
No âmbito do Curso de Licenciatura em Teatro, as atividades de pesquisa
estão contempladas no tripé ensino-pesquisa-extensão, sobretudo a partir da
atuação de Grupos de Pesquisa registrados no CNPq, a saber:
1) Núcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas, liderado pelo
Prof. Dr. Otávio Gomes Cabral Filho;
2) Brincantuar, artífices cênicos: Atores e Brincantes; Tradições cênicas
brasileiras; Pedagogia das Máscaras, Comicidade; Circo e as suas vertentes;
Palhaçaria; Commedia dell’Arte; Cenas entre tradições, liderado pelo Prof. Dr.
Ivanildo Lubarino Piccoli dos Santos.
Além disso, o curso conta com uma Coordenação de Pesquisa, a cargo de
um professor/a com gestão de dois anos cujo objetivo é fomentar a pesquisa no
curso e a participação de discentes e docentes nos projetos de iniciação científica,
em congressos e outros eventos regionais, nacionais e internacionais.
25
4.3. EXTENSÃO
A LDB 9.394/96 traz entre os seus princípios a necessidade da diversificação
dos cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos, permitindo às IES
adequarem os projetos pedagógicos às respectivas naturezas institucionais, às
realidades regionais e às finalidades inerentes aos cursos.
Cumpre destacar que tais diretrizes se associam à premissa da educação
continuada, a qual afirma que a graduação superior é apenas uma etapa do
processo de ensino e aprendizagem, e não o seu término. Deve-se salientar também
que, como contrapeso à tendência de diversificar e flexibilizar, o aparato normativo
define a necessidade de existirem processos de avaliação permanentes para
identificar desvios e propor correções de rumo.
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as áreas temáticas de
extensão classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura,
Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e
Produção, e Trabalho, tendo, em 2019, realizado 1012 ações subdividas em cursos
(310); eventos (260); produtos (12); programas (17); projetos (413).2
Segundo a resolução n.º 04/2018 — CONSUNI/UFAL de 19 de fevereiro de
2018, que regulamenta as ações de extensão como componente curricular
obrigatório nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de graduação da UFAL, as
atividades de extensão passam a ser obrigatórias para o corpo discente, que deverá
creditar o equivalente a 10% da carga horária total do curso em Programas de
Extensão, através das suas respectivas atividades extensionistas.
As Atividades Curriculares de Extensão (ACE) do curso de Licenciatura em
Teatro contemplam, intrinsecamente, as ações de ensino e pesquisa. Os estudantes
participarão dessas atividades através de projetos inseridos nos programas
institucionalizados de extensão do curso e da Unidade Acadêmica, pela vivência
junto às comunidades, de forma coletiva, nos semestres letivos do curso, a partir do
terceiro período. Os estudantes podem participar de outras atividades curriculares
vinculadas às comunidades em qualquer período do curso, tais como: Pesquisa,
2
Conforme Relatório Anual de Atividades (Relatório de Gestão 2019). Disponível em:
https://UFAL.br/UFAL/extensao/documentos/relatorios/gestao/relatorio-anual-de-atividades-2019.pdf/view.
Acesso em: 10 fev. 2021.
26
Trabalho de Conclusão de Curso e Atividades Complementares. Todas as ações de
extensão deverão estar registradas junto à coordenação de extensão da Unidade
Acadêmica e na Pró-Reitoria de Extensão — PROEX.
O Módulo Extensão do SIGAA é a ferramenta oficial para atender as
demandas da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e tem o objetivo de gerenciar as
Ações de Extensão existentes na Instituição. Em conformidade com a Política
Nacional de Extensão Universitária, as ações de extensão são tipificadas como:
Programa, Projeto, Curso, Evento, e Produtos acadêmicos/Prestação de serviços.
AÇÕES DE EXTENSÃO DESENVOLVIDAS PELO CURSO DE LICENCIATURA
EM TEATRO NOS ÚLTIMOS ANOS
ÁREA TEMÁTICA: CULTURA – LINHA TEMÁTICA: ARTES CÊNICAS
AÇÃO
CORPO CÊNICO
da UFAL / PróReitoria de
Extensão –
Equipamento
Cultural
Centro de
Documentação
e Memória
Artístico
Cultural da
UFAL – Prof.
Ismar Malta
Gatto
Pluralidades
Cênicas
DESCRIÇÃO
Corpo Cênico estável da UFAL voltado à
formação artística, pedagógica e técnica
continuada de seus integrantes; à produção,
pesquisa e difusão das artes da cena (teatro,
dança, circo, arte da performance, entre outras);
integrado aos programas de extensão dos
cursos de Licenciatura em Teatro e Dança da
UFAL; com projetos artístico-pedagógicos
renovados anualmente e coordenados por
docentes lotados nesses cursos. Seu principal
objetivo é a formação artística e pedagógica das
licenciaturas em Teatro e em Dança da UFAL,
articulando-as às ações de extensão e
pesquisa.
Trata-se de um Centro de Pesquisa criado em
2016 por Ivanildo Piccoli, responsável pela
custódia, conservação, processamento técnico e
divulgação de todo o conjunto documental,
constituído de textos, fotografias, vídeos, fitas
(VHS, K-7, super 8), e publicações acumuladas
pelas doações particulares dos registros dos
cursos de Artes desde sua criação, além de
acervo bibliográfico específico, incorporado ao
longo de anos.
Semana Acadêmica do curso de Licenciatura em
Teatro da UFAL, tem como objetivo compartilhar
com a comunidade interna e externa do curso de
Licenciatura em Teatro os resultados de
atividades de ensino, pesquisa e extensão. A
programação inclui apresentação de mostras de
CLASSIFICAÇÃO
Programa
Projeto
Desativado.
Duração: 20162018.
Evento
27
Poesia
Itinerante
Conversa de
Coxia
Ciclo Teatro e
Cinema: as
tragédias de
Pasolini
Tragédias e
cenas na escola
pública:
pedagogia e
encenação
Criação Cênica
em Processo
Colaborativo
Oficinas Livres
de Iniciação
disciplina,
de
trabalhos
acadêmicos,
apresentação de resultados oriundos de projetos
de extensão, oficinas e apresentações artísticas
de produtos construídos autonomamente por
alunos, professores e egressos do curso.
O projeto Poesia Itinerante, contemplado pelo
edital PROINART, visa trabalhar o lúdico da
sociedade alagoana através da poesia. Atores
recitando poesias de diversas formas, em um
espetáculo com várias linguagens artísticas
(teatro, música, dança e circo), nos espaços
alternativos da cidade de Maceió; praças, ruas,
auditórios, teatros, escolas e outros, com o intuito
de alcançar o maior número de público em geral.
O Projeto Conversa de Coxia, contemplado pelo
edital PROINARTE, surge do interesse em
promover um diálogo entre os discentes e
docentes do curso de Teatro da Universidade
com profissionais atuantes no campo das artes
cênicas no Estado. A atividade, que tem como
proposta a periodicidade bimensal, será
desenvolvida a partir da escolha e pesquisa
biográfica sobre o (a) artista. As pesquisas
subsidiarão
perguntas
e
intervenções
desenvolvidas pelos discentes em um debate
com o(a) artista escolhido. A Conversa de
Coxia será aberta à comunidade acadêmica e
público em geral.
O primeiro Ciclo Teatro e Cinema: as tragédias
de Pasolini é uma atividade de extensão
promovida pelo Cineclube Elinaldo Barros, uma
ação do Núcleo de Estudos e Pesquisas das
Expressões Dramáticas – NEPED/CNPq. A
proposta do Cineclube é criar um espaço de
exibição de filmes que dialogue com os estudos
interartes, promovendo reflexões que surjam dos
encontros, aproximações e distanciamentos entre
o teatro e o cinema.
Projeto contemplado pelo ProCCAExt 2016.
Oficina de iniciação teatral realizada na cidade de
Paripueira que resultou na montagem e
apresentações da peça teatral “Édipo Rei”, de
Sófocles.
Projeto do Corpo Cênico (2016/2017). Produção
e difusão de espetáculo teatral a partir de
processo de criação colaborativo que resultou no
espetáculo “Medeia material”.
Projeto contemplado pelo ProCCAExt 2018/2019.
Oficinas de iniciação teatral desenvolvidas no
Projeto
Projeto
Evento
Projeto
Projeto
Projeto
28
Teatral
Formação de
Oficineiros em
Teatro
Performances
PolíticoPoéticas
I Fórum Popular
da UFAL – Eixo
Cultura
Projeto Cenas
Clownssicas. –
Grupo Clowns
de Quinta
PROJETO
CENAS
CLOWNSSICAS
– Grupo Clowns
de Quinta
PROJETO
SOLAR:
Laboratório de
Meditação, uma
vivência de
OSHO
Ciarlatani – com
Grupo Clowns
de Quinta
Commedia
dell'Arte com
Grupo Nós &
Quiproquós
campus A. C. Simões e na cidade de Barra de
Santo Antonio.
Curso integrante do projeto Oficinas Livres de
Iniciação Teatral (ProCCAExt 2018/2019).
Capacitação dos bolsistas e interessados da
comunidade em ações socioculturais através da
linguagem teatral.
Projeto do Corpo Cênico (2018/2019). Produção
e difusão de espetáculos teatrais a partir do
estudo das peças didáticas de Bertolt Brecht.
Foram realizadas duas montagens: “O Amor à
Pátria” e “Igreja Dialética Brechtiana: o Acordo”.
Projeto integrante do I Fórum Popular da UFAL,
realizado em 2019. Produção, curadoria e
execução de encontro da academia com artistas,
produtores culturais e comunidades alagoanas,
com o objetivo de criação de documento que
norteie as Ações Curriculares de Extensão (ACE)
da UFAL.
Projeto ganhador do edital PROINART 2013,
criação de um espetáculo com cenas clássicas
de palhaços e clowns.
Curso
Projeto
Projeto
Projeto
Projeto contemplado pelo edital PROINART 2014
para sua continuidade de apresentações.
Pesquisa e criação de um espetáculo com cenas
clássicas de palhaços e clowns brasileiros.
Projeto
Projeto ganhador do edital PROINART 2014.
Esse projeto propõe investigar o método das
Meditações Ativas do mestre indiano OSHO
como uma alternativa para preparação do Ator,
visando colocá-lo num estado de descoberta
criativa diante da ação cênica.
Projeto ganhador do edital PROINART 2014.
Com esse projeto, pretendeu-se estudar os
artistas que deram origens aos comediantes e
palhaços com a criação de exercícios cênicos,
que foi apresentada em espaços diversos sendo
uma montagem partindo das técnicas cômicas
dos Ciarlatani e dos charlatões registradas por
especialistas como Roberto Tessari (Italia).
Projeto ganhador da Bolsa Vivência de Artes
2014 da UFAL. Desenvolvimento de estudos
teóricos e práticos do gênero teatral Commedia
dell’Arte para complementar a formação do ator
pedagogo através da investigação da linguagem
e Pedagogia das Máscaras. Desenvolvendo
Projeto
Projeto
Projeto
29
Ser Palhaço –
com Grupo
Clowns de
Quinta
PROJETO
CLARICENA
Uma vivência
teatral com
obras de Clarice
Lispector
Ciarlatani in
Giro – com
Grupo Clowns
de Quinta
11.645
MOTIVOS!!
Aula-espetáculo
sobre o Coco
alagoano
Tai Chi
A Criação nos
Espaços em
Branco
assim as técnicas de improvisação e criação de
personagens “tipos” do imaginário popular.
Projeto ganhador do edital PROINART 2014. O
Projeto proporcionou documentar histórias de
Palhaços de lona que não se encontram nos
principais circuitos culturais, ou seja, Palhaços de
pequenos circos no Estado de Alagoas. O
documentário abordou alguns temas, tais como:
A relação de Ator e Palhaço; A profissão
“Palhaço”; Ser Palhaço; por fim, analisamos a
criação da personagem Palhaço bem como sua
forma de interpretar e encenar.
Contemplado pelo Programa Vivência de Arte
2015. Estudo prático e teórico das peças de
Clarice Lispector. Teve como resultantes os
espetáculos – “Claricena”; “Granja dos corações
amargurados” e “Adeus Clarice”.
Contemplado pelo edital PROINART 2015/2016.
Projeto ganhador do Edital Proinart 2014. Com
este projeto, desenvolveu-se a finalização da
montagem e uma circulação do mesmo em
espaços abertos.
PROGRAMA DE AÇÕES AFIRMATIVAS ZUMBI
E MANINHA XUKURU-KARIRI – 2016. O projeto
11.645 MOTIVOS teve a intenção de produzir
cursos para professores e estudantes do ensino
médio em que foram compartilhadas práticas e
dinâmicas voltadas para a cultura ameríndia e
para a cultura negra brasileira, além de sessões
de contos provenientes dessas culturas.
Contemplado pelo Edital Proinart, teve por
objetivo a criação e apresentação de uma aula
espetáculo sobre o Coco Alagoano visando a
divulgação dessa dança de tradição popular
local. O projeto contemplou 08 escolas públicas,
como também 02 apresentações para alunos,
funcionários e visitantes do Espaço Cultural
Universitário.
Aulas regulares de Tai Chi Chuan ofertadas a
estudantes, docentes, técnicos da UFAL e a
comunidade em geral. Além de ser uma prática
corporal para promoção da saúde, o Tai Chi
apresenta
grande
potencial
para
o
aproveitamento técnico do artista cênico
Evento que contou com a participação de
Anderson vieira e com a coordenação de Ivanildo
Piccoli. Trata-se de um processo de montagem,
dramaturgia e direção de caráter extensionista.
Projeto
Projeto
Projeto
Projeto
Projeto
Projeto
Evento
30
Evento Cadê
Meu Nariz – I
Encontro de
Palhaços de
Maceió em
novembro de
I Filé Teatral
Colóquio
Internacional de
Artes Cênicas e
Cultura Popular
da UFAL 2015
Coletivo
Cultura, Sim
Sinhô "Chegada
dos bois"
Coro Cênico da
UFAL
I Roda de
Conferências de
Artes Cênicas
na UFAL
A Brecha do
Circo: grupo de
pesquisa e
prática em artes
circenses
Organizado por Clowns de Quinta e coordenado
por Ivanildo Piccoli e assistência de Marcelo
Gianini. Evento com uma semana de atividades
integrais, com oficinas, palestras, cabaré, com
profissionais das artes Circenses Nacionais.
Mario Fernando Bolognesi (UNESP), Cida
Almeida (Clã Artes Cômicas – SP) Nara Menezes
(Mulheres palhaças do Recife – PE) Andréa
Macera (Barracão Teatro e Teatro da Mafalda
SP)
Evento acadêmico Internacional. Conferencista:
470 anos de Commedia dell'Arte e a Cultura
Popular Brasileira. Tema: A Máscara da
Commedia dell'Arte – 100 anos de Amleto
Sartori.
Evento
Ação de extensão: Coletivo Cultural, Sim Sinhô
“Chegadas de Bois”, é uma idealização do
coletivo Cultura, Sim Sinhô, que propõe um
diálogo da cultura popular com a comunidade
acadêmica e o público em geral. O evento trata
da visita de grupos de bumba meu boi,
ressaltando a importância da manifestação
cultural. Evento com a presença de vários Bois
de Alagoas em relação com os alunos e com os
frequentadores do Espaço Cultural da UFAL.
Após essa data ocorreu a exposição de três bois,
por um mês, no Espaço Cultural da UFAL.
PROGRAMA CÍRCULOS COMUNITÁRIOS DE
ATIVIDADES EXTENSIONISTAS - ProCCAExt
2018. O projeto visa criar um grupo de Coro
Cênico da UFAL formado por alunos dos cursos
de Artes e membros da comunidade em geral.
Possibilitando o acesso à linguagem pouco
difundida do Coro Cênico e a difusão nos campi
da universidade e na comunidade em geral.
A I Roda de Conferências de Artes Cênicas na
UFAL é uma iniciativa em parceria do
equipamento Cultural Corpo Cênico da UFAL
(Proex) e do Grupo de pesquisa no CNPQ
Brincantuar: artífices cênicos pelo equipamento
cultural e pelas linhas de pesquisa grupo
Brincantuar do CNPQ.
Este Projeto "A Brecha do circo" pretende unir os
estudos teóricos, pedagógicos, imagéticos e
práticos de seus integrantes pesquisadores no
treino das Artes Circenses, em destaque:
acrobacias, malabares, equilibrismos, Palhaçaria,
criação de números e espetáculos para
Evento
Evento
Projeto
Evento
Projeto
31
apresentações voltadas às diversas classes
sociais, e a todos os níveis de estudantes de
Alagoas.
Cine Axé
Ano: 2008 – Projeto que objetiva levar o cinema
para espaços de formação com narrativas afro e
ameríndias, em sintonia com a Lei n.º
11.645/2008, trazendo temas para o debate, tais
como a africanidade, a pluralidade cultural, a
diversidade sexual, a mulher, as juventudes
negras, a acessibilidade, a pessoa idosa, a
saúde, o meio ambiente, o emprego, a ocupação
e a renda. Exibição de filmes e Roda de
Conversas – projeto que acontece na sua terceira
edição, em parceria com a Casa de Iemanjá. Na
segunda e terceira edições, esse projeto foi
contemplado com o edital Maninha Xukuru Karir
e Zumbi do Neab.
Tintas
Ano: 2016 – Projeto focado na Lei n.º
11.645/2008. Desenvolvimento de figurinos
cênicos a partir da obra do pintor alagoano
Mestre José Zumba; reflexão sobre etnia e
resistência.
Seminário Lata É um evento que está na sua quinta edição e
– Laboratório De pretende refletir a vivência pedagógica da
Teatro De
linguagem do Teatro de Animação e a vida
Animação
humana na escola, na família e na sociedade. Na
primeira edição tivemos a participação da Prof.ª
Dr.ª Ana Maria Amaral (Usp); na segunda edição
a participação do prof. Dr. Tácito Borralho e na
terceira edição o evento aconteceu na Escola
Estadual José Camerino. Na quarta e na quinta
edição, o evento ocorreu no Laboratório de
Teatro de Animação — LATA com as respectivas
temáticas: “Teatro, ISTs, HIV e AIDS” e “Teatro
de Animação, economia criativa e enfrentamento
emocional”.
MIAMA – Museu Projeto de um Museu Itinerante de Teatro de
Itinerante Ana
Animação (MIAMA) para ampliar o acesso da
Maria Amaral De comunidade à cultura dos Objetos Bonecais:
Teatro De
Bonecos,
Sombras,
Máscaras,
Objetos,
Animação
Brincantes, Figurinos e Ruídos, todos fazendo
circular pelas escolas, praças e espaços de
convivências e periferias das cidades o Objeto
Bonecal, a Educação e a Sociedade nos
diferentes cantos das cidades. Esse projeto é
coordenado pelo Prof. Dr. José Acioli da Silva
Filho.
Projeto
Projeto
Evento
Projeto
32
Diante do exposto, é apresentado a seguir o programa de extensão
vigente no Curso de Licenciatura em Teatro, ao qual estão vinculadas as Atividades
Curriculares de Extensão (ACE) obrigatórias.
33
4.3.1. PROGRAMA DE EXTENSÃO E AS ATIVIDADES CURRICULARES
DE EXTENSÃO (ACE)
Programa de Extensão Corpo Cênico
Ementa:
O Corpo Cênico da Universidade Federal de Alagoas é um programa com
ações e projetos desenvolvidos pelas Artes Cênicas da Universidade, permeando as
áreas do teatro, da dança, do circo e do universo da performance.
O programa é voltado à formação artística, pedagógica e técnica continuada
dos seus integrantes e à pesquisa, produção e difusão anual das artes da cena
(teatro, dança, circo, arte da performance, folguedos dramáticos populares, entre
outras). Integrado às ações de extensão das licenciaturas em Dança e em Teatro, o
Corpo Cênico será composto prioritariamente por docentes, técnicos e estudantes
dessas duas graduações, permitida a participação voluntária dos demais estudantes
da UFAL e de membros da comunidade alagoana. O programa de extensão procura
estimular o desenvolvimento de projetos que possibilitem a experiência artística na
criação e difusão de obras cênicas, privilegiando os seus aspectos pedagógicos e
formativos.
O Corpo Cênico terá como incumbência a produção anual de obras
dramáticas e coreográficas clássicas, como também os experimentos cênicos
ligados à tradição ou à pesquisa de novas linguagens das artes da cena.
Os projetos apresentados anualmente pelo programa devem estar em
sintonia com os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) da Licenciatura em Teatro
e da Licenciatura em Dança, e com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)
da UFAL.
Objetivos:
• Contribuir para a formação, nos âmbitos artístico e pedagógico
dos estudantes de Teatro e Dança da UFAL, articulada aos PPC e às
ações de extensão dessas licenciaturas;
• Estimular a produção de obras cênicas.
34
• Incentivar
a
difusão
das artes cênicas
na
comunidade
universitária e no Estado de Alagoas.
• Garantir a educação continuada de professores e artistas
cênicos no Estado de Alagoas.
• Colaborar para a oferta de atividades acadêmicas: cursos,
seminários, palestras, entre outros eventos artísticos e ações à
comunidade alagoana.
• Instituir uma programação artístico-cultural permanente na
universidade, garantindo à comunidade acadêmica e demais segmentos
de público o direito à fruição de produções cênicas, visando contribuir com
as Diretrizes e Bases da Educação Superior e o Plano Nacional de
Cultura.
• Difundir obras cênicas nos mais diversos lugares do Estado de
Alagoas, visando a formação de público para as artes cênicas.
Metodologia:
O Programa de Extensão Corpo Cênico será composto pela comunidade
acadêmica da UFAL, nos seus três segmentos, e por membros da comunidade, a
saber: I — Discentes em atividade curricular de extensão; II — discentes voluntários
da UFAL; III — docentes (ativos e/ou inativos); IV– técnico-administrativos da UFAL
(ativos e/ou inativos); V — membros voluntários da comunidade.
Será obrigatória a matrícula nas seis Atividades Curriculares de Extensão
(ACE) ofertadas entre o terceiro e o oitavo períodos do curso, sendo: Produção e
Difusão das Artes Cênicas 1 e 2 (Projeto); Produção de Eventos Acadêmicos 1 e 2
(Evento); Oficinas Livres de Teatro (Projeto). Cada ACE será coordenada por um ou
mais docentes responsáveis.
35
Detalhamento das ACE:
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS ARTES CÊNICAS 1 e 2 (Projeto)
Carga Horária:
60 horas semestrais (total: 120 horas).
Períodos a serem desenvolvidas:
3.º e 4.º períodos.
Objetivos:
Pesquisa, produção e difusão das artes cênicas, por projetos de montagem
cênica.
Metodologia:
A atividade proposta compreende uma ação artístico-pedagógica que será
organizada em um ou mais projetos, coordenados pelos docentes do curso de
Licenciatura em Teatro, distribuídos em dois semestres letivos, com carga horária de
60h cada. No início de cada semestre letivo haverá um período de planejamento das
atividades na comunidade, bem como o acompanhamento dos docentes
responsáveis durante todo o período de execução da extensão.
Avaliação:
• Relatório dos graduandos referentes a cada etapa executada.
• Apresentação
das
atividades,
pelos
discentes,
a
serem
realizadas na comunidade externa.
• Relato de vivência dos discentes e do público participante das
atividades.
Público:
Estudantes, docentes, ONGs, SESC, SESI, Associações Culturais e/ou
Comunitária, dentre outros interessados.
36
PRODUÇÃO DE EVENTOS ACADÊMICOS 1 e 2 (Evento)
Carga Horária:
60 horas semestrais (total: 120 horas).
Períodos a serem desenvolvidas:
5.º e 6.º períodos.
Objetivos:
Propor atividades interdisciplinares acadêmicas à comunidade alagoana, com
a intenção de estabelecer amplos diálogos entre o teatro, outras linguagens
artísticas e demais áreas do conhecimento.
Metodologia:
As semanas acadêmicas acontecem semestralmente no âmbito curso de
Licenciatura em Teatro como eventos de extensão que se caracterizam como uma
semana em que são expostas as pesquisas e os produtos artísticos/pedagógicos
dos alunos e professores do curso. Outras atividades acadêmicas de extensão
também são realizadas, vinculadas aos grupos de pesquisa dos docentes do curso.
A atividade proposta será organizada junto aos discentes, aos docentes e aos
técnicos participantes, distribuída em 60 horas semestrais (120 horas no total).
Envolve três etapas: pré-produção, produção e pós-produção do evento,
acompanhada pelos docentes responsáveis.
Avaliação:
• Participação dos discentes nas reuniões prévias ao evento e nas
atividades durante o evento.
• Relatório dos discentes referentes a cada etapa executada e/ou
relato de vivências dos discentes e do público participante das atividades.
Público:
Estudantes, docentes, funcionários da Universidade Federal de Alagoas e
comunidade externa, em geral.
37
OFICINAS LIVRES DE TEATRO (Projeto)
Carga Horária:
60 horas semestrais (total: 120 horas).
Períodos a serem desenvolvidas:
7.º e 8.º períodos.
Objetivos:
Realizar oficinas e cursos de teatro voltados à participação livre da
comunidade alagoana.
Metodologia:
A atividade proposta compreende ações pedagógicas que serão organizadas
em projetos voltados para a comunidade, ministrados pelos discentes, sob
coordenação e supervisão dos docentes do curso de Licenciatura em Teatro,
distribuídos em dois semestres letivos, com carga horária de 60h cada.
No início de cada semestre letivo, haverá um período de planejamento das
atividades na comunidade, bem como o acompanhamento dos docentes
responsáveis durante todo o período de execução da extensão.
Avaliação:
• Apresentação pública das atividades, pelos discentes, a serem
realizadas na comunidade externa.
• Relatório dos graduandos referentes a cada etapa executada
e/ou relato de vivência dos discentes e do público participante das
atividades.
Público:
Estudantes, docentes, ONGs, SESC, SESI, Associações Culturais e/ou
Comunitária, dentre outros interessados.
38
4.4. ACESSIBILIDADE
A UFAL possui um núcleo de estudos que busca promover a acessibilidade e
o atendimento diferenciado às pessoas com necessidades especiais.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado
especial, haja vista a forma atual de identificação dos alunos: a autodeclaração. Por
outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para o
estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, se
junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política
de Acessibilidade, quais sejam: a acessibilidade pedagógica, a metodológica, a de
informação e a de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e a metodológica seguem o art. 59 da Lei n.º
9.394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais: I — currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos para atender às suas necessidades”.
Nesse sentido, a Nota Técnica n.º 24/2013 (MEC/SECADI/DPEE), de 21 de
março de 2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os PPCs “[...] contemplem orientações no sentido da
adoção de parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica,
valorizando os pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao
grupo em que está inserido”.
Para tal atendimento, a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento
especializado aos alunos com deficiência auditiva, visual e cognitiva, sempre que for
diagnosticada sua necessidade. Procura-se, assim, não apenas facilitar o acesso,
mas também estar sensível às demandas de caráter pedagógico e metodológico,
para permitir sua permanência produtiva no desenvolvimento do curso.
O Núcleo de Atendimento Educacional — NAE — oferece o necessário apoio
pedagógico para atender ao corpo social da UFAL em suas demandas específicas,
para promover a integração de todos e todas ao ambiente acadêmico.
Desde sua implementação, no ano de 1998, o Curso de Licenciatura em
Teatro da UFAL, sediado no Espaço Cultural, recebe alunos com algum tipo de
39
deficiência física, sendo que o prédio onde o curso funciona possui rampas de
acesso para as salas de aula, para a coordenação, além de possuir elevador para
dar acesso ao primeiro andar. Demandas de alunos com deficiência auditiva e
cognitiva vêm sendo enfrentadas com o apoio do Núcleo de Acessibilidade da UFAL,
para atendimento legal aos discentes.
4.5. NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE — NAC
O NAC atua para oferecer Atendimento Educacional Especializado — AEE —
aos estudantes que fazem parte do público-alvo, tais como: pessoas com
deficiência, pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento e pessoas com
Altas Habilidades.
Esse atendimento tanto pode ser feito por acompanhamento nas salas de
aulas que os alunos frequentam, quanto em atividades na sala do NAC em horário
oposto ao das aulas, para assessorar na confecção de trabalhos acadêmicos. Nesse
processo, é possível fazer adaptação de materiais didáticos e capacitação para o
uso de tecnologias assistivas, tais como, por exemplo, os recursos de informática
para transformar textos em áudio para pessoas cegas.
O NAC também promove cursos sobre recursos didáticos e assistência
educacional a pessoas com deficiência, além de eventos sobre Educação Inclusiva
abertos à toda a comunidade acadêmica. Em parceria com a Pró-Reitoria de Gestão
de Pessoas e do Trabalho — PROGEP, o NAC promove cursos para o corpo de
técnico e docentes da universidade. Também atua em parceria com o Grupo de
Estudo e Extensão em Atividade Motora Adaptada — GEEAMA e o Núcleo de
Estudos em Educação e Diversidade — NEEDI.
O Atendimento Educacional Especializado — AEE é um serviço da Educação
Especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade
que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as
suas necessidades específicas. O AEE complementa e/ou suplementa a formação
do aluno com vistas à autonomia e à independência na escola e fora dela.
Atendendo, prioritariamente, os estudantes de graduação, podendo ser atendidos
estudantes da pós-graduação.
40
No Curso de Licenciatura em Teatro as adequações das tecnologias
assistivas serão feitas mediante capacitação do corpo docente e técnico, para que a
execução das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão aconteçam em sua
plenitude, consoante o art. 59 da Lei n.º 9.394/96.
4.6. LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS — LIBRAS
Conforme o Art. 3.º, do Decreto n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que
regulamenta a Lei n.º 10.436, de 24 de abril de 2002, a qual dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais — Libras; e o Art. 18° da Lei n.º 10.098, de 19 de dezembro de
2000, no curso de Licenciatura em Teatro, LIBRAS se constitui como uma disciplina
obrigatória ofertada no segundo período, dando um suporte básico para a
comunicação aos discentes em suas práticas de Estágio Supervisionado em escolas
e/ou Instituições que atendam a pessoas surdas, bem como os educandos para a
importância da utilização desta linguagem em espetáculos teatrais.
4.7. INCLUSÃO
Desde 1999, a UFAL preocupa-se com a inclusão. Por isso aprovou em 2003
a resolução33 — CONSUNI, posteriormente modificada pelo Decreto n.º 824, de 11
de outubro de 2012, que dispõe sobre a política de ingresso nas IFES. Ainda, a
resolução n.º 54/2012 — CONSUNI institucionaliza a reserva de vagas/cotas no
processo seletivo de ingresso nos cursos de graduação da UFAL.
Em 2015, foram reservadas 40% das vagas de cada curso e turno ofertados
pela UFAL para os alunos egressos das escolas públicas de Ensino Médio. Destas,
50% das vagas foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda
igual ou inferior a 1,5 salários-mínimos bruto per capita e 50% foram destinadas aos
candidatos oriundos de famílias com renda igual ou superior a 1,5 salários-mínimos
bruto per capita.
Nos dois grupos que surgem, após aplicada a divisão socioeconômica, serão
reservadas vagas (por curso e turno) para Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) do
Estado de Alagoas, o que, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, corresponde a 67,22% da população. No
41
ano 2016, a UFAL destinou 50% de suas vagas a alunos egressos de escolas das
redes públicas.
Seguindo o compromisso social da Universidade Federal de Alagoas, o curso
de Licenciatura em Teatro recebe a cada nova turma oriunda do ENEM, alunos
cotistas advindos de toda parte de Alagoas e de outros Estados brasileiros.
Reforce-se que o número de quarenta (40) vagas anuais tem como parâmetro
outras licenciaturas em Teatro dos Institutos Federais de Ensino Superior do Brasil,
sua adequação à dimensão do corpo docente e às condições de infraestrutura física
e tecnológica.
4.8. RESPONSABILIDADE SOCIAL
As ações pedagógicas do curso estão comprometidas com a necessária
responsabilidade social exigida de uma instituição superior de ensino, de pesquisa e
de extensão em nosso país.
Ao repensarmos a Licenciatura em Teatro de uma perspectiva ampliada,
voltamos nossos esforços para a formação do professor de teatro no contexto
cultural e econômico do Estado, levando em conta a produção artística local
fortemente ancorada na Cultura de Tradição Popular. Todas as ações do curso
visam fortalecer as comunidades marginalizadas, o que se dá pelas ações de
inclusão social de amplas camadas da população alagoana e a consequente
melhoria na qualidade de vida dessas pessoas.
42
5. OBJETIVOS DO CURSO
Geral:
•
Formar professores de teatro para atuarem tanto na educação básica –
escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, com ética,
responsabilidade e compromisso – quanto em Instituições de ensino de teatro
instituídas e emergentes.
Específicos:
•
Formar profissionais capazes de responder de forma autônoma, segura e
inovadora às solicitações profissionais pertinentes às atribuições de um
graduado em Licenciatura em Teatro, preocupando-se com os aspectos
artísticos, educacionais, culturais, sociais e éticos de sua área em geral.
•
Formar professores aptos a coordenar o processo educacional no
exercício da construção de conhecimentos teóricos e práticos sobre as
linguagens cênicas, tanto no âmbito da educação formal quanto nos
cursos profissionalizantes de formação de atores e, ainda, para a atuação
no ensino não formal, por meio de oficinas pedagógicas, cursos livres e
ações culturais.
•
Formar docentes e pesquisadores teatrais capacitados para realizar
mediações entre os conhecimentos da cultura da tradição popular
alagoana e os conhecimentos da chamada cultura acadêmica, dando voz
e reconhecimento aos saberes dos mestres dessa tradição nos meios
universitários e, outrossim, difundindo os saberes acadêmicos em
comunidades de vulnerabilidade social, valorizando, assim, a diversidade
cultural brasileira.
•
Formar cidadãos que atuem de forma autônoma na sociedade,
respeitando e difundindo os direitos humanos, a cultura e a diversidade
étnica do povo brasileiro, a preocupação com os recursos naturais do país
e a promoção de ações sustentáveis no meio ambiente.
•
Viabilizar a pesquisa científica em Pedagogia do Teatro e da Cultura de
Tradição Popular alagoana visando a criação, a compreensão e a difusão
da cultura e do ensino das artes cênicas.
43
•
Habilitar profissionais aptos a atuar de forma articulada na educação
básica, em escolas do ensino fundamental e médio e nas Instituições de
ensino específicas de Teatro.
•
Possibilitar a formação do profissional competente no sentido da
capacitação artística, da científica e da política, envolvendo o domínio dos
conteúdos das metodologias, das técnicas, das habilidades específicas,
mediante uma intervenção crítica e participativa na própria realidade.
•
Habilitar o profissional a interagir com a sua comunidade local com vistas
a transformar a qualidade de vida na perspectiva dos princípios que
regem a universidade, ou seja, o ensino, a pesquisa e a extensão.
•
Oferecer uma possibilidade de atualização curricular permanente,
aumentando o número de atividades interdisciplinares e transdisciplinares
que possibilitem maior integração entre os diversos assuntos tratados
durante o semestre letivo.
44
6. PERFIL DO EGRESSO
O Licenciado em Teatro pela UFAL é o professor que planeja, organiza e
desenvolve atividades e materiais relativos ao ensino da arte teatral, com enfoque
na relação com a cultura popular brasileira e em especial a alagoana. Sua atribuição
central é a docência na Educação Básica, que requer conhecimentos sobre os
fundamentos da arte teatral; a valorização e a preservação da cultura popular; sobre
seu desenvolvimento histórico e suas relações com diversas áreas; assim como
sobre estratégias para transposição dos conhecimentos artísticos em saberes
escolares.
Trata-se de um profissional capaz de desenvolver nos alunos a sensibilidade,
a imaginação, a criatividade, a valorização e a transmissão da cultura popular
brasileira, bem como a capacidade de expressão e conceituação cênica,
estabelecendo um diálogo contínuo entre processos artísticos e pedagógicos.
Apropria-se de estratégias pedagógicas, adaptando-as à prática contínua de ensino
teatral em suas diversas instâncias e funções.
Além de trabalhar diretamente na sala de aula, o licenciado ministra cursos na
educação não formal, elabora e analisa materiais didáticos, como livros, textos,
vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem, entre
outros. Realiza pesquisas em Ensino da Arte Teatral e da cultura brasileira, através
da investigação e da reflexão crítica acerca dos processos estéticos e pedagógicos
do fazer artístico; coordena e supervisiona equipes de trabalho.
Em suas atividades, prima pelo desenvolvimento do educando ao considerar
os princípios da interdisciplinaridade, da diversidade cultural, da inclusão social e da
formação continuada incluindo sua formação ética, a construção de sua autonomia
intelectual e de seu pensamento crítico. Ao lidar de forma ética e socialmente
comprometida com as questões sociais contemporâneas, age na comunidade,
favorecendo a transformação da sociedade brasileira pela experiência artística e
educativa.
A atividade profissional do professor de teatro é de natureza pública. É uma
prática compartilhada de autonomia e de responsabilidade, que sempre envolverá
uma dimensão coletiva e pessoal.
45
O curso de Licenciatura em Teatro da UFAL visa formar um profissional que
saiba articular os conhecimentos, as práticas, as formas estéticas e os sistemas
pedagógicos provenientes da tradição da cultura popular de Alagoas com a cultura
teatral universal.
É essencial que o licenciado [1] domine os conhecimentos que lhe
possibilitem desenvolver uma educação em teatro que integre a tradição, a
contemporaneidade e a diversidade cultural; [2] saiba fazer dialogar com os
conhecimentos e as experiências dos educandos com os saberes da tradição da
cultura popular e com o conhecimento advindo de outras culturas; [3] consiga
contribuir para desenvolver e ampliar o universo desse conhecimento.
46
7. CAMPO DE ATUAÇÃO
O licenciado em Teatro trabalha como professor em instituições de ensino
que oferecem cursos de nível fundamental e médio; em editoras e em órgãos
públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o
ensino presencial e a distância.
Além disso, esse profissional atua em espaços de educação não formal, como
escolas, cursos livres e academias de arte; em empresas que demandem sua
formação específica, em instituições que desenvolvem pesquisas artísticas e
educacionais, como as do Sistema S (SESC, SESI, SENAC, etc.), entre outros.
Também pode atuar em instituições públicas culturais, como departamentos,
secretarias e fundações culturais; em organizações não governamentais voltadas à
educação e à cultura; em organizações artísticas e culturais que demandem a
presença de pedagogos com formação teatral e nas artes cênicas, como grupos de
teatro, circenses e de cultura popular; e ainda de forma autônoma, em empresa
própria ou consultoria.
47
8. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
O curso de Licenciatura em Teatro da UFAL investirá na formação de um
profissional que consiga detectar, propor e vencer desafios, interagindo no cenário
da educação básica alagoana e em processos de educação não formais, na
perspectiva de mudanças e inovações, com enfoque especial para a formação num
contexto de cultura popular brasileira.
Nesse sentido, a graduação assimila as Diretrizes Nacionais Curriculares para
os cursos de Teatro (resolução n.º 4, de 8 de março de 2004, do Conselho Nacional
de Educação/Câmara de Educação Superior), possibilitando uma formação
profissional que revele competências e habilidades para:
I. Conhecimento da linguagem teatral, suas especificidades e seus
desdobramentos, inclusive conceitos e métodos fundamentais à reflexão crítica dos
diferentes elementos da linguagem teatral;
II. Conhecimento da história do teatro, da dramaturgia e da literatura
dramática;
III. Domínio de códigos e convenções próprias da linguagem cênica na
concepção da encenação e da criação do espetáculo teatral;
IV. Domínio técnico e expressivo do corpo visando a interpretação teatral;
V. Domínio técnico construtivo na composição dos elementos visuais da cena
teatral;
VI. Conhecimento de princípios gerais de educação e dos processos
pedagógicos referentes à aprendizagem e ao desenvolvimento do ser humano como
subsídio para o trabalho educacional direcionado para o teatro e suas diversas
manifestações;
VII. Capacidade de coordenar o processo educacional de conhecimentos
teóricos e práticos sob as linguagens cênica e teatral, no exercício do ensino de
teatro, tanto no âmbito formal como em práticas não-formais de ensino;
VIII. Capacidade de autoaprendizado contínuo, exercitando procedimentos de
investigação, análise e crítica dos diversos elementos e processos estéticos da arte
teatral.
Agregam-se a estas competências e habilidades outras decorrentes do
contexto educacional e cultural alagoano. Trata-se dos Referenciais Curriculares
48
para a Educação Básica de Alagoas, que está aqui diluído na caracterização
conceitual do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL:
I. A valorização da arte como forma de pensamento, incluindo as artes
cênicas (teatro, dança, circo, performance) e as produções da cultura de tradição
popular de maneira tão qualificada quanto as formas do saber erudito;
II. A utilização das linguagens artísticas como ferramentas de leitura,
contextualização e transformação de si, de sua comunidade, do país e do mundo;
III. O reconhecimento e o respeito às diversidades étnico-culturais nas ações
de mediação entre a cultura da tradição popular e a cultura erudita;
IV. O respeito aos usos linguísticos presentes na cultura popular, refletindo
sobre suas formas e seus usos na construção do conhecimento da comunidade;
V.A. apropriação das produções artísticas contemporâneas, compreendendoas como formas de expressão e de comunicação entre os homens;
VI. A autonomia, a solidariedade e a criatividade em situações de convívio e
aprendizagem;
VII. A disponibilidade para assumir, de forma mais diversa e plural, as
interfaces dos diferentes conhecimentos relativos às linguagens artísticas;
VIII. O interesse e a disposição para aprender, valorizando a cooperação no
contexto de práticas pedagógicas;
IX. O respeito à liberdade e o respeito aos direitos próprios e aos direitos dos
outros, utilizando o diálogo para mediação coletiva de conflitos;
X. O sentimento de integração ao meio ambiente contribuindo para sua
preservação;
XI. A responsabilidade na utilização de recursos tecnológicos tendo ciência
das implicações do seu uso.
XII. O reconhecimento e utilização de valores éticos nas situações de
interação e comunicação através das linguagens.
XIII. A manifestação de identidade através dos modos e meios de expressão
e comunicação.
XIV. O comprometimento para agir na sociedade aplicando estratégias de
aprendizagem.
49
XV. O empenho em apropriar-se e utilizar-se de diferentes linguagens e de
suas produções, como elemento político e social, para atender a diferentes
intenções e situações de comunicação.
XVI. O interesse e a disposição para aprender, valorizando a cooperação no
contexto da comunidade escolar.
XVII. A postura investigativa, reflexiva e criativa diante de suas atividades,
capaz de produzir e compartilhar conhecimentos teóricos e práticos.
Quanto ao exercício do magistério na educação básica, espera-se que o
licenciado em teatro pela UFAL saiba:
I. Dominar os processos referentes à aprendizagem e ao desenvolvimento do
ser humano como subsídio para o trabalho educacional direcionado para o teatro e
suas diversas manifestações;
II. Compreender as artes como linguagens e reconhecer as especificidades
da linguagem teatral e cênica e seus paralelos na cultura popular brasileira;
III. Reconhecer a importância das manifestações artísticas na sua
comunidade, em sua cidade, em seu Estado, no país e no mundo;
IV. Reconhecer os elementos expressivos característicos da cultura de
tradição popular brasileira e, em especial, alagoana, da indústria cultural e da arte
erudita, e posicionar-se criticamente diante deles;
V. Reconhecer as propriedades comunicativas e expressivas da linguagem
teatral;
VI. Interagir e comunicar-se através das formas de expressão e comunicação
da linguagem teatral;
VII. Reconhecer as contribuições sociais e culturais da arte e do teatro nos
diversos momentos da história alagoana, do país e do mundo;
VIII. Valorizar a diversidade cultural na formação da identidade alagoana a
partir das contribuições de suas etnias formadoras: indígenas, negros e brancos;
IX. Reconhecer a pluralidade das manifestações artísticas e do teatro
brasileiros em seus contextos geográficos e históricos;
X. Reconhecer os mecanismos da linguagem teatral, tornando-se um leitor
proficiente nesta linguagem;
XI. Contextualizar as artes e o teatro na história, reconhecendo suas
manifestações em diferentes culturas e civilizações;
50
XII. Contextualizar geograficamente as manifestações artísticas, distinguindo
as formas expressivas específicas de diferentes sociedades;
XIII. Reconhecer os elementos expressivos e comunicacionais característicos
de diferentes modos, estilos, escolas e movimentos artístico-teatrais;
XIV. Compreender a arte, o teatro e a cultura popular como expressão
subjetiva e comunicacional;
XV. Conhecer conceitos filosóficos, antropológicos e sociológicos, relativos à
arte, à estética, ao belo, ao sublime e ao grotesco, relacionando-os à linguagem
teatral e à cultura popular brasileira;
XVI. Conceber a realidade como construção sócio simbólica;
XVII.
Ler,
contextualizar
e
utilizar
os
elementos
expressivos
e
comunicacionais presentes em obras teatrais;
XVIII. Conhecer a produção artística mundial compreendendo seu sentido na
sociedade contemporânea;
XIX. Refletir sobre as relações de gênero e de poder presentes nas
linguagens artísticas, especialmente no teatro;
XX. Reconhecer as possibilidades de criação artística a partir de
procedimentos próprios às artes cênicas e àquelas da tradição popular brasileira, em
especial, da alagoana e da arte contemporânea.
No que se refere às habilidades, espera-se que o licenciado em teatro pela
UFAL saiba:
I. Colocar-se eticamente nos diversos ambientes de trabalho através de
discursos articulados;
II. Realizar a transposição didática dos conhecimentos da arte teatral e da
cultura popular brasileira para ambientes de aprendizagem formal.
III. Reconhecer a si e ao outro nas relações interpessoais na e pela linguagem
teatral;
IV. Reconhecer a si e ao outro nas relações interpessoais na e pela cultura
cênica de tradição popular brasileira e, em especial, da alagoana;
V. Saber instaurar processos de criação em teatro, tanto individuais como
coletivos;
VI. Distinguir os fatores de construção de identidade através da arte e do
teatro e seus reflexos no estabelecimento de diferenças sociais;
51
VII. Realizar processos de mediação entre a cultura popular, a escola e a
universidade.
VIII. Analisar criticamente a função das manifestações artísticas e teatrais na
formação da identidade alagoana sob a perspectiva de suas etnias formadoras;
IX. Analisar e refletir sobre a inserção da arte no sistema social, político e
econômico do país, através de sua produção, difusão e profissionalização;
X. Identificar na arte e no teatro seus aspectos históricos, culturais e sociais,
refletindo sobre a importância da obra de arte na dinâmica social;
XI. Distinguir e analisar criticamente as formas de produção artísticas: da
tradição popular, da indústria cultural e da criação erudita;
XII. Distinguir os elementos originais da tradição popular presentes na
produção erudita brasileira e suas maneiras de inserção nas culturas “oficiais”;
XIII. Apreciar e interpretar imagens artísticas ligadas ao imaginário cultural
alagoano;
XIV. Identificar as formas de composição nas manifestações artísticas e
teatrais da tradição popular brasileira e, em especial, da alagoana;
XV. Contextualizar e valorizar a diversidade de manifestações artísticas locais
e regionais como parte da multiplicidade cultural da humanidade;
XVI. Reconhecer a arte como instrumento pedagógico de socialização,
valorização, preservação, comunicação e diálogo entre os povos;
XVII. Identificar a presença do espectador como cocriador da obra teatral;
XVIII. Ler a arte e o teatro contemporâneos como working in process;
XIX. Valorizar, respeitar e incentivar mestres e grupos da cultura popular
brasileira;
XX. Ter autonomia de criação, desenvolvimento de projetos de extensão
voltados para a comunidade acadêmica durante sua formação.
52
9. METODOLOGIA
A proposta metodológica do curso de Licenciatura em Teatro constitui-se no
polo aglutinador em torno do qual se articulam os diferentes momentos formativos,
previstos na matriz curricular. Sua concepção emana das epistemologias que
concebem a formação em teatro e o seu ensino como uma vertente emancipatória
pela aprendizagem consciente, criativa, plena e crítica. A integralização das
disciplinas organiza-se segundo as orientações e as reflexões advindas das
concepções elaboradas pelo corpo docente, visto que se tornam imprescindíveis as
percepções daqueles que estão responsáveis pela progressão da aprendizagem no
desenvolvimento da formação docente.
O curso de Licenciatura em Teatro tem seu referencial metodológico
orientado, principalmente, pela espiral da docência. Traz a singularidade de pensar,
criar e organizar seu percurso formativo quando experencia, organiza, analisa e
reflete criticamente sobre o contexto das artes, da linguagem teatral e da cultura de
tradição popular alagoana. Em simultâneo, o curso objetiva estudar detalhadamente
os processos e fundamentos de escolarização, de importância ímpar na construção
e elaboração dos saberes de vida, da cultura e da cidadania dos diversos espaços
formativos, em especial, das inúmeras escolas do Estado de Alagoas.
Os princípios metodológicos que orientam o ensino e a aprendizagem do
curso de Licenciatura em Teatro privilegiam a análise e a resolução de situaçõesproblema como estratégias didáticas. O estudante, através do requisito básico da
práxis para constituição de competências, se insere na realidade e no debate
contemporâneo, que o qualifica frente aos desafios próprios das suas condições
profissionais. Todos os conhecimentos elencados ao desenvolvimento profissional
devem ter assegurados os seus entendimentos reflexivos através da relação teoriaprática.
A metodologia que permeia os planos de ensino do curso é pautada na
premissa da interdisciplinaridade, especialmente, nas relações estabelecidas nos
diversos eixos que compõem a matriz curricular. Por meio das atividades
desenvolvidas, os alunos demonstram e aplicam suas competências e vivenciam
situações do cotidiano. Acrescenta-se a isso as questões relativas à ética e à
53
responsabilidade social relevantes no processo de desenvolvimento de projetos da
área.
O planejamento e a avaliação são componentes fundamentais para se
garantir um desenvolvimento curricular acompanhado por um desempenho de
excelência dos alunos, mediado pelo caráter crítico. Assim, faz-se a avaliação
formativa como integrante básica de diagnóstico, de regulação, de finalização e de
integração de saberes e competências da sua formação.
O delineamento metodológico é apresentado de forma mais específica e
detalhada nos planos das disciplinas. De uma forma genérica, os professores se
utilizam das seguintes atividades:
a) Ensino teórico: aulas expositivas dialogadas, nas quais os conteúdos
programáticos podem ser abordados ao nível básico, avançado ou aprofundado,
consoante a matéria ou a localização curricular, quer do ponto de vista conceitual ou
quer do experimental. Elas ocorrem a partir da necessidade dos acadêmicos,
geralmente a partir de discussão de conteúdo através de técnicas de discussão em
grupo.
b) Ensino prático: observar e sistematizar práticas da pedagogia teatral e das
formas de ensino e aprendizagem presentes na cultura de tradição popular
brasileira, como também, desenvolver atividades que aproximem o aluno da
realidade educacional, dos espaços escolares e não escolares, propiciando, assim,
a capacidade de reflexão-crítica sobre os fatos e acontecimentos da realidade em
que está inserido, podendo intervir com ações pedagógicas, artísticas e criativas que
minimizem os problemas detectados.
c) Atividades semipresenciais: o currículo desenvolvido será complementado
com a realização de atividades semipresenciais em algumas disciplinas. Essas
atividades podem ser elaboradas pelos professores com o objetivo de proporcionar
momentos de aprendizagem dos conteúdos e de desenvolvimento das habilidades
propostas nos Planos de Curso. Seu planejamento consiste na sistematização de
momentos de autoaprendizagem, com a utilização de recursos das tecnologias da
informação e comunicação (TICs), organizadas em estratégias didáticas como, por
exemplo, estudos dirigidos, estudos de caso, pesquisas bibliográficas, resolução de
exercícios, dentre outras, conforme a proposta de cada disciplina. A realização
dessas atividades pelos discentes deve seguir um cronograma organizado e
54
publicado em sintonia com as datas do calendário letivo da Universidade Federal de
Alagoas (UFAL). Cada atividade semipresencial deve corresponder a 20% da carga
horária total da disciplina.
d) Atividades de extensão: práticas de pesquisa, criação e difusão de
produções cênicas; prática na gestão, produção cultural e na curadoria de eventos
artísticos e acadêmicos; prática no planejamento e coordenação de atividades
pedagógicas em ambientes educativos não formais.
e) Atividades de pesquisa realizadas nos grupos de pesquisa dos docentes do
curso.
f) Desenvolver habilidades de ensino remoto, não presencial e/ou híbrido
(inserção de tecnologias digitais de comunicação, ensino e aprendizagem a partir da
pandemia SARS-CoV-2 e Covid-19).
Tal prática didática está comprometida com a interdisciplinaridade, a
contextualização, a relação teoria e prática, o desenvolvimento do espírito científico,
o incentivo de atitudes e de ações críticas diante do mundo e da formação de
sujeitos autônomos.
Por outro lado, a caracterização conceitual do curso marcada pelo diálogo
com o contexto cultural em que está inserido coloca uma questão de natureza
pedagógica, da qual a metodologia exposta acima não poderá deixar de enfrentar.
Ao optar por uma ação de mediação entre a cultura de tradição popular e a cultura
acadêmica no plano estético, torna-se necessário também realizar ações de
mediação no plano pedagógico.
Problematizar, sob uma perspectiva crítica, os procedimentos de ensinoaprendizagem e as práticas didáticas desses ambientes culturais, em que a
construção do conhecimento é realizada por ações pedagógicas distintas, é colocar
em questão a própria metodologia do curso apresentada até aqui.
Baseada em situações-problema, na ação-reflexão-ação e na prática
dialógica, a pedagogia do aprender a aprender, preconizada pelas DCN’s para os
cursos de licenciatura, foi construída no embate contra as pedagogias tradicionais,
baseadas na transmissão de formas e conteúdos, saberes e técnicas, nas quais se
inserem a arte, a pedagogia e a cultura de tradição popular. Reconhecer esse
paradoxo significa problematizar os paradigmas da educação preconizados pela
Unesco e referendados pelo MEC para este terceiro milênio.
55
O processo pedagógico de formação do professor de teatro, que objetiva a
atuação deste como mediador entre essas culturas, deve explicitar e problematizar a
referida contradição, sob o risco de, ao negá-la, falsear a própria mediação e atuar
mais uma vez de forma colonizadora culturalmente e de forma extrativista do
patrimônio material e imaterial das populações desfavorecidas economicamente.
Nesse sentido, a Prática Pedagógica como Componente Curricular, dividida
em Artes Cênicas, Teatro na Comunidade, Teatro na Escola, Pedagogia do
Espectador e Pedagogia da Encenação, estará presente desde o início do Curso, e
deverá se estender ao longo de todo o processo de formação acadêmica, através da
articulação com o estágio supervisionado e com as atividades de trabalho
acadêmico, o que irá contribuir para a formação da identidade do professor como
educador.
56
10. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
10.1. ESTRUTURA CURRICULAR
A Estrutura Curricular do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL está
construída a partir do entendimento de três documentos: as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação inicial em nível superior e para a formação continuada,
resolução n.º 2, de 1.º de julho de 2015, do CNE/CP; a resolução n.º 04, da Câmara
de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, de 4 de março de 2004,
que aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em
Teatro; e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino das linguagens
artísticas (PCN-Arte).
Com base na resolução n.º 2, do CNE/CP, a proposta de organização
didático-pedagógica apoia-se em três núcleos:
I.
Núcleo de Estudos de Formação Geral;
II.
Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas
de atuação profissional;
III.
Núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular.
Já a resolução n.º 4, da Câmara de Educação Superior, em seu artigo 5.º,
indica que as disciplinas das Graduações em Teatro devem estar divididas em três
eixos interligados de formação:
I — Conteúdos Básicos: estudos relacionados com as Artes Cênicas,
a Música, a Cultura e a Literatura, sob as diferentes manifestações da
vida e de seus valores, bem assim com a História do Espetáculo
Teatral, a Dramaturgia, a Encenação, a Interpretação Teatral e com a
Ética Profissional;
II — Conteúdo Específicos: estudos relacionados com a História da
Arte, com a Estética, com a Teoria e o Ensino do Teatro, além de
outros relacionados com as diferentes formas de expressão musical e
corporal, adequadas à Expressão Teatral e às formas de
Comunicação Humana;
III — Conteúdos Teórico-Práticos: domínios de técnicas integradas
aos princípios informadores da formação teatral e sua integração com
atividades relacionadas com Espaços Cênicos, Estéticos,
Cenográficos, além de domínios específicos em produção teatral,
como expressão da Arte, da Cultura e da Vida.
Já os PCN-Arte indicam que o processo de ensino e aprendizagem das
linguagens artísticas na Educação Básica deve ser realizado através de uma
57
abordagem
triangular
de
seus
conteúdos,
onde
produção,
apreciação
e
contextualização da obra artística são partes inerentes na construção do
conhecimento.
Nessa abordagem proposta pela arte educadora Ana Mae Barbosa, a
articulação teoria-prática é intrínseca ao processo educativo, e é nesta perspectiva
que o curso Licenciatura em Teatro da UFAL entende a formação do professor de
teatro.
Essa perspectiva procura estar em consonância com as resoluções do
CNE em relação à prática do ensino do Teatro, como componente curricular que
está presente desde o início do curso e que deverá se estender ao longo de todo o
seu processo. Em articulação com o estágio supervisionado e com as atividades de
trabalho acadêmico, a prática concorre conjuntamente para a formação da
identidade do professor como educador, presente nas disciplinas de saberes
específicos na formação do professor/a de Teatro.
As relações dialógicas entre a teoria e a prática do teatro com a teoria e a
prática pedagógicas estão presentes nas Práticas Pedagógicas como Componente
Curricular. Esse eixo procura atender as exigências da atualidade e tem como
princípio
a
sua
contextualização,
o
permanente
aperfeiçoamento,
a
interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Esses são elementos fundamentais
que procuram proporcionar no(a) estudante a capacidade crítica e criativa, o seu
desenvolvimento intelectual e profissional de maneira autônoma e permanente.
Vejamos, a seguir, os quadros com os detalhamentos sobre cada núcleo e
sua relação com os conteúdos:
58
NÚCLEO I
CONTEÚDOS BÁSICOS
DISCIPINA
Carga
horária
teórica
Carga
horária
prática
Prática como
Componente
Curricular
Carga
horária
semestral
TEATRO DE ANIMAÇÃO
14
40
-
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS:
TEATRO NA COMUNIDADE
-
54
54
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS:
TEATRO NA ESCOLA
-
54
54
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS:
PEDAGOGIA DO
ESPECTADOR
-
54
54
54
PEDAGOGIA DAS
MÁSCARAS CÊNICAS
10
44
-
54
LABORATÓRIO DE ARTES
CÊNICAS NA RUA
-
54
-
54
ESTUDOS DO MOVIMENTO
1
14
40
-
54
ESTUDOS DO MOVIMENTO
2
14
40
-
54
ESTUDOS DO MOVIMENTO
3
14
40
-
54
ATUAÇÃO PARA A CENA 1
14
40
-
54
ATUAÇÃO PARA A CENA 2
14
40
-
54
VOZ EM CENA
10
26
-
36
LITERATURA DRAMÁTICA 1
54
-
-
54
59
LITERATURA DRAMÁTICA 2
54
-
-
54
LITERATURA DRAMÁTICA 3
54
-
-
54
LITERATURA DRAMÁTICA 4
54
-
-
54
ANTROPOLOGIA DA ARTE
54
-
-
54
HISTÓRIA DO TEATRO 1
54
-
-
54
HISTÓRIA DO TEATRO 2
54
-
-
54
HISTÓRIA DA ARTE 1
54
-
-
54
HISTÓRIA DA ARTE 2
54
-
-
54
FUNDAMENTOS DA
ENCENAÇÃO
27
27
-
54
ARTE E SOCIEDADE
54
-
-
54
ELABORAÇÃO DE PROJETO
DE PESQUISA
36
-
-
36
TEATRO BRASILEIRO
54
-
-
54
TEATRO EM ALAGOAS
54
-
-
54
ILUMINAÇÃO
10
44
-
54
DISCIPINA
Carga
horária
teórica
Carga
horária
prática
Prática como
Componente
Curricular
Carga
horária
semestral
PROFISSÃO DOCENTE
54
-
-
54
60
NÚCLEO II
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
POLÍTICA DA EDUCAÇÃO
BÁSICA NO BRASIL
72
-
-
72
DESENVOLVIMENTO E
APRENDIZAGEM
72
-
-
72
GESTÃO DA EDUCAÇÃO E
DO TRABALHO ESCOLAR
72
-
-
72
DIDÁTICA
72
-
-
72
PESQUISA EDUCACIONAL
EM TEATRO
54
-
-
54
LIBRAS
33
21
-
54
ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO ACADÊMICO
54
-
-
54
TEATRO EDUCAÇÃO
27
27
-
54
JOGO TEATRAL 1
14
40
-
54
JOGO TEATRAL 2
14
40
-
54
PEDAGOGIA DAS
VISUALIDADES CÊNICAS
10
44
-
54
ARTES CIRCENSES NA
EDUCAÇÃO
-
54
-
54
Carga
horária
teórica
Carga
horária
prática
Prática como
Componente
Curricular
Carga
horária
semestral
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
EM ARTES CÊNICAS 1
-
54
54
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
EM ARTES CÊNICAS 2
-
54
54
54
DISCIPINA
61
NÚCLEO III
CONTEÚDOS TEÓRICO-PRÁTICOS
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
EM ARTES CÊNICAS 3
-
54
54
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS:
PEDAGOGIA DA
ENCENAÇÃO
-
90
90
90
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS
ARTES CÊNICAS 1 (ACE)
-
-
-
60
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS
ARTES CÊNICAS 2 (ACE)
-
-
-
60
PRODUÇÃO DE EVENTOS
ACADÊMICOS 1 (ACE)
-
-
-
60
PRODUÇÃO DE EVENTOS
ACADÊMICOS 2 (ACE)
-
-
-
60
OFICINAS LIVRES DE
TEATRO 1 (ACE)
-
-
-
60
OFICINAS LIVRES DE
TEATRO 1 (ACE)
-
-
-
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
1
-
-
-
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
2
-
-
-
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
3
-
-
-
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
4
-
-
-
100
62
11. COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS
11.1. MATRIZ CURRICULAR
Carga horária
Prática
Disciplina
Obrigatória Semanal Teórica
Prática
Período
1º
como
Componente
Total
Curricular
PROFISSÃO DOCENTE
Sim
3
54
-
-
54*
ACADÊMICO
Sim
3
54
-
-
54
JOGO TEATRAL 1
Sim
3
14
40
-
54*
HISTÓRIA DO TEATRO 1
Sim
3
54
-
-
54
ESTUDOS DO MOVIMENTO 1
Sim
3
14
40
-
54
ANTROPOLOGIA DA ARTE
Sim
3
54
-
-
54
LITERATURA DRAMÁTICA 1
Sim
3
54
-
-
54
21
298
80
-
378
Sim
4
72
-
-
72*
CÊNICAS 1
Sim
3
-
54
54
54
JOGO TEATRAL 2
Sim
3
14
40
-
54*
HISTÓRIA DO TEATRO 2
Sim
3
54
-
-
54
ESTUDOS DO MOVIMENTO 2
Sim
3
14
40
-
54
LIBRAS – LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
Sim
3
54
-
-
54*
LITERATURA DRAMÁTICA 2
Sim
3
54
-
-
54
22
262
134
54
396
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
TOTAL
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO NA
EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
2º
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES
TOTAL
63
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
3º
Sim
4
72
-
-
72*
CÊNICAS 2
Sim
3
-
54
54
54
VOZ EM CENA
Sim
2
10
26
-
36
CÊNICAS
Sim
3
10
44
-
54*
ESTUDOS DO MOVIMENTO 3
Sim
3
14
40
-
54
FUNDAMENTOS DA ENCENAÇÃO
Sim
3
27
27
-
54
LITERATURA DRAMÁTICA 3
Sim
3
54
-
-
54
Sim
3
-
60
-
60
24
187
251
54
438
Sim
4
72
-
-
72*
CÊNICAS 3
Sim
3
-
54
54
54
ATUAÇÃO PARA A CENA 1
Sim
3
14
40
-
54
TEATRO EDUCAÇÃO
Sim
3
27
27
-
54*
ARTE E SOCIEDADE
Sim
3
54
-
-
54
LITERATURA DRAMÁTICA 4
Sim
3
54
-
-
54
Sim
3
-
60
-
60
22
221
181
54
402
Sim
4
72
-
-
72*
COMUNIDADE
Sim
3
-
54
54
54
HISTÓRIA DA ARTE 1
Sim
3
54
-
-
54
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES
PEDAGOGIA DAS VISUALIDADES
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS ARTES
CÊNICAS 1 (ACE)
TOTAL
DIDÁTICA
4º
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS ARTES
CÊNICAS 2 (ACE)
TOTAL
GESTÃO DA EDUCAÇÃO E DO TRABALHO
ESCOLAR
5º
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: TEATRO NA
64
ATUAÇÃO PARA A CENA 2
Sim
3
14
40
-
54
PESQUISA EDUCACIONAL EM TEATRO
Sim
3
54
-
-
54*
(ACE)
Sim
3
-
60
-
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Sim
5
-
100
-
100
24
194
254
54
448
Sim
3
-
54
54
54
DA ENCENAÇÃO
Sim
5
-
90
90
90
HISTÓRIA DA ARTE 2
Sim
3
54
-
-
54
Sim
2
36
-
-
36
(ACE)
Sim
3
-
60
-
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Sim
5
-
100
-
100
21
90
304
144
394
PRODUÇÃO DE EVENTOS ACADÊMICOS 1
TOTAL
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: TEATRO NA
ESCOLA
6º
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: PEDAGOGIA
ELABORAÇÃO DE PROJETO DE
PESQUISA
PRODUÇÃO DE EVENTOS ACADÊMICOS 2
TOTAL
LABORATÓRIO DE ARTES CÊNICAS NA
RUA
Sim
3
-
54
-
54
ILUMINAÇÃO
Sim
3
10
44
-
54
TEATRO BRASILEIRO
Sim
3
54
-
-
54
ARTES CIRCENSES NA EDUCAÇÃO
Sim
3
-
54
-
54*
OFICINAS LIVRES DE TEATRO 1 (ACE)
Sim
3
-
60
-
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Sim
5
-
100
-
100
20
64
312
7º
TOTAL
376
TEATRO EM ALAGOAS
Sim
3
54
-
-
54
TEATRO DE ANIMAÇÃO
Sim
3
14
40
-
54
8º
65
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: PEDAGOGIA
DO ESPECTADOR
Sim
3
-
54
54
54
PEDAGOGIA DAS MÁSCARAS CÊNICAS
Sim
3
10
44
-
54
OFICINAS LIVRES DE TEATRO 2 (ACE)
Sim
3
-
60
-
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Sim
5
-
100
-
100
20
78
298
54
376
TOTAL
DEMONSTRATIVO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA POR
COMPONENTES CURRICULARES
HORA/RELÓGIO PERCENTUAL
60 MIN
Disciplinas obrigatórias
2.034
57,2%
Disciplinas eletivas
108
3,1%
Estágio Supervisionado
400
11,3%
Atividades Acadêmicas Científico-Culturais
200
5,6%
Prática como Componente Curricular
414
11,6%
TCC
40
1,1%
Atividades Curriculares de Extensão
360
10,1%
CARGA HORÁRIA TOTAL
3.556
100%
COMPONENTE CURRICULAR
66
PRÉ-REQUISTOS:
DISCIPLINA
PRÉ-REQUISITO
Literatura Dramática 2
Literatura Dramática 1
Literatura Dramática 3
Literatura Dramática 2
Literatura Dramática 4
Literatura Dramática 3
História do Teatro 2
História do Teatro 1
67
11.2. FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR
Segundo o Projeto Pedagógico Institucional — PPI da UFAL, a flexibilização
curricular é um dos princípios básicos da formação do graduando. Recomenda-se
que o estudante, no exercício de sua autonomia, incorpore outras formas de
aprendizagem na sua formação profissional.
A oferta das disciplinas eletivas não se caracteriza como a única opção para
uma flexibilização curricular, no entanto, ela oferece uma ampliação de conteúdos
relacionados ao teatro que contribuirão para a formação do profissional.
A História e a Crítica, as Poéticas do Corpo, as Visualidades Cênicas e as
Poéticas da Cena são disciplinas ofertadas no quadro de disciplinas eletivas com o
intuito de oferecer aos discentes uma formação ampla condizente com os seus
próprios interesses.
Além da oferta de disciplinas eletivas, o Curso de Licenciatura em Teatro
UFAL aplica o princípio da flexibilização curricular a partir das seguintes ações:
1. Análise cuidadosa da utilização ou não de pré-requisitos entre as
disciplinas, para facilitar ao aluno uma melhor organização do seu
currículo. Assim, os discentes ficarão mais livres para cumprir disciplinas
que fazem parte dos semestres diferentes do que ele está cursando,
ajudando-os, desta forma, a atualizar e/ou adiantar o seu processo de
integralização no curso;
2. Aproveitamento
de
atividades
extracurriculares,
devidamente
comprovadas, para contabilização de carga horária e dispensa de
disciplinas, como: disciplinas cursadas em outros cursos, atividades de
prática docente, programas de mobilidade ou intercâmbio estudantil.
68
QUADRO DE DISCIPLINAS ELETIVAS
Período
Disciplina
Obrigatória
Carga horária
Semanal Teórica Prática Semestral
FIGURINO
Não
3
14
40
54
FUNDAMENTOS DA
CENOGRAFIA
Não
3
14
40
54
-
MAQUIAGEM E
MÁSCARA
Não
3
14
40
54
-
SONOPLASTIA E
SONORIZAÇÃO
Não
2
18
18
36
-
DRAMATURGIA
Não
2
10
26
36
LABORATÓRIO DE
PRÁTICAS TEATRAIS
CONTEMPORÂNEAS
CRÍTICA TEATRAL
Não
3
10
44
54
Não
3
54
-
54
ESTÉTICA TEATRAL
Não
3
54
-
54
OFICINA DE DIREÇÃO
TEATRAL
CIRCO
Não
3
10
44
54
Não
3
10
44
54
LITERATURA
DRAMÁTICA: MODERNO
TEATRO BRASILEIRO I
LITERATURA
DRAMÁTICA: MODERNO
TEATRO BRASILEIRO II
TÉCNICAS CIRCENSES
Não
3
54
-
54
Não
3
54
-
54
Não
3
10
44
54
COMPOSIÇÃO
COREOGRÁFICA
ESTUDOS DO
MOVIMENTO 4
DANÇAS DAS
TRADIÇÕES POPULARES
DE ALAGOAS
DANÇAS BRASILEIRAS
Não
3
10
44
54
Não
3
10
44
54
Não
3
-
54
54
Não
3
10
44
54
COMMEDIA DELL’ARTE
Não
3
10
44
54
-
-
-
69
FOTOGRAFIA CÊNICA
Não
3
10
44
54
FUNDAMENTOS DO
CIRCO
CONFECÇÃO DE
MÁSCARAS CÊNICAS
LABORATÓRIO DE
DRAMATURGIA
JOGOS E BRINCADEIRAS
NA EDUCAÇÃO
ENCENAÇÃO E
PEDAGOGIA
A PEÇA DIDÁTICA DE
BERTOLT BRECHT
ELABORAÇÃO DE
PROJETO DE TCC
PRODUÇÃO CULTURAL
PARA ARTES DO
ESPETÁCULO
TEATRO DO OPRIMIDO
Não
3
10
44
54
Não
3
10
44
54
Não
3
-
54
54
Não
3
27
27
54
Não
3
14
40
54
Não
3
10
44
54
Não
3
54
-
54
Não
3
54
-
54
Não
3
20
34
54
LABORATÓRIO DE
TEATRO DE ANIMAÇÃO
– LATA: TEATRO DE
BONECOS
LABORATÓRIO DE
TEATRO DE ANIMAÇÃO
– LATA: TEATRO DE
SOMBRAS
LABORATÓRIO DE
TEATRO DE ANIMAÇÃO
– LATA: TEATRO DE
MÁSCARAS
LABORATÓRIO DE
TEATRO DE ANIMAÇÃO
– LATA: TEATRO DE
OBJETOS
PESQUISA ORIENTADA
Não
3
-
54
54
Não
3
-
54
54
Não
3
-
54
54
Não
3
-
54
54
Não
3
54
-
54
POÉTICAS DO
FEMININO: HISTÓRIA,
ARTES E POLÍTICA
BRECHT E O CINEMA
Não
3
54
-
54
Não
3
54
-
54
TEATRO E CINEMA
Não
3
54
-
54
TRAGÉDIA E CINEMA
Não
3
54
-
54
TEATRO, MÍDIA E
EDUCAÇÃO
ENSINO DE ARTE
EDUCAÇÃO PARA
Não
3
54
-
54
Não
3
54
-
54
70
PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA
TEATRO E CINEMA: A
TRAGÉDIA NA OBRA DE
PASOLINI
Não
3
54
-
54
71
11.3. INTERDISCIPLINARIDADE
A interdisciplinaridade, outro princípio da formação do discente, pressupõe
estratégias conciliadoras dos conhecimentos próprios de cada área, visando
estabelecer conexões entre elas, para uma melhor complementariedade e
colaboração na resolução de problemas.
Pensando na interdisciplinaridade dos conteúdos ofertados pelo curso de
Licenciatura em Teatro, são realizadas reuniões pedagógicas mensais do Núcleo
Docente Estruturante — NDE — em parceria com os docentes do curso, no intuito
de compartilhar os conteúdos que serão trabalhados em cada semestre, buscando
uma conexão entre eles.
Essa atitude visa contribuir para que os discentes possam pensar de modo
sistemático e flexível. Assim, a partir das reuniões do NDE articulam-se ações que
fortaleçam as conexões entre os componentes curriculares. A exemplo disso,
podemos citar a Matriz Curricular em que as disciplinas de cada período são
organizadas para induzir interdisciplinaridade entre elas.
As práticas como componente curricular estão organizadas de maneira a
trabalhar os saberes e os fazeres das demais disciplinas daquele semestre e
integram a estrutura curricular do curso em seis dos oito períodos.
As atividades curriculares de extensão (ACE) se estabelecem como uma
ponte entre o ambiente teatral alagoano e o mercado de trabalho, a partir da
articulação entre todos os conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas de cada
semestre.
11.4. RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA
A relação dialógica do binômio teoria-prática, entendida como eixo articulador
da produção do conhecimento na dinâmica do currículo, estará presente desde o
primeiro ano do curso mediante projetos e atividades, incluídos na carga horária dos
diferentes componentes curriculares. É com base nessa lógica que a resolução
CNE/CP n.º 2/2015 discute a Prática como Componente Curricular.
Os cursos de licenciatura em linguagens artísticas, no que se refere às
articulações teoria-prática, apresentam singularidades que os diferenciam de outras
72
graduações voltadas à formação de professores. Enquanto licenciatura, torna-se
necessário estabelecer processos pedagógicos que privilegiem práticas docentes
em constante diálogo com as teorias pedagógicas e pesquisas na área da educação
formal. Conforme o parecer n.º 09/2001 do CNE/MEC, a articulação teoria-prática é
necessária para que os discentes aprendam em situação real, construindo
estratégias para as realidades complexas, aprendendo a enfrentar obstáculos
epistemológicos e didáticos, dentre outros.
Enquanto curso de formação em uma das quatro linguagens artísticas
presentes nos PCN-Arte, tornam-se necessárias metodologias de ensino baseadas
na articulação entre a prática artística, os estudos referenciados na área e as
pesquisas estéticas. Ressalte-se que essas duas articulações – entre prática e teoria
pedagógica e entre prática e teoria artística – precisam se articular entre si,
formando um todo coerente. Eis o desafio da formação de professores na linguagem
teatral.
Nesse sentido estão presentes na oferta acadêmica obrigatória do curso as
disciplinas Práticas pedagógicas em Artes Cênicas 1, no segundo período de
formação; nas Práticas pedagógicas em Artes Cênicas 2, no terceiro período; nas
Práticas pedagógicas em Artes Cênicas 3, quarto período; nas Práticas
pedagógicas: Teatro na comunidade, quinto período; nas Práticas pedagógicas:
Teatro na Escola e nas Práticas Pedagógicas: Pedagogia da encenação, ambas no
sexto período; e nas Práticas pedagógicas: Pedagogia do espectador, no oitavo
período.
O curso de Licenciatura em Teatro da UFAL entende a articulação entre a
teoria e a prática como um elo intrínseco aos processos pedagógicos em arte. Tal
perspectiva provém tanto de pedagogias voltadas ao Teatro Educação, quanto do
aprendizado de elementos específicos da linguagem teatral, como também está
presente nos PCN-Arte. Esses parâmetros indicam uma abordagem triangular, tal
qual a formulada pela arte educadora Ana Mae Barbosa, dos conteúdos, das
práticas e dos processos de criação artística na Educação Básica.
Por fim, cabe mencionar que os processos de ensino e aprendizagem em arte
devem contemplar a produção, a apreciação e a contextualização. Aprender a fazer,
a ler e a refletir devem ser ações articuladas no processo de construção do
conhecimento na perspectiva das artes.
73
Desse modo, a formação do egresso do curso de Licenciatura em Teatro
envolve parâmetros que contribuem para desenvolver a consciência crítica e o
posicionamento democrático diante das necessidades e possibilidades da
comunidade.
11.5. TRANSVERSALIDADE
A Transversalidade se caracteriza por temáticas que atravessam e
perpassam os diferentes campos do conhecimento. Porém, para atender a essa
demanda social, não se trata de qualquer temática, mas sim àquelas relacionadas a
conceitos ético-político-sociais, atrelados para a melhoria da sociedade e da
humanidade.
Os temas transversais podem estar voltados à educação em valores; às
respostas aos problemas sociais antigos e vindouros e à conexão da escola com a
vida das pessoas.
A transversalidade no curso de Licenciatura em Teatro da UFAL, como já
explicitado anteriormente neste PPC, é contemplada em diversos componentes
curriculares, tais como: Jogos Teatrais, Teatro Educação, Arte e Sociedade,
Antropologia da Arte, Teatro em Alagoas e, principalmente, nas Práticas
Pedagógicas, além das disciplinas eletivas Ensino de Arte Educação para Pessoas
com Deficiências, Crítica Teatral, Estética Teatral, Jogos e Brincadeiras na
Educação, Teatro do Oprimido e Poéticas do Feminino: História, Artes e Política.
É possível destacar as três Práticas Pedagógicas em Artes Cênicas que têm
como foco a análise e a compreensão das cenas e das vozes da realidade
encontrada nas escolas, nos grupos, nas famílias e nas comunidades, através do
estudo dos saberes e fazeres presentes nas manifestações cênicas da tradição
popular.
74
12. CONTEÚDOS CURRICULARES
12.1. EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O decreto n.º 4.281, de 25 de junho de 2002, regulamenta a lei n.º 9.795, de
27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá
outras providências. A resolução CNE/CP n.º 02/2012 define as formas de sua
implementação nos currículos dos cursos superiores.
No âmbito do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL, esse tema é tratado
de forma transversal nas três Práticas Pedagógicas em Artes Cênicas, que
contemplam os saberes e fazeres das manifestações cênicas da tradição popular,
assim como na disciplina obrigatória intitulada Laboratório de Artes Cênicas na Rua
e nas disciplinas eletivas Laboratório de Práticas Teatrais Contemporâneas, Teatro
do Oprimido, Jogos e Brincadeiras na Educação e Produção Cultural para Artes do
Espetáculo, que abordam a relação do teatro com o meio ambiente.
12.2. RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA
Considerando a lei n.º 10.639/2003, a lei n.º 11.645/2008 e a resolução
CNE/CP n.º 01/2004, fundamentada no parecer CNE/CP n.º 03/2004, que dispõe
sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Relações ÉtnicoRaciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena; o
curso de Licenciatura em Teatro da UFAL vem tratando a temática de forma
transversal nas três Práticas Pedagógicas em Artes Cênicas, que privilegiam o
estudo dos saberes e fazeres nas manifestações cênicas da tradição popular
alagoana, em:
Prática Pedagógica: Teatro na Comunidade; nas disciplinas
obrigatórias Jogo Teatral 1 e 2; Estudos do Movimento 1, 2 e 3; Antropologia da
Arte; Arte e Sociedade; História da Arte 1 e 2; Teatro Educação; Teatro de
Animação; Fundamentos da Encenação; Teatro Brasileiro; Teatro em Alagoas; Artes
Circenses na Educação e Pedagogia das Máscaras Cênicas; e nas disciplinas
eletivas Laboratório de Práticas Teatrais Contemporâneas; Dramaturgia; Teatro do
Oprimido; Jogos e Brincadeiras na Educação; Estética Teatral e Danças Brasileiras.
75
12.3. EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
A Educação em Direitos Humanos na UFAL adequa-se à resolução CNE/CP
n.º 01/2012. Para os cursos de licenciatura, a resolução CONSUNI/UFAL, n.º
59/2014, estabelece que a temática dos direitos humanos deverá atender à
legislação específica. Nessa perspectiva, o art. 8º da resolução CNE/CP n.º 01/2012
determina:
A Educação em Direitos Humanos deverá orientar a formação inicial e
continuada de todos (as) os (as) profissionais da educação, sendo
componente curricular obrigatório nos cursos destinados a esses
profissionais. Assim, sua inserção nos cursos de licenciatura deve ocorrer
sob a forma de disciplina de oferta obrigatória, contribuindo para a formação
de professores. Ainda, em atendimento ao Art. 12 da mesma resolução,
podem ser programadas ações de extensão voltadas para a promoção de
direitos humanos considerando o contexto em que a IES se insere.
O curso de Licenciatura em Teatro trata a temática de Educação de Direitos
Humanos de forma transversal em todas as suas práticas pedagógicas, e em
diálogo com as disciplinas obrigatórias de Antropologia da Arte; de Arte e Sociedade
e de Teatro Educação; e com as disciplinas eletivas de Ensino de Arte Educação
para Pessoas com Deficiência; Poéticas do Feminino: História, Artes e Política e
Teatro do Oprimido.
76
13. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
A Lei do Estágio (Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008) define o estágio
curricular supervisionado “como o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no
ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo do estudante”.
As orientações básicas a respeito do estágio como um componente curricular
obrigatório
podem
ser
encontradas
no
site
da
UFAL
(https://ufal.br/estudante/graduacao/estagios), o qual registra tanto a Cartilha de Estágios
quanto os diversos documentos que formalizam as condições de realização do Estágio nas
licenciaturas e nos bacharelados.
No âmbito institucional, o Estágio pode ser subdividido em estágios curriculares
supervisionados obrigatórios e não obrigatórios.
No curso de Licenciatura em Teatro, o componente curricular Estágio Supervisionado
(1.2.3 e 4) visa promover a integração entre os conhecimentos práticos e teóricos,
possibilitando uma formação docente de qualidade em situações reais do cotidiano escolar.
Além disso, o estágio, sob regulamento e carga horária específica, poderá ser
desenvolvido nos laboratórios de ensino da própria Ifes (UFAL). Essa atividade está prevista
nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Teatro e visa, sobretudo,
associar o perfil do egresso à realidade do mercado de trabalho do profissional em Teatro.
A estruturação dos estágios curriculares supervisionados é formalizada através de
atividades que compreendem, obrigatoriamente, as seguintes etapas:
- Confecção e emissão de Termo de Compromisso de Estágio: o estágio só será válido
a partir do preenchimento e assinatura do Termo de Compromisso de Estágio (TCE),
celebrado entre o estudante, o representante da UFAL e a instituição concedente de estágio.
Esse termo é um documento institucional, contendo os dados gerais do estágio em questão, o
número da apólice de seguros que o discente tem direito, disponibilizado, anualmente, pela
Gerência de Estágio da Pró-reitora de Graduação da UFAL (GEST/PROGRAD).
- Elaboração do plano de trabalho/Plano de Atividades: o estágio deve estar vinculado
ao contexto da formação acadêmica e ser apresentado para registro pelo Coordenador de
Estágio depois de ser devidamente aprovado pelo Orientador de Estágio.
- Desenvolvimento das ações programadas: o estágio deve ressaltar o lado da
qualidade formal, no aprimoramento das condições instrumentais do exercício profissional.
77
- A avaliação final do estágio: deverá ser apresentado um relatório completo das
atividades ao Orientador de Estágio que deverá ser assinado pelo supervisor de
campo/Instituição de Ensino e arquivado pelo Coordenador de Estágio/Secretaria do Curso.
- O relatório de Estágio Supervisionado seguirá a legislação vigente, as normativas
complementares da Ufal, bem como as resoluções internas produzidas pelo Colegiado do
Curso de Teatro, sob supervisão tanto da Coordenação de Estágio do Curso quanto da Gestão
de Estágios da PROGRAD/UFAL.
Dessa maneira, o Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório para o curso de
Licenciatura em Teatro está previsto e orientado a partir do Inciso II, do §1º, do Art. 13 das
Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Formação Inicial e Continuada em Nível
Superior de Profissionais do Magistério para a Educação Básica, sendo esse supervisionado
periodicamente por um professor do curso com formação ou experiência na área de atuação
das atividades do estágio.
Em síntese, todas as atividades de Estágio Curricular Supervisionado deverão ser
orientadas, supervisionadas, concebidas e programadas a partir de um plano de atividades,
com a obrigatoriedade de avaliações periódicas previstas nas normativas institucionais da
UFAL. Além disso, a carga horária do estágio curricular deverá ser de 400 horas, conforme
determinação feita pelas DCN’s e pelas resoluções e pareceres específicos do Conselho
Nacional de Educação (CNE).
O Estágio Curricular Supervisionado no curso de Licenciatura em Teatro deverá tanto
promover diferentes formas e condições de realização quanto deverá priorizar a Rede Escolar
da Educação Básica.
Assim, a depender de recursos de infraestrutura, o curso de Licenciatura em Teatro
deverá promover anualmente convênios e parcerias profissionais para que as estagiárias
consigam desenvolver projetos de intervenção na Educação Básica e nas demais modalidades
de Ensino previstas na LDB.
As demais providências e orientações estão previstas na Instrução Normativa N.º
01/2022 (vide anexos), que disciplina os procedimentos para a realização dos Estágios
Curriculares Supervisionados Obrigatórios do curso de Licenciatura em Teatro e dá outras
providências.
78
14. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
As atividades complementares constituem-se de atividades teóricas, práticas
e/ou administrativas realizadas pelos alunos fora do âmbito das disciplinas do curso,
do estágio supervisionado e do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Essas atividades têm como objetivo aperfeiçoar e aprofundar o domínio das
habilidades e competências necessárias à atuação profissional, bem como
complementar a formação acadêmica e cultural do aluno.
Tais atividades complementares podem ser de caráter acadêmico, científico
e/ou cultural, de ensino, de pesquisa, de extensão e de representação estudantil, até
o limite de 200 horas obrigatórias, podendo ser substituídas, parcial ou totalmente,
por disciplinas extracurriculares e/ou complementares ou projetos na atividade do
ensino do teatro.
Serão aceitas atividades desenvolvidas a partir do ingresso do aluno no curso
de graduação nas seguintes modalidades:
I.
Participação (presencial ou on-line) em peças teatrais, performances,
esquetes, cenas curtas ou trechos de montagens sob a forma de direção,
assistência, atuação, iluminação, cenografia, dramaturgia, criação e confecção de
figurinos etc.
I.
Participação (presencial ou on-line) em cursos, disciplinas optativas,
atividades de ensino e oficinas em áreas afins, oferecidas dentro ou fora do âmbito
da Universidade;
II.
Realização de ações presenciais ou virtuais (on-line) de extensão junto
à comunidade;
III.
Participação (presencial ou on-line) em seminários e eventos
acadêmicos;
IV.
Apresentação de pesquisa (presencial ou on-line) em congressos
científicos;
V.
Participação (presencial ou on-line) em projetos de extensão, além
daquelas que se referem aos 10% obrigatórias, segundo o PNDE (2014);
VI.
Participação (presencial ou on-line) em projetos de iniciação científica,
iniciação à docência e pesquisa;
79
VII.
Participação (presencial ou on-line) em grupos de estudos do curso de
Licenciatura em Teatro da UFAL;
VIII.
Monitoria e estágio complementar não obrigatório (presencial ou on-
IX.
Participação (presencial e/ou on-line) em atividades administrativas,
line);
órgãos colegiados e entidades estudantis como CAs, DCE etc.
É
importante
destacar
que
os
casos
omissos
nas
modalidades
supramencionadas serão avaliados pelo Colegiado que decidirá sua validade para a
integralização na carga horária de atividades complementares.
Todas as atividades complementares deverão ser listadas em formulário
específico pelo aluno. O formulário de atividade complementar deverá ser entregue
juntamente com a cópia de toda as comprovações (diplomas, certificados, materiais
gráficos, clippings, cartas de referência etc.) ao Coordenador do Curso, que deverá
apreciar e aprovar segundo as atividades supracitadas. Elas poderão ser
aproveitadas total ou parcialmente para integrar-se à carga horária e devem somar
200 h/relógio no total, de acordo com a tabela a seguir.
A apresentação da solicitação com a documentação comprobatória deverá
ser encaminhada à coordenadoria pelo discente até o semestre anterior à conclusão
do curso.
80
14.1.
QUADROS
COMPLEMENTARES
DAS
ESPECIFICAÇÕES
DAS
ATIVIDADES
GRUPO 1: ATIVIDADES DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E REPRESENTAÇÃO
ESTUDANTIL
Atividade
Representação estudantil
(Colegiado da Graduação,
Centro Acadêmico, DCE,
UNE..).
Formas de comprovação
Atas ou documentos similares que
atestem a nomeação e a exoneração
ou término do mandato, emitidas
pelo órgão colegiado.
Valor em horas
60 horas/ano,
respeitando o teto de
120h.
Disciplina eletiva, cursada com
aproveitamento, na UFAL ou em
outra instituição de Ensino Superior.
Atividades de pesquisa com bolsa
(UFAL, CNPq, CAPES...).
Histórico Escolar.
Até 60 horas.
Documento que atestem a aprovação do
relatório final (e parcial quando for o
caso) do bolsista,emtido pelo órgão que
financiou a pesquisa.
Documento emitido pelo orientador da
atividade, devidamente validado pelo
Colegiado do Curso de Teatro. No
Documento deverá constar uma
descrição sumária da atividade, seus
objetivos e uma apreciação do
desempenho do aluno.
90 horas/ano,
respeitando o teto de
180 horas.
Atividades de extensão com
bolsa.
Documento que ateste a participação do
aluno no projeto e seu desempenho,
emitido pelo órgão que financiou o
mesmo.
90 horas/ano,
respeitando o teto
de 180 horas.
Atividades de extensão sem
bolsa
(obs.: atividades de extensão
sem bolsa que forem submetidas
ao comitê da UFAL que avalia o
PIBEG e que forem aprovadas
seguirão os mesmos critérios de
atividades de extensão com
bolsa).
Atividades de monitoria em
disciplinas de graduação.
Documento emitido pelo orientador da
atividade, devidamente validado pelo
Colegiado do Curso de Teatro. No
Documento deverá constar uma
descrição sumária da atividade, seus
objetivos e uma apreciação do
desempenho do aluno.
Até 40 horas/semestre,
respeitando o teto de
80 horas.
Documento emitido pelo colegiado
competente, atestando a participação e o
desempenho do aluno na atividade.
Até 40 horas/semestre,
respeitando o texto de
80 horas.
Documento emitido pelo Colegiado do
setor que ateste a realização da monitoria e
o desempenho do monitor.
Até 40 horas/semestre,
respeitando o teto de
80 horas.
Atividades de pesquisa sem bolsa.
(obs.: atividades de pesquisa
sem bolsa que forem submetidas
ao comitê da UFAL que avalia
o PIBIC e que forem aprovadas
seguirão os mesmos critérios de
atividades de pesquisa com bolsa).
Atividades de monitoria em
ambientes acadêmicos da UFAL.
Até 40
horas/semestre,
respeitando o teto
de 80 horas total.
81
GRUPO 2: ATIVIDADES DE CARÁTER CIENTÍFICO E DE DIVULGAÇÃO
CIENTÍFICA
Atividade
Participação, como ouvinte, em
minicursos, cursos de extensão,
oficinas, colóquios, dentre outros.
Formas de
comprovação
Certificado de participação,
emitido pela entidade
promotora. Deve constar a
carga horária da atividade.
Frequência e aprovação em disciplinas
eletivas (nas quais o aluno esteja
efetivamente matriculado), cursadas
durante seu tempo de integralização
curricular no curso de Teatro.
Registro da disciplina
facultativa no histórico
escolar, constando sua
aprovação.
Apresentação de comunicações ou
pôsteres em eventos científicos da
grande área.
Certificado de apresentação
emitido pela entidade
promotora.
Publicação de trabalhos completos
em anais de eventos científicos.
Cópia do material
publicado e certificado da
entidade promotora.
Cópia do material
publicado e certificado da
entidade promotora.
Publicação de resumos em anais de
eventos científicos.
Publicação de artigos em periódicos
científicos com ISSN e conselho
editorial.
Publicação de artigos em periódicos
de divulgação científica ou de caráter
não cientifica (jornais, revistas...).
Desenvolvimento ou participação no
desenvolvimento de material
informacional (divulgação cientifica) ou
didático (livros, CD-ROM, vídeo
exposições).
Desenvolvimento ou participação no
desenvolvimento de instrumentos de
pesquisa, guias ou catálogos de acervos
de memória e/ou exposições.
Organização ou participação na
organização de eventos científicos.
(Semanas Acadêmicas, Calouradas
etc.).
Outras atividades científicas ou de
divulgação científica.
Cópia do material
publicado e certificado do
editor do periódico.
Cópia do material
publicado e certificado do
editor do periódico.
Cópia do material
desenvolvido e
certificado do
coordenador ou
organizador do projeto.
Cópia do material
desenvolvido e certificado
emitido pelo coordenador
do projeto.
Certificado de participação
emitido pela entidade
promotora.
A critério do colegiado
do curso.
Valor em horas
Igual à carga horária do
certificado de participação,
respeitando o teto de 60 horas
para o total de atividades
deste tipo.
Carga horária total das
disciplinas cursadas
respeitando o teto de 60
horas para o total de
atividades deste tipo.
10 horas por comunicação ou
pôster apresentado ou carga
horária registrada no certificado
de apresentação, respeitando o
teto de 80 horas.
10 horas/publicação em anais,
respeitando o teto de horas.
05 horas por resumo
publicado em anais,
respeitando o teto de 20
horas.
30 horas por artigo publicado,
respeitando o teto de 60 horas.
15horas por artigo publicado,
respeitando o teto de 60 horas.
20 horas por material
desenvolvido, respeitando o
teto de 80 horas.
20 horas por material
desenvolvido, respeitando o
teto de 80 horas.
10 horas por evento
organizado, respeitando o
teto de 40 horas.
10 horas por atividades,
respeitando o teto de 30
horas.
82
GRUPO 3: ATIVIDADES DE CARÁTER ARTÍSTICO E CULTURAL
Atividade
Produção ou participação na produção
de objetos artísticos (teatro,
performance. dança, cultura popular,
circo, vídeo, artes plásticas, curadoria,
literatura, música...).
Participação com direção ou atuação
em festival de artes cênicas e de
cultura popular.
Participação técnica em festival de
artes cênicas e de cultura popular.
Formas de comprovação
A critério do colegiado do
curso.
Valor em horas
20 horas por produção,
respeitando o teto de 80
horas.
Folder ou Certificado de
Participação.
Participação em oficinas, cursos ou
minicursos relacionados a
manifestação artística e culturais.
Certificado de participação
emitido pela entidade
promotora e constando a
carga horária da atividade.
Outras atividades artísticas ou culturais.
A critério do colegiado do
curso.
30 horas por produção,
respeitando o teto de 60
horas.
20 horas por produção,
respeitando o teto de 40
horas.
Igual à carga horária
especificada no
certificado de
participação, respeitando
o teto de 60 horas.
15 horas por atividade,
respeitando o teto de 45
horas.
Folder ou Certificado de
Participação.
GRUPO 4: ATIVIDADES DE CARÁTER TÉCNICO E EDUCATIVO
Atividade
Visitas técnicas a museus,
arquivos, centros de
documentação e outras
instituições culturais e artísticas.
Formas de comprovação
Certificado da instituição
promotora ou do coordenador
do projeto, constando carga
horária.
Traduções de artigos, produção de
resenhas, editoração, diagramação e
revisão técnica de material publicado
em periódicos acadêmicos com ISSN e
política seletiva.
Realização de trabalhos voltados
à educação e/ou alfabetização de
jovens e adultos. (Sujeitos à
aprovação do colegiado).
Realização de trabalhos voltados à
promoção do exercido da cidadania.
(Sujeito à aprovação do colegiado).
Participação em oficinas, cursos ou
minicursos, relacionados ao
aprendizado de técnicas úteis à
Cópia do material
publicado e certificado do
editor do periódico.
Valor em horas
Igual a carga horária
especificada no
certificado de
participação, respeitando
o teto de 40 horas.
20 horas por material
publicado, respeitando o
teto de 40 horas.
A critério do colegiado do
curso.
A critério do colegiado
do curso, respeitando o
teto de 60 horas.
A critério do colegiado do
curso.
A critério do colegiado
do curso, respeitando o
teto de 60 horas.
Igual à carga horária
especificada no certificado
de participação,
Certificado de participação
emitido pela entidade
promotora constando a
83
profissão teatral, das artes cênicas ou
da cultura popular.
Outras atividades de caráter técnico ou
educativo. (Sujeito à aprovação do
colegiado).
carga horária da atividade.
A critério do colegiado do
curso.
respeitando o teto de 60
horas.
10 horas por atividade,
respeitando o teto de 30
horas.
GRUPO 5: VIAGENS
Atividade
Formas de
comprovação
Valor em horas
Viagens para pesquisas de campo, relacionadas a
projetos de pesquisa. extensão ou
complementares a atividades de ensino que não
sejam obrigatórias. (Sujeito à aprovação do
colegiado).
A critério do
colegiado do
curso.
15 horas por
atividade,
respeitando o teto
de 45 horas.
Excursões promovidas pela UFAL ou pela
Coordenação de Teatro, exceto aquelas voltadas
à participação em eventos acadêmicos.
(Sujeito à aprovação do colegiado).
A critério do
colegiado do
curso.
15 horas por
atividade,
respeitando o teto
de 45 horas.
Excursões promovidas por outras unidades
acadêmicas da UFAL ou por instituições externas.
(Sujeito à aprovação do colegiado).
A critério do
colegiado do
curso.
10 horas por
atividade,
respeitando o teto
de 30 horas.
84
15. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO — TCC
O Trabalho de Conclusão de Curso — TCC — está institucionalizado através
da resolução n.º 25/2005 — CEPE, de 26 de outubro de 2005. É considerado um
componente curricular obrigatório em todos os projetos pedagógicos dos cursos da
UFAL.
O TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga horária
fixa semanal, sendo 40 horas a sua carga horária total prevista para a integralização
do curso. Na UFAL, cada curso de graduação é responsável por definir a forma de
realização, de acompanhamento, de apresentação e de avaliação do TCC.
O TCC deverá contemplar as especificidades da Licenciatura em Teatro e
pode transitar pela inter, multi e transdisciplinaridade da área, respeitando o enfoque
nas especificidades do curso.
O TCC é de caráter acadêmico científico e será apresentado sob forma de
monografia ou artigo científico desenvolvidos individualmente.
O(a) aluno(a) deverá cadastrar, junto à coordenação do curso, o TCC e
respectivo/a orientador/a até o primeiro mês do semestre subsequente, após a
conclusão do anteprojeto na disciplina “Elaboração de Projeto de Pesquisa”
(ofertada no sexto período).
O Trabalho de Conclusão de Curso deverá ser finalizado no 8.º período.
O(a) aluno(a) que não entregar a monografia ou o artigo científico, ou não se
apresentar para a sua defesa oral, sem motivo justificado, será automaticamente
reprovado (a) no TCC, podendo apresentá-los em qualquer período do ano letivo
seguinte, consoante o calendário acadêmico;
A nota deverá ser cadastrada no sistema acadêmico após o(a) aluno(a) ter
entregado as cópias da monografia ou do artigo científico, devidamente corrigidas
após a apresentação, sendo 1 (uma) cópia impressa para a coordenação do curso e
uma cópia em mídias digitais (CD ou DVD), acondicionada em capas protetoras de
plástico flexível, para inserção no Repositório Institucional da UFAL/RIUFAL (ofício
circular n.º 002/2018 SIBI/UFAL);
O TCC será orientado por professores(as) efetivos(as) ou substitutos(as)
vinculados(as) ao curso de Licenciatura em Teatro com titulação mínima de mestre.
85
O/a coordenador/a de TCC será escolhido pelo colegiado do curso de Teatro
e terá um mandato de dois anos, renovado pelo colegiado do curso quantas vezes
este julgar necessário.
O(a) aluno(a) orientando(a) deverá entregar, no início do 7.º período, uma
cópia do Projeto de TCC ao(à) Coordenador(a) de TCC, bem como o Termo de
Compromisso devidamente assinado pelo orientando(a) e pelo orientador(a). Os
casos especiais serão avaliados pelo colegiado do curso para que o/a discente não
conclua o sétimo período sem orientador/a.
O(a) aluno(a) orientando(a) deverá desenvolver o TCC, no caso de
monografia, em no mínimo 30 páginas de elementos textuais, da introdução à
conclusão. No caso de artigo científico, o trabalho deverá conter no mínimo 15
páginas.
O(a) orientando(a) terá um prazo máximo de 15 (quinze) dias antes da defesa
para a entrega dos exemplares da monografia para a banca examinadora. O mesmo
prazo de 15 dias é válido para o(a) orientando(a) informar à coordenação de TCC os
seguintes tópicos: autor(a), título, data de defesa e constituição da banca
examinadora, que será composta pelo(a) professor(a) orientador(a) e por mais 2
(dois) membros, sendo um, obrigatoriamente, do curso de Licenciatura em Teatro.
Após a defesa, o(a) aluno(a) terá um prazo de 30 (trinta) dias para reformular
a monografia. A necessidade de ajustes, de correções e de reformulação será
indicada pela banca examinadora, e terá a ciência e a concordância do(a)
orientador(a).
O professor(a) orientador(a) só solicitará inserir a nota no sistema após a
entrega da versão final do TCC.
Assim posto, registra-se que o PPC de Teatro está em consonância com a
instrução normativa n.º 2 da PROGRAD/Fórum das Licenciaturas, de 27 de
setembro de 2013; com a instrução normativa n.º 1/2018 do Colegiado do Curso de
Licenciatura em Teatro, de 23 de agosto de 2018; e com a resolução n.º 4, de 8 de
março de 2004, do Conselho Educacional de Educação, onde se lê a necessidade
de construção de regulamentação específica pelos cursos de graduação que
adotarem o TCC em seus projetos pedagógicos.
86
16. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO — TIC
O local onde o curso de Licenciatura em Teatro está inserido possui um
Laboratório de Informática com computadores conectados à internet onde os alunos
podem ter acesso a sites de busca, plataformas de dados e imagens e bibliotecas
virtuais.
Nesse espaço é possível usar os recursos e as ferramentas para a
construção de trabalhos acadêmicos e didáticos.
A implantação de uma plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da
UFAL para o uso das ferramentas de tecnologia da informação e da comunicação
têm sido pontos estruturantes para a transformação das aulas. Isso levou a
universidade para um novo patamar de interação e facilitou a acessibilidade e a
integração de docentes e discentes às atividades acadêmicas.
Para consolidar todo esse processo, a UFAL se comprometeu com duas
ações básicas preponderantes: a) a substituição de seus sistemas informatizados
(acadêmicos e administrativos); b) a reestruturação da rede lógica, com o aumento
da velocidade e do alcance da rede sem fio, permitindo salas de aula
verdadeiramente conectadas e interativas.
As ferramentas de tecnologia da informação e da comunicação estão
disponibilizadas através de Ambientes Virtuais de Aprendizagem como a Plataforma
Moodle, de modo que as aulas possam ocorrer de forma não presencial, desde que
não ultrapassem 20% da carga horária total do curso, conforme orienta a Portaria
MEC n.º 1134, de 10 de outubro de 2016.
Cabe salientar que todas as disciplinas do curso de Teatro têm a
possibilidade de serem complementadas com atividades à distância via plataforma
Moodle ou similar.
Os docentes podem utilizar, ainda, outras plataformas digitais assíncronas de
interação e informação, tais como blogs, sites e aplicativos onde disponibilizarão
materiais de consulta etc. O Colegiado do curso usa, inclusive, plataformas das
redes sociais para manter a comunicação com os alunos.
As tecnologias de informação e comunicação adotadas no processo de
ensino-aprendizagem permitem a execução do projeto pedagógico do curso,
garantem a acessibilidade digital e a comunicacional. Ao mesmo tempo, elas
87
contribuem para promover a interatividade entre docentes e discentes, e asseguram
o acesso a materiais ou recursos didáticos em ambiente ubíquo.
Tanto no campo da pesquisa, como no da extensão, o uso das TICs ocorre de
forma relacionada a saberes interconectados com experiências de sala de aula e
execuções práticas fomentadas por atividades didáticas diversas.
O uso das TICs por parte dos estudantes com necessidades educacionais
favorece não só o aprendizado, mas também a participação e a autonomia durante
as atividades acadêmicas. Assim, a UFAL possui o Núcleo de Assistência
Educacional — NAE — que visa promover a acessibilidade pedagógica, a
metodológica de comunicação e de informação, conforme as normas previstas na
política de acessibilidade.
É importante destacar que os docentes são incentivados a buscar, junto a
esses núcleos da UFAL, as orientações necessárias para atender as demandas que
lhes são apresentadas.
Diante do exposto, a UFAL está atenta a novas tendências e desafios para a
sociedade em um mundo contemporâneo e busca sempre a renovação das práticas
pedagógicas.
88
17. AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
Conforme concebida no Projeto Pedagógico Institucional — PPI, a avaliação é
um fator de gestão, pois possibilita a realização de correções, a reorientação de
práticas pedagógicas, a reflexão sobre os projetos pedagógicos, a delimitação dos
obstáculos administrativos, além de se processar no âmbito do curso pelo
acompanhamento do Projeto Pedagógico e pela avaliação do processo de ensino e
aprendizagem. Desse modo, ela se explicita de forma clara e objetiva no Projeto
Pedagógico de Curso (PPC) que deverá prever um tempo amplo para o processo de
sua autoavaliação pedagógica.
A avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às
demandas da sociedade e da comunidade científica e deve ser entendida como um
processo amplo e coparticipativo, respeitando os critérios estabelecidos no
regulamento geral dos cursos de graduação da UFAL.
A avaliação no contexto institucional transcende a concepção de avaliação da
aprendizagem e deve ser integrada ao PPC como um dado que interfira de modo
consistente na ação pedagógica do curso. Isso visa garantir que a flexibilização
curricular possa permitir a adequação do desenvolvimento acadêmico à realidade
em que se insere a UFAL.
A avaliação requer, portanto, da parte de todos os atores sociais envolvidos
com o processo educacional, uma permanente aferição avaliativa do projeto
pedagógico em relação aos fins pré-constituídos, às metas e às ações definidas.
Assim, a avaliação deve ser percebida como um movimento de reflexão sobre os
constitutivos do processo de ensino e aprendizagem do plano político-pedagógico.
17.1. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM
A avaliação do processo de ensino-aprendizagem insere-se na própria
dinâmica curricular. A avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da
instituição, dos professores e dos alunos acerca do processo formativo. A avaliação
que aqui se propõe não é uma atividade puramente técnica, ela deve ser processual
89
e formativa e manter a coerência com todos os aspectos do planejamento e da
execução do Projeto Pedagógico do Curso (PPC).
A avaliação da aprendizagem considera os aspectos legais determinados na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no que concerne à aferição
quantitativa do percentual de 75% da presença dos discentes nas atividades de
ensino previstas tanto na carga horária de cada disciplina quanto na carga horária
total do curso. Qualitativamente, a avaliação afere o total de pontos obtidos pelo
discente em cada disciplina.
A avaliação da aprendizagem se fará a partir do que está estabelecido pelo
Conselho Universitário — CONSUNI, na resolução n.º 25/2005 do Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão — CEPE, nos moldes seguintes:
No plano interno, a avaliação da aprendizagem atende ao art. 9.º da referida
resolução, que determina que o regime de aprovação do aluno em cada disciplina
será efetivado mediante a apuração da frequência às atividades didáticas e do
rendimento escolar.
Nesse entendimento, o art. 10.º afirma que: “será considerado reprovado por
falta o aluno que não comparecer a mais de 25% (vinte e cinco por cento) das
atividades didáticas realizadas no semestre letivo”. “Parágrafo único — o abono,
compensação de faltas ou dispensa de frequência só será permitido nos casos
especiais previstos nos termos do decreto-lei n.º 1.044 (21/10/1969); decreto-lei n.º
6.202 (17/04/1975) e no regimento geral da UFAL”.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a
apuração do rendimento escolar.
Art. 11 — A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
(a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
(b) Prova Final (PF), quando for o caso;
(c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
§ 1.º — Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive
prova final, após a divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito)
horas, das notas obtidas pelo aluno em avaliações anteriores.
§ 2.º — O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de
avaliação e, no prazo de 02 (dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado,
poderá solicitar revisão da correção de sua avaliação, por uma comissão de
professores designada pelo Colegiado do Curso.
Art. 12 — Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio
Curricular Obrigatório, quando previsto no PPC.
Art. 13 — Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que
possível, aos conteúdos desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante
90
de mais de 01 (um) instrumento de avaliação, tais como: provas escritas e provas
práticas, além de outras opções como provas orais, seminários, experiências
clínicas, estudos de caso, atividades práticas em qualquer campo utilizado no
processo de aprendizagem.
§ 1.º — Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou
mais dos instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB)
respectiva, calculada considerando-se a média das avaliações programadas e
efetivadas pela disciplina.
§ 2.º — Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete)
em uma das 02 (duas) Avaliações Bimestrais, terá direito, no final do semestre
letivo, a ser reavaliado naquela em que obteve menor pontuação, prevalecendo,
neste caso, a maior.
Art. 14 — A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética,
apurada até centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1.º — Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final
(NF) das Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2.º — Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF)
das Avaliações Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 — O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou
superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final
(PF).
Parágrafo Único — A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da
disciplina ministrada e será realizada no término do semestre letivo, em época
posterior às reavaliações, conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
Art. 16 — Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em
cada disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco
inteiros e cinco décimos).
Parágrafo Único — O cálculo para a obtenção da média final é a média
ponderada da Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da
nota da Prova Final (PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 — Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo
comparecido à Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de
doença, devendo requerê-la ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48
(quarenta e oito) horas após a realização da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até
05 (cinco) dias após a realização da primeira chamada, onde prevalecerá o
mesmo critério disposto no Parágrafo único do Art. 16.
No curso de Licenciatura em Teatro, a avaliação da aprendizagem é
condizente com a concepção de ensino aprendizagem que norteia a metodologia
adotada para a consecução da proposta curricular, para fortalecer a perspectiva da
formação integral dos alunos, respeitando a diversidade e a pluralidade das suas
formas de manifestação e participação nas atividades acadêmicas, sem se
distanciar, entretanto, das determinações legais e institucionais.
Torna-se importante, portanto, promover um processo de avaliação que
possibilite analisar como se realiza não só o envolvimento do/a estudante no seu
cotidiano, mas também como se realiza o surgimento de outras formas de
91
conhecimento, obtidas de sua prática e de sua experiência, a partir dos referenciais
teóricos e práticos trabalhados no curso.
Para assegurar a implementação de uma educação inclusiva, o curso busca
garantir nas avaliações as práticas especializadas para aqueles que têm algum tipo
de necessidade específica, tais como: estudantes com deficiência visual e discentes
com um grau leve de deficiência/problema mental. São exemplos práticos dessas
ações afirmativas de inclusão, as orientações para que o corpo docente adapte ou
estenda o tempo de avaliação.
Ao final do curso, o/a estudante deve apresentar um Trabalho de Conclusão
de Curso (TCC) e defendê-lo perante uma banca examinadora, conforme resolução
do colegiado do curso.
17.2. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO CURSO
O curso de Licenciatura em Teatro implantou três estratégias de
autoavaliação do curso, a saber:
I.
O Colegiado e o Núcleo Docente Estruturante (NDE) ampliados, fóruns
nos quais toda a comunidade acadêmica do curso de Licenciatura em Teatro tem
direito à voz e ao voto (com exceção dos casos previstos em lei).
II.
O Espaço Aberto, fórum realizado ao final do semestre letivo onde são
avaliados todos os aspectos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem do
período.
III.
A Plenária, realizada no início de cada semestre letivo, quando a
avaliação crítica do Espaço Aberto anterior é problematizada e são propostas ações
concretas de superação dos problemas apresentados.
O curso será avaliado também pela sociedade através da ação/intervenção
docente/discente expressa nas atividades concretizadas no âmbito da extensão
universitária em parceria com as escolas da Educação Básica alagoana, dos
estágios curriculares obrigatórios e dos empreendimentos culturais e artísticos.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições de ensino
também servirá de instrumento para a avaliação do curso de Teatro, sendo este
constituído pelos seguintes tópicos:
92
1.
Organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do
curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
2.
Corpo docente: formação profissional, condições de trabalho; atuação
e desempenho acadêmico e profissional;
3.
Infraestrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios
específicos.
17.3. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO
As ações de avaliação dos cursos se orientam pelas normatizações oriundas
da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior — CONAES — e se
expressa de diferentes formas.
O processo de avaliação do PPC do curso de Licenciatura em Teatro é
realizado por uma comissão representativa dos diferentes segmentos da
comunidade acadêmica, identificada no Projeto de Autoavaliação da UFAL como
sendo a Comissão de Autoavaliação — CAA, a qual é instalada em cada Unidade
Acadêmica e/ou Unidade Educacional.
O curso de Licenciatura em Teatro é avaliado anualmente pela supracitada
comissão e, em caráter permanente, pelos membros do NDE. Na primeira situação,
o processo é conduzido pela CAA que coleta dados junto ao corpo docente, discente
e técnico administrativo da UA ou UE.
Nesse processo, a comunidade acadêmica é convidada também a preencher
formulários ‘on-line’, disponibilizados segundo o cronograma de desempenho da
CPA. Em ambas as situações os participantes se expressam sobre a condução do
Projeto Pedagógico do Curso, e sobre aspectos relacionados à atuação, à
qualificação e à relação com os docentes. Não se pode deixar de mencionar serem
consideradas também as condições da infraestrutura disponibilizada para a
realização das atividades acadêmicas.
Os dados computados são organizados e analisados pela CAA e enviados
para serem consolidados pela CPA/UFAL e incorporados ao Relatório de Avaliação
Institucional com periodicidade anual.
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em
Teatro implementado com essa proposta é importante para aferir o sucesso do novo
93
currículo para o curso, como também para certificar-se de alterações futuras que
melhorem este projeto, visto que o projeto é dinâmico e deve passar por constantes
avaliações.
Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir uma avaliação
institucional e uma avaliação do desempenho acadêmico — ensino e aprendizagem
— conforme as normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e formativa
durante o processo de implementação do PPC. Deverão ser utilizadas estratégias
que possam efetivar a ampla discussão do projeto mediante um conjunto de
questionamentos previamente ordenados que busquem encontrar suas deficiências,
se existirem.
Em relação ao NDE, há um acompanhamento permanente da implementação
e desenvolvimento do PPC para garantir a melhor qualidade educativa em todas as
suas etapas. Através de reuniões periódicas os seus membros avaliam a pertinência
das disciplinas, o seu ordenamento, a atualização da bibliografia referenciada e as
condições de realização das práticas e dos estágios supervisionados, de modo a ter
condições
concretas
de
intervir
sempre
que
necessária
no
sentido
do
aperfeiçoamento do PPC.
A avaliação se dará num processo contínuo, investigativo e sistemático,
priorizando os processos de ensino e aprendizagem e não somente os produtos
finais. A proposta de avaliação adotada pelo curso de Licenciatura em Teatro é a de
um instrumento de aperfeiçoamento dos próprios processos que o Projeto
Pedagógico do Curso almeja, tendo em vista o desenvolvimento de todos os
envolvidos.
94
18. COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM TEATRO
O Colegiado do Curso de Licenciatura em Teatro reúne-se ordinariamente em
toda primeira quinta-feira do mês, entre 9h30 e 12h, e extraordinariamente sempre
que necessário. Funciona segundo o regimento geral da Universidade Federal de
Alagoas, que em seus artigos 25 e 26, estabelece como objetivo do Colegiado de
Curso de Graduação coordenar o funcionamento acadêmico, o seu desenvolvimento
e a sua avaliação permanente.
O colegiado é composto de:
I. 05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao curso e seus respectivos
suplentes, que estejam no exercício da docência, eleitos em consulta efetivada com
a comunidade acadêmica, para cumprirem mandato de 02 (dois) anos, admitida uma
única recondução;
II. 01 (um) representante do corpo discente, e seu respectivo suplente,
escolhido em processo organizado pelo respectivo centro ou diretório acadêmico,
para cumprir mandato de 01 (um) ano, admitida uma única recondução;
III. 01 (um) representante do corpo técnico-administrativo, e seu respectivo
suplente, escolhidos dentre os técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos seus
pares, para cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução.
O colegiado terá 01 (um) coordenador e seu suplente (Vice-coordenador),
escolhidos pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
I. Coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no perfil do
profissional desejado, nas características e necessidades da área de conhecimento,
do mercado de trabalho e da sociedade;
II. Coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a
integração docente-discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da ação
docente com os planos de ensino, com vistas à formação profissional planejada;
III. Coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados
obtidos, executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações que
se fizerem necessárias;
IV. Colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
95
V. Exercer outras atribuições compatíveis.
96
19. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
Em atendimento à portaria n.º 147/2007, ao parecer CONAES n.º 04/2010 e à
resolução CONAES n.º 01/2010, a UFAL instituiu, através da resolução n.º 52/2012,
os Núcleos Docentes Estruturantes em conformidade com as especificações legais
para os cursos de graduação.
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é uma instância consultiva. É
constituído por 5 (cinco) docentes escolhidos pelo colegiado entre os docentes que
ministram aulas no curso, com mandato de 3 (três) anos, com atribuições
acadêmicas de acompanhamento, consolidação e contínua atualização do Projeto
Político-Pedagógico do Curso (PPC). Atualmente, todos os docentes estão em
regime de D. E. (Dedicação Exclusiva), e todos possuem titulações strictu sensu.
O NDE do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL reúne-se ordinariamente
toda a terceira quinta-feira do mês, entre 9h30 e 12h00, e extraordinariamente
sempre que necessário. É o responsável pela concepção e redação deste Projeto
Pedagógico para o qual fará o acompanhamento de sua implantação pelo colegiado
do curso. Faz parte de suas atribuições realizar, quando necessárias, indicações de
mudanças e encaminhamentos pedagógicos durante a consolidação deste PPC,
tornando-se, desta forma, sua instância avaliativa permanente.
São atribuições do Núcleo Docente Estruturante — NDE:
I.
Propor a formulação ou a reformulação do Projeto Pedagógico do
curso para apreciação e aprovação pelo respectivo colegiado e,
posteriormente, pelo Conselho Superior da UFAL; realizando
estudos e atualização periódica, verificando o impacto do sistema
de avaliação de aprendizagem na formação do estudante e
analisando a adequação do perfil do egresso, considerando as
DCN’s e as novas demandas do mundo do trabalho.
II.
Estabelecer parâmetros de resultados a serem alcançados pelo
curso nos diversos instrumentos de avaliação externa;
III.
Apreciar e encaminhar para homologação do colegiado e das
instâncias deliberativas superiores e competentes, os projetos de
pesquisa, os cursos de pós-graduação lato e stricto sensu e os
cursos e/ou atividades de extensão, para tornar efetiva a aplicação,
97
no âmbito da Unidade, do princípio da indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão;
IV.
Acompanhar e avaliar a implantação e implementação do Projeto
Pedagógico de Curso, propondo as alterações necessárias à sua
melhor consecução;
V.
Emitir, sempre que solicitado pelo Colegiado do Curso, pareceres
sobre as propostas de ensino, pesquisa e extensão no âmbito do
curso;
VI.
Participar da elaboração do Plano Anual de Trabalho do Curso a
ser
apreciado
pelo
Colegiado
e
aprovado
pelos
órgãos
competentes da UFAL, bem como acompanhar sua execução;
VII.
Recomendar as diretrizes dos programas das disciplinas do curso
de graduação e suas respectivas ementas, encaminhando ao
coordenador do curso, modificações dos programas para fins de
compatibilização;
VIII.
Participar do processo de seleção, permanência ou substituição de
docentes para o curso;
IX.
Coordenar a elaboração e recomendar a aquisição de lista de
títulos bibliográficos e outros insumos necessários ao curso;
X.
Acompanhar as ações de assistências estudantis nos seus
diversos programas ofertados pelas instâncias superiores;
XI.
Contribuir para consolidação do perfil profissional do egresso do
curso;
XII.
Exercer as demais funções que lhe são explícitas ou implicitamente
conferidas pelo regimento geral da UFAL e do curso e de outras
legislações e regulamentos a que se subordine.
98
20. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE APOIO NO ÂMBITO DO CURSO
20.1. POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro
passou a ter uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e a sua
respectiva repercussão na administração pública. Entre seus princípios encontra-se
o da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência;
este último, de fato, é traduzido no aperfeiçoamento da prestação do serviço público
de qualidade.
Esses princípios estão articulados às ações institucionais desenvolvidas na
UFAL para apoiar e capacitar seu quadro profissional, a saber, os docentes e os
técnicos.
Considerando a previsão legal expressa na lei n.º 5.707/06, que dispõe sobre
a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração
Pública Federal, a UFAL ajustou seu PDI a este novo paradigma, tendo como
objetivo o desenvolvimento permanente do seu servidor:
A UFAL considera o desenvolvimento do servidor como uma atividade essencial
para a melhoria de seu desempenho profissional, bem como de seu crescimento
pessoal. Realizando ações de desenvolvimento, a Política de Gestão de
Pessoas busca, principalmente, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao
cidadão e orienta-se pelo alinhamento da competência do servidor com os
objetivos da instituição, pela divulgação e gerenciamento das 71 ações de
capacitação e pela racionalização e efetividade dos gastos com treinamentos
(2013, p. 71).
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados, quais sejam:
dimensionamento
das
necessidades
institucionais de
pessoal;
capacitação;
avaliação de desempenho e qualidade de vida no trabalho, recortados por diretrizes
e princípios, muitos deles, diretamente relacionados à atividade docente.
No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais,
busca-se otimizar os recursos humanos, de modo a garantir o cumprimento dos
objetivos institucionais.
A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: por um lado, visa
melhorar o desempenho do servidor e, por outro lado, busca assegurar um quadro
mais confiante e motivado. A capacitação é realizada em diferentes momentos e
99
modalidades: iniciação ao serviço público; formação geral; educação formal; gestão;
inter-relação entre os ambientes e formação específica.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que objetiva
redimensionar as ações desenvolvidas pelos servidores no exercício do cargo e
aferir seu desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e
oferecendo subsídios para a organização do plano de capacitação.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho — PQVT,
promove ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor — PASS,
baseadas no conceito de prevenção de doenças como garantia de condições mais
justas de trabalho, valorizando o servidor e garantindo o pleno exercício de suas
funções.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como
enfoque o docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino
Superior — PROFORD, que consiste em um plano de capacitação contemplando
desde os docentes recém-empossados até os veteranos.
O objetivo é incentivá-los à reflexão sobre suas práticas, estabelecendo uma
intersecção entre ensino, pesquisa e extensão, em dois enfoques: a prática docente
e a atuação desses profissionais na gestão acadêmica e institucional.
A política de apoio ao docente consolidada é objeto contínuo de avaliação, de
modo a garantir a satisfação do professor e o respeito ao princípio constitucional da
eficiência, do qual nenhuma instituição de Ensino Superior pode se furtar.
No curso de Licenciatura em Teatro, a política de valorização do docente e a
dos técnicos administrativos se manifesta pelo incentivo à participação nos cursos
de capacitação administrativa e nos programas de qualidade de vida ofertados pela
Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas — PROGEP.
Na existência de verbas financeiras, o Colegiado do curso organizará a sua
distribuição para que os docentes possam adquirir passagens e diárias em eventos
nacionais ou internacionais. Além disso, incentivará a participação dos docentes nos
editais da Editora da UFAL — EdUFAL.
100
20.2. POLÍTICAS DE APOIO AOS DISCENTES
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam no PDI/UFAL, nos
princípios e nas diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Assistência
Estudantil — PNAES, que objetiva viabilizar a igualdade de oportunidades entre
todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir
de medidas que visem combater as situações de repetência e de evasão (decreto n.º
7.234, de 19 de julho de 2010).
Apoia, prioritariamente, a permanência de estudantes em situação de
vulnerabilidade e risco social matriculados em cursos de graduação presencial das
Instituições Federais de Ensino Superior. Sua instância de discussão e resolução é o
Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis —
FONAPRACE, realizado anualmente. Nessa ocasião são apresentados diagnósticos
e reflexões sobre a realidade estudantil nas IFES. A partir do encontro, são
estabelecidas as diretrizes e as linhas nacionais de ação das Pró-Reitorias.
Conforme o PDI/UFAL, as políticas discentes da instituição vão além do
PNAES, pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no
atendimento aos estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem
ser identificadas:
Apoio pedagógico: buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento
acadêmico; apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras,
com a oferta de cursos para capacitação básica na área. Atenção aos discentes
para orientá-los na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a profissionais
específicos. Articulação com as coordenações de curso sobre as dificuldades
pedagógicas comuns. Ex.: PAINTER, Monitoria, Tutoria.
Estímulo à permanência: atendimento às expressões da questão social que
produzem impactos negativos na subjetividade dos estudantes e que comprometem
seu desempenho acadêmico; atendimento psicossocial realizado por profissionais
qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria do desempenho
acadêmico; atendimento ao estudante na área da saúde através da assistência
médico-odontológica; fomento à prática de atividades físicas e de esportes;
promoção de atividades relacionadas à arte e à cultura no espaço universitário;
101
implementação de bolsas institucionais que visam ao aprimoramento acadêmico.
Ex.: Bolsa Permanência (Pró-Graduando).
Apoio financeiro: disponibilização de bolsa institucional de modo a incentivar
os talentos dos estudantes de graduação, mediante sua participação em projetos de
assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de extensão universitária que
contribuam para sua formação acadêmica; disponibilização de bolsas aos discentes
em situação de risco e vulnerabilidade social, prioritariamente, de modo a ser
provida uma condição favorável aos estudos, bem como ser uma fonte motivadora
para ampliação do conhecimento, intercâmbio cultural, residência e restaurante
universitários. Ex.: PIBID, PIBIC, PET.
Organização estudantil: ação desenvolvida por intermédio de projetos e ações
esportivas, culturais e acadêmico-científicas. Alguns espaços físicos são reservados
para as atividades dos centros acadêmicos, colaborando com a ampliação dos
espaços de discussão e diálogo que contribuam para a formação política dos
estudantes. Ex.: Centros Acadêmicos, DCE.
Plano de acompanhamento do assistido: proporciona uma maior segurança
para o aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição, evitando assim
um aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a acomodação dele ao
longo do curso. Busca a reorientação e a preparação para o mercado de trabalho.
Ex.: Estágios.
O curso de Licenciatura em Teatro, em consonância com o compromisso
social da Universidade Federal de Alagoas, recebe a cada ano alunos cotistas
oriundos da população afrodescendente e de escolas públicas de Alagoas, bem
como de outros Estados do Brasil.
A
iniciativa
faz
parte
do
Programa
de
Ações
Afirmativas
para
Afrodescendentes no Ensino Superior da UFAL, visando minimizar e/ou eliminar as
desigualdades sociais históricas.
Conforme o decreto n.º 5.296/05, que regulamenta a lei n.º 10.048, de 8 de
novembro de 2000, e a lei n.º 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece
as normas gerais e os critérios básicos para a promoção da acessibilidade de
pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, o curso de Licenciatura em Teatro
está inserido em um espaço físico reorganizado para atender os cursos de Artes da
UFAL. Apesar desse local possuir algumas estruturas que possibilitam a
102
acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção como rampas e elevador,
faz-se necessário a continuidade das adequações para atender a todos os tipos de
deficiência.
Como política de permanência do discente na Universidade, o curso de
Licenciatura em Teatro
direciona seus alunos aos Programas de Bolsa
Permanência, ofertados pela Pró-Reitoria Estudantil, destinados àqueles com maior
vulnerabilidade social.
Outros caminhos para a oferta de bolsas para os discentes são realizados
através dos projetos de extensão, da oferta de bolsas de monitoria, dos programas
de iniciação à docência e de iniciação científica. Outro incentivo aos discentes está
relacionado à orientação e ao apoio nos processos de seleção para os Intercâmbios
internacionais e de mobilidade acadêmica.
103
21. CONDIÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DO CURSO
21.1. RECURSOS HUMANOS
O curso Licenciatura em Teatro conta com onze professores lotados no
ICHCA e que respondem por todos os encargos didáticos referentes às disciplinas
específicas da linguagem teatral atualmente:
Prof.ª Dr.ª Ana Flavia de Andrade Ferraz
Prof. Dr. Ednaldo Cândido Moreira Gomes
Prof. Me. Francisco Rogers Cavalcanti Ayres
Prof. Dr. Ivanildo Lubarino Piccoli dos Santos
Prof.ª Dr.ª Lara Barbosa Couto
Prof. Dr. Marcelo Gianini
Prof. Dr. Otávio Gomes Cabral Filho
Prof. Me. Ronaldo de Andrade Silva
Prof.ª Dr.ª Telma Cesar Cavalcanti
Prof. Me. Washington Monteiro da Anunciação
Uma vaga de professor(a) em fase seleção e contratação (concurso público).
É importante salientar que o curso conta também com docentes designados
pelo Centro de Educação (CEDU) e pela Faculdade de Letras (FALE), responsáveis
pelas disciplinas do tronco comum das licenciaturas da UFAL, e pelo Instituto de
Ciências Sociais (ICS). O curso conta com os técnicos administrativos Sonia Maria
Nascimento, Celso Antonio de Melo Araújo e Vilian Rose Ferreira de Araújo.
21.2. INFRAESTRUTURA E RECURSOS MATERIAIS
O curso de Licenciatura em Teatro desenvolve suas atividades no espaço
físico do Espaço Cultural Salomão de Barros Lima (antiga reitoria), localizado na
Praça Visconde de Sinimbu, 206 — Centro. Sendo uma extensão do Instituto de
Ciências Humanas, Comunicação e Artes — ICHCA, no campus A.C. Simões da
Universidade Federal de Alagoas — UFAL. Todo o espaço físico disponibilizado é
compartilhado com os cursos de Licenciatura em Dança e em Música, com espaços
destinados às atividades pedagógicas (salas de aula, auditório, laboratório de
informática, laboratório de corpo, laboratório de encenação, laboratório de
104
cenografia e figurinos), administrativas (secretaria e coordenação), e uma biblioteca
setorial.
Está prevista para maio de 2019 a ocupação da infraestrutura do antigo
prédio do ICS (anexo ao prédio do ICHCA) pelo curso de Licenciatura em Teatro,
quando também terá acesso, de forma compartilhada com o curso de Licenciatura
em Dança, aos seguintes espaços: Sala de Coordenação, Sala de Professores, Sala
de Reuniões, Sala do Centro Acadêmico do Teatro, dois Laboratórios de Corpo,
Laboratório de Encenação e Iluminação, Laboratório de Figurinos e Cenografia e
quatro salas de aula teóricas. A coordenação do curso de Teatro, o Colegiado e o
NDE estão no processo de elaboração das normas de funcionamento e segurança
de cada um dos laboratórios do curso.
105
21.3. LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS
LABORATÓRIO DE ENCENAÇÃO:
Objetivo: Aulas de encenação, interpretação, corpo e iluminação; projetos de
extensão em iniciação teatral; projetos de pesquisa.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas na área das Poéticas da Cena
(Fundamentos da Encenação; Atuação 1 e 2; Iluminação), da área Poéticas do
Corpo (Circo artes circenses; Estudos do Movimento), do Eixo Pedagogias (Teatro
Educação; Pedagogia das Máscaras), das Práticas Pedagógicas; Extensão:
apresentações públicas da produção cênica dos cursos de arte da UFAL; Pesquisa:
manifestações cênicas da cultura de tradição popular alagoana.
LABORATÓRIO DE FIGURINO/CENOGRAFIA:
Objetivo: Espaço para criação, reforma, aulas e acervo.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas da área Visualidades Cênicas
(Figurino; Cenografia); área Poéticas da Cena (Teatro de Animação); Pesquisa:
confecção e estudo de máscaras da cultura de tradição popular alagoana; Extensão:
Indumentária, adereços e objetos cenográficos da cultura de tradição alagoana.
LABORATÓRIO DE CORPO:
Objetivo: Espaço para aulas e treinamento dos alunos, além de servir para
ensaios e desenvolvimentos de projetos de extensão e pós.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas da área Poéticas do Corpo (Estudos
do Movimento 1, 2, 3 e 4; Circo/Artes Circenses e afins; Danças Brasileiras; Danças
da Tradição Popular Alagoana). Extensão: Danças da Tradição Popular Alagoana;
Pesquisa: manifestações da cultura popular alagoana.
SALAS PARA AULAS TEÓRICAS (04):
106
Objetivo: Aulas teóricas e sala de estudo.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas da área História e Crítica (Literatura
Dramática 1, 2, 3 e 4; História da Arte 1 e 2; Teatro Brasileiro; Teatro em Alagoas;
Estética Teatral), do Eixo Pedagogias (disciplinas do tronco comum das
Licenciaturas — UFAL); Extensão: projetos relativos às áreas das Pedagogias e da
História e Crítica; Pesquisa: aulas, seminários.
LABORATÓRIO DE PRÁTICAS TEATRAIS:
Objetivo: Espaço para aulas e treino dos alunos, além de servir para ensaios
e desenvolvimentos de projetos de extensão e pós.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas do Eixo Pedagogias (Teatro
Educação; Pedagogia das Máscaras), da área Poéticas da Cena (Atuação 1 e 2);
das Práticas Pedagógicas; Extensão: projetos de mediação com as culturas de
tradição popular alagoana; Pesquisa: a arte dos brincantes.
107
LABCENA: LABORATÓRIO DE PESQUISAS DA CENA
(regimento em anexo)
Apresentação
O LabCena — Laboratório de Pesquisas da Cena, criado em setembro de
2020, é um espaço coordenado pelo NEPED/CNPq/UFAL – Núcleo de Estudo e
Pesquisa das Expressões Dramáticas.
É um laboratório destinado ao desenvolvimento de pesquisas teórico-práticas
e está instalado nas dependências da Escola Técnica de Artes (sala 36); volta-se
para a efetivação das atividades relativas às ações do NEPED, bem como demais
ações de professores(as) pesquisadores(as) credenciados(as) ao Laboratório.
Também é um espaço aberto à pesquisa do público externo à UFAL, como prevê o
regulamento.
Faz parte do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL e congrega
professores(as) e alunos(as) do curso de graduação e de pós-graduação. Tem como
objetivo desenvolver e abrigar atividades em artes da cena, com ênfase na História,
Teoria e Crítica, por atividades de ensino, pesquisa e extensão.
O LabCena se propõe a desenvolver as seguintes atividades: pesquisas,
orientações de estudantes, iniciação científica, ações de extensão, reuniões do
grupo de pesquisa, organização e participação em eventos, exposições, mostras
etc., gerando como resultados artigos científicos, livros, TCC’s, monografias e teses;
produções artísticas dentre outros.
Equipe
Coordenador: Prof. Dr. Otávio Cabral (UFAL).
Vice coordenadora: Prof.ª Dr.ª Ana Flávia de Andrade Ferraz (UFAL).
Conselho Científico: Prof. Dr. Augusto Rodrigues (UnB); Prof.ª Dr.ª Carlinda
Fragale Pate Nuñez (UERJ), Dr. Flávio Rabelo (NEPED); Prof.ª Dr.ª Sandra Nunes
Leite (UFAL).
108
LATA ‒ LABORATÓRIO TEATRO DE ANIMAÇÃO
(regimento em anexo)
APRESENTAÇÃO
O Laboratório Teatro de Animação — LATA, criado em julho de 2010, é um
espaço integrado ao NEPED/CNPq/UFAL ‒ Núcleo de Estudo e Pesquisa das
Expressões Dramáticas.
O NEPED é um grupo de pesquisa formado em 2013, a partir de atividades
coletivas realizadas entre professores(as) e estudantes da Universidade Federal de
Alagoas/UFAL e outras universidades no país. O Núcleo, vinculado ao curso de
Licenciatura em Teatro da UFAL, objetiva ser um espaço de discussão, reflexão e
produção de estudos e pesquisas voltados às manifestações da arte e conexões
entre as diferentes expressões artísticas e dramáticas, especialmente o teatro, o
cinema e a literatura.
O LATA é um laboratório destinado ao desenvolvimento de pesquisas teóricopráticas e está instalado nas dependências do Espaço Cultural Universitário Prof.
Salomão de Barros Lima (sala 50); volta-se para a efetivação das atividades
relativas às ações do NEPED, bem como às demais ações de professores(as)
pesquisadores(as) e público esterno credenciados(as) ao mesmo.
O LATA faz parte do curso de Licenciatura em Teatro da UFAL e congrega
professores(as) e alunos(as) dos cursos de graduação e de pós-graduação. Tem
como objetivo desenvolver e abrigar atividades em artes nas suas três bases
básicas a saber: 1. Pedagogias do Teatro de Animação: Teatro de Bonecos, Teatro
de Sombras, Teatro de Máscaras, Teatro de Objetos, Teatro de Formas Animadas,
Teatro de Brincantes, Teatro de Figurinos e Teatro de Ruídos; e 2. Pedagogias das
Visualidades Cênicas: Cenografia, Figurino, Maquiagem, Adereços e Iluminação —
dinamizando as atividades acadêmicas, desenvolvendo a capacidade técnica,
estética e criativa na produção e relacionando teoria e prática, por atividades de
ensino, pesquisa e extensão. 3. Pedagogias das Audiovisualidades: Fotografia
Cênica, Cinema de Animação, Áudio-visualidade e Cena, Pedagogia da Imagem e
do Vídeo; Teatro digital.
109
O LATA se propõe a desenvolver as seguintes atividades: pesquisas,
orientações de estudantes, iniciação científica, ações de extensão, reuniões do
grupo de pesquisa, organização, produção e participação de eventos, exposições,
mostras etc., gerando como resultados artigos científicos, livros, TCCs, monografias
e teses; produções artísticas, entre outros.
110
22. EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS ESPECÍFICA E COMPLEMENTAR
NÚCLEO 1: CONTEÚDOS BÁSICOS
HISTÓRIA E CRÍTICA
LITERATURA DRAMÁTICA 1
Ementa: Estudo dos gêneros literários e das relações entre literatura e teatro;
instrumentalização para a leitura e a análise de textos.
Bibliografia básica:
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Ars Poética, 1993.
BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. 8.ª ed. Petrópolis
: Vozes, 2001.
VERNANT, Jean-Pierre, VIDAL-NAQUET, Pierre. Mito e tragédia na Grécia antiga.
2.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.
Bibliografia complementar:
ÉSQUILO. Oréstia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
EURÍPIDES. Medeia; Hipólito; As Troianas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
NUÑEZ, Carlinda Fragale Pate et al. O teatro através da história — O Teatro
Ocidental. (Volume 1). Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. 3.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.
SÓFOCLES. A trilogia tebana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
111
LITERATURA DRAMÁTICA 2
Ementa: Estudo das relações entre literatura e teatro; instrumentalização para
leitura e análise de textos.
Bibliografia básica:
ALBERTI, Verena. O riso e o risível na história do pensamento. Rio de Janeiro:
JORGE ZAHAR, 1999.
BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o
contexto de François Rabelais. 7.ª ed. São Paulo: HUCITEC, 2010.
HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins
Fontes, 2000.
Bibliografia complementar:
ARISTOFANES. (Tradução, Mário da Gama Kury). A greve do sexo (Lisístrata); A
revolução das mulheres. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996.
MENANDRO. O Díscolo. (Tradução, Maria de Fátima Sousa e Silva). Coimbra:
Instituto Nacional de Investigação Científica, 1989.
PLAUTO. (Tradução, Jaime Bruna). Comédias. São Paulo: CULTRIX, 1978.
112
LITERATURA DRAMÁTICA 3
Ementa: Conhecimento das correntes literárias e leitura crítica, vertical, de obras da
literatura dramática, situando-as no tempo, no espaço e no momento de produção
de seu autor.
Bibliografia básica:
GASSNER, John. Mestres do teatro I. Tradução, Alberto Guzik; J. Guinsburg. 3.ª
ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.
HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins
Fontes, 2000.
HELIODORA, Bárbara. Falando de Shakespeare. 2.ª ed. São Paulo: Perspectiva,
2009.
Bibliografia complementar:
MOLIÈRE. Teatro Escolhido. (2 volumes). São Paulo: Difusão Europeia do Livro,
1965.
RACINE, Jean. Fedra; Ester; Atália. Tradução, Jenny Klabin Segall. São Paulo:
Martins Fontes, 2005.
ROUBINE, Jean-Jacques. Introdução às grandes teorias do teatro. Tradução,
André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.
SHAKESPEARE, William. Otelo. Tradução, Onestaldo de Pennafort. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1968.
VEGA, Lope de. Fuenteovejuna. Tradução, Mário Lago. Edição mimeografada,
[s.d.].
113
LITERATURA DRAMÁTICA 4
Ementa: Estudo do texto dramático, identificando filiação estética, estilos e
convenções ao lado da reflexão sobre a visão de mundo do autor e os caminhos da
renovação da dramaturgia moderna e contemporânea.
Bibliografia básica:
BENDER, Ivo C. Comédia e riso: uma poética do teatro cômico. Porto Alegre: Ed.
Universidade/UFRGS/EDPUCRS, 1996.
HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins
Fontes, 2000.
MAGALDI, Sábato. Nelson Rodrigues: dramaturgia e encenações. 2.ª ed. São
Paulo: Perspectiva, 2010.
Bibliografia complementar:
BRECHT, Bertolt. Teatro Completo em 12 volumes. Tradução, Fernando Peixoto,
Willi Bolle, Geir Campos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
FASSBINDER, Rainer Werner. As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant. Lisboa:
Cotovia, 1999.
GOGOL. O Inspetor Geral. Tradução, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Rio
de Janeiro: EDIOURO, [s.d.].
GOLDONI, Carlo. Arlequim, Servidor de dois amos. Tradução, Elvira Rina Malerbi
Ricci. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
IBSEN, Henrik. Casa de Bonecas. Tradução, Cecil Thiré. São Paulo: Nova Cultural,
2003.
114
HISTÓRIA DO TEATRO 1
Ementa: Estudo sobre os fatos que marcam a necessidade e formas de realização
da arte do teatro, tomando como referências notáveis as dinâmicas culturais
nacionais, com ênfase no teatro europeu e no teatro africano, das origens à Idade
Média.
Bibliografia básica:
CARLSON, Marvin. Teorias do Teatro: estudo histórico crítico, dos gregos à
atualidade. São Paulo: Unesp, 1995.
HELIODORA, Barbara. Caminhos do teatro ocidental. São Paulo: Editora
Perspectiva S.A., 2013.
MARGOT, Berthold. História Mundial do Teatro. São Paulo: Ed. Perspectiva. 2000.
Bibliografia complementar:
ARAÚJO, Nelson. História do Teatro. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1991.
BORBA FILHO, Hermilo. História do espetáculo. Rio de Janeiro: Edições O
Cruzeiro, 1968.
CIVITA, VICTOR, Teatro Vivo, Introdução e História. Ed. Abril Cultural, 1976.
HUBERT, Marie-Claude. Trad. Eduardo Brandão. As grandes teorias do teatro.
São Paulo: Editora WMF Martins Fontes Ltda., 2013.
VAZ, Carlos. Para um conhecimento do teatro africano. Lisboa — Portugal:
Edição e distribuição do autor, 1978.
115
HISTÓRIA DO TEATRO 2
Ementa: O estudo sobre os fatos que marcaram a realização da arte do teatro,
tomando como referências notáveis as dinâmicas culturais nacionais, com ênfase no
teatro europeu e no teatro africano, do Renascimento à contemporaneidade.
Bibliografia básica:
MARGOT, Berthold. História Mundial do Teatro. São Paulo: Ed. Perspectiva. 2000.
PRONKO, Leonard C. Teatro: Leste & Oeste. Ed. Perspectiva, 1996.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). Ed. Cosac & Naify, 2001.
Bibliografia complementar:
FARIA, João Roberto. O Teatro na Estante. Ed. Ateliê Editorial, 1998
GASSNER, J. Mestres do teatro II. Trad. A. G. e J. Guinsburg. São Paulo: Ed.
Perspectiva/Editora da Universidade de São Paulo, 1974.
MIRALLES, ALBERTO, Novos Rumos de Teatro. Rio de Janeiro: Salvat Editora,
1979.
REIS, Demian Moreira. Caçadores de Risos – o maravilhoso mundo da
palhaçaria. Salvador: EDUFBA, 2013.
USCATESCU, George. Teatro Occidental Contemporaneo. Madrid/Espanha:
Edições Guadarrama, 1968.
116
TEATRO BRASILEIRO
Ementa: As diversas formas de manifestações de teatro e teatrais. Os protótipos
europeus, africanos, indígenas brasileiros e suas configurações no fazer teatral
brasileiro, do Século XVI aos dias atuais.
Bibliografia básica:
CAFEZEIRO, Edwaldo. História do Teatro Brasileiro. Ed. UFRJ-FUNARTE, 1996.
GARCIA, Silvana (Org.) Odisseia do teatro brasileiro. São Paulo: SENAC, 2002.
PRADO, Décio de Almeida. História Concisa do Teatro Brasileiro. São Paulo: Ed.
EDUSP, 1999.
Bibliografia complementar:
ARAÚJO, Nelson. História do teatro. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1991.
CACCIAGLIA, Mario. Pequena história do teatro no Brasil. Editora da
Universidade de São Paulo, 1980.
HESSEL, Lothar. RAEDERS, Georges. O teatro no Brasil, sob Dom Pedro II. 1.ª e
2.ª partes. Porto Alegre: Ed. UFRGS-IEL, 1979.
PRADO, Décio de Almeida. O teatro brasileiro moderno. São Paulo: Perspectiva,
1996.
RUIZ, Roberto. O Teatro de Revista no Brasil: Das origens à Primeira Guerra
Mundial. Rio de Janeiro: INACEN, 1988.
117
TEATRO EM ALAGOAS
Ementa: Situar o estudante no universo das formas de teatro praticadas no território
alagoano, considerando os aspectos “popular” e “erudito” e as diversas etapas da
evolução política (dos primórdios a 1817; do Reino ao Império; do Império à
República).
Bibliografia básica:
ANDRADE,
Ronaldo
de,
BRANDÃO,
Izabel
(Orgs.).
O
teatro
&
Linda
Mascarenhas: amadores em Maceió. Maceió: EdUFAL, 2011.
ARAÚJO, Sandro Gama de (Org.) Theatro Deodoro 100 anos de arte. Maceió:
Grafmarques, 2010.
LIMA JUNIOR, Félix. História dos teatros de Maceió. Maceió: DAC/SENEC, 1961.
Bibliografia complementar:
AZEVEDO, João (Org.) Senador Guilherme Palmeira: Alagoanos sempre
lembrados: Tavares Bastos, Jaime de Altavila, Linda Mascarenhas. Brasília:
Centro Gráfico do Senado Federal, 1996.
BRANDÃO, Théo. O reisado alagoano. Maceió: EDUFAL, 2007.
CABRAL, Otávio. FERRAZ, Ana Flávia (Orgs.). Arte em Alagoas: algumas
reflexões. Maceió: EdUFAL, 2013.
DUARTE, Abelardo. Autores Alagoanos & Peças Teatrais. Maceió: FUNTED,
1980.
DUARTE, Abelardo. Folclore Negro das Alagoas: áreas da cana-de-açúcar:
pesquisa e interpretação. Maceió: EDUFAL, 2010.
Revistas:
Teatro Contemporâneo. Maceió: (1-2), 1961-1963.
Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, Vol. 50, Maceió, 2013.
Revista Mocidade. Maceió, 1943-1957.
118
Boletim Alagoano do Folclore – José Aloísio Vilela, em memória. N.º 1. Maceió:
Comissão Alagoana do Folclore, 1977
Debates de História Regional n.º 01 – 1992. Revista do Departamento de História da
UFAL. Maceió: EDUFAL, 1992.
Documentário das comemorações do cinquentenário do Grêmio Literário Guimarães
Passos. Maceió: UFAL, 1979.
119
ANTROPOLOGIA DA ARTE
Ementa: O fenômeno artístico fora do eixo do primeiro mundo. Pré-história e
etnologia das Américas. Teorias e métodos da antropologia da arte em relação à
região da América Latina. Arte afro-brasileira. Arte africana, arte asiática e da
Oceania. Arte indígena brasileira. Teorias e métodos em antropologia da arte.
Colonialismo cultural.
Bibliografia básica:
GEERTZ,
Clifford.
A
Interpretação
das
Culturas.
Rio
de
Janeiro:
Guanabara/Koogan, 1989.
LAYTON, Robert. Antropologia da Arte. Ed. 70, 2001.
LANGER, Susanne. Sentimento e Forma. São Paulo: Perspectiva, 1980.
Bibliografia complementar:
BRANDÃO, Téo. Reisados e Guerreiros. Instituto Histórico de Alagoas, 1946.
DURAND, Gilbert. A Imaginação Simbólica. São Paulo: Cultrix, 1995.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 1993.
LEVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro, 1957.
RADCLIFFE-BROWN, A. Estrutura e Função nas Sociedades Primitivas. São
Paulo: 70, 1979.
120
ARTE E SOCIEDADE
Ementa: Estudo de relações possíveis entre arte, filosofia e contexto social. As
relações entre a Educação e as manifestações culturais de tradição popular, a
indústria cultural e a arte erudita/acadêmica. Conceituação de arte, cultura,
performance e patrimônio imaterial. Reflexão sobre a identidade expressiva do
brasileiro. Teorias e métodos de pesquisa em arte, cultura e etnicidade.
Bibliografia básica:
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. São Paulo: Ed. UNESP, 2005.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 5.ª ed. São Paulo: Ática, 2006.
PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. 3.ª ed. São Paulo: Martins Fontes,
1997.
Bibliografia complementar:
CASTRO, Edgard. Introdução a Giorgio Agamben uma arqueologia da potência.
Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
EAGLETON, Terry. A ideologia da estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
DIDI-HUBERMAN, Georges; NEVES, Paulo. O que vemos, o que nos olha. São
Paulo: Ed. 34, 1998.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16.ª ed. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
SUASSUNA, Ariano. Iniciação à estética. 7.ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio,
2005.
121
HISTÓRIA DA ARTE 1
Ementa: Estudo, análise e vivência da produção nas grandes artes do mundo. Do
período da pré-história ao período da arte da idade contemporânea, abordando os
ícones representativos da pintura, da escultura e da arquitetura, bem como do estilo
e de seus contextos históricos, culturais, artísticos e estéticos. Correlações com a
linguagem do teatro e educação.
Bibliografia básica:
CAROL, STRICKLAND e BOSWELL, John. Arte Comentada — da Pré-História ao
Pós-Moderno. Rio de janeiro: Ediouro Publicações, 1999.
BASIN, Germain. História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
JANSON, H.W. História da Arte. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1994.
Bibliografia complementar:
BARILLI, Renato. Art Nouveau. São Paulo: Martins Fontes, 1991
GOMBRICH, E.H. História da Arte. São Paulo: Círculo do Livro, 1977.
HOUSER, A. História Social da Literatura e da Arte. São Paulo: Editora Mestre
Jou. 2002.
PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Editora Ática, 1991.
RAMIREZ, Juan Antonio. História del arte. Madrid: Alianza Editorial, 1997.
122
HISTÓRIA DA ARTE 2
Ementa: Estudo, análise e vivência da produção nas grandes artes no mundo. Do
final do século XIX, suas rupturas e a nova visão estética, à atualidade. Abordagem
dos ícones representativos da pintura, escultura e arquitetura, do estilo e seus
contextos históricos, culturais, artísticos e estéticos. A arte brasileira através dos
tempos e a arte em Alagoas. Suas correlações com a linguagem do Teatro e
Educação.
Bibliografia básica:
FUSCO, Renato de. Arte Contemporânea. Lisboa: Editorial Presença, 1988.
GULLAR, Ferreira. Etapas da Arte Contemporânea. São Paulo: Editora Nobel,
1985.
ZANINI, Walter. História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto, [s.d.].
Bibliografia complementar:
CHIARELLI, Tadeu. Arte Internacional Brasileira. São Paulo: Lemos editorial,
1999.
LUCIE-SMITH, Edward. Movimentos artísticos desde 1945. Barcelona: Ediciones
Destino, 1995.
MANGE, Mrilyn Diggs. Arte brasileira para criança. São Paulo: Martins Fontes,
1996.
PROENÇA, Graça. História da arte. São Paulo: Ática, 1991.
123
ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
Ementa: Elaboração de projetos experimentais em artes cênicas; normas da ABNT;
identificação de objetivos, hipóteses, métodos, instrumentos e ferramentas de
pesquisa; produção, transmissão, apreensão e expressão do conhecimento como
modo de fazer na universidade.
Bibliografia Básica:
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de
metodologia cientifica. 2.ª ed. rev. e ampl. Atlas, 1990.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3.ª ed. São Paulo:
Atlas, 1991.
NASCIMENTO, Francisco Paulo do; SOUSA, Flávio Luís Leite. Metodologia da
pesquisa científica teoria e prática: como elaborar TCC. 2.ª ed. Fortaleza: Inesp,
2017.
Bibliografia complementar:
CARVALHO, Maria Cecilia M. de. Construindo o saber: metodologia científica:
fundamentos e técnicas. 15.ª ed. Campinas: Papirus, 2003.
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez,
1995.
COSTA, Ana Rita F.; BERTOLDO, Edna; PIZZI, Laura Cristina V.; BARRIOS,
Suzana. Orientações metodológicas para produção de trabalhos acadêmicos.
Maceió. EDUFAL, 2010.
ECO Humberto. Como se faz uma tese. 21.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2007.
GUEDES, Enildo Marinho; LENZI, Lívia Aparecida Ferreira; VALE, Helena Cristina
Pimentel do; RIZZI, Iuri Rocio Franco. Padrão UFAL de Normalização. 2013.
124
ESTUDOS DO MOVIMENTO 1
Ementa: A organização do corpo em movimento a partir da perspectiva da
educação somática. Ações corporais e movimento estruturado. Corpo e criatividade.
Bibliografia básica:
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento. Volume 1: introdução a
análise das técnicas corporais. São Paulo: Manole, 2010.
DOMENICE, Eloisa Leite. O encontro entre dança e educação somática como
uma interface de questionamento epistemológico sobre as teorias do corpo.
Pró-Posições.
UFBA,
2010.
Disponível
em:
http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/3130. Acesso em: 15 jan. 2022.
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume, 2006.
Bibliografia complementar:
AZEVEDO, M. Sonia. O papel do corpo no corpo do ator. 2.ª ed. São Paulo:
Perspectiva, 2012.
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento — Volume 2. Bases de
exercícios. São Paulo: Manole, 2010.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de
aplicação e referências. São Paulo: Anablume, 2008.
MILLER, Jussara. A escuta do corpo: sistematização da técnica Klauss Vianna.
São Paulo: Summus, 2007.
RASCH, J. Philipe & BURKE, Roger K. Cinesiologia e Anatomia aplicada: a
ciência do movimento humano. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
125
ESTUDOS DO MOVIMENTO 2
Ementa: O espaço como categoria para a exploração criativa do movimento. As
noções de orientação espacial e a ação cênica.
Bibliografia básica:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume, 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
MIRANDA, Regina. Corpo-espaço: aspectos de uma geofilosofia do corpo em
movimento. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.
Bibliografia complementar:
DANTAS,
Monica. Dança
o enigma do movimento. Porto
Alegre: Ed.
Universidade/UFRGS, 1999.
MOMESON & PETRELA (org.). Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento.
São Paulo: Summus, 2006.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 28.ª ed. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 2011.
PAIXÃO, Paulo. E é pra dança perder o juízo? In: Humus 2. Caxias do Sul: Itaú
Cultural, 2007.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de aplicação
e referências. São Paulo: Annablume, 2008.
126
ESTUDOS DO MOVIMENTO 3
Ementa: A expressividade como categoria para exploração criativa do movimento. O
tônus muscular, o ritmo e o desenho do movimento no espaço como elementos
constitutivos da expressividade.
Bibliografia básica:
BONFITTO, Matteo. O ator compositor: as ações físicas como eixo: de
Stanislávski a Barba. 3.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume, 2006.
LABAN, Rudolf. O domínio do Movimento. São Paulo: Summus, 1987.
Bibliografia complementar:
AZEVEDO, M. Sonia. O papel do corpo no corpo do ator. 2.ª ed. São Paulo:
Perspectiva, 2012.
HERCÓLES, Rosa. Corpo e dramaturgia. In: Húmus 1. Caxias do Sul: Sigrid Nora,
2004.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
MACHADO, Mª. A. A. Pinheiro. Corpo do ator e comunicação. In: Humus 1. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2004.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 28.ª ed. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 2011.
127
VOZ EM CENA
Ementa: Conscientização das possibilidades e treinamento da voz: projeção,
ressonância, modulação, elasticidade, agilidade, ritmo e utilização de tais conceitos
nos
processos
ensino-aprendizagem.
Estudo
da
anatomia
e
fisiologia
corporal/vocal. Conscientização e orientação sobre saúde vocal, ênfase na
prevenção primária e secundária. Análise, execução e domínio de exercícios
corporais e vocais, individuais e em grupo, aplicados ao teatro. Adequação da voz
ao espaço cênico. Voz e o uso e abuso de drogas.
Bibliografia básica:
GAYOTTO, L.H. Voz, partitura e ação. São Paulo: Summus, 1997.
GROTOVSKI, J. & FLASZEN, L. O Teatro Laboratório de Jerzy Grotovski 19591969. São Paulo: Ed. SESC/Perspectiva, 2010.
QUINTERO, Eudósia Acuña. Estética da voz: uma voz para o ator. São Paulo:
Summus, 1989.
Bibliografia complementar:
BEUTTENMULLER, Maria da Glorinha e LAPORT, Nelly. Expressão vocal e
expressão corporal. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1974.
BARBA, E. & SAVARESE, N. A Arte Secreta do Ator: Um Dicionário de
Antropologia Teatral. São Paulo/Campinas: Ed. HUCITEC; Ed. UNICAMP; Ed. É
Realizações, 2012.
FORTUNA, Marlene. A performance da oralidade teatral. São Paulo: Annablume,
2000.
MOLIK, Z. O Trabalho de Voz e Corpo de Zygmunt Molik: O Legado de Jerzy
Grotovski. São Paulo: Ed. É Realizações, 2012.
QUINTEIRO, E.A. – Estética da voz para o teatro e a vida. Carapicuíba: Pró-fono,
1995.
128
VISUALIDADES CÊNICAS
FUNDAMENTOS DA CENOGRAFIA
Ementa: Fundamentos da cenografia. Estudo dos espaços cênicos e da arquitetura
teatral. Funções e relações da cenografia no espetáculo cênico. Noções sobre
técnicas de elaboração de cenários e exercícios práticos.
Bibliografia básica:
ANCHIETA, José (Costa). Auleum. São Paulo: A Books, 2002.
CRAIG, Gordon, Da Arte do Teatro. Lisboa: Ed. Arcádia, [s.d.].
GARCIA, Clóvis. Evolução do Espaço Cênico Ocidental. In: Catálogo da XX
Bienal Internacional de São Paulo. SESC. São Paulo, 1996.
Bibliografia complementar:
GUERRA, Lisette; ADRIANA, Leite. Figurino: uma experiência na televisão. São
Paulo: Paz e Terra, 2002.
MANTOVANI. A, Cenografia. São Paulo: Ática, 1989.
RATTO, G Antitratado de Cenografia. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
SERRONI, J. C. Teatros: uma memória do espaço cênico no Brasil. São Paulo:
Editora SENAC, 2002.
Espaço Cenográfico News. Boletim mensal do Espaço Cenográfico. São Paulo:
Disponível em: http://espacocenografico.com.br. Acesso em: 10 jan. 2022.
129
ILUMINAÇÃO
Ementa: Teoria e prática da iluminação cênica, os princípios básicos de eletricidade.
Estudo dos espaços e efeitos definidos através da iluminação. Observação e estudo
dos efeitos luminosos, sua elaboração e aplicação cênica. Projeto de iluminação e
sua aplicação no ensino do teatro, que represente o aprofundamento do Espaço
Cênico em relação ao domínio tecnológico. Iluminação e Meio Ambiente.
Bibliografia básica:
CAMARGO, Roberto Gill. Função estética da luz. São Paulo: Perspectiva, 2012.
SARAIVA, Hamilton F. Iluminação Teatral: História, Estética e Técnica.
Dissertação de Mestrado, ECA/USP, 1989.
SIMÕES, Cibele Forjaz. À Luz da Linguagem: a iluminação cênica — de
instrumento da visibilidade à “scriptura do visível” (primeiro recorte: do fogo à
revolução teatral). Dissertação de Mestrado. São Paulo: ECA/USP, 2008.
Bibliografia complementar:
CAMARGO, Roberto Abdelnur. Luz e Cena: processos de comunicação coevolutivos. Tese de doutorado. São Paulo: PUC-SP, 2006.
PEDROSA, Israel. Da Cor à Cor Inexistente. Ed. Fename/MEC,1982.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de Janeiro:
Zahar, 1982.
SARAIVA, Hamilton F. Eletricidade Básica Para Teatro. Ed. MEC/Inacen, 1973.
SIMÕES. Cibele Forjaz. “A Linguagem da Luz: A Partir do Conceito de PósDramático Desenvolvido por Hans-Thies Lahmann”. In: GUINSBURG, Jacó, e
FERNANDES, Silvia. O Pós-Dramático. São Paulo: Perspectiva, 2010.
130
POÉTICAS DA CENA
TEATRO DE ANIMAÇÃO
Ementa: Noções e conceitos teóricos e práticos acerca da linguagem do teatro de
animação e suas modalidades: Teatro de Bonecos, Teatro de Sombras, Teatro de
Máscaras, Teatro de Objetos, Teatro de Figurinos, Teatro de Brincantes, Teatro de
Ruídos, e suas múltiplas maneiras de concepção e montagem. A aplicação das
técnicas na sala de aula e na ação cultural. Teatro de Animação nas manifestações
culturais da tradição alagoana, afro-brasileira e indígena.
Bibliografia básica:
ACIOLI FILHO, José. O Teatro de Animação enquanto linguagem artística
pedagógica numa abordagem complexa e multirreferencial. Dissertação de
mestrado. Maceió: CEDU-UFAL, 2010.
AMARAL, Ana Maria. Teatro de animação. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997.
________________. Teatro de formas animadas. São Paulo: USP, 1992.
Bibliografia complementar:
BALARDIM, Paulo. As Relações de Vida e Morte no Teatro de Animação. Ed.
Balardim, 2004.
BORRALHO, Tácito Freire. O boneco do imaginário popular maranhense ao
teatro. São Luiz: Sesc, 2005.
BORBA FILHO, Hermilo. Fisionomia e espírito do mamulengo. Rio de Janeiro:
Inacen, 1984.
131
FUNDAMENTOS DA ENCENAÇÃO
Ementa: Introdução aos elementos da encenação teatral através de estudos e
exercícios que demonstrem suas relações intrínsecas. Análise e pesquisa dos
processos dos principais encenadores e encenadores-pedagogos. A encenação nas
manifestações espetaculares da cultura de tradição popular alagoana. Aplicação dos
referidos conteúdos nos currículos da educação formal no ensino do Teatro.
Bibliografia básica:
BRECHT, Bertolt, Estudos sobre o teatro. Trad. Brandão, Fiama Pais. 2.ª ed. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
GUINSBURG, J. Stanislávski, Meyerhold & cia. São Paulo: Perspectiva, 2008.
ROUBINE, J.J. A linguagem da encenação teatral: 1880 – 1980. Rio de Janeiro:
Zahar,1998.
Bibliografia complementar:
ARTAUD, Antonin. O Teatro e Seu Duplo. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
BORBA Filho, Hermilo. Espetáculos Populares do Nordeste. 2.ª ed. Recife:
Fundação Joaquim Nabuco; Ed. Massangana, 2007.
BARBA, Eugenio e N. Savarese (Orgs.). A arte secreta do ator. Dicionário de
Antropologia Teatral. São Paulo. Hucitec/ UNICAMP, 2012.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 2011.
KANTOR, Tadeusz. O Teatro da Morte. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011.
132
ATUAÇÃO PARA A CENA 1
Ementa: Improvisação teatral. Improvisação livre e orientada. Estudo teórico-prático
dos elementos criadores do Estado interior: ação, visualização, ritmo interno e
externo, vontade e contra-vontade, imaginação, memória; estudo da palavra —
ritmo, visualização, ação verbal; as ações físicas; a construção da personagem.
Estudo prático de elementos técnicos pertencentes a diferentes técnicas de atuação.
Estudo e apresentação de cenas.
Bibliografia básica:
STANISLAVSKI, Constantin. A construção do personagem. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2014.
STANISLAVSKI, Constantin. A criação de um papel. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2014.
STANISLAVSKI, Constantin. A preparação do ator. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2014.
Bibliografia complementar:
BURNIER, Luis Otávio. A arte de ator: da técnica à representação. Elaboração,
codificação e sistematização de ações físicas e vocais para o ator. 2.ª ed. São
Paulo: Pontifícia Universidade Católica, 2009.
CHEKHOV, Michael. Para o Ator. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
FERRACINI, Renato. A Arte de não interpretar como poesia corpórea do ator.
Campinas: Editora da Unicamp, 2003.
GROTOWSKI, J. Em busca de um teatro pobre. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira,1992.
KUSNET, Eugênio. Ator e método. São Paulo: Hucitec, 2003.
133
ATUAÇÃO PARA A CENA 2
Ementa: Improvisação teatral. Máscara neutra. Estudo teórico-prático dos elementos
comunicacionais da atuação. Meierhold e a Biomecânica. Brecht e o ator épico:
gestus e estranhamento. O Ator-narrador. A composição da personagem. Estudo
prático de elementos técnicos pertencentes a diferentes técnicas de atuação. Estudo
e apresentação de cenas.
Bibliografia básica:
BORNHEIM, Gerd. Brecht: a estética do teatro. Rio de Janeiro: Graal, 1992.
BRECHT, Bertolt. Escritos sobre teatro. Buenos Aires: Nueva Visión, 1967. 3v.
FO, Dario. Manual mínimo do ator. São Paulo: SENAC, 2004.
Bibliografia complementar:
BARBA, Eugenio e N. Savarese (Orgs.). A arte secreta do ator. Dicionário de
Antropologia Teatral. São Paulo: Hucitec; UNICAMP, 2012.
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. 5.ª ed. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
JAMESON, Fredric. O método Brecht. Petrópolis: Vozes, 1999.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Texto e Jogo. São Paulo: Perspectiva, 2010.
RIZZO, Eraldo Pêra. Ator e estranhamento: Brecht e Stanislávski, segundo Kusnet.
São Paulo: SENAC, 2004.
134
PEDAGOGIA DAS MÁSCARAS CÊNICAS
Ementa: Desenvolver o estudo e a linguagem da Pedagogia das Máscaras na
formação do ator, através da investigação teórica e prática sobre os diversos estilos
de máscaras teatrais, geralmente utilizadas como instrumentos de formação
corporal, expressivo e dramático. Técnicas de observação, improvisação e criação
de personagens tipos no percurso das máscaras: neutra, larvárias, geométricas;
expressivas inteiras; meia máscara expressiva; orientais (Bondrés); Commedia
dell’Arte; clown, bufão; de corpo inteiro e máscaras da cultura popular brasileira.
Estudos teóricos e de pesquisa sobre máscaras de matriz africana e indígenas.
Bibliografia básica:
AMARAL, Ana Maria. O ator e seus duplos: máscaras, bonecos, objetos. São
Paulo: Editora SENAC, 2002.
LECOQ, Jacques. O corpo poético: uma pedagogia da criação teatral; com a
colaboração de Jean-Gabriel Carasso e de Jean-Claude Lallias; tradução de
Marcelo Gomes. São Paulo: Senac; SESC-SP, 2010.
SANTOS, Ivanildo L. Piccoli dos. O Dueto Cômico: da Commedia dell'Arte ao
Cavalo Marinho. Tese de Doutorado. São Paulo: UNESP, 2015.
Bibliografia complementar:
ACHCAR, Ana. Cadernos de Textos do Núcleo do Ator/UNIRIO - Textos sobre a
Máscara! Disponível em: https://bityli.com/owDus. Acesso em: 20 abr. 2022.
BARNI, Roberta. A Loucura de Isabella. São Paulo: Iluminuras, 2003.
BELTRAME, Valmor. ANDRADE Milton de. O Teatro de Máscara. Florianópolis;
UDESC, 2010. Disponível em: https://bityli.com/UEFFg. Acesso em: 20 abr. 2022
BOLOGNESI Mário Fernando. Palhaços. São Paulo, Editora UNESP, 2003.
BRONDANI, Joice Aglae (org.). Scambio dell’Arte: Commedia dell’Arte e Cavalo
Marinho. Teatro-Máscara-Ritual — Interculturalidades. Salvador: Fast Desing,
2013.
135
LABORATÓRIO DE ARTES CÊNICAS NA RUA
Ementa: Historicidade da representação cênica fora da caixa teatral e nos espaços
alternativos. Exploração e experimentação das artes cênicas de/na Rua, através de
práticas cênicas, visando o domínio gradativo dos princípios básicos do Teatro de/na
Rua, das manifestações culturais e outros fenômenos que se utilizam da rua, praça,
espaços públicos e coletivos como seu espaço de representação e/ou de
ação/intervenção cênica.
Bibliografia básica:
CRUCIANI, Fabrizio; FALLETI, Clélia. O Teatro de Rua. Tradução de Roberta
Baardi; São Paulo: Hucitec, 1998.
TELLES, Narciso. Pedagogia do teatro: e o teatro de rua. Porto Alegre: Mediação,
2008.
TURLE, Licko; TRINDADE, Jussara. Tá na rua: teatro sem arquitetura,
dramaturgia sem literatura, ator sem papel. Rio de Janeiro (RJ): Instituto Tá Na
Rua para as Artes, Educação e Cidadania, 2008.
Bibliografia complementar:
BERTHOLD, Margot. História Mundial do Teatro. São Paulo: Ed. Perspectiva,
2000.
CORRÊA DE CAMARGO, R. A PANTOMIMA E O TEATRO DE FEIRA NA
FORMAÇÃO DO ESPETÁCULO TEATRAL: O TEXTO ESPETACULAR E O
PALIMPSESTO. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais, v. 3, n. 4, p. 132, 12 dez. 2006. Disponível em:
https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/786. Acesso em: 21 abr.
2022.
REBOUÇAS, Evill. A dramaturgia e a encenação no espaço não convencional.
São Paulo: Ed. UNESP; FAPESP, 2009.
TELLES, Narciso; C. ARNEIRO, Ana (org.). Teatro de Rua: olhares e
perspectivas. Rio de Janeiro: E-Papers, 2005.
136
VIEIRA, César. Em busca de um teatro popular. 4.ª ed. Atualizada. Brasília:
FUNARTE, 2007.
137
PEDAGOGIAS
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: TEATRO NA COMUNIDADE
Ementa: Prática pedagógica voltada ao teatro em espaços não formais de ensino.
Prática de modalidades pedagógicas. Teatro para comunidades, teatro com
comunidades, teatro por comunidades. Teatro como ação sociocultural. Estudo
teórico-prático e metodológico da linguagem teatral e suas relações com a educação
(jogos espontâneos, jogos dramáticos, jogos teatrais, teatro-fórum, sociodrama,
peça didática etc.) e a cultura (direitos humanos, relações etno-raciais, uso e abuso
de drogas e meio ambiente). O educador teatral como mediador entre a cultura da
tradição popular alagoana e a cultura acadêmica/erudita. O ensino do teatro e o
ensino através do teatro. Relações do Ensino do Teatro com as Diretrizes e
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
Bibliografia básica:
BARBOSA, Ana Mae. (Org.). Arte-Educação: leitura no subsolo. São Paulo: Cortez,
2013.
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2005.
COELHO, Teixeira. O que é ação cultural? São Paulo: Brasiliense, 2002.
Bibliografia complementar:
BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São
Paulo: Editora 34, 2009.
COURTNEY, Richard. Jogo, teatro e pensamento. São Paulo: Perspectiva, 2010.
MARTINS, Marcos Bulhões. Encenação em jogo. São Paulo: Hucitec, 2004.
PUPO, Maria Lúcia de S.B. Entre o Mediterrâneo e o Atlântico: uma aventura
teatral. São Paulo: Perspectiva, 2010.
VIGANÓ, Suzana Schmidt. As regras do jogo: A ação sociocultural em teatro e
ideal democrático. São Paulo: Hucitec, 2006.
138
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: TEATRO NA ESCOLA
Ementa: Prática pedagógica voltada ao teatro em espaços formais de ensino.
Fundamentos do ensino da linguagem teatral na Educação Básica. Teatro e Arte
como objeto de conhecimento e de identidade cultural. O estudo e a fundamentação
teórica das diferentes abordagens dramáticas em espaços formais de ensino.
Planejamento de aulas de Arte a partir do componente curricular Teatro. Avaliação
da aprendizagem em Teatro. O ensino do teatro e o ensino através do teatro.
Relações do Ensino do Teatro com as Diretrizes e Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN).
Bibliografia básica:
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
fundamental Parâmetros Curriculares Nacionais/ Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997.
GIANINI, Marcelo. Diálogo de surdos. Reflexões acerca do ensino de teatro na
Educação Básica de Alagoas (e suas possíveis reverberações em outros contextos).
Tese de doutoramento. São Paulo: PPGAC-ECA-USP, 2016. Disponível em
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27155/tde-20022017143131/publico/MARCELOGIANINIVC.pdf). Acesso em: 10 jan. 2021.
SPOLIN, Viola. Jogos Teatrais na sala de aula. São Paulo: Perspectiva, 2012.
Bibliografia complementar:
ANDRÉ, Carminda Mendes. O teatro pós-dramático na escola. São Paulo: Editora
Unesp, 2011.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2014.
JAPIASSU, Ricardo. Metodologia do ensino do teatro. Campinas: Papirus, 2001.
KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais. São Paulo: Perspectiva, 2013.
MACHADO, Irley; TELLES, Narciso; MERISIO, Paulo & MEIRA, Renata B. (org).
Teatro: ensino, teoria e prática. Uberlândia: EDUFU, 2004.
139
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: PEDAGOGIA DO ESPECTADOR
Ementa: Conceituação histórica e função do espectador. Prática pedagógica voltada
à formação do espectador. Apreciação e recepção da obra cênica. Preparação para
a ida ao teatro. Práticas de mediação. Desenvolvimento e avaliação pós-espetáculo.
Leitura da obra cênica. Planejamento de aulas. Criação e desenvolvimento de um
processo de Formação de Público com preparação prévia e posterior ao espetáculo.
Criação de textos com senso crítico e analítico.
Bibliografia básica:
BALAGAN, Cia. Teatro. Formação do Olhar para o Teatro – 1ª e 2 etapas,
Cadernos Pedagógicos: do inumano ao mais-humano (1ª versão). Disponível em:
<http://www.ciateatrobalagan.com.br/cadernos/cadernos-inumano/> 2012. Acesso
em: 20 abr. 2022.
DESGRANGES, Flavio. A Pedagogia do Espectador. São Paulo: Hucitec, 2003.
KOUDELA, Ingrid. A ida ao teatro. Sistema Cultura e Currículo. São Paulo.
Disponível
em:http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br/Escola%20em%20Cena/Escola_Cena.aspx
?projeto=4. Acesso em: 1 abril 2013.
Bibliografia complementar:
DESGRANGES, Flavio. A Inversão da Olhadela — Alterações no ato do
espectador teatral São Paulo: Hucitec, 2012.
KOUDELA, Ingrid D.; ALMEIDA Junior, José S. (org.). Léxico de pedagogia do
teatro. São Paulo: Perspectiva, 2015.
MOSTAÇO, Edélcio. Soma e subtração: territorialidades e recepção teatral. São
Paulo: Edusp, 2015.
RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. Tradução de Ivone C. Benedetti.
São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Tradução de Jerussa P. Ferreira
e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac & Naify, 2007.
140
NÚCLEO II: CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
JOGO TEATRAL 1
Ementa: Jogos, brincadeiras e brinquedos como recursos didático-pedagógicos.
Jogo simbólico, Jogo dramático, jogo teatral, jogos tradicionais, jogos espontâneos:
possíveis interações com a prática escolar. Jogos indígenas e africanos. O papel e
as formas do jogo na cultura de tradição popular alagoana. Jogo e pensamento.
Bibliografia básica:
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2008.
COURTNEY, Richard. Jogo, Teatro e Pensamento: As Bases Intelectuais do
Teatro na Educação. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2010.
KOUDELA, Ingrid. Jogos teatrais. 7.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.
Bibliografia complementar:
BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. 2.ª ed.
São Paulo: Editora 34, 2009.
CHACRA, Sandra. Natureza e sentido da improvisação teatral. 2.ª ed. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o Jogo como Elemento da Cultura. 7.ª ed. São
Paulo: Ed. Perspectiva/EDUSP, 2012.
KISHIMOTO, Tizuko M.(org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14.ª ed.
São Paulo, Cortez, 2010.
SLADE, Peter. O jogo dramático infantil. São Paulo: Summus, 1978.
141
JOGO TEATRAL 2
Ementa: Introdução à linguagem teatral por meio de jogos teatrais. Os jogos teatrais
como instrumento da experiência cênica e educativa. A metodologia do jogo mais
livre e espontâneo e dos jogos mais elaborados quanto às regras. Aplicações e o
sentido dos jogos tanto para a construção atoral quanto para o Teatro na educação.
Jogos preparatórios. Jogos improvisacionais. O texto no jogo teatral. Jogos etnoraciais e suas possibilidades cênicas. O trânsito dos jogos da tradição popular para a
cena.
Bibliografia básica:
KOUDELA, Ingrid. Jogos teatrais. 7.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.
RYNGAERT, Jean Pierre. Jogar, representar. São Paulo: Cosac & Naif, 2009.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 2012.
Bibliografia complementar:
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2008.
KOUDELA, Ingrid. Brecht: um jogo de aprendizagem. 2.ª ed. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
KOUDELA, Ingrid. Texto e jogo: uma didática brechtiana. São Paulo:
Perspectiva/EDUSP, 2010.
PUPO, Maria Lúcia de Souza Barros. Entre o Mediterrâneo e o Atlântico: uma
aventura teatral. São Paulo: Perspectiva, 2010.
TAVARES, Renan (Org.). Entre coxias e recreios: recorte da produção carioca
sobre o ensino de teatro. São Paulo: Yendis, 2006.
142
TEATRO EDUCAÇÃO
Ementa: O binômio Teatro Educação. Teatro como forma de conhecimento. O
domínio da linguagem teatral através do envolvimento do jogo. O estudo e a
fundamentação teórica das diferentes abordagens dramáticas na educação. Estudos
teórico-práticos e metodológicos da linguagem teatral em espaços formais e não
formais de ensino. O teatro e a educação para a mudança e a transformação social.
Bibliografia básica:
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2005.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Jogar. Representar. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o Teatro. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2012.
Bibliografia completar:
CABRAL, B. O drama como método de ensino. São Paulo: Hucitec, 2006.
DESGRANGES, Flávio. Pedagogia do Teatro: provocação e dialogismo. São Paulo:
Hucitec, 2006.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht: um jogo de aprendizagem. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos teatrais. São Paulo: Perspectiva, 2013.
PUPO, Maria Lúcia de S.B. Entre o Mediterrâneo e o Atlântico: uma aventura
teatral. São Paulo: Perspectiva, 2010.
143
PEDAGOGIA DAS VISUALIDADES CÊNICAS
Ementa: Estuda as questões e fundamentos relacionados com o desenvolvimento
integral para a cena. Experienciando-se aspectos teórico-práticos das Artes Visuais
para a cena. Construindo-se e acreditando-se enquanto docentes/discentes (sujeitos
críticos) capazes de constituírem ações educacionais, sensíveis, criativas e
sustentáveis no contexto do ensino do teatro.
Bibliografia básica:
ACIOLI FILHO, José. (da Silva). O Teatro de Animação enquanto linguagem
artística
pedagógica
numa
abordagem
complexa
e
multirreferencial.
Dissertação de mestrado, Orientador: Prof. Dr. Sérgio da Costa Borba, defendida no
CEDU-UFAL em 2010.
ACIOLI FILHO, José. (da Silva). Panorama da cenografia do teatro de Maceió. —
O Teatro e Linda Mascarenhas. Ronaldo de Andrade e Izabel Brandão (Org).
Maceió: EDUFAL, 2011.
OSTROWER, F. Criatividade e Processos de Criação. Ed. Vozes, 1997.
Bibliografia complementar:
ACIOLI FILHO, José (da Silva). 2017. A Lei n.º 11.645/2008 e seus reflexos na
educação étnico-racial: uma proposta dialógica através do Teatro de
Animação. Tese acadêmica em Doctorado em Ciências da Educação — Faculdade
de Ciências Humanas e de Comunicação — Universidad Autónoma de Asunción —
UAA, 2017. Orientador: Prof. Dr. José Antonio Torres Gonzales.
ACIOLI FILHO, José. (da Silva). A Lei n.º 11.645/2008 no contexto das Relações
Étnico-Raciais na Escola. In: (Org.) Ferraz, A. F./ Wildhagem, J. / Cabral, O.
Pluralidades Cênicas. Maceió: EdUFAL, p. 13 - p. 43, 2017.
GOMBROCH, E.H. História da Arte. São Paulo: Círculo do Livro, 1977.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu
da Silva. 11.ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
144
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento.
Tradução Eloá Jacobina. 8ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
145
ARTES CIRCENSES NA EDUCAÇÃO
Ementa: Estudo prático e teórico das Artes Circenses voltado à prática de ensino.
Historicidade mundial e nacional. Estudo prático e teórico das habilidades circenses
destinadas ao ensino básico através de educativos de acrobacia, de solo,
malabarismo e equilíbrios, técnicas e criação da pedagogia da palhaçada e
personagens cômicos, aparelhos aéreos. Criação de números artísticos com o
repertório estudado. Pesquisa sobre as formas de transmissão de conhecimento
específico. Experimentação do ensino do universo circense na sala de aula com
acompanhamento do orientador.
Bibliografia básica:
BORTOLETO, Marco Antônio Coelho. Introdução à Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Jundiaí: Fontoura, 2008 e 2010.
GALLARDO, Jorge Sergio e DUPRAT, Rodrigo Mallet. Artes Circenses no Âmbito
Escolar. [s.l.]: UNIJUI, 2010.
RUIZ, Roberto. Hoje Tem Espetáculo? As Origens do Circo no Brasil. Rio de
Janeiro: Inacen,1987.
Bibliografia complementar:
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003.
MACEDO, Cristina Alves de. Educação no Circo: crianças e adolescentes no
contexto itinerante. São Paulo: Quarteto, 2008.
SILVA, Ermínia e ABREU, Luiz Alberto de. Respeitável Público... o Circo em
Cena. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
SILVA, Ermínia. Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a Teatralidade Circense.
São
Paulo:
Altana,
2007.
Disponível
em
https://www.funarte.gov.br/wp-
content/uploads/2018/12/Circo-teatro-Benjamim-de-Oliveira-e-Teatralidade.pdf.
Acesso em: 10 out. 2021.
WALLON, Emmanuel. O Circo no Risco da Arte. Autêntica, 2002.
146
PESQUISA EDUCACIONAL EM TEATRO
Ementa: Pressupostos e características da pesquisa educacional em teatro. A
pesquisa
quantitativa
e
qualitativa
em
educação.
Diferentes
abordagens
metodológicas de pesquisa educacional em teatro. Fontes de produção da pesquisa
educacional: bibliotecas, meios informatizados, leitura e produção de textos e artigos
com diferentes abordagens teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa educacional
para o Trabalho de Conclusão de Curso. O profissional da educação frente aos
desafios atuais no campo da pesquisa educacional.
Bibliografia básica:
BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos; CUNHA, Fernanda Pereira da (org.). A
abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez
Editora, 2010.
FAZENDA, Ivani (Org.) Metodologia da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez,
1989.
ZAMBONI, Silvo. A pesquisa em arte: um paralelo de artes e ciência. Campinas,
São Paulo. Autores Associados, 2006.
Bibliografia complementar:
A ENTREVISTA na pesquisa em educação: a prática reflexiva. Brasília, DF: Liber
Livro, 2004. (Série pesquisa em educação).
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. 2.ª ed. rev. São Paulo: Annablume, 2006.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: história, teoria e
pesquisa. Campinas: Papirus, 2016.
LINHARES, Célia; FAZENDA, Ivani e TRINDADE, Vitor. Os lugares dos sujeitos
na pesquisa educacional. Campo Grande: EDUFMS, 1999.
147
POLÍTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Ementa: Estudo das políticas e da organização dos Sistemas Educacionais
brasileiro e alagoano no contexto das transformações da sociedade contemporânea,
a partir de análise histórico-crítica das políticas educacionais, das reformas de
ensino, dos planos de educação e da legislação educacional.
Bibliografia Básica:
ABREU, Mariza. Organização da Educação Nacional na Constituição e a LDB.
Ijuí/ SC: UNIJUI. 1999.
AZEVEDO, Janete Maria Lins. A educação como política pública. Campinas:
Autores Associados, 1997.
SAVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de Educação e Plano Nacional de
Educação: significado, controvérsias e perspectivas. Campinas: Autores
Associados, 2014.
Bibliografia Complementar:
BRZEZINSKI, Iria (Org.) LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo: Cortez, 2000.
FÁVERO, Osmar (Org.) A educação nas constituintes brasileiras (1823 – 1988).
2.ª ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2001.
FREITAG, Bárbara. Escola, Estado e sociedade. 7.ª ed. rev. Rio de Janeiro:
Moraes, 2007.
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra.
Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. 2.ª ed. São Paulo:
Cortez, 2005.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão (org.). Caminhos da Educação da Colônia aos
Tempos Atuais. Maceió/São Paulo: Ed. Catavento, 2001.
148
PROFISSÃO DOCENTE
Ementa: Estudo da constituição histórica e da natureza do trabalho docente,
articulando o papel do Estado na formação e profissionalização docente e da escola
como lócus e expressão desse trabalho.
Bibliografia Básica:
COSTA, Marisa C. Vorraber. Trabalho Docente e Profissionalismo: uma análise
sobre gênero, classe e profissionalismo no trabalho de professoras e professores de
classes populares. Porto Alegre: Sulina, 1995.
MARQUES, Maria Auxiliadora de Resende Braga; DAVID, Alessandra. As
interfaces da profissão docente. São Paulo: Junqueira & Marin, 2012.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Profissão Docente: novos estudos, novas
perspectivas. Campinas: Papirus, 2012.
Bibliografia Complementar:
APPLE, Michael W. Trabalho docente e textos. Porto Alegre: ARTMED, 1995.
ARROYO, Miguel. Ofício de mestre. SP: Vozes, 2001.
MIZUKAMI, Maria da Graça N. (Org.) Formação de Professores: Tendências
Atuais. São Carlos: EDUFSCAR, 1996.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 5.ª ed. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2002.
VICENTINI, Paula Perin; LUGLI, Rosário Genta. História da Profissão Docente no
Brasil: representações em disputa. São Paulo: Cortez Editora, 2009.
149
DIDÁTICA
Ementa: Estudo da didática como práxis docente, nas suas dimensões política,
técnico-pedagógica, epistemológica e cultural, bem como suas relações com o
currículo e na constituição do ensino, considerando diferentes contextos sóciohistóricos. Reflexão e conhecimento das proposições teórico-práticas quanto à
relação professor/aluno/conhecimento e aos processos de planejamento e avaliação
do ensino-aprendizagem.
Bibliografia básica:
GANDIN, Danilo; CRUZ, Carrilho. Planejamento na sala de aula. 13.ª ed.
Petrópolis: Vozes, 2006.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2.ª ed. São Paulo: Cortez, 2013.
LUCKESI. Avaliação da aprendizagem, componente do ato pedagógico. São
Paulo: Cortez, 2011.
Bibliografia complementar:
CASTRO, Amélia Domingues de. Piaget e a Didática: ensaios. São Paulo: Saraiva,
[s.d.].
LIBÂNEO, José Carlos. ALVES, Nilda. (Org.) Temas de Pedagogia: diálogo entre
didática e currículo. São Paulo: Cortez, 2012.
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. 42.ª ed. Campinas: Autores Associados,
2012.
150
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Ementa:
Estudos
dos
processos
psicológicos
do
desenvolvimento
e
da
aprendizagem na infância, na adolescência e na fase adulta segundo as teorias da
Psicologia em sua interface com a Educação.
Bibliografia Básica:
COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Desenvolvimento psicológico e
educação: psicologia evolutiva. vol. 1. 2.ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do
comportamento. São Paulo: Artmed, 2007.
SHAFFER, D. R.; KIPP, K. Psicologia do Desenvolvimento: infância e
adolescência. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
Bibliografia Complementar:
HURLOCK, E. B. Desenvolvimento do Adolescente. São Paulo: McGraw-Hill,
1979.
INHELDER, B. e PIAGET, J. Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente:
Ensaio sobre a Construção das Estruturas Operatórias Formais. São Paulo: Livraria
Pioneira Editores, 1976.
KUPFER, M. C. Freud e a Educação. O mestre do impossível. 3.ª Ed. São Paulo:
Scipione, 1995.
LIBÂNEO, J. C. Psicologia Social: O Homem em Movimento. São Paulo:
Brasiliense, 1984.
OLIVEIRA, M. K. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo
sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 2010.
151
GESTÃO DA EDUCAÇÃO E DO TRABALHO ESCOLAR
Ementa: Estudo da gestão educacional no âmbito do(s) sistema(s), com foco no
planejamento, e da escola como organização social e educativa: concepções,
características e elementos constitutivos do sistema de organização e gestão do
trabalho escolar, tendo como eixo o projeto político-pedagógico.
Bibliografia básica:
GANDIN, Danilo. Soluções de planejamento para uma prática estratégica e
participativa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5.ª ed. São
Paulo: Heccus Editora, 2011.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-aprendizagem
e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2005.
Bibliografia complementar:
FURLAN, M. e HARGREAVES, A.A. Escola como organização aprendente:
buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIMA, Licínio C. A escola como organização educativa: uma abordagem
sociológica. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
MEYER Jr., Victor. A Escola como organização complexa. In: Ana Maria Eyng; Maria
Lourdes Gisi. (Org.). Políticas e Gestão da Educação Superior: desafios e
perspectivas. Ijuí: Editora Unijuí, 2007, p. 231 - 261.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marilia (orgs.). As dimensões do Projeto Político
Pedagógico: novos desafios para a escola. 8.ª ed. São Paulo: Papirus, 2010.
VIEIRA, Sofia Lerche (Org.). Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de
Janeiro: DP&A, 2002.
VIEIRA, Sofia Lerche (Org.). Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de
Janeiro: DP&A, 2002.
152
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
Ementa: As ciências e o conhecimento científico: sua natureza e o modo de
construção nas ciências humanas e sociais. Diferentes formas de conhecimento da
realidade. A construção do conhecimento científico e a pesquisa em educação.
Aspectos técnicos do trabalho científico. Diretrizes para a leitura, análise e
interpretação de textos. Leitura como leitura de mundo. Ensino, pesquisa e
extensão: o tripé da formação universitária brasileira.
Produção, transmissão,
apreensão e expressão do conhecimento como modo de fazer universidade. Arte e
ciência como conhecimento. Intuição, intelecto e criatividade em arte e ciência. O
paradigma em arte e ciência.
Bibliografia básica:
COSTA, Ana Rita F.; BERTOLDO, Edna; PIZZI, Laura Cristina V.; BARRIOS,
Suzana. Orientações metodológicas para produção de trabalhos acadêmicos.
Maceió. EDUFAL, 2010.
CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 14.ª ed. São Paulo: Ática, 2010.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ª ed. rev. e
ampl. São Paulo: Cortez, 1996.
Bibliografia complementar:
BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente. Aprendendo a aprender: introdução a
metodologia cientifica. 8.ª ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994
DEMO, P. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 2000.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3.ª ed. São Paulo: Atlas,
1991. 159p.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia
cientifica. 2.ª ed. rev. e ampl. Atlas, 1990.
153
LIBRAS
Ementa: Estudo dos fundamentos da Língua Brasileira de Sinais com noções
práticas de sinais e interpretação, destinado às práticas pedagógicas na educação
inclusiva.
Bibliografia básica:
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro: UFRJ, Departamento de Linguística e Filologia, 1995.
COUTNHO, Denise. Libras e Língua Portuguesa: semelhanças e diferenças.
João Pessoa Editor: Arpoador, 2000.
QUADROS, Ronice M., KARNOPP, Lodernir Becker. Línguas de sinais brasileira:
estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Bibliografia complementar:
FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista.
Brasília: Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos, MEC, SEESP, 2001.
LOPES FILHO, Otacílio (org.) Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 1997.
SACKS, Oliver W. Vendo Vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1998.
SALLES, Heloísa M. M. Lima et. al. Ensino de língua portuguesa para surdos:
caminhos para uma prática. 2 v. Programa Nacional de Apoio à Educação de
Surdos. Brasília, MEC, SEESP, 2005.
154
NÚCLEO III: CONTEÚDOS TEÓRICO-PRÁTICOS
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: PEDAGOGIA DA ENCENAÇÃO
Ementa: Prática pedagógica voltada ao desenvolvimento de projeto de montagem
cênica. Evidenciar o processo pedagógico da criação cênica e dos diversos
elementos teatrais envolvidos. Possibilitar o contato direto do estudante de teatro
com a montagem cênica, conferindo-lhe responsabilidade sobre todas as etapas que
envolvem uma montagem. Apresentação pública dos resultados alcançados.
Bibliografia básica:
ABREU, Luís Alberto. Processo Colaborativo: relato e reflexões sobre uma
experiência de criação. Cadernos da ELT. Santo André/SP, v. 1, n.º 0, 2003.
BROOK, Peter. A porta aberta: reflexões sobre a interpretação e o teatro. 3.ª ed.
Trad. Antônio Mercado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
SILVA, Antonio de Araújo. A gênese da Vertigem: o processo de criação de O
Paraíso Perdido. São Paulo: Perspectiva, 2011.
Bibliografia complementar:
ABREU, Luís Alberto. A personagem contemporânea. Sala Preta, São Paulo, v. 1,
n.º 1, 2001.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva,
2012.
PALLOTTINI, Renata. Introdução à dramaturgia. São Paulo: Brasiliense, 1984.
ROUBINE, J:J. A linguagem da encenação teatral: 1880 – 1980. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar,1998.
RYNGAERT, J. P. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes,
1996.
155
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES CÊNICAS 1
Ementa: Prática pedagógica voltada às manifestações cênicas da tradição popular
alagoana e brasileira. Processos de criação e transmissão. Produção de material
didático.
Bibliografia básica:
ARANTES, A.A. O que é Cultura Popular. São Paulo. Brasiliense. 1982.
BRANDÃO, R. Carlos. O que é folclore. Coleção Primeiros Passos. São Paulo:
Editora Brasiliense, 1983.
CAVALCANTI, Telma. Tradição e Juventudes em Alagoas: o grupo de coco de
roda Xique-Xique. Tese de Doutorado, PPGE/UFAL. 2018. Disponível em:
http://www.repositorio.UFAL.br/handle/riUFAL/2468. Acesso em: 15 jan. 2021.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Mário de. (org. Oneida Alvarenga). Danças dramáticas do Brasil:
tomos I, II e III. 2.ª ed. São Paulo: Itatiaia/Instituto Nacional do Livro/Fundação
Nacional Pró-Memória, [s.d.].
LARAIA, Roque de Barros. Cultura um conceito antropológico. São Paulo: Zahar
Editora, 1986.
SANTOS, Boa Ventura. Para além do Pensamento Abissal: das linhas globais a
uma ecologia de saberes. Revista Crítica de Ciências Sociais, 78, outubro 2007: p.
3-46. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/nec/a/ytPjkXXYbTRxnJ7THFDBrgc/?lang=pt. Acesso em: 05
jan. 2021.
SILVA, Daniela Barros Pontes. Educação, resistências e tradição oral: a
transmissão de saberes pela oralidade de matriz africana nas culturas populares,
povos
e
comunidades
tradicionais.
Brasília:
UNB,
2017.
Disponível
em:
https://repositorio.unb.br/handle/10482/24411. Acesso em: 07 jan. 2021.
RODRIGUES, Graziela. Bailarino - Pesquisador - Intérprete. Rio de Janeiro:
Funarte, 1997.
156
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES CÊNICAS 2
Ementa: Prática pedagógica voltada às manifestações cênicas da tradição popular
alagoana e brasileira. Processos de criação e transmissão. Produção de material
didático.
Bibliografia básica:
BRANDÃO, Théo. O reisado alagoano. Maceió: EDUFAL, 2007.
CAVALCANTI, Telma César. Guerreiro e identidade alagoana. Revista Graciliano,
Imprensa oficial Graciliano Ramos, Maceió, ano IV, n.10, set/out.,2011.
DUARTE, Abelardo. Folclore Negro das Alagoas: áreas da cana-de-açúcar:
pesquisa e interpretação. Maceió: EDUFAL, 2010.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Mário de. (org. Oneida Alvarenga). Danças dramáticas do Brasil:
tomos I, II e III. 2.ª ed. São Paulo: Itatiaia/Instituto Nacional do Livro/Fundação
Nacional Pró-Memória, [s.d.].
BAKTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e Renascimento. O contexto
de François Rabelais. 7.ª ed. São Paulo: HUCITEC, 2010.
BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna: Europa, 1500 – 1800. São
Paulo: Companhia das Letras, 2010.
CABRAL, Otávio. FERRAZ, Ana Flávia (Orgs.). Arte em Alagoas: algumas
reflexões. Maceió: EdUFAL, 2013.
PAVIS, Patrice. O teatro no cruzamento das culturas. São Paulo: Perspectiva,
2008.
157
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ARTES CÊNICAS 3
Ementa: Prática pedagógica voltada às manifestações cênicas da tradição popular
alagoana e brasileira. Processos de criação e transmissão. Produção de material
didático.
Bibliografia básica:
CAVALCANTI, Telma. Tradição e Juventudes em Alagoas: o grupo de coco de
roda Xique-Xique. Tese de Doutorado, PPGE/UFAL. 2018. Disponível em:
http://www.repositorio.UFAL.br/handle/riUFAL/2468. Acesso em: 15 jan. 2021.
DUARTE, Abelardo. Folclore Negro das Alagoas: áreas da cana-de-açúcar:
pesquisa e interpretação. Maceió: EDUFAL, 2010.
VILELA, Aloísio. O coco de Alagoas: origem, evolução, dança e modalidades
Maceió: EDUFAL, 2003.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Mário de. (org. Oneida Alvarenga). Danças dramáticas do Brasil:
tomos I, II e III. 2.ª ed. São Paulo: Itatiaia/Instituto Nacional do Livro/Fundação
Nacional Pró-Memória, [s.d.].
BAKTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e Renascimento. O contexto
de François Rabelais. 7.ª ed. São Paulo: HUCITEC, 2010.
BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna: Europa, 1500-1800. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010.
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da
modernidade. 4.ª ed. São Paulo: Edusp, 2013.
PAVIS, Patrice. O teatro no cruzamento das culturas. São Paulo: Perspectiva,
2008.
158
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS ARTES CÊNICAS 1 (ACE)
Ementa: Componente estruturado a partir de atividades interdisciplinares em
conformidade com a especificidade de cada projeto de extensão ao qual está
vinculado. Propõe a atuação dos discentes em projetos de pesquisa, produção e
difusão das artes cênicas à comunidade alagoana.
Bibliografia básica:
ABREU, Luís Alberto. Processo Colaborativo: relato e reflexões sobre uma
experiência de criação. Cadernos da ELT, Santo André/SP, v. 1, n.º 0, 2003.
ARAÚJO, Antonio. A Encenação Performativa. In: Revista Sala Preta 9. São Paulo:
ECA/USP, 2009.
STANISLAVSKI, Constantin. A construção da personagem. Ed. Civilização
Brasileira, 1970.
Bibliografia complementar:
COHEN, Renato. Work in progress na cena contemporânea. São Paulo:
Perspectiva, 1998.
CORRÊA, José Celso Martinez. Primeiro ato, São Paulo, Ed. 34, 1998.
FERNANDES, Sílvia. Memória e invenção: Gerald Thomas em Cena. São Paulo:
Perspectiva, 1996.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 1986.
KANTOR, T. O Teatro da Morte. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011.
159
PRODUÇÃO E DIFUSÃO DAS ARTES CÊNICAS 2 (ACE)
Ementa: Componente estruturado a partir de atividades interdisciplinares em
conformidade com a especificidade de cada projeto de extensão ao qual está
vinculado. Propõe a atuação dos discentes em projetos de pesquisa, produção e
difusão das artes cênicas à comunidade alagoana.
Bibliografia básica:
ABREU, Luís Alberto. Processo Colaborativo: relato e reflexões sobre uma
experiência de criação. Cadernos da ELT, Santo André, v. 1, n.º 0, 2003.
ARAÚJO, Antonio. A Encenação Performativa. In Revista Sala Preta 9. São Paulo:
ECA/USP, 2009.
STANISLAVSKI, Constantin. A preparação do ator. Ed., Civilização Brasileira,
1986.
Bibliografia complementar:
COHEN, Renato. Work in progress na cena contemporânea. São Paulo:
Perspectiva, 1998.
CORRÊA, José Celso Martinez. Primeiro ato. São Paulo, Ed. 34, 1998.
FERNANDES, Sílvia. Memória e invenção: Gerald Thomas em Cena. São Paulo:
Perspectiva, 1996.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 1986.
KANTOR, T. O Teatro da Morte. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011.
160
PRODUÇÃO DE EVENTOS ACADÊMICOS 1 (ACE)
Ementa:
Componente
estruturado
a
partir
da
proposição
de
atividades
interdisciplinares acadêmicas à comunidade alagoana, com a intenção de
estabelecer amplos diálogos entre o teatro, as artes cênicas, outras linguagens
artísticas e demais áreas do conhecimento. Planejamento, pré-produção, execução,
pós-produção e avaliação de eventos acadêmicos no âmbito do curso.
Bibliografia básica:
AVELAR, Rômulo. O Avesso da Cena. Notas sobre produção e gestão cultural.
Belo Horizonte: Duo Editorial, 2010.
AVOGRADO, Enrique. Quanto vale a cultura? O papel dos indicadores e das
estatísticas nas políticas públicas para a
economia
da cultura.
Revista
Observatório Itaú Cultural, São Paulo, n. 23, p. 46-54, dez. 2017/maio 2018.
GADELHA, Rachel – Produção Cultural e Cidades. Texto apresentado no curso de
Gestão e Políticas Culturais EAD do Itaú Cultural/ Observatório Itaú Cultural. 2017.
Disponível em
https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/uploads/BibliotecaTable/9c715452
8b820891e2a3c20a3a49bca9/176/1392494461158941900.pdf. Acesso em: 10 abr.
2022.
Bibliografia complementar:
BARROS, José Márcio. Mercado de Trabalho em mutação: gestão cultural e
formação profissional. Anais do I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE GESTÃO
CULTURAL, 4 a 7 nov. 2008. Anais eletrônicos. Belo Horizonte: Duo, 2008.
Disponível em: <http://www.duo.inf.br/ANAIS_web_FINAL.pdf.>. Acesso em: 19 set.
2011.
SOUSA E SILVA, Liliana. Gestão cultural contemporânea na perspectiva da
ação cultural: aproximação conceitual e análise de uma experiência. Monografia
apresentada ao curso de especialização em Gestão Cultural da Cátedra Unesco de
Políticas Culturales y Cooperación da Universitat de Giron. São Paulo, 2010.
Disponível
em:
http://tauariconsultoria.com.br/Liliana%20Sousa%20e%20Silva_monografia_30%200
8%202010.pdf. Acesso em: 25 abr. 2022.
161
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. RESOLUÇÃO n.º 7, DE 18 DE DEZEMBRO DE
2018 (MEC/CNE/CES). Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=1042
51- rces007-18&category_slug=dezembro-2018-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 17
jun. 2019.
RODRIGUES, Anna. O Perfil do Produtor de Teatro em Maceió: Características
do Modo de Fazer nos Grupos de Teatro Atuantes em 2014. 1. ed. [S.l.]: Novas
Edições
Acadêmicas,
2013.
p.
1-109.
Disponível
em:
http://www.repositorio.UFAL.br/handle/riUFAL/1923. Acesso em: 20 abr. 2022.
RUBIM, Albino. Mercado de Trabalho em mutação: gestão cultural e formação
profissional. ANAIS DO I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE GESTÃO CULTURAL,
4 a 7 nov 2008.Anais eletrônicos. Belo Horizonte: Duo, 2008. Disponível em:
http://static.sapucaia.ifsul.edu.br/professores/lrkoppe/Livros%20e%20outros%20mat
erias%20de%20gest%C3%A3o%20cultural/1%C2%BA%20Semin%C3%A1rio%20In
ternacional%20de%20gest%C3%A3o%20cultural.pdf. Acesso em: 19 abr. 2021.
162
PRODUÇÃO DE EVENTOS ACADÊMICOS 2 (ACE)
Ementa:
Componente
estruturado
a
partir
da
proposição
de
atividades
interdisciplinares acadêmicas à comunidade alagoana, com a intenção de
estabelecer amplos diálogos entre o teatro, as artes cênicas, outras linguagens
artísticas e demais áreas do conhecimento. Planejamento, pré-produção, execução,
pós-produção e avaliação de eventos acadêmicos no âmbito do curso.
Bibliografia básica:
OLIVEIRA, Kadidja Valéria Reginaldo de. Planejamento e Organização de
Eventos Disponível em:
https://avant.grupont.com.br/dirVirtualLMS/arquivos/arquivosPorRange/0000000447/t
exto/570b1f67b995cd51da1e6f70911578bc.pdf . Acesso em: 10 jan. 2021.
LARA, Larissa Mongruel Martins de. Gestão de Eventos e Cerimonial Público e
Privado PONTA GROSSA / PARANÁ 2017. Disponível em:
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/176163/2/Tipologia%20de%20Evento
s%20-%20UAB%20um%20a%20um.pdf Acesso em: 10 jan. 2021.
RUBIM, Linda (org.). Organização e Produção da Cultura. EDUFBA, 2005.
Disponível em:
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/146/4/Organizacao%20e%20producao%2
0da%20cultura.pdf Acesso em: 10 jan. 2021.
Bibliografia complementar:
FREIBERGER,
Zélia.
Organização
de
Eventos.
Disponível
em:
http://proedu.rnp.br/bitstream/handle/123456789/753/3a_disciplina__Organizacao_d
e_Eventos.pdf?sequence=1&isAllowed=y
IFE-Espírito Santo. Guia rápido de organização de eventos. Disponível em:
https://www.ifes.edu.br/images/stories/files/Comunicacao/guia_rapido_eventos/guia_
rapido_para_organizacao_de_eventos.pdf
INA. Guia prático para a realização de webinars. Disponível em: http://www.ina.pt
Acesso em: 10 jan. 2021.
163
OFICINAS LIVRES DE TEATRO 1 (ACE)
Ementa: Componente estruturado a partir de atividades interdisciplinares voltadas a
atuação dos discentes em realidades sociais e espaços coletivos distintos, como
escolas, ONGs, SESC, SESI, Associações Culturais e/ou Comunitária, entre outros.
Visa a realização de oficinas e cursos de teatro voltados à participação livre da
comunidade alagoana.
Bibliografia básica:
GAMA, Joaquim. "Produto ou processo: em qual deles estará a primazia?". Sala
Preta, v. 2. n.º 2. São Paulo: ECA USP, 2002.
GIANINI, Marcelo. João, Artur e Alice: brincando de fazer teatro na
contemporaneidade. (Dissertação de mestrado). São Paulo: ECA USP, 2009.
MARTINS,
Marcos
Bulhões.
Dramaturgia
em
jogo:
uma
proposta
de
aprendizagem e criação em teatro. (Tese de Doutorado) São Paulo: ECA/USP,
2006.
Bibliografia complementar:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paz e Terra, 2014.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 2011.
GUENÓUN, Denis. O teatro é necessário? São Paulo: Perspectiva, 2004.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht na Pós-Modernidade. São Paulo, Perspectiva,
2012.
MARTINS, Marcos Bulhões. Encenação em jogo. São Paulo: Hucitec, 2004.
164
OFICINAS LIVRES DE TEATRO 2 (ACE)
Ementa: Componente estruturado a partir de atividades interdisciplinares voltadas a
atuação dos discentes em realidades sociais e espaços coletivos distintos, como
escolas, ONGs, SESC, SESI, Associações Culturais e/ou Comunitária, entre outros.
Visa a realização de oficinas e cursos de teatro voltados à participação livre da
comunidade alagoana.
Bibliografia básica:
GAMA, Joaquim. "Produto ou processo: em qual deles estará a primazia?". Sala
Preta, v. 2 n.º 2. São Paulo: ECA USP, 2002.
GIANINI, Marcelo. João, Artur e Alice: brincando de fazer teatro na
contemporaneidade. (Dissertação de mestrado). São Paulo: ECA USP, 2009.
MARTINS,
Marcos
Bulhões.
Dramaturgia
em
jogo:
uma
proposta
de
aprendizagem e criação em teatro. (Tese de Doutorado) São Paulo: ECA/USP,
2006.
Bibliografia complementar:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paz e Terra, 2014.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 2011.
GUENÓUN, Denis. O teatro é necessário? São Paulo: Perspectiva, 2004.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht na Pós-Modernidade. São Paulo, Perspectiva,
2012.
MARTINS, Marcos Bulhões. Encenação em jogo. São Paulo: Hucitec, 2004.
165
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Ementa: Estágio supervisionado de observação e regência desenvolvido na
Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) ou em
atividades de Extensão, Monitoria, Iniciação Científica, Residência Docente,
Educação Profissional e Tecnológica, ou ainda naquelas realizadas em ONGs,
Pontos de Cultura, Grupos e Companhias de Artes Cênicas. Estudos teóricos das
leis e diretrizes da educação, em vigor, com ênfase na disciplina Arte, componente
curricular Teatro.
Bibliografia básica:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 1ª a 4.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997. Disponível em: Ministério da Educação — Ministério da Educação
(mec.gov.br). Acesso em: 30 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 5ª a 8.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-
secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12657-parametroscurriculares-nacionais-5o-a-8o-series. Acesso em: 30 jul.2021.
SAVIANI, Dermeval. O legado educacional do século XIX. 2.ª. ed. Campinas:
Autores Associados, 2006.
Bibliografia complementar:
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Educação de Alagoas. Referencial curricular
de Alagoas. Disponível em: http://educacao.al.gov.br/aviso/item/16996-referencialcurricular-de-alagoas. Acesso em: 1 jan. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Executiva. Secretaria de Educação
Básica. Conselho Nacional de Educação. Base Nacional Comum Curricular:
Educação
é
a
base.
Brasília:
MEC/SEB,
2018.
Disponível
em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_sit
e.pdf. Acesso em: 30 jul. 2021.
166
ARANTES, Antonio Augusto. O que é cultura popular. 14.ª ed. São Paulo:
Brasiliense, 1990.
COELHO, Teixeira. O que é ação cultural? São Paulo: Brasiliense, 2002.
VIGANÓ, Suzana Schmidt. As regras do jogo: A ação sociocultural em teatro e
ideal democrático. São Paulo: Hucitec, 2006.
167
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Ementa: Estágio supervisionado de observação e regência desenvolvido na
Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) ou em
atividades de Extensão, Monitoria, Iniciação Científica, Residência Docente,
Educação Profissional e Tecnológica, ou ainda naquelas realizadas em ONGs,
Pontos de Cultura, Grupos e Companhias de Artes Cênicas. Estudos teóricos das
leis e diretrizes da educação, em vigor, com ênfase na disciplina Arte, componente
curricular Teatro.
Bibliografia básica:
BRASIL. Governo Federal. LEI n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 — Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília. 1996. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 30 jul. 2021.
SAVIANI, D. Escola e democracia. 41.ª Ed. Campinas: Autores Associados, 2009.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político-pedagógico da escola: uma
construção possível. Campinas: Papirus, 1995.
Bibliografia complementar:
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Educação de Alagoas. Referencial curricular
de Alagoas. Disponível em: http://educacao.al.gov.br/aviso/item/16996-referencialcurricular-de-alagoas. Acesso em: 1 jan. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 1ª a 4.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/expansao-da-rede-federal/195-
secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12640-parametroscurriculares-nacionais-1o-a-4o-series. Acesso em: 30 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 5ª a 8.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-
168
secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12657-parametroscurriculares-nacionais-5o-a-8o-series. Acesso em: 30 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Executiva. Secretaria de Educação
Básica. Conselho Nacional de Educação. Base Nacional Comum Curricular:
Educação
é
a
base.
Brasília:
MEC/SEB,
2018.
Disponível
em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_sit
e.pdf. Acesso em: 30 jul. 2021.
VIGANÓ, Suzana Schmidt. As regras do jogo: A ação sociocultural em teatro e
ideal democrático. São Paulo: Hucitec, 2006.
169
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Ementa:
Estágio
supervisionado
de
observação
e
regência
desenvolvido
impreterivelmente no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e nas respectivas
modalidades de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, Educação Especial,
Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação à Distância e
Educação Escolar Quilombola. Compreenderá aspectos relacionados à área da
formação artística com ênfase na disciplina Arte, componente curricular Teatro, e/ou
interdisciplinar e pedagógica.
Bibliografia básica:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Executiva. Secretaria de Educação
Básica. Conselho Nacional de Educação. Base Nacional Comum Curricular:
Educação
é
a
base.
Brasília:
MEC/SEB,
2018.
Disponível
em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_sit
e.pdf. Acesso em: 30 jul. 2021.
HORA, Dinair Leal da. Gestão educacional democrática. Campinas, SP: Alínea,
2007.
VIEIRA, Alexandre Thomaz et al. Gestão educacional e tecnologia. São Paulo:
Avercampi, 2003.
Bibliografia complementar:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 1ª a 4.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997. Disponível em: Ministério da Educação — Ministério da Educação
(mec.gov.br). Acesso em: 30 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 5ª a 8.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-
secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12657-parametroscurriculares-nacionais-5o-a-8o-series. Acesso em: 30 jul. 2021.
170
ARANTES, Antonio Augusto. O que é cultura popular. 14.ª ed. São Paulo:
Brasiliense, 1990.
MASSCHELEIN, Jan e SIMONS, Maarten. Em defesa da escola: uma questão
pública. Tradução Cristina Antunes. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
SAVIANI, Dermeval. O legado educacional do século XIX. 2ª. ed. Campinas:
Autores Associados, 2006.
171
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Ementa:
Estágio
supervisionado
de
observação
e
regência
desenvolvido
impreterivelmente no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e nas respectivas
modalidades de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), Educação Especial,
Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação à Distância e
Educação Escolar Quilombola. Compreenderá aspectos relacionados à área da
formação artística com ênfase na disciplina Arte, componente curricular Teatro, e/ou
interdisciplinar e pedagógica.
Bibliografia básica:
MASSCHELEIN, Jan; SIMONS, Maarten. Em defesa da escola: uma questão
pública. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão (Org.) Caminhos da educação em Alagoas: da
Colônia aos dias atuais. Maceió: Ed. Catavento, 2001.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão. Cultura e educação nas Alagoas: história,
histórias. 2.ª ed. Maceió: EDUFAL, 1997.
Bibliografia complementar:
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Educação de Alagoas. Referencial curricular de
Alagoas.
Disponível
em:
http://educacao.al.gov.br/aviso/item/16996-referencial-
curricular-de-alagoas. Acesso em: 1 jan. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 1ª a 4.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997. Disponível em: Ministério da Educação — Ministério da Educação
(mec.gov.br). Acesso em: 30 jul.2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros
curriculares nacionais 5ª a 8.ª séries. Volume 06 — Arte. Brasília: MEC/SEB,
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-
secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12657-parametroscurriculares-nacionais-5o-a-8o-series. Acesso em: 30 jul. 2021.
172
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Executiva. Secretaria de Educação
Básica. Conselho Nacional de Educação. Base Nacional Comum Curricular:
Educação
é
a
base.
Brasília:
MEC/SEB,
2018.
Disponível
em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_sit
e.pdf. Acesso em: 30 jul. 2021.
SAVIANI, Dermeval. O legado educacional do século XIX. 2.ª. ed. Campinas:
Autores Associados, 2006.
173
ELETIVAS
CRÍTICA TEATRAL
Ementa: A evolução da crítica enquanto linguagem. As várias teorias que nortearam
a produção de crítica. Os principais críticos de teatro no Brasil. A crítica teatral em
Alagoas. O exercício da linguagem crítica, tomando como referência os espetáculos
de teatro produzidos por grupos, companhias, associações e produtores culturais em
Alagoas. Teoria Crítica da escola de Frankfurt: indústria cultural, cultura de massa,
cultura popular.
Bibliografia básica:
BARTHES, Roland. Escritos sobre teatro. Trad. de Maria Laranjeira. São Paulo:
Martins Fontes, 2007.
ESSLIN, Martin Essler. Uma Anatomia do Drama. São Paulo Ed. Zahar,1978.
FERSEN, Alessandro. O Teatro em Suma. Rio de Janeiro. Ed. Civ. Brasil. 1987.
Bibliografia complementar:
BARTHES, Roland. Crítica e verdade. São Paulo: Editora Perspectiva, 1982.
GIRON, Luis Antonio. Minoridade crítica: a ópera e o teatro nos folhetins da
corte: 1826 – 1861. São Paulo: EDUSP; Rio de Janeiro: EDIOURO, 2004.
GUÉNOUN, Denis. O teatro é necessário? São Paulo: Editora Perspectiva, 2012.
ROSENFELD, Anatol. Prismas do teatro. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1993.
ROUBINE, Jean-Jacques. A Linguagem da Encenação Teatral. Rio de Janeiro.
Ed. Zahar. 1982
174
ESTÉTICA TEATRAL
Ementa: Estudo e reflexão sobre a relação entre a teoria do teatro elaborada por
filósofos, críticos e historiadores das artes cênicas, feita a partir de leituras das obras
de encenadores e performers, e as poéticas definidas pelos próprios artistas no
processo de criação de seus trabalhos. Aliar a teoria e a prática para a compreensão
mais ampla do fenômeno teatral. A estética teatral das manifestações artísticas da
tradição popular alagoana.
Bibliografia básica:
BORIE, Monique; ROUGEMONT, Martine de; SCHERER, Jacques. Estética teatral:
textos de Platão a Brecht. 2.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.
GUINSBURG, J. Da cena em cena. São Paulo: Perspectiva, 2001.
PAVIS, Patrice. Dicionário do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2010.
Bibliografia complementar:
BADIOU, Alain; TRUONG, Nicolas. Elogio ao teatro. Tradução de Marcelo Mori.
São Paulo: Martins Fontes, 2015.
DIDEROT, Denis. Paradoxo sobre o comediante. In: Os pensadores — Diderot.
Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
GUÉNOUN, Denis. A exibição das palavras — Uma ideia (política) do teatro.
Tradução de Fátima Saadi. Rio de Janeiro: Teatro do Pequeno Gesto, 2003.
LEHMANN. Hans-Thies. Teatro pós-dramático. Tradução de Pedro Süssekind. São
Paulo: Cosac & Naify, 2007.
ORTEGA Y GASSET, José. A ideia do teatro. São Paulo: Perspectiva, 1991.
175
LITERATURA DRAMÁTICA – MODERNO TEATRO BRASILEIRO I
Ementa: Estudo do texto dramático, identificando filiação estética, estilos e
convenções ao lado da reflexão sobre a visão de mundo do autor e os caminhos da
renovação da dramaturgia moderna e contemporânea.
Bibliografia básica:
CAFEZEIRO, Edwaldo; GADELHA, Carmem. História do teatro brasileiro. Rio de
Janeiro: UFRJ/EDUERJ/FUNARTE, 1996.
FIGUEIREDO, Guilherme. A Raposa e as Uvas. São Paulo: Martins Editora, [s.d.].
LINS, Osman. Lisbela e o Prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003.
Bibliografia complementar:
BOAL, Augusto. Murro em ponta de faca. São Paulo: HUCITEC, 1978.
BUARQUE, Chico. Opera do Malandro. São Paulo: Cultura, 1978.
GOMES, Dias. A Invasão / A Revolução dos beatos. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1962.
MARINHO, Luiz. A Afilhada de N. S. da Conceição/; Um sábado em 30; A
Incelência. Recife: Imprensa Universitária, 1968
PIMENTEL, Altimar. Teatro de Raízes Populares. João Pessoa: Edição do Autor,
2003.
176
LITERATURA DRAMÁTICA – MODERNO TEATRO BRASILEIRO II
Ementa: Estudo do texto dramático, identificando filiação estética, estilos e
convenções ao lado da reflexão sobre a visão de mundo do autor e os caminhos da
renovação da dramaturgia moderna e contemporânea.
Bibliografia básica:
ANDRADE, Jorge. Marta, a Árvore e o Relógio. São Paulo: Perspectiva, 1986.
BUARQUE, Chico. Opera do Malandro. São Paulo: Cultura, 1978.
BUARQUE, Chico; PONTES, Paulo. Gota D’Agua. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2007.
CAVALCANTE, Homero. Liberdade e sonho em cena. Maceió: CESMAC/EDUFAL,
2009.
NETO, João Cabral de Melo. Morte e Vida Severina. Rio de Janeiro: José Olympio,
1980.
Bibliografia complementar:
RODRIGUES, Nelson. Teatro Completo I: peças psicológicas. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1981.
RODRIGUES, Nelson. Teatro Completo, 4: tragédias cariocas II. Rio de Janeiro:
Nova
RODRIGUES, Nelson. Teatro completo, v.3. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
177
TEATRO, MÍDIA E EDUCAÇÃO
Ementa: Estudo das relações entre teatro e mídia: arte, cultura e sociedade. As
mídias e a sala de aula. Comunicação, arte e educação: potencialidades. Reflexão
teórico-crítica entre arte e mídia e suas aplicações metodológicas no contexto
educacional.
Bibliografia básica:
BUSARELLO, Raul Inácio; BIEGING, Patricia e ULBRICHT, Vania Ribas (org.).
Mídia e Educação: novos olhares para a aprendizagem sem fronteiras. São Paulo:
Pimenta Cultural, 2013.
BIASOLI, Carmen Lúcia Abadie. A formação do professor de arte: do ensaio à
encenação. Campinas: Papirus, 1999.
DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
Bibliografia complementar:
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. 10.ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
FANTIN, M. Mídia-educação e a formação do educador. In: Mídia-educação:
conceitos, experiências diálogos Brasil-Itália. Cidade Futura: Florianópolis, 2006.
GENEVIEVE, Jacquinot. O que é um educomunicador? São Paulo: NCE/USP,
1998.
JAPIASSU, R. Metodologia do ensino do teatro. Campinas: Papirus, 2000.
BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia.
2. Edição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.
178
ESTUDOS DO MOVIMENTO 4
Ementa: O relacionamento como possibilidade de desenvolvimento da criatividade e
da ampliação do repertório de movimento. Estudos das relações com objetos e com
companheiros em ações variadas de aproximar, afastar, tocar, transportar etc.
Bibliografia básica:
DANTAS, Monica. Dança, o enigma do movimento. Porto Alegre: Ed.
Universidade/UFRGS, 1999.
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume, 2006.
MARQUES, Izabel A. Linguagem da dança: arte e ensino. São Paulo: Digitexto,
2010.
Bibliografia complementar:
GERALDI, Silvia. Representações sobre técnicas para dançar. In: Humus 2. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
MACHADO, Mª. A. A. Pinheiro. Corpo do ator e comunicação. In Humus 1. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2004.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 28.ª ed. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 2011.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de
aplicação e referências. São Paulo: Annablume, 2008.
179
COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA
Ementa: Reflexões e práticas sobre processos de composição coreográfica no
contexto da dança e do teatro. Contextualização histórico-conceitual de diferentes
abordagens de composição coreográfica no contexto das artes cênicas no ocidente.
Bibliografia básica:
FERNANDES, Ciane. O Corpo em movimento: o sistema Laban/ Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Ed. Annablume, 2006.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 28.ª ed. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 2011.
PAIXÃO, Paulo. E é pra dança perder o juízo? In: Humus 2. Caxias do Sul: Itaú
cultural, 2007.
Bibliografia complementar:
DANTAS, Monica. Dança, o enigma do movimento. Porto Alegre: Ed. UFRGS,
1999.
GERALDI, Silvia. Representações sobre técnicas para dançar. In: Humus 2. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2006.
MACHADO, Mª. A. A. Pinheiro. Corpo do ator e comunicação. In: Humus 1. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2004.
OSTROWER, Fayga. Acaso e Criação Artística. Campinas: Ed. Unicamp, 2013.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de aplicação e
referências. São Paulo: Ed. Anablume, 2008.
180
DANÇAS BRASILEIRAS
Ementa: Estudo da mecânica e aprendizado de um vocabulário gestual e corporal
oriundo de manifestações tradicionais e populares brasileiras. Estudo coreográfico
das danças brasileiras.
Bibliografia básica:
ALMEIDA, Renato. A inteligência do folclore. 2.ª edição. Rio de Janeiro, Ed.
Americana; Brasília, INL, 1974.
ALMEIDA, Renato. Folclore. In: Cadernos de Folclore. Gráfica Olímpica Editores,
LTDA. Rio de Janeiro, 1976.
ROCHA, José Maria Tenório, e VASCONCELOS, Pedro Teixeira de. Sobrevivência
da lúdica folclórica em Alagoas. Maceió: DAC (Departamento de Assuntos
Culturais) SENEC/MEC, 1975.
Bibliografia complementar:
BARRETO, José Ricardo Paes e PEREIRA, Margarida Maria de Souza. Festejos
Juninos: Uma Tradição Nordestina. Recife: Nova Presença, 2002.
MELO, Floro de Araújo. O folclore nordestino em suas mãos (Síntese de Toda
uma Região). Rio de Janeiro: Estab. Gráficos Borsoi S.A., 1982.
ROCHA, José Maria Tenório. Folclore brasileiro. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1977.
ROCHA, José Maria Tenório. Folguedos carnavalescos de Alagoas. Maceió: DAC
(Departamento de Assuntos Culturais) SENEC/MEC, 1978.
ROCHA, José Maria Tenório. Repensando o folclore nordestino (Verificando a
sua Aplicabilidade na Sala de Aula). Maceió: SECOM, 1990.
181
TÉCNICAS CIRCENSES
Ementa: Aperfeiçoamento ao estudo das Artes Circenses. Especificidade no estudo
da historicidade mundial e nacional. Aperfeiçoamento ao estudo prático e teórico das
habilidades circenses: acrobacia de solo, malabarismo e equilíbrios, técnicas e
criação de palhaços/palhaças e personagens cômicos, aparelhos aéreos. Estudo do
repertório cômico do circo-teatro. Criação de um espetáculo envolvendo os números
artísticos com o repertório estudado.
Bibliografia básica:
RUIZ, Roberto. Hoje Tem Espetáculo? As Origens do Circo no Brasil. Rio de
Janeiro: Inacen, 1987.
SILVA, Ermínia. Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a Teatralidade Circense.
São
Paulo:
Altana,
2007.
Disponível
em:
https://www.funarte.gov.br/wp-
content/uploads/2018/12/Circo-teatro-Benjamim-de-Oliveira-e-Teatralidade.pdf.
Acesso em: 10 mai. 2021.
WALLON, Emmanuel. O Circo no Risco da Arte. Belo Horizonte: Ed. Autêntica,
2002.
Bibliografia complementar
AVANZI, Roger e TAMAOKI, Verônica. Circo Nerino. São Paulo: Pindorama
Circus/Códex, 2004.
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003.
BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Introdução a Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Volume 1 e 2. Jundiaí: Fontoura, 2008 e 2010.
GALLARDO, Jorge Sergio e DUPRAT, Rodrigo Mallet. Artes Circenses no Âmbito
Escolar. Ijuí/Rio Grande do Sul: UNIJUI, 2010.
SILVA, Ermínia e ABREU, Luiz Alberto de. Respeitável Público... o Circo em
Cena. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
182
FUNDAMENTOS DO CIRCO
Ementa: Introdução ao universo das Artes Circenses. Introdução à historicidade
mundial e nacional. Introdução ao estudo prático e teórico das habilidades circenses:
acrobacia
de
solo,
malabarismo
e
equilíbrios,
técnicas
e
criação
de
palhaços/palhaças e personagens cômicos. Criação de números artísticos com o
repertório estudado.
Bibliografia básica:
BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Introdução a Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Jundiaí. Fontoura, 2008 e 2010
GONÇALVES, Cristiane C. BELLUCI, Kiko, FAJTLOWICZ, Renee e BECHARA,
Thiago S.A. Linguagem Corporal Circense. Phorte, 2007.
SANTOS, Ivanildo L. Piccoli. Os Palhaços das Manifestações Populares
Brasileiras: Bumba Meu Boi, Cavalo Marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano.
Dissertação de Mestrado. UNESP. São Paulo, 2008.
Bibliografia complementar:
CASTRO, Alice Viveiros de. O Elogio da Bobagem — palhaços no Brasil e no
mundo. Rio de Janeiro: Família Bastos, 2005.
DUARTE, Regina Horta. O Circo em Cartaz. Belo Horizonte: Einthoven Científica
Ltda., 2001.
PANTANO, Andreia Aparecida. A Personagem Palhaço. São Paulo: Unesp, 2007.
PIMENTA, Daniela. Antenor Pimenta Circo e Poesia. São Paulo: Imprensa Oficial,
2005.
WALLON, Emmanuel. O Circo no Risco da Arte. Autêntica, 2002.
183
CIRCO
Ementa: Estudo das Artes Circenses. Historicidade mundial e nacional. Estudo
prático e teórico das habilidades circenses: acrobacia de solo, malabarismo e
equilíbrios, técnicas e criação de palhaços/palhaças e personagens cômicos,
aparelhos aéreos. Estudo do repertório cômico do circo-teatro. Criação de números
artísticos com o repertório estudado. Experimentação do ensino do universo
circense na sala de aula.
Bibliografia básica:
BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Introdução a Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Jundiaí. Fontoura, 2008 e 2010
GONÇALVES, Cristiane C. BELLUCI, Kiko, FAJTLOWICZ, Renee e BECHARA,
Thiago S.A. Linguagem Corporal Circense. Phorte, 2007.
SILVA, Ermínia e ABREU, Luiz Alberto de. Respeitável Público… o Circo em
cena. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
Bibliografia complementar:
AVANZI, Roger e TAMAOKI, Verônica. Circo Nerino. São Paulo: Pindorama
Circus/Códex, 2004.
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003.
CAMARGO, Robson Corrêa de. “A pantomima e o teatro de feira na formação do
espetáculo teatral: o texto espetacular e o palimpsesto”, in Fênix — Revista de
História e Estudos Culturais. Out., nov. e dez. de 2006, v. III — ano III — n.º 4.
DUARTE, Regina Horta. O Circo em Cartaz. Belo Horizonte: Einthoven Científica
Ltda., 2001.
PANTANO, Andreia Aparecida. A Personagem Palhaço. São Paulo: Unesp, 2007.
184
FIGURINO
Ementa: Conhecimentos básicos sobre a escolha do guarda-roupa para o
espetáculo teatral e a utilização de luz e som. Estudos experimentais de figurinos.
Pesquisa de materiais expressivos e técnicas construtivas. Relação Conteúdo —
Forma — Estrutura — Espaço — Função. O figurino como elemento cênico.
Desenvolver em vivência um estudo do Figurino dialogando com a iluminação,
sonoplastia e música como instrumentos do espetáculo teatral.
Bibliografia básica:
ANCHIETA, José (Costa). Auleum. São Paulo: A Books Editora, 2002
GUERRA, Lisette; ADRIANA, Leite. Figurino: uma experiência na televisão. São
Paulo: Paz e Terra. 2002.
VIANA, Fausto. O Figurino Teatral. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2010.
Bibliografia complementar:
KATS, Renina; HAMBURGER, Amélia (org.) Flávio Império. São Paulo: EDUSP,
1999.
MUNIZ, Roseana. Vestindo os nus. Rio de Janeiro: Editora Senac, 2004.
RATTO, G. Antitratado de Cenografia. São Paulo. Editora SENAC, 2000.
RATTO, G. A Mochila do Mascate. São Paulo. Editora HUCITEC, 1996.
TRAGTENBERG, Livio. Música de cena. São Paulo: FAPESP. Editora Perspectiva.
1999.
185
MAQUIAGEM E MÁSCARA
Ementa: História da maquiagem e inter-relação com os outros elementos da
linguagem da cena. Concepção e projeto de maquiagem e caracterização. Função e
tipos de Maquilagem. Esquema de cores e suas misturas. Maquiagem e máscaras
nas manifestações dramáticas de tradição popular em Alagoas. Estudo de material
alternativo de maquiagem. Maquiagem e Máscaras africanas e afro-brasileiras e
indígenas.
Bibliografia básica:
BOGATYREV, P. O Signo Teatral — A Semiologia Aplicada à Arte Dramática.
Porto Alegre: Editora Globo,1977.
CEZIMBRA, Marcia. Maquiagem Técnicas Básicas. Ed. SENAC, 2005.
LHULIER, Yolanda. Elementos de Editoração não Verbal na Pintura Corporal
dos Índios Caduveo. São Paulo: COM-ARTE, 1974.
Bibliografia complementar:
CARBONCINI, Anna. Perfume e Maquiagem — Numa Exposição. São Paulo:
Práxis Artes Gráficas Ltda., 1978.
MOLINOS, Duda. Maquiagem. Ed. SENAC, 2001.
RUSSON, Jacqueline. Pintando o Rosto. São Paulo: Editora Manole Ltda., 1994.
VIDAL, Lux. Grafismo Indígena. São Paulo: Studio Nobel, 2007.
TORRES, Domingo Piga. El Maquillaje Teatral. Santiago, Chile: Publicaciones
Escuela de Teatro, Universidad de Chile, 1968.
186
CONFECÇÃO DE MÁSCARAS CÊNICAS
Ementa: Desenvolver um estudo sistemático e pedagógico de construção de
máscaras cênicas. Introdução e estudo das técnicas de confecção de diversas
máscaras teatrais mundiais, de matriz africana, indígena e da cultura popular
brasileira. Praticar as técnicas em materiais como: papelagem (cartapesta), couro e
materiais recicláveis. Finalizar com uma exposição ou mesmo uma criação cênica de
personagens
explorando
suas
movimentações
características,
ritmos
e
possibilidades de comunicação em uma apresentação pública.
Bibliografia básica:
ACHCAR, Ana. Cadernos de Textos do Núcleo do Ator/UNIRIO. Textos sobre a
Máscara! Disponível em: https://bityli.com/owDus. Acesso: 10 fev. 2022.
AMARAL, Ana Maria. Teatro de formas animadas: máscaras, bonecos objetos.
São Paulo: Edusp, 1996.
BELTRAME, Valmor. ANDRADE Milton de. O Teatro de Máscara. Florianópolis;
UDESC,
2010.
Disponível
em:
https://teatrodeanimacao.files.wordpress.com/2016/05/teatro-demc3a1scaras_valmor-beltrame-e-milton-de-andrade-org.pdf. Acesso em: 10 jan.
2022.
Bibliografia complementar:
LODY, Raul. Cazumbá: máscara e drama no boi do Maranhão. Rio de Janeiro:
Funarte, CNFCP, 1999.
SANTOS, Ivanildo L. P. Os Palhaços das Manifestações Populares Brasileiras:
Bumba Meu Boi, Cavalo Marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano. Dissertação
de Mestrado. UNESP, São Paulo, 2008.
SARTORI, Donato. Le Maschere nell’antichitá: storia modi e metodi della
maschera dell’arte. Pontedera: Bandecchi & Vivaldi, 2003.
187
SOARES, Ana Lúcia Martins (Ana Aschcar). O Papel do jogo da máscara teatral
na formação e no treinamento do ator contemporâneo. Dissertação (Mestrado
em Teatro) - Centro de Letras e Artes. Programa de Pós-Graduação, UNIRIO, 1999.
TESSARI, Roberto. Teatro e Antropologia tra Rito e Spettacolo. Roma: Carocci
editore S.p.A, 2004.
188
DRAMATURGIA
Ementa:
Reflexão sobre fenômeno teatral. O texto dramatúrgico e o texto espetacular.
Formas do texto teatral. Diferenças entre teatro épico e a dramática rigorosa.
Dramaturgia em processo, adaptações e outras formas da produção dramatúrgica.
Dramaturgia africana e afrodescendente. Dramaturgia nas formas espetaculares da
tradição popular alagoana. Prática dramatúrgica.
Bibliografia básica:
BULHÕES,
Marcos
Aurélio.
Dramaturgia
em
jogo:
uma
proposta
de
aprendizagem e criação em teatro. (Tese de Doutorado) - ECA/USP, São Paulo.
2006.
NICOLETE, Adélia. Da cena ao texto: dramaturgia em processo colaborativo.
(Dissertação de Mestrado) - ECA/USP, São Paulo. 2005.
PUPO, Maria Lúcia. Entre o Mediterrâneo e o Atlântico. São Paulo: Perspectiva,
2005.
Bibliografia complementar:
MAGALDI, S. O texto no teatro. Coleção Estudos. São Paulo: Perspectiva, 1989.
NICOLETE, Adélia. Ateliês de Dramaturgia: práticas de escrita a partir da
integração artes visuais-texto-cena. (Tese de doutorado) - ECA/USP, São Paulo.
2013.
PALLOTTINI, R. Dramaturgia. Construção do personagem. São Paulo: Ática, 1989.
PALLOTTINI, R. Introdução à dramaturgia. Série Princípios. São Paulo: Ática,
1988.
REWALD, Rubens. Caos/Dramaturgia. São Paulo: Perspectiva/Fapesp, 2005.
189
LABORATÓRIO DE PRÁTICAS TEATRAIS CONTEMPORÂNEAS
Ementa: Desenvolvimento de projetos individuais ou em grupos que tenham como
demanda o estudo de práticas e poéticas teatrais da contemporaneidade, como: arte
da performance, teatro performativo, teatro documental, o pós-dramático, processos
colaborativos de criação, entre outros.
Bibliografia básica:
FERNANDES, Sílvia e AUDIO, Roberto (org.) Teatro da Vertigem. BR-3. São
Paulo: Perspectiva/Edusp, 2006.
KANTOR, T. O Teatro da Morte. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011.
LEHMANN, Hans-Thies. O teatro pós-dramático. São Paulo, Cosac & Naify, 2007.
Bibliografia complementar:
BARBA, Eugênio. Além das ilhas flutuantes. São Paulo: Hucitec/UNICAMP,1991.
COHEN, Renato. Performance como Linguagem, São Paulo: Ed. Perspectiva,
2013.
FISCHER, Stela. Processo Colaborativo e experiências de companhias teatrais
brasileiras. Hucitec: São Paulo, 2010.
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson, São Paulo:
Editora Perspectiva, 2011.
PAVIS, Patrice. A encenação contemporânea: origens, tendências, perspectivas.
São Paulo: Perspectiva, 2010.
190
LABORATÓRIO DE DRAMATURGIA
Ementa: Elaboração de textos teatrais a partir de procedimentos que integrem
escrita e experimentação objetivando instrumentalizar o ator-dramaturgo para
construção ficcional e cênica. Técnicas dramatúrgicas dos principais autores ou
formas teatrais. O conceito contemporâneo de dramaturgia. Processos coletivos de
criação de texto. Transcriação e outras formas de construção dramatúrgica. A escrita
cênica no processo de ensino-aprendizagem.
Bibliografia básica:
ABREU, Luís Alberto. A personagem contemporânea. Sala Preta, São Paulo, v. 1,
nº 1, 2001.
BULHÕES,
Marcos
Aurélio.
Dramaturgia
em
jogo:
uma
proposta
de
aprendizagem e criação em teatro. Tese de Doutorado - ECA/USP, São Paulo,
2006.
NICOLETE, Adélia. Ateliês de Dramaturgia: práticas de escrita a partir da
integração artes visuais-texto-cena. Tese de doutorado - ECA/USP, São Paulo,
2013.
Bibliografia complementar:
COHEN, R. Work in progress na cena contemporânea. São Paulo: Perspectiva,
2002.
NICOLETE, Adélia. Da cena ao texto: dramaturgia em processo colaborativo.
Dissertação de Mestrado - ECA/USP, São Paulo, 2006.
PALLOTTINI, R. Dramaturgia. Construção do personagem. São Paulo: Ática, 1989.
PALLOTTINI, R. Introdução à dramaturgia. Série Princípios. São Paulo: Ática,
1988.
REWALD, Rubens. Caos/Dramaturgia. São Paulo: Perspectiva/Fapesp, 2005.
191
COMMEDIA DELL’ARTE
Ementa: Desenvolver o estudo prático e teórico da Pedagogia das Máscaras na
formação do ator e da atriz através da investigação de pesquisa com foco na
Commedia dell’Arte envolvendo para isso as técnicas de improvisação e criação de
personagens tipos do imaginário popular brasileira relacionado à tradição europeia.
Bibliografia básica:
FO, Dario. Manual Mínimo do Ator. São Paulo: editora SENAC São Paulo, 1998.
SCALA, Flaminio. A loucura de Isabella. São Paulo: Iluminuras, 2003.
SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. O dueto cômico: da Commedia dell'arte ao
cavalo marinho. 2015. 250 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio
de
Mesquita
Filho,
Instituto
de
Artes,
2015.
Disponível
em:
http://hdl.handle.net/11449/190866. Acesso em: 10 jan. 2021.
Bibliografia complementar:
AMARAL, Ana Maria. O ator e seus duplos: máscaras, bonecos, objetos. São
Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2002.
BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento. São
Paulo: Hucitec, 1990.
SANTOS, Ivanildo L. P. Os Palhaços das Manifestações Populares Brasileiras:
Bumba Meu Boi, Cavalo Marinho, Folia de Reis e Pastoril Profano. Dissertação
de Mestrado. UNESP. São Paulo, 2008.
TESSARI, Roberto. La Commedia dell’Arte. Genesi d’una società dello
spettacolo. Lecce, Italia: Laterza, 2013.
TESSARI, Roberto. Commedia dell'arte: la Maschera e l'Ombra - problemi di
storia dello spettacolo. MURSIA, 1989.
192
OFICINA DE DIREÇÃO TEATRAL
Ementa: Os principais diretores da História do Teatro e suas concepções. Noções
de direção. Plano de direção. Estruturação do espetáculo. Análise do texto.
Encenação. Direção teatral e Meio Ambiente. A definição dos elementos visuais: luz,
figurino, cenário. Os elementos sonoros. Cronograma, produção, temporada.
Bibliografia básica:
BROOK, Peter. A porta aberta: reflexões sobre a interpretação e o teatro. 3.ª ed.
Trad. Antônio Mercado. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 2002.
CORRÊA, José Celso Martinez. Primeiro ato. São Paulo: Ed. 34, 1998.
WEKWERTH, M. Diálogo sobre a encenação. São Paulo: Hucitec,1984.
Bibliografia complementar:
GALIZIA, Luiz Roberto. Os processos criativos de Robert Wilson. São Paulo:
Perspectiva, 1986.
GROTOWSKI, J. Em busca de um teatro pobre. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 197l.
STANISLAVSKI, Constantin. A construção da personagem. Rio de Janeiro: Ed.
Civilização Brasileira, 1970.
STANISLAVSKI, Constantin. A criação de um papel. Rio de Janeiro: Ed. Civilização
Brasileira, 1972.
STANISLAVSKI, Constantin. A preparação do ator. Rio de Janeiro: Ed., Civilização
Brasileira, 1986.
193
SONOPLASTIA E SONORIZAÇÃO
Ementa: Estudo teórico-prático da sonoplastia e da sonorização de espetáculos
teatrais. Redimensionamento da conscientização do universo sonoro circundante. A
sonoplastia como técnica e processo de criação. Sonoplastia e Meio Ambiente. A
sonoplastia ao vivo e a sonoplastia gravada. Funções da sonoplastia: informação e
expressão (intensificação, multiplicação, diminuição, clima, comentário, contraste e
perspectiva). Música da cena e música cênica. Direção musical, trilha sonora e
sonoplastia. A relação do som com os vários elementos do espetáculo. Criação,
gravação, montagem, roteirização e operação de trilha sonora para o evento teatral.
Bibliografia básica:
CAMARGO, Roberto Gill. A sonoplastia no teatro. Rio de Janeiro: INACEN, 1986.
SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Editora Unesp, 1991.
TRAGTENBERG, Lívio. Música de cena. São Paulo: Perspectiva/Fapesp, 1999.
Bibliografia complementar:
CAMARGO, Roberto Gill. Som e cena. Sorocaba/São Paulo: TCM Comunicação,
2001.
CINTRA, Fabio C.M. A musicalidade como arcabouço da cena: caminhos para
uma educação musical no teatro. Tese de doutorado - ECA/USP, São Paulo, 2006.
OUVIROUVER, Revista do Departamento de Música e Artes Cênicas, da Faculdade
de Artes, Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade Federal de Uberlândia. v.1.
Uberlândia: EDUFU, 2005.
Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/issue/view/30. Acesso em: 20
abr. 2022.
SANTOS, Fátima Carneiro dos. Por uma escuta nômade: a música dos sons da
rua. São Paulo: Educ, 2002.
SCHAFER, Murray. A afinação do mundo: uma exploração pioneira pela história
passada e pelo atual Estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a
paisagem sonora. São Paulo: UNESP, 1997.
194
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. São
Paulo: Companhia das Letras, 1999.
195
JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO
Ementa: Estrutura, natureza e significados do jogo: distinção e relações entre jogo e
esporte. O jogo no processo de formação do indivíduo. Classificações do jogo. O
jogo e as brincadeiras como procedimento de ensino e como conhecimento. O jogo
do ponto de vista da antropologia e da psicologia. O jogo na cultura indígena.
Aspectos metodológicos do jogo e das brincadeiras na Educação. Ensino e prática
dos jogos e brincadeiras, considerando os princípios socioeducativos para diferentes
populações (pessoas com necessidades especiais).
Bibliografia básica:
BROUGÈRE. G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1997.
BROUGÈRE. G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Pioneira, 1979.
Bibliografia complementar:
CALLOIS, R. Os jogos e os homens. Lisboa: Cotovia, 1990.
CHATEAU, J. O jogo e a criança. São Paulo: Summus, 1987.
ROSAMILHA, N. Psicologia do jogo e aprendizagem infantil. São Paulo: Pioneira,
1979.
FREIRE, J. B. Jogo: entre o riso e o choro. Campinas/SP: Autores Associados,
2002.
FREIRE, J. B.; VENÂNCIO, Silvana. (org.). O Jogo dentro e fora da escola.
Campinas: Autores Associados. 2005.
196
ENCENAÇÃO E PEDAGOGIA
Ementa: Encenação como prática de ensino. Pedagogias da encenação.
Encenadores pedagogos: princípios, sistemas e práticas de criação. Teatro como
instrumento de aprendizagem ética. Prática da encenação como pedagogia de
ensino da linguagem teatral.
Bibliografia básica:
BRECHT, Bertolt, Estudos sobre o teatro. Trad. Brandão, Fiama Pais. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
WEKWERTH, M. Diálogo sobre a encenação. São Paulo: Hucitec, 2007.
THAÍS, Maria. Na Cena do Dr. Dapertuttto. São Paulo: Perspectiva, 2009.
Bibliografia complementar:
DOSSIÊ APOCALIPSE. Sala Preta, São Paulo, v. 1, n.º 1. P. 117 - 172.
GIANINI, Marcelo. João, Artur e Alice: brincando de fazer teatro na
contemporaneidade. (Dissertação de mestrado) – ECA, USP, São Paulo, 2009.
MARTINS, Marcos Bulhões. Encenação em jogo. São Paulo: Hucitec, 2004.
PAVIS, Patrice. A encenação contemporânea: origens, tendências, perspectivas.
São Paulo: Perspectiva, 2010.
SILVA, Antonio Araújo. A Encenação Performativa. In: Revista Sala Preta 9. São
Paulo: ECA/USP, 2009.
197
A PEÇA DIDÁTICA DE BERTOLT BRECHT
Ementa: Pedagogia, estética, ética, dramaturgia e encenação das peças didáticas
de Bertolt Brecht. A peça didática na educação. O Ato Artístico Coletivo. Jogo e
texto.
Bibliografia básica:
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht na Pós-Modernidade. São Paulo: Perspectiva,
2012.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht: um jogo de aprendizagem. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Um Vôo Brechtiano. Teoria e Prática da Peça
Didática. São Paulo: Perspectiva/Fapesp, 1992.
Bibliografia complementar:
BRECHT, Bertolt, Estudos sobre o teatro. Trad. Brandão, Fiama Pais. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
BRECHT, Bertolt. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Brasiliense, 2013.
BRECHT, Bertolt. Poemas: 1913 – 1956. São Paulo: Brasiliense, 2012.
KOUDELA, Ingrid Dormien. Texto e jogo. São Paulo: Perspectiva, 2010
ROSENFELD,
Anatol.
O
teatro
épico.
São
Paulo:
Perspectiva,
2011.
198
PESQUISA ORIENTADA
Ementa: Grupo de estudo orientado para pesquisa com vistas ao Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC). Organização da pesquisa acadêmica. Orientação para
trabalhos de pesquisa. Socialização dos processos individuais. Estudos direcionados
aos temas.
Bibliografia básica: conforme as demandas apresentadas pelos discentes.
Bibliografia complementar: conforme as demandas apresentadas pelos discentes.
199
ENSINO DE ARTE EDUCAÇÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Ementa: Introdução aos aspectos característicos e de desenvolvimento de
diferentes tipos de deficiência, compreendendo as políticas públicas, a legislação
brasileira, a tecnologia assistiva e os diversos recursos de acessibilidade
educacional no ensino da Arte para pessoas com deficiência. Estudo da educação
inclusiva: fundamentos e paradigmas como campo de saber sobre as alteridades da
pessoa com deficiência, refletindo acerca da docência artística-educacional. Ensino
e práticas corporais voltados às pessoas com deficiência, com vistas à construção
de uma pedagógica da Arte, especialmente nas Artes Cênicas, favorecedora do
acesso, permanência e sucesso do aluno com deficiência, sustentada em princípios
éticos e na aceitação da pluralidade humana, em seus aspectos singulares, sociais e
culturais.
Bibliografia básica:
COURTINE, J.J.; CORBIN, A.; VIGARELLO, G. (org.). História do corpo. Vol.3: as
mutações do olhar: o século XX. Petrópolis: Vozes, 2008.
DINIZ, Débora. O que é Deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007.
RAGAZZON, Patrícia Avila Para além de nossas diferenças: teatro, poéticas e
deficiência
intelectual.
Porto
Alegre,
2018.
Disponível
em:
https://www.ufrgs.br/ppgac/wp-content/uploads/2018/11/Patri%CC%81cia-AvilaRagazzon.pdf. Acesso em: 10 fev. 2021.
Bibliografia complementar:
DINIZ, Débora & SANTOS Wenderson (Org.) Deficiência e discriminação. Brasília:
Letras Livres: Ed. UnB, 2010.
FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga. Direitos das pessoas com deficiência:
garantia de igualdade na diversidade. 2.ª ed. Rio de Janeiro: VÁ, 2007.
GREINER, Chistine. O corpo em crise. São Paulo: Editora Annablume, 2010.
IDALAN, Monique Moreira. Comunicação e educação: a adoção das libras no
contexto midiático brasileiro. Monografia (Graduação em Jornalismo) - Universidade
200
Federal de Alagoas, Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes, Maceió,
AL, 2009.
SILVA, Junior, Gilberto Eleutério da. Conceito da pessoa com deficiência:
permanência e rupturas no processo psicossocial de significação. Dissertação
(Mestrado em Psicologia) – Universidad. Instituto de Psicologia. Programa de PósGraduação em Psicologia, Maceió, 2016.
201
FOTOGRAFIA CÊNICA
Ementa: A disciplina possibilita acesso à técnica e à história da fotografia, assim
como direciona e capacita o discente a captar imagens cênicas durante o semestre
em compartilhamento com outras disciplinas.
Bibliografia básica:
HACKING, Juliete. Tudo sobre fotografia. Editora Geral: Rio de Janeiro, 2012.
MORLEY, Don. Fotografia em movimento. Trad. Eduardo Nogueira, Lisboa:
Tempos Livres, 1983.
LUISI, Emidio. Fotografia de Espetáculo. 2.ª ed. Bauneário Camboriú, SC: Photos
2013.
Bibliografia complementar:
ROUILLÉ, André. A fotografia entre o documento e arte contemporânea;
tradução Constancia Egrejas. São Paulo: Ed. SENAC, 2009.
202
ELABORAÇÃO DE PROJETO DE TCC
Ementa: Elaboração de projetos experimentais em artes cênicas; normas da ABNT;
identificação de objetivos, hipóteses, métodos, instrumentos e ferramentas de
pesquisa; produção, transmissão, apreensão e expressão do conhecimento como
modo de fazer na universidade.
Bibliografia básica:
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez,
1995.
COSTA, Ana Rita F.; BERTOLDO, Edna; PIZZI, Laura Cristina V.; BARRIOS,
Suzana. Orientações metodológicas para produção de trabalhos acadêmicos.
Maceió: EDUFAL, 2010.
CRUZ, A. da C.; MENDES, M.T.R. Trabalhos Acadêmicos, dissertações e teses:
estrutura e apresentação. 2.ª ed. Niterói/RJ: Intertexto, 2004.
Bibliografia complementar:
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez,
1994.
LAVILLE, C. e DIONNE, J. Construção do Saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas sul Ltda; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
LUCKESI, Cipriano; BARRETO, Elói; COSMA, José; BAPTISTA, Naidison. Fazer
universidade: uma proposta metodológica. São Paulo: Cortez, 2012.
PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia da pesquisa. Campinas/SP: Papirus, 2000.
RAMPAZZO, L. Metodologia Científica. São Paulo: Loyola, 2002.
203
TEATRO E CINEMA
Ementa: Estudo teórico-crítico das convergências, atritos e migrações entre a arte
teatral e a cinematográfica. Análise da dramaturgia adaptada à linguagem
cinematográfica. A personagem no teatro e cinema. Estudo histórico e estético das
relações entre o teatro e o cinema.
Bibliografia básica:
BAZIN, André. O cinema — ensaios. São Paulo: Brasiliense, 1991.
HUTCHEON, Linda. Uma teoria da adaptação. Florianópolis: Ed. UFSC, 2013.
STAM, Robert. Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade. In:
Ilha do Desterro. A Journal of English Language, Literature in English and Cultural
Studies. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/2175-8026.2006n51p19.
Acesso em: 10 fev. 2021.
Bibliografia complementar:
AUMONT, J. O Cinema e a Encenação. Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2008.
MOTA, Marcos. Dramaturgia fílmica. IV Reunião Científica de Pesquisa e PósGraduação
em
Artes
Cênicas.
Disponível
em:
https://www.publionline.iar.unicamp.br/index.php/abrace/article/view/1224.
Acesso
em: 10 fev. 2021.
SILVA, Marcel Vieira Barreto. Cinema e literatura dramática: alguns pontos de vista
sobre as linguagens teatral e cinematográfica. Graphos – Revista da PósGraduação em Letras, João Pessoa, v. 9, n. 1, jan./jul./2007. Disponível em:
https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/graphos/article/view/4710. Acesso em: 10
jan. 2021.
XAVIER, I. O Olhar e a Cena: Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson
Rodrigues. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
204
PRODUÇÃO CULTURAL PARA AS ARTES DO ESPETÁCULO
Ementa: Organização da Cultura e Leis que a regem no Brasil. Elaboração de
projetos culturais para as artes do espetáculo dentro e fora da escola. Fontes de
financiamento e captação de recursos para projetos culturais. Prestação de contas
em projetos culturais.
Bibliografia básica:
AVELAR, Romulo. O Avesso da Cena: notas sobre produção e gestão cultural.
2.ª ed. Belo Horizonte: DUO Editorial, 2010.
BARROS, Alice Monteiro de. As relações de trabalho no espetáculo. São Paulo:
LTR, 2003.
COSTA NETTO, José Carlos. Direito Autoral no Brasil. São Paulo: FTD, 1998.
Bibliografia complementar:
BARBALHO, Alexandre. Política Cultural. Salvador: Secretaria de Cultura da Bahia,
2013.
CUNHA, Maria Helena. Gestão Cultural. Salvador: Secretaria de Cultura da Bahia,
2013.
FREIRE, Alberto. Fomento à Cultura. Salvador: Secretaria de Cultura da Bahia,
2013.
RODRIGUES, Anna C. Q. O Perfil do Produtor de Teatro em Maceió:
características do modo de fazer nos grupos de teatro atuantes em 2013. Mauritius,
Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2017.
RUBIM, Antonio Albino Canelas; BARBALHO, Alexandre (orgs.). Políticas Culturais
no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2007.
205
TEATRO DO OPRIMIDO
Ementa: Origem e princípios do Teatro do Oprimido (TO); Teoria e prática dos jogos
do TO; Modelos teatrais: Teatro-Jornal, Teatro-Imagem e Teatro-Fórum; o Arco-Íris
do Desejo e da Estética do Oprimido; TO e construção da cidadania: Teatro
Legislativo e Ações Sociais Concretas e Continuadas; Teatro e comunidade.
Bibliografia básica:
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. São Paulo: Cosac & Naify, 2015.
BOAL, Augusto. Teatro legislativo: versão beta. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1996.
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. 7ª. ed. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
Bibliografia complementar:
BOAL, Augusto. A árvore do teatro do oprimido. In: BOAL, Augusto et al. [ed.]
Metaxis: Informativo do Centro de Teatro do Oprimido. Teatro do Oprimido de Ponto
a Ponto, Rio de Janeiro, n. 4, p. 72-75, 2008.
BOAL, Augusto. A estética do oprimido. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
BOAL, Augusto. O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
BOAL, Augusto. O teatro como arte marcial. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.
BOAL, Augusto. Técnicas latino-americanas de teatro popular. Rio de Janeiro:
Hucitec, 1979.
206
POÉTICAS DO FEMININO: HISTÓRIA, ARTES, POLÍTICA
Ementa: A disciplina busca refletir sobre a temática feminina na história da arte e
nas manifestações artísticas contemporâneas. Procura, através das análises das
criações simbólicas, discutir a trajetória política das mulheres artistas, bem como
refletir sobre o projeto feminista e seus fundamentos teóricos-metodológicos.
Bibliografia básica:
PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo:
Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
PINTO, Céli Regina Jardim. Feminismo, história e poder. Revista de Sociologia e
Política.
Curitiba,
v.18,
n.36, p.15-23,
2010.
Disponível
em:
https://doi.org/10.1590/S0104-44782010000200003. Acesso em: 05 jan. 2021.
PERROT, Michelle. Escrever uma história das mulheres: relato de uma experiência.
In: CORRÊA, Mariza et al. (Ed.). Cadernos Pagu — Dossiê “História das Mulheres
no Ocidente”. v. 4. Campinas: Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu; Unicamp,
1995. p. 9-28.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Valéria. Dramaturgas brasileiras no século XIX: Escritura, Sufragismo e
outras transgressões, Plural Pluriel - revue des cultures de langue portugaise,
n°8, printemps-été 2011, [En ligne] URL: www.pluralpluriel.org. ISSN: 1760-5504.
Disponível em:
http://www.plural.digitalia.com.br/index4559.html?option=com_content&view=article&
id=323:dramaturgas-brasileiras-no-seculo-xix-escritura-sufragismo-e-outrastransgressoes&catid=80:numero-8-les-femmes-dans-le-theatre-bresilien&Itemid=55.
Acesso em: 10 jan. 2021.
BEAUVOIR, Simone. O segundo Sexo. Tradução de Sérgio Milliet. 2.ª. ed. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero — Feminismo e subversão da
identidade. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2003.
207
MATOS, Lara Tatiane de. Teatro feminista no Brasil: Loucas de Pedra Lilás.
Disponível em: TEATRO FEMINISTA NO BRASIL: LOUCAS DE PEDRA LILS
(udesc.br). Acesso em: 10 nov. 2021.
NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas. Edições Aurora.
São Paulo, 20016.
208
BRECHT E O CINEMA
Ementa: Estudo da obra do dramaturgo Bertolt Brecht em uma perspectiva extra
teatral; relação do dramaturgo com o cinema; sua contribuição, através do conceito
estético-político de “distanciamento”, para a arte contemporânea, especialmente o
teatro e cinema.
Bibliografia básica:
BRECHT, Bertolt. Estudos sobre teatro. Lisboa: Potugália Editora, 1957.
KOUDELA, Dormien Ingrid. Um voo brechtiano. São Paulo: Perspectiva, 1992.
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1985.
Bibliografia complementar:
COSTA, Iná Camargo. A hora do teatro épico no Brasil. São Paulo: Paz e terra,
1996.
EWEN, Frederic. Bertolt Brecht: sua vida, sua arte, seu tempo. São Paulo: Globo,
1991.
JAMESON, Fredric. O método Brecht. Petrópolis: Vozes, 1999.
209
OBSERVATÓRIO DE MONTAGENS CÊNICAS VIRTUAIS
Ementa:
Esta disciplina propõe levantar e observar montagens e projetos de montagens
cênicas que acontecem de forma remota, em qualquer gênero, estilo ou tendência
estética, realizado individualmente ou em grupo, com foco no diálogo do uso das
novas alternativas de mídias e formatos de comunicação com o público não
presencial. Evidenciar o processo pedagógico das criações cênicas e dos diversos
elementos teatrais envolvidos. Possibilitar o contato virtual com os criadores e as
criadoras, diálogos sobre seus processos através de webnários. Atentar e consultar
a plateia virtual para uma análise da potência cênica e ou teatral resultante das
apresentações síncronas ou assíncronas.
Bibliografia básica:
SILVA, Samantha Nascimento da. Teatro e pandemia: novas possibilidades de
existência
para
os
palcos
em
26/03/2020.
Disponível
em:
http://www3.eca.usp.br/noticias/teatro-e-pandemia-novas-possibilidades-de-existncia-para-os-palcos. Acesso em: 20 abr. 2022.
DIÉGUEZ, I.; BORGES), (Tradução: E. UM TEATRO SEM TEATRO: a teatralidade
como campo expandido. Sala Preta, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 125-129, 2014. DOI:
10.11606/issn.2238-3867.v14i1p125-129.
Disponível
em:
https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/81758. Acesso em: 27 abr. 2022.
PUPO. Maria Lúcia de S. B. Teatros documentários: esfera pública e subjetividade.
Sala
Preta,
[S.l.],
v.
20,
n.
1,
p.
220-228,
2020.
Disponível
em:
https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/171624/162746. Acesso em: 20
abr. 2022.
Bibliografia complementar:
BONFITTO, Matteo. O Ator-Compositor. São Paulo: Ed Perspectiva, 2002.
GROTOWSKI, Jerzy. Em Busca de um Teatro Pobre. Rio de Janeiro: Ed.
Civilização Brasileira, 1992
210
ROUBINE, Jean-Jacques. A Arte do Ator. São Paulo/Rio de Janeiro: Ed. Zahar,
1990.
ECO, Umberto. A Obra Aberta. São Paulo: Perspectiva, 1976.
FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator.
Campinas: Ed Unicamp, 2001.
211
OBSERVATÓRIO DA SOBREVIVÊNCIA CRIATIVA DAS ARTES CIRCENSES E
DA PALHAÇADA
Ementa:
Esta disciplina propõe um levantamento e observação da sobrevivência criativa das
Artes Circenses e da Palhaçada em projetos de transmissões de conhecimentos,
montagens cênicas que acontecem de forma remota realizados individualmente ou
em grupo, com foco no diálogo do uso das novas alternativas de mídias e formatos
de comunicação com o público não presencial. Evidenciar o processo pedagógico
das criações circenses e da palhaçada e dos novos e diversos elementos
envolvidos. Possibilitar o contato virtual com os criadores e diálogos sobre seus
processos através de webnários. Atentar e consultar a plateia virtual para uma
análise da potência cênica, circense e cômica resultante das apresentações
síncronas ou assíncronas.
Bibliografia básica:
CORRÊA DE CAMARGO, R. A PANTOMIMA E O TEATRO DE FEIRA NA
FORMAÇÃO DO ESPETÁCULO TEATRAL: O TEXTO ESPETACULAR E O
PALIMPSESTO. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais, v. 3, n. 4, p. 132,
12
dez.
2006.
Disponível
em:
https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/786. Acesso em: 20 abr.
2022.
SILVA, Ermínia e ABREU, Luiz Alberto de. Respeitável Público... o Circo em
Cena.
Rio
de
Janeiro:
Funarte,
2009.
Disponível
em:
https://www.researchgate.net/publication/314034160_Respeitavel_publicoo_circo_e
m_cena. Acesso em: 21 abr. 2022.
SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. O dueto cômico: da Commédia dell'arte
ao cavalo marinho. 2015. 250 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista
Júlio
de
Mesquita
Filho,
Instituto
de
Artes,
2015.
Disponível
em:
http://hdl.handle.net/11449/190866. Acesso em: 20. abr. 2022.
212
Bibliografia complementar:
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003
BORTOLETO, Marco Antônio Coelho. Introdução à Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Jundiaí: Fontoura, 2008/2010.
GALLARDO, Jorge Sergio e DUPRAT, Rodrigo Mallet. Artes Circenses no Âmbito
Escolar. [S.l.]: UNIJUI, 2010.
PIMENTA, Daniela. Antenor Pimenta Circo e Poesia. São Paulo: Imprensa Oficial,
2005.
Disponível
em:
https://aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.057/12.0.813.057.pdf.
Acesso em: 20 abr. 2022.
RUIZ, Roberto. Hoje Tem Espetáculo? As Origens do Circo no Brasil. Rio de
Janeiro: Inacen, 1987.
213
PLURIVERSO DAS ARTES CÊNICAS: CONEXÕES ENTRE ARTE E VIDA
Ementa:
Esta disciplina propõe uma investigação das interfaces entre prática, reflexão e
formação, propondo uma investigação das formas constante no pluriverso das artes
cênicas que vem acontecendo por meio remoto na pandemia iniciada em 2020.
Serão observados: teatro, artes circenses, dança-teatro, performance, teatro de
formas animadas, teatro de e com máscaras, expressões dramáticas da cultura
popular, palhaçaria, teatro digitais, priorizando os cursos, montagens, adaptações
que acontecem de forma remota, híbrida, virtual, em qualquer gênero, estilo ou
tendência estética, realizado individualmente ou em grupo, com foco no diálogo do
uso das novas alternativas de tecnologias e redes sociais, formatos de comunicação
com o público não presencial. Evidenciar o processo pedagógico das criações
cênicas e dos diversos elementos envolvidos. Possibilitar o contato virtual com os
criadores e as criadoras, diálogos sobre seus processos. Atentar e consultar a
plateia virtual para uma análise da potência cênica e ou teatral resultante das
apresentações síncronas ou assíncronas. Observar os eventos virtuais que tratam
desta temática com seus pesquisadores, pesquisadoras e fazedores e fazedoras.
Bibliografia básica:
SILVA, Samantha Nascimento da. Teatro e pandemia: novas possibilidades de
existência para os palcos em 26/03/2020. Disponível em:
http://www3.eca.usp.br/noticias/teatro-e-pandemia-novas-possibilidades-de-existncia-para-os-palcos. Acesso em: 25 abr. 2022.
DIÉGUEZ, I.; BORGES), (Tradução: E. UM TEATRO SEM TEATRO: a teatralidade
como campo expandido. Sala Preta, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 125-129, 2014. DOI:
10.11606/issn.2238-3867.v14i1p125-129.
Disponível
em:
https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/81758. Acesso em: 27 abr. 2022.
PUPO. Maria Lúcia de S. B. Teatros documentários: esfera pública e subjetividade.
Sala
Preta,
[S.l.],
v.
20,
n.
1,
p.
220-228,
2020.
Disponível
em:
https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/171624/162746. Acesso em: 20
abr. 2022.
214
Bibliografia complementar:
BONFITTO, Matteo. O Ator-Compositor. São Paulo: Ed Perspectiva, 2002.
2. DESGRANGES, Flavio. A Pedagogia do Espectador. São Paulo. Hucitec. 2003.
ROUBINE, Jean-Jacques. A Arte do Ator. São Paulo/Rio de Janeiro: Ed. Zahar,
1990.
ECO, Umberto. A Obra Aberta. São Paulo: Perspectiva, 1976.
FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator.
Campinas: Ed Unicamp, 2001.
215
FUNDAMENTOS DAS ARTES CIRCENSES: SABERES DO PICADEIRO PARA A
NUVEM
Ementa:
Esta disciplina propõe uma introdução e observatório do Pluriverso das Artes
Circenses. Introdução à historicidade mundial, nacional e alagoana da presença do
circo. Introdução aos estudos práticos e teóricos das habilidades circenses com
entrevista de seus fazedores e saberes: acrobacia de solo, malabares e
equilibrismo, técnicas de criação de palhaços e palhaças e personagens cômicos e
cômicas, criação de números artísticos com o repertório estudado, discussões das
novas terminologias circenses como: palhaça, circo novo, circo contemporâneo,
circo negro/preto, empreendedorismo circense e suas produções, sobrevivência
criativa das Artes Circenses e da Palhaçada durante o período de Pandemia etc.
Evidenciar o processo pedagógico das criações circenses e da palhaçada e dos
novos e diversos elementos envolvidos. Possibilitar o contato virtual com os
criadores e diálogos sobre seus processos através de encontros virtuais. Atentar e
consultar a plateia virtual para uma análise da potência cênica, circense e cômica
resultante das apresentações síncronas ou assíncronas
Bibliografia básica:
CORRÊA DE CAMARGO, R. A PANTOMIMA E O TEATRO DE FEIRA NA
FORMAÇÃO DO ESPETÁCULO TEATRAL: O TEXTO ESPETACULAR E O
PALIMPSESTO. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais, v. 3, n. 4, p. 132, 12 dez. 2006. Disponível em:
https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/786. Acesso em: 21 abr.
2022.
SILVA, Ermínia e ABREU, Luiz Alberto de. Respeitável Público... o Circo em
Cena. Rio de Janeiro: Funarte, 2009. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/314034160_Respeitavel_publicoo_circo_e
m_cena. Acesso em: 20 abr. 2022.
SANTOS, Ivanildo Lubarino Piccoli dos. O dueto cômico: da Commedia dell'arte
ao cavalo marinho. 2015. 250 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista
216
Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Artes, 2015. Disponível em:
http://hdl.handle.net/11449/190866. Acesso em: 21 abr. 2022.
Bibliografia complementar:
BOLOGNESI, Mário Fernando. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003.
BORTOLETO, Marco Antônio Coelho. Introdução a Pedagogia das Atividades
Circenses I e II. Jundiaí. Fontoura, 2008/ 2010.
GALLARDO, Jorge Sergio e DUPRAT, Rodrigo Mallet. Artes Circenses no Âmbito
Escolar. Ijuí/RS: UNIJUI, 2010.
PIMENTA, Daniela. Antenor Pimenta Circo e Poesia. São Paulo: Imprensa Oficial,
2005. Disponível em:
https://aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.057/12.0.813.057.pdf.
Acesso em: 15 abr. 2022.
SILVA, Ermínia. Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a Teatralidade Circense.
São Paulo: Altana, 2007.
217
23. REFERÊNCIAS
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Educação e Esportes. Referenciais Curriculares
da Educação Básica. Maceió: SEE, 2014.
BRASIL. Governo Federal. Decreto n.º 5.296/04 — Regulamenta a Lei n.º 10.048, de 8
de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica,
e a Lei n.º 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida. Brasília. 2004.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 10.639 — Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a
obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Brasília. 2003.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 11.645 — Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Brasília.
2008.
BRASIL. Governo Federal. Resolução n.º CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002 —
Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da
Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
Brasília. 2002.
BRASIL. Governo Federal. Resolução CNE/CES n.º 02/2007 — Dispõe sobre carga
horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de
graduação, bacharelados, na modalidade presencial. Brasília. 2007.
BRASIL. Governo Federal. Decreto n.º 5.626 de 22 de dezembro de 2005 —
Regulamenta a Lei n.º 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais — Libras, e o art. 18 da Lei n.º 10.098, de 19 de dezembro de
2000. Brasília. 2005.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 12.764, de 27 de dezembro de 2012, protege os
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Brasília. 2012.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 12.319, de 1.º de setembro de 2010 — Regulamenta a
profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais — LIBRAS.
Brasília. 2002.
218
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 9.795, de 27 de abril de 1999 — Dispõe sobre a
educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Brasília.
1999.
BRASIL. Governo Federal. Decreto n.º 4.281 de 25 de junho de 2002, regulamenta a Lei
no 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação
Ambiental. Brasília. 2002.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 — Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional. Brasília. 1996.
BRASIL. Governo Federal. Lei n.º 10.436 de 24 de abril de 2002 — Dispõe sobre a
Língua Brasileira de Sinais — Libras. Brasília. 2002.
BRASIL, Governo Federal. Lei n.º 11.788 de 25 de setembro de 2008 — Dispõe sobre o
Estágio de estudantes. Brasília. 2008.
BRASIL, Governo Federal. Resolução n.º 12.764 de 27 de dezembro de 2012 — Institui
a Política Nacional de proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro
Autista; e altera o Parágrafo 3.º do Artigo 98 da Lei n.º 8.112 de 11 de dezembro de
1990. Brasília. 2012.BRASIL. Ministério da Educação. Comissão de especialistas de
ensino de pedagogia. Documento norteador para as comissões de verificação com
vistas à autorização e reconhecimento de curso normal superior. Brasília: reunião
em 31 de janeiro e 01 e 2 de fevereiro de 2001.
BRASIL. Ministério da Educação. Cadastro de denominações consolidadas para
Cursos de Graduação (bacharelado e licenciatura) do Ministério da Educação.
Brasília. 2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Secretaria
de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL Ministério da Educação. Parecer CNE/CP n.º 9/2001. Institui a duração e a
carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de
professores da Educação Básica em nível superior.
BRASIL. Ministério da Educação. Subsídios para a elaboração de proposta de
Diretrizes Curriculares Gerais para as Licenciaturas. Março/1999.
BRASIL Ministério da Educação. SESU/ Comissão de Especialistas de Ensino de
Artes e Design, CEEARTES. Outubro de 1997.
219
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES n.º 02/2007 — Dispõe sobre
carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos
cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. Brasília. 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP n.º 02 de 19 de fevereiro 2002 —
Institui a duração e a carga horária dos Cursos de Licenciatura, de graduação
Plena, de Formação de Professores da Educação Básica em Nível Superior.
Brasília. 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP n.º 2 de 1 de julho 2015 — Define
as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior e para
a formação continuada. Brasília. 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Normativa n.º 40 de 12/12/2007 — Institui o
e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações
relativas aos processos de regulação, avaliação e supervisão da educação superior
no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos
Superiores e consolida disposições sobre indicadores de qualidade, banco de
avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e
outras disposições. Brasília. 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Decreto n.º 5.622, de 19 de dezembro de 2005,
regulamenta o art. 80 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB) — Dispõe
sobre o credenciamento de instituições para ofertas de cursos ou programas, na
modalidade a distância. Brasília. 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de
Bacharelado e Licenciatura. Brasília. 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n.º 10.098 de 10 de dezembro de 2000 —
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras
providências. Brasília. 2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n.º 10.172/2001 — Plano Nacional de Educação.
Brasília. 2001.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria n.º 2.678/02 — Política Nacional de Educação
Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília. 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CONAES n.° 4, de 17 de junho de 2010 —
Dispõe sobre o Núcleo Docente Estruturante — NDE. Brasília. 2010.
220
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução n.º 1, de 17 de junho de 2004 — Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília. 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Resolução CNE/CP n.º 1 de 30 de maio de 2012 —
Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Brasília.
2012.
BRASIL. Ministério da Educação. PARECER CNE/CP n.º 03 de 10 de março de 2004 —
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro Brasileira e Africana. Brasília. 2004.
BRASIL. Ministério da Educação. PARECER CNE/CP n.º 09/2001, Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior,
curso de licenciatura, de graduação. Brasília. 2001.
BRASIL. Ministério da Educação. PARECER CNE/CES n.º 52/2007, que trata da
autorização para o funcionamento de campus fora de sede da Universidade Federal
de Alagoas. Brasil. 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Referenciais de Acessibilidade na Educação
Superior e a Avaliação in Loco do Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes). Brasília. 2013.
BRASIL, Universidade Federal de Alagoas. INSTRUÇÃO NORMATIVA n.º 001/2009
Normatiza os procedimentos para a realização do Estágio Supervisionado do Curso
de Licenciatura em Dança e dá outras providências. Maceió — AL. 2009.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. INSTRUÇÃO NORMATIVA n.º 01
PROGRAD/Fórum dos Colegiados — Disciplina a redução da carga horária de
estágio curricular supervisionado para os alunos dos cursos de Licenciatura da
UFAL que exercem atividade docente regular na Educação Básica. Pró-Reitoria de
Graduação da UFAL. Maceió-AL. 2013.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. RESOLUÇÃO n.º 52/2012- CONSUNI/UFAL
— Dispõe sobre o Núcleo Docente Estruturante — NDE no âmbito da UFAL.
Conselho Universitário da UFAL. Maceió-AL. 2012.
BRASIL, Universidade Federal de Alagoas. RESOLUÇÃO n.º 71/2006 CONSUNI/UFAL
— Disciplina os Estágios Curriculares dos Cursos de Graduação da UFAL. Maceió.
2006. UFAL. Universidade Federal de Alagoas/Campus Sertão. Projeto Político
221
Pedagógico do Curso de Graduação em Engenharia de Produção. Delmiro
Gouveia/AL: UFAL, 2014.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. INSTRUÇÃO NORMATIVA n.º 03
PROGRAD/Fórum dos Colegiados, de 20 de setembro de 2013 — Dispõe sobre
os procedimentos para reformulação dos projetos pedagógicos dos cursos de
graduação da UFAL. Pró-Reitoria de Graduação da UFAL. Maceió-AL. 2013.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. INSTRUÇÃO NORMATIVA n.º 02
PROGRAD/Fórum das Licenciaturas, de 27 de setembro de 2013 — Disciplina a
construção de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) nos cursos de graduação da
UFAL. Pró-Reitoria de Graduação da UFAL. Maceió-AL. 2013.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. Resolução n.º 25/2005 — CEP, de 26 de
outubro de 2005 — Institui e regulamenta o funcionamento do regime acadêmico
semestral, nos cursos de graduação da UFAL, a partir do ano letivo de 2006.
Maceió. 2005.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da
Universidade Federal de Alagoas. Resolução n.º 113/95 — CEPE, de 13 de
novembro de 1995, estabelece normas para o funcionamento da parte flexível do
sistema seriado dos cursos de graduação. Plano de Desenvolvimento Institucional
da UFAL 2013 – 2017. Maceió, 1995.
BRASIL. Universidade Federal de Alagoas. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da
Universidade Federal de Alagoas. Resolução n.º 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro
de 2005, institui e regulamenta o funcionamento do Regime Acadêmico Semestral
nos Cursos de Graduação da UFAL, a partir do ano letivo de 2006. Maceió, 2005.
222
ANEXOS
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CONSELHO PLENO
RESOLUÇÃO N.º 2, DE 1.º DE JULHO DE 2015(*)
Define as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a formação inicial em nível superior
(cursos de licenciatura, cursos de formação
pedagógica para graduados e cursos de
segunda licenciatura) e para a formação
continuada.
O Presidente do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas
atribuições legais e tendo em vista o disposto na Lei n.º 9.131, de 24 de novembro
de 1995, Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei n.º 11.494, de 20 de junho
de 2007, Lei n.º 11.502, de 11 de julho de 2007, Lei n.º 11.738, de 16 de julho de
2008, Lei n.º 12.796, de 4 de abril de 2013, Lei n.º 13.005, de 25 de junho de 2014,
observados os preceitos dos artigos 61 até 67 e do artigo 87 da Lei n.º 9.394, de
1996, que dispõem sobre a formação de profissionais do magistério, e
considerando o Decreto n.º 6.755, de 29 de janeiro de 2009, as Resoluções
CNE/CP n.º 1, de 18 de fevereiro de 2002, CNE/CP n.º 2, de 19 de fevereiro de
2002, CNE/CP n.º 1, de 15 de maio de 2006, CNE/CP n.º 1, de 11 de fevereiro de
2009, CNE/CP n.º 3, de 15 de junho de 2012, e as Resoluções CNE/CEB n.º 2, de
19 de abril de 1999, e CNE/CEB n.º 2, de 25 de fevereiro de 2009, as Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Básica, bem como o Parecer CNE/CP nº 2, de
9 de junho de 2015, homologado por Despacho do Ministro de Estado da Educação
publicado no Diário Oficial do União de 25 de junho de 2015, e
CONSIDERANDO que a consolidação das normas nacionais para a
formação de profissionais do magistério para a educação básica é indispensável
para o projeto nacional da educação brasileira, em seus níveis e suas modalidades
da educação, tendo em vista a abrangência e a complexidade da educação de
modo geral e, em especial, a educação escolar inscrita na sociedade;
223
CONSIDERANDO que a concepção sobre conhecimento, educação e ensino
é basilar para garantir o projeto da educação nacional, superar a fragmentação das
políticas públicas e a desarticulação institucional por meio da instituição do Sistema
Nacional de Educação, sob relações de cooperação e colaboração entre entes
federados e sistemas educacionais;
CONSIDERANDO que a igualdade de condições para o acesso e a
permanência na escola; a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas; o respeito à liberdade e o apreço à tolerância; a valorização do
profissional da educação; a gestão democrática do ensino público; a garantia de um
padrão de qualidade; a valorização da experiência extraescolar; a vinculação entre
a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; o respeito e a valorização da
diversidade étnico-racial, entre outros, constituem princípios vitais para a melhoria e
democratização da gestão e do ensino;
CONSIDERANDO que as instituições de educação básica, seus processos
de organização e gestão e projetos pedagógicos cumprem, sob a legislação
vigente, um papel estratégico na formação requerida nas diferentes etapas
(educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e modalidades da educação
básica;
CONSIDERANDO a necessidade de articular as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação Inicial e Continuada, em Nível Superior, e as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Básica;
CONSIDERANDO os princípios que norteiam a base comum nacional para a
formação inicial e continuada, tais como: a) sólida formação teórica e
interdisciplinar; b) unidade teoria-prática; c) trabalho coletivo e interdisciplinar; d)
compromisso social e valorização do profissional da educação; e) gestão
democrática; f) avaliação e regulação dos cursos de formação;
CONSIDERANDO a articulação entre graduação e pós-graduação e entre
pesquisa e extensão como princípio pedagógico essencial ao exercício e
aprimoramento do profissional do magistério e da prática educativa;
CONSIDERANDO a docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que
224
se desenvolvem entre conhecimentos científicos e culturais, nos valores éticos,
políticos e estéticos inerentes ao ensinar e aprender, na socialização e construção
de conhecimentos, no diálogo constante entre diferentes visões de mundo;
CONSIDERANDO o currículo como o conjunto de valores propício à
produção e à socialização de significados no espaço social e que contribui para a
construção da identidade sociocultural do educando, dos direitos e deveres do
cidadão, do respeito ao bem comum e à democracia, às práticas educativas formais
e não formais e à orientação para o trabalho;
CONSIDERANDO a realidade concreta dos sujeitos que dão vida ao
currículo e às instituições de educação básica, sua organização e gestão, os
projetos de formação, devem ser contextualizados no espaço e no tempo e atentos
às características das crianças, adolescentes, jovens e adultos que justificam e
instituem a vida dá/e na escola, bem como possibilitar a reflexão sobre as relações
entre a vida, o conhecimento, a cultura, o profissional do magistério, o estudante e
a instituição;
CONSIDERANDO que a educação em e para os direitos humanos é um
direito fundamental constituindo uma parte do direito à educação e, também, uma
mediação para efetivar o conjunto dos direitos humanos reconhecidos pelo Estado
brasileiro em seu ordenamento jurídico e pelos países que lutam pelo
fortalecimento da democracia, e que a educação em direitos humanos é uma
necessidade estratégica na formação dos profissionais do magistério e na ação
educativa em consonância com as Diretrizes Nacionais para a Educação em
Direitos Humanos;
CONSIDERANDO a importância do profissional do magistério e de sua
valorização profissional, assegurada pela garantia de formação inicial e continuada,
plano de carreira, salário e condições dignas de trabalho; CONSIDERANDO o
trabalho coletivo como dinâmica político-pedagógica que requer planejamento
sistemático e integrado,
Resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
225
Art. 1º Ficam instituídas, por meio da presente Resolução, as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada em Nível Superior de
Profissionais do Magistério para a Educação Básica, definindo princípios,
fundamentos, dinâmica formativa e procedimentos a serem observados nas
políticas, na gestão e nos programas e cursos de formação, bem como no
planejamento, nos processos de avaliação e de regulação das instituições de
educação que as ofertam.
§ 1.º Nos termos do § 1.º do artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), as instituições formadoras em articulação com os
sistemas de ensino, em regime de colaboração, deverão promover, de maneira
articulada, a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para
viabilizar o atendimento às suas especificidades nas diferentes etapas e
modalidades de educação básica, observando as normas específicas definidas pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE).
§ 2.º As instituições de ensino superior devem conceber a formação inicial e
continuada dos profissionais do magistério da educação básica na perspectiva do
atendimento às políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares
Nacionais, ao padrão de qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (Sinaes), manifestando organicidade entre o seu Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI), seu Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e
seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC) como expressão de uma política articulada
à educação básica, suas políticas e diretrizes.
§ 3.º Os centros de formação de Estados e municípios, bem como as
instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades de
formação continuada dos profissionais do magistério, devem concebê-la atendendo
às políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares Nacionais, ao padrão
de qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes),
expressando uma organicidade entre o seu Plano Institucional, o Projeto Político
Pedagógico (PPP) e o Projeto Pedagógico de Formação Continuada (PPFC)
através de uma política institucional articulada à educação básica, suas políticas e
diretrizes.
Art. 2.º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada em Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação
226
Básica aplicam-se à formação de professores para o exercício da docência na
educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio e nas respectivas
modalidades de educação (Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial,
Educação Profissional e Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar
Indígena, Educação a Distância e Educação Escolar Quilombola), nas diferentes
áreas do conhecimento e com integração entre elas, podendo abranger um campo
específico e/ou interdisciplinar.
§ 1º Compreende-se à docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que
se desenvolvem na construção e apropriação dos valores éticos, linguísticos,
estéticos e políticos do conhecimento inerentes à sólida formação científica e
cultural do ensinar/aprender, à socialização e construção de conhecimentos e sua
inovação, em diálogo constante entre diferentes visões de mundo.
§ 2.º No exercício da docência, a ação do profissional do magistério da
educação básica é permeada por dimensões técnicas, políticas, éticas e estéticas
por sólida formação, envolvendo o domínio e manejo de conteúdos e metodologias,
diversas linguagens, tecnologias e inovações, contribuindo para ampliar a visão e a
atuação desse profissional.
Art. 3.º A formação inicial e a formação continuada destinam-se,
respectivamente, à preparação e ao desenvolvimento de profissionais para funções
de magistério na educação básica em suas etapas — educação infantil, ensino
fundamental, ensino médio — e modalidades — educação de jovens e adultos,
educação especial, educação profissional e técnica de nível médio, educação
escolar indígena, educação do campo, educação escolar quilombola e educação a
distância — a partir de compreensão ampla e contextualizada de educação e
educação escolar, visando assegurar a produção e difusão de conhecimentos de
determinada área e a participação na elaboração e implementação do projeto
político-pedagógico da instituição, na perspectiva de garantir, com qualidade, os
direitos e objetivos de aprendizagem e o seu desenvolvimento, a gestão
democrática e a avaliação institucional.
§ 1.º Por educação entendem-se os processos formativos que se
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições
227
de ensino, pesquisa e extensão, nos movimentos sociais e organizações da
sociedade civil e nas relações criativas entre natureza e cultura.
§ 2.º Para fins desta Resolução, a educação contextualizada se efetiva, de
modo sistemático e sustentável, nas instituições educativas, por meio de processos
pedagógicos entre os profissionais e estudantes articulados nas áreas de
conhecimento específico e/ou interdisciplinar e pedagógico, nas políticas, na
gestão, nos fundamentos e nas teorias sociais e pedagógicas para a formação
ampla e cidadã e para o aprendizado nos diferentes níveis, etapas e modalidades
de educação básica.
§ 3.º A formação docente inicial e continuada para a educação básica
constitui processo dinâmico e complexo, direcionado à melhoria permanente da
qualidade social da educação e à valorização profissional, devendo ser assumida
em regime de colaboração pelos entes federados nos respectivos sistemas de
ensino e desenvolvida pelas instituições de educação credenciadas.
§ 4.º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem
aqueles que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas,
incluindo a gestão educacional dos sistemas de ensino e das unidades escolares
de educação básica, nas diversas etapas e modalidades de educação (educação
infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos,
educação especial, educação profissional e técnica de nível médio, educação
escolar indígena, educação do campo, educação escolar quilombola e educação a
distância), e possuem a formação mínima exigida pela legislação federal das
Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
§ 5.º São princípios da Formação de Profissionais do Magistério da
Educação Básica:
I - A formação docente para todas as etapas e modalidades da educação
básica como compromisso público de Estado, buscando assegurar o direito das
crianças, jovens e adultos à educação de qualidade, construída em bases
científicas e técnicas sólidas em consonância com as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Básica;
II - A formação dos profissionais do magistério (formadores e estudantes)
como compromisso com projeto social, político e ético que contribua para a
consolidação de uma nação soberana, democrática, justa, inclusiva e que promova
228
a emancipação dos indivíduos e grupos sociais, atenta ao reconhecimento e à
valorização da diversidade e, portanto, contrária a toda forma de discriminação;
III - A colaboração constante entre os entes federados na consecução dos
objetivos da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da
Educação Básica, articulada entre o Ministério da Educação (MEC), as instituições
formadoras e os sistemas e redes de ensino e suas instituições;
IV - A garantia de padrão de qualidade dos cursos de formação de docentes
ofertados pelas instituições formadoras;
V - A articulação entre a teoria e a prática no processo de formação docente,
fundada no domínio dos conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
VI - O reconhecimento das instituições de educação básica como espaços
necessários à formação dos profissionais do magistério;
VII - Um projeto formativo nas instituições de educação sob uma sólida base
teórica e interdisciplinar que reflita a especificidade da formação docente,
assegurando organicidade ao trabalho das diferentes unidades que concorrem para
essa formação;
VIII - A equidade no acesso à formação inicial e continuada, contribuindo
para a redução das desigualdades sociais, regionais e locais;
IX - A articulação entre formação inicial e formação continuada, bem como
entre os diferentes níveis e modalidades de educação;
X - A compreensão da formação continuada como componente essencial da
profissionalização inspirado nos diferentes saberes e na experiência docente,
integrando-a ao cotidiano da instituição educativa, bem como ao projeto
pedagógico da instituição de educação básica;
XI - A compreensão dos profissionais do magistério como agentes formativos
de cultura e da necessidade de seu acesso permanente às informações, vivência e
atualização culturais.
§ 6º O projeto de formação deve ser elaborado e desenvolvido por meio da
articulação entre a instituição de educação superior e o sistema de educação
básica, envolvendo a consolidação de fóruns estaduais e distrital permanentes de
apoio à formação docente, em regime de colaboração, e deve contemplar:
I - Sólida formação teórica e interdisciplinar dos profissionais;
229
II - A inserção dos estudantes de licenciatura nas instituições de educação
básica da rede pública de ensino, espaço privilegiado da práxis docente;
III - o contexto educacional da região onde será desenvolvido;
IV - As atividades de socialização e a avaliação de seus impactos nesses
contextos;
V - A ampliação e o aperfeiçoamento do uso da Língua Portuguesa e da
capacidade comunicativa, oral e escrita, como elementos fundamentais da
formação dos professores, e da aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais
(Libras);
VI - As questões socioambientais, éticas, estéticas e relativas à diversidade
étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional e sociocultural como
princípios de equidade.
§ 7º Os cursos de formação inicial e continuada de profissionais do
magistério da educação básica para a educação escolar indígena, a educação
escolar do campo e a educação escolar quilombola devem reconhecer que:
I - A formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar indígena, nos termos desta Resolução,
deverá considerar as normas e o ordenamento jurídico próprios, com ensino
intercultural e bilíngue, visando à valorização plena das culturas dos povos
indígenas e à afirmação e manutenção de sua diversidade étnica;
II - A formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar do campo e da educação escolar
quilombola, nos termos desta Resolução, deverá considerar a diversidade étnicocultural de cada comunidade.
Art. 4º A instituição de educação superior que ministra programas e cursos
de formação inicial e continuada ao magistério, respeitada sua organização
acadêmica, deverá contemplar, em sua dinâmica e estrutura, a articulação entre
ensino, pesquisa e extensão para garantir efetivo padrão de qualidade acadêmica
na formação oferecida, em consonância com o Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI), o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Projeto Pedagógico
de Curso (PPC).
Parágrafo único. Os centros de formação de Estados e municípios, bem
como as instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades
230
de formação continuada dos profissionais do magistério, deverão contemplar, em
sua dinâmica e estrutura, a articulação entre ensino e pesquisa, para garantir
efetivo padrão de qualidade acadêmica na formação oferecida, em consonância
com o plano institucional, o projeto político-pedagógico e o projeto pedagógico de
formação continuada.
CAPÍTULO II
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO PARA EDUCAÇÃO
BÁSICA: BASE COMUM NACIONAL
Art. 5º A formação de profissionais do magistério deve assegurar a base
comum nacional, pautada pela concepção de educação como processo
emancipatório e permanente, bem como pelo reconhecimento da especificidade do
trabalho docente, que conduz à práxis como expressão da articulação entre teoria e
prática e à exigência de que se leve em conta a realidade dos ambientes das
instituições educativas da educação básica e da profissão, para que se possa
conduzir o(a) egresso(a):
I - À integração e interdisciplinaridade curricular, dando significado e
relevância aos conhecimentos e vivência da realidade social e cultural, consoantes
às exigências da educação básica e da educação superior para o exercício da
cidadania e qualificação para o trabalho;
II - À construção do conhecimento, valorizando a pesquisa e a extensão
como princípios pedagógicos essenciais ao exercício e aprimoramento do
profissional do magistério e ao aperfeiçoamento da prática educativa;
III - Ao acesso às fontes nacionais e internacionais de pesquisa, ao material
de apoio pedagógico de qualidade, ao tempo de estudo e produção acadêmica
profissional, viabilizando os programas de fomento à pesquisa sobre a educação
básica;
IV - Às dinâmicas pedagógicas que contribuam para o exercício profissional
e o desenvolvimento do profissional do magistério por meio de visão ampla do
processo formativo, seus diferentes ritmos, tempos e espaços, em face das
dimensões psicossociais, histórico-culturais, afetivas, relacionais e interativas que
permeiam a ação pedagógica, possibilitando as condições para o exercício do
231
pensamento crítico, a resolução de problemas, o trabalho coletivo e interdisciplinar,
a criatividade, a inovação, a liderança e a autonomia;
V - À elaboração de processos de formação do docente em consonância
com as mudanças educacionais e sociais, acompanhando as transformações
gnosiológicas e epistemológicas do conhecimento;
VI - Ao uso competente das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC) para o aprimoramento da prática pedagógica e a ampliação da formação
cultural dos(das) professores(as) e estudantes;
VII - À promoção de espaços para a reflexão crítica sobre as diferentes
linguagens e seus processos de construção, disseminação e uso, incorporando-os
ao processo pedagógico, com a intenção de possibilitar o desenvolvimento da
criticidade e da criatividade;
VIII - À consolidação da educação inclusiva através do respeito às
diferenças, reconhecendo e valorizando a diversidade étnico-racial, de gênero,
sexual, religiosa, de faixa geracional, entre outras;
IX - À aprendizagem e ao desenvolvimento de todos(as) os(as) estudantes
durante o percurso educacional por meio de currículo e atualização da prática
docente que favoreçam a formação e estimulem o aprimoramento pedagógico das
instituições.
Art. 6º A oferta, o desenvolvimento e a avaliação de atividades, cursos e
programas de formação inicial e continuada, bem como os conhecimentos
específicos, interdisciplinares, os fundamentos da educação e os conhecimentos
pedagógicos, bem como didáticas e práticas de ensino e as vivências pedagógicas
de profissionais do magistério nas modalidades presencial e a distância, devem
observar o estabelecido na legislação e nas regulamentações em vigor para os
respectivos níveis, etapas e modalidades da educação nacional, assegurando a
mesma carga horária e instituindo efetivo processo de organização, de gestão e de
relação estudante/professor, bem como sistemática de acompanhamento e
avaliação do curso, dos docentes e dos estudantes.
CAPÍTULO III
DO (A) EGRESSO (A) DA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA
232
Art. 7º O(A) egresso(a) da formação inicial e continuada deverá possuir um
repertório
de
informações
e
habilidades
composto
pela
pluralidade
de
conhecimentos teóricos e práticos, resultado do projeto pedagógico e do percurso
formativo vivenciado cuja consolidação virá do seu exercício profissional,
fundamentado
em
princípios
de
interdisciplinaridade,
contextualização,
democratização, pertinência e relevância social, ética e sensibilidade afetiva e
estética, de modo a lhe permitir:
I - O conhecimento da instituição educativa como organização complexa na
função de promover a educação para e na cidadania;
II - A pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de
interesse da área educacional e específica;
III - A atuação profissional no ensino, na gestão de processos educativos e
na organização e gestão de instituições de educação básica.
Parágrafo único. O PPC, em articulação com o PPI e o PDI, deve abranger
diferentes características e dimensões da iniciação à docência, entre as quais:
I - Estudo do contexto educacional, envolvendo ações nos diferentes
espaços escolares, como salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços
recreativos e desportivos, ateliês, secretarias;
II - Desenvolvimento de ações que valorizem o trabalho coletivo,
interdisciplinar e com intencionalidade pedagógica clara para o ensino e o processo
de ensino-aprendizagem;
III - Planejamento e execução de atividades nos espaços formativos
(instituições de educação básica e de educação superior, agregando outros
ambientes culturais, científicos e tecnológicos, físicos e virtuais que ampliem as
oportunidades de construção de conhecimento), desenvolvidas em níveis
crescentes de complexidade em direção à autonomia do estudante em formação;
IV - Participação nas atividades de planejamento e no projeto pedagógico da
escola, bem como participação nas reuniões pedagógicas e órgãos colegiados;
V - Análise do processo pedagógico e de ensino-aprendizagem dos
conteúdos específicos e pedagógicos, além das diretrizes e currículos educacionais
da educação básica;
233
VI - Leitura e discussão de referenciais teóricos contemporâneos
educacionais e de formação para a compreensão e a apresentação de propostas e
dinâmicas didático-pedagógicas;
VII - Cotejamento e análise de conteúdos que balizam e fundamentam as
diretrizes curriculares para a educação básica, bem como de conhecimentos
específicos e pedagógicos, concepções e dinâmicas didático-pedagógicas,
articuladas à prática e à experiência dos professores das escolas de educação
básica, seus saberes sobre a escola e sobre a mediação didática dos conteúdos;
VIII - Desenvolvimento, execução, acompanhamento e avaliação de projetos
educacionais, incluindo o uso de tecnologias educacionais e diferentes recursos e
estratégias didático-pedagógicas;
IX - Sistematização e registro das atividades em portfólio ou recurso
equivalente de acompanhamento.
Art. 8º O (A) egresso (a) dos cursos de formação inicial em nível superior
deverá, portanto, estar apto a:
I - Atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma
sociedade justa, equânime, igualitária;
II - Compreender o seu papel na formação dos estudantes da educação
básica a partir de concepção ampla e contextualizada de ensino e processos de
aprendizagem e desenvolvimento destes, incluindo aqueles que não tiveram
oportunidade de escolarização na idade própria;
III - Trabalhar na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento de
sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano nas etapas e
modalidades de educação básica;
IV - Dominar os conteúdos específicos e pedagógicos e as abordagens
teórico-metodológicas do seu ensino, de forma interdisciplinar e adequada às
diferentes fases do desenvolvimento humano;
V - Relacionar a linguagem dos meios de comunicação à educação, nos
processos didático-pedagógicos, demonstrando domínio das tecnologias de
informação e comunicação para o desenvolvimento da aprendizagem;
VI - Promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa,
a família e a comunidade;
234
VII - Identificar questões e problemas socioculturais e educacionais, com
postura investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, a
fim de contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas,
culturais, religiosas, políticas, de gênero, sexuais e outras;
VIII - Demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de
natureza ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de
classes sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual, entre
outras;
IX - Atuar na gestão e organização das instituições de educação básica,
planejando, executando, acompanhando e avaliando políticas, projetos e
programas educacionais;
X - Participar da gestão das instituições de educação básica, contribuindo
para a elaboração, implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação do
projeto pedagógico;
XI - Realizar pesquisas que proporcionem conhecimento sobre os
estudantes e sua realidade sociocultural, sobre processos de ensinar e de
aprender, em diferentes meios ambiental-ecológicos, sobre propostas curriculares e
sobre organização do trabalho educativo e práticas pedagógicas, entre outros;
XII - Utilizar instrumentos de pesquisa adequados para a construção de
conhecimentos pedagógicos e científicos, objetivando a reflexão sobre a própria
prática e a discussão e disseminação desses conhecimentos;
XIII - Estudar e compreender criticamente as Diretrizes Curriculares
Nacionais, além de outras determinações legais, como componentes de formação
fundamentais para o exercício do magistério.
Parágrafo único. Os professores indígenas e aqueles que venham a atuar
em escolas indígenas, professores da educação escolar do campo e da educação
escolar quilombola, dada a particularidade das populações com que trabalham e da
situação em que atuam, sem excluir o acima explicitado, deverão:
I - Promover diálogo entre a comunidade junto a quem atuam e os outros
grupos sociais sobre conhecimentos, valores, modos de vida, orientações
filosóficas, políticas e religiosas próprios da cultura local;
II - Atuar como agentes interculturais para a valorização e o estudo de temas
específicos relevantes.
235
CAPÍTULO IV
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
EM NÍVEL SUPERIOR
Art. 9º Os cursos de formação inicial para os profissionais do magistério para
a educação básica, em nível superior, compreendem:
I - Cursos de graduação de licenciatura;
II - Cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados; III cursos de segunda licenciatura.
§ 1º A instituição formadora definirá no seu projeto institucional as formas de
desenvolvimento da formação inicial dos profissionais do magistério da educação
básica articuladas às políticas de valorização desses profissionais e à base comum
nacional explicitada no capítulo II desta Resolução.
§ 2º A formação inicial para o exercício da docência e da gestão na
educação básica implica a formação em nível superior adequada à área de
conhecimento e às etapas de atuação.
§ 3º A formação inicial de profissionais do magistério será ofertada,
preferencialmente, de forma presencial, com elevado padrão acadêmico, científico
e tecnológico e cultural.
Art. 10. A formação inicial destina-se àqueles que pretendem exercer o
magistério da educação básica em suas etapas e modalidades de educação e em
outras
áreas
nas
quais
sejam
previstos
conhecimentos
pedagógicos,
compreendendo a articulação entre estudos teórico-práticos, investigação e
reflexão crítica, aproveitamento da formação e experiências anteriores em
instituições de ensino.
Parágrafo único. As atividades do magistério também compreendem a
atuação e participação na organização e gestão de sistemas de educação básica e
suas instituições de ensino, englobando:
I - Planejamento, desenvolvimento, coordenação, acompanhamento e
avaliação de projetos, do ensino, das dinâmicas pedagógicas e experiências
educativas;
236
II - Produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico das áreas
específicas e do campo educacional.
Art. 11. A formação inicial requer projeto com identidade própria de curso de
licenciatura articulado ao bacharelado ou tecnológico, a outra(s) licenciatura(s) ou a
cursos de formação pedagógica de docentes, garantindo:
I - Articulação com o contexto educacional, em suas dimensões sociais,
culturais, econômicas e tecnológicas;
II - Efetiva articulação entre faculdades e centros de educação, institutos,
departamentos e cursos de áreas específicas, além de fóruns de licenciatura;
III - Coordenação e colegiado próprios que formulem projeto pedagógico e se
articulem com as unidades acadêmicas envolvidas e, no escopo do PDI e PPI,
tomem decisões sobre a organização institucional e sobre as questões
administrativas no âmbito de suas competências;
IV - Interação sistemática entre os sistemas, as instituições de educação
superior
e
as
instituições
de
educação
básica,
desenvolvendo
projetos
compartilhados;
V - Projeto formativo que assegure aos estudantes o domínio dos conteúdos
específicos da área de atuação, fundamentos e metodologias, bem como das
tecnologias;
VI - Organização institucional para a formação dos formadores, incluindo
tempo e espaço na jornada de trabalho para as atividades coletivas e para o estudo
e a investigação sobre o aprendizado dos professores em formação;
VII - Recursos pedagógicos como biblioteca, laboratórios, videoteca, entre
outros, além de recursos de tecnologias da informação e da comunicação, com
qualidade e quantidade, nas instituições de formação;
VIII - Atividades de criação e apropriação culturais junto aos formadores e
futuros professores.
Art. 12. Os cursos de formação inicial, respeitadas a diversidade nacional e a
autonomia pedagógica das instituições, constituir-se-ão dos seguintes núcleos:
I - Núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e
interdisciplinares, e do campo educacional, seus fundamentos e metodologias, e
das diversas realidades educacionais, articulando:
237
a) Princípios, concepções, conteúdos e critérios oriundos de diferentes áreas
do conhecimento, incluindo os conhecimentos pedagógicos, específicos e
interdisciplinares, os fundamentos da educação, para o desenvolvimento das
pessoas, das organizações e da sociedade;
b) Princípios de justiça social, respeito à diversidade, promoção da
participação e gestão democrática;
c) Conhecimento, avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos,
procedimentos e processos de ensino e aprendizagem que contemplem a
diversidade social e cultural da sociedade brasileira;
d) Observação, análise, planejamento, desenvolvimento e avaliação de
processos educativos e de experiências educacionais em instituições educativas;
e) Conhecimento multidimensional e interdisciplinar sobre o ser humano e
práticas educativas, incluindo conhecimento de processos de desenvolvimento de
crianças, adolescentes, jovens e adultos, nas dimensões física, cognitiva, afetiva,
estética, cultural, lúdica, artística, ética e biopsicossocial;
f) Diagnóstico sobre as necessidades e aspirações dos diferentes segmentos
da sociedade relativamente à educação, sendo capaz de identificar diferentes
forças e interesses, de captar contradições e de considerá-los nos planos
pedagógicos, no ensino e seus processos articulados à aprendizagem, no
planejamento e na realização de atividades educativas;
g) Pesquisa e estudo dos conteúdos específicos e pedagógicos, seus
fundamentos e metodologias, legislação educacional, processos de organização e
gestão, trabalho docente, políticas de financiamento, avaliação e currículo;
h) Decodificação e utilização de diferentes linguagens e códigos linguístico
sociais utilizadas pelos estudantes, além do trabalho didático sobre conteúdos
pertinentes às etapas e modalidades de educação básica;
i) Pesquisa e estudo das relações entre educação e trabalho, educação e
diversidade, direitos humanos, cidadania, educação ambiental, entre outras
problemáticas centrais da sociedade contemporânea;
j) Questões atinentes à ética, estética e ludicidade no contexto do exercício
profissional, articulando o saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática
educativa;
238
l) Pesquisa, estudo, aplicação e avaliação da legislação e produção
específica sobre organização e gestão da educação nacional.
II - Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de
atuação profissional, incluindo os conteúdos específicos e pedagógicos, priorizadas
pelo projeto pedagógico das instituições, em sintonia com os sistemas de ensino,
que, atendendo às demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a) Investigações sobre processos educativos, organizacionais e de gestão na
área educacional;
b) Avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos, procedimentos e
processos de aprendizagem que contemplem a diversidade social e cultural da
sociedade brasileira;
c) Pesquisa e estudo dos conhecimentos pedagógicos e fundamentos da
educação, didáticas e práticas de ensino, teorias da educação, legislação
educacional, políticas de financiamento, avaliação e currículo.
d) Aplicação ao campo da educação de contribuições e conhecimentos,
como o pedagógico, o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico,
o psicológico, o linguístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural;
III - Núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular,
compreendendo a participação em:
a) Seminários e estudos curriculares, em projetos de iniciação científica,
iniciação à docência, residência docente, monitoria e extensão, entre outros,
definidos no projeto institucional da instituição de educação superior e diretamente
orientados pelo corpo docente da mesma instituição;
b) Atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e instituições
educativas de modo a propiciar vivências nas diferentes áreas do campo
educacional,
assegurando
aprofundamento
e
diversificação
de
estudos,
experiências e utilização de recursos pedagógicos;
c) Mobilidade estudantil, intercâmbio e outras atividades previstas no PPC;
d) Atividades de comunicação e expressão visando à aquisição e à
apropriação de recursos de linguagem capazes de comunicar, interpretar a
realidade estudada e criar conexões com a vida social.
CAPÍTULO V
239
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA EM
NÍVEL SUPERIOR: ESTRUTURA E CURRÍCULO
Art. 13. Os cursos de formação inicial de professores para a educação
básica em nível superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas
especializadas, por componente curricular ou por campo de conhecimento e/ou
interdisciplinar, considerando-se a complexidade e multirreferencialidade dos
estudos que os englobam, bem como a formação para o exercício integrado e
indissociável da docência na educação básica, incluindo o ensino e a gestão
educacional, e dos processos educativos escolares e não escolares, da produção e
difusão do conhecimento científico, tecnológico e educacional, estruturam-se por
meio da garantia de base comum nacional das orientações curriculares.
§ 1º Os cursos de que trata o caput terão, no mínimo, 3.200 (três mil e
duzentas) horas de efetivo trabalho acadêmico, em cursos com duração de, no
mínimo, 8 (oito) semestres ou 4 (quatro) anos, compreendendo:
I - 400 (quatrocentas) horas de prática como componente curricular,
distribuídas ao longo do processo formativo;
II - 400 (quatrocentas) horas dedicadas ao estágio supervisionado, na área
de formação e atuação na educação básica, contemplando também outras áreas
específicas, se for o caso, conforme o projeto de curso da instituição;
III - Pelo menos 2.200 (duas mil e duzentas) horas dedicadas às atividades
formativas estruturadas pelos núcleos definidos nos incisos I e II do artigo 12 desta
Resolução, conforme o projeto de curso da instituição;
IV - 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de aprofundamento
em áreas específicas de interesse dos estudantes, conforme núcleo definido no
inciso III do artigo 12 desta Resolução, por meio da iniciação científica, da iniciação
à docência, da extensão e da monitoria, entre outras, consoante o projeto de curso
da instituição.
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos
da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de
240
gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas.
§ 3º Deverá ser garantida, ao longo do processo, efetiva e concomitante
relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos para o
desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 4º Os critérios de organização da matriz curricular, bem como a alocação
de tempos e espaços curriculares, se expressam em eixos em torno dos quais se
articulam dimensões a serem contempladas, como previsto no artigo 12 desta
Resolução.
§ 5º Nas licenciaturas, curso de Pedagogia, em educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental a serem desenvolvidas em projetos de cursos
articulados, deverão preponderar os tempos dedicados à constituição de
conhecimento sobre os objetos de ensino, e nas demais licenciaturas o tempo
dedicado às dimensões pedagógicas não será inferior à quinta parte da carga
horária total.
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização
curricular
das
licenciaturas,
sendo
uma
atividade
específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
Art. 14. Os cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados,
de caráter emergencial e provisório, ofertados a portadores de diplomas de curso
superior formados em cursos relacionados à habilitação pretendida com sólida base
de conhecimentos na área estudada, devem ter carga horária mínima variável de
1.000 (mil) a 1.400 (mil e quatrocentas) horas de efetivo trabalho acadêmico,
dependendo da equivalência entre o curso de origem e a formação pedagógica
pretendida.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - Quando o curso de formação pedagógica pertencer à mesma área do
curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.000 (mil) horas;
II - Quando o curso de formação pedagógica pertencer a uma área diferente
da do curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.400 (mil e
quatrocentas) horas;
241
III - A carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas)
horas;
IV - Deverá haver 500 (quinhentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso I deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da
instituição;
V - Deverá haver 900 (novecentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso II deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da
instituição;
VI - Deverá haver 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de
aprofundamento em áreas específicas de interesse dos alunos, conforme núcleo
definido no inciso III do artigo 12, consoante o projeto de curso da instituição;
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos
da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de
gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas.
§ 3º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
§ 4º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização
curricular
das
licenciaturas,
sendo
uma
atividade
específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 5º A oferta dos cursos de formação pedagógica para graduados poderá ser
realizada por instituições de educação superior, preferencialmente universidades,
que ofertem curso de licenciatura reconhecido e com avaliação satisfatória
realizada pelo Ministério da Educação e seus órgãos na habilitação pretendida,
sendo dispensada a emissão de novos atos autorizativos.
242
§ 6º A oferta de cursos de formação pedagógica para graduados deverá ser
considerada quando dos processos de avaliação do curso de licenciatura
mencionado no parágrafo anterior.
§ 7º No prazo máximo de 5 (cinco) anos, o Ministério da Educação, em
articulação com os sistemas de ensino e com os fóruns estaduais permanentes de
apoio à formação docente, procederá à avaliação do desenvolvimento dos cursos
de formação pedagógica para graduados, definindo prazo para sua extinção em
cada Estado da federação.
Art. 15. Os cursos de segunda licenciatura terão carga horária mínima
variável de 800 (oitocentas) a 1.200 (mil e duzentas) horas, dependendo da
equivalência entre a formação original e a nova licenciatura.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - Quando o curso de segunda licenciatura pertencer à mesma área do
curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 800 (oitocentas) horas;
II - Quando o curso de segunda licenciatura pertencer a uma área diferente
da do curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.200 (mil e
duzentas) horas;
III - A carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas)
horas;
§ 2º Durante o processo formativo, deverá ser garantida efetiva e
concomitante relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos
para o desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 3º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento e/ou interdisciplinar, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos
da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de
gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas.
§ 4º Os cursos descritos no caput poderão ser ofertados a portadores de
diplomas de cursos de graduação em licenciatura, independentemente da área de
formação.
243
§ 5º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização
curricular
das
licenciaturas,
sendo
uma
atividade
específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 7º Os portadores de diploma de licenciatura com exercício comprovado no
magistério e exercendo atividade docente regular na educação básica poderão ter
redução da carga horária do estágio curricular supervisionado até o máximo de 100
(cem) horas.
§ 8º A oferta dos cursos de segunda licenciatura poderá ser realizada por
instituição de educação superior que oferte curso de licenciatura reconhecido e com
avaliação satisfatória pelo MEC na habilitação pretendida, sendo dispensada a
emissão de novos atos autorizativos.
§ 9º A oferta de cursos de segunda licenciatura deverá ser considerada
quando dos processos de avaliação do curso de licenciatura mencionado no
parágrafo anterior.
§ 10. Os cursos de segunda licenciatura para professores em exercício na
educação básica pública, coordenados pelo MEC em regime de colaboração com
os sistemas de ensino e realizados por instituições públicas e comunitárias de
educação superior, obedecerão às diretrizes operacionais estabelecidas na
presente Resolução.
CAPÍTULO VI
DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
Art.
16.
A
formação
continuada
compreende
dimensões
coletivas,
organizacionais e profissionais, bem como o repensar do processo pedagógico, dos
saberes e valores, e envolve atividades de extensão, grupos de estudos, reuniões
pedagógicas, cursos, programas e ações para além da formação mínima exigida ao
exercício do magistério na educação básica, tendo como principal finalidade a
reflexão sobre a prática educacional e a busca de aperfeiçoamento técnico,
pedagógico, ético e político do profissional docente. Parágrafo único. A formação
244
continuada decorre de uma concepção de desenvolvimento profissional dos
profissionais do magistério que leva em conta:
I - Os sistemas e as redes de ensino, o projeto pedagógico das instituições
de educação básica, bem como os problemas e os desafios da escola e do
contexto onde ela está inserida;
II - A necessidade de acompanhar a inovação e o desenvolvimento
associados ao conhecimento, à ciência e à tecnologia;
III - O respeito ao protagonismo do professor e a um espaço-tempo que lhe
permita refletir criticamente e aperfeiçoar sua prática;
IV - O diálogo e a parceria com atores e instituições competentes, capazes
de contribuir para alavancar novos patamares de qualidade ao complexo trabalho
de gestão da sala de aula e da instituição educativa.
Art. 17. A formação continuada, na forma do artigo 16, deve se dar pela
oferta de atividades formativas e cursos de atualização, extensão, aperfeiçoamento,
especialização, mestrado e doutorado que agreguem novos saberes e práticas,
articulados às políticas e gestão da educação, à área de atuação do profissional e
às instituições de educação básica, em suas diferentes etapas e modalidades da
educação.
§ 1º Em consonância com a legislação, a formação continuada envolve:
I - Atividades formativas organizadas pelos sistemas, redes e instituições de
educação básica incluindo desenvolvimento de projetos, inovações pedagógicas,
entre outros;
II - Atividades ou cursos de atualização, com carga horária mínima de 20
(vinte) horas e máxima de 80 (oitenta) horas, por atividades formativas diversas,
direcionadas à melhoria do exercício do docente;
III - Atividades ou cursos de extensão, oferecida por atividades formativas
diversas, em consonância com o projeto de extensão aprovado pela instituição de
educação superior formadora;
IV - Cursos de aperfeiçoamento, com carga horária mínima de 180 (cento e
oitenta) horas, por atividades formativas diversas, em consonância com o projeto
pedagógico da instituição de educação superior;
245
V - Cursos de especialização lato sensu por atividades formativas diversas,
em consonância com o projeto pedagógico da instituição de educação superior e de
acordo com as normas e resoluções do CNE;
VI - Cursos de mestrado acadêmico ou profissional, por atividades formativas
diversas, de acordo com o projeto pedagógico do curso/programa da instituição de
educação superior, respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes;
VII - Curso de doutorado, por atividades formativas diversas, de acordo com
o projeto pedagógico do curso/programa da instituição de educação superior,
respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Capes.
§ 2º A instituição formadora, em efetiva articulação com o planejamento
estratégico do Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente e com
os sistemas e redes de ensino e com as instituições de educação básica, definirá
no seu projeto institucional as formas de desenvolvimento da formação continuada
dos profissionais do magistério da educação básica, articulando-as às políticas de
valorização a serem efetivadas pelos sistemas de ensino.
CAPÍTULO VII
DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO E SUA VALORIZAÇÃO
Art. 18. Compete aos sistemas de ensino, às redes e às instituições
educativas a responsabilidade pela garantia de políticas de valorização dos
profissionais do magistério da educação básica, que devem ter assegurada sua
formação, além de plano de carreira, de acordo com a legislação vigente, e
preparação para atuar nas etapas e modalidades da educação básica e seus
projetos de gestão, conforme definido na base comum nacional e nas diretrizes de
formação, segundo o PDI, PPI e PPC da instituição de educação superior, em
articulação com os sistemas e redes de ensino de educação básica.
§ 1º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem
aqueles que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas,
como definido no artigo 3º, § 4º, desta Resolução;
246
§ 2º No quadro dos profissionais do magistério da instituição de educação
básica deve constar quem são esses profissionais, bem como a clara explicitação
de sua titulação, atividades e regime de trabalho.
§ 3º A valorização do magistério e dos demais profissionais da educação
deve ser entendida como uma dimensão constitutiva e constituinte de sua formação
inicial e continuada, incluindo, entre outros, a garantia de construção, definição
coletiva e aprovação de planos de carreira e salário, com condições que assegurem
jornada de trabalho com dedicação exclusiva ou tempo integral a ser cumprida em
um único estabelecimento de ensino e destinação de 1/3 (um terço) da carga
horária de trabalho a outras atividades pedagógicas inerentes ao exercício do
magistério, tais como:
I - Preparação de aula, estudos, pesquisa e demais atividades formativas;
II - Participação na elaboração e efetivação do projeto político-pedagógico da
instituição educativa;
III - Orientação e acompanhamento de estudantes;
IV - Avaliação de estudantes, de trabalhos e atividades pedagógicas;
V - Reuniões com pais, conselhos ou colegiados escolares;
VI - Participação em reuniões e grupos de estudo e/ou de trabalho, de
coordenação pedagógica e gestão da escola;
VII - Atividades de desenvolvimento profissional;
VIII - Outras atividades de natureza semelhante e relacionadas à
comunidade escolar na qual se insere a atividade profissional.
Art. 19. Como meio de valorização dos profissionais do magistério público
nos planos de carreira e remuneração dos respectivos sistemas de ensino, deverá
ser garantida a convergência entre formas de acesso e provimento ao cargo,
formação inicial, formação continuada, jornada de trabalho, incluindo horas para as
atividades que considerem a carga horária de trabalho, progressão na carreira e
avaliação de desempenho com a participação dos pares, asseverando-se:
I - Acesso à carreira por concurso de provas e títulos orientado para
assegurar a qualidade da ação educativa;
II - Fixação do vencimento ou salário inicial para as carreiras profissionais da
educação de acordo com a jornada de trabalho definida nos respectivos planos de
carreira no caso dos profissionais do magistério, com valores nunca inferiores ao do
247
Piso Salarial Profissional Nacional, vedada qualquer diferenciação em virtude da
etapa ou modalidade de educação e de ensino de atuação;
III - Diferenciação por titulação dos profissionais da educação escolar básica
entre os habilitados em nível médio e os habilitados em nível superior e pósgraduação lato sensu, com percentual compatível entre estes últimos e os
detentores de cursos de mestrado e doutorado;
IV - Revisão salarial anual dos vencimentos ou salários conforme a Lei do
Piso;
V - Manutenção de comissão paritária entre gestores e profissionais da
educação e os demais setores da comunidade escolar para estudar as condições
de trabalho e propor políticas, práticas e ações para o bom desempenho e a
qualidade dos serviços prestados à sociedade;
VI - Elaboração e implementação de processos avaliativos para o estágio
probatório dos profissionais do magistério, com a sua participação;
VII - Oferta de programas permanentes e regulares de formação e
aperfeiçoamento profissional do magistério e a instituição de licenças remuneradas
e formação em serviço, inclusive em nível de pós-graduação, de modo a atender às
especificidades do exercício de suas atividades, bem como os objetivos das
diferentes etapas e modalidades da educação básica.
Art. 20. Os critérios para a remuneração dos profissionais do magistério
público devem se pautar nos preceitos da Lei n.º 11.738, de 16 de julho de 2008,
que estabelece o Piso Salarial Profissional Nacional, e no artigo 22 da Lei n.º
11.494, de 20 de junho de 2007, que dispõe sobre a parcela da verba do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério
(Fundeb), destinada ao pagamento dos profissionais do magistério, bem como no
artigo 69 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que define os percentuais
mínimos de investimento dos entes federados na educação, em consonância com a
Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional de Educação
(PNE).
Parágrafo único. As fontes de recursos para o pagamento da remuneração
dos profissionais do magistério público são aquelas descritas no artigo 212 da
Constituição Federal e no artigo 60 do seu Ato das Disposições Constitucionais
248
Transitórias, além de recursos provenientes de outras fontes vinculadas à
manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Art. 21. Sobre as formas de organização e gestão da educação básica,
incluindo as orientações curriculares, os entes federados e respectivos sistemas de
ensino, redes e instituições educativas deverão garantir adequada relação
numérica professor/educando, levando em consideração as características dos
educandos, do espaço físico, das etapas e modalidades da educação e do projeto
pedagógico e curricular.
CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 22. Os cursos de formação de professores que se encontram em
funcionamento deverão se adaptar a esta Resolução no prazo de 2 (dois) anos, a
contar da data de sua publicação.
Parágrafo único. Os pedidos de autorização para funcionamento de curso
em andamento serão restituídos aos proponentes para que sejam feitas as
adequações necessárias.
Art. 23. Os processos de avaliação dos cursos de licenciatura serão
realizados pelo órgão próprio do sistema e acompanhados por comissões próprias
de cada área.
Art. 24. Os cursos de formação inicial de professores para a educação
básica em nível superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas
interdisciplinares, serão objeto de regulamentação suplementar.
Art. 25. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
as disposições em contrário, em especial a Resolução CNE/CP n.º 2, de 26 de
junho de 1997, a Resolução CNE/CP n.º 1, de 30 de setembro de 1999, a
Resolução CNE/CP n.º 1, de 18 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a
Resolução CNE/CP n.º 2, de 19 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a
Resolução n.º 1, de 11 de fevereiro de 2009, e a Resolução n.º 3, de 7 de
dezembro de 2012.
GILBERTO GONÇALVES GARCIA
249
ANEXOS
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura em Teatro
Colegiado do Curso de Graduação
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 01/2022
Disciplina os procedimentos para a
realização dos Estágios Curriculares
Supervisionados Obrigatórios do curso
de Licenciatura em Teatro e dá outras
providências.
I. DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS
Considerando a lei n.º 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o
estágio de estudantes e dá outras providências;
Considerando a Cartilha Esclarecedora sobre a lei do estágio: lei n.º 11.788/2008; do
Ministério do Trabalho e Emprego;
Considerando a Portaria n.º 01/2016 – Prograd/UFAL, que delega competência aos
coordenadores de estágio dos cursos de graduação da UFAL para assinarem os
Termos de compromisso dos estágios curriculares supervisionados;
Considerando a instrução normativa n.º 01/2018 – Prograd/UFAL, que dispõe sobre
os procedimentos administrativos relativos ao aproveitamento das atividades
realizadas no Programa Residência Pedagógica para o aproveitamento de estágios
curriculares obrigatórios para acadêmicos dos cursos de licenciatura desta
universidade que participarem do Programa Institucional de Residência Pedagógica
da CAPES;
Considerando a instrução normativa n.º 213 – Ministério da Economia/Secretaria de
Gestão e Desempenho de Pessoal, de 17 de dezembro de 2019, publicada no Diário
Oficial da União em 18/12/2019, ed. 244; Seção 1; p.33;
250
Considerando a resolução n.º 95/2019 – Consuni/UFAL, de 10 de dezembro de
2019, que disciplina os estágios curriculares supervisionados dos cursos técnicos,
de graduação e de pós-graduação da UFAL;
Considerando a instrução normativa n.º 01 – Prograd/UFAL, de 22 de julho de 2019,
que disciplina os estágios curriculares não obrigatórios para os alunos dos cursos da
Universidade Federal de Alagoas – UFAL;
Considerando a instrução normativa n.º 03 – Prograd/UFAL, de 16 de dezembro de
2019, que disciplina os procedimentos relativos aos estágios curriculares
supervisionados obrigatórios para os alunos dos cursos da UFAL;
Considerando a instrução normativa n.º 04 – Prograd/UFAL, de 16 de dezembro de
2019, que disciplina e orienta os processos de aproveitamento de atividades
laborais, estágios não obrigatórios e outras atividades acadêmicas para fins de
dispensa parcial ou total das cargas horárias de estágios obrigatórios;
Considerando a instrução normativa n.º 05 – Prograd/UFAL, de 16 de dezembro de
2019, que disciplina e orienta os processos de aproveitamento de atividades
laborais, para fins de dispensa parcial da carga horária dos estágios obrigatórios nos
cursos de Pedagogias e licenciaturas;
Considerando a Cartilha de Estágio (Prograd/UFAL): orientações sobre os estágios
curriculares supervisionados na UFAL;
Assim posto, o órgão colegiado do curso de Licenciatura em Teatro, no uso de suas
atribuições regimentais e da legislação em vigor, resolve:
Estabelecer e divulgar as diretrizes basilares para o Estágio Curricular
Supervisionado Obrigatório (ECSO) no curso de Licenciatura em Teatro.
II. DA DEFINIÇÃO E DA CONCEPÇÃO
Art. 1º. O Estágio Supervisionado Curricular Obrigatório (doravante ECSO) é uma
atividade de formação definida no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFAL
como o “ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de
trabalho, que visa à preparação do/da estudante para o trabalho profissional”.
251
Art. 2º. O ECSO contribuirá para os processos de ensino e aprendizagem da Arte
(Teatro), adotando estratégias e recursos pedagógicos
que
favoreçam o
desenvolvimento dos saberes democráticos.
Art. 3º O ECSO fomentará, em consonância à Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte, o saber e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
Art. 4º O ECSO articulará, em suas diferentes ações, as dimensões da criação; da
crítica; da estesia; da expressão; da fruição e da reflexão, com o intuito de facilitar o
processo de ensino e aprendizagem em Arte (Teatro).
Art. 5º O ECSO integrará a teoria e a prática e terá como enfoque o planejamento, a
observação, a regência, a avaliação de aula, a intervenção e a pesquisa, sob
mentoria de professores ou coordenadores experientes do campo de estágio, de
acordo com o Projeto Pedagógico do Curso (PPC), e de acordo com as Leis
Federais, os Decretos, as Portarias e todos os Atos Normativos vigentes na UFAL.
Art. 6º O ECSO considerará a integração entre o ensino e o mundo do trabalho,
considerando o perfil do egresso, e produzirá o contato efetivo do/a aluno/a com a
instituição concedente, envolvendo experiências em organização, planejamento,
intervenção pedagógica (projetos); exercício da docência (regência) e
orientação.
§1º Observação é a ação que proporciona mapear os dados significativos acerca do
cotidiano e da gestão escolar. Envolve o conhecimento dos processos de ensino e
aprendizagem, dos conteúdos, das competências e das habilidades inerentes à
formação dos/das futuros/as professores/as. Compreende o acompanhamento das
atividades
administrativas
das
instituições
concedentes,
bem
como
o
acompanhamento e a participação nas atividades desenvolvidas pelo/a supervisor/a
(tanto na rede escolar de ensino quanto em modalidades não formais de ensino,
quando for o caso). A partir de 2022.1, os docentes orientadores de ECSO seguirão
uma tabela com a sugestão de roteirização de horas para essa modalidade.
252
§2º Planejamento é a ação que deve ser realizada na instituição concedente sob a
supervisão de um profissional, que indicará as necessidades a serem contempladas
pela Intervenção pedagógica. Envolve também o processo de elaboração,
discussão e apresentação do plano de atividades de estágio.
§3º Intervenção pedagógica (projetos) é a ação elaborada pelo/a estagiário/a em
acordo com a rede escolar de ensino para a realização de uma atividade ou de uma
ação pontual. Esse projeto de intervenção deve ser planejado de forma que as
necessidades da instituição de ensino sejam contempladas. Sob tutela do supervisor
e do orientador de ECSO, a intervenção pedagógica poderá ocorrer também nos
espaços não escolares e não formais de ensino, quando for o caso.
§4º Intervenção pedagógica (pesquisa) é a ação que inclui a elaboração e a
execução de um projeto de pesquisa para que os/as estagiários/as estudem
aspectos do cotidiano da escola ou do ensino e da aprendizagem em Artes (Teatro e
disciplinas afins). Os projetos podem ser direcionados para que o/a estagiário/a
colete dados nas escolas por meio da leitura de documentos, da aplicação de
instrumentos de pesquisa etc.
§5º Regência é a ação que ocorrerá de diferentes e planejadas formas. É uma
atividade que deverá sempre ser acordada com o/a professor/a da escola e sob
supervisão. Alguns exemplos de regência na rede escolar de ensino e/ou em outras
modalidades de ensino formal e não formal são: auxílio na condução de atividades;
assistência na execução de projetos; coparticipação na elaboração e no
desenvolvimento de aulas e sequências didáticas, bem como outras ações
sugeridas pelo/a professor/a orientador/a. A partir de 2022.1, os docentes
orientadores de ECSO seguirão uma tabela com a sugestão de roteirização de horas
para essa modalidade.
§6º Orientação são as orientações gerais sobre a formalização, o planejamento e a
execução do ECSO. Envolve o auxílio na elaboração do plano de atividades, dos
relatórios finais, assim como outras atividades afins ao ECSO.
253
III. DA COMPOSIÇÃO DAS ATIVIDADES DE ESTÁGIO, SUAS DIFERENTES
FORMAS E CONDIÇÕES DE REALIZAÇÃO, OBSERVADO O RESPECTIVO
REGULAMENTO
DA
UFAL
DISPONÍVEL
NO
ENDEREÇO
ELETRÔNICO
https://UFAL.br/estudante/graduacao/estagios
Art. 7º O ECSO compreenderá o total de 400 (quatrocentas) horas, subdivididas em
04 componentes curriculares obrigatórios:
•
Estágio Supervisionado 1 (100h);
•
Estágio Supervisionado 2 (100h);
•
Estágio Supervisionado 3 (100h);
•
Estágio Supervisionado 4 (100h).
Art. 8º O ECSO deverá ser desenvolvido em parceria com as instituições escolares
de Educação Básica, em especial as das redes públicas de ensino.
§ 1º Entende-se por Educação Básica, o que consta na lei n.º 9.394/96, de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional, em seu Art. 21, a saber, “A educação escolar
compõe-se de: I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio”.
Art. 9º No cumprimento do ECSO, será reservada a fração de ¼ da carga horária
total (ou 100 horas) do estágio para outras modalidades de ensino previstas na LDB,
quais sejam:
•
Educação Profissional e Tecnológica;
•
Educação de Jovens e Adultos;
•
Educação Especial;
•
Educação Bilíngue de Surdos;
•
Educação Escolar Quilombola;
•
Educação Indígena;
•
Educação no campo;
•
Educação à distância (EAD).
254
Art. 10º Caso o ECSO ocorra em espaços não escolares ou não formais, não
poderá ultrapassar ¼ (ou 100 horas) da carga horária total de estágio.
§ 1º Entende-se por espaços não escolares e/ou não formais de ensino, as
instituições que firmarem convênio com a UFAL nos termos da lei federal de estágio
(lei n.º 11.788/2008), a saber:
•
Teatros; Museus; Casas de Cultura; Arquivos Públicos; Laboratórios de
Ensino; Laboratórios Didáticos; ONGs; Fundações Culturais; Editoras;
Associações filantrópicas e/ou Entidades sem fins lucrativos; Atividades de
Consultoria Técnica em educação ou na área de formação específica do
Teatro (e/ou das Artes e da Cultura). Hospitais; Sindicatos; Presídios;
Asilos; APAE; Assentamentos; órgãos públicos.
Art. 11º Sob regulamentação própria da UFAL – e em consonância às Diretrizes
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Teatro do CNE/CES – ¼ (ou
100 horas) do ECSO poderá ser realizado na própria Instituição de Ensino Superior,
mediante laboratórios que congreguem as diversas ordens correspondentes às
diferentes técnicas de produção coreográficas das Artes Cênicas, do Espetáculo
Teatral, da Dramaturgia, da Encenação e Interpretação Teatral, do domínio dos
princípios cinesiológicos, revelando performance, expressão e linguagem corporal,
com a atuação em espaços cênicos e com a execução de outras atividades
inerentes à área de Teatro.
Art. 12º As atividades de Residência Pedagógica desenvolvidas no âmbito do
Programa Institucional de Residência Pedagógica da UFAL (PRP/UFAL) poderão
ser aproveitadas como horas atividades dos estágios supervisionados da
Licenciatura em Teatro, desde que estejam em consonância à Instrução Normativa
n.º 1/2018, da Prograd-UFAL.
255
Art. 13º. O ECSO deverá ocorrer a partir do início da segunda metade do curso e
será distribuído em duas Etapas. Etapa I – Estágio Supervisionado I e II (semestres
5º e 6º) e Etapa II – Estágio Supervisionado III e IV (semestres 7º e 8º).
§1º ETAPA I: Se refere aos estágios desenvolvidos nas instituições escolares de
Educação Básica, em especial as das redes públicas de ensino, e engloba:
I - Estágio Supervisionado I (100 horas) – Será ofertado no 5º período do
curso e compreenderá os processos de pesquisa, planejamento e avaliação de
ensino infantil e/ou fundamental; de observação da dinâmica escolar, do sistema
educacional, das formas de gestão, das políticas e das práticas educacionais.
Envolverá os estudos teóricos das leis e diretrizes em vigor, com ênfase na
disciplina Arte: Teatro e em diversas atividades escolares relacionadas à área de
formação
artística
e/ou
interdisciplinar
e
pedagógica.
Mapeamento
das
competências e das habilidades inerentes ao processo de ensino e aprendizagem
em Arte (Teatro). Reconhecimento das diferentes modalidades da educação básica
nas quais se realiza a prática da docência.
A carga horária será assim distribuída: 60 horas de observação, 20 horas de
regência e 20 horas para atividades de acompanhamento, planejamento e
orientação.
II - Estágio Supervisionado II (100 horas) – Será ofertado no 6º período do
curso e compreenderá os processos de planejamento, observação, regência,
avaliação de aula no Ensino Fundamental e/ou Ensino Médio, com ênfase na
disciplina Arte (Teatro). Envolverá a leitura do projeto pedagógico da escola, a
observação e a participação nas atividades de gestão e administração educacional
das diferentes esferas formais da educação básica, tanto no âmbito técnico quanto
na supervisão, na coordenação pedagógica, na direção etc. Planejamento e
apresentação de projeto de intervenção que identifique os contextos sociais,
culturais, econômicos e políticos das escolas. Desenvolvimento de projeto(s) que
relacione(m) o Teatro com a comunidade escolar.
256
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de Observação, 50 horas
de Regência/Projetos de Intervenção pedagógica e 20 horas para atividades de
acompanhamento, planejamento e orientação.
§2º ETAPA II: Se refere aos estágios desenvolvidos no Ensino Fundamental; no
Ensino Médio; noutras modalidades de Ensino previstas na LDB – Educação
Profissional e Tecnológica; Educação de Jovens e Adultos; Educação
Especial;
Educação Bilíngue de Surdos; Educação Escolar Quilombola; Educação Indígena;
Educação no campo; Educação à distância (EAD); Atividades de Consultoria
Técnica e Artística e demais espaços não escolares e/ou não formais de ensino.
I - Estágio Supervisionado III (100 horas) – Será ofertado no 7º Período do
curso e compreenderá aspectos relacionados à área da formação artística com
ênfase na disciplina Arte: Teatro e/ou disciplina interdisciplinar. Observação,
mapeamento e descrição analítica dos processos de infraestrutura, gestão e
organização de uma instituição de fomento cultural – ou de uma instituição
pertencente às outras modalidades de ensino previstas na LDB. Elaboração de um
projeto de intervenção a ser desenvolvido no âmbito da consultoria vinculada à área
de Artes (Teatro). Observação, regência, planejamento e implantação de um projeto
de intervenção na educação básica ou em outras modalidades de ensino. O projeto
de intervenção deve valorizar e incentivar as diversas manifestações artísticas e
culturais, tanto locais quanto mundiais (BNCC).
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de observação, 60 horas
de Regência (e/ou projeto de intervenção pedagógica) e 10 horas para Atividades de
acompanhamento e orientação (planejamento);
II - Estágio Supervisionado IV (100 horas) – Será ofertado no 8º Período do
curso e compreenderá aspectos relacionados à área da formação artística com
ênfase na disciplina Arte: Teatro e/ou interdisciplinar e pedagógica. Planejamento,
observação, regência e/ou projeto de intervenção ou pesquisa a ser desenvolvido na
Educação Básica; ou em outras modalidades de ensino previstas na LDB; ou em
espaços não escolares e/ou não formais de ensino. O projeto de intervenção deve
agir em busca da autonomia, da responsabilidade, e da flexibilidade a diferentes
257
opiniões e
concepções pedagógicas,
com
respeito aos princípios
éticos,
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Desenvolvimento de pesquisa,
investigação, reflexão e análise crítica que busque reunir a criatividade às soluções
tecnológicas para selecionar, organizar e planejar práticas pedagógicas e ações de
ensino inovadoras.
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de Observação, 60 horas
de Regência (e/ou projeto de intervenção pedagógica/pesquisa) e 10 horas para
Atividades de acompanhamento e orientação (planejamento).
§3º As Etapas das Atividades dos Estágios Supervisionados I, II, III e IV, serão
apresentadas na sua totalidade no Quadro 01, com a sugestão da distribuição da
carga horária contemplada para as ações de Observação, Regência e Atividade de
acompanhamento e orientação.
Quadro 01 – Atividades dos Estágios Supervisionados nos seus quatro
períodos
ESTÁGIO SUPERVISIONADO DA LICENCIATURA EM TEATRO (400 HORAS)
ETAPAS
Estágio Estágio
Estágio
Estágio
I
II
III
IV
Observação
60 horas 30 horas 20 horas
30 horas
Regência e/ou projetos de intervenção
20 horas 50 horas 60 horas
60 horas
pedagógica (ou pesquisa)
Atividade de acompanhamento e orientação
20 horas 20 horas 10 horas
10 horas
(planejamento)
Carga Horária em horas relógio (1h = 60 min)
100
100
100
100
Art. 14º. Os Estágios Curriculares Supervisionados I, II, III e IV terão os
seguintes pré-requisitos para a matrícula em cada semestre:
§1º É impedido ao discente matricular-se em qualquer um dos componentes
curriculares de ECSO se ainda não cumpriu todas as disciplinas pedagógicas e 70%
das disciplinas da área prática de Teatro, ou seja, as que constam do 1º ao 4º
semestre do Curso.
§2º Não há impedimento de matrícula no Estágio subsequente, em caso de
reprovação no Estágio anterior.
258
§3º Excepcionalmente – com justificativa a ser analisada pelo colegiado do curso –
o/a discente poderá cumprir dois ECSOs em um mesmo semestre acadêmico.
Observação: o/a discente deverá apresentar na justificativa ciência de que: não
poderá duplicar carga horária de estágio; não poderá realizar os dois estágios no
mesmo horário e lugar; não poderá exceder a carga horária semanal limite prevista
na lei n.º 11788/2008.
§4º Sob regulamentação e tramitação própria da UFAL, os portadores de diploma de
licenciatura com exercício comprovado no magistério e exercendo atividade docente
regular na educação básica, poderão ter redução da carga horária do estágio
curricular supervisionado até o máximo de 100 (cem) horas.
Art. 15º. Os casos omissos serão avaliados pelo/a Coordenador/a de Estágio, pelo
Colegiado de Curso, e/ou pela Gestão de Estágios da Prograd/UFAL, que deverá
orientar as decisões cabíveis para cada caso, de acordo com a legislação em vigor
de ECSO.
259
Quadro 02 – Sugestão de desenvolvimento das ações previstas de Observação; de
Regência; de Projetos de Intervenção Pedagógica.
Atividades dos Estágios Supervisionados
Observação:
• A distribuição das ações e das horas de ECSO seguirá o plano de ensino
do docente responsável pela orientação.
• Durante a semana de planejamento acadêmico oficial, os/as docentes
orientadores/as definirão a melhor estratégia e demonstrarão
consentimento em relação à distribuição das ações e das horas atividades
em cada componente curricular (Estágio 1, 2, 3, 4).
OBSERVAÇÃO
ATIVIDADES A SEREM
DESENVOLVIDAS:
Acompanhar as ações das escolas públicas
e privadas nas etapas de Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino
Médio e nas modalidades de Ensino
previstas na LDB.
Fazer a caracterização total da estrutura
física da instituição concedente.
Leitura do Projeto Político Pedagógico
(PPP) da Instituição concedente;
Leitura do Regimento da Instituição
concedente;
Contato com os Diários de classe do
Supervisor/a de Estágio;
Participação em reuniões com pais,
reuniões pedagógicas, conselhos ou
colegiados escolares;
Participação em reuniões e grupos de
estudo e/ou de trabalho de coordenação
pedagógica e gestão escolar;
Funcionamento da Secretaria;
Demais atividades compatíveis.
260
REGÊNCIA
ATIVIDADES A SEREM
DESENVOLVIDAS:
e/ou
PROJETOS DE INTERVENÇÃO
PEDAGÓGICA
Estudo, pesquisa e demais atividades
formativas, possibilitando as condições
para o exercício do pensamento do
desenvolvimento crítico e criativo da
Instituição concedente;
Assumir as atividades de regência do
Supervisor/a de Estágio na sua efetiva
preparação
do
material
didático,
elaboração de provas, organização da sala
de aula, correção de trabalhos e
avaliações, além de outras atividades
internas e externas que compõem a
Instituição concedente;
Elaboração e Aplicação do Plano de Aula,
articulando teoria e prática;
Elaboração e Aplicação de Sequência
Didática;
Elaboração e aplicação de Projeto de
Intervenção pedagógica;
ATIVIDADES DE
ACOMPANHAMENTO E
ORIENTAÇÃO
Relatório (diário de bordo) das atividades
desenvolvidas nas diferentes Instituições
concedentes (sala de aula, laboratórios,
bibliotecas,
espaços
recreativos,
esportivos e ateliês etc.).
ATIVIDADES A SEREM
DESENVOLVIDAS:
Estudar e compreender criticamente as leis
que regulamentam as Atividades de
Estágio
Supervisionado
e
outras
determinações legais, como componente
de formação fundamental para o exercício
do magistério;
Seminários: Apresentação dos resultados
parcial e final das ações desenvolvidas no
Estágio Supervisionado na Instituição
concedente;
Sistematizar e registrar no diário de bordo
todas as atividades desenvolvidas nas
261
PLANEJAMENTO
Instituições concedentes (sala de aula,
laboratórios,
bibliotecas,
espaços
recreativos, esportivos e ateliês);
Entrega do Relatório Final: Pasta do
estagiário à coordenação e à secretaria do
curso de Teatro.
ATIVIDADES A SEREM
DESENVOLVIDAS:
Elaborar, discutir, revisar, aplicar e avaliar
o desenvolvimento do plano de atividades
do ECSO.
262
III – Conjunto dos Ementários que compreendem os Estágios Supervisionados das
Etapas I, II e Etapas III, IV, apresentado no Quadro 03.
Quadro 03 – Proposta das EMENTAS dos ECSO.
ETAPAS
Estágio Supervisionado I
EMENTAS
Processos de pesquisa, planejamento e avaliação de
ensino infantil e/ou fundamental; de observação da
dinâmica escolar; do sistema educacional; das formas
de gestão; das políticas e das práticas educacionais.
Envolverá os estudos teóricos das leis e diretrizes em
vigor, com ênfase na disciplina Arte: Teatro e em
diversas atividades escolares relacionadas à área de
formação artística e/ou interdisciplinar e pedagógica.
Mapeamento das competências e das habilidades
inerentes ao processo de ensino e aprendizagem em
Arte (Teatro). Reconhecimento das diferentes
modalidades da educação básica nas quais se realiza a
prática da docência. A carga horária será assim
distribuída: 60 horas de observação, 20 horas de
regência e 20 horas para atividades de
acompanhamento, planejamento e orientação.
Estágio Supervisionado II
Compreenderá os processos de planejamento,
observação, regência, avaliação de aula no Ensino
Fundamental e/ou Ensino Médio, com ênfase na
disciplina Arte (Teatro). Envolverá a leitura do projeto
pedagógico da escola, a observação e a participação
nas atividades de gestão e administração educacional
das diferentes esferas formais da educação básica, tanto
no âmbito técnico quanto na supervisão, na
coordenação pedagógica, na direção etc. Planejamento
e apresentação de projeto de intervenção que
identifique os contextos sociais, culturais, econômicos
e políticos das escolas. Desenvolvimento de projeto(s)
que relacione(m) o Teatro com a comunidade escolar.
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de
Observação, 50 horas de Regência/Projetos de
Intervenção pedagógica e 20 horas para atividades de
acompanhamento, planejamento e orientação.
Estágio Supervisionado III
Apreenderá os aspectos relacionados à área da
formação artística com ênfase na disciplina Arte:
Teatro e/ou disciplina interdisciplinar. Observação,
mapeamento e descrição analítica dos processos de
263
infraestrutura, gestão e organização de uma instituição
de fomento cultural – ou de uma instituição pertencente
às outras modalidades de ensino previstas na LDB.
Elaboração de um projeto de intervenção a ser
desenvolvido no âmbito da consultoria vinculada à área
de Artes (Teatro). Observação, regência, planejamento
e implantação de um projeto de intervenção na
educação básica ou em outras modalidades de ensino.
O projeto de intervenção deve valorizar e incentivar as
diversas manifestações artísticas e culturais, tanto
locais quanto mundiais (BNCC).
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de
observação, 60 horas de Regência (e/ou projeto de
intervenção pedagógica) e 10 horas para Atividades de
acompanhamento e orientação (planejamento);
Estágio Supervisionado IV
Compreenderá aspectos relacionados à área da
formação artística com ênfase na disciplina Arte:
Teatro
e/ou
interdisciplinar
e
pedagógica.
Planejamento, observação, regência e/ou projeto de
intervenção ou pesquisa a ser desenvolvido na
Educação Básica; ou em outras modalidades de ensino
previstas na LDB; ou em espaços não escolares e/ou
não formais de ensino. O projeto de intervenção deve
agir em busca da autonomia, da responsabilidade, e da
flexibilidade a diferentes opiniões e concepções
pedagógicas, com respeito aos princípios éticos,
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Desenvolvimento de pesquisa, investigação, reflexão e
análise crítica que busque reunir a criatividade às
soluções tecnológicas para selecionar, organizar e
planejar práticas pedagógicas e ações de ensino
inovadoras.
Sugestão de distribuição de carga horária: 30 horas de
Observação, 60 horas de Regência (e/ou projeto de
intervenção pedagógica/pesquisa) e 10 horas para
Atividades de acompanhamento e orientação
(planejamento).
264
IV – Atribuições do Supervisor de Estágio, Coordenador de Estágio e Orientador de
Estágio que possibilita a formação dos profissionais:
•
Supervisor/a de Estágio: É o profissional da Instituição concedente
(escola campo) e quem deverá acompanhar todas as atividades de
Observação e Regência do/a aluno/a/e Estagiário.
•
Coordenador/a de Estágio: Todos/as os/as Professores/as lotados no
Curso de Licenciatura em Teatro poderão assumir a função de
Coordenador de Estágio conforme deliberação do Colegiado de Curso. O
Coordenador de Estágio deverá assumir as seguintes atribuições: 1)
Assinar a Carta de Encaminhamento de Estágio e a autorização de
estágio; 2) Receber e assinar o Termo de Compromisso de Estágio; 3)
Intervir junto à Instituição concedente sobre questões administrativas
sempre que necessário.
•
Orientador/a de Estágio: Todos os Professores lotados no Curso de
Licenciatura em Teatro poderão assumir a função de Orientador/a de
Estágio conforme demanda apresentada pelo/a Coordenador/a de Curso.
O Orientador de Estágio deverá assumir as seguintes atribuições: 1)
Apresentar
aos
estagiários
toda
legislação
referente
ao
Estágio
Supervisionado; 2) Discutir a dinâmica dos encontros presenciais, bem
como os Seminários realizados nas Atividades de acompanhamento e
orientação, organizando um cronograma; 3) Receber a Pasta de
Estágio/Relatório de Estágio e verificar se todos os documentos foram
preenchidos
e
assinados
corretamente;
4)
Encaminhar
a
documentação/Relatório para o Coordenador de Estágio validar a nota; 5)
Atribuir e lançar as notas AB1 e AB2 no sistema acadêmico juntamente
com a frequência. 6) Outras demandas afins à função.
Art. 16º. Esta revisão da Instrução Normativa entrará em vigor a partir da data de
aprovação pelos membros do Colegiado do Curso de Licenciatura em Teatro e será
encaminhada à Direção do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes e a
Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD.
265
Maceió (AL), 05 de maio de 2022.
Prof.ª Dr.ª Lara Barbosa Couto
Coordenadora do Curso de Teatro
Prof. Dr. Ednaldo Cândido Moreira Gomes
Vice-Coordenador do Curso de Teatro
Colegiado do curso de Licenciatura em Teatro
266
ANEXOS
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura em Teatro
Colegiado do Curso de Graduação
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 01/2018- COLEGIADO DO CURSO DE
TEATRO/LICENCIATURA, DE 23 DE AGOSTO 2018.
Estabelece as Normas de Trabalho de
Conclusão de Curso — TCC, em
Licenciatura em Teatro da UFAL.
O colegiado do curso de Licenciatura em Teatro homologa, em 23 de agosto de 2018, esta
Instrução Normativa, e revoga a Instrução Normativa n.º 01/2013 bem como as demais
anteriores.
CONSIDERANDO O PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA
EM TEATRO RESOLVE:
I.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS:
Art. 1º. O Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – é um componente curricular obrigatório,
previsto no Projeto Pedagógico do Curso. Possui carga horária de 146 horas-aula (Matriz
2006) e 120 horas (Matriz 2014) e é previsto na resolução nº. 25\2005- CEPE.
Art. 2º. O TCC deverá contemplar as especificidades da Licenciatura em Teatro:
§1º O TCC, quando transitar pela inter, multi, transdisciplinaridade da área, deve respeitar o
enfoque nas especificidades do curso.
§2º O TCC é de caráter acadêmico-científico e será apresentado sob forma de monografia e
desenvolvido individualmente.
Art. 3º. O(a) aluno(a) deverá cadastrar, junto à coordenação do curso, o TCC no 7º semestre,
e deverá finalizar o trabalho no 8º período. Caso haja necessidade de prorrogação, serão
respeitadas as legislações e resoluções vigentes.
Art. 4º. O(a) aluno(a) que não entregar a monografia ou não se apresentar para a sua defesa
oral, sem motivo justificado, será automaticamente reprovado (a) no semestre, podendo
apresentá-la em qualquer período do ano letivo seguinte, de acordo com o calendário
acadêmico.
267
Art. 5º. A nota deverá ser cadastrada no sistema acadêmico após o(a) aluno(a) ter entregado
as cópias da Monografia, devidamente corrigidas após a apresentação; sendo 1 (uma) cópia
impressa para a Coordenação do Curso e uma cópia em mídias digitais (CD ou DVD),
acondicionada em capas protetoras de plástico flexível, para inserção no Repositório
Institucional da UFAL/RIUFAL (Memorando Circular nº. 002/2018-SIBI/UFAL).
II.
DA ORIENTAÇÃO DE TCC:
Art. 6º. O TCC será orientado por professores(as) efetivos(as) ou substitutos(as) vinculados
ao Curso de Licenciatura em Teatro com titulação mínima de mestre.
Art. 7º. Caso o TCC transite pela inter, multi, transdisciplinaridade da área, o aluno (a), em
comum acordo com seu(sua) orientar(a), poderá recorrer à coorientação. O(a) coorientador(a)
deverá ter titulação mínima de mestre e fica vedada sua participação na banca avaliadora.
Art. 8º. O(a) aluno(a) deverá identificar seu(sua) orientador(a) ao longo do 7º período. O(a)
aluno(a) que não conseguir orientador(a) deverá solicitar, obrigatoriamente, à coordenação de
TCC a indicação de orientador(a), ficando estabelecido que nenhum(a) aluno(a) deverá
concluir o 7º período sem projeto de TCC e orientador(a) cadastrados no sistema acadêmico.
Art. 9º. Cada professor(a) orientador(a) deverá orientar no máximo até 5 (cinco) TCCs
simultaneamente.
III.
DAS COMPETÊNCIAS DO(A) PROFESSOR(A) COORDENADOR(A) DE
TCC:
Art. 10º. Divulgar junto aos discentes a relação dos(as) professores(as) efetivos(as) e
substitutos(as) do Curso de Teatro, suas titulações e linhas de pesquisa.
Art. 11º. Entregar ao discente o Termo de Compromisso.
Art. 12º. Encaminhar ao Colegiado de Curso as mudanças de orientação solicitadas pelo(a)
discente orientando(a), no decorrer dos 7º e 8º semestres.
Art. 13º. 15- Encaminhar ao Colegiado de Curso as possíveis propostas de mudança de
Professor(a) Orientador(a), devido à ausência ou qualquer forma de desligamento do(a)
mesmo(a).
Art. 14º. Encaminhar ao(à) professor(a) orientador(a) formulário de acompanhamento de
orientação de TCC.
268
Art. 15º. 17- Disponibilizar aos(às) professores(as) orientadores(as) modelo de ata e
declaração de banca.
Art. 16º. Publicar calendário de defesa de TCC.
Art. 17º. Convocar e dirigir duas reuniões ordinárias semestrais (e quantas extraordinárias
forem necessárias) com Professores(as) Orientadores(as).
Art. 18º. Divulgar as etapas do Calendário do Trabalho de Conclusão de Curso - TCC:
§1º Na disciplina Pesquisa Educacional em Teatro, 6º período, o(a) aluno(a) orientando(a)
desenvolverá seu Projeto de TCC e escolherá o(a) orientador(a), de acordo com o objeto de
sua pesquisa;
§2º O (a) aluno(a) orientando(a) deverá apresentar o Projeto de TCC e o Termo de
Compromisso ao seu(sua) orientador(a);
§3º O(a) aluno(a) orientando(a) deverá devolver uma cópia do Projeto de TCC ao(à)
Coordenador(a) de TCC, bem como o Termo de Compromisso devidamente assinado por
orientando(a) e orientador(a), no início do 7º período;
§4º O(a) aluno(a) orientando(a) deverá desenvolver o TCC em, no mínimo, 30 páginas de
elementos textuais, da Introdução até a Conclusão;
§5ºO(a) orientando(a) terá um prazo de 15 (quinze) dias antes da defesa para a entrega dos
exemplares da Monografia para a Banca Examinadora;
§6º O(a) orientador(a) terá um prazo de 15 (quinze) dias antes da defesa para informar para a
coordenação de TCC: autor(a), título, data de defesa e constituição da Banca Examinadora,
que será composta pelo(a) Professor(a) Orientador(a) e por mais 2 (dois) membros, sendo um,
obrigatoriamente, do curso de Licenciatura em Teatro;
§7º O(a) aluno(a) terá um prazo de 30 (trinta) dias para reformulação da monografia, caso
necessário. A reformulação será indicada pela banca examinadora e acatado(a) pelo(a)
orientador(a);
§8º VIII- O professor(a) orientador(a) só solicitará a inserção da nota após a entrega da versão
final do TCC.
IV.
DAS COMPETÊNCIAS DO (A) PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):
Art. 19º. Participar das reuniões ordinárias e extraordinárias convocadas pelo Coordenador(a)
de TCC.
Art. 20º. Avaliar o Projeto de potenciais orientandos(as), sugerindo ou não ajustes.
Art. 21º. Assinar e Carimbar o Termo de Compromisso.
269
Art. 22º. Atender seus(suas) orientandos(as) em horário previamente fixado; prevendo a
quantidade mínima de três encontros de orientação por semestre.
Art. 23º. Registrar as orientações em formulário próprio a serem encaminhados no final de
cada semestre à coordenação de TCC.
Art. 24º. Apresentar, ao(à) coordenador(a) de TCC, por meio de justificativa, o desligamento
de orientando(a), até a última reunião do 7º semestre.
Art. 25º. Verificar as 30 páginas mínimas de elementos textuais exigidas para o TCC de
Licenciatura em Teatro.
Art. 26º. Contatar a banca examinadora que será composta por 2 (dois/duas) professores(as)
examinadores(as), dos quais um(a) deles(as) deverá ser do quadro docente do Curso de
Licenciatura em Teatro.
Art. 27º. Informar ao coordenador de TCC as datas, os horários e os locais de defesa de TCC,
além da composição da banca e tema de pesquisa, com, no mínimo 15 (quinze) dias de
antecedência.
Art. 28º. Informar aos dois membros da banca o dia, o horário, e o local da defesa da
Monografia.
Art. 29º. Entregar ao (à) discente cópia da ATA de Apresentação do TCC, que será anexada à
versão final da Monografia.
Art. 30º. Receber do(a) orientando (a), 1 (uma) cópia da versão final da Monografia. A
monografia deverá seguir as Normas ABNT vigentes, bem como o padrão UFAL de
Normalização, e necessitará ser encadernada em capa dura de cor azul escuro com letras
prateadas.
Art. 31º. Encaminhar ao (à) Coordenador(a) do TCC 1 (uma) cópia em Capa dura azul escura
e letras prateadas da Monografia para acervo do curso.
Art. 32º. Se certificar de que a nota será inserida no sistema Acadêmico só após a entrega da
versão final de TCC.
V.
DAS COMPETÊNCIAS DO(A) ALUNO(A) ORIENTANDO(A):
Art. 33º. Escolher o(a) Professor(a) Orientador(a) conforme Linha de Pesquisa e formalizar o
convite com o Termo de Compromisso entregue pelo(a) Coordenador(a) de TCC no 6º
semestre.
270
Art. 34º. Apresentar, ao(à) Professor(a) Orientador(a) pretendido o Pré-Projeto de TCC
contendo os seguintes itens:
I.
Capa
II.
Tema
III.
Delimitação de tema
IV.
Introdução
V.
Justificativa
VI.
Revisão de literatura
VII.
Objetivos: Geral e Específicos
VIII.
Metodologia
IX.
Cronograma
X.
Referências Bibliográficas
XI.
Anexos (caso necessário)
Art. 35º. Entregar ao(à) Coordenador(a) de TCC uma cópia do Pré-Projeto de TCC e o Termo
de Compromisso assinado pelo(a) Professor(a) Orientador(a) e pelo(a) discente, nas primeiras
semanas do 7º período.
Art. 36º. Participar de todas as reuniões e atividades convocadas pelo(a) professor(a)
orientador(a).
Art. 37º. Participar de, no mínimo, cinco defesas de TCC ao longo do curso, devidamente
comprovadas através de lista de frequência;
Art. 38º. Apresentar relatório de atividades ao(à) orientador(a) de TCC contendo: atividades
de pesquisa desenvolvidas (participação em congressos, seminários, apresentações artísticas,
apresentações de TCC), bem como cronograma de desenvolvimento de seu Projeto de TCC,
ao final de cada semestre;
Art. 39º. Entregar ao(à) orientador(a) de TCC três cópias encadernadas do seu Trabalho de
Conclusão de Curso no prazo mínimo de 20 (vinte) dias antes da defesa, para serem
distribuídas entre os membros da Banca Examinadora;
Art. 40º. Comparecer no dia, horário e local determinado pelo(a) Orientador(a) de TCC, para
apresentar e defender sua Monografia perante a Banca Examinadora.
Art. 41º. Entregar ao(à) Professor(a) Orientador(a) 1 (uma) cópia da versão final da
Monografia, obedecendo as Normas da ABNT e o Padrão UFAL de Normalização.
Encadernar a monografia em capa dura de cor azul escuro com letras prateadas.
271
Disponibilizar uma cópia em mídias digitais (CD ou DVD), acondicionada em capas
protetoras de plástico flexível, para inserção no Repositório Institucional da UFAL/RIUFAL.
Art. 42º. Depositar a versão final da Monografia, com as correções sugeridas pela banca (caso
necessário), até o prazo de 30 (trinta) dias depois da defesa.
VI.
DAS COMPETÊNCIAS DA BANCA DE AVALIAÇÃO DE TCC:
Art. 43º Receber do(a) Professor(a) Orientador(a) as cópias da Monografia, com, no mínimo,
15 (quinze) dias de antecedência da banca de defesa.
Art. 44º. Avaliar os Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC, considerando os seguintes
aspectos:
I.
Escolha do Tema (Significado, Relevância e Aderência ao curso);
II.
Desenvolvimento do Tema;
III.
Redação;
IV.
Estrutura e Apresentação do Trabalho;
V.
Referências Bibliográficas.
Art. 45º. Estar presente no local da apresentação pública da monografia no horário estipulado
pelo(a) Professor(a) Orientador(a).
Art. 46º. Levar em consideração, no seu julgamento, o texto escrito, a exposição oral e a
defesa do(a) aluno(a) durante a arguição e os esclarecimentos finais.
Art. 47º. Ler, analisar, tecer considerações, e arguir o(a) aluno(a) para fornecer parecer com
as seguintes notas:
I.
Nota de 7,0 a 10,0 (sete inteiros a dez inteiros) para aceitação da Monografia,
condicionada ou não a correções;
II.
Nota abaixo de 7,0 (sete inteiros) para não aceitação da Monografia.
Art. 48º. Sugerir, por maioria dos membros, a reformulação e/ou ajuste da Monografia.
Art. 49º. A Avaliação final da Banca Examinadora deve estar registrada na ATA anexada à
versão final do TCC, seguindo o Padrão UFAL de Normalização.
VII.
DOS
PROCEDIMENTOS
DA
BANCA
EXAMINADORA,
DO
ORIENTADOR E DO ORIENTANDO NA DEFESA PÚBLICA:
Art. 50º. A sessão será presidida pelo(a) Professor(a) Orientador(a).
272
Art. 51º. A sessão será registrada em ATA pelo Professor(a) Orientador(a).
Art. 52º. Na defesa de sua Monografia o(a) aluno(a) disporá de até 20 (vinte minutos) para
apresentação.
Art. 53º. Cada membro da Banca Examinadora disporá de 20 (vinte minutos) para fazer suas
arguições e comentários.
Art. 54º. O(a) aluno(a) usará 10(dez) minutos, após a arguição de cada membro da Banca
Examinadora, para responder eventuais questões não esclarecidas.
Art. 55º. O resultado será proclamado pela Banca Examinadora após as respostas e
esclarecimentos do(a) aluno(a).
Art. 56º. Em caso de reprovação fica estabelecido o critério do(a) aluno(a) continuar ou não
com o mesmo Tema da Monografia e com o(a) mesmo(a) Professor(a) Orientador(a).
Art. 57º. Caso seja reprovado(a), o(a) aluno(a) que tenha completado a Carga Horária Fixa e
a Carga Horária Eletiva deverá solicitar sua matrícula vínculo em TCC à coordenação do
curso no período de ajuste de matrículas.
VIII. DAS
COMPETÊNCIAS
DO
COLEGIADO
DO
CURSO
DE
LICENCIATURA EM TEATRO:
Art. 58º. Interpretar os dispositivos desse regulamento.
Art. 59º. Aprovar ou não alterações nesse regulamento.
Art. 60º. Aprovar mudanças de orientadores(as) e orientandos(as).
Art. 61º. Atender a convocação de reunião proposta pelo Coordenador de TCC.
Maceió, 23 de agosto de 2018.
Membros do Colegiado do Curso de Licenciatura em Teatro
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