Clinamen – 19/11/2013

A coordenação do Clinamen – Seminário Permanente de Filosofia – convida toda a comunidade acadêmica para prestigiar a palestra Simulação X Duplicação: A crítica de Searle ao Teste de Turing, a ser ministrada pela Discente do curso de Filosofia Robertina Teixeira da Rocha na próxima 3ª feira, a partir das 18 horas, no Miniauditório de Filosofia.

Resumo da palestra:

Alan Mathison Turing (1912-1954), brilhante matemático britânico famoso entre outras coisas por decodificar códigos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, inicia um de seus artigos mais famosos, Computação e inteligência, nos propondo trocar a pergunta “Podem as máquinas pensar?” (TURING, 1996, p. 21) pelo jogo da imitação. O jogo da imitação seria jogado por três participantes: um homem, uma mulher e um interrogador (cujo sexo é irrelevante para o jogo) que ficariam isolados uns dos outros em salas diferentes, usando denominações como A e B, e por meio de perguntas feitas a cada um dos participantes, diante de suas respostas o interrogador deveria adivinhar quais os sexos dos respectivos participantes. Agora imaginemos: “o que acontecerá quando uma máquina tomar o lugar de A nesse jogo?” (TURING, 1996, p. 22). Seria possível a uma máquina simular o comportamento intelectual humano (calcular e usar a linguagem) para responder às perguntas do jogo da imitação conseguindo imitar nosso comportamento a um ponto que o interrogador fosse incapaz de dizer com certeza qual participante é a máquina e qual participante é humano? Para Turing, uma máquina que conseguisse responder às questões ao ponto do interrogador não ser capaz de dizer com certeza qual participante é o humano, poderia ser considerada como uma máquina pensante. John Searle, porém, discorda e elabora em seu texto Mentes, Cérebros e Programas um experimento de pensamento, o quarto chinês, baseando-se na distinção entre simulação e duplicação para refutar o teste de Turing.

This entry was posted in Uncategorized. Bookmark the permalink.