Projeto Pedagógico do Curso (PPC) - 2025
Projeto Pedagógico do Curso - 2025.pdf
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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CURSO DE JORNALISMO
MACEIÓ – ALAGOAS
2024
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE JORNALISMO
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE JORNALISMO
Maceió – Alagoas
01 de Outubro de 2024
REITOR:
Josealdo Tonholo
VICE-REITORA:
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO:
Amauri da Silva Barros
DIRETORA DO ICHCA
Sandra Nunes Leite
COORDENAÇÃO DO CURSO DE JORNALISMO
Janayna da Silva Ávila – Coordenadora
Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires – Vice-coordenadora
COLEGIADO DO CURSO DE JORNALISMO
Docentes titulares
Janayna da Silva Ávila (coordenadora)
Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires (vice-coordenadora)
Júlio Arantes Azevedo
Luiz Marcelo Robalinho Ferraz
Mércia Sylvianne Rodrigues Pimentel
Docentes suplentes
Priscila Muniz de Medeiros
Raquel do Monte Silva
Ricardo Coelho de Barros
Vitor José Braga Mota Gomes
Representante dos Técnicos Administrativos
Thiago Marinho e Silva – Titular
Rodrigo Severiano dos Santos – Suplente
Representantes Discentes
Sinval Autran Mendes Guimarães Neto – Titular
Tamires Paiva dos Santos – Suplente
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE)
Antônio Francisco Ribeiro de Freitas (coordenador)
Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires
Júlio Arantes Azevedo
Mércia Sylvianne Rodrigues Pimentel
Ruy Matos e Ferreira
EQUIPE RESPONSÁVEL
Este projeto pedagógico foi elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de
Jornalismo (Gestão 2021-2024).
COLABORADORES
Janayna da Silva Ávila (docente)
Luiz Marcelo Robalinho Ferraz (docente)
Ricardo Coelho de Barros (docente)
Janderson Oliveira Barbosa (discente)
Josenilda Almeida Cavalcante (técnica em assuntos educacionais)
ANÁLISE PEDAGÓGICA DO PROJETO
Ionara Duarte de Gois - Técnica em Assuntos Educacionais - PROGRAD
CORPO DOCENTE DO CURSO DE JORNALISMO BACHARELADO
NOME
1. Antônio Francisco Ribeiro de Freitas
2. Clayton Antônio Santos da Silva
3. Janayna da Silva Ávila
4. José Régis Barros Cavalcante
5. Júlio Arantes Azevedo
6. Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires
7. Luiz Dantas Vale
8. Luiz Marcelo Robalinho Ferraz
9. Magnólia Rejane dos Santos
10. Mércia Sylvianne Rodrigues Pimentel
11. Priscila Muniz de Medeiros
12. Raquel do Monte Silva
13. Ricardo Coelho de Barros
14. Ronaldo Bispo dos Santos
15. Ruy Matos e Ferreira
16. Vitor José Braga Mota Gomes
TÍTULO
Doutorado
Doutorado
Doutorado
Mestrado
Doutorado
Doutorado
Especialização
Doutorado
Doutorado
Doutorado
Doutorado
Doutorado
Mestrado
Doutorado
Doutorado
Doutorado
CH
DE
40h
DE
40h
DE
DE
40h
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
40h
CORPO TÉCNICO
NOME
1. Izaías Barbosa de Oliveira
2. Josenilda Almeida Cavalcante
3. Karolina Nascimento de Sousa Lima
4. Marco Aurélio Correia
5. Paulo Gustavo de Amorim Celerino
6. Thiago Marinho e Silva
7. Ricardo José Oliveira Ferro
8. Rodrigo Severiano dos Santos
FUNÇÃO
Operador de câmera de cinema e TV
Técnica em Assuntos Educacionais
Assistente em administração
Técnico em artes gráficas
Editor de imagens
Assistente em administração
Técnico em audiovisual
Auxiliar em Administração
CH
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Quadro de distribuição da Carga Horária do Curso de Jornalismo....................................18
Tabela 2: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo..............................................................18
Tabela 3: Disciplinas com pré-requisitos............................................................................................20
Tabela 4: Disciplinas optativas ofertadas pelo Curso de Jornalismo..................................................22
Tabela 5: Quadro síntese das atividades de extensão do Curso de Jornalismo..................................37
SUMÁRIO
1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO......................................................................................................9
2. CONTEXTO INSTITUCIONAL E HISTÓRICO DO CURSO....................................................10
3. OBJETIVOS DO CURSO..............................................................................................................12
3.1 Objetivo geral.......................................................................................................................... 12
3.2 Objetivos específicos............................................................................................................... 12
4. PERFIL DO/A EGRESSO/A..........................................................................................................13
4.1 Competências, habilidades e atitudes...................................................................................... 14
4.1.1 Competências gerais........................................................................................................ 14
4.1.2 Competências cognitivas..................................................................................................14
4.1.3 Competências pragmáticas...............................................................................................15
4.1.4 Competências comportamentais......................................................................................15
4.2 Campo de atuação do/a bacharel/a em jornalismo...................................................................16
5. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA...........................................................................18
5.1 Composição da carga horária do currículo..............................................................................18
5.2 Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo....................................................................18
5.3 Pré-requisitos para a progressão da grade curricular...............................................................19
5.4 Direitos humanos, questões étnico-raciais, educação ambiental e libras................................20
5.5 Disciplinas optativas................................................................................................................ 21
6. METODOLOGIA...........................................................................................................................24
6.1 Tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem.....................................................27
6.2 Ensino a distância....................................................................................................................28
6.3 Acessibilidade.......................................................................................................................... 28
6.4 Avaliação da aprendizagem......................................................................................................29
8. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO......................................................................... 32
8.1 Estágio não obrigatório e dispensa de carga horária do ECS..................................................33
9. EXTENSÃO CURRICULAR OBRIGATÓRIA............................................................................35
9.1 Função social Universitária..................................................................................................... 36
9.2 Responsabilidade social...........................................................................................................36
9.3 O curso de jornalismo e a Extensão.........................................................................................37
9.4 Programa Integralizado de Extensão do Curso de Jornalismo: Comunicação, democracia e
acesso às tecnologias midiáticas.................................................................................................... 39
9.4.1 Unidades Acadêmicas Envolvidas................................................................................... 39
9.4.2 Justificativa Fundamentada..............................................................................................39
9.4.3 Abrangência do Programa de Extensão........................................................................... 40
9.4.4 Áreas Temáticas e Linhas de Extensão............................................................................41
9.4.5 Objetivos do Programa de Extensão................................................................................41
9.4.6 Ementa............................................................................................................................. 42
9.4.7 Metodologia.....................................................................................................................43
9.4.8 Acompanhamento.............................................................................................................44
10. ATIVIDADES ACADÊMICAS................................................................................................... 45
11. EMENTAS DAS DISCIPLINAS.................................................................................................46
11.1 Ementas do 1° período........................................................................................................... 46
11.2 Ementas do 2° período........................................................................................................... 51
11.3 Disciplinas do 3° período.......................................................................................................56
11.4 Disciplinas do 4° período.......................................................................................................60
11.5 Disciplinas do 5° período.......................................................................................................63
11.6 Disciplinas do 6° período.......................................................................................................67
11.7 Disciplinas do 7° período.......................................................................................................70
11.8 Disciplinas do 8° período.......................................................................................................73
12. AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL...................................................................75
13. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM....76
14. AVALIAÇÃO DO CURSO.......................................................................................................... 78
15. COLEGIADO DO CURSO..........................................................................................................79
16. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE.................................................................................. 80
17. POLÍTICA DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS..........................................................81
18. POLÍTICA DE APOIO AOS DISCENTES.................................................................................83
REFERÊNCIAS................................................................................................................................. 86
9
1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Instituição Mantenedora:
Denominação: Ministério da Educação (MEC)
Código: 391
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
Dependência: Administrativa Federal
Instituição Mantida
Denominação: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió Estado: Alagoas
Endereço: Rodovia BR 101, Km 14 Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió
/AL - CEP: 57.072 - 970. Fone: (82) 3214 - 1100 (Central) / (82) 3214-1532 (Coordenação)
Portal eletrônico: www.ufal.br
Denominação: Jornalismo
Modalidade: Bacharelado Presencial
Título: Bacharel em Jornalismo
Portaria de Reconhecimento: Portaria Ministerial nº. 327 de 07/05/1986 (DOU de
08/05/1986)
Turno de Funcionamento: Noturno
Duração do curso: 4 anos - Mínima: 8 (oito) períodos /Máxima: 12 (doze) períodos
Vagas anuais: 60 (divididas em entradas de 30 alunos por turno/semestre).
Carga Horária Total: 3.000 horas
Formas de acesso no curso: Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.
10
2. CONTEXTO INSTITUCIONAL E HISTÓRICO DO CURSO
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é uma instituição federal de ensino
superior fundada em 1961. Funciona no Campus A.C. Simões, em Maceió e possui mais dois
campi no interior do Estado: Campus Arapiraca (e suas unidades em Arapiraca, Viçosa,
Penedo e Palmeira dos Índios) e Campus do Sertão (com sede em Delmiro Gouveia e unidade
em Santana do Ipanema). Em Alagoas, a UFAL representa importante vetor de
desenvolvimento, sobretudo por se tratar de um dos Estados que apresenta elevadíssimos
indicadores de desigualdades do Brasil.
Mas, ao mesmo tempo, significa enfrentar enorme desafio para exercer plenamente
sua missão social neste contexto periférico, de grandes limitações e precariedades. A UFAL
tem por missão produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas do
conhecimento de forma comprometida com a ética, a justiça social, o desenvolvimento
humano e o bem comum. Seu objetivo é tornar-se referência nacional nas atividades de
ensino, pesquisa e extensão, firmando-se como suporte de excelência para as demandas da
sociedade.
Já o curso de Jornalismo trata-se do primeiro curso desta natureza implantado no
Estado de Alagoas, na forma de bacharelado em Comunicação – habilitação Jornalismo, no
final da década de 1970. Deste então, tem alinhado suas ações no âmbito dos objetivos gerais
da Universidade Pública contribuindo para a formação de profissionais de imprensas e
comunicólogos, hoje atuantes em diferentes organizações.
O Curso de Jornalismo foi criado em 1978, quando havia uma forte demanda em
Alagoas por profissionais com formação acadêmica na área. Ao longo de quase 50 anos,
formou profissionais para as mais diversas áreas do jornalismo, buscando sempre atualizar-se
frente às transformações inerentes ao exercício da profissão e ao surgimento de novas
tecnologias.
Até 2014, o curso de Jornalismo esteve estruturado como uma habilitação da
Comunicação Social. Este modelo foi preponderante em quase todo o país até a segunda
década deste século. A partir de 2013, as Diretrizes Nacionais Curriculares 1 (doravante DCN)
para Jornalismo estipularam que o Jornalismo deveria não mais compor-se como uma
habilitação e sim um bacharelado específico. Diante disso, o Projeto Pedagógico vigente a
partir daquele ano incorporou tal diretriz criando assim o curso Jornalismo Bacharelado.
1
Resolução CNE/CES 1/2013. Diário Oficial da União, Brasília, 1° de outubro de 2013.
11
Em 2018, o curso ganhou novo bloco, passando a dispor de dois prédios, nos quais
estão distribuídas 13 salas de aula, 4 laboratórios de informática (laboratório de mídia
impressa, laboratório de webjornalismo e mídias digitais, laboratório de editoração, redação
de rádio e televisão), 1 estúdio de televisão e 1 estúdio de rádio.
Desde 2017, o curso vem ofertando turmas de pós-graduação lato sensu, com
Especialização em Assessoria de Imprensa e Especialização em Assessoria de Comunicação,
atendendo a uma demanda do mercado de trabalho que corresponde a maior absorção de
profissionais egressos do curso, sendo de fundamental importância para uma formação
continuada.
No cenário atual, o Curso de Jornalismo segue na busca de alinhar pesquisa, teoria,
ética, técnica e boa prática profissional contribuindo para a qualificação desta área, hoje
fundamental para o desenvolvimento humano, para a justiça social e para a garantia das
liberdades políticas no mundo contemporâneo. Além disso, incorpora a Extensão universitária
no Projeto Pedagógico, definida pela Universidade como exigência geral de curricularização
da extensão para todos os seus cursos. Em 2024, o curso tem um corpo docente composto
quase 100% por professores doutores, com atuação em pesquisa (dos 16, 13 são doutores). No
mesmo ano, contabiliza 678 (seiscentos e setenta e oito alunos).
Inovações estruturais nos modos de produção e circulação de informação, nos
processos de comunicação nos diversos âmbitos (jornalístico, organizacional, social, cultural,
político e econômico), marcaram os anos recentes e impuseram um redimensionamento na
formação e preparação de futuros bacharéis nesta área. Novas áreas de pesquisa, novos
problemas teóricos, novos desafios metodológicos, o surgimento de novas especialidades
profissionais neste campo, a inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)
como plataforma basilar da vida moderna são alguns dos elementos neste cenário.
O Projeto Pedagógico proposto busca modernizar o Curso de Jornalismo da
Universidade Federal de Alagoas, levando em conta este contexto, assimilando todo o debate
sobre qualidade de ensino e melhoria dos cursos nos últimos anos. Foram criadas novas
disciplinas e outras foram extintas, tendo seus conteúdos readaptados em um novo formato.
Buscou-se alinhar de modo sinérgico a relação entre teoria e prática com o intuito de
formar profissionais com bagagem humanística, percepção social e visão crítica do mundo no
qual estão inseridos e, ao mesmo tempo, sustentando habilidades técnicas que possibilitam a
atuação qualificada como agentes dos processos de comunicação devidamente sintonizados
com o atual cenário. Somando-se a isso, buscou-se estimular a capacidade criativa e
inovadora dos estudantes durante o seu processo de formação.
12
3. OBJETIVOS DO CURSO
3.1 Objetivo geral
Formar bacharéis em Jornalismo com sólido conhecimento da área, capaz de atuar em
âmbito profissional de forma crítica e com responsabilidade social e clareza ética, com
bagagem humanística e habilidades técnicas adequadas para atuar nos diversos tipos de
organizações, com foco na organização jornalística.
3.2 Objetivos específicos
Capacitar o jornalista para desempenhar sua função intelectual como criador e
disseminador de informações e conhecimentos relevantes para a cidadania, com foco
na realidade brasileira, mas também consciente de seu papel em um mundo cada vez
mais interconectado.
Formar jornalistas que reconheçam seu papel social na construção da realidade, na
cultura, nas políticas públicas e na qualidade das instituições democráticas.
Proporcionar ao jornalista uma compreensão clara e uma visão crítica sobre as
particularidades de sua profissão, incluindo fundamentos históricos, taxonômicos,
éticos e técnicos; legislação e princípios deontológicos; instituições, pensadores e
obras essenciais; manifestações públicas, industriais e comunitárias; regulamentos;
observação crítica; análise comparativa e revisão da pesquisa científica sobre
paradigmas predominantes e novas tendências.
Oferecer ao jornalista ferramentas práticas e metodológicas para que ele possa realizar
coberturas em diversas plataformas, como jornalismo impresso, rádio, TV,
webjornalismo, assessoria de comunicação, mídias sociais e outras demandas do
mercado.
Criar um ambiente de aprendizado durante a formação que ajude a disseminar e
reforçar o ethos do jornalista como uma categoria que defende o interesse público, a
diversidade e luta contra o autoritarismo e as opressões.
Produzir conhecimento sobre o funcionamento do jornalismo na atualidade, tanto em
termos práticos quanto teóricos.
Consolidar-se como um espaço crítico para refletir sobre a prática jornalística sob a
perspectiva ética, priorizando a responsabilidade social dessa atividade.
Estabelecer um espaço aberto para a interação entre jornalismo e sociedade.
Tornar-se um ambiente de análise e crítica da qualidade da prática jornalística.
13
4. PERFIL DO/A EGRESSO/A
O/A bacharel/a em jornalismo deverá estar apto a cumprir as atividades de captação,
redação e edição de informações, adequando-as aos diferentes formatos midiáticos. Além
disso, deverá saber lidar, com competência e ética, com as fontes de informação em suas
tarefas cotidianas e nos diversos meios de comunicação – rádio, jornal, televisão, internet e
outros, além da formação para a área de assessoria de imprensa/comunicação, cuja demanda
no mercado de trabalho é frequente e amplia-se cada vez mais.
O/A egresso/a do curso de Jornalismo deve ser profissional ético, humanista, crítico e
reflexivo e pressupõe-se as seguintes características:
capacidade de produção de informações relacionadas a fatos, circunstâncias e
contextos do momento presente, considerando a importância de qualificar a
compreensão do cidadão comum sem perder a devida profundidade e a defesa do
interesse público e dos direitos humanos;
emprego de método objetivo na apuração, investigação, interpretação, registro e
divulgação dos fatos sociais;
estabelecimento de relações com outras áreas sociais, culturais, políticas e econômicas
com as quais o jornalismo faz interface;
prática recorrente da checagem de informações para evitar desinformação,
disseminação de conteúdos falsos e políticas de pós-verdade, de modo a possibilitar
que apelos emocionais e crenças pessoais não interfiram no valor-notícia atribuído aos
acontecimentos;
aplicação dos princípios da pluralidade, do favorecimento do debate, do
aprofundamento da investigação e da fiscalização dos poderes na produção de
conteúdos;
competência para exercer uma postura crítica na análise das notícias divulgadas na
mídia, contribuindo assim com a formação de uma opinião pública sobre os mais
variados temas.
14
4.1 Competências, habilidades e atitudes
4.1.1 Competências gerais
compreender e valorizar o regime democrático, o pluralismo de ideias e de opiniões, a
cultura da paz, os direitos humanos, as liberdades públicas, a justiça social e o
desenvolvimento sustentável;
conhecer a história, a cultura e a realidade social, econômica e política brasileira,
considerando especialmente a diversidade regional;
identificar e reconhecer a relevância e o interesse público entre os temas da atualidade;
pesquisar, selecionar e analisar informações em qualquer campo de conhecimento
específico;
dominar a expressão oral e a escrita em língua portuguesa;
ter
conhecimento
instrumental
de,
pelo
menos,
dois
outros
idiomas
–
preferencialmente inglês e espanhol, integrantes que são do contexto geopolítico em
que o Brasil está inserido;
ser capaz de trabalhar em equipes profissionais multifacetadas;
saber utilizar as tecnologias de informação e comunicação;
compreender a comunicação como um direito humano e compreender o papel do
jornalismo na defesa e fomento dos direitos humanos.
4.1.2 Competências cognitivas
conhecer a história, os fundamentos e os cânones profissionais do jornalismo,
compreendendo e valorizando o papel do jornalismo na democracia e no exercício da
cidadania;
conhecer a construção histórica e os fundamentos da cidadania;
compreender as especificidades éticas, técnicas e estéticas do jornalismo, em sua
complexidade de linguagem e como forma diferenciada de produção e socialização de
informação e conhecimento sobre a realidade;
15
discernir os objetivos e as lógicas de funcionamento das instituições privadas, estatais,
públicas, partidárias, religiosas ou de outra natureza em que o jornalismo é exercido,
assim como as influências do contexto sobre esse exercício.
4.1.3 Competências pragmáticas
contextualizar, interpretar e explicar informações relevantes da atualidade, agregandolhes elementos de elucidação necessários à compreensão da realidade;
perseguir elevado grau de precisão no registro e na interpretação dos fatos noticiáveis;
propor, planejar, executar e avaliar projetos na área de jornalismo;
organizar pautas, planejar coberturas jornalísticas, formular questões e conduzir
entrevistas;
adotar critérios de rigor e independência na seleção das fontes e no relacionamento
profissional com elas, tendo em vista o princípio da pluralidade, o favorecimento do
debate, o aprofundamento da investigação e a garantia social da veracidade;
conhecer conceitos e dominar técnicas dos gêneros jornalísticos;
produzir enunciados jornalísticos com clareza, rigor e correção e ser capaz de editá-los
em espaços e períodos de tempo limitados;
elaborar, coordenar e executar projetos de assessoria jornalística a instituições
legalmente constituídas de qualquer natureza, assim como projetos de jornalismo em
comunicação comunitária, estratégica ou corporativa.
4.1.4 Competências comportamentais
perceber a importância e os mecanismos da regulamentação político-jurídica da
profissão e da área de comunicação social;
identificar, estudar e analisar questões éticas e deontológicas no jornalismo;
conhecer e respeitar os princípios éticos e as normas deontológicas da profissão,
avaliando, à luz de valores éticos, as razões e os efeitos das ações jornalísticas;
atentar para os processos que envolvam a recepção de mensagens jornalísticas e o seu
impacto sobre os diversos setores da sociedade;
16
exercer, sobre os poderes constituídos, fiscalização comprometida com a verdade dos
fatos, o direito dos cidadãos à informação e o livre trânsito das ideias e das mais
diversas opiniões.
4.2 Campo de atuação do/a bacharel/a em jornalismo
O campo de atuação do/a Bacharel/a em Jornalismo envolve organizações de mídia
públicas e privadas (emissoras de rádio, TV, mídia impressa, mídias digitais) que produzam
conteúdo jornalístico e também órgãos governamentais, organizações civis e empresas
comerciais dentro do que é pertinente à elaboração, tratamento e circulação de informação
jornalística. Assim, o/a profissional é capaz de atuar como jornalista em organizações típicas
deste campo ou prestando serviços de consultoria e assessoria que envolve a prática
jornalística.
Pode, desse modo, assumir diversas funções, dentre elas: produtor/a de pautas,
repórter (nos diferentes suportes e nas diferentes especialidades), redator/a, editor/a, repórter
fotográfico, apresentador/a de telejornais, chefe de reportagem, apresentador/a de programas
de rádio e mídias sonoras, editor/a gráfico/a de produtos jornalísticos, redator/editor de texto
para webjornalismo, gerenciador/a de mídias sociais, assessor/a de imprensa, assessor/a de
comunicação, revisor/a, checador/a de fatos (fact-checkers), colunista, comentarista,
pesquisador/a e analista de produções jornalísticas, e outras atividades relacionadas à
comunicação.
E em empresas, como diretor de imprensa ou de comunicação, coordenador/a de
imprensa ou de comunicação. Em Instituições de Ensino Superior pode também atuar como
pesquisador/a. Também pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando
consultoria.
Como panorama geral, Alagoas conta com: 05 emissoras de TV aberta, 3 canais em
TV fechada e algumas iniciativas de webtv; 1 jornal impresso diário e 5 semanários; revistas
mensais; mais de 80 sites de notícias, de diversos tamanhos e espalhados pelo estado, com os
maiores sendo sediados na capital, Maceió; há também 54 emissoras de rádio, sendo 50 em
sinal FM e 4 em sinal AM, além de inúmeras outras emissoras operando como rádios
comunitárias em todo o territórios alagoano; há ainda um número significativo de webrádios e
outros cerca de 80 podcasts, sendo apenas uma parte de jornalismo e, em geral, ligados a
outros veículos de comunicação.
17
Quanto aos jornalistas, em levantamento realizado no ano de 2021, o Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) identificou os quantitativos de
jornalistas atuando no mercado de trabalho local em duas frentes principais (redação e
assessoria de comunicação). Os resultados do levantamento são os seguintes: 121 atuando em
redação; 80 atuando em assessorias; 47 estagiários contratados; 342 jornalistas registrados no
sindicato em todo o estado.
É válido ressaltar que, além de se tratar de um período anterior e sob o período de
pandemia, há um número significativo de profissionais desenvolvendo atividades de maneira
autônoma, ou que não estão registrados no sindicato, e não estão contabilizados no
levantamento. Estima-se, portanto, que esses números sejam maiores. Apenas para efeito
comparativo, no ano do levantamento, o Curso de Jornalismo da UFAL registrou a
contratação de cerca de 80 estagiários, nas mais diversas áreas.
18
5. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
5.1 Composição da carga horária do currículo
O Curso de Jornalismo terá duração de 4 anos (mínimo de 8 semestres e máximo de 12
semestres). A carga horária final do curso de Jornalismo é 3.000 horas. No quadro geral a
seguir, têm-se a distribuição da carga horária entre disciplinas obrigatórias, disciplinas
optativas, estágio curricular supervisionado, extensão curricular, Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) e atividades complementares.
Tabela 1: Quadro de distribuição da Carga Horária do Curso de Jornalismo
Componente curricular
CH
Percentual
Disciplinas Obrigatórias
1944
64,80%
Disciplinas Optativas
216
7,20%
Estágio Obrigatório Supervisionado
200
6,67%
Atividades Complementares
140
4,67%
Programa Integralizado de Extensão
300
10,00%
Trabalho de Conclusão de Curso
200
6,67%
TOTAL GERAL
3000
100,00%
18,53%
5.2 Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo
As disciplinas estão organizadas, como se observa na Tabela 2, por semestre. A
distribuição contempla ainda os semestres em que se devem realizar as demais atividades
curriculares obrigatórias (Extensão, Estágio, TCC).
Tabela 2: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo
Período
1
2
Componente
CH Teórica CH Prática
Sociologia Geral e da Comunicação
72
-
Leitura e Produção Textual
36
36
Psicologia Geral e da Comunicação
72
-
Teorias da Comunicação
72
-
Tendências e Debates da Filosofia
72
-
Comunicação e Cultura
72
-
Linguagens e Gêneros em Mídia Sonora
36
36
19
3
4
5
6
7
8
Oficina de Texto Jornalístico 1
36
36
Teorias do Jornalismo
72
-
Estética da Comunicação
72
-
Comunicação e Política
72
-
Oficina de Texto Jornalístico 2
36
36
Legislação e Ética em Comunicação
72
-
Fundamentos de Economia
72
-
PIEX/Módulo 1
18
42
Linguagens e Culturas Visuais
54
18
Linguagens e Gêneros Audiovisuais
54
18
Oficina de Jornalismo em Mídia Sonora
36
36
Optativa 1
36
18
PIEX/Módulo 2
18
42
Linguagens e Culturas Digitais
54
18
Mídias Alternativas
36
36
Oficina de Fotografia e Fotojornalismo
18
54
Oficina de Planejamento Visual e Editoração
36
36
PIEX/Módulo 3
18
42
Oficina de Telejornalismo
18
54
Assessoria de Comunicação
36
36
Oficina de Tecnologias Contemporâneas e Mídias Sociais
36
36
PIEX/Módulo 4
18
42
Optativa 2
36
18
Teoria e Metodologia da Pesquisa em Comunicação
36
36
Estágio Curricular Supervisionado 1
-
100
Laboratório Integrado de Jornalismo 1
-
72
Optativa 3
36
18
PIEX/Módulo 5
18
42
Estágio Curricular Supervisionado 2
-
100
Laboratório Integrado de Jornalismo 2
-
72
Optativa 4
36
18
TCC
-
200
5.3 Pré-requisitos para a progressão da grade curricular
A disposição das disciplinas no ordenamento curricular busca estabelecer um fluxo de
ensino-aprendizagem, levando os estudantes a uma progressão do ensino, que inicia pela
formação mais generalista (do ponto de vista teórico-prático) e culmina na ampliação da
aprendizagem prática ao final do curso.
20
Para o estabelecimento dessa progressão na aprendizagem, são estabelecidos prérequisitos em uma parte das disciplinas, particularmente naquelas em que o conteúdo é um
desdobramento daquela anterior. Observe-se, portanto, que o cumprimento das disciplinas
pré-requisito é condição para a matrícula nas disciplinas posteriores. A Tabela 3 sintetiza os
pré-requisitos adotados para este PPC.
Tabela 3: Disciplinas com pré-requisitos
Disciplina
Pré-requisito
Teorias do Jornalismo
Teorias da Comunicação
Trabalho de Conclusão de Curso
Teoria e Metodologia da Pesquisa em Comunicação
Oficina de Tecnologias Contemporâneas e Mídias
Sociais
Linguagens e Culturas Digitais
Oficina de Texto Jornalístico 1
Leitura e Produção Textual
Oficina de Texto Jornalístico 2
Oficina de Texto Jornalístico 1
Oficina de Jornalismo em Mídia Sonora
Linguagens e Gêneros em Mídia Sonora
Oficina de Fotografia e Fotojornalismo
Linguagens e Culturas Visuais
Oficina de Telejornalismo
Linguagens e Gêneros Audiovisuais
Oficina de Planejamento Visual e Editoração
Linguagens e Culturas Visuais
5.4 Direitos humanos, questões étnico-raciais, educação ambiental e libras
Tendo em vista o papel da Universidade na difusão e defesa de valores e conceitos
considerados basilares para uma sociedade democrática e plural e observando que o jornalista
é um elemento importante na preservação e defesa desta dimensão, o Projeto Pedagógico
buscou também respeitar leis e normatizações que atentem para debates como Direitos
Humanos, Educação Ambiental, Questões Étnico-raciais e a difusão da Língua Brasileira de
Sinais (Libras).
Direitos Humanos e questões étnico-raciais - A questão dos direitos humanos
(regulamentada pela Resolução CNE/CP nº 1, de 30 de maio de 2012) e a relação entre mídia
etnia-raça estão contempladas como temas transversais em um conjunto de disciplinas de
formação geral e humanística dispostas no currículo, tais como Sociologia Geral e da
Comunicação, Comunicação e Cultura, Legislação e Ética em Comunicação. O currículo
prevê, ainda a oferta da disciplina optativa Mídia e Direitos Humanos. Conforme estipula a
ementa desta disciplina a mesma tratará de tópicos como “História, conceitos e fundamentos
21
sobre Direitos Humanos. Direitos individuais e coletivos. Direitos civis e políticos. A
Comunicação como um direito. Códigos deontológicos sobre mídia e direitos humanos.
Mídia e a questão étnico- racial. Mídia e gênero. Mídia, criança e juventude”.
Educação Ambiental - a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a
educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental afirma que as
instituições educativas devem "promover a educação ambiental de maneira integrada aos
programas educacionais que desenvolvem". Já a Resolução CNE/CP n. 02/20122, estabelece,
no Art. 16, que os conteúdos relativos à educação ambiental podem ser inseridos de três
maneiras: I - pela transversalidade, mediante temas relacionados com o meio ambiente e a
sustentabilidade socioambiental; II - como conteúdo dos componentes já constantes do
currículo; III - pela combinação de transversalidade e de tratamento nos componentes
curriculares. Para efetivar esta dimensão, o Curso de Jornalismo prevê a oferta da disciplina
optativa Comunicação Ambiental neste Projeto Pedagógico. Além disso, o tema é objeto de
pesquisa e ações de extensão do curso. O objetivo é formar jornalistas aptos para cobrir temas
sobre ecologia e meio ambiente e contribuir para que se fortaleça o exigido no Art. 2º,
parágrafo IV da referida Lei na qual se afirma que meios de comunicação de massa devem
“colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas
educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação”.
Linguagem Brasileira de Sinais - A Lei 10436 de 24 de abril de 2002 e o Decreto
5626 de 22 dez 2005 estipulam que a disciplina de libras é obrigatória para os cursos de
formação de professores e fonoaudiologia e optativa (optativa) para os demais cursos. Como o
Curso de Jornalismo se encaixa nesta última categoria, nota-se que a disciplina de Libras fica
contemplada na lista das disciplinas optativas.
5.5 Disciplinas optativas
Além das disciplinas obrigatórias, o Curso também oferecerá disciplinas optativas
(optativas) que poderão ser cursadas para compor a grade curricular no tocante às “Optativas
Obrigatórias”. Essas disciplinas devem ser cursadas, preferencialmente, nos semestres em que
constam no ordenamento curricular proposto.
Para uma organização mais efetiva do processo de transição curricular 3, as disciplinas
optativas serão organizadas em dois grupos, a saber Grupo 1 e Grupo 2. O Curso de
2
A resolução estabelece as diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental. Disponível em
https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/resolucoes/resolucoes-cp-2012. Acesso em 13/12/2024.
22
Jornalismo irá ofertar, prioritariamente, o conjunto de disciplinas optativas do Grupo 1
enquanto durar o período de transição de uma matriz curricular à outra. O objetivo dessa
oferta é garantir a formação de todos os estudantes da matriz curricular extinta, com
disciplinas equivalentes àquelas também extintas.
O Grupo 2 de optativas consiste num quadro amplo de disciplinas optativas previstas,
que poderão ser implementadas, inicialmente, a partir do 4° período da primeira turma
ingressante na nova matriz curricular. Do ponto de vista da inserção dessas disciplinas no
sistema e o processo de matrículas, não haverá nenhuma distinção entre os dois grupos. Essa
orientação irá constar neste PPC e deverá ser seguida pela coordenação de curso quando da
elaboração da oferta acadêmica de cada semestre. A Tabela 4 traz a lista das disciplinas de
ambos os grupos de optativas.
Tabela 4: Disciplinas optativas ofertadas pelo Curso de Jornalismo
Grupo
1
2
3
Disciplina
Carga Horária
Administração e Marketing do Empreendimento Jornalístico
54
Comunicação e Desenvolvimento Social
54
Economia Política da Comunicação
54
História do Jornalismo
54
Mídia e Direitos Humanos
54
Oficina de Apuração e Jornalismo Investigativo
54
Oficina de Edição em Mídia Impressa e Digital
54
Oficina de Jornalismo Cultural
54
Oficina de Produção Audiovisual
54
Oficina de Projetos em Comunicação Social
54
Publicidade e Propaganda para Jornalismo
54
Arte e Tecnologia
54
Comportamento e Defesa do Consumidor
54
Comunicação Pública
54
Comunicação, Culturas e Diversidades Étnico-raciais
54
Discurso das mídias
54
Espanhol Instrumental
54
Francês Instrumental
54
Fundamentos do Cinema
54
Gestão de Mídias Sociais
54
A transição curricular é o período de coexistência das duas matrizes curriculares, durante o qual os
estudantes ingressantes no curso até o semestre imediatamente anterior à vigência deste PPC estão
vinculados.
23
História da Arte
54
Inglês Instrumental
54
Jornalismo Ambiental
54
Jornalismo e Desinformação
54
Jornalismo Sindical
54
Libras – Língua Brasileira de Sinais
54
Mídia e Eleições
54
Oficina de História em Quadrinhos
54
Oficina de Jornalismo de Dados
54
Oficina de Jornalismo Literário
54
24
6. METODOLOGIA
Este Projeto Pedagógico propõe uma estruturação curricular que proporcione uma
sinergia entre teoria e prática, buscando traçar linhas contínuas de formação que partem da
teoria e chegam à prática enquanto um caminho natural seguido pelo egresso durante o
processo de formação.
Para atingir esta meta, em linhas gerais o PPC está estruturado para contemplar os seis
eixos, conforme estipula o Artigo 6º das DCN para os cursos de jornalismo: I - Eixo de
fundamentação humanística; II - Eixo de fundamentação específica; III -
Eixo de
fundamentação contextual; IV- Eixo de formação profissional; V - Eixo de aplicação
processual; VI - Eixo de prática laboratorial. Esses seis eixos são materializados em fases
integradas de aprendizado que buscam dar ao estudante uma formação humanística
entrelaçada com capacidade criativa e habilidades técnicas.
Neste sentido, as disciplinas estão organizadas em três categorias básicas de
disciplinas: (a) teórica, (b) oficinal e (c) laboratorial que visam metodologicamente realizar
os seis eixos. A seguir, essas tipologias serão mais bem definidas e relacionadas com os seis
eixos. Em cada uma delas serão apontados os dispositivos metodológicos que devem ser
estruturadas em sua dinâmica interna:
Categoria Teórica - visa dar ao estudante as noções históricas, conceituais e críticas
dos diversos temas que abarcam o Jornalismo e áreas correlatas necessárias para a atuação do
jornalista. Tratam de dimensões conceituais, históricas, contextuais, análises críticas e
reflexões sociológicas, culturais, filosóficas, políticas e econômicas das diversas temáticas
que estão nas bases do Jornalismo. São disciplinas que contemplam principalmente os eixos
1, 2 e 3. As disciplinas teóricas devem ser ministradas observando os seguintes procedimentos
metodológicos:
Iniciar a disciplina situando a temática historicamente;
Pontuar os conceitos e preceitos básicos partindo de questões gerais (macrotemáticas)
para questões específicas (microtemáticas);
Abordar uma diversidade de autores para que se possa obter diferentes visões dos
problemas;
25
Utilizar, na medida do possível, recursos audiovisuais para materializar discussões ou
incentivar debates;
Estimular o debate em sala de aula e a construção coletiva do conhecimento.
Categoria Oficinal - busca sedimentar as discussões teóricas-conceituais em
atividades práticas de teor clássico e experimental, isto é, propiciando concretude,
incentivando a criatividade, a análise crítica e estimulando o senso inovador do estudante. Do
ponto de vista amplo, as disciplinas oficinais são, na realidade, práticas laboratoriais iniciais,
que dão ao graduando a introdução do fazer técnico. Tratam-se de disciplinas práticas que já
colocam o estudante em contato com a atividade laboratorial de modo experimental,
preparando-o para as disciplinas propriamente ditas “laboratoriais” mais complexas dos
semestres seguintes, atendendo assim ao Art. 9º, Inciso II da Resolução Nº 1, de 27 de
setembro de 2013, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação
em Jornalismo, no qual se estipula uma “distribuição das atividades laboratoriais, a partir do
primeiro semestre, numa sequência progressiva, até a conclusão do curso, de acordo com os
níveis de complexidade e de aprendizagem". São disciplinas que contemplam principalmente
os eixos 4 e 5. Nesta categoria de disciplinas o estudante é colocado a acionar seus
conhecimentos, observando a relação destes com a empiria e, num segundo momento,
levando-o a experimentação prática com alguma liberdade para inovação, mas com
capacidade acurada de produção em formatos clássicos. As disciplinas oficionais devem ser
ministradas observando os seguintes procedimentos metodológicos:
Iniciar a disciplina com uma breve revisão dos principais conceitos trabalhados em
cadeiras teóricas para que o estudante faça a devida passagem e vinculação no campo
em que a oficina está situada;
Analisar produtos existentes estimulando sua análise crítica e decodificando suas
estruturas;
Analisar dados disponíveis sobre a produção, circulação e consumo dos produtos
inseridos no campo de atuação da disciplina;
Trabalhar os parâmetros e habilidades técnicas de produção;
Produzir conteúdos em formato tradicional, preparando o estudante para a produção
em formatos canônicos;
26
Produzir em caráter experimental, estimulando o estudante para a produção em
formatos inovadores.
Categoria Laboratorial – contempla um conjunto de disciplinas laboratoriais mais
avançadas nas quais os estudantes que já possuem uma base conceitual e uma experiência
prática oficinal são demandados a planejarem e produzirem de modo semiprofissional
determinados produtos, atuando como membro de uma equipe e assumindo determinada
função em um processo regular de produção que exige responsabilidades e trabalho em
equipe. Importante salientar que o curso realizará, ao final, integração dos conhecimentos
adquiridos através das disciplinas Laboratório Integrado de Jornalismo 1 e 2, que compõem a
categoria laboratorial, integrando as competências advindas das disciplinas teóricas e oficinais
à prática necessária ao estágio obrigatório. A diferença entre oficinas e laboratórios é que a
primeira aproxima teoria e prática de forma mais simbiótica e prepara tecnicamente,
estimulando a experimentação prática sem vincular-se à elaboração sistemática de produtos.
Já os laboratórios tratam de elaboração sistemática que exige dedicação individual no quadro
geral do trabalho sincronizado e em equipe, visando atingir, com qualidade profissional,
metas pré-definidas de produtos específicos. Assim, podemos chamar as disciplinas oficinais
de “laboratórios experimentais” (ou laboratórios iniciais) e as disciplinas laboratoriais de
“laboratórios profissionalizantes” (ou laboratórios avançados). As disciplinas laboratoriais
devem ser ministradas observando os seguintes procedimentos metodológicos:
Pressupor que o estudante possui conhecimentos teóricos e habilidades técnicas
básicas para engajar-se diretamente na elaboração de produtos;
Ter o horizonte de uma série de produtos que devem ser concretizados, com
cronograma e metas pré-estabelecidas;
Enquadrar o estudante em funções específicas, como membro de uma equipe que
trabalha visando o horizonte comum;
Explorar o desenvolvimento de habilidades específicas do estudante;
Organizar rodízio de funções, estimulando que o mesmo obtenha experiência mínima
nas diversas funções, a fim de que possa adquirir versatilidade;
Circular e divulgar os produtos do laboratório.
27
Em todas as categorias de disciplinas, paralelamente podem ser utilizadas outras
metodologias em sala de aula, como:
Seminários - metodologia que auxilia na comunicação e expressão oral, pode ser
utilizada como uma forma de avaliação, preparando o aluno para a prática expositiva,
sistematização de ideias e clareza ao discorrer sobre o assunto em pauta.
Palestras - metodologia utilizada após o professor aprofundar determinado assunto,
tendo o palestrante a finalidade de contribuir para a integração dos aspectos teóricos
com o mundo do trabalho;
Ciclo de Palestras - metodologia utilizada na busca de integração de turmas e avanço
do conhecimento, trazendo assuntos novos e enriquecedores, além de proporcionar aos
alunos a prática de cerimonial e organização de eventos, já que estes ciclos são
elaborados pelos próprios alunos, sob a orientação do professor.
6.1 Tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem
As tecnologias digitais devem ser compreendidas como elementos constitutivos do
projeto pedagógico em duas faces paralelas: (a) no processo de ensino-aprendizagem e (b) no
processo de comunicação efetiva entre a comunidade do Curso. Deste modo, o uso das TICs
devem contemplar:
No âmbito instrumental, devem ser incorporadas obrigatoriamente em todas as
disciplinas práticas (oficinas e laboratórios), como parte imprescindível de suas
atividades;
Deve-se haver permanente atualização lógica, física e de conteúdo dos laboratórios
técnicos especializados para a aprendizagem teórico-prática do jornalismo a partir de
diversos recursos de linguagens e suportes tecnológicos, de biblioteca, hemeroteca e
bancos de dados, com acervos especializados;
Deve-se priorizar o uso de softwares livres (programas de código aberto), sendo a
opção de softwares proprietários um recurso secundário que necessitará de
justificativa quanto à especificidade e necessidade deste uso.
28
6.2 Ensino a distância
É permitido que as disciplinas sejam cumpridas com até 20% de sua carga horária de
ferramentas de Ensino a Distância (EaD) – atividades não presenciais síncronas e/ou
assíncronas, devendo ser informado no plano de ensino, no início do semestre letivo4.
O uso de tecnologias no formato EaD deve ser pedagogicamente planejado, adequado
e integrado, buscando explorar as potencialidades das ferramentas no processo de ensinoaprendizagem, levando-se em conta a adequação entre a natureza da atividade e as
características das tecnologias empregadas.
As ferramentas de EaD não devem ser aplicadas informalmente, vagamente ou como
meros substitutos de aula presencial. Isso implicaria em uma distorção de uso e
comprometeria a qualidade do ensino.
Todo uso de tecnologias no formato EaD deve estar explicitamente justificado no
Plano de Curso da disciplina. Os professores que ofertarem componentes com algum
percentual no EaD, tendo como base o plano de ensino aprovado pelo Colegiado do Curso,
terá assegurada sua autonomia didática e tecnológica na organização do espaço virtual do
componente curricular.
Poderão ser realizadas atividades avaliativas presenciais e não presenciais nos
componentes curriculares ofertados, parcialmente, à distância. Entretanto, as atividades
avaliativas presenciais deverão indicar percentual de nota maior em relação às atividades
avaliativas não presenciais, e serem realizadas no mesmo turno e horários do curso presencial
proponente.
6.3 Acessibilidade
Aos discentes com deficiência e/ou com necessidade educacional especial deve-se
assegurar um plano de ensino-aprendizagem específico que possibilite a acessibilidade em
condições de equidade. Esse plano de estudo deverá ser elaborado pelo docente responsável
pelo componente curricular com o apoio do Núcleo de Acessibilidade (NAC), setor da
4
A inclusão de parte da carga horária em modalidade ensino a distância está regulamentada pela Instrução
normativa conjunta nº 01/2023/prograd/cied/ufal, de 19 de janeiro de 2023.
29
universidade responsável por “garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem com
sucesso do público alvo da Educação Especial (pessoas com deficiência, Transtorno do
Espectro Autista e Altas Habilidades/Superdotação) na Ufal, através da remoção de
barreiras
atitudinais,
arquitetônicas,
comunicacionais,
digitais,
curriculares
e/ou
pedagógica”.5
A Resolução 114/2023 (Regime Acadêmico da Graduação) estabelece, no seu Art.
272, os direitos dos discentes com necessidades educativas especiais (NEE), dentre os quais
destaca-se: “I - elaboração do Plano Educacional Singular; […] IV - adaptação do material
pedagógico e da estrutura física; […] VII - tempo adicional de, no mínimo, 50% (cinquenta
por cento) para a realização das atividades de avaliação que têm duração limitada”; dentre
outros.
6.4 Avaliação da aprendizagem
O Regime Acadêmico da Graduação (Resolução 114/2023) estabelece os critérios de
avaliação da aprendizagem e da assiduidade do corpo discente 6. Entre outros aspectos,
destaca-se, no texto regimental, a necessidade de pelo menos 2 (dois) instrumentos de
avaliação para compor as duas avaliações (AV1 e AV2); o direito a realização de Reavaliação
(casos em que a nota for inferior a 7,0 pontos); o direito a realização de Prova Final (quando a
média entre as duas maiores notas for inferior a 7,0 pontos).
O regimento esclarece, no Art. 83, não haver “abono de falta”, mas garantia de
tratamento excepcional nos casos previstos na norma 7. Também no Art. 84, que “para ser
aprovado/a em uma disciplina ou módulo, o/a discente deve cumprir, no mínimo, 75% (setenta e cinco
por cento) da carga horária total do componente curricular, a partir da frequência registrada”.
5
Instrução Normativa Proest n. 5/2018, de 15 de fevereiro de 2018. Disponível em
https://ufal.br/estudante/assistencia-estudantil/publicacoes/instrucoes-normativas/acessibilidade. Acesso em
13/12/2024.
Outras informações sobre o NAC podem ser acessadas pelo link https://ufal.br/estudante/assistenciaestudantil/nucleo-de-acessibilidade (acesso em 13/12/2024).
6
Título III – Da avaliação da aprendizagem e da assiduidade (Art. 62 ao 89).
7
Título IX, Capítulo I – Do tratamento excepcional de faltas (Art. 215 ao 232).
30
7. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório, a ser
desenvolvido individualmente, realizado sob a supervisão docente e avaliado por uma banca
examinadora
formada
por
docentes,
sendo
possível
também
a
participação
de
jornalistas/comunicadores profissionais convidados.
Conforme regulamento próprio do curso de Jornalismo (Resolução CJOR/UFAL
03/2024
– ou a versão mais atualizada disponível), em consonância com as DCN do
curso de jornalismo, o TCC consiste num estudo aprofundado, em nível adequado à
graduação, sobre um tema vinculado aos conteúdos teóricos, técnicos ou laboratoriais do
curso em que o discente se gradua, desenvolvido sob a orientação de um docente orientador e,
eventualmente, com a colaboração de um coorientador, com a supervisão da Coordenação de
TCC e do Colegiado do Curso.
O Colegiado designará, entre os professores efetivos do Curso, o Coordenador e o
Vice-Coordenador de TCC, que ficarão responsáveis pelas seguintes atividades:
Realização da matrícula em TCC a cada início de semestre letivo;
Supervisão, quando necessário, da constituição das bancas examinadoras e de seus
procedimentos;
Levantamento, junto ao corpo docente, a cada semestre, das novas orientações e das
orientações em andamento;
Elaboração e divulgação de quadro de orientações de todos os TCCs (novos e em
andamento), com os nomes das/os professores orientadores, orientandos, títulos dos
projetos e natureza de cada trabalho, visando obter um panorama que permite
conhecer a produção dos TCCs do curso e auxiliar no encaminhamento de estudantes
sem orientação;
Supervisão das orientações e das mudanças destas em relação aos projetos;
Auxílio a orientadores e alunos nos casos de incompatibilidade insolúvel entre ambos,
buscando intermediar a substituição do orientador ainda na vigência da matrícula em
curso no TCC;
Auxílio a alunos que, por algum motivo, não tenham conseguido formalizar
orientação.
31
O TCC poderá ter a forma de: 1) produção experimental relacionada às áreas do
Curso, acompanhada de relatório; ou 2) monografia ou 3) artigo científico.
No caso da monografia, o TCC não poderá ter menos de 50 nem mais de 80 páginas,
excluídos os elementos pré e pós-textuais (capa, folha de rosto, referências, anexos etc).
Sendo uma produção experimental, o relatório deve ter, no máximo, 10 páginas, excluindo os
elementos pré e pós-textuais – conforme modelo disponível no site do curso. O artigo
científico deve ter entre 40 e 50 mil caracteres com espaços (entre 20 e 25 páginas), incluindo
notas, quadros, gráficos, figuras e bibliografia.
Para todos os casos, o/a orientador/a deverá assinar a Carta de Aceite para que a
matrícula em TCC seja efetivada. Professores/as efetivos/as e substitutos/as do curso de
Jornalismo poderão orientar os/as alunos/as sem necessidade de prévia autorização. No caso
de professores/as e de outros cursos, unidades ou campi da UFAL, com formação e atuação na
área de Comunicação, poderão assinar a Carta de Aceite, sendo necessária a autorização, na
mesma, da Coordenação de TCC do curso.
A disciplina Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação é pré-requisito para
matrícula no TCC. Após ter sido aprovado na referida disciplina, o estudante deve solicitar
matrícula no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e apresentar o trabalho no semestre
letivo em que for matriculado. A matrícula está condicionada ao envio de formulário próprio
preenchido e assinado por aluno e orientador à Coordenação de TCC do Curso.
O TCC compreende a carga horária de 200 (duzentas) horas que serão contabilizadas
no final do curso logo após a sua apresentação pública diante de banca examinadora. O TCC
deve ser regulamentado, em seus pormenores, por norma específica a ser aprovada pelo
Colegiado de Curso.
32
8. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) é um componente obrigatório do
currículo, tendo como objetivo consolidar práticas de desempenho profissional inerente ao
perfil do formando. O ECS poderá ser realizado em instituições públicas, privadas ou do
terceiro setor ou na própria instituição de ensino, em veículos autônomos ou assessorias
profissionais.
Com base nas DCN (Art. 12), para os cursos de graduação em Jornalismo, leva-se em
conta os seguintes princípios:
A carga horária mínima destinada ao estágio curricular supervisionado deve ser de 200
(duzentas) horas.
O objetivo do estágio curricular é testar os conhecimentos assimilados em aulas e
laboratórios, cabendo à Coordenação do Estágio Supervisionado o acompanhamento,
supervisão e avaliação do estágio curricular avaliar e aprovar o relatório final,
resguardando o padrão de qualidade nos domínios indispensáveis ao exercício da
profissão.
É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado a prestação de serviços,
realizada a qualquer título, que não seja compatível com as funções profissionais do
jornalista; que caracterize a substituição indevida de profissional formado ou, ainda,
que seja realizado em ambiente de trabalho sem a presença e o acompanhamento de
jornalistas profissionais, tampouco sem a necessária supervisão docente.
É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado os trabalhos oficinais
e/ou laboratoriais feitos durante o curso.
O estágio deve ser regulamentado em resolução específica do curso. A regulamentação
do Estágio Supervisionado deve ser aprovada por maioria simples do Colegiado de Curso,
devendo conter os critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação, observada a
legislação. Deve levar em conta, na medida do possível, as recomendações das entidades
profissionais do jornalismo, não estando necessariamente submetida a estas, preservando
assim a autonomia universitária.
33
A Resolução CJOR 04/2024 (ou a versão mais atualizada disponível) estabelece as
normas do estágio do Curso de Jornalismo. Tanto a resolução vigente, quanto uma que venha
a substituí-la, deverá observar e implementar as orientações a seguir:
O Colegiado do Curso deve eleger um(a) Coordenador(a) do Estágio Supervisionado e
seu respectivo vice-coordenador.
Poderão ser ofertadas vagas de estágio nas Redações de Jornais laboratórios do Curso,
desde que não se configure como monitoria e nem como atividade regular de uma
disciplina. Para ser válido, deve se configurar especificamente como estágio em um
veículo de comunicação da Universidade ou do Curso que possua periodicidade e
produção regular, bem como um Conselho Editorial e corpo de editores ativos.
As atividades de Estágio Curricular Supervisionado podem ser executadas a partir do
3º Período. Os/as discentes deverão estar matriculados em pelo menos uma disciplina
obrigatória, não sendo permitido matricular-se somente no componente de Estágio
Curricular Supervisionado.
O Estágio Supervisionado só pode ser iniciado mediante a aprovação nas seguintes
disciplinas que são consideradas pré-requisitos para esta atividade: Oficina de Texto
Jornalístico 1, Oficina de Texto Jornalístico 2. Eventuais estágios não obrigatórios
realizados antes da aprovação nestas disciplinas serão considerados nulos para o seu
aproveitamento no componente ECS e/ou como atividade complementar (cômputo de
carga horária flexível).
8.1 Estágio não obrigatório e dispensa de carga horária do ECS
O/a estudante de jornalismo poderá realizar ECS não obrigatórios, conforme previsto
no Art. 48 do Regime Acadêmico da Graduação (Res. 114/2023), visando a iniciação da
prática profissional, as vivências profissionais complementares e a qualificação do/a discente
para o desenvolvimento de competências. Para isso, deve haver compatibilidade com o
horário de aulas e o estágio deve ser desenvolvido na área de formação do/a discente.
Também é permitida a dispensa parcial ou total das cargas horárias de estágios
obrigatórios, nos seguintes casos: “I - desenvolver atividades laborais em sua área de
formação ou diretamente correlatas a ela; II - desenvolver atividades de ECS não
obrigatórios em campos/cenários aptos para o desenvolvimento dos ECS obrigatórios; III desenvolver atividades acadêmicas de extensão, de monitoria e de iniciação científica em
34
campos/cenários aptos para o desenvolvimento dos ECS obrigatórios”. A Instrução
Normativa Prograd n. 4, de 16 dezembro de 2019 (IN PROGRAD n.4/2019) estabelece os
critérios e exigências para a dispensa da carga horária na disciplina de ECS.
35
9. EXTENSÃO CURRICULAR OBRIGATÓRIA
A LDB (lei 9.394/96) traz entre seus princípios a necessidade da diversificação dos
cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos, permitindo às IES adequarem os
projetos pedagógicos às respectivas naturezas institucionais, às realidades regionais e às
finalidades inerentes aos cursos, tanto se voltados à formação profissional quanto às ciências
ou às artes. Cumpre destacar que tais diretrizes se associam à premissa da educação
continuada, a qual afirma que a graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino
e aprendizagem e não o seu término. Deve-se salientar também que, como contrapeso à
tendência de diversificar e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem
processos de avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de rumo.
O Plano Nacional de Educação – PNE (2001-2011) aprovado pela Lei 10.172 de 09 de
Janeiro de 2001, no capítulo que trata da Educação superior na Meta 23, aponta o dever de
Implantar o Programa de Desenvolvimento da Extensão Universitária em todas as instituições
federais de ensino superior no quadriênio de 2001-2004 e assegura que, no mínimo, 10% do
total de créditos exigidos para a graduação no ensino superior no país será reservado para a
atuação dos alunos em ações extensionistas. Nessa perspectiva a UFAL em seu PDI (20132017), aponta que: “[…] as ações de extensão devem ser parte integrante dos currículos dos
cursos de graduação, assegurando, no mínimo, 10% do total de créditos curriculares exigidos
na forma de programas e projetos de extensão universitária como preconiza a Meta 12.7 do
Plano Nacional de Educação para o decênio 2011 a 2020.” Porém, o novo PNE só entrou em
vigor em 2014 e está em vigor até o ano de 2024, reafirmando os princípios básicos da
extensão em sua Meta 12.7, a qual traz a seguinte estratégia para subsidiar a extensão, “[…]
assegurar, no mínimo, dez por cento do total de créditos curriculares exigidos para a
graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação,
prioritariamente, para áreas de grande pertinência social; […].”
Conforme os documentos apontados acima e de acordo com a resolução nº 04 de 2018
aprovada pelo Conselho da Universidade Federal de Alagoas as práticas extensionistas do
Curso de Jornalismo continuarão acontecendo conforme as demandas que serão planejadas ao
longo do curso. No entanto, as ações poderão ser materializadas por intermédio de programas,
projetos, eventos, cursos, prestação de serviços e/ou produtos, os quais deverão estar
cadastradas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas – SIGAA da próreitoria de Extensão - PROEX.”
36
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito áreas temáticas de extensão
classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e
justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho, tendo, em 2011,
realizado 802 destas ações.
9.1 Função social Universitária
A política de extensão da UFAL, alinhada ao cumprimento dos propósitos e missão da
universidade pública fundamenta-se em Dimensões, Princípios e Metodologias gerais
norteadoras, no sentido da consolidação da institucionalização em suas dimensões processual
e acadêmica, envolvendo setores da sociedade e a universidade, sobretudo todos os estudantes
como corporação obrigatória na execução e no protagonismo da ação extensionista.
Cumpre destacar que tais diretrizes se associam à premissa da educação continuada, a
qual afirma que a graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino e
aprendizagem e não o seu término. Deve-se salientar também que, como contrapeso à
tendência de diversificar e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem
processos de avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de rumo.
A Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão, como um processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico
e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da
sociedade.
9.2 Responsabilidade social
A Universidade Federal de Alagoas não se considera proprietária de um saber pronto e
acabado que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, ao participar dessa sociedade, é
sensível aos seus saberes, problemas e apelos, quer através dos grupos sociais com os quais
interage, quer através das questões que surgem de suas próprias atividades de ensino, de
pesquisa e de extensão.
Atenta aos movimentos sociais, priorizando ações que visem à superação das atuais
condições de desigualdade e exclusão existentes em Alagoas, no Nordeste e no Brasil, a ação
cidadã da UFAL não pode prescindir da efetiva difusão do conhecimento nela produzidos.
Portanto, as populações, cujos problemas tornam-se objeto da pesquisa acadêmica são,
37
também, consideradas sujeito desse conhecimento, o que lhes assegura pleno direito de acesso
às informações e produtos então resultantes.
Neste sentido, a prestação de serviços pelo Curso de Jornalismo da UFAL é
considerada produto de interesse acadêmico, científico e tecnológico do ensino, da pesquisa e
da extensão, devendo ser a realidade, produzindo conhecimentos que visem à transformação
social.
9.3 O curso de jornalismo e a Extensão
O Curso de Jornalismo desenvolve, regularmente, atividades de extensão junto ao
corpo discente e comunidade acadêmica. Nos últimos anos, os projetos abrangeram áreas
envolvendo práticas jornalísticas, divulgação científica, temas relacionados à pandemia da
Covid-19, direitos humanos e desenvolvimento social, mídia e educação, além de eventos de
natureza acadêmica e/ou científica abertos ao público, em parceria com outros
cursos/unidades da Ufal, entidades de classe e instituições. Seguindo a orientação da Instrução
Normativa PROEX Nº01/2021, as atividades de extensão desenvolvidas no curso de Jornalismo
estão sintetizadas na Tabela 5, abaixo:
Tabela 5: Quadro síntese das atividades de extensão do Curso de Jornalismo
Atividade
Quantitativo Quantitativo
discente
docente
Quantitativo
técnicoadministrativo
Agência de Notícias Ciências Alagoas: uma experiência de
ensino, pesquisa empírica e extensão comunitária (2007-atual)
5
1
0
Projeto Ecológico Costa dos Corais Alagoas (2017-atual)
6
1
0
Divulgação Popular em Saúde: Uma Proposta de Trabalho em
Comunicação para promoção e prevenção contra a Covid-19
no âmbito do Estratégia Saúde da Família (ESF) (2020-atual)
5
4
0
Cosmorama (2024-atual)
15
1
0
Labium Imagem (2015-2020)
150
1
0
Memoráveis Alagoas, um tributo às pessoas atingidas pela
Covid-19 (2020-2022)
16
3
0
Cobertura colaborativa da Cúpula das Américas 2022 (2022)
6
1
0
Escola da Rede de Pesquisa em Narrativas Midiáticas e
Práticas Sociais (2022)
1
13
0
Conferência Virtual Os Desafios da Pesquisa em Tempos de
Pandemia (2021)
2
18
0
38
Uso de Dados em Comunicação: Treinamento em Bases e
Jornalismo de Dados (2020)
1
1
3
Jornais impressos e opinião pública: mecanismos de mass
media, construção de estados de violência e sua influência no
imaginário social dos estudantes universitários do Curso de
Direito (2018-2019)
1
2
0
I Ciclo de Atividades Complementares do curso de
Jornalismo: O telejornalismo de alagoas na pandemia do
covid-19 (2020)
25
2
0
Ações Educativas para combate a transmissão do COVID-19
na região do Conj. Residencial Otacilio Holanda (2020)
10
3
0
Projeto para cobertura pelas rádio e TV ufal da Bienal
Internacional do Livro de Alagoas
14
2
3
Além dos projetos já mencionados, os/as docentes do curso são também colaboradores
em projetos realizados a partir de outros cursos/unidades da UFAL.
A partir da implementação de um programa de extensão curricularizado, o curso
almeja alinhar pesquisa, teoria, ética, técnica e boa prática profissional contribuindo para a
qualificação desta área, hoje fundamental para o desenvolvimento humano, para a justiça
social e para a garantia das liberdades políticas no mundo contemporâneo.
O Programa de Extensão do Curso será uma grande oportunidade para construir uma
relação profícua entre conhecimento e prática, através de ações concretas realizadas com
diversos atores sociais, sempre objetivando o desenvolvimento humano. Sendo assim,
Jornalismo propõe como ações extensionistas 3 eixos de atividades: educação para as mídias,
desenvolvimento de um programa em formato televisivo e uma oficina de audiovisual.
O Curso de Bacharelado em Jornalismo, da Universidade Federal de Alagoas, ofertará
um Programa Integralizado de Extensão de acordo com a Resolução Nº 04/2018CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro de 2018, que regulamenta as ações de extensão como
componente curricular obrigatório nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da
UFAL.
As relações ensino-pesquisa e extensão-pesquisa acontecem de forma natural, visto
que os docentes coordenadores de projetos de pesquisa e de extensão sempre integram
atividades de ensino em seus projetos e a prática/vivência nestes projetos acaba por enriquecer
suas ações/atividades em sala de aula.
A UFAL assume o compromisso, legitimado por seu Estatuto (2006), e dimensiona a
extensão como a vivência do processo ensino-aprendizagem, com a participação da
39
comunidade acadêmica e de toda a sociedade, utilizando como meio, os Programas e os
Projetos que são elaborados e executados pelas Unidades Acadêmicas.
9.4 Programa Integralizado de Extensão do Curso de Jornalismo: Comunicação,
democracia e acesso às tecnologias midiáticas
O programa de extensão denominado Comunicação, Democracia e Acesso às
Tecnologias Midiáticas, reúne os cinco Módulos PIEX do Curso de Jornalismo. O principal
objetivo é articular os conhecimentos produzidos no campo da Comunicação com as diversas
demandas sociais, especificamente no que diz respeito à aquisição do conhecimento, garantia
de direitos e desenvolvimento tecnológico. As atividades de extensão no curso de Jornalismo,
detalhadas a seguir, serão ofertadas de duas formas:
Em dois Projetos de Extensão, ofertados regularmente em dois períodos, cada, cuja
carga horária será de 60 horas por semestre, totalizando cada projeto 120 horas;
E um curso de extensão, com objetivo de capacitar adolescentes e adultos para
construir narrativas audiovisuais e fotográficas, buscando assim, reelaborar e
compartilhar a memória. O curso será ofertado em um período, com uma carga horária
de 60 horas semestrais.
9.4.1 Unidades Acadêmicas Envolvidas
O presente Programa terá como base fundamental o Curso de Jornalismo, no entanto,
devido as suas inúmeras interfaces, irá dialogar com Curso de Relações Públicas, na medida
em que irá produção de eventos, dialogar com diversos públicos, entre os quais, as
comunidades do entorno do Campus AC Simões, movimentos sociais e localidades das
margens da lagoa, entre outras. Tornando-se fundamental o aparelhamento dos conhecimentos
produzidos no Curso de Relações Públicas. Por sua característica interdisciplinar, a
Comunicação entra em diálogo também com outros campos do saber das Humanidades,
como, por exemplo, as Ciências Sociais, Filosofia e História.
9.4.2 Justificativa Fundamentada
40
A Comunicação Social se encontra na centralidade do processo social e político
contemporâneo. Os meios de comunicação tradicionais e as redes sociais influenciam de
forma direta os principais acontecimentos no Brasil e nos demais países. Fake news, pósverdade, WhatsApp, algoritmos, televisão e webjornalismo são palavras que estão no centro
de grandes acontecimentos políticos e econômicos da atualidade. A Declaração Universal dos
Direitos Humanos considera a informação um direito, que deve ser exercido em três
dimensões complementares, quais sejam, informar, ser informado e ter acesso à informação.
As ações de extensão que este Programa se propõe é democratizar o entendimento sobre o
complexo funcionamento da mídia, instrumentalizar equipamentos midiáticos para criar
espaços de debates e reflexões na sociedade e possibilitar a construção de produtos midiáticos
junto às diversas comunidades, nas quais serão desenvolvidas as ações do PIEX.
Desenvolver ações de extensão em diversos segmentos sociais, possibilitando aos
cidadãos competências midiáticas para que eles saibam lidar tanto com o consumo quanto
com a produção de informações. Criar espaços de debates de questões fundamentais do
desenvolvimento de comunidade, utilizando-se de instrumentos midiáticos. Além de
oportunizar para diversas comunidades conhecimentos tecnológicos, que possibilitem aos
próprios membros dessas a construção de produtos midiáticos, serão os grandes objetivos
deste programa. Apontando para o importante princípio da Declaração Universal de Direitos
Humanos, que é o Direito à Informação.
Essas ações terão como público alvo as Escolas Públicas de Maceió, as Comunidades
do entorno do Campus AC Simões, movimentos sociais, Comunidades da Beira da Lagoa, nas
quais professores e alunos do Curso de Jornalismo irão realizar diversas atividades de
extensão, visando cumprir esses três objetivos elencados acima.
9.4.3 Abrangência do Programa de Extensão
Os Módulos PIEX vinculadas a esse programa terão como um dos seus princípios a
Interdisciplinaridade e Intersetorialidade, uma vez que envolverá docentes de diversas
disciplinas do Curso de Jornalismo, assim como buscará parcerias com outros Cursos e
Unidades, como, por exemplo, Relações Públicas e outros Cursos do ICHCA. A
Interinstitucionalidade será outro princípio contemplado nesse projeto, uma vez que envolverá
organizações institucionais distintas no desenvolvimento das ações de Extensão, tais como
sindicatos, Associações Comunitárias, Escolas Públicas Municipais, entre outros. A
41
participação de professores, jornalistas, técnicos, relações públicas, além de outros
profissionais, nos Módulos PIEX, indica que a Interprofissionalidade será outro princípio
desse Programa.
Por outro lado, o Programa em tela terá nos cursos do ICHCA de Música, Teatro e
Dança parceiros importantes na perspectiva de construir formas de diálogo com os diversos
públicos alvos, na medida em que serão levadas para essas comunidades diversas ações
midiáticas, nas quais as artes poderão ter importante papel no processo de construção dessas
ações de extensão.
9.4.4 Áreas Temáticas e Linhas de Extensão
A área temática central que norteará o Programa Integralizado de Extensão do Curso
de Jornalismo é a Comunicação; no entanto; esse programa dialogará com outras áreas, tais
como Cultura, Direitos Humanos e Justiça. As linhas de extensão que nortearão esse
Programa serão Comunicação Estratégica, Desenvolvimento de Produtos, Direitos Individuais
e Coletivos, Grupos Sociais Vulneráveis, Jornalismo. Mídia e Arte, Organização da Sociedade
e Movimentos Sociais.
9.4.5 Objetivos do Programa de Extensão
Objetivo Geral:
Estimular a reflexão crítica diante dos meios de comunicação e propiciar condições
técnicas para elaboração de produtos midiáticos pelos membros da comunidade.
Objetivos específicos:
Contribuir para que o público alvo tenha maior discernimento sobre o que são
informações confiáveis no universo das mídias digitais;
Oferecer aos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio conhecimentos técnicos e
reflexões éticas para que possam produzir conteúdos responsáveis e de qualidade a
serem publicados nas mídias digitais;
Fazer com que os estudantes de Jornalismo possam repassar seu conhecimento e ter
contato com outras realidades.
42
Estimular o debate de temas importantes para as Comunidades através de suportes
midiáticos.
Oferecer para membros das comunidades conhecimentos técnicos visando a
elaboração de produtos midiáticos.
9.4.6 Ementa
A educação para as mídias visa a desenvolver nos cidadãos competências midiáticas
para que eles saibam lidar tanto com o consumo quanto com a produção de informações. Num
contexto de desinformação e desordem informacional, o presente projeto pretende promover o
intercâmbio entre estudantes de Jornalismo e alunos dos ensinos Fundamental e Médio de
Maceió, especialmente de escolas públicas.
O objetivo é que os primeiros, a partir dos conhecimentos adquiridos em diferentes
disciplinas, realizem oficinas para auxiliar os últimos a desenvolverem a capacidade de
analisar e avaliar os conteúdos que são veiculados nas mídias (analógicas e digitais) de forma
crítica e responsável. Também se espera que seja trabalhada a capacidade de produzir
conteúdos relevantes e responsáveis para serem publicados nas mídias digitais, transformando
os participantes das oficinas em usuários-produtores capazes de expressar seus anseios e
pontos de vista com competência.
O Programa de Extensão será composto por dois projetos e um curso de extensão. O
primeiro projeto visa estimular a reflexão crítica frente a mídia, permitindo um discernimento
sobre o produto midiático, assim como oferecerá o repasse de conhecimentos técnicos e
reflexões éticas sobre a produção de conteúdo das mídias digitais. No projeto Educação para
as mídias nos ensinos Fundamental e Médio de Maceió o objetivo central é desenvolver, nos
Módulos 1 e 2 do PIEX, competências midiáticas para que os estudantes de escolas públicas
localizadas no entorno da UFAL compreendam os processos de consumo e informações,
desenvolvendo um olhar crítico para os meios de comunicação.
O segundo projeto visa estimular debates de temas atuais, através da construção de um
espaço de discussão, que será transmitido através das redes sociais. No segundo projeto, o
Desvenda: um projeto interativo de comunicação nas escolas públicas de Maceió/AL, a
proposta é que no ambiente de ensino público, os alunos possam, nos Módulos 3 e 4 do PIEX,
discutir temas contemporâneos no formato de programa audiovisual transmitido em
plataformas digitais.
43
Já o curso de extensão terá como objetivo a elaboração de vídeos pelos próprios
usuários de mídias sociais, a partir de um seminário sobre a produção de vídeos com os
aparelhos celulares. O curso de extensão Micropolítica e emancipação: oficina de audiovisual
para comunidades periféricas, Módulo 5 do PIEX, visa instrumentalizar comunidades
periféricas para a realização de registro em audiovisual, via celular, tendo como base a ideia
de produção de memória e emancipação dos sujeitos.
9.4.7 Metodologia
O PIEX envolverá diversas ações, entre as quais, encontros semanais entre os
professores responsáveis pelos Módulos PIEX e os alunos de Jornalismo com o objetivo de
planejar, revisar e sistematizar as principais ações que deverão ser realizadas nos eventos e na
elaboração dos produtos. Elaboração de materiais didáticos (cartilhas, apresentações de slides,
etc.) a serem utilizado nas oficinas, debates e em outros eventos, na responsabilidade dos
alunos de Jornalismo, com orientação dos professores responsáveis. Além da preparação, os
alunos vão atuar como facilitadores na realização de oficinas e debates, orientando práticas
comunicacionais nas escolas e comunidades selecionadas.
O público alvo desse Programa Integralizado de Extensão são estudantes das escolas
públicas de ensino fundamental e médio, localizadas em bairros periféricos de Maceió, com
os quais as ações serão desenvolvidas. Esse universo se integra com outras dinâmicas sociais
e, por isso, o Programa será amplo, não se restringindo àquele público principal, mas
abrangendo comunidades do entorno do Campus AC Simões, movimentos sociais,
comunitários e sindicais, além de pessoas e segmentos em geral interessados nas questões que
envolvem o processo de elaboração dos produtos midiáticos e a reflexão sobre a influência e
impacto da mídia nas relações sociais e políticas contemporâneas.
O Programa de Extensão abrangerá dois projetos de extensão (cada projeto é composto
por dois módulos, cada módulo é ofertado em um semestre) e um curso de extensão
(perfazendo um total de cinco módulos), que terão um total de carga horária de 300 horas (60
horas por módulo).
As atividades serão acompanhadas por um Coordenador de Extensão indicado pelo
Colegiado, além dos professores responsáveis pelos Módulos PIEX, que serão ofertadas no
decorrer do curso. Esses Módulos serão avaliados de forma conjunta, a partir da realização
das atividades e elaboração do produto de comunicação. Assim como os alunos que
44
participarem serão avaliados de forma individual, de acordo com o envolvimento dos mesmos
e as suas participações em cada etapa do PIEX.
As atividades de extensão serão oferecidas ao público sob as formas de orientações
para elaborar produtos midiáticos, realização de programas de debates com a sociedade,
veiculados nas redes sociais, realização de estudos sobre as mídias, capacitação para
manuseio dos equipamentos e tecnologias da comunicação, elaboração e orientação de
projetos em matérias jornalísticas, técnicas, educacionais, artísticas e culturais, bem como de
participação em iniciativas de quaisquer desses setores.
9.4.8 Acompanhamento
A avaliação de cada Módulo do PIEX será feita de forma análoga às disciplinas. Os
discentes deverão ter uma frequência mínima de 75% da carga horária prevista e o resultado
da avaliação será obtido por meio da elaboração de produtos, tais como: cartilhas, manuais,
relatórios técnicos, artigos, produtos audiovisuais, aplicativos para computador, etc.
45
10. ATIVIDADES ACADÊMICAS
O conjunto de atividades acadêmicas, previstas no Regime Acadêmico da Graduação
(Resolução nº 114/2023, Art. 28 e ss.), tem como objetivo contribuir para o aprimoramento da
formação do estudante, tanto nos aspectos técnicos como humanísticos.
A Resolução CJOR Nº 01/2023 – Jornalismo/UFAL (ou a versão mais atualizada,
disponível no site do curso)8, estabelece os critérios para cômputo das atividades acadêmicas
no currículo e os quantitativos correspondentes a cada atividade.
No Curso de Jornalismo, o estudante deve obter 140h como atividades
complementares, que estão divididas em quatro grupos:
I - Atividades de ensino: disciplinas isoladas (não previstas no PPC do curso de Jornalismo,
ofertadas por quaisquer cursos da UFAL ou por outras instituições reconhecidas pelo
Ministério da Educação); disciplinas optativas extras; participação em programas de
monitoria; estágio não obrigatório; minicursos, oficinas, cursos, treinamentos; cursos de
idiomas.
II - Atividades de extensão: programas ou projetos de extensão registrados e aprovados pela
UFAL; organização, participação e/ou apresentação em eventos acadêmicos, científicos e
culturais.
III - Atividades de pesquisa: programas de iniciação científica; grupos de pesquisa
certificados; publicação em periódicos.
IV - Atividades de representação estudantil: em colegiados da universidade; em entidades
estudantis.
8
Disponível em https://ICHCA.ufal.br/pt-br/graduacao/jornalismo/documentos/resolucoes-1. Acesso em
13/12/2024.
46
11. EMENTAS DAS DISCIPLINAS
11.1 Ementas do 1° período
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Leitura e Produção Textual
1°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Concepções de língua, linguagem e comunicação. Funções da linguagem.
Norma padrão, variação da língua e preconceito linguístico. Texto, gênero e
discurso. Tipologias textuais. Leitura e escrita. Análise e produção de textos
multimodais. O texto científico. Normatização e padronização ABNT.
Aprimorar a capacidade crítica e reflexiva dos alunos, bem como sua
competência linguístico-comunicativa, estimulando a expressão oral e escrita a
partir de atividades de leitura, interpretação e produção de textos nas suas várias
modalidades.
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. 56ª ed. rev e ampl. São Paulo:
Parábola Editorial, 2015.
KOCH, Ingedore V.; ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do
texto. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 2009.
VANOYE, Francis. Usos da linguagem: problemas e técnicas na produção oral
e escrita. 13ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo:
Parábola, 2010.
BATISTA, Ronaldo de Oliveira e GUIMARÃES, Alexandre Huady Torres.
Linguagem, comunicação, ação: introdução à língua portuguesa. São Paulo:
Avercamp, 2012.
DIONISIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria
Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. 5.ed. Rio de Janeiro: Lucerna,
2007.
FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristovão. Prática de texto para
estudantes universitários. Petrópolis: Vozes, 2016.
KOCH, Ingedore V. Desvendando os segredos do texto. 8ª ed. São Paulo:
Cortez, 2016.
47
Disciplina:
Psicologia Geral e da Comunicação
Período:
1°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
--
Ementa:
A história e os fundamentos da Psicologia Social. Formas sociais
contemporâneas e os novos processos de subjetivação. O papel dos meios da
comunicação na produção da subjetividade. Ética, psicologia e comunicação
social. Utilização do instrumental das teorias psicológicas para o campo da
comunicação.
Objetivos:
Compreender os vínculos fundamentais entre os processos psicológicos e o
fenômeno da comunicação social. Entender o papel das estruturas e
instrumentos psicológicos no modus operandi dos meios de comunicação e dos
processos de recepção cognitiva da informação e da produção de conhecimento.
Bibliografia
básica:
AMON, D.; GUARESCHI, P. A.; GUERRA, A. Psicologia, Comunicação e
Pós-Verdade – Florianópolis: ABRAPSO, 2019.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Mídia e psicologia: produção de
subjetividade e coletividade. 2.ed. / Conselho Federal de Psicologia. – Brasília:
Conselho Federal de Psicologia, 2009. 392 p.
GUARESCHI, P. A. Mídia, educação e cidadania: para uma leitura crítica da
mídia / Pedrinho A. Guareschi – Porto Alegre: Evangraf, 2018. 216 p. : il.
Bibliografia
complementar:
AMON, D.; GUARESCHI, P. A.; ROSO, A.; VERONESE, M. Psicologia
Social e comunicação publicitária: uma análise crítica. Ciências Sociais
Unisinos, São Leopoldo, Vol. 46, N. 2, p. 178-186, mai/ago 2010.
MARTIN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e
hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.
CRISTIANO, M. Ações e reflexões sobre mídia e psicologia. Psicologia &
Sociedade, 24(1), pp: 244-247.
MININI, G. Psicologia cultural da mídia. São Paulo: Edições SESC 2008.
SEVERIANO, M. F. V. Narcisismo e publicidade: uma análise psicossocial dos
ideais do consumo na contemporaneidade. São Paulo: Annablume, 2001.
48
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Sociologia geral e da comunicação
1°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
-Introdução a Sociologia: teorias clássicas e contemporâneas. A Comunicação
como campo de reflexão e pesquisa sociológica. As correntes sociológicas e
suas principais teorizações sobre a Comunicação. A Comunicação e a dinâmica
da sociedade contemporânea. Teorias sobre a Estética e os impactos sociais dos
Meios de Comunicação de Massa. Análise crítica dos veículos midiáticos.
Promover o contato do aluno com os mecanismos que orientam o
funcionamento da sociedade. Refletir a relação entre os meios de comunicação
de massa e o modo de pensar e agir dos atores sociais. Discutir as principais
implicações da cultura midiática e suas influências no campo social,
compreendendo a complexidade das tecnologias de comunicação e seus
impactos sobre as formas de sociabilidade.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013
MARTIN-BARBERO, Jesus. Dos meios e as mediações. Rio de Janeiro: UFRJ,
1994.
ADORNO, Theodor W. Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra,
2002.
BAGDIKIAN, Bem H. O monopólio da mídia. São Paulo: Scritta, 1993.
BRAGA, J. L. A sociedade enfrenta sua mídia. Dispositivos sociais de crítica
midiática. São Paulo: Paulus, 2006.
COHN, Gabriel. Sociologia da comunicação: teoria e ideologia. Petrópolis:
Vozes, 2014.
HJARVARD, Stig. Midiatização da cultura e da sociedade. São Leopoldo:
Editora Unisinos, 2014.
MAIGRET, Éric. Sociologia da comunicação e das mídias. São Paulo: SENAC
São Paulo, 2010.
49
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Teorias da Comunicação
1°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
-O que é teoria. Estudo das origens e das correntes iniciais das teorias da
comunicação. As correntes teóricas e os autores mais significativos. Conceitos
básicos de comunicação e mídia. Desenvolvimento e condas teorias e
paradigmas da comunicação. O funcionamento dos meios de comunicação de
massa e seu papel social, político e cultural. Desdobramentos atuais das
correntes fundamentais. Leitura e debate dos textos básicos das teorias da
comunicação.
Conhecer os conceitos e parâmetros teóricos fundamentais no estudo da
comunicação. Compreender as mudanças paradigmáticas ao longo da história
das teorias da comunicação, levando em conta diferentes contextos (social,
político, cutural etc) nos quais a teoria apareceu, o tipo de teoria social evocado
pela teoria da comunicação em questão e o modelo comunicativo que a teoria
da comunicação apresenta. Discutir as diferentes concepções sobre a
comunicação de massa e seu papel social e cultural. Explicitar a relação entre a
ação dos meios de comunicação de massa e os fenômenos sociais e políticos.
MATTELART, Armand; MATTELART Michèle. História das teorias da
comunicação. 6. ed. São Paulo: Loyola, 1999.
RÜDIGER, Francisco. As teorias da comunicação. Porto Alegre: Penso, 2010.
SILVERSTONE, Roger. Por que estudar a mídia. São Paulo, Loyola, 2002.
AGUIAR, Leonel; BARSOTTI, Adriana (orgs.). Clássicos da comunicação:
os teóricos: de Peirce a Canclini. Petrópolis: Vozes, 2017.
CEVASCO, Maria Elisa. Dez Lições sobre Estudos Culturais. São Paulo,
Boitempo Editorial, 2003.
MARTÍN-BARBERO, Jesus. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e
hegemonia. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.
MARTINO, Luiz Mauro Sá. Teoria das mídias digitais: Linguagens,
ambientes, redes. Petrópolis: Vozes, 2015.
WILLIAMS, R. Televisão: tecnologia e forma cultural. São Paulo: Boitempo,
2016.
50
Disciplina:
Tendências e Debates da Filosofia
Período:
1°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
--
Ementa:
Fundamentos da Filosofia moderna e contemporânea, através de autores/as que
influenciam a forma e a dinâmica das sociedades atuais e a comunicação social,
em seus diversos aspectos filosóficos, éticos, tecnológicos, políticos, sociais,
ambiental, econômicos, culturais da atualidade e suas influências sobre a
comunicação e a opinião pública atual.
Objetivos:
Apresentar e debater alguns fundamentos da Filosofia moderna e
contemporânea, através de autores/as, que influenciam a forma e a dinâmica das
sociedades contemporâneas, a comunicação social e as principais correntes e
debates filosóficos atuais. Estimular a crítica dialógica de questões filosóficas,
científicas, estéticas e da teorética e práxis, relacionadas com a comunicação
social e a Filosofia. Analisar seus diversos aspectos éticos, tecnológicos,
políticos, sociais, econômicos, culturais da atualidade e suas influências sobre a
comunicação e a opinião pública e dinâmica social, cultural e política
contemporânea.
Bibliografia
básica:
ADORNO/HORKHEIMER/BENJAMIN. Col Os Pensadores. São Paulo: Abril,
1983.
FREUD, Sigmund. Arte, literatura e artistas. 3 reeimp. Belo Horizonte:
Autêntica, 2021. (Obras incompletas)
NIETZSCHE, Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril, 1983.
Bibliografia
complementar:
ACOSTO, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros
mundos. São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.
BAUMAN, Zygmunt. Retrotopia. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.
JASPERS, Karl. Opinião pública in Introdução ao pensamento filosófico. São
Paulo: Cultrix, sd.
SACCO, Joe. Reportagens. 3 Ed. São Paulo: Quadrinhos na Cia, 2016.
SOUZANIS, Nick. Desaplanar. São Paulo: Veneta, 2017.
51
11.2 Ementas do 2° período
Disciplina:
Comunicação e Cultura
Período:
2°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
--
Ementa:
Comunicação, cultura e suas interfaces. Comunicação, identidade e
identificações. Cultura, memória e registro. Comunicação, cultura e
desenvolvimento. A cultura no contexto midiático. O papel dos meios de
comunicação de massa na formação da cultura contemporânea. Mídia e cultura
brasileira (negra, indígena, nacional, regional).
Objetivos:
Dotar o estudante de uma compreensão acerca das proximidades e interfaces
entre comunicação e cultura, apontando suas complexidades históricas e
conceituais. Fomentar a análise crítica desta intersecção e suas nuances para a
sociabilidade.
Bibliografia
básica:
HALL, Stuart. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2003.
MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: Editora
UFRJ, 1997.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
Bibliografia
complementar:
ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento.
Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
BOLAÑO, César R. S. Conceito de cultura em Celso Furtado. Salvador:
EDUFBA, 2015.
KABENGELE MUNANGA. Origens africanas do Brasil contemporâneo:
histórias, línguas, culturas e civilizações. São Paulo: Global, 2009.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia – estudos culturais: identidade e
política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru, SP, EDUSC, 2001.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Editora Companhia das
Letras, 2019.
52
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Oficina de Texto Jornalístico 1
2°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Linguagem jornalística. Gêneros do jornalismo informativo. Pesquisa, pauta e
processo de apuração. Notícia e noticiabilidade. Linha editorial e controle da
informação. Objetividade e subjetividade no texto jornalístico.
Capacitar o estudante a elaborar textos jornalísticos basilares, adotando técnicas
de redação e incorporando princípios clássicos quanto à forma e ao conteúdo
dos gêneros estudados.
ERBOLATO, Mario. Técnicas de codificação em jornalismo: redação,
captação e edição no jornal diário. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.
LAGE, Nilson. Teoria e técnica do texto jornalístico. Rio de Janeiro: Elsevier,
2005.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin do. Técnicas de redação em jornalismo: o
texto da notícia. São Paulo: Saraiva, 2012.
CANAVILHAS, J. (2012). Jornalismo na web: da pirâmide invertida à pirâmide
deitada. Aprender (32), 58–65. https://doi.org/10.58041/aprender.113.
FOLHA DE S. PAULO. Manual da Redação. São Paulo: PubliFolha, 2021.
MORAES, Fabiana. A pauta é uma arma de combate: subjetividade, prática
reflexiva e posicionamento para superar um jornalismo que desumaniza. Porto
Alegre: Arquipélago Editorial, 2022.
PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. A apuração da notícia: métodos de
investigação na imprensa. Petrópolis: Vozes, 2006.
SEIXAS, Lia. Por uma outra classificação: redefinição de gênero jornalístico.
In: MARQUES DE MELO, J.; ASSIS, Francisco. (orgs.) Gêneros
jornalísticos. Estudos fundamentais. Rio de Janeiro: Editora PUC Rio, Edições
Loyola, 2020.
53
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Teorias do Jornalismo
2°
Carga horária total:
Carga horária teórica:
Carga horária prática:
72h
72h
Ementa:
O jornalismo como forma de comunicação e conhecimento. A relação entre o
Jornalismo e a opinião pública. O papel cultural e a função social do
jornalismo. Os fundamentos epistemológicos das principais teorias do
jornalismo: teoria do gatekeeping, teoria do newsmaking, teoria organizacional,
teoria da espiral do silêncio, teoria do agendamento.
Objetivos:
Fazer os estudantes compreenderem as especificidades do jornalismo como
forma de comunicação de massa. Promover nos discentes a análise dos
instrumentos e dos princípios básicos que organizam a atividade jornalística e a
discussão de suas implicações éticas, tecnológicas e econômicas.
Bibliografia
básica:
BACELAR, Roberta Baldo. Teorias do jornalismo. Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2017.
PENA, Felipe. Teoria do jornalismo. São Paulo: Contexto, 2005.
TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo, vols. I e II. Florianópolis:
Insular, 2005.
Bibliografia
complementar:
Machado, E. (2004). Dos estudos sobre o jornalismo às teorias do jornalismo
(Três pressupostos para a consolidação do jornalismo como campo de
conhecimento). In: E-compós: revista da associação de Programas
de Pós-Graduação em comunicação. (1), 2005. Disponível em
https://doi.org/10.30962/ec.2
MCCOMBS. Maxwell. A teoria da agenda. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
MEDITSCH, Eduardo. O conhecimento do Jornalismo: o elo perdido da
comunicação. Florianópolis: EdUFsc, 1992.
RUDÏGER, Francisco. As teorias do jornalismo no Brasil. Florianópolis:
Insular, 2021
SHOEMAKER, Pamela J.; VOS, Tim P. Teoria do gatekeeping: construção e
seleção da notícia. Porto Alegre: Penso, 2011.
54
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Estética da Comunicação
2°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
-O que é estética: concepções e conceitos. A estética para além das artes. As
artes no contexto comunicacional. Fenômenos estéticos e cultura de massa. A
crítica dos produtos midiáticos. Análise das “linguagens” plásticas
contemporâneas. Princípios estéticos aplicáveis aos meios de comunicação de
massa (mídias impressa, sonora, audiovisual, eletrônica, digital). A arte e a
reprodutibilidade técnica; a obra de arte como mercadoria. Transformações no
circuito produção-circulação-consumo de objetos artísticos. Estética
hegemônica e alternativa. Comunicação, informação e contra-informação: arte
como ato de resistência. Crítica da cultura e da arte.
Apresentar conceitos estéticos ligados ao campo comunicacional. Trazer
epistemologias referentes aos estudos comunicacionais ligados à Estética.
Contextualizar as questões teóricas e linguísticas vinculadas à dimensão dos
objetos estéticos.
BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”.
Em: Lima, Luiz Costa. (org.). Teoria da Cultura de Massa. Rio de janeiro:
Paz e Terra, 1982. pp. 207 a 240.
EAGLETON, Terry. A Ideologia da Estética. Jorge Zahar.
GUIMARÃES, César. Comunicação e experiência estética. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2003
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia – estudos culturais: identidade e
política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru, SP, EDUSC, 2001.
LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver na era
do capitalismo artista. São Paulo: Compahia das Letras, 2015;
MARCUSE, Herbert. A Dimensão Estética. Lisboa: Edições 70, 2000.
PARRET, Herman . A Estética da Comunicação – Além da Pragmática.
Campinas: Unicamp, 1998.
SODRÉ, Muniz; PAIVA, Raquel. O império do grotesco. Rio de Janeiro:
Mauad, 2002
55
Disciplina:
Linguagens e Gêneros em Mídia Sonora
Período:
2°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Ementa:
História e estruturação do rádio, do analógico ao digital. Características do
conteúdo e da linguagem oral em mídias sonoras. Ensino da prática dos gêneros
midiáticos que estruturam os discursos em mídias sonoras. Identificação dos
diversos gêneros em mídias sonoras: mesas redondas, radionovela, boletins e
outros. Web-rádio e podcast.
Objetivos:
Preparar o aluno visando à obtenção do conhecimento tanto teórico quanto
prático sobre os gêneros da mídia rádio e fazer com que ele compreenda os
conteúdos mais significativos trabalhados nos aspectos formais, conceituais e
estruturais, levando-se em conta o estilo, a redação e a linguagem do rádio na
produção de formatos específicos.
Bibliografia
básica:
BARBOSA FILHO, André. Gêneros radiofônicos. São Paulo: Paulinas, 2003.
FERRARETTO, L. A.. Rádio - O veículo, a história e a técnica. 2. ed. Porto
Alegre: Sagra-Luzzatto, 2001.
PRATA, Nair (Org). Panorama do rádio no Brasil. Florianópolis: Insular, 2011.
Bibliografia
complementar:
CÉSAR, Cyro. Como falar no rádio - prática e locução AM e FM. São
Paulo: Ibrasa, 1990.
DEL BIANCO, Nélia. (Org.) O rádio brasileiro na era da convergência. São
Paulo: Intercom, 2012.
KISCHINHEVSKY, Marcelo. Rádio e mídias sociais: mediações e interações
radiofônicas em plataformas digitais de comunicação. 1. ed. Rio de Janeiro:
Mauad X, 2016.
LUIZ, Lúcio (Org.). Reflexões sobre o podcast. Nova Iguaçu: Marsupial, 2014.
PRATA, Nair; DEL BIANCO, Nélia. (Org.). Migração do rádio AM para o
FM. 1ed.Florianópolis: Insular, 2018.
56
11.3 Disciplinas do 3° período
Disciplina:
Comunicação e Política
Período:
3°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
--
Ementa:
Introdução à Ciência Política. Teoria das democracias. Instituições políticas.
Sistemas partidários e eleitorais. Comunicação e Política. Comunicação e seu
papel nas democracias. Esfera pública. Mídia e eleição. Opinião pública. Fake
News.
Objetivos:
A disciplina tem por objetivo central familiarizar o estudante com o sistema
político e suas instituições, fazendo com que se torne apto a compreender e
reportar eventos da política nacional e internacional. Também objetiva
apresentar a relação entre comunicação e política e ajudar no entendimento do
papel que os meios de comunicação tradicionais e novos desempenham nas
interações políticas em uma sociedade.
Bibliografia
básica:
HABERMAS, Jürgen. Mudança Estrutural da Esfera Pública: investigações
sobre uma categoria da sociedade burguesa. Ed. Unesp. 2014.
LIJPHART, A. Modelos de Democracias: desempenho e padrão de governo em
36 países. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2019.
SCHUMPETER, J. Capitalismo, Socialismo e Democracia. São Paulo: Unesp.
2017.
Bibliografia
complementar:
BOBBIO, Norberto. O Futuro da Democracia. 18ª ed. São Paulo, SP: Paz &
Terra. 2009.
DAHL, Robert. Democracia e Seus Críticos. São Paulo, SP: WMF Martins
Fontes. 2012.
DUNN, J. A História da Democracia: um ensaio sobre a libertação do povo.
São Paulo, SP: Ed. Unifesp. 2016.
LEVITSKY, Steve; ZIBLATT, Daniel. Como as Democracias Morrem. Rio de
Janeiro, RJ: Zahar. 2018.
PRZEWORSKI, A. Crises da Democracia. Rio de Janeiro, RJ: Zahar. 2020.
57
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Legislação e Ética em Comunicação
3°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
-Direito e organização judiciária brasileira. Direito à Informação e Direitos
Humanos. Introdução à legislação dos meios de comunicação no Brasil.
Legislação comparada. Legislação especial do Jornalismo. Fundamentos éticos
na história. Ética e Comunicação. A questão da verdade na informação.
Comportamento ético do profissional de Jornalismo. Código de Ética
Profissional dos Jornalistas Brasileiros.
Objetivos:
Oferecer aos estudantes um conhecimento amplo sobre a legislação que rege a
comunicação no Brasil, especialmente a relativa à Profissão de Jornalismo, e
abordar as questões relativas à conduta ética no exercício da profissão.
Bibliografia
básica:
BARROS FILHO, Clóvis. Ética na Comunicação / Clovis de Barros Filho:
atualização de Sérgio Praça. 6. Ed. Ver. E atual. São Paulo. Summus, 2018.
ECHANIZ, Arantza & PAGOLA, Juan. Ética do Profissional da Comunicação.
São Paulo: Paulinas, 2017.
SANTOS, Reinaldo. Vade Mecum da Comunicação. S. Paulo, Edições
Trabalhistas. 2018, 17ª Edição.
Bibliografia
complementar:
BARROS, Ricardo Coelho de. O Direito à Informação no Espaço Virtual.
Maceió: Edições Cataventos, 2002.
CORTELLA, Mário Sérgio & BARROS FILHO, Clóvis. Ética e vergonha na
Cara. Campinas, SP: Papirus 7 Mares. 2014. – (Coleção Papirus Debates)
SOUZA, Mauro Wilton de (Org.). Recepção Midiática e Espaço Público. São
Paulo: Paulinas, 2006.
VALLS, Álvaro L. M... O que é ética. São Paulo, Brasiliense, Coleção
Primeiros Passos.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2003.
58
Disciplina:
Oficina de Texto Jornalístico 2
Período:
3°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Ementa:
Gêneros do jornalismo interpretativo ou investigativo: conceito e estrutura.
Tipos de reportagem e grande reportagem. Formas e estratégias de entrevista. o
jornalismo opinativo e seus gêneros.
Objetivos:
Proporcionar conhecimento sobre as técnicas e características fundamentais dos
gêneros jornalísticos investigativos e opinativos. Compreender o papel do
jornalismo opinativo. Capacitar para a redação de textos jornalísticos
investigativos e opinativos.
Bibliografia
básica:
FERRARI, Maria Helena e SODRÉ, Muniz. Técnica de reportagem: Notas
sobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.
CAPUTO, Stela Guedes. Sobre entrevistas: teoria prática e experiências.
Petrópolis: Vozes, 2006.
FORTES, Leandro. Jornalismo investigativo. São Paulo: Contexto, 2007.
Bibliografia
complementar:
CHAPARRO, Manuel Carlos. Pragmática do jornalismo: buscas práticas para
uma teoria da ação jornalística. São Paulo: Summus, 2007.
FLORESTA, Cleide; BRASLAUSKAS, Lígia. Técnica de reportagem e
entrevista. São Paulo: Saraiva, 2009.
KOTSCHO, Ricardo. A prática da reportagem. São Paulo: Ática, 2004
MELO José Marques de. Jornalismo opinativo. São Paulo: Mantiqueira, 2003.
PIZA, Daniel. Perfis & Entrevistas: escritores, artistas, cientistas. São Paulo:
Contexto, 2004.
59
Disciplina:
Fundamentos de Economia
Período:
3°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
72h
Carga horária prática:
--
Ementa:
Modos de produção, formação do capitalismo, revolução industrial e
imperialismo. Economia política e ciência econômica. Fundamentos básicos da
ciência econômica, abrangência e limitações da economia. Caracterização e
funcionamento do sistema econômico. O mecanismo de mercado: oferta,
procura e equilíbrio. Elasticidade: preço e renda. Teoria da Firma. Noções de
estrutura de mercado. A moeda e o sistema financeiro. Os agregados
macroeconômicos. Crescimento e desenvolvimento socioeconômico.
Reestruturação produtiva e financeirização da economia. As relações
econômicas internacionais. Aspectos da evolução econômica do Brasil. A
questão do desemprego. Inflação. Os grandes desafios econômicos do mundo
atual.
Objetivos:
Dotar o/a estudante do conhecimento geral do funcionamento da economia,
possibilitando compreender os mecanismos e estrutura em geral do sistema
econômico, em particular aquele do modo de produção capitalista
contemporâneo.
Bibliografia
básica:
PINHO, Diva B.; VASCONCELOS, M. Antonio S. (org.) Manual de
Economia. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 20. ed. São Paulo: Atlas.
2003.
SINGER, Paul. Aprender economia. 25. ed. Sao Paulo: Contexto, 2010.
Bibliografia
complementar:
BRAZ, M.; NETTO, J.P.. Economia Política: uma introdução crítica. São
Paulo: Cortez, 2006.
LOPES, Luiz Martins e VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de
(Org). Manual de Macroeconomia – básico e intermediário. 3. ed. São Paulo:
Atlas, 2008.
MANKIW, Gregory. Introdução à Economia: princípios de micro e
macroeconomia. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus. 2001.
SILVA, Adelphino Teixeira. Economia e Mercado. São Paulo: Atlas, 1985.
SOUZA, Nilson Araújo de. Economia Brasileira contemporânea – de Getúlio a
Lula. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
60
11.4 Disciplinas do 4° período
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Linguagens e Culturas Visuais
4°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
54h
Carga horária prática:
18h
A imagem contemporânea e suas diversas dimensões históricas e sociais.
Ontologia e estética da imagem audiovisual e fotográfica. Elementos
linguísticos da imagem. Imagem e narratividade.
Ofertar conceitos que colaborem para a compreensão sistêmica da imagem
(audiovisual e fotográfica) no contexto moderno e contemporâneo. Apresentar
elementos técnicos e linguísticos que incorporam a dinâmica sócio-histórica das
imagens.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica.
In: Obras escolhidas. Volume I. São Paulo: Brasiliense, 1985.
MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas, pós-cinemas. Campinas: Papirus Editora,
1997.
RAMOS, Fernão Pessoa. Teoria contemporânea do cinema. São Paulo:
Editora Senac, 2010.
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
Bibliografia
complementar:
COMOLLI, Jean-Louis. (2008). Ver e poder. A inocência perdida: cinema,
televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte: Editora da UFMG.
DIDI-HUBERMAN, George. Quando as imagens tocam o real. PÓS: Revista
do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, Belo Horizonte,
p. 206–219, 2012.
DUBOIS, Philippe. (2004) Cinema, vídeo, Godard. São Paulo: Cosac &
Naify.
____.O ato fotográfico. (2006). Campinas: São Paulo: Papirus.
LISSOVSKY, Maurício. (2008). A máquina de esperar: origem e estética da
fotografia moderna. Rio de Janeiro: Mauad X.
61
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Linguagens e Gêneros Audiovisuais
4°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
A estruturação do modelo televisivo. Padrão tecno-estético: as características
dos conteúdos televisivos e audiovisuais. A digitalização da TV e as
características do conteúdo digital audiovisual. A dimensão estética, histórica e
técnica dos regimes televisuais, cinematográficos e videográficos. Roteirização
e produção. Gêneros televisivos no composto midiático: talkshows, jornalísticos
e de auditórios, videocast e websérie, programas e transmissões ao vivo.
Compreender o processo histórico do advento televisivo e audiovisual; Perceber
os elementos linguísticos específicos das linguagens televisiva e audiovisual;
articular a face estética e técnica no contexto audiovisual; possibilitar a análise
e categorização de produtos televisivos e audiovisuais.
CAMPOS, Flavio de. Roteiro de cinema e televisão: a arte e a técnica de
imaginar, perceber e narrar. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
BRANDAO, Cristina; COUTINHO, Iluska; LEAL, Paulo Roberto Figueira.
Televisão, cinema e mídias digitais. Florianópolis: Insular, 2012.
SOUZA, José Carlos Aronchi de. Gêneros e formatos na televisão brasileira.
São Paulo: Summus, 2004.
Brittos, V. C., & de Menezes, E. S. Do vídeo popular às especificidades do
padrão tecno-estético alternativo. Revista Eletrônica Internacional De
Economia Política Da Informação Da Comunicação E Da Cultura,
v.13(n.3), 2011. Disponível em https://periodicos.ufs.br/eptic/article/view/302.
COMPARATO, Doc. Da criação ao roteiro: teoria e prática. São Paulo:
Summus, 2009.
MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Senac-SP, 2000.
MALTA, C. C. S. ; SANTOS, A. D. G. ; SOUZA, V. S. ; SILVA, M. I. S. . O
padrão tecnoestético do Campeonato Alagoano de futebol masculino de 2023.
In: 46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2023, Belo
Horizonte. Anais do 46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.
São Paulo: Intercom, 2023.
MICHAUD, Philippe-Alain. Filme: por uma teroria expandida do cinema.
Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
62
Disciplina:
Oficina de Jornalismo em Mídia Sonora
Período:
4°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
54h
Carga horária prática:
18h
Ementa:
Elaboração de produtos jornalísticos para mídias sonoras em suas diversas
formas (radiodifusão AM e FM, web-rádio, podcasts). A disciplina busca
articular elementos teóricos e práticos na produção, gravação, edição,
apresentação e distribuição de programas no formato radiofônico.
Objetivos:
Capacitar o estudante a produzir os vários gêneros existentes no formato
radiofônico. Preparar o aluno visando a obtenção do conhecimento tanto teórico
quando prático sobre os formatos radiofônicos.
Bibliografia
básica:
CHANTLER, Paul; STEWART, Peter. Fundamentos do radiojornalismo. São
Paulo: Roca, 2007.
FERRARETTO, L. A.. Rádio - Teoria e prática. 1. ed. São Paulo: Summus,
2014.
MEDITSCH, Eduardo. O rádio na era da informação: teoria e técnica do novo
radiojornalismo. Florianópolis: Insular: 2007.
Bibliografia
complementar:
HAUSMAN, Carl et al. Radio: produção, programação e performance. São
Paulo: Cengage, 2010.
JUNG, MILTON. Jornalismo de Rádio. São Paulo: Contexto, 2007.
MAGNONI, Antonio Francisco; CARVALHO, Juliano Mauricio De (ORG.). O
novo rádio: Cenários da radiodifusão na era digital. São Paulo: Senac, 2010.
MCLEISH, Robert. Produção de rádio: um guia abrangente de produção
radiofônica. São Paulo: Summus, 2001.
ORTIZ, Miguel Angel; MARCHAMALO, Jesus. Técnicas de comunicação
pelo rádio. São Paulo: Loyola, 2006.
63
11.5 Disciplinas do 5° período
Disciplina:
Linguagens e Culturas Digitais
Período:
5°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
54h
Carga horária prática:
18h
Ementa:
Tratar da simbiose que ocorre entre cultura e Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) desde os estudos sobre cibernética até transformação do
computador de uma máquina de calcular para uma máquina de comunicação,
passando pelo surgimento da microinformática. Como os novos processos de
sociabilidade mediadas pelo ambiente da comunicação digital (especialmente a
internet) têm moldado ou influenciado a produção de sentido e a consolidação
da cultura. Internet, cultura e sociabilidade. Abordagem de temas como
filosofia da técnica, origens, estrutura e modus operandi da Internet;
apropriação social das novas tecnologias da comunicação; realidade virtual e
realidade aumentada; convergência digital e cultura da convergência; vigilância
digital e novas formas de mediações online; redes sociais online; comunicação
digital e mobilidade; transmidiação.
Objetivos:
Possibilitar as bases teóricas para se compreender como a cultura
contemporânea passa hoje inevitavelmente pelas mediações online e identificar
essas características. Dotar o estudante de um olhar em perspectiva sobre
informática e tecnologia e uma visão crítica sobre comunicação online e
sociabilidade. Apresentar elementos técnicos e linguísticos que
incorporam a dinâmica da comunicação digital.
Bibliografia
básica:
ANDERSON, Chris. A Cauda longa: do mercado de massa para o mercado de
nicho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
LEMOS, André. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura
contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2010.
Bibliografia
complementar:
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. A era da informação: economia,
sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 ( vol. 1 e 2).
HABERMAS, J. Técnica e Ciência como "Ideologia". Lisboa: Edições 70,
1987.
PINTO, Álvaro Vieira. O conceito de Tecnologia. Vols. 1 e 2. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2005.
RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.
TRIVINHO, Eugênio; CAZELOTO, Edilson. A cibercultura e seu espelho:
campo de conhecimento emergente e nova vivência humana na era da
imersão interativa. São Paulo: ABCiber; Instituto Itaú Cultural, 2009.
64
Disciplina:
Mídias Alternativas
Período:
5°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Ementa:
Função social da comunicação no capitalismo. As possibilidades de outros
modelos comunicacionais. Padrão tecno-estético alternativo. Comunicação,
poder e ideologia na grande mídia. História das mídias alternativas no Brasil. A
importância e a produção das mídias alternativas. O jornalismo alternativo nas
diversas mídias – impresso, rádio, televisão e internet. Organização social e
meios de comunicação. Informação contra-hegemônica, apropriação
tecnológica e utilização dos diversos meios. Leitura crítica dos meios e
produção de mídias alternativas.
Objetivos:
Compreender o cenário brasileiro de publicações digitais produzidas de forma
independente e voltadas aos mais diversos assuntos, como política, tecnologia,
jornalismo e cultura. Dominar as aptidões necessárias para a produção de uma
mídia alternativa digital, o que envolve desde os processos criativos até os
recursos técnicos – softwares e aplicativos livres voltados à edição de áudio,
vídeo, imagens, páginas impressas, texto, redes digitais e conversão de
arquivos. Licenças de uso livre (copyleft, creative commons).
Bibliografia
básica:
AMARAL, Márcia Franz. Jornalismo popular. São Paulo, Contexto, 2006.
MOURA, Diego et al (Orgs). Comunicação e cidadania: conceitos e processos.
Editora Francis, 2011.
PERUZZO, Cicilia M.K. Televisão comunitária. São Paulo: Mauad, 2007.
Bibliografia
complementar:
BRITTOS, Valério Cruz. Digitalização e democratização: produção de
conteúdo nacional e padrão tecno-estético alternativo. In: SECRETARIA DE
ASSUNTOS ESTRATÉGICOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
Produção de conteúdo nacional para mídias digitais. Brasília, 2011. p. 111-127.
COELHO NETO, Armando. Rádio comunitária não é crime. São Paulo:
Summus,
2002.
HENRIQUES, Márcio Simeone. Comunicação e estratégia de mobilização
social. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2007.
HENRIQUES, Márcio Simeone. Comunicação e Mobilização Social na Prática
de Política Comunitária. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2010.
LIMA, Rafaela. Mídias comunitárias, juventude e cidadania. Belo Horizonte:
Editora Autêntica, 2007. V. 5.
65
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Oficina de Fotografia e Fotojornalismo
5°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
18h
Carga horária prática:
54h
Produção de ensaios fotográficos autorais e fotojornalísticos em seus diversos
formatos (cobertura de pautas factuais, não-factuais, personagem, etc), a partir
da articulação entre elementos teóricos e práticos, com discussão sobre aspectos
éticos que envolvem a imagem e sua manipulação nos tempos atuais.
Desenvolver habilidades técnicas para a produção de fotografia e para a
atividade do fotojornalismo, em seus diversos formatos de pauta.
KOSSOY, Boris. Fotografia e história. 5. ed.rev. São Paulo: Ateliê Editorial,
2014.
MAMMI, Lorenzo; SCHWARCZ, Lilia Moritz (org.). 8X fotografia: ensaios.
São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
ROUILLÉ, André. A fotografia: entre documento e arte contemporânea. São
Paulo: Senac São Paulo, 2009.
AZOUBEL, Diogo. Narrativas fotojornalísticas I: matizes, objetos, sujeitos.
Belo Horizonte: Editora Letramento, 2019.
BOROSKI, Marcia. Fotojornalismo: técnicas e linguagens. Curitiba:
InterSaberes, 2020.
COTTON, Charlotte. A fotografia como arte contemporânea. São Paulo:
Editora WMF Martins Fontes, 2013.
FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da
superficialidade. São Paulo: Annablume, 2008.
KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica. 5. ed. Ver. São
Paulo: Ateliê Editorial, 2016.
66
Disciplina:
Oficina de Planejamento Visual e Editoração
Período:
5°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Ementa:
Design gráfico e editorial no jornalismo. Introdução à estética gráfica. Identidade
visual no jornalismo: o projeto gráfico-editorial. Princípios de diagramação.
Grids e layouts, tipografia, o uso da cor no jornalismo. Particularidades dos
veículos impressos e digitais. Uso de softwares de editoração eletrônica.
Objetivos:
Possibilitar uma compreensão dos conceitos de um projeto de design gráfico e/ou
editorial na profissão do jornalista, bem como suas possibilidades de utilização e
edição nas mais diversas áreas, seja nos veículos de mídia impressa ou nos meios
digitais. Refletir sobre a função do planejamento visual dentro do fluxo de
trabalho de uma redação integrada. Discutir as particularidades da identidade
visual de um veículo de comunicação, fornecendo subsídios para o exercício
crítico perante as produções, bem como para ampliação do repertório visual –
agregando um apuro estético nas criações. Capacitar os(as) estudantes para a
utilização de softwares de editoração eletrônica.
Bibliografia
básica:
HOLLIS, Richard. Design gráfico: uma história concisa. São Paulo: Martins
Fontes, 2010.
SAMARA, Timothy. Grid: construção e desconstrução. São Paulo: Cosac &
Naify, 2007.
WILLIAMS, Robin. Design para quem não é designer: noções básicas de
planejamento visual. 3. ed. São Paulo: Callis, 2009.
Bibliografia
complementar:
BRINGHURST, Robert. Elementos do estilo tipográfico: versão 3.2. [2. ed]. São
Paulo: Cosac & Naify, 2011.
GUIMARÃES, Luciano. As cores na mídia: A organização da cor-informação
no jornalismo. São Paulo: Annablume, 2003.
HURLBURT, Allen. Layout: O design da página impressa. São Paulo: Nobel,
2002.
SAMARA, Timothy. Guia de Design Editorial: Manual prático para o design de
publicações. Porto Alegre: Bookman, 2011.
ZAPPATERRA, Yolanda; CALDWELL, Cath. Design editorial: jornais e
revistas, mídia impressa e digital. São Paulo: Gustavo Gili, 2014.
67
11.6 Disciplinas do 6° período
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Assessoria de Comunicação
6°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Assessoria de comunicação e Assessoria de Imprensa. Histórico e Evolução.
Comunicação interna. Relacionamento com a mídia. Atividades, produtos e
serviços de uma Assessoria. Planejamento e plano de comunicação. Mídias
Sociais. Gestão da reputação e gerenciamento de crises e conflitos. Media
training. Avaliação e monitoramento de resultados. Campos de atividade do
assessor de comunicação. Ética na Assessoria de Comunicação.
Fornecer embasamento teórico e prática na elaboração de produtos da área de
Assessoria de Comunicação, capacitando os alunos para as diversas atividades
que envolvem planejamento de comunicação e relacionamento com diversos
públicos.
DUARTE, Jorge (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a
mídia: teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2016.
FERRARETTO, Elisa Kopplin e Luiz Artur. Assessoria de imprensa: teoria e
prática. São Paulo: Summus, 2009.
VASCONCELOS, Luciene Ricciotti. Planejamento de comunicação
integrada: manual de sobrevivência para as organizações do século XXI. São
Paulo: Summus, 2009.
BARBEIRO, Heródoto. Midia training: como usar a imprensa a seu favor. São
Paulo: Saraiva, 2011.
DUARTE, Jorge (org). Comunicação pública: estado, mercado, sociedade e
interesse público. São Paulo: Atlas, 2012.
FORNI, João José. Gestão de crises e comunicação. São Paulo: Atlas, 2019.
LOPES, Boanerges. O que é Assessoria de imprensa. São Paulo: Brasiliense,
2003. (Coleção primeiros passos)
TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de Comunicação Empresarial. São Paulo:
Thomson, 2010.
68
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Oficina de Tecnologias Contemporâneas e Mídias Sociais
6°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
36h
Carga horária prática:
36h
Revoluções tecnológicas e as transformações nos processos comunicacionais;
características da linguagem nos meios digitais; da convergência midiática à
plataformização da comunicação; capitalismo de vigilância; impacto da
inteligência artificial na produção e consumo de mídia; propaganda
computacional e desinformação; técnicas e ferramentas para a elaboração de
reportagens multimídia; técnicas e ferramentas para produção jornalística em
plataformas digitais; estratégias de monitoramento de mídias sociais.
Espera-se que os estudantes de graduação adquiram conhecimentos conceituais
e técnicos que os permitam estar melhor preparados para lidar com as
transformações que os avanços tecnológicos promovem no campo da
Comunicação. Da mesma forma, espera-se que eles possam refletir criticamente
a respeito de tais reconfigurações.
BUENO, Wilson da Costa (Org). Estratégias de comunicação nas mídias
sociais. Barueri, SP: Manole, c2015. 229 p. (Série Comunicação empresarial).
ISBN 97820438442 (broch.).
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. ampl. e atual. São Paulo:
Aleph, 2009
RECUERO, Raquel; BASTOS, Marco T; ZAGO, Gabriela. Análise de redes
para mídia social. Porto Alegre: Sulina, 2015. 183 p. (Cibercultura). ISBN
9788520507339 (broch.).
HUI, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora: 2020.
LATOUR, Bruno et al. Reagregando o social: uma introdução à teoria do atorrede. Salvador: Edufba, 2012.
O'NEIL, Cathy. Algoritmos de destruição em massa. Santo André: Editora
Rua do Sabão, 2021.
POELL, Thomas; NIEBORG, David; VAN DIJCK, José. Plataformização.
Fronteiras, Estudos Midiáticos, v. 22, n. 1, p. 2-10, 2020.
https://doi.org/10.4013/fem.2020.221.01
ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância. Rio de Janeiro:
Editora Intrínseca, 2021.
69
Disciplina:
Período:
Carga horária:
Ementa:
Objetivos:
Bibliografia
básica:
Bibliografia
complementar:
Oficina de Telejornalismo
6°
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
18h
Carga horária prática:
54h
O telejornalismo na TV (aberta, fechada, por assinatura, na web): definição,
conceitos e modelos. Os equipamentos de produção, edição e circulação do
telejornal. A equipe de produção, edição e exibição do telejornal: funções,
rotinas e métodos de pesquisa, apuração, pauta, produção, edição, pós-produção
e exibição. Os textos do/a repórter: o flash; o stand up; a reportagem (a
apuração no local, a gravação de sonoras e passagens, a redação e a narração do
off). A edição da reportagem: programas, recursos e critérios de edição, a
decupagem, a montagem. Os tipos de texto da edição: escalada, cabeça e nota
pé, nota pelada, nota coberta, passagens de bloco, chamadas. Os recursos de
pós-produção e edição: legendas, animações, gráficos, tabelas, vinhetas, artes
em geral, a sonorização. O script, o estúdio e a apresentação do telejornal.
Transmissões ao vivo. O futuro do telejornalismo.
Desenvolver um projeto telejornalístico que possibilite ao estudante
compreender e praticar todas as atividades necessárias à sua execução: da
pesquisa e apuração à apresentação, passando pelas etapas de produção,
reportagem, pós-produção e edição. Capacitar o aluno para trabalhar com a
linguagem televisiva e sua aplicação ao gênero telejornalístico e seus formatos.
BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo. Manual de Telejornalismo: os
segredos da notícia na tv. 2. ed. Rio de Janeiro: ELSEVIER, 2002.
CARVALHO, Alexandre. Reportagem na TV: como fazer, como produzir,
como editar. São Paulo: Contexto, 2010.
PATERNOSTRO, Vera Iris. O Texto na TV: manual de telejornalismo. Rio de
Janeiro: Campus Editora, 2006.
COUTINHO, Iluska. Dramaturgia do telejornalismo: a narrativa da informação
em rede e nas emissoras de televisão de Juiz de Fora-MG. Rio de Janeiro: Maud
X, 2012.
KYRILLOS, Leny; COTES, Cláudia; FEIJÓ, Deborah. Voz e Corpo na TV: a
fonoaudiologia a serviço da comunicação. São Paulo: Globo, 2003.
THOME, Carol. Videorreportagem: A arte de produzir além do Telejornalismo.
São Paulo: Ed. All Print, 2011.
VIZEU, Alfredo. Decidindo o Que é Notícia: os bastidores do telejornalismo.
5.ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2014.
YORKE, Ivor. Telejornalismo. 4. ed. São Paulo: Roca, 2007.
70
11.7 Disciplinas do 7° período
Disciplina:
Estágio Curricular Supervisionado 1
Período:
7°
Carga horária:
Carga horária total:
100h
Carga horária teórica:
--
Carga horária prática:
100h
Ementa:
Desenvolvimento de atividade jornalística sob supervisão.
Objetivos:
Conhecer as rotinas profissionais do jornalismo em empresas e instituições.
Avaliar as experiências de forma reflexiva e crítica.
Bibliografia
básica:
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa
jornalística. Rio de Janeiro: Record , 2003.
MOHERDAUY, Luciana. Guia de estilo web: produção e edição de notícias
online. São Paulo, Editora Senac, 2007.
YORK, Ivor. Telejornalismo. São Paulo: Rocca, 2006.
Bibliografia
complementar:
FERRARETTO, Elisa Kopplin e Luiz Artur. Assessoria de Imprensa: teoria
e prática. São Paulo: Summus, 2009.
HERBERT, Zettl. Manual de produção de televisão. São Paulo: CENCAGE,
2010.
KOTSCHO, Ricardo. A prática da reportagem. São Paulo: Ática, 2009.
MCLEISH, Robert. Produção de Rádio - Um Guia Abrangente de Produção
Radiofônica. São Paulo. Summus Editorial. 2001.
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. Manual de Orientações para
Redes Sociais: identidade padrão de comunicação digital do Poder Executivo
Federal. Brasília: SECOM, 2014.
71
Disciplina:
Laboratório Integrado de Jornalismo 1
Período:
7°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
--
Carga horária prática:
72h
Ementa:
Prática redacional em meios: impresso, visual, sonoro, digital. Elaboração de
pauta, planejamento de cobertura, captação, redação jornalística nos vários
meios, formatos/gêneros e linguagens. Uso de ferramentas digitais de apoio à
prática redacional jornalística. Softwares/apps livres e/ou por assinaturas:
Google Drive, Tweetdeck, PCM Recorder, Evernote, Wavepad, Trello,
Periscope, Flipboard, VSCOCam, Prompter, Snapseed, Hootsuite, SoundNote,
Word, Libre Office, Google Docs, Pure Writer. Avaliação do processo
redacional integrado e seus produtos.
Objetivos:
Desenvolver a práxis jornalística de produção de conteúdos destinados às várias
mídias, integralizando efetivamente os conhecimentos advindos das disciplinas
laboratoriais.
Bibliografia
básica:
JUNG, MILTON. Jornalismo de rádio. São Paulo: Contexto, 2007.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin do. Técnicas de redação em jornalismo: o
texto da notícia. São Paulo: Saraiva, 2009 (Volumes I e II).
PRADO, Magaly. Webjornalismo. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
Bibliografia
complementar:
MACHADO, Elias; PALACIOS, Marcos. Modelos de jornalismo digital.
Bahia: Ed. Calandra, 2003.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin do. Técnicas de redação em jornalismo: o
texto da notícia. São Paulo: Saraiva, 2009 (Volumes I e II).
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin. Técnicas de redação em jornalismo. São
Paulo: Saraiva, 2009.
PEREIRA JUNIOR, L.C. A apuração da notícia: métodos de investigação na
imprensa. Petrópolis: Vozes, 2006.
PINTO, Ana Estela de Sousa. Jornalismo diário. São Paulo: Publifolha Editora,
2009.
72
Disciplina:
Teoria e Metodologia da Pesquisa em Comunicação
Período:
7°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
54h
Carga horária prática:
18h
Ementa:
Análise do campo de pesquisa da comunicação no que concerne aos aspectos
epistemológicos, teóricos, metodológicos e institucionais que envolvem a
construção dos seus objetos e problemas de investigação. Concepção e
elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que poderá ocorrer na
forma de uma monografia, ou artigo científico, ou na forma de um produto de
Comunicação. Produção de projeto de TCC. Elaboração de artigo científico ou
produto de comunicação em estágio inicial.
Objetivos:
Desenvolver conhecimentos acerca das teorias e metodologias fundamentais à
elaboração de estudos científicos e pesquisas acadêmicas sobre comunicação.
Capacitar o estudante a desenvolver pesquisas acadêmicas ou elaborar produtos
de Comunicação Social, obtendo assim experiência em levantar uma questão,
articular teorias, aplicar técnicas, planejar e executar um projeto.
Bibliografia
básica:
LAGO, Cláudia; BENETTI, Márcia (Org.). Metodologia de pesquisa em
jornalismo. 3ed. Petrópolis: Vozes, 2010.
LOPES, Maria Immacolata Vassallo de. Pesquisa em Comunicação. 11 ed.
São Paulo: Edições Loyola, 2012.
MALDONADO, Alberto Efendy. Metodologias de pesquisa em
comunicação: olhares, trilhas e processos. 2.ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.
Bibliografia
complementar:
BOLAÑO, César Ricardo Siqueira. Campo aberto: para a crítica da
epistemologia da comunicação. Aracaju: Edise, 2015.
CURSO DE JORNALISMO. Resolução CJOR/UFAL n.02/23 – normas e
procedimentos para elaboração, apresentação e avaliação do Trabalho de
Conclusão de Curso. Maceió: UFAL, 2023.
LEFEBVRE, Henri. Lógica formal, lógica dialética. 5. ed. Rio de Janeiro:
Civilizacao Brasileira, 1991.
MINAYO, Maria Cecilia de Souza; DESLANDES, Suely Ferreira; GOMES,
Romeu. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis:
Vozes, 2016.
VALE, Helena; LENZI, Lívia. Manual para normalização de trabalhos
acadêmicos da UFAL. Maceió: UFAL, 2022.
73
11.8 Disciplinas do 8° período
Disciplina:
Estágio Curricular Supervisionado 2
Período:
8°
Carga horária:
Carga horária total:
100h
Carga horária teórica:
--
Carga horária prática:
100h
Ementa:
Desenvolvimento de atividade jornalística sob supervisão.
Objetivos:
Conhecer as rotinas profissionais do jornalismo em empresas e instituições.
Avaliar as experiências de forma reflexiva e crítica.
Bibliografia
básica:
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa
jornalística. Rio de Janeiro: Record , 2003.
MOHERDAUY, Luciana. Guia de estilo web: produção e edição de notícias
online. São Paulo, Editora Senac, 2007.
YORK, Ivor. Telejornalismo. São Paulo: Rocca, 2006.
Bibliografia
complementar:
FERRARETTO, Elisa Kopplin e Luiz Artur. Assessoria de Imprensa: teoria
e prática. São Paulo: Summus, 2009.
HERBERT, Zettl. Manual de produção de televisão. São Paulo: CENCAGE,
2010.
KOTSCHO, Ricardo. A prática da reportagem. São Paulo: Ática, 2009.
MCLEISH, Robert. Produção de Rádio - Um Guia Abrangente de Produção
Radiofônica. São Paulo. Summus Editorial. 2001.
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. Manual de Orientações para
Redes Sociais: identidade padrão de comunicação digital do Poder Executivo
Federal. Brasília: SECOM, 2014.
74
Disciplina:
Laboratório Integrado de Jornalismo 2
Período:
8°
Carga horária:
Carga horária total:
72h
Carga horária teórica:
--
Carga horária prática:
72h
Ementa:
Prática da edição em meios: impresso, visual, sonoro, digital. Diagramação.
Design. Edição crossmedia e transmídia em jornalismo. Planejamento e
realização de edições especiais. Revisão. Difusão dos produtos jornalísticos
editados. Uso de ferramentas digitais de apoio à edição em jornalismo.
Softwares/apps livres e/ou por assinaturas: Audio Evolution Mobile, Dolby On,
Voice PRO – HQ Audio Editor, WaveEditor para Android, Audio Recorder &
Editor, Music Editor, Sound Audio Editor & MP3, Song Maker, Adobe
Premiere Pro, Final Cut Pro, HitFilm Express, DaVinci Resolve, Audacity,
WavePad, Ocenaudio, Free Audio Editor, Audio Cutter, Power Sound Editor,
Adobe InDesign, Ardour. Avaliação do processo editorial integrado e seus
produtos.
Objetivos:
Desenvolver a prática da edição multimidia aplicando os conhecimentos de
edição na elaboração de produtos jornalísticos, a partir dos conteúdos
fornecidos pelo corpo discente da disciplina LJI1.
Bibliografia
básica:
MOLETTA, Alex. Você na tela: criação audiovisual para a Internet. São Paulo:
Summus, 2019.
PEREIRA JR., Luiz da Costa. Guia para edição em jornalismo. Petrópolis:
Vozes, 2006.
SILVA, Gislene; VOGEL, Daisi; SILVA, Terezinha (Org.).ebook. Apuração,
redação e edição jornalística. Florianópolis: Editora da UFSC, 2022.
Bibliografia
complementar:
CARVALHO, Alexandre; DIAMANTE, Fábio; UTSCH,; Bruniera. Thiago.
Reportagem na TV: como fazer, como produzir, como editar. São Paulo:
Contexto, 2010.
COLLARO, Antonio Celso. Produção visual e gráfica. São Paulo: Summus,
2005.
FAXINA, Elson. Edição em rádio. Curitiba: Intersaberes, 2020.
PRADO, Magaly. Webjornalismo. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
RIOS, Aline de Oliveira; LOPES, Dirk ; VALIM, Silvia Valim (Orgs.).
Produção de texto em Tv: da pauta à transmissão. Curitiba: Editora
Intersaberes, 2021.
75
12. AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
A avaliação concebida no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) é um fator de gestão no
sentido de possibilitar correções, reorientar práticas pedagógicas, refletir sobre os projetos
pedagógicos e delimitar os obstáculos administrativos. No âmbito do curso, essa avaliação é
realizada
pelo
acompanhamento
do
Projeto
Pedagógico
e
pela
avaliação
de
ensino/aprendizagem.
A avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às demandas da
sociedade e da comunidade científica e deve ser entendida como um processo amplo e
coparticipativo, respeitando os critérios estabelecidos no regulamento geral dos cursos de
graduação. Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e deve ser capaz de
contribuir consistentemente na ação pedagógica do curso, de maneira que garanta a
flexibilização curricular e que permita a adequação do desenvolvimento acadêmico à
realidade na qual se insere a UFAL.
A avaliação requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o processo
educacional, uma permanente aferição do Projeto Pedagógico em relação aos fins préconstituídos, às metas e às ações definidas.
Assim sendo, a concepção deste Projeto Pedagógico deve ser percebida como
movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo de ensino-aprendizagem e das
atividades curriculares.
76
13. PROCEDIMENTOS
APRENDIZAGEM
DE
AVALIAÇÃO
NO
PROCESSO
DE
ENSINO-
A avaliação do processo ensino-aprendizagem insere-se na própria dinâmica
curricular. Trata-se, portanto, de uma atitude de responsabilidade da instituição, dos docentes
e discentes, acerca do processo formativo, sendo processual, mantendo a coerência com todos
os aspectos do planejamento e execução do Projeto Pedagógico do Curso.
A avaliação pressupõe um projeto norteador na direção da consecução dos objetivos
claramente explicitados, dentro de uma determinada matriz epistemológica. No Curso de
Jornalismo, ela será analisada como um procedimento construtivo de conhecimento, e será
entendida como uma condição que torna mais dinâmica a ação do curso pela qual se procura
identificar, aferir, investigar e analisar o desenvolvimento do discente, do docente e do curso.
Será uma das formas para averiguar se os objetivos propostos foram alcançados na medida em
que o curso se desenvolve e está sendo integralizado. De um modo geral, terá duas funções
básicas: diagnóstica e formativa.
A função diagnóstica busca determinar a possível presença ou ausência de
conhecimentos e habilidades, providências para estabelecimento de novos objetivos, retomada
daqueles não atingidos, elaboração de diferentes estratégias de reforço, sondagem, projeção e
retrospecção de situação de desenvolvimento do aluno, dando-lhe elementos para verificar o
que aprendeu e como aprendeu.
A função formativa procura identificar as possíveis causas de deficiências na
organização do ensino-aprendizagem, de modo a possibilitar reformulações no mesmo e
assegurar o alcance dos objetivos. Para que a avaliação tenha o caráter formativo, trabalharse-á seleção dos objetivos e conteúdos das disciplinas, desenvolvendo o caráter
pluridisciplinar, multidisciplinar e interdisciplinar sempre buscando a participação dos
discentes. Nesse sentido, o Curso de Jornalismo buscará avaliar e utilizará os resultados
obtidos, no sentido de melhorar suas funcionalidades, estabelecendo critérios e objetivos,
assim como instrumentos que servirão para tal finalidade.
A avaliação do rendimento escolar é regulamentada pela Resolução Nº 114/2023Consuni/UFAL, de 05 de dezembro de 2023 (Regime Acadêmico dos Cursos de Graduação da
UFAL), sendo também considerados os aspectos legais determinados na LDB, no que
concerne à aferição quantitativa do percentual de 75% de presença às atividades de ensino
previstas pela carga horária de cada disciplina e no total da carga horária do curso e
qualitativa em relação ao total de pontos obtidos pelo aluno em cada disciplina.
77
Esta Resolução determina o regime de aprovação do aluno em cada disciplina, tanto
no que compete ao percentual mínimo de presença necessário a cada disciplina, respeitando as
exceções definidas na Resolução Nº 114/2023-Consuni/UFAL e no Estatuto e Regimento
Geral da UFAL, como também na aferição qualitativa, detalhando como se efetiva a apuração
do rendimento escolar das disciplinas.
No Curso de Jornalismo, a avaliação está condizente com a concepção de ensinoaprendizagem, norteadora da metodologia adotada para a consecução do PPC.
78
14. AVALIAÇÃO DO CURSO
As ações visando a avaliação dos cursos se orientam pelas normatizações oriundas da
Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Conaes).
O processo de avaliação do PPC de Jornalismo é realizado por uma comissão
representativa dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFAL é formada por membros
representantes do corpo docente, discente e técnico-administrativo. Eles serão agentes do
processo de análise interna do curso, que serão sistematizados na forma de
questionários/entrevistas através da Comissão de Autoavaliação da unidade acadêmica.
Os procedimentos utilizados para avaliar o PPC obedecerão ao disposto no Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), conforme Lei nº 10.861, de 14 de abril
de 2004. O curso adotará ações que possibilitem a sua autoavaliação, a partir de reuniões
periódicas, aplicação de questionários/entrevistas, debates, ouvidorias e os resultados obtidos
no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
A avaliação do PPC é um processo imprescindível, prevendo ainda, ações que
implicam melhorias para o curso, que poderão gerar informações para o Plano de Ação
Pedagógica (PAP).
Além dos docentes, discentes, técnicos administrativos, tal processo também poderá
envolver profissionais interessados, visando analisar o desempenho do curso, como também,
realizar os ajustes necessários e o planejamento de ações que favoreçam o aperfeiçoamento da
proposta, podendo, após quatro anos, o PPC do curso passar por uma nova estruturação.
A avaliação do PPC será realizada pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) por meio
de relatório trienal (ao final da gestão do referido Núcleo), apresentado ao Colegiado de Curso
e divulgado para a comunidade acadêmica. Cabe ao Colegiado do Curso a sistematização
deste processo de avaliação, e ao Coordenador de Curso, ou a Grupo de Trabalho nomeado
pelo Colegiado para este fim, sua execução.
79
15. COLEGIADO DO CURSO
O Curso de Jornalismo é conduzido de forma colegiada, por meio de reuniões
ordinária e extraordinária, estando vinculado ao ICHCA, nos termos dos Artigos 25 e 26 do
Estatuto e Regimento Geral da UFAL9. A finalidade do colegiado é coordenar o
funcionamento acadêmico do curso, promover a avaliação permanente com vista no seu
desenvolvimento. Em observância ao Artigo 25 do referido Regimento, o colegiado do curso
de Jornalismo é composto por 05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus
respectivos suplentes; 01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente; e
01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo suplente.
Os integrantes do colegiado são eleitos pela comunidade acadêmica por meio de
consulta para cumprir mandato de 02 (dois) anos, sendo admitida uma única recondução. O
Colegiado terá 01 (um/a) Coordenador/a e 01 (um/a) Vice-coordenador/a, escolhidos/as, pelos
seus membros, dentre os docentes que o integram. As normas gerais para o processo de
eleição dos membros do Colegiado do Curso de Graduação constam do Regimento Interno do
ICHCA. O colegiado do curso irá se reunir ordinariamente, pelo menos, 06 (seis) vezes por
ano ou extraordinariamente, sempre que convocados pelos seus coordenadores ou pela
maioria simples de seus membros. Com participação nas instâncias do ICHCA, no Fórum dos
Colegiados da UFAL, bem como em ações de apoio aos discentes. O Colegiado do curso de
Jornalismo é representado pelo seu coordenador ou, na sua ausência, pelo vice-coordenador
ou, ainda, por membro indicado.
No âmbito de suas atribuições, o colegiado coordena o processo de ensino e de
aprendizagem, além de promover a integração docente-discente, a interdisciplinaridade e a
compatibilização da ação docente com os planos de ensino, com vistas à formação
profissional. A comunidade acadêmica do curso tem participação frequente, mediante convite
dos seus membros ou de forma voluntária. As reuniões ordinárias também podem acontecer
em parceria com o NDE do curso. As decisões advindas do Colegiado são encaminhadas à
coordenação do curso, à direção da Unidade Acadêmica ou à instância administrativa
competente para a sua posterior execução, além de também serem possíveis a criação de
comissões simplificadas para a resoluções de demandas específicas do curso.
9
Disponível em https://ufal.br/transparencia/institucional/Estatuto_Regimento_Ufal.pdf/view. Acesso em
13/12/2024.
80
16. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
Em atendimento à Portaria MEC nº 147, de 02 de fevereiro de 2007; ao Parecer
Conaes nº 04, de 17 de junho de 2010, que trata dos seus princípios, criação e finalidade, além
da Resolução Conaes nº 01, de 17 de junho de 2010, que o normatiza e dá outras
providências, a UFAL instituiu, através da Resolução Consuni/UFAL nº 52, de 05 de
novembro de 2012, no âmbito de seus cursos de graduação os Núcleos Docentes Estruturantes
(NDE), em conformidade com as especificações legais. Estes são compostos pelo mínimo de
cinco membros, todos docentes com titulação de pós-graduação stricto sensu e de formação
na área do curso. Considera-se, igualmente, a afinidade da produção científica com o eixo do
curso e sua dedicação ao mesmo.
O NDE é um órgão consultivo, propositivo e de assessoramento, vinculado ao
colegiado do curso que tem como finalidade de executar, acompanhar e atuar no processo de
concepção, avaliação e atualização do projeto pedagógico do curso, como também, de
desenvolvê-lo e consolidá-lo, para que assim seja construída a identidade do curso. As
atribuições e os critérios de constituição serão deliberados por seus colegiados superiores, à
luz das legislações pertinentes.
Portanto, considerando os referidos dispositivos legais, que tratam da normatização,
dos princípios, da criação e da finalidade do NDE; o Regimento Geral da UFAL,
especificamente os artigos 25 e 26; e a Resolução Consuni/UFAL nº 52/2012, o Curso de
Jornalismo compreendendo a importância das atribuições do NDE, tem indicado docentes
para sua composição através do seu colegiado de curso. O NDE se reúne ordinariamente
sistematicamente e extraordinariamente, sempre que for necessário com o objetivo de avaliar
as estruturas curriculares previstas no PPC.
81
17. POLÍTICA DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado Brasileiro passou a ter
uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e repercutindo prontamente na
Administração Pública. Entre seus princípios - legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência -, este último, traduzido no aperfeiçoamento da prestação do serviço
público de qualidade, diz respeito diretamente às ações institucionais das Instituições Federais
de Ensino Superior (Ifes), para o apoio ao seu quadro de pessoal. Desta maneira, a UFAL,
produtora e disseminadora do conhecimento e do desenvolvimento econômico e social no
estado de Alagoas, precisa abraçá-lo e materializá-lo em suas ações cotidianas.
Considerando o Decreto nº 5.707/06, de 26 de fevereiro de 2006, que dispõe sobre a
política e as diretrizes para o desenvolvimento de pessoal, a UFAL ajusta o seu PDI, tendo
como objetivo, sem prejuízo de outros, o desenvolvimento permanente do seu servidor.
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados: Dimensionamento das
Necessidades Institucionais de Pessoal, Capacitação, Avaliação de Desempenho e Qualidade
de Vida no Trabalho, recortados por diretrizes e princípios, muitos deles, diretamente
relacionados à atividade docente.
No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais, diz respeito à
otimização dos Recursos Humanos, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos
institucionais. A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: melhorar o desempenho do
servidor; e assegurar um quadro mais confiante, motivado e consequentemente, mais
satisfeito. A capacitação é realizada em diferentes momentos e modalidades: Iniciação ao
serviço público, formação geral, educação formal, gestão, inter-relação entre os ambientes e
formação específica.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que objetiva
redimensionar as ações desenvolvidas por eles no exercício do cargo, auferindo o
desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e oferecendo subsídios
para a organização do plano de capacitação.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT), promove
ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor (PASS), baseadas no conceito de
prevenção de doenças como garantia de condições mais justas de trabalho, valorizando o
servidor e garantindo o pleno exercício de suas funções.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como enfoque o
docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino Superior (Proford),
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que consiste em um plano de capacitação contemplando desde os docentes recém
empossados, até aqueles com mais tempo na Instituição. O objetivo é incentivá-los à reflexão
sobre suas práticas, estabelecendo uma intersecção entre ensino, pesquisa e extensão, dentro
de dois enfoques: a prática docente e a atuação destes profissionais na gestão acadêmica e
institucional.
Esta política de apoio ao docente consolidada é objeto contínuo de avaliação, a fim de
garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio Constitucional da Eficiência, do
qual nenhuma Instituição de Ensino Superior pode se furtar.
No ICHCA, unidade acadêmica na qual estão lotados técnicos e docentes do Curso de
Jornalismo, prevê a existência de programas de formações continuadas para docentes e
técnicos, conforme o PDU/ICHCA, aprovado em 20 de setembro de 2012.
83
18. POLÍTICA DE APOIO AOS DISCENTES
As políticas de apoio aos discentes do Curso de Jornalismo estão fundamentadas no
PDI-UFAL e no PDU-ICHCA. As políticas se apoiam também nos princípios e diretrizes
estabelecidas pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que objetiva viabilizar a
igualdade de oportunidades entre os estudantes, contribuindo para a melhoria do desempenho
acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão,
conforme prevê o Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010.
Apoia, prioritariamente, a permanência de discentes em situação de vulnerabilidade e
risco social, matriculados em cursos de graduação presencial das Instituições Federais de
Ensino Superior (Ifes). Sua instância de discussão e resolução é o Fórum Nacional de Próreitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), realizado anualmente e no qual a
UFAL tem assento. Na ocasião são feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil
nas Ifes e se estabelecem as diretrizes e linhas de ação das Pró-Reitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI-UFAL as políticas discentes da instituição vão além do Pnaes,
pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no atendimento dos discentes
que frequentam o espaço universitário. Assim, podem ser identificadas:
Apoio pedagógico. Buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento acadêmico;
apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras, com a oferta de
cursos para capacitação básica na área. Atenção aos discentes como forma de orientálos na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a profissionais específicos para
atendimento através da observação das expressões da questão social. Articulação com
as Coordenações de Curso sobre dificuldades pedagógicas desses (as) discentes e
planejamento para superação das mesmas. São exemplos, as Monitorias, as Tutorias e
os Programas, como é o caso do Programa de Ações Interdisciplinares (Painter), das
Pró-Reitorias Estudantil, de Graduação, de Extensão, de Pesquisa e Pós-Graduação e
de Gestão Institucional.
Estímulo à permanência. Atendimento às expressões da questão social que produzem
impactos negativos na subjetividade dos (as) discentes e que comprometem seu
desempenho acadêmico; atendimento psicossocial realizado por profissionais
qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria do desempenho
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acadêmico; atendimento do estudante na área da saúde através da assistência médico
odontológica; fomento à prática de atividades física e de esporte; promoção de
atividades relacionadas à arte e cultura no espaço universitário; promoção de bolsas
institucionais que visam ao aprimoramento acadêmico. Ex.: Bolsa Pró-Graduando.
Apoio financeiro. Disponibilização de bolsa institucional a fim de incentivar os
talentos e potenciais dos (as) discentes de graduação, mediante sua participação em
projetos de assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de extensão
universitária que contribuam para sua formação acadêmica; disponibilização de bolsas
aos discentes em situação de risco e vulnerabilidade social, prioritariamente, a fim de
ser provida uma condição favorável aos estudos, bem como ser uma fonte motivadora
para ampliação do conhecimento, intercâmbio cultural, residência e restaurante
universitários. Ex.: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic);
Programas de monitoria e Programa de Educação Tutorial (PET).
Organização estudantil. Ação desenvolvida por intermédio de projetos e ações
esportivos, culturais e acadêmico-científicos quer sejam promovidos pela universidade
quer sejam promovidos pelos (as) discentes. Alguns espaços físicos são reservados
para as atividades dos centros acadêmicos, vindo a colaborar com a ampliação dos
espaços de discussão e diálogo que contribuam para a formação política dos/as
discentes. Ex.: Centros Acadêmicos (CAs), Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Plano de acompanhamento do assistido. Proporciona uma maior segurança para o
aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição, evitando assim um
aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a acomodação do mesmo ao longo
do curso. Busca a reorientação e a preparação para a saída dos mesmos, diminuindo a
ansiedade entre a academia e o mercado de trabalho. Ex.: Estágios Curriculares.
Apoiada no seu PDI 2021-2025, a UFAL oferece o Programa de Apoio ao Discente
(PAD), que tem como objetivo propiciar uma nova relação entre discentes, diretoria,
coordenação, docentes e colaborares, buscando o atendimento individual ao aluno,
identificando obstáculos estruturais e funcionais ao pleno desenvolvimento do processo
educacional, prestando informações aos órgãos competentes, aos quais solicita providências e
propõe soluções. Esses atendimentos são prestados por docentes designados para compor um
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plantão de atendimento junto ao PAD. Entre os serviços oferecidos pelo PAD, estão:
Nivelamento, Apoio Pedagógico e Apoio Psicopedagógico.
A UFAL também dispõe de programa de Monitoria, que tem como objetivo principal,
possibilitar ao discente o desenvolvimento de atividades de ensino-aprendizagem em
disciplina supervisionada por um docente/orientador.
Não obstante da política de apoio, os estudantes do curso de Jornalismo têm
participação efetiva e permanente, com direito a voz e voto, no Colegiado do curso, seja nas
reuniões ordinárias e extraordinárias, bem como nas reuniões do Conselho da Unidade
Acadêmica. A escolha dos representantes discentes se faz através de indicação do Centro
Acadêmico, sendo um titular e um suplente.
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