Projeto Pedagógico 2015

Projeto Pedagógico de Jornalismo

Arquivo
PROJETO PEDAGOGICO JORNALISMO_UFAL.pdf
Documento PDF (1.5MB)
                    Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA)
Curso de Jornalismo

Projeto Pedagógico do Curso de Jornalismo Bacharelado

Maceió

Agosto de 2014

Comissão de Reestruturação Didático Pedagógica

Prof. Dr. Sivaldo Pereira da Silva (Presidente)
Prof. Dr. Amilton Gláucio de Oliveira (Membro)
Profa. Msc. Andréa Moreira Gonçalves de Albuquerque (Membro)
Prof. Dr. Antônio Francisco Ribeiro de Freitas (Membro)
Prof. Dr. Jean Charles Jacques Zozzoli (Membro)
Prof. Dr. José Guibson Delgado Dantas (Membro)
a

Prof . Dra. Magnólia Rejane Andrade dos Santos (Membro)
Prof. Dr. Ronaldo Bispo dos Santos (Membro)
Representante Técnico-Administrativo Gedalva Inácio da Silva (Membro)
Representante Discente Ariane Regina Ribeiro Sapucaia (Membro)

Equipe de apoio:

João Paulo Macena
Larissa Layane Bezerra
Paula Maria Santiago Nunes
Tatyane Kelly Barbosa Silva

Análise Pedagógica do Projeto

Márcia Valéria Gonçalves
(Gerente de Acompanhamento e Avaliação de Projetos - Prograd -UFAL)
Roseane Ribeiro
(Pedagoga - Prograd - UFAL)

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Gráfico com distribuição das disciplinas por eixo ......................................30
Figura 2: Gráfico com distribuição das disciplinas por competências .......................30
Figura 3: Gráfico com carga horária teórica e prática no conjunto das disciplinas ....91
Figura 4: Representação gráfica do continuum teóricas-oficionais-laboratoriais .......92

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Integração entre eixos, categorias de disciplinas e competências ................. 29
Tabela 2: Quadro Geral estruturação do Curso de Jornalismo Diurno ......................... 37
Tabela 3: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo Diurno ............................ 38
Tabela 4: Quadro Geral estruturação do Curso de Jornalismo Noturno ....................... 41
Tabela 5: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo Noturno .......................... 42
Tabela 6: Disciplinas eletivas ofertadas (Diurno e Noturno) ........................................ 44
Tabela 7: Ementas das disciplinas específicas de Jornalismo ....................................... 46
Tabela 8: Ementas das disciplinas de tronco Comum em Comunicação Social ........... 66
Tabela 9: Disciplinas, áreas de conhecimento e interdisciplinaridade .......................... 89
Tabela 10: Carga horária teórica e prática disciplinas obrigatórias .............................. 90

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SUMÁRIO
IDENTIFICAÇÃO DO CURSO ...................................................................................... 6
Contextualização da IES e do Curso ................................................................................ 7
1. INTRODUÇÃO......................................................................................................... 9
2. JUSTIFICATIVA DA OFERTA DO CURSO ....................................................... 11
3. HISTÓRICO DO CURSO....................................................................................... 13
4. BASES EPISTEMOLÓGICAS E CONCEPÇÕES DA EDUCAÇÃO ................. 14
5. OBJETIVOS DO CURSO....................................................................................... 19
6 METODOLOGIA ................................................................................................... 20
7 PERFIL DO EGRESSO .......................................................................................... 25
8 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E ATITUDES ............................................. 25
9 ÊNFASES ................................................................................................................ 31
10 CAMPO DE ATUAÇÃO DO BACHAREL EM JORNALISMO ......................... 31
11 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO DE JORNALISMO ................... 32
11.1Estrutura da Matriz curricular ................................................................................. 32
11.2Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo Diurno........................................ 36
11.3Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo Noturno...................................... 40
11.4 Disciplinas eletivas ............................................................................................... 44
12 EMENTAS E REFERÊNCIAS/ BIBLIOGRAFIAS .............................................. 46
12.3 Periódicos Especializados..................................................................................... 87
13 ARTICULAÇÃO TEORIA-PRÁTICA E INTERDISCIPLINARIDADE ............. 88
14. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TICs .................... 93
14.1 No processo de ensino-aprendizagem ................................................................... 93
15. ATIVIDADES COMPLEMENTARES .................................................................. 94
16. ATIVIDADES ACADÊMICO CIENTÍFICO-CULTURAIS ................................. 95
17. ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO .................................................................... 96
18. DIREITOS HUMANOS, QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS, EDUCAÇÃO
AMBIENTAL E LIBRAS .............................................................................................. 98
19. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC ........................................... 99
20. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ............................................... 100
21. PROGRAMA DE APOIO AO DISCENTE .......................................................... 102
22. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE ........................................................... 103
23. AVALIAÇÃO ....................................................................................................... 106
23.1Avaliação da aprendizagem ................................................................................... 106
23.2Avaliação do ensino .............................................................................................. 107
23.3Avaliação do Projeto Pedagógico do Curso .......................................................... 109
24. CONDIÇÕES DE VIABILIZAÇÃO DO CURSO ............................................... 109
24.1Docentes ................................................................................................................ 109
24.2Técnicos................................................................................................................. 115
24.3Infraestrutura e instalações .................................................................................... 116
24.4Recursos materiais e equipamentos ....................................................................... 117
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 118

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IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

Instituição Mantenedora:
Denominação: Ministério da Educação (MEC)
Código: 391
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
Dependência: Administrativa Federal

Instituição Mantida
Denominação: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço: Rodovia BR 101, Km 14 Campus A. C. Simões – Cidade
Universitária Maceió /AL - CEP: 57.072 - 970. Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
- Coordenação 3214-1442
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br

Denominação: Jornalismo Bacharelado
Modalidade: Bacharelado Presencial
Título: Bacharel em Jornalismo
Portaria de Reconhecimento: Portaria Ministerial nº. 327 de 07/05/1986 (DOU de
08/05/1986)
Turnos de Funcionamento: Dois turnos – Vespertino e Noturno
Formas de acesso no curso: Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM. É
normatizado pela Resolução nº 32/2009-CONSUNI/UFAL, de 21 de maio de 2009, que
trata da adoção do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como o Processo
Seletivo da Universidade Federal de Alagoas. Outras resoluções e legislações nacionais
normatizam as demais formas de ingresso no curso através de transferência, reopção,
matrícula de diplomados (quando houver vaga ociosa no processo seletivo), Programa
de Estudantes-Convênio de Graduação.

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Duração do curso: 4 anos para o curso diurno; 4 anos e 6 meses para o curso noturno
Diurno: Mínima: 8 (oito) períodos /Máxima: 12 (doze) períodos
Noturno: Mínima: 8 (oito) períodos/ Máxima: 13 (treze) períodos

Vagas anuais: 80 (sendo 40 Vespertino e 40 Noturno, divididas em entradas de 20
alunos por turno/semestre).
Carga Horária Total: 3600 horas-aula (3000 horas-relógio)

Contextualização da IES e do Curso
A Universidade Federal de Alagoas é uma instituição federal de ensino superior
fundada em 1961. Funciona no Campus A.C. Simões, em Maceió e possui mais dois
campi no interior do Estado: Campus Arapiraca (e suas unidades em Arapiraca, Viçosa,
Penedo e Palmeira dos Índios) e Campus do Sertão (com sede em Delmiro Gouveia e
unidade em Santana do Ipanema). Em Alagoas, a UFAL representa importante vetor de
desenvolvimento, sobretudo por se tratar de um dos Estados que apresenta
elevadíssimos indicadores de desigualdades do Brasil. Mas, ao mesmo tempo, significa
enfrentar enorme desafio para exercer plenamente sua missão social neste contexto
periférico, de grandes limitações e precariedades. A UFAL tem por missão produzir,
multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas do conhecimento de forma
comprometida com a ética, a justiça social, o desenvolvimento humano e o bem
comum. Seu objetivo é tornar-se referência nacional nas atividades de ensino, pesquisa
e extensão, firmando-se como suporte de excelência para as demandas da sociedade.
Já o curso de Jornalismo trata-se do primeiro curso desta natureza implantado no
Estado de Alagoas, na forma de bacharelado em Comunicação – habilitação Jornalismo,
no final da década de 1970. Deste então, tem alinhado suas ações no âmbito dos
objetivos gerais da Universidade Pública contribuindo para a formação de profissionais
de imprensas e comunicólogos, hoje atuantes em diferentes organizações.
Até 2014, o curso de Jornalismo esteve estruturado como uma habilitação da
Comunicação Social. Este modelo foi preponderante em quase todo o país até a segunda
década deste século. Significava dizer que, na UFAL, formava-se até então bacharéis
em Comunicação Social, podendo ser habilitados para o Jornalismo ou para Relações
Públicas. Em outras universidades havia ainda habilitações como Publicidade, Rádio e
7

TV etc. A partir de 2013, as novas Diretrizes Nacionais Curriculares para Jornalismo
estipularam que o Jornalismo deveria não mais compor-se como uma habilitação e sim
um bacharelado específico. Diante disso, o novo Projeto Pedagógico incorporou tal
diretriz criando assim o curso Jornalismo Bacharelado. Esta mudança significou uma
reforma profunda na estrutura curricular que passou a dar maior ênfase às disciplinas e
temas específicas do Jornalismo, ainda que se preserve os conteúdos da comunicação
social como área de fundo e não mais como uma área fim.
Neste novo cenário, o Curso de Jornalismo almeja alinhar pesquisa, teoria, ética,
técnica e boa prática profissional contribuindo para a qualificação desta área, hoje
fundamental para o desenvolvimento humano, para a justiça social e para a garantia das
liberdades políticas no mundo contemporâneo.

8

1. INTRODUÇÃO
A reforma curricular do curso de Jornalismo se tornou uma necessidade no
alvorecer do século XXI e converge com as mudanças que o mundo vem
experimentando nas últimas décadas. Inovações estruturais nos modos de produção e
circulação de informação, nos processos de comunicação nos diversos âmbitos
(jornalístico, organizacional, social, cultural, político e econômico), marcaram os anos
recentes e impuseram um redimensionamento na formação e preparação de futuros
bacharéis nesta área. Novas áreas de pesquisa, novos problemas teóricos, novos desafios
metodológicos, o surgimento de novas especialidades profissionais neste campo, a
inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) como plataforma basilar
da vida moderna são alguns dos elementos neste cenário.
O Projeto Pedagógico proposto busca modernizar o Curso de Jornalismo da
Universidade Federal de Alagoas, levando em conta este contexto, assimilando todo o
debate sobre qualidade de ensino e melhoria dos cursos nos últimos anos. Diversas
análises e estudos foram utilizados nesta proposição, mas podemos citar dois
documentos que buscamos incorporar de modo sistemático e que guiaram a elaboração
das propostas aqui reunidas: (a) as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de
graduação em Jornalismo1 e; (b) o Modelo Curricular da UNESCO para o ensino do
Jornalismo (UNESCO, 2010).
Foram criadas novas disciplinas e outras foram extintas, tendo seus conteúdos
readaptados em um novo formato. Buscou-se alinhar de modo sinérgico a relação entre
teoria e prática com o intuito de formar profissionais com bagagem humanística,
percepção social e visão crítica do mundo no qual estão inseridos e, ao mesmo tempo,
sustentando habilidades técnicas que possibilitam a atuação qualificada como agentes
dos processos de comunicação devidamente sintonizados com o atual cenário.
Somando-se a isso, buscou-se estimular a capacidade criativa e inovadora dos
estudantes durante o seu processo de formação.
Neste sentido, o presente Projeto Pedagógico está estruturado para contemplar os
seis eixos estipulados nas novas Diretrizes Curriculares em seu Art. 6º: (1) Eixo de
fundamentação humanística; (2) Eixo de fundamentação específica; (3) Eixo de
1

Resolução nº 1, de 27 de setembro de 2013 do Conselho Nacional de Educação. Doravante,
chamaremos este documento apenas de Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo.

9

fundamentação contextual; (4) Eixo de formação profissional; (5) Eixo de aplicação
processual e (6) Eixo de prática laboratorial. Paralelamente, o Projeto Pedagógico
também buscou integrar teoria e prática ao se desenhar três categorias de disciplinas que
formam um continuum: (a) teórica; (b) oficional; (c) laboratorial. A primeira com foco
conceitual-crítico; a segunda categoria com foco prático-experimental; e a terceira com
ênfase produtivo-sistêmica. Estes conjuntos de disciplinas também repercutem
consequentemente em uma característica interdisciplinar que vai desde abordagens
humanísticas até ênfases técnicas, traçando uma linha gradativa e sinérgica entre esses
polos, contemplando assim o que coloca o Art. 2º, parágrafo III das Diretrizes
Curriculares Nacionais para os Cursos de Jornalismo ao apontar a necessidade de
“promover a integração teoria/prática e a interdisciplinaridade entre os eixos de
desenvolvimento curricular”.
Também se buscou colocar o graduando desde cedo em contato com a
experiência prática, inserido já nos primeiros semestres as disciplinas práticas de cunho
oficional2 e gerando uma gradação de complexidade até os laboratórios de produtos,
contemplando o Art. 9º, parágrafo II das Diretrizes Curriculares Nacionais para os
Cursos de Jornalismo que estipula a necessidade de “distribuição das atividades
laboratoriais, a partir do primeiro semestre, numa sequência progressiva, até a conclusão
do curso, de acordo com os níveis de complexidade e de aprendizagem”. A produção
do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

também foi antecipada para o

antepenúltimo semestre, fazendo com que o estudante chegue mais maduro e com
tempo hábil para produzir monografias ou produtos com melhor qualidade.
Uma importante mudança que está na base deste Projeto Pedagógico é a
concepção do Jornalismo e Relações Públicas enquanto cursos autônomos e não mais
enquanto “habilitações”, como foi historicamente concebido na Ufal. Significa
compreendê-los enquanto especificidades, ainda que estejam epistemologicamente
inseridos no campo da Comunicação Social. Por isso, os cursos compartilham um
tronco comum de disciplinas consideradas basilares em Comunicação Social que, em
sua maioria, tratam-se de disciplinas do eixo de Fundamentação Contextual, respeitando
o que determina o Art. 6º das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Jornalismo, sendo que mais da metade das disciplinas restantes tratam de abordagens
2

Como será explicado mais adiante (no tópico “Metodologia) as disciplinas oficionais são disciplinas
laboratoriais de cunho experimental, ou seja, práticas laboratoriais iniciais de menor complexidade,
contemplando assim a exigência prevista nas Diretrizes Curriculares Nacionais.

10

específicas de cada curso. De tal modo, no caso do Jornalismo, a denominação passa a
ser

“Curso de graduação em

Jornalismo” ou, de modo mais formal, Jornalismo

Bacharelado.
Por fim, importante lembrar que toda a elaboração deste Projeto Pedagógico é
resultado de um largo processo de participação. Em 2012, foram realizadas reuniões,
incluindo um seminário com professores e estudantes do qual foram debatidos
problemas e incorporadas sugestões. Também foram recebidas e introduzidas diversas
contribuições por escrito. Entre 2012 a 2013 foram ainda realizadas reuniões quinzenais
ampliadas da Comissão. Somando-se a esse esforço coletivo também foram analisados
currículos de outras universidades e diversas referências foram discutidas com o
objetivo de se criar um projeto pedagógico moderno, atualizado e que agregasse uma
boa estrutura didática capaz de nos propiciar uma base promissora para formação
qualificada.

2. JUSTIFICATIVA DA OFERTA DO CURSO
Desde o final do século XV o mundo assistiu a uma crescente importância da
comunicação mediada principalmente com o surgimento das técnicas de impressão de
em larga escala (BRIGGS & BURKE, 2006; THOMPSON, 2011). De lá para cá, os
séculos seguintes assistiram a emergência do jornalismo, a criação do telégrafo, a
implantação do rádio, o surgimento do cinema, o desenvolvimento da propaganda, a
emergência da comunicação organizacional, a consolidação da televisão e a evolução da
internet. Todas essas inovações representaram mudanças substanciais nas diversas áreas
da vida moderna, afetando a própria estruturação da cultura, da economia, da política e
da sociabilidade.
A amplitude e a relevância que os processos de comunicação adquiram nos
últimos anos geraram a busca por aprofundamento teórico capaz de compreender e lidar
criticamente com esse fenômeno. Ao mesmo tempo, preparar profissionais para atuar
nos diferentes âmbitos da comunicação social e suas especificidades também se tornou
uma necessidade inevitável. Deste modo, as primeiras escolas de jornalismo surgiram
ainda no século XIX. O primeiro curso de jornalismo no Brasil foi criado em 1947,
com a Escola de Jornalismo Cásper Líbero em São Paulo, fundada a partir de uma
parceria entre a Fundação Cásper Líbero e a Pontifícia Universidade Católica de São
11

Paulo. No ano seguinte nasce o Curso de Jornalismo da Universidade do Brasil, na
cidade do Rio de Janeiro. A partir daí, em todos os estados nascem iniciativas nas
diversas universidades criando cursos ou habilitações em Jornalismo, que se consolidam
hoje em todas as regiões brasileiras (HONLFELDT;VALLES, 2008). A importância
contemporânea da atividade jornalística também é endossada por órgãos das Nações
Unidas como a Unesco que ressalta o caráter social da profissão:
Informar, analisar e comentar os fatos da atualidade: o jornalismo
desempenha nas sociedades modernas um grande número de funções.
Entretanto, o objetivo primordial da maioria dos jornalistas é servir à
sociedade, informando ao público, fiscalizando o exercício do poder,
estimulando o debate democrático e, dessa forma, contribuindo para o
desenvolvimento político, social, cultural e econômico (UNESCO,
2010, p. 6).

Ao se consolidar como um dos fenômenos mais importantes da vida
contemporânea, o Jornalismo se tornou também uma atividade complexa e as suas
subáreas foram se consolidando como nichos de conhecimentos específicos. A atividade
jornalística se desdobrou em diversas especialidades, com uma enorme gama de funções
e implicações sociais, atuando em diversas plataformas e suportes.
Atualmente, a oferta dos cursos de Jornalismo (seja como curso ou como
habilitação), é uma realidade na maioria das universidades federais brasileiras. Uma
tendência que também ocorre em outros países. A digitalização dos processos de
comunicação, com o surgimento da Internet e de tecnologias móveis, tem demonstrado
que o papel do jornalista está em processo de mutação para este novo ambiente, o que
requer ainda mais especificidade e melhor formação técnica e humanística para lidar
com os desafios das próximas décadas. A crescente importância dos sistemas de
comunicação no tecido social, a relação cada vez mais complexa entre organizações de
mídia e cidadãos (BRAGA, 2006), a emergência de meios cada vez mais interativos, o
crescente volume de dados que está mudando a face como a cultura, política e economia
(MAYER-SCHONBERER; CUKIER, 2013; JENKINS, 2009; ANDERSON, 2006) e a
diversificação dos sistemas circulação de informação estão exigindo profissionais cada
vez mais preparados para lidar com este novo cenário. Numa sociedade marcada pelos
intensos fluxos informativos (CASTELLS, 1999) a comunicação passa a compor a
essência da vida social e a formação de bacharéis nesta área deve ser considerada um
vetor de desenvolvimento social e econômico.

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3. HISTÓRICO DO CURSO3
O Curso de Jornalismo tem seus precedentes na criação do Curso de Comunicação
Social (COS) em 1978. A fundação do COS surgiu a partir dos esforços da comissão
formada pelo professor Salomão de Barros Filho, primeiro coordenador do curso, e os
jornalistas Aldo Ivo, Freitas Neto, Dênis Agra e Luiz Plácido Tojal. O projeto de
criação do Curso foi encomendado pelo Reitor Manoel Ramalho de Azevedo ao
professor Carlos Alberto Sarmento Cavalcanti Gusmão. A Reitoria resolveu iniciar a
criação do novo curso após reivindicações do Sindicato de Jornalismo e da Associação
Brasileira de Relações Públicas (ABRP), Secção de Alagoas, ambas lideradas pelos
profissionais citados.
O COS começou com as habilitações de Jornalismo e Relações Públicas. Como a
maioria das novas atividades acadêmicas, sustentava grandes problemas de
infraestrutura e no corpo docente, visto que, aqueles que, boa parte daqueles que
fomentaram a fundação não poderiam assumir como professores por não terem
formação na área. Como paliativo, eles foram apenas provisionados.
No momento de sua fundação, o curso contava com apenas um professor
concursado, Aluízio Ferreira da Silva. Na sequência, Luiz Plácido Tojal, por ter se
formado em Direito, concorreu e ganhou à cadeira de professor de direito da
comunicação.
O primeiro vestibular foi realizado em 1979. No segundo semestre do mesmo ano,
houve o ingresso da primeira turma. A primeira formatura da habilitação em jornalismo
aconteceu em 1983, contando com apenas uma formanda, a jornalista Zélia Cavalcanti,
que veio transferida de outra universidade e concluiu o curso antes dos demais alunos.
Seu TCC foi sobre Jornalismo Policial, orientando pelo professor Almir Guilhermino.
Já na habilitação em Relações Públicas, a primeira formada foi Sonia Calazans.
Em 1983, também foi realizada a primeira eleição para a chefia de departamento e
coordenação uma vez que, embora já existissem os cargos anteriormente, este era o
primeiro pleito com consulta à comunidade acadêmica (um dos primeiros do país em
uma instituição de ensino superior federal). Os eleitos foram o professor Almir
Gulhermino, para chefia de departamento, e o professor Carlos de Gusmão, para a
coordenação do curso.

3

Texto construído a partir de entrevistas e consulta bibliográficas em Moraes e Macedo (2013).

13

Estrutura física, mobilização e o reconhecimento do MEC
No início, o Curso de Comunicação Social funcionava nas dependências do
antigo Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CHLA), atual Instituto de Ciências
Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA) e não possuía salas de aula próprias do
Curso. Aos poucos, o COS foi adquirindo estrutura própria como uma sala para
coordenação, outra para biblioteca setorial, hemeroteca e banco de dados, além de outra
sala de aula que funcionava como depósito para materiais e equipamentos, que devido à
falta de espaço físico, não podiam ser utilizados. Em 1986, a coordenação do COS,
alunos e professores se uniram para obter o reconhecimento do MEC. O professor
Fernando Gama, na época pró-reitor também ajudou o grupo a elaborar um Plano
Pedagógico e criar o Departamento de Comunicação (DECOS).
Neste mesmo momento, em que o curso obteve o reconhecimento, houve
mobilizações e pressões e junto à reitoria para a obtenção de melhor infraestrutura. Os
alunos invadiram o local onde, naquele tempo, deveria funcionar parte das instalações
laboratoriais do Curso de Zootecnia. Após a tomada do prédio, professores e alunos
limparam as salas, mas o COS permaneceu desocupado por certo tempo, devido à falta
de mobiliário e equipamentos, que só chegaram posteriormente. No primeiro projeto
pedagógico já era demostrada a intenção de se construir um novo prédio idêntico e
paralelo ao atual, que no futuro, foi ligado ao primeiro bloco através do corredor hoje
existente, formando assim, a plana que hoje prevalece no formato da letra “H”.
Atualmente, o Curso tem 678 (seiscentos e setenta e oito alunos). Seu corpo
docente é formado por vinte e oito professores, sendo dezesseis doutores, sete mestres e
cinco especialistas.

4. BASES EPISTEMOLÓGICAS E CONCEPÇÕES DA EDUCAÇÃO
Compreendemos que as contribuições de Freire (1977) sobre educação e
comunicação, permitem a constituição de uma pedagogia da comunicação participativa,
libertadora, questionadora, emancipatória e de caráter transformadora, na qual o ensino
de Jornalismo deve ser inserido. Essa proposta freireana que foi sendo tecida ao longo
de sua trajetória de educador foi abortada no Brasil, como salienta Meditsch (2005, p. 5
- 6), em razão dos seguintes fatores: da ditadura militar no Brasil, da Guerra Fria entre
as duas grandes potências militares do século passado, da ideologização e do controle
14

do campo da comunicação social, pelo fato dela estar situada num setor estratégico tanto
político quanto ideológico.
Historicamente, prevaleceu no Brasil uma perspectiva funcionalista da
comunicação. Tais conceitos aprofundaram a separação entre a teoria e a prática no
ensino da comunicação:
Nesta dicotomia permanente, os ‘práticos’ nunca se deram conta do
potencial da teoria freireana para aperfeiçoar as suas práticas, e a
grande maioria nem tomou conhecimento de suas ideias, a não ser por
orelhas de livro. Por sua vez, os “teóricos” que leram além das orelhas
jamais se sentiram compromissados a aplicar as ideias de Freire nas
práticas midiáticas, não apenas por ignorarem solenemente estas
práticas, mas também por sentirem um profundo desprezo por elas.
Para estes, a prática de que falavam Marx e Freire era apenas mais um
conceito a enriquecer sua bagagem teórica, ou era uma prática tão
idealizada que se recusava a admitir como legítima a realidade com
que ‘os práticos’ se relacionavam. (MEDITSCH, 2005, p. 8 - 9).

Isso gerou a dança conceitual na área de comunicação:
Desta forma, as ideias de Freire, quando levadas em conta em nossa
área, foram confinadas ao ‘balé de conceitos’ da comunicologia e
‘domesticadas’ pela lógica acadêmica que seu autor sempre condenou.
A sua aplicação no desenvolvimento das práticas da comunicação foi
abortada em nosso campo. (MEDITSCH, 2005, p. 9).

E no caso do ensino do jornalismo Meditsch afirma que houve uma ruptura da
orientação teórica das escolas que mantinham uma formação clássico-humanística. Por
influência do Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para
América Latina (CIESPAL), essa orientação foi rejeitada sob a alegação de não
científica, motivo pelo qual foi substituída pelas disciplinas oriundas do funcionalismo
norte-americano, pois:
Com o golpe militar de 1964 no Brasil, esta receita seria plenamente
posta em prática na universidade brasileira. No caso do ensino do
jornalismo, a tarefa ficou a cargo de um técnico formado pelo
CIESPAL, Celso Kelly, autor do currículo mínimo imposto a todas as
escolas do país, dentro da política de controle centralizado
(MEDITSCH, 2005, p. 6).

Nessa mesma época a pedagogia libertadora de Paulo Freire, baseada na
dialogicidade, criticidade, problematização em direção à práxis, superando assim a
dicotomia entre a teoria e a prática estava ganhando corpo no Brasil e na América
Latina.
Com a instalação da ditadura militar no Brasil, e o seu acirramento, houve o
exílio de Paulo Freire. A pedagogia da comunicação freireana, que começava a ganhar
15

corpo nas escolas de comunicação do país, bem como a sua metodologia dialógica de
ensino-aprendizagem foram sufocadas e substituídas pela onda avassaladora de outras
teorias comunicacionais, não críticas e tecnicistas, oriundas principalmente da
influência do modelo estadunidense.
Isso atendia aos interesses dos ideólogos da reforma universitária feita pela
ditadura – pois restringia o surgimento de uma pedagogia da comunicação embasada
numa teoria midiática crítica. Com o exílio de Paulo Freire, houve o aborto da matriz do
pensamento freireano sobre comunicação, jornalismo e mídia no Brasil, como registra
Meditsch (2005) em seus recentes estudos midiáticos.
Lembramos uma afirmação importante de Freire (1977, p. 69) “A educação é
comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mas um
encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados”. Ao
explicitar sua proposta pedagógica menciona que:
Todo ato de pensar exige um sujeito que pensa, um objeto pensado,
que mediatiza o primeiro sujeito do segundo, e a comunicação entre
ambos, que se dá através de signos linguísticos. O mundo humano é,
desta forma, um mundo de comunicação (FREIRE, 1977, p. 66).

As contribuições freireanas começaram a se fazer presentes também em 1970 no
ensino da comunicação, graças à profundidade de suas reflexões e à proposta de uma
ação pedagógica questionadora:
Creio ter sido um dos primeiros a trazer as ideias de Freire para o
campo dos Estudos de Comunicação, ainda na década de 1970. Fora
do Brasil, além da Educação, ele já era amplamente estudado em
outras áreas – Filosofia, Serviço Social, Teologia, Linguística – mas
poucos haviam se dado conta do potencial teórico de suas ideias para
o estudo da Comunicação e da Cultura (LIMA, 2001, p. 288).

Registramos que durante o XX Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos
Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM), evento acontecido na cidade paulista
de Santos, em 1997, quando se debateu qual era a maior contribuição brasileira à área
acadêmica da comunicação social na América Latina, ficou registrado que:
O professor colombiano Jesus Martín-Barbero apontou o pedagogo
Paulo Freire (ao lado do antropólogo Renato Ortiz) como o autor
brasileiro mais importante para o desenvolvimento do pensamento
latino-americano na área. (MEDITSCH, 2005, p. 1)

Sabemos que a mídia não foi a preocupação nuclear na produção teórica de
Freire, pois seu estudo mais direto sobre o assunto foi no campo da comunicação rural,

16

em sua obra Extensão ou comunicação (1977). Mesmo assim, em seus escritos é
possível detectar que a comunicação humana, o diálogo, a palavra ganham centralidade
em todas as suas obras e possibilita detectar a existência de uma pedagogia da
comunicação implícita no pensamento freireano. Suas contribuições na área da
comunicação foram significativas:
[...] confirma [COGO] a percepção de Martin-Barbero: a autora
registra a influência de Freire em diversas vertentes de estudos e
pesquisas da área de comunicação no continente: além do campo da
comunicação rural, seu pensamento marcou a investigação sobre
comunicação popular e alternativa, e influenciou os principais autores
da área de comunicação e estudos culturais, tanto na vertente dos
estudos de recepção quanto na de educação para a comunicação.
(COGO, 1999 apud MEDITSCH, 2005, p. 1).

Em síntese, defendemos a matriz freireana na pedagogia da comunicação na
UFAL, pois entendemos que suas reflexões são significativas para o nosso campo e
podem possibilitar uma nova abordagem na ação pedagógica no processo de ensinoaprendizagem jornalístico, que ainda é marcado pela forte dicotomia entre a teoria e a
prática, prejudicando a formação profissional jornalística.
Abordar a visão da pedagogia da comunicação freireana é lançar sementes
utópicas em direção a um novo tempo, a um novo ser, a uma nova sociabilidade. Educar
e comunicar são atos esperançosos, de transformação dos sujeitos para melhor. E todo
ato de semear é impregnado de esperança. É a esperança que move o lavrador. O
lavrador, ao cavar a terra e lançar as sementes no sulco, está plantando esperança,
esperança de colher bons e melhores frutos, esperança de ter uma boa safra.
É a esperança que lhe dá forças em sua luta árdua, renhida e diária com a terra.
Esse deve ser também o trabalho do(a) intelectual socialmente comprometido(a). Paulo
Freire foi um semeador de esperanças também no campo da pedagogia da comunicação,
por isso a sua contribuição deve ser vista, revista e reinventada. E a função do(a)
educador(a) deve ser de um(a) espalhador(a) de sementes de esperança por onde
caminha. A pedagogia da comunicação implícita em Freire (1977) possibilita lançar
sementes para o surgimento de novas possibilidades na ação pedagógica em jornalismo.
Em suas análises, Freire (1977) trata da importância da comunicação no ato
educacional. Suas reflexões enfatizam que a formação do sujeito transformador deve
necessariamente ser fruto tanto de uma comunicação libertadora quanto de uma
educação dialógica. E tanto a comunicação, o jornalismo e a educação são mediadoras
privilegiadas na constituição das subjetividades e do conhecimento. Assim como
17

jornalismo vincula-se inexoravelmente às liberdades individuais e coletivas, a educação
também se alinha neste horizonte:
Esta é a razão pela qual, para nós, a ‘educação como prática da
liberdade’ não é a transferência ou a transmissão do saber nem da
cultura; não é a extensão de conhecimentos técnicos; não é o ato de
depositar informes ou fatos nos educandos; não é a ‘perpetuação dos
valores de uma cultura dada’; não é o ‘esforço de adaptação do
educando ao seu meio’. Para nós, a ‘educação como prática da
liberdade’ é, sobretudo e antes de tudo, uma situação verdadeiramente
gnosiológica. Aquela em que o ato cognoscente não termina no objeto
cognoscível, visto que se comunica a outros sujeitos, igualmente
cognoscentes. (FREIRE, 1977, p. 78).

Ele propõe que todo ato comunicativo deve ser um ato educativo. Isso porque o
diálogo – a comunicação – é a base elementar do processo educacional freireano.
Demonstramos assim que Freire (1977), muitas décadas atrás, já lançava as bases
reflexivas para a instauração de uma pedagogia da comunicação participativa,
transformadora e questionadora. Sua proposta de pedagogia comunicacional tem a
práxis como fundamento e o diálogo como elemento constitutivo do conhecimento, do
sujeito e da consciência.
A partir destas observações defendemos uma matriz pedagógica que vise superar
a dicotomia existente entre a teoria e a prática no ensino comunicacional e na pedagogia
da comunicação em geral. Julgamos que esta matriz filosófica venha a contribuir para a
instauração de uma nova postura pedagógica nas escolas de jornalismo pois:
A ausência desse debate tem se revelado uma constante em todos os
congressos, seminários e encontros, destinados a repensar as questões
da teoria, da pesquisa, dos currículos e da profissionalização no ensino
da comunicação (FADUL, 1979, p. 50).

O fator básico que nos motiva a proposição dessa nova orientação pedagógicofilosófico-curricular em jornalismo decorre de entendemos que, a matriz pedagógica
freireana significa uma ponte fértil para a instauração de uma visão de
complementaridade na relação teoria-prática no processo de ensino-aprendizagem de
jornalismo. Assim sendo, haverá possibilidades de superarmos a forte dicotomia ainda
hoje presente na pedagogia midiática.
Não por acaso, nas bases teóricas e metodológicas deste Projeto Pedagógico está
estruturado para contemplar os seis eixos estipulados nas novas diretrizes curriculares:
(1) Eixo de fundamentação humanística; (2) Eixo de fundamentação específica; (3) Eixo
de fundamentação contextual; (4) Eixo de formação profissional; (5) Eixo de aplicação
processual e (6) Eixo de prática laboratorial.

Estes eixos estão realizados
18

metodologicamente através de três categorias-bases de disciplinas que formam um
continuum: (a) teórica (eixos 1, 2 e 3); (b) oficional (eixos 4 e 5); (c) laboratorial (eixo
6). A primeira com foco conceitual-crítico; a segunda categoria com foco práticoexperimental; e a terceira com ênfase produtiva-sistêmica. Os estudantes de jornalismo
se colocarão assim em uma postura de produtores de conhecimento, adquirindo uma
base conceitual-humanística necessária aliada a uma habilidade técnica construída
durante o processo.

5. OBJETIVOS DO CURSO
5.1 Objetivo geral
Formar bacharéis em Jornalismo com sólido conhecimento da área, capaz de
atuar em âmbito profissional de forma crítica e com responsabilidade social e
clareza ética, com bagagem humanística e habilidades técnicas adequadas para
atuar nos diversos tipos de organizações, com foco na organização jornalística.

5.1 Objetivos específicos
a) capacitar o jornalista para exercer a sua função intelectual de produtor e difusor
de informações e conhecimentos de interesse para a cidadania, privilegiando a
realidade brasileira, mas ciente sobre seu lugar em um mundo cada vez mais
globalizado;
b) Formar jornalistas cientes do seu papel social na construção da realidade, do
tecido cultural, das políticas públicas e da qualidade das instituições
democráticas;
c) proporcionar ao jornalista clareza conceitual e visão crítica sobre a
especificidade

de

sua

profissão,

tais

como:

fundamentos

históricos,

taxonômicos, éticos, epistemológicos; ordenamento jurídico e deontológico;
instituições, pensadores e obras canônicas; manifestações públicas, industriais e
comunitárias; os instrumentos regulatórios; observação crítica; análise
comparada; revisão da pesquisa científica sobre os paradigmas hegemônicos e as
tendências emergentes.
d) fornecer ao jornalista ferramentas técnicas e metodológicas, de modo que possa
efetuar coberturas em diferentes suportes: jornalismo impresso, radiojornalismo,
19

telejornalismo, webjornalismo, assessorias de imprensa e outras demandas do
mercado de trabalho.
e) Oferecer um espaço de vivência no período de formação capaz de disseminar e
reforçar o ethos do jornalista enquanto categoria em defesa do interesse público,
da pluralidade e atuante contra autoritarismo e opressões;
f) Produzir

conhecimento

sobre

o

modus

operandi

do

jornalismo

na

contemporaneidade, tanto do ponto de vista prático quanto teórico;
g) Consolidar-se como um lócus crítico para se pensar a prática jornalística do
ponto de vista deontológico, primando pela responsabilidade social desta
atividade;
h) Consolidar-se como um espaço aberto à interação entre jornalismo e sociedade;
i) Consolidar-se como um espaço de análise e crítica sobre a qualidade da prática
jornalística;

6 METODOLOGIA
Uma das principais inovações neste Projeto Pedagógico se refere ao melhor
estruturação curricular, gerando uma sinergia entre teoria e prática, buscando traçar
linhas contínuas de formação que partem da teoria e chegam à prática enquanto um
caminho natural seguido pelo egresso durante o processo de formação. Como
recomenda a Unesco (2010) o curso deve:
[...]cobrir questões sociais e políticas de importância particular para
o próprio país por meio de disciplinas ministradas em parceria com
outros departamentos da universidade. O ensino do jornalismo deve
garantir aos estudantes a aquisição de conhecimentos gerais amplos,
bem como conhecimento especializado em um campo que seja
importante para o jornalismo (UNESCO, 2010, p. 6).

Para atingir esta meta, em linhas gerais o Projeto Pedagógico está estruturado ara
contemplar os seis eixos, conforme estipula o Artigo 6º das Diretrizes Nacionais para os
cursos de jornalismo:

I - Eixo de fundamentação humanística - objetivo é capacitar o jornalista para exercer
a sua função intelectual de produtor e difusor de informações e conhecimentos

20

envolvendo dimensões conceituais, históricas, culturais, políticas, linguísticas, jurídicas,
institucionais, econômicas, estéticas e tecnológicas.
II - Eixo de fundamentação específica – visa proporcionar ao jornalista clareza
conceitual e visão crítica sobre a especificidade de sua profissão;
III - Eixo de fundamentação contextual - tem por escopo embasar o conhecimento
das teorias da comunicação, informação e cibercultura, em suas dimensões filosóficas,
políticas, psicológicas e socioculturais, o que deve incluir as rotinas de produção e os
processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função
do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.
IV - Eixo de formação profissional - que objetiva fundamentar o conhecimento
teórico e prático, familiarizando os estudantes com os processos de gestão, produção,
métodos e técnicas de apuração, redação e edição jornalística, possibilitando-lhes
investigar os acontecimentos relatados pelas fontes, bem como capacitá-los a exercer a
crítica e a prática redacional em língua portuguesa, de acordo com os gêneros e os
formatos jornalísticos instituídos, as inovações tecnológicas, retóricas e argumentativas.
V - Eixo de aplicação processual – tem o objetivo de fornecer ao jornalista
ferramentas técnicas e metodológicas, de modo que possa efetuar coberturas em
diferentes

suportes:

jornalismo

impresso,

radiojornalismo,

telejornalismo,

webjornalismo, assessorias de imprensa e outras demandas do mercado de trabalho.
VI - Eixo de prática laboratorial - que tem por objetivo adquirir conhecimentos e
desenvolver habilidades inerentes à profissão a partir da aplicação de informações e
valores. Possui a função de integrar os demais eixos, alicerçado em projetos editoriais
definidos e orientados a públicos reais, com publicação efetiva e periodicidade regular,
tais como: jornal, revista e livro, jornal mural, radiojornal, telejornal, webjornal, agência
de notícias, assessoria de imprensa, entre outros.
Esses seis eixos são materializados em fases integradas de aprendizado que
buscam dar ao estudante uma formação humanística entrelaçada com capacidade
criativa e habilidades técnicas. Neste sentido, as disciplinas estão organizadas em
três categorias básicas de disciplinas: (a) teórica, (b) oficional e (c) laboratorial que
visam metodologicamente realizar os seis eixos. A seguir, essas tipologias serão mais
bem definidas e relacionadas com os seis eixos. Em cada uma delas serão apontados os
dispositivos metodológicos que devem ser estruturadas em sua dinâmica interna:

21

a) Categoria Teórica - visa dar ao estudante as noções históricas, conceituais e críticas
dos diversos temas que abarcam a Comunicação Social (como matriz) e áreas correlatas
necessárias para a atuação do jornalista. Tratam de dimensões conceituais,
históricas, contextuais,

análises críticas e reflexões sociológicas, culturais,

filosóficas, políticas e econômicas das diversas temáticas que estão nas bases do
Jornalismo. São disciplinas que contemplam principalmente os eixos 1, 2 e 3. As
disciplinas teóricas devem ser ministradas observando os seguintes procedimentos
metodológicos:
- Iniciar a disciplina situando a temática historicamente;
- Iniciar a disciplina situando a temática historicamente;
as teóricas devem ser ministradas observando os seguintes procedimentos
metodológicos:
- Iniciar a disciplina situando a temática historicamente;
- Pontuar os conceitos e preceitos básicos partindo de questões gerais (macro temáticas)
para questões específicas (micro temáticas);
- A carga de referências obrigatórias deve prever uma quantidade de textos factível de
leitura para o estudante, levando-se em conta que o mesmo também possui carga de
leitura em outras disciplinas paralelas;
- Abordar uma diversidade de autores para que se possa obter diferentes visões dos
problemas;
- Utilizar, na medida do possível mas sem que isso seja preponderante em termos de
carga horária, recursos audiovisuais para materializar discussões ou incentivar debates;
- Estimular o debate em sala de aula e a construção coletiva do conhecimento.

b) Categoria Oficional - busca sedimentar as discussões teóricas-conceituais em
atividades práticas de teor clássico e experimental, isto é, propiciando concretude,
incentivando a criatividade, a análise crítica e estimulando o senso inovador do
estudante. Do ponto de vista amplo, as disciplinas oficionais são, na realidade, práticas
laboratoriais iniciais, que dão ao graduando a introdução do fazer técnico. Tratam-se
de disciplinas práticas que já colocam o estudante em contato com a atividade
laboratorial

de

modo

experimental,

preparando-o

para

as

disciplinas

propriamente ditas “laboratoriais” mais complexas dos semestres seguintes,
atendendo assim ao Art. 9º, Inciso II da Resolução Nº 1, de 27 de setembro de 2013,
que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em
22

Jornalismo, no qual se estipula uma “distribuição das atividades laboratoriais, a
partir do primeiro semestre, numa sequência progressiva, até a conclusão do
curso, de acordo com os níveis de complexidade e de aprendizagem". São
disciplinas que contemplam principalmente os eixos 4 e 5. Nesta categoria de
disciplinas o estudante é colocado a acionar seus conhecimentos, observando a relação
destes com a empiria e, num segundo momento, levando-o a experimentação prática
com alguma liberdade para inovação mas com capacidade acurada de produção em
formatos clássicos. As disciplinas oficionais devem ser ministradas observando os
seguintes procedimentos metodológicos:
- Iniciar a disciplina com uma breve revisão dos principais conceitos trabalhados em
cadeiras teóricas para que o estudante faça a devida passagem e vinculação no campo
em que a oficina está situada;
- Analisar produtos existentes estimulando sua análise crítica e decodificando suas
estruturas;
- Analisar dados disponíveis sobre a produção, circulação e consumo dos produtos
inseridos no campo de atuação da disciplina;
- Trabalhar os parâmetros e habilidades técnicas de produção;
- Produzir em caráter clássico, preparando o estudante para produção em formatos
canônicos;
- Produzir em caráter experimental, estimulando o estudante para a produção em
formatos inovadores.
c) Categoria Laboratorial – contempla um conjunto de disciplinas laboratoriais mais
avançadas nas quais os estudantes que já possuem uma base conceitual e uma
experiência prática oficional são demandados a planejarem e produzirem de modo
semiprofissional determinados produtos, atuando como membro de uma equipe
assumindo determinada função em um processo regular de produção que exige
responsabilidades e trabalho em equipe. A diferença entre oficinas e laboratórios é que a
primeira aproxima teoria e prática de forma mais simbiótica e prepara tecnicamente,
estimulando a experimentação prática sem vincular-se à elaboração sistemática de
produtos. Já os laboratórios tratam de elaboração sistemática que exige dedicação
individual no quadro geral do trabalho sincronizado e em equipe, visando atingir, com
qualidade profissional, metas pré-definidas de produtos específicos. Assim, podemos
chamar as disciplinas oficionais de “laboratórios experimentais” (ou laboratórios
23

iniciais) e as disciplinas laboratoriais de “laboratórios profissionalizantes” (ou
laboratórios avançados). São disciplinas que contemplam principalmente o eixo 5.
As disciplinas laboratoriais devem ser ministradas observando os seguintes
procedimentos metodológicos:

- Pressupor que o estudante possui conhecimentos teóricos e habilidades técnicas
básicas para engajar-se diretamente na elaboração de produtos;
- Ter o horizonte de uma série de produtos que devem ser concretizados, com
cronograma e metas pré-estabelecidas;
- Enquadrar o estudante em funções específicas, como membro de uma equipe que
trabalha visando o horizonte comum;
- Explorar o desenvolvimento de habilidades específicas do estudante;
- Paralelamente, deve-se estipular rodízio de funções, estimulando que o mesmo
obtenha experiência mínima nas diversas funções para que adquira versatilidade;
- Circular e divulgar os produtos do laboratório.

Em todas as categorias de disciplinas, paralelamente podem ser utilizadas outras
metodologias em sala de aula, como:
 Seminários - metodologia utilizada como uma forma de avaliação, preparando
o aluno para a prática expositiva, sistematização de ideias, clareza ao discorrer
sobre o assunto em pauta. Auxilia na Comunicação e Expressão Oral;
 Palestras - Metodologia utilizada após o professor aprofundar determinado
assunto, tendo o palestrante a finalidade de contribuir para a integração dos
aspectos teóricos com o mundo do trabalho;
 Ciclo de Palestras - Metodologia utilizada na busca de integração de turmas e
avanço do conhecimento, trazendo assuntos novos e enriquecedores, além de
proporcionar aos alunos a prática de cerimonial e organização de eventos, já que
estes ciclos são elaborados pelos próprios alunos, sob a orientação do professor.

24

7 PERFIL DO EGRESSO
O egresso do curso de Jornalismo deve ser profissional ético, humanista, crítico
e reflexivo e pressupõe-se as seguintes características pessoais:
a)

capacidade de produção de informações relacionadas a fatos, circunstâncias e
contextos do momento presente;

b)

capacidade de exercício da objetividade na apuração, investigação, interpretação,
registro e divulgação dos fatos sociais;

c)

capacidade de exercício da tradução e disseminação de informações de modo a
qualificar a compreensão do cidadão comum sem perder a devida profundidade;

d)

capacidade de exercício de relações com outras áreas sociais, culturais e
econômicas com as quais o jornalismo faz interface;

e)

capacidade de lidar com ferramentas multimídias e digitais referentes à produção,
disseminação, captação e cruzamento de informação;

f)

percepção do papel do jornalista como agente em defesa do interesse público e em
defesa dos direitos humanos.

g)

ter como premissa o princípio da pluralidade, o favorecimento do debate, o
aprofundamento da investigação, a fiscalização do poder e a garantia social da
veracidade das informações.

8 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E ATITUDES
Como estipula as Diretrizes Nacionais para os Cursos de Jornalismo e inserindo
perspectivas complementares, o concluinte deve estar apto para o desempenho
profissional de jornalista, com formação acadêmica generalista, humanista, crítica, ética
e reflexiva, capacitando-o, dessa forma, a atuar como produtor intelectual e agente da
cidadania, capaz de responder, por um lado, à complexidade e ao pluralismo
característicos da sociedade e da cultura contemporâneas, e, por outro, possuir os
fundamentos teóricos e técnicos especializados, o que lhe proporcionará clareza e
segurança para o exercício de sua função social específica, de identidade profissional
singular e diferenciada em relação ao campo maior da comunicação social. Nessa
perspectiva, este Projeto Pedagógico está desenhado para contemplar habilidades,
25

conhecimentos, atitudes e valores a serem desenvolvidos que podem ser sintetizados nas
seguintes competências:

I - Competências gerais:
a) compreender e valorizar, como conquistas históricas da cidadania e indicadores de um
estágio avançado de civilização, em processo constante de riscos e aperfeiçoamento: o
regime democrático, o pluralismo de ideias e de opiniões, a cultura da paz, os direitos
humanos, as liberdades públicas, a justiça social e o desenvolvimento sustentável;
b) conhecer, em sua unicidade e complexidade intrínsecas, a história, a cultura e a realidade
social, econômica e política brasileira, considerando especialmente a diversidade regional,
os contextos latino-americano e ibero-americano, o eixo sul-sul e o processo de
internacionalização da produção jornalística;
c) identificar e reconhecer a relevância e o interesse público entre os temas da atualidade;
d) distinguir entre o verdadeiro e o falso a partir de um sistema de referências éticas e
profissionais;
e) pesquisar, selecionar e analisar informações em qualquer campo de conhecimento
específico;
f) dominar a expressão oral e a escrita em língua portuguesa;
g) ter domínio instrumental de, pelo menos, dois outros idiomas – preferencialmente inglês
e espanhol, integrantes que são do contexto geopolítico em que o Brasil está inserido;
h) interagir com pessoas e grupos sociais de formações e culturas diversas e diferentes
níveis de escolaridade;
i) ser capaz de trabalhar em equipes profissionais multifacetadas;
j) saber utilizar as tecnologias de informação e comunicação;
k) pautar-se pela inovação permanente de métodos, técnicas e procedimentos;
l) cultivar a curiosidade sobre os mais diversos assuntos e a humildade em relação ao
conhecimento;
m) compreender que o aprendizado é permanente;
n) saber conviver com o poder, a fama e a celebridade, mantendo a independência e o
distanciamento necessários em relação a eles;
o) perceber constrangimentos à atuação profissional e desenvolver senso crítico em relação
a isso;
p) procurar ou criar alternativas para o aperfeiçoamento das práticas profissionais;
26

q) atuar sempre com discernimento ético.

r) compreender a comunicação como um direito humano e compreender o papel do
jornalismo na defesa e fomento dos direitos humanos.
II - Competências cognitivas:
a) conhecer a história, os fundamentos e os cânones profissionais do jornalismo;
b) conhecer a construção histórica e os fundamentos da cidadania;
c) compreender e valorizar o papel do jornalismo na democracia e no exercício da
cidadania;
d) compreender as especificidades éticas, técnicas e estéticas do jornalismo, em sua
complexidade de linguagem e como forma diferenciada de produção e socialização de
informação e conhecimento sobre a realidade;
e) discernir os objetivos e as lógicas de funcionamento das instituições privadas, estatais,
públicas, partidárias, religiosas ou de outra natureza em que o jornalismo é exercido, assim
como as influências do contexto sobre esse exercício.

III - Competências pragmáticas:
a) contextualizar, interpretar e explicar informações relevantes da atualidade, agregandolhes elementos de elucidação necessários à compreensão da realidade;
b) perseguir elevado grau de precisão no registro e na interpretação dos fatos noticiáveis;
c) propor, planejar, executar e avaliar projetos na área de jornalismo;
d) organizar pautas e planejar coberturas jornalísticas;
e) formular questões e conduzir entrevistas;
f) adotar critérios de rigor e independência na seleção das fontes e no relacionamento
profissional com elas, tendo em vista o princípio da pluralidade, o favorecimento do debate,
o aprofundamento da investigação e a garantia social da veracidade;
g) dominar metodologias jornalísticas de apuração, depuração, aferição, além das de
produzir, editar e difundir;
h) conhecer conceitos e dominar técnicas dos gêneros jornalísticos;
i) produzir enunciados jornalísticos com clareza, rigor e correção e ser capaz de editá-los
em espaços e períodos de tempo limitados;
j) traduzir em linguagem jornalística, preservando-os, conteúdos originalmente formulados
em linguagens técnico-científicas, mas cuja relevância social justifique e/ou exija
disseminação não especializada;
27

k) elaborar, coordenar e executar projetos editoriais de cunho jornalístico para diferentes
tipos de instituições e públicos;
l) elaborar, coordenar e executar projetos de assessoria jornalística a instituições legalmente
constituídas de qualquer natureza, assim como projetos de jornalismo em comunicação
comunitária, estratégica ou corporativa;
m) compreender, dominar e gerir processos de produção jornalística, bem como ser capaz
de aperfeiçoá-los pela inovação e pelo exercício do raciocínio crítico;
n) dominar linguagens midiáticas e formatos discursivos, utilizados nos processos de
produção jornalística nos diferentes meios e modalidades tecnológicas de comunicação;
o) dominar o instrumental tecnológico – hardware e software – utilizado na produção
jornalística;
p) avaliar criticamente produtos e práticas jornalísticas.

V - Competências comportamentais:
a) perceber a importância e os mecanismos da regulamentação político-jurídica da profissão
e da área de comunicação social;
b) identificar, estudar e analisar questões éticas e deontológicas no jornalismo;
c) conhecer e respeitar os princípios éticos e as normas deontológicas da profissão;
d) avaliar, à luz de valores éticos, as razões e os efeitos das ações jornalísticas;
e) atentar para os processos que envolvam a recepção de mensagens jornalísticas e o seu
impacto sobre os diversos setores da sociedade;
f) impor aos critérios, às decisões e às escolhas da atividade profissional as razões do
interesse público;
g) exercer, sobre os poderes constituídos, fiscalização comprometida com a verdade dos
fatos, o direito dos cidadãos à informação e o livre trânsito das ideias e das mais diversas
opiniões.

Para ficar mais clara a relação entre os seis eixos, as categorias de disciplinas e
as competências, conforme estipulam os Artigos 5º e 6º das Diretrizes Curriculares
Nacionais para Jornalismo, a Tabela14 demonstra este entrelaçamento:

4

As disciplinas eletivas não estão sendo consideradas na Tabela 1 nem nos gráficos das Figuras 1 e 2.
Isso ocorre por se compreender que, metodologicamente, somar as eletivas nesta quadro e nos gráficos
geraria uma distorção na distribuição real dos conteúdos entre eixos e competências. Isso ocorreria pois
as eletivas são optativas, isto é, nenhum estudante cursará todas elas (porque há um limite da carga
horária prevista) e, no outro extremo, qualquer estudante pode não cursar nenhuma delas (ao optar,
por exemplo, por cumprir as disciplinas eletivas em outros cursos de áreas elegíveis). Por isso, a

28

Tabela 1: Integração entre eixos, categorias de disciplinas obrigatórias e competências
Eixos

Eixo de
fundamentação
humanística

Eixo de
fundamentação
específica

Eixo de
fundamentação
contextual

Eixo de
formação
profissional

Eixo de
aplicação
processual

Disciplinas

Categoria

Competências

Comunicação e Cultura
Comunicação e Desenvolvimento Social
Estética da Comunicação

Teórica
Teórica
Teórica

Universidade, Comunicação e Sociedade

Teórica

Mídia e Direitos Humanos

Teórica

Psicologia Geral e da Comunicação

Teórica

Sociologia Geral e da Comunicação
Tendências e Debates da Filosofia
Contemporânea
Fundamentos e Teorias do Jornalismo
História do Jornalismo
Jornalismo e Política

Teórica

Competências Gerais
Competências Gerais
Competências Cognitivas
Competências
Comportamentais
Competências
Comportamentais
Competências
Comportamentais
Competências Cognitivas

Teórica

Competências Gerais

Teórica
Teórica
Teórica

Legislação e Ética no Jornalismo

Teórica

Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências
Comportamentais

Teoria e Método da Pesquisa em
Comunicação para Jornalismo
Comunicação e Cibercultura
Economia Política da Comunicação
Linguagens e Gêneros Radiofônicos
Linguagens e Gêneros Televisivos
Linguagens e Cultura Visuais
Publicidade e Propaganda para Jornalismo
Teorias da Comunicação
Oficina de Apuração e Jornalismo
Investigativo
Oficina de Edição de Mídia Impressa e
Digital
Oficina de Planejamento Gráfico e
Editoração
Oficina de Radiojornalismo
Oficina de Produção Audiovisual
Oficina de Texto em Jornalismo I
Oficina de Texto em Jornalismo II
Oficina de Jornalismo Cultural
Administração e Marketing do
Empreendimento Jornalístico
Assessoria de Comunicação
Oficina de Projetos em Comunicação Social
Oficina de Tecnologias Contemporâneas de
Comunicação
Oficina de Texto em Comunicação
Desenvolvimento Orientado de Projetos
TCC

Teórica

Competências Cognitivas

Teórica
Teórica
Teórica
Teórica
Teórica
Teórica
Teórica

Competências Gerais
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas
Competências Cognitivas

Oficional

Competências Pragmáticas

Oficional

Competências Pragmáticas

Oficional

Competências Pragmáticas

Oficional
Oficional
Oficional
Oficional
Oficional

Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas

Teórica

Competências Pragmáticas

Oficional
Oficional

Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas

Oficional

Competências Pragmáticas

Oficional

Competências Pragmáticas

Oficional

Competências Pragmáticas

distribuição entre competências e eixos precisa ser dimensionada nas obrigatórias, pois elas são a base,
o cerne da formação que todo estudante obrigatoriamente terá.

29

Eixo de prática
laboratorial

Laboratório de Mídia Impressa
Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo
Multimídia
Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo
Laboratório de Telejornalismo

Laboratorial

Competências Pragmáticas

Laboratorial

Competências Pragmáticas

Laboratorial
Laboratorial

Competências Pragmáticas
Competências Pragmáticas

No Gráfico 1 a seguir é possível visualizar um devido equilíbrio entre os seis
eixos e no Gráfico 2 também uma adequada distribuição de competências entre as
disciplinas obrigatórias da grade curricular, com uma exigida ênfase nas competências
pragmáticas tendo em vista contemplar os objetivos de formação profissional:

Figura 1: Gráfico com distribuição das disciplinas obrigatórias por eixo
Eixo de prática
laboratorial
11%
Eixo de aplicação
processual
16%

Eixo de formação
profissional
21%

Eixo de
fundamentação
humanística
21%

Eixo de
fundamentação
específica
13%
Eixo de
fundamentação
contextual
18%

Figura 2: Gráfico com distribuição das disciplinas obrigatórias por competências
Competências
Cognitivas
32%

Competências
Pragmáticas
47%

Competências
Comportamentais
10%

Competências
Gerais
11%

30

A Tabela 1 também demonstra que há uma integração, onde o contínuo das
disciplinas teóricas, oficionais e laboratoriais converge para um sistema que responde
aos eixos, às competências e evita a dicotomia entre teoria e prática.

9 ÊNFASES
O bacharel em jornalismo deverá ser apto em realizar a captação, redação, edição de
fatos do cotidiano e transformá-los em gêneros jornalísticos: notícia, notas, entrevista,
reportagem, artigo, comentário, editorial, coluna, e outros. Adequando-os sempre às
respectivas mídias e suas especificidades linguístico-espaciais. Além disso deverá saber
lidar competentemente e eticamente com as fontes em suas

tarefas cotidianas no

diversos meios – rádio, jornal, televisão, Internet e outros. A ênfase também recairá na
formação para a área de assessoria de imprensa/comunicação, aliada à sua formação
para ser editor, redator e repórter em rádio, televisão, mídia impressa e Internet. Em
razão das necessidades contemporâneas, a ênfase na formação do atual profissional de
jornalismo deve contemplar necessariamente as novas tecnologias da comunicação e
informação e suas tendências.

10 CAMPO DE ATUAÇÃO DO BACHAREL EM JORNALISMO
O campo de atuação do Bacharel em Jornalismo envolve organizações de mídia
públicas e privadas (emissoras de rádio, TV, mídia impressa, mídias digitais) que
produzam conteúdo jornalístico e também órgãos governamentais, organizações civis e
empresas comerciais dentro do que é pertinente à elaboração, tratamento e circulação de
informação e produtos noticiosos. Assim, é capaz de atuar como jornalista em
31

organizações típicas deste campo ou prestando serviços de consultoria e assessoria que
envolve a prática jornalística.

Pode, deste modo, assumir diversas funções: em

empresas jornalísticas como repórter (nos diferentes suportes e nas diferentes
especialidades), editor, redator, diretor de organização jornalística, produtor de pautas
(pauteiro), repórter fotográfico, apresentador de telejornais, chefe de reportagem,
locutor de rádio, editor gráfico de produtos jornalísticos, redator de texto para web,
assessor de imprensa, revisor, ombudsman, colunista, pesquisador e analista de
produções jornalísticos e outras atividades relacionadas com produtos deste campo. Em
empresas, como diretor de imprensa ou de comunicação, coordenador de imprensa ou
de comunicação. Em Instituições de Ensino Superior pode também atuar como
pesquisador. Também pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando
consultoria.

11 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO DE JORNALISMO

11.1

Estrutura da Matriz curricular
A mudança de um sistema curricular representa a oportunidade para, além de se

avaliar e propor novas formas e adequações para a operacionalização do novo currículo,
de se refletir a questão de como um sistema conceitual-pedagógico, realizada num
currículo, articula na ação universitária um projeto formador de um povo. Tal premissa
já se fazia presente nos Projetos Curriculares anteriores (1996 e 2006).
Com as novas diretrizes curriculares nacionais para o Jornalismo, o Curso deixa
de ser uma habilitação em Comunicação Social e passa ser um curso específico, isto é,
bacharelado em Jornalismo. Esta é uma mudança estrutural e estruturante substancial
neste novo Projeto Pedagógico. Enfatiza-se o Curso de Jornalismo em sua
especificidade e o ordenamento curricular é transformado para adequar-se a este novo
cenário, com um aumento significativo de disciplinas com foco na prática jornalística e
aprofundamento em habilidades neste sentido. Ao mesmo tempo, sem perder de vista a
especialidade necessária, compreende-se também que o Curso de Jornalismo está

32

inserido no campo da Comunicação Social, como área geral de conhecimento e na
grande área das Ciências Sociais Aplicadas. Como recomenda a Unesco,:

O ensino do jornalismo deve considerar vários objetivos: ensinar a
identificar notícias e reconhecer fatos de interesse em um ambiente
complexo de dados e opiniões; ensinar a conduzir uma apuração
jornalística; ensinar como escrever, ilustrar, editar e produzir material
para diferentes formatos de mídia (jornais e revistas, rádio e televisão,
e meios on-line e multimídia) para públicos também heterogêneos.
Uma boa formação deve fornecer aos estudantes conhecimento e
treinamento suficientes para que reflitam sobre a ética do jornalismo,
suas boas práticas e sobre o papel do jornalismo na sociedade. Eles
também devem aprender sobre a história do jornalismo, a legislação
da comunicação e da informação e sobre a economia política da mídia
(incluindo tópicos como propriedade dos meios, estrutura
organizacional e competição). Os cursos devem ensinar como cobrir
questões sociais e políticas de importância particular para o próprio
país por meio de disciplinas ministradas em parceria com outros
departamentos da faculdade ou universidade. O ensino do jornalismo
deve garantir aos estudantes a aquisição de conhecimentos gerais
amplos, bem como conhecimento especializado em um campo que
seja importante para o jornalismo. (UNESCO, 2010, p. 6).

Deste modo, o ordenamento curricular é divido em disciplinas específicas do
Curso e também sustenta disciplinas do chamado “tronco comum”, isto é, disciplinas
que são interseccionais tanto para jornalismo quanto para Relações Públicas que
possuem cunho humanístico, político, social e econômico, imprescindíveis para uma
formação completa.
A estipulação do tronco comum também deve ser compreendida em um contexto
maior de inserção do Curso na estrutura da Universidade. Deve-se atentar para a
necessidade futura da criação de uma Unidade Acadêmica em Comunicação Social na
Universidade Federal de Alagoas que abarque os cursos de Jornalismo, Relações
Públicas e outros cursos futuros que também se insiram nesta área de conhecimento e
que possuem suas especificidades de formação. Isso se torna inevitável uma vez que,
em uma sociedade cada vez mais midiatizada, seja no bojo das mídias tradicionais ou
digitais, a consolidação deste segmento e suas especificidades é um movimento natural
que condiz com a complexidade que o fenômeno social da comunicação tem se
desdobrado neste século.
Refletir sobre essas questões significa, com propriedade, reconhecer que um
currículo nunca é neutro e também nunca é completo, pois ele se insere
teleologicamente num projeto educacional que define, inclusive, o pensar e o agir da
33

universidade. No caso de um projeto curricular, embora com objetivo educacional
concreto, for concebido sem o comprometimento histórico da universidade com a
sociedade, será reservado para esta o papel de simples expectadora, razão pela qual deve
estar articulado integralmente com o compromisso de seus atores em instaurar o
protagonismo no espaço de atuação políticoeducacional-emancipador do conhecimento. Por isso, devemos compreender o Curso de
Jornalismo (e os cursos futuros de uma Unidade de Comunicação Social) não como uma
demanda de mercado mas como uma resposta a expansão do conhecimento, às
mutações sociais e a emergência de novas áreas que se faz necessário um agir técnico e
um pensamento crítico. De tal modo, a universidade não pode e não deve condicionar
sua ação como mera provedora de mão-de-obra especializada para o mercado, pois
mesmo estando comprometida com a formação de recursos humanos para o mercado,
ao desenvolver os potenciais teórico-técnicos dos sujeitos, cabe a ela também cumprir
com as demandas ético-políticas resultantes das transformações geradas no seio social
mais amplo.
Temos em consideração que o curso de Jornalismo forma formadoresinformadores. Por isso, a grandeza dessa tarefa não pode ser diminuída pela visão
redutora do papel fundamental que comunicadores(as) exercem na modelagem do tecido
simbólico contemporâneo, no amplo campo da ideologia e do poder, onde se realizam
os seus projetos, onde se revelam as imagens e verdades como constructos simbólicos
na sociedade da informação, do império da mídia e suas mediações.
Assim sendo, cada vez mais a realidade se conforma à imagem, os antigos
sistemas simbólicos, em suas concepções e técnicas se alteram e instauram novos
diálogos, outros sentidos e diferentes significações, e com eles as demandas por novos
profissionais, capazes de agir frente ao novo contexto multimidiático. Agora não mais
dominado apenas pelo analógico, mas invadido pelas teias dos sistemas e meios digitais
dos bits e bites, que obrigam a uma reconfiguração da prática jornalística e faz rever a
formação destes profissionais.
Os novos profissionais de jornalismo devem ser capazes de agir no novo
contexto digital, tecnológico-informatizado e multimidiático. São obrigados a articular
novas formas de discursos por meio do hipertexto, da hipermídia, interagir na rede
mundial da Internet e operar com diversas ferramentas em várias plataformas digitais de
redação, edição e de tratamento de áudio e vídeo. Necessitam dominar ainda, com
competência efetiva as linguagens, a morfologia, a sintaxe e a semântica da sociedade
34

midiático-digital, que complementa e ultrapasso os sistemas analógicos, possibilitando a
convergência das mídias em tempo real e em nível planetário.
Além de dominar novas ferramentas, novas plataformas digitais, uma vez que a
comunicação e a tecnologia estão em interação constante no mundo contemporâneo, os
profissionais de jornalismo devem ser capazes de agir nesse novo contexto tecnomidiático-discursivo, mas, também, devem agir de forma ética, humana e sensível a
partir de uma práxis sócio-crítica.
A partir desses referenciais ético-técnico-filosóficos o Curso de Jornalismo
propõe suas diretrizes conceituais, ora sistematizadas neste novo currículo, visando
contribuir para a formação de um jornalista com um perfil diferenciado. Mais adequado
à realidade presente, instaurador de outra universidade que venha possibilitar também a
constituição de novas formas de sociabilidade, e capaz de qualificar ético-estéticotecnicamente os atuais e futuros discentes.
Todo currículo contém, em sua ação fundadora, explícita ou implicitamente,
uma

concepção

de

educação

situada

historicamente

como

um

projeto

informador/formador de um povo, ideologicamente caracterizado. Dessa forma, ele se
articula, internamente, ao plano estritamente acadêmico e a uma forma de se fazer
universidade, e externamente, a um plano social mais amplo, realizando assim, uma
determinada concepção didático-pedagógica politicamente definida, que orienta a
própria ação dos educadores com ele envolvidos. A proposta do currículo de Jornalismo
tem como base a pedagogia praxeológica freireana, que resgata o diálogo entre os
sujeitos e o mundo de forma mais ampla, e elimina a dicotomia entre a teoria e a prática.
Nesse sentido, as formas e conteúdos dos objetos de conhecimento não serão
dicotomizados, teorias e práticas interagem no ato pedagógico. O ato de ensinar não
será visto como transmissão, e o aluno não será concebido como um depósito de
conteúdos. O professor por sua vez não será o depositante do saber, característico da
educação bancária. Essa ação bancária não permite uma relação dialógica, crítica entre
os sujeitos no ato cognitivo, entre a teoria e a prática, entre quem ensina e quem
aprende. Pois quem aprende também ensina e quem ensina também aprende – uma vez
que a atividade ensino-aprendizagem é uma via de mão dupla na perspectiva freireana.
A universidade passa a ser compreendida como o próprio corpo social mais
amplo, e sua especificidade, sua identidade, está na sua própria função, outorgada por
sua vocação histórica de articular a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da

35

extensão. E nessa interação, a universidade encontra sua dimensão maior, e os vínculos
que a entrelaçam com os projetos e os destinos do social saem fortalecidos.
Os caminhos que levam a esta identidade são os da experimentação e o seu
lugar, os laboratórios e/ou suas oficinas precedentes. O termo lugar aqui possui acepção
ampla e pode ser representado melhor pelo de “topos” grego, como espaço de
realização, de ser de identificação. Nele, o saber-fazer social confronta-se consigo
mesmo, e numa proposta pedagógico-praxeológica, há interação entre teoria e prática.
As oficina/laboratórios, portanto, são lugares de experimentação e de produção,
lugar de reflexão, onde a prática testa a teoria e a teoria cumpre a função de abrir
caminhos para novas práticas, novos conhecimentos, novas técnicas, novos métodos e
outros fazeres e saberes. A universidade passa efetivamente a ser vista como o lugar da
experimentação, onde a teoria e a prática, mediadas pelo professor, dialogam entre si na
constituição do pensamento crítico, na construção de artefatos técnico-midiáticojornalísticos.
Nessa mobilidade interativa e, portanto, dialógica, teoria e prática se
conformam, se conflitam os projetos, os conceitos e os saberes sócio históricos,
permitindo, portanto, a superação tanto da teoria quanto da prática – por meio do
movimento dialético, e nessa ultrapassagem possibilita o nascimento do novo saber.
A definição da concepção pedagógica freireana da praxeologia, ou do
dialogismo, definida como criticamente e socialmente engajada na produção do
conhecimento, parte do concreto, da prática, em oposição ao abstrato, e com isso
permite o acesso ao domínio dos saberes teóricos, pois estabelece a proposta pedagógica
de ação-reflexão-ação, ao invés de priorizar a reflexão-ação-reflexão. Em decorrência
dessa perspectiva pedagógica, a experimentação, a prática, é o princípio; e o
laboratório/oficina o lugar de realização do saber exigido pela sociedade.

11.2

Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo Diurno
O curso Diurno de Jornalismo Diurno terá duração de 4 anos (mínimo de 8

semestres e máximo de 12 semestres). A carga horária final do curso de Jornalismo é
3600 horas-aula de 50 minutos (padrão adotado na Ufal) ou, convertendo, 3000 horasaula cheia (60 minutos, padrão adotado nas Diretrizes Nacionais para os Cursos de
Jornalismo). No quadro geral a seguir têm-se a distribuição da carga horária entre
36

Disciplinas obrigatórias, disciplinas eletivas, estágio supervisionado, Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) e atividades complementares e as respectivas conversões
entre os dois padrões de hora-aula para o curso de Jornalismo Noturno.

Tabela 2: Quadro Geral e conversão de horas do Curso de Jornalismo Diurno

Componentes Curriculares
Disciplinas Obrigatórias
Disciplinas Eletivas
Estágio Supervisionado
Atividades Complementares
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Carga horária total

Horas-aula
(50min)
2520
200
240
280
360
3600

Horas-relógio
(60min=1 hora)
2100
167
200
233
300
3000

Percentual
(Aproximado)
70,0 %
5,6 %
6,7 % 20,0 %
7,7 %
10,0 %
100%

Na Tabela 2, a estrutura curricular está adequada ao Art. 10 das Diretrizes
Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Jornalismo (Resolução
CNE/CES 1/2013,) que estabelece a carga horária mínima de 200 horas para o Estágio
Supervisionado, a carga horária total mínima de 3000 horas e o limite no qual o "estágio
curricular supervisionado e as atividades complementares não poderão exceder a 20%
(vinte por cento) da carga horária total do curso"5.
Nota-se que o projeto respeita estas normatizações e deste modo sobram 400
horas para atividades como: disciplinas eletivas, extensão e pesquisa. Assim, as 300
horas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para a Extensão (10 % da carga
horária total do Curso) ficam contempladas no interior destas 400 horas restantes6.
Na Tabela a seguir (Tabela 3) será descrito o Ordenamento Curricular do Curso
de Jornalismo Diurno, com carga horária de cada disciplina e pré-requisitos:

5

Os elementos que as Diretrizes denominam de “Atividades complementares” estão grifados (em cinza)
ao centro da Tabela 2 cujo somatório respeita os 20% de limite segundo esta norma.
6
As atividades de extensão devem ser regulamentadas em norma específica, dentro do documento que
rege as “Atividades Complementares”, observando as Diretrizes Nacionais e os regulamentos da
Universidade Federal de Alagoas e outras normatizações determinadas pela Pró-Reitoria de Extensão
(Proex) sobre o tema.

37

Tabela 3: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo Diurno7
1º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH

Pré-requisito

Teorias da Comunicação **

80h

-

Fundamentos e Teorias do Jornalismo

40h

-

História do Jornalismo

40h

-

Comunicação e Cultura **

80h

-

Oficina de Texto em Jornalismo I

80h

-

Oficina de Texto em Comunicação **

80h

-

TOTAL

400h

-

CH Total

Pré-requisito

Comunicação e Cibercultura **

40h

-

Sociologia Geral e da Comunicação **

80h

.

Psicologia Geral e da Comunicação**

40h

-

Linguagens e Gêneros Radiofônicos **

40h

-

Tendências e Debates da Filosofia Contemporânea **

40h

-

Legislação e Ética no Jornalismo

80h

-

Oficina de Texto em Jornalismo II

80h

Of. de Texto em Jornalismo I

TOTAL

400h

2º semestre
Nome da Disciplina

Código

3º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Oficina de Tecnologias Contemporâneas de
Comunicação **

80h

-

Oficina de Planejamento Gráfico e Editoração**

80h

-

Linguagens e Cultura Visuais **

80h

-

Oficina de Radiojornalismo

80h

-

Estética da Comunicação **

40h

-

Linguagens e Gêneros Televisivos **

40h

-

TOTAL

400h

7

No ordenamento estão listadas as cargas horárias totais de cada disciplina. A discriminação da carga
horária teórica e prática, que compõem a soma destas cargas horárias totais, está detalhada nas
ementas de cada disciplina (entre as páginas 46 e 86). Também na página 90, na Tabela 9, há um quadro
geral com este detalhamento.

38

4º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo

80h

Linguagens e Cultura Visual

Oficina de Produção Audiovisual

120h

-

Oficina de Edição de Mídia Impressa e Digital

80h

-

Assessoria de Comunicação **

80h

Oficina de Jornalismo Cultural

40h

-

TOTAL

400h

-

CH Total

Pré-requisito

Jornalismo e Política **

40h

-

Laboratório de Mídia Impressa

120h

Oficina de Texto em Jorn. II

Universidade, Comunicação e Sociedade **

40h

-

Oficina de Apuração e Jornalismo Investigativo

80h

-

Mídia e Direitos Humanos**

40h

-

Eletiva Obrigatória 1

40h

-

TOTAL

360h

5º semestre
Nome da Disciplina

Código

6º semestre
Nome da Disciplina

CH Total

Pré-requisito

Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação para
Jornalismo

80h

-

Economia Política da Comunicação **

40h

Estágio Supervisionado

Código

8

9

200h

Oficina de Texto em Jornal. II

Eletiva Obrigatória 2

40h

TOTAL

360h

-

CH Total

Pré-requisito

120h

Of. de Tecnologias Contemp.
em Comunicação

7º semestre
Nome da Disciplina
Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo
Multimídia

Código

8

Regulamentado por norma específica.
Especificamente no caso do Estágio, o valor da carga horária aqui grafado refere-se a horas-cheias
(horas de 60 minutos) conforme estipula o Art. 10, parágrafo primeiro das Diretrizes Curriculares
Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo. Ou seja, neste caso não se trata do padrão adotado
na Ufal de horas-aula com 50 minutos (como ocorre nas disciplinas regulares). Para melhor
compreensão da soma da carga horária ver tabela geral sobre carga horária e conversões (Tabela 2), na
página 38.
9

39

4º semestre
Publicidade e Propaganda para Jornalismo

80h

-

Desenvolvimento Orientado de Projetos TCC **

40h

T. Met. Pesq. Cient. Jornalismo

Oficina de Projetos em Comunicação Social **

40h

-

Eletiva Obrigatória 3

40h

-

TOTAL

320h

8º semestre
Nome da Disciplina

CH Total

Pré-requisito

Administração e Marketing do Empreendimento
Jornalístico

40h

-

Laboratório de Telejornalismo

120h

Oficina de Produção
Audiovisual

Comunicação e Desenvolvimento Social**

40h

-

Eletiva Obrigatória 4

40h

Eletiva Obrigatória 5

40h

TOTAL

280

11.3

Código

-

Ordenamento curricular do Curso de Jornalismo Noturno
O curso Noturno de Jornalismo Noturno terá duração de 4 anos e meio (mínimo

de 9 semestres e máximo de 14 semestres) 10. Nota-se que assim possui 1 semestre a
mais quando comparado ao Curso Diurno. Esta diferenciação ocorre devido à
diminuição deste turno para que as atividades tenham início preferencialmente às 19h e
se encerrem até as 22h. Este não é um limite rígido e sim um indicativo que deve ser
cumprido

na medida do possível.

Trata-se de uma adequação necessária à atual

realidade de restrições quanto à disponibilidade de transporte público e segurança
pública para os estudantes. Esta diferenciação também repercute na diminuição da
oferta de disciplinas no curso noturno por semestre. Ou seja, quando comparado ao
ordenamento do curso Diurno, determinadas disciplinas estarão estipuladas em
semestres diferentes no curso Noturno devido à restrição da carga horária por semestre
que será menor para que não ultrapasse o horário de oferta estipulado. Importante
ressaltar que não há alterações quanto ao quantitativo de disciplinas, quanto à forma,

10

Fica aberta a possibilidade de ser finalizado em 8 semestres caso o estudante consiga antecipar o
cumprimento de disciplinas e créditos necessários, respeitando os pré-requisitos vinculativos entre as
disciplinas.

40

nem quanto à carga horária total entre os dois turnos. Ou seja, ambos seguem um
mesmo conjunto de conteúdos e possuem exatamente a mesma carga horária total.
Justamente para garantir esta isonomia, ocorre o adicional de 1 semestre no Curso
Noturno.
No quadro geral a seguir têm-se a distribuição da carga horária entre Disciplinas
obrigatórias, disciplinas eletivas, estágio supervisionado, Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) e atividades complementares e as respectivas conversões entre os dois
padrões de hora-aula para o curso de Jornalismo Noturno:
Tabela 4: Quadro Geral e conversão de horas do Curso de Jornalismo Noturno

Componentes Curriculares
Disciplinas Obrigatórias
Disciplinas Eletivas
Estágio Supervisionado
Atividades Complementares
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Carga horária total

Horas-aula
(50min)
2520
200
240
280
360
3600

Horas-relógio
(60min=1 hora)
2100
167
200
233
300
3000

Percentual
(Aproximado)
70,0 %
5,6 %
6,7 % 20,0 %
7,7 %
10,0 %
100%

Na Tabela 4, a estrutura curricular está adequada ao Art. 10 das Diretrizes
Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Jornalismo (Resolução
CNE/CES 1/2013,) que estabelece a carga horária mínima de 200 horas para o Estágio
Supervisionado, a carga horária total mínima de 3000 horas e o limite no qual o "estágio
curricular supervisionado e as atividades complementares não poderão exceder a 20%
(vinte por cento) da carga horária total do curso"11.
Nota-se que o projeto respeita estas normatizações e deste modo sobram 400
horas para atividades como: disciplinas eletivas, extensão e pesquisa. Assim, as 300
horas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para a Extensão (10 % da carga
horária total do Curso) ficam contempladas no interior destas 400 horas restantes12.
Na tabela 5 será descrito o Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo
Noturno, com carga horária de cada disciplina e pré-requisitos:

11

Os elementos que as Diretrizes denominam de “Atividades complementares” estão grifados (em
amarelo) ao centro da Tabela 2 cujo somatório respeita os 20% de limite segundo esta norma.
12
As atividades de extensão devem ser regulamentadas em norma específica, dentro do documento que
rege as “Atividades Complementares”, observando as Diretrizes Nacionais e os regulamentos da
Universidade Federal de Alagoas e outras normatizações determinadas pela Pró-Reitoria de Extensão
(Proex) sobre o tema.

41

Tabela 5: Ordenamento Curricular do Curso de Jornalismo Noturno13
1º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Teorias da Comunicação **

80h

-

Fundamentos e Teorias do Jornalismo

40h

-

História do Jornalismo

40h

-

Oficina de Texto em Jornalismo I

80h

-

Oficina de Texto em Comunicação **

80h

-

TOTAL

320h

-

CH Total

Pré-requisito

Oficina de Texto em Jornalismo II

80h

Of. de Texto em Jornalismo I

Comunicação e Cultura **

80h

-

Psicologia Geral e da Comunicação**

40h

-

Tendências e Debates da Filosofia Contemporânea **

40h

-

Linguagens e Gêneros Radiofônicos **

40h

-

Comunicação e Cibercultura **

40h

-

TOTAL

320h

2º semestre
Nome da Disciplina

Código

3º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Legislação e Ética no Jornalismo

80h

-

Linguagens e Gêneros Televisivos **

40h

-

Sociologia Geral e da Comunicação **

80h

-

Oficina de Radiojornalismo

80h

-

Estética da Comunicação **

40h

-

TOTAL

320h
4º semestre
Nome da Disciplina

Oficina de Tecnologias Contemporâneas de
Comunicação **

Código

CH Total

Pré-requisito

80h

-

13

No ordenamento estão listadas as cargas horárias totais de cada disciplina. A discriminação da carga
horária teórica e prática, que compõem a soma destas cargas horárias totais, está detalhada nas
ementas de cada disciplina (entre as páginas 46 e 86). Também na página 90, na Tabela 9, há um quadro
geral com este detalhamento.

42

1º semestre
Oficina de Planejamento Gráfico e Editoração**

80h

-

Linguagens e Cultura Visuais **

80h

-

Assessoria de Comunicação **

80h

-

TOTAL

320h

-

CH Total

Pré-requisito

Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo

80h

Linguagens e Cultura Visual

Oficina de Edição de Mídia Impressa e Digital

80h

-

Oficina de Produção Audiovisual

120h

-

Oficina de Jornalismo Cultural

40h

-

TOTAL

320h

5º semestre
Nome da Disciplina

Código

6º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Jornalismo e Política **

40h

-

Laboratório de Mídia Impressa

120h

Of. de Texto em Jorn. II

Oficina de Apuração e Jornalismo Investigativo

80h

-

Universidade, Comunicação e Sociedade **

40h

-

Mídia e Direitos Humanos**

40h

-

TOTAL

320h
7º semestre
Nome da Disciplina

CH Total

Pré-requisito

Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação para
Jornalismo

80h

-

Economia Política da Comunicação **

40h

-

Estágio Supervisionado

Código

14

15

200h

Oficina de Texto em Jornalismo
II

Eletiva Obrigatória 1

40h

-

TOTAL

360h

-

CH Total

Pré-requisito

80h

-

8º semestre
Nome da Disciplina
Publicidade e Propaganda para Jornalismo

Código

14

Regulamentado por norma específica.
Especificamente no caso do Estágio, o valor da carga horária aqui grafado refere-se a horas-cheias
(horas de 60 minutos) conforme estipula o Art. 10, parágrafo primeiro das Diretrizes Curriculares
Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo. Ou seja, neste caso não se trata do padrão adotado
na Ufal de horas-aula com 50 minutos (como ocorre nas disciplinas regulares). Para melhor
compreensão da soma da carga horária ver tabela geral sobre carga horária e conversões (Tabela 4), na
página 41.
15

43

5º semestre
Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo
Multimídia

120h

Of. de Tecn. Cont. Comunic.

Desenvolvimento Orientado de Projetos TCC **

40h

T. Met. Pesq. Cient. Jornalismo

Eletiva Obrigatória 2

40h

-

Eletiva Obrigatória 3

40h

-

TOTAL

320h

9º semestre
Nome da Disciplina

Código

CH Total

Pré-requisito

Laboratório de Telejornalismo

120h

Oficina de Produção Audiovisual

Oficina de Projetos em Comunicação Social **

40h

-

Administração e Marketing do Empreendimento
Jornalístico

40h

-

Comunicação e Desenvolvimento Social**

40h

-

Eletiva Obrigatória 4

40h

-

Eletiva Obrigatória 5

40h

-

TOTAL

320h

11.4 Disciplinas eletivas
Além das disciplinas obrigatórias, o Curso também oferecerá disciplinas eletivas
(optativas) que poderão ser cursadas para compor a grade curricular no tocante às
“Eletivas Obrigatórias”. A Tabela 6 traz a lista desta oferta.

Tabela 6: Disciplinas eletivas ofertadas pelo Curso de Jornalismo (Diurno e Noturno)
Disciplinas Eletivas
Nome da Disciplina

Código

CH teórica

CH prática

CH total

Arte e Tecnologia

40h

--

40h

Assessoria política e eleitoral

40h

--

40h

Comportamento e Defesa do Consumidor

40h

--

40h

Crítica da Cultura Midiática

40h

--

40h

Espanhol Instrumental16

40h

--

40h

Estética

40h

--

40h

16

Atendendo ao Art. 5º, item “g” das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em
Jornalismo (Resolução nº 1, de 27 de setembro de 2013)

44

Disciplinas Eletivas
Fundamentos do Cinema

40h

--

40h

Inglês Instrumental

40h

--

40h

Jornalismo Ambiental

20h

20h

40h

Jornalismo Científico

20h

20h

40h

Jornalismo e Cidade

20h

20h

40h

Jornalismo Literário

20h

20h

40h

Libras – Língua Brasileira de Sinais

40h

--

40h

Mídia e Autopoiésis

40h

--

40h

Mídia e Ética

40h

--

40h

Mídia Training

40h

--

40h

Recepção midiática

40h

-

40h

Semiótica Peirceana Aplicada

40h

-

40h

Compreendendo o Jornalismo em sua complexidade social, econômica, política
e cultura, disciplinas ofertadas por outras Unidades da UFAL que estejam circunscritas
à grande área de Ciências Humanas e Artes também são aptas para reaproveitamento
automático como disciplina eletiva. Tal dimensão dá ao graduando um leque maior de
conhecimento e também o possibilita aprofundar sua formação em determinados tópicos
que possam ser úteis em sua atividade profissional futura, uma vez que há diferentes
focos na prática jornalística (como jornalismo cívico, jornalismo cultural, jornalismo
econômico, jornalismo político, jornalismo científico etc.). Esta abertura está
plenamente de acordo com o Art. 3º, parágrafo IV das Diretrizes Nacionais Curriculares
para os Cursos de Jornalismo no qual se estipula que o Projeto Pedagógico deve criar
“formas de efetivação da interdisciplinaridade”.
Para ter validade, a matrícula neste tipo de disciplina eletiva realizada em outras
Unidades deve contemplar os seguintes parâmetros:

a) fica restrita a cursos da Universidade Federal de Alagoas, circunscritos à grande área
de Ciências Humanas e Artes;
b) para ter validade, necessitará do aval prévio da Coordenação de Curso (ou comissão
por esta indicada);
d) só terá validade se houver matrícula oficializada e sendo cursada de forma regular
pelo estudante, com aprovação requerida dentro das normas vigentes da Ufal.

45

12 EMENTAS E REFERÊNCIAS/ BIBLIOGRAFIAS

Na Tabela a seguir (conjunto de tabelas nomeado como Tabela 7 e Tabela 8)
têm-se o as ementas das disciplinas obrigatórias, objetivos, referências básicas,
referências suplementares e também a fração da carga horária teórica e prática que
compõe cada disciplina do ordenamento curricular (Diurno e Noturno). Primeiramente,
serão listadas as ementas específicas de Jornalismo (Tabela 7) e, sem seguida, as
disciplinas do chamado “tronco-comum” em Comunicação Social (Tabela 8):

Tabela 7: Ementas das disciplinas específicas de Jornalismo
Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Fundamentos e Teorias do Jornalismo
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Conceitos e fundamentos do jornalismo enquanto atividade típica da
modernidade, sem perder de vista os seus antecedentes históricos.
Compreensão das diferentes teorias que envolvem a análise do jornalismo
apontando a complexidade de fatores que esta atividade mobiliza em seu
modus operandi e em seu imaginário, incluído temas como Teoria do
Espelho, Gatekeeper, Teoria organizacional, Newsmaking, Agenda Setting,
Enquadramento (framing), webjornalismo e teorizações recentes. Identificar
os principais elementos estruturais do jornalismo, passando pela forma,
gêneros jornalísticos, pela linguagem e pela dinâmica deste campo.
Proporcionar uma visão crítica do jornalismo em seu atual contexto e estágio.
Proporcionar ao estudante uma visão conceitual sobre as bases em que se
fundamenta o jornalismo e suas instituições, discutindo as diversas
teorizações que explicam ou que influenciam a formatação e a dinâmica desta
atividade.
ALSINA, Miquel Rodrigo. A construção da notícia. Petrópolis: Vozes, 2009.
GOMES, Wilson. Jornalismo, fatos e interesses: ensaios de teoria do
Jornalismo. Florianópolis: Insular, 2009.
LAGE, Nilson. Teoria e técnica do texto jornalístico. Rio de Janeiro: Campus
Editora, 2005.
LIPPMANN, WALTER. Opinião Publica. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.
McCOMBS, Maxwell. A teoria da Agenda : a mídia e a opinião pública.
SHOEMAKER, Pamela. Teoria do gatekeeping: seleção e construção da
notícia. Porto Alegre: Penso, 2011.
TRAQUINA, Nelson (Org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”.
46

Lisboa: Vega, 1993.
TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo: porque as notícias são como
são. Florianópolis: Insular, 2005. (Volumes I e II)

Bibliografia
complementar

GROTH, Otto. O poder cultural desconhecido: fundamentos da ciência dos
jornais. Petrópolis: Vozes, 2011.
LAGE, Nilson. Linguagem jornalística. São Paulo: Ática, 1997.
MAROCCO, Beatriz ; BERGER, Christa. A era glacial do jornalismo:
teorias sociais da imprensa . Porto Alegre: Sulina, 2006.
PORTO, Mauro P. Enquadramentos da Mídia e Política. In : RUBIM,
Antonio Albino Canelas (Org.). Comunicação e Política: conceitos e
abordagens. Salvador : Edufba, 2004. p. 74-104.
SCHUDSON, Michael. Descobrindo a notícia: uma história social dos
jornais nos Estados Unidos. Petrópolis, 2010.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

História do Jornalismo
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Origens, antecedentes, nascimento e desenvolvimento do jornalismo como
uma atividade típica da modernidade. Primórdios com a prensa de
Gutenberg; as folhas volantes; os primeiros periódicos regulares; a relação
entre imprensa e transporte; imprensa e revoluções burguesas; a imprensa
partidária; o novo jornalismo e a penny press; o surgimento do telégrafo e
das agências de notícias. A influência histórica do modelo anglo-americano
na formação da imprensa brasileira. A história da imprensa no Brasil. O
surgimento do radiojornalismo e do telejornalismo.
Munir o estudante de uma visão histórica sobre o surgimento a imprensa,
suas mutações durante os séculos e as marcas desta trajetória no atual modelo
do jornalismo contemporâneo.
BRIGGS, Asa & BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de
Gutemberg à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.
DE LUCA, Tania Regina; MARTINS, Ana Luiza (Org.). História da
imprensa no Brasil. São Paulo: Contexto, 2011.
GLEICK, James. A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada.
São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
MATTOS, Sergio. História da televisão brasileira: uma visão econômica
social e política. Petrópolis: Vozes, 2010.
47

THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia.
Petrópolis: Editora Vozes, 2011.

Bibliografia
complementar

CHALABY, Jean. O Jornalismo como invenção anglo-americana.
Comparação entre o desenvolvimento do jornalismo francês e anglo
americano (1830-1920). Revista Media & Jornalismo, 3, 2003.
MATTELART, Armand. História da utopia planetaria: da cidade profética
a sociedade global. Porto Alegre: Sulina, 2002.
PORCELLO, Flávio et al (Org.). 60 anos de telejornalismo no Brasil:
história, análise e crítica. Florianópolis: Insular, 2010.
PRADO, Magaly. História do rádio no Brasil. São Paulo: Livros De Safra,
2012.
SODRE, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. Porto Alegre:
Edipucrs, 2011.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Jornalismo e Política
Carga horária total
Carga horária teórica
Carga horária prática

40h
40h
--

Ementa
Introdução à Teoria Política. Introdução às teorias da democracia. Estrutura
das democracias modernas (Três Poderes, instituições democráticas,
representação política etc.). Relação entre os processos de comunicação e o
campo da ação política. Como os meios e organizações de mídia influenciam
a dinâmica da democracia e da política no Brasil e no mundo. Como o
jornalismo interage com o campo político. As várias transformações internas
pelas quais passou a atividade política em função das atuais características
dos meios e ambientes da comunicação. Análise de temas como mídia e
eleição, opinião pública, esfera pública. Engajamento político e redes sociais
online. Mobilização política, movimentos sociais e a apropriação das
tecnologias digitais de comunicação e informação.
Objetivos

Bibliografia
básica

Visa dotar o estudante de uma compreensão contemporânea e histórica sobre
a interface entre comunicação e política, identificando como atores,
processos e fenômenos tendem a ocorrer nesta intersecção e qual o papel dos
meios de comunicação, em especial do jornalismo, na prática e nessas
engrenagens.

ALDÉ, Alessandra. A construção da política: democracia, cidadania e meios
de comunicação de massa. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2004.

48

BOBBIO, Norberto. Teoria geral da política: a filosofia política e as lições
dos clássicos. Rio de Janeiro: Campus Editora, 2000.
CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das Mídias. São Paulo: Contexto, 2006.
GOMES, Wilson. Transformações da política na era da comunicação de
massa. São Paulo: Paulus, 2004.
HABERMAS, Jürgen. Três Modelos Normativos de Democracia, Lua Nova Revista de Cultura e Política, 36, p. 39-48, 1995.
MAIA, Rousiley Celi Moreira; GOMES, Wilson; MARQUES, Francisco
Paulo Jamil Almeida. Internet e participação política no Brasil. Porto
Alegre: Sulina, 2011.
MIGUEL, Luis Felipe. Mídia, representação e democracia. São Paulo:
Hucitec Editora, 2010.
REES, Laurence. Vende-se política. Rio de Janeiro: Revan, 1995.
TARROW, Sidney. O poder em movimento: movimentos sociais e confronto
político. Petrópolis: 2009.
WEBER, Maria Helena. Comunicação e espetáculos da política. Porto
Alegre: Editora da UFRGS, 2000.
Bibliografia
complementar

ALMEIDA, Jorge. Marketing político, hegemonia e contra-hegemonia. São
Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.
BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
GAIA, Rossana. A política na mídia e a mídia política. Maceió: Edufal,
2011.
GOMES, Wilson; MAIA, Rousiley. C.M. Comunicação e Democracia:
problemas e perspectivas. São Paulo: Paulus, 2008.
MIGUEL, Luis Felipe. Mito e discurso político: Uma análise a partir da
campanha eleitoral de 1994.
HELD, David. Modelos de Democracia. Belo Horizonte: Paideia, 1987.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Oficina de Texto em Jornalismo I
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
Técnicas fundamentais de apuração, entrevistas e coleta de dados para
elaboração de texto jornalístico. Tratamento das fontes. Métodos e
princípios que guiam a elaboração do texto jornalístico. Estrutura do texto
jornalístico clássico. Elaboração de lides e formato clássico em pirâmide
49

Objetivos

Bibliografia
básica

invertida. Produção de textos jornalísticos escritos com ênfase nos gêneros
informativos notícia e reportagem para mídia impressa e digital. Diferenças
do texto escrito para jornal impresso, TV, rádio, revista e jornalismo na web.
Capacitar o estudante a elaborar textos jornalísticos escritos para mídia
impressa e digital, principalmente notícia e reportagem, incorporando os
princípios clássicos quanto ao conteúdo, quanto à forma e técnicas utilizadas
neste processo.
FLORESTA, Cleide; BRASLAUSKAS, Ligia. Técnicas de reportagem e
entrevista. São Paulo: Saraiva, 2009.
MAROCCO, Beatriz. Entrevista na pratica jornalística e na pesquisa. Porto
Alegre: Libretos, 2012.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin do. Técnicas de redação em jornalismo : o
texto da notícia. São Paulo: Saraiva, 2009 (Volumes I e II).
PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. A apuração da notícia: métodos de
investigação na imprensa. Petrópolis: Vozes, 2006.

Bibliografia
complementar

BAHIA, Juarez. Jornal, história e técnica: as técnicas do jornalismo. Rio de
Janeiro: Mauad, 2009.
FOLHA DE S. PAULO. Manual da Redação. São Paulo: PubliFolha, 2010.
LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006.
SEABRA, Roberto; SOUSA, Vivaldo de. Jornalismo político - teoria,
história e técnicas. Rio de Janeiro: Record, 2006.
RUDIN, Richard; IBBOTSON, Trevor. Introdução ao jornalismo: técnicas
essenciais e conhecimentos básicos. São Paulo: Roca, 2007.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Oficina de Texto em Jornalismo II
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
A disciplina deve ser dividida em dois módulos que abordarão
respectivamente o gênero informativo da grande reportagem e, num segundo
momento, os gêneros opinativos. Elaboração de texto jornalístico no formato
grande reportagem. Interpretação de estudos, relatórios, documentos, leis e
bancos de dados. Reportagem assistida por computador. Diferenças entre
grande reportagem para mídia impressa (jornal diário, Revista) e internet.
Jornalismo de revista. Elaboração de textos para gêneros opinativos.
Características, formatos e técnicas para elaboração de textos para gêneros
opinativos (editoriais, crônicas, resenhas, colunas etc.). Diferenças entre
gêneros opinativos para mídia impressa (jornal diário, Revista) e internet.
Completar a formação do estudante habilitando-o à produção de texto escrito
no formato de Grande Reportagem e habilitá-lo à elaboração de textos para o
50

gênero opinativo do jornalismo.
Bibliografia
básica

BELO, Eduardo. Livro-reportagem. São Paulo: Contexto, 2006.
CHRISTOFOLETTI, Rogério; LIMA, Samuel. Reportagem, pesquisa e
investigação. Florianópolis: Insular, 2012.
FERRARI, Maria Helena; Sodré, Muniz. Técnica de reportagem: notas sobre
a narrativa jornalística. São Paulo: Summus, 1986.
KOTSCHO, Ricardo; DIMENSTEIN, Gilberto. A aventura da reportagem.
São Paulo: Summus,, 1990.
MELO, José Marques de. Jornalismo opinativo: gêneros opinativos no
jornalismo brasileiro. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira, 2003.
SCALZO, Marilia. Jornalismo de Revista. São Paulo: Contexto, 2003.

Bibliografia
complementar

ERBOLATO, Mario. Técnicas de codificação em jornalismo. São Paulo:
Ática, 2004.
FUCCIA, Eduardo Velozo. Reportagem policial: um jornalismo peculiar.
Santos: Realejo, 2008.
LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas ampliadas: o livro-reportagem como
extensão do jornalismo e da literatura. Barueri: Manole, 2008.
PAIXÃO, Patrícia (Org.). Mestres da reportagem. Jundiaí: Editora In House,
2012.
VASCONCELOS, Frederico. Anatomia da reportagem. São Paulo:
Publifolha Editora, 2008.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Legislação e Ética no Jornalismo
Carga horária total
80h
80h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Ética e Moral. Fundamentos éticos na história. Ética e Comunicação. A
questão da verdade na informação. Comportamento ético do profissional de
Jornalismo. Código de Ética Profissional. Direito e organização judiciária
brasileira. Direito à Informação e Direitos Humanos. Direito à Comunicação.
Introdução à legislação dos meios de comunicação no Brasil. Legislação
comparada: a legislação sobre Jornalismo em outros países. Legislação
especial do Jornalismo.
Capacitar o estudante em conhecer o quadro legal da profissão do jornalista e
legislação que orienta esta atividade no mundo, com especial conhecimento
sobre a legislação brasileira.
BARROS FILHO, Clovis de. Ética na Comunicação: da informação ao
51

receptor. São Paulo: Editora Moderna, 1995.
BARROS, Ricardo Coelho de. O Direito à Informação no Espaço Virtual.
Maceió: Edições Cataventos, 2002.
BUCCI, Eugênio. Sobre ética e Imprensa. São Paulo: Companhia das Letras,
2000.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Ética no jornalismo. São Paulo: Editora
Contexto, 2008.
ECHANIZ, Arantza & PAGOLA, Juan. Ética do Profissional da
Comunicação. São Paulo: Paulinas, 2007.
GOMES, Wilson. Pressupostos Éticos-políticos da questão da
democratização da comunicação. IN: Comunicação e Cultura
Contemporânea. Rio de Janeiro: Notrya Editora, 1993.
GUIMARÃES, Arianna Stagni. Direito a comunicação: relação entre os
meios de comunicação e o exercício da democracia. São Paulo: LEX
Magister, 2013.
HULTENG, John L. Os desafios da Comunicação: Problemas Éticos.
Florianópolis. Editora da UFSC, 1990.
LIMA, Venício Artur de. Regulação das comunicações. São Paulo: 2011.
PESSOA, Eduardo. Introdução ao Direito para a área de comunicação. Rio
de Janeiro: Quileditora, 2010.
SANTOS, Reinaldo. Vade Mecum da Comunicação. São Paulo: Edições
Trabalhistas, 2009.
SARAIVA, Enrique et al. Democracia e regulação dos meios de
comunicação de massa. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008.
SOUZA, Mauro Wilton de (Org.). Recepção Midiática e Espaço Público.
São Paulo: Paulinas, 2006.
Bibliografia
complementar

BLÁZQUEZ, Niceto. Ética e meios de comunicação. São Paulo: Paulinas,
1999.
CORTELLA, Mário Sérgio & BARROS FILHO, Clóvis. Ética e vergonha
na Cara. Campinas: Papirus 7 Mares, 2014.
ESS, Charles. Digital media ethics. Cambridge: Polity Press, 2009.
FARACO, Alexandre Ditzel. Democracia e regulação das redes eletrônicas
de comunicação: rádio, televisão e internet. Belo Horizonte: Editora Forum,
2009.
GOMES, Wilson. Informação, Ética e Democracia. Pauta Geral, 3 ( 3), p.
112-119, 1995.
SARLET, Ingo Wolfgang. Direitos fundamentais, informática e
52

comunicação: algumas aproximações. Porto Alegre: Livraria do Advogado,
2006.
VALLS, Álvaro L. M.. O que é ética. Coleção Primeiros Passos. São Paulo:
Brasiliense, 1994.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2003.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Radiojornalismo
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
Elaboração de produtos jornalísticos para o radio em suas diversas formas
(radiodifusão AM e FM, web-rádio, programas na forma de podcasts). A
disciplina busca articular elementos teóricos e práticos na produção, edição e
realização de programas no formato radiofônico.
Capacitar o estudante a produzir os vários gêneros existentes no formato
radiofônico. Preparar o aluno visando a obtenção do conhecimento tanto
teórico quando prático sobre os formatos radiofônicos.
CESAR, CYRO. Como falar no rádio: pratica de locução AM e FM. São
Paulo: Summus, 2009.
CHANTLER, Paul; HARRIS, Sim. Radiojornalismo. São Paulo: Summus,
1998.
CHANTLER, Paul; STEWART, Peter. Fundamentos do radiojornalismo.
São Paulo: Roca, 2007.
MEDITSCH, Eduardo. O rádio na era da informação: teoria e técnica do
novo radiojornalismo. Florianópolis: Insular: 2007.

Bibliografia
complementar

HAUSMAN, Carl et al. Radio: produção, programação e performance. São
Paulo: Cengage, 2010.
JUNG, MILTON. Jornalismo de Rádio. São Paulo: Contexto, 2007.
MAGNONI, Antonio Francisco; CARVALHO, Juliano Mauricio De
(ORG.). O novo radio: Cenários da radiodifusão na era digital. São Paulo:
Senac, 2010.
MCLEISH, Robert. Produção de rádio: um guia abrangente de produção
radiofônica. São Paulo: Summus, 2001.
ORTIZ, Miguel Angel; MARCHAMALO, Jesus. Técnicas de comunicação
pelo rádio. São Paulo: Loyola, 2006.

53

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo
Carga horária total
80h
-Carga horária teórica
80h
Carga horária prática
A fotografia e suas formas de representação no mundo contemporâneo.
Introdução a reflexão e leitura de imagens fotográficas. Composição
fotográfica e interpretação dos códigos visuais. Cultura visual e mediação
comunicacional. A importância da fotografia para a cultura visual. A
fotografia, sua fruição e inserção na contemporaneidade. Processos digitais
de captação, edição e pós-produção para a imagem fotográfica. Prática
fotográfica digital com elaboração de produtos. Articular teoria e práxis no
aprendizado da linguagem fotojornalística, exercitando a capacidade de
reflexão, produção e edição de imagens jornalísticas, enfocando suas diversas
formas de representação e técnicas de produção e, ainda, entendendo a
fotografia aplicada ao jornalismo como “texto” não verbal da informação,
através de uma abordagem que ressalta noções de ética, na mídia impressa e
eletrônica. Noção de foto eficiente e imagem literária. Produção de
reportagens fotográficas pensando caráter narrativo e valor informativo nas
imagens.
Desenvolver o conhecimento conceitual e as habilidades técnicas para a
produção de fotografia e para a atividade do fotojornalismo.

GIACOMELLI, Ivan Luiz. A transição tecnológica do fotojornalismo.
Florianópolis: Insular, 2012.
HACKING, Juliet. Tudo sobre fotografia. Rio de Janeiro: Sextante, 2012.
OLIVEIRA, Erivam Morais de; VICENTINI, Ari. Fotojornalismo: uma
viagem entre o analógico e o digital. São Paulo: Cengage, 2009.
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004

Bibliografia
complementar

AUMONT, Jacques. O Olho Interminável [cinema e pintura]. São
Paulo: Cosac & Naify, 2004.
CAPA , Robert. Fotografias. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
MARQUES, Alan; MARQUES, Lula; MARQUES, Sérgio. Caçadores de
luz: histórias de fotojornalismo. São Paulo: Publifolha, 2007
MANOVICH, Lev. Quem é o autor. Sampleamento, mixagem, código
aberto. In: BRASIL, André et al. (Org.). Cultura em Fluxo. Novas mediações
em rede. Belo Horizonte: Editora PUC-MG, 2004.
MUNTEAL, Oswaldo; GRANDI, Larissa. Imprensa na história do Brasil:
fotojornalismo no século XX. Rio de Janeiro: Desiderata, 2005.

54

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação para Jornalismo
Carga horária total
80h
60h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Análise do campo de pesquisa da comunicação no que concerne aos aspectos
epistemológicos, teóricos, metodológicos e institucionais que envolvem a
construção dos seus objetos e problemas de investigação. Correntes teóricas
para o conhecimento científico da realidade social. Enfoques de pesquisa
para a Comunicação. História e evolução da pesquisa em Jornalismo.
Metodologias qualitativas e quantitativas de pesquisa aplicada ao Jornalismo
(Estudos Históricos, Análise de Conteúdo, Estudos de Jornalismo
Comparado, Survey, Estudos de Produção da Notícia, Estudos de Recepção,
Análise do Discurso e Pesquisa Aplicada ao Jornalismo)
Desenvolver conhecimentos acerca das teorias e metodologias fundamentais
à elaboração de estudos científicos e pesquisas acadêmicas sobre
comunicação, com ênfase nos estudos sobre jornalismo.
CHRISTOFOLETTI, Rogerio; KARAM, Francisco José. Jornalismo
investigativo e pesquisa cientifica. Florianópolis: Insular, 2011.
LAGO, Cláudia; BENETTI, Márcia (Org.). Metodologia de pesquisa em
jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2007.
MEDITSCH, Eduardo. Pedagogia e pesquisa para o jornalismo que está por
vir. Florianópolis: Insular, 2012.

Bibliografia
complementar

LUBISCO, Nídia Maria Lienert; VIEIRA, Sônia Chagas Vieira. Manual de
estilo acadêmico: trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. 5a.
Edição revista e ampliada. Salvador: Edufba, 2013.
MALDONADO, Alberto Efendy. Metodologias de pesquisa em
comunicação: olhares, trilhas e processos. 2.ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.
MEDITSCH, Eduardo. O Jornalismo é uma forma de conhecimento? In:
HOHLFELDT, Antonio; GOBBI, Maria Cristina.(Org.) Teoria da
Comunicação. Antologia de pesquisadores brasileiros. Porto Alegre: Sulina,
2004.
MELO, José Marques de. Estudos de jornalismo comparado. São Paulo:
Livraria Pioneira Editora, 1972.
PALACIOS, Marcos. NOCI, Javier Dias (Org.). Metodologia para o estudo
dos cibermeios. Salvador: Edufba, 2008.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Oficina de apuração e Jornalismo Investigativo
Carga horária total
Carga horária teórica

80h
30h
55

Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

50h
Carga horária prática
Características e fundamentos do Jornalismo Investigativo. A apuração
jornalística (descrição, histórico, consolidação, técnicas). A investigação
como base do jornalismo. Métodos, objetividade e a impostura da
neutralidade. As regras da transparência. O tratamento das Fontes (On e Off
the record). As estratégias de apuração. Linhas de investigação em matérias
jornalísticas. Uso da Internet na Apuração Jornalística. Produção de
reportagem investigativa.
Capacitar para o uso de técnicas e métodos de apuração e investigação
jornalística, aprimorando as habilidades na coleta, tratamento e cruzamento
de dados para do Jornalismo Investigativo.

BURGH, Hugo de. Jornalismo Investigativo: contexto e prática. São Paulo:
Roca, 2008.
FORTES, Leandro. Jornalismo Investigativo. São Paulo Contexto, 2005.
KOVACH, B.; ROSENSTIEL, T. Os elementos do jornalismo: o que os
jornalistas devem saber e o público exigir.. São Paulo: Geração Editorial,
2004.
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa
jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001.
PEREIRA JUNIOR, L.C. A apuração da notícia: métodos de investigação
na imprensa. Petrópolis: Vozes, 2006.
SEQUEIRA, Cleofe Monteiro de. Jornalismo investigativo: o fato por trás da
notícia. São Paulo: Summus, 2005.

Bibliografia
complementar

ABRAJI, Associação Brasileira De Jornalismo Investigativo. 10 reportagens
que abalaram a ditadura. Rio de Janeiro: Record, 2008.
CAPUTO, Stela Guedes. Sobre Entrevistas. Petrópolis: Vozes, 2006.
GUIRADO, Maria Cecilia. Reportagem: A arte da investigação. São Paulo:
Arte & Ciência, 2005.
LOPES, Dirceu Fernandes; PROENÇA, José Luiz. Jornalismo Investigativo.
São Paulo: Publisher Brasil, 2003.
PINTO, A. E. de S. Jornalismo diário: reflexões, recomendações, dicas e
exercícios. São Paulo: Publifolha, 2009.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Oficina de Edição de mídia impressa e digital
Carga horária total
Carga horária teórica
Carga horária prática

80h
20h
60h
56

Ementa

Linguagem jornalística e especificidades do jornalismo impresso e digital.
Critérios editoriais. Editor: papel e funções. Pauta e planejamento editorial
(gráfico e digital). Etapas, procedimentos, técnicas e recursos de edição.
Normas de redação e estilo. Revisão de originais. Síntese e ampliação de
textos editoriais. Acabamento da informação: fotos, ilustração e infografia,
titulação, legendas e chamadas. Hipertexto, interatividade, multimídia.
Discussão de política e critérios de qualidade.

Objetivos

Munir o estudante de habilidades para o trabalho de edição de mídia
impressa e digital; capacitá-lo em gerenciar a qualidade e o acabamento final
do produto jornalístico.

Bibliografia
básica

HIRAO, Roberto. 70 Lições de Jornalismo. São Paulo: Editora Publifolha,
2009.
LEWIS, Jon E. (Org.). O Grande Livro do Jornalismo. Rio de Janeiro: José
Olympio, 2008.
PEREIRA JR., Luiz da Costa. Guia para Edição em Jornalismo. Petrópolis:
Vozes, 2006.
PINHO, J.B. Jornalismo na Internet. São Paulo: Summus, 2003.

Bibliografia
complementar

MACHADO, Elias; PALACIOS, Marcos. Modelos de Jornalismo Digital.
Bahia: Ed. Calandra, 2003.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin. Técnicas de Redação em Jornalismo. São
Paulo: Saraiva, 2009.
PEREIRA JR., Luiz da Costa. A Apuração da Notícia. Petrópolis: Vozes,
2006.
PINTO, Ana Estela de Sousa. Jornalismo Diário. São Paulo: Publifolha
Editora, 2009.
FOLHA DE S. PAULO. Manual da Redação. São Paulo: PubliFolha, 2010.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Publicidade e Propaganda para Jornalismo
Carga horária total
80h
60h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Perspectiva histórica, conceituação e fundamentos teóricos da propaganda
ideológica, eleitoral, política, religiosa e editorial, comercial e institucional.
Marketing Político. Funções socioeconômicas da atividade publicitária.
Fenômenos contemporâneos de publicização. Importância dos departamentos
de comercialização em jornais, rádio, TV etc. Importância das relações
anunciantes-mídia-conteúdo jornalístico/entretenimento. Publicidade off line
e on-line. Estrutura e funcionamento de uma agência de propaganda e do
departamento de publicidade do anunciante. As diversas profissões no
57

Objetivos

Bibliografia
básica

mercado da publicidade e suas funções. As diferentes filosofias publicitárias.
Mecanismos de ação e efeitos. Planejamento da campanha. Criação de
mensagens. Técnicas de produção e difusão. Configurações atuais da
publicidade.
Dotar os alunos, através da aquisição de um embasamento teórico-prático, de
uma postura crítica, como comunicador/jornalista, consumidor e cidadão,
diante dos diversos conceitos teóricos, metodo1ógicos e éticos da
Propaganda e da Publicidade e suas aplicações contemporâneas em nossa
sociedade.
BARBOSA, Ivan; PEREZ, Clotilde. (Org.). Hiperpublicidade. São Paulo:
Thomson Pioneira, 2007 (Volumes I e II).
BARRETO, Roberto Menna. Criatividade em propaganda. Rio de Janeiro:
Summus, 2004.
CORREA, Roberto. Planejamento de propaganda. São Paulo: Global, 2004.
DANTAS, Edmundo Brandão. Marketing político: técnicas e gestão no
contexto brasileiro. São Paulo: Atlas, 2010.
HOFF, Tânia. Redação publicitária: para os cursos de comunicação,
publicidade e propaganda. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
KUNTZ, Ronald A. Marketing Político: manual de campanha eleitoral. 11ª
ed. São Paulo: Global, 2008.
MANHANELLI, Carlos Augusto; QUEIROZ, Adolpho; BAREL, Moisés
Stefano (Org.). Marketing político: do comício à Internet. São Paulo:
ABCOP, 2007.
PREDEBON, José (Org.). Curso de propaganda: do anúncio à comunicação
integrada. São Paulo: Atlas, 2004.
SANT'ANNA, Armando. Propaganda: teoria, técnica e prática. 8ª ed. rev. e
ampl. por Ismael Rocha Júnior e Luiz Fernando Dabul Garcia. São Paulo:
Thompson, 2008.
SILVA, Iara ; TOALDO, Mariângela. Publicitários + Anunciantes: a
dinâmica de uma relação complexa. Porto Alegre: Entremeios, 2010.

Bibliografia
complementar

COVALESKI, Rogério. Publicidade híbrida. Curitiba; Maxi, 2010.
GOMES, Neusa Demartini. Formas persuasivas de comunicação política:
propaganda política e publicidade eleitoral. Porto Alegre: Edipucrs, 2000.
MUCCHIELLI, Roger. A psicologia da publicidade e da propaganda:
conhecimento do problema, aplicações práticas. Rio de Janeiro: Livros
Técnicos e Científicos, 1978.
QUEIRÓZ, Adolpho (Org.). Na arena do marketing político: ideologia e
propaganda nas campanhas presidenciais brasileiras. São Paulo: Summus,
2006.
58

TAHARA, Mizuho. Mídia. São Paulo: Global, 2004.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo Multimídia
Carga horária total
120h
-Carga horária teórica
120
Carga horária prática
Trabalhar as dimensões práticas do webjornalismo. Produção de conteúdo
jornalístico multimídia para web. Manutenção de agência de notícias online
com atualização diária e contínua. Cobertura online de eventos e fatos.
Desenvolvimento e aplicação de ferramentas de interação e colaboração com
o leitor. Relação prática e cotidiana do jornalismo com redes sociais online.
Relação do jornalismo formal com o jornalismo participativo através da
Internet e dispositivos móveis de comunicação.
Capacitar o estudante de experiência em webjornalismo, habituando-se à
rotina de produção de pautas, elaboração de notícias e reportagens, além de
edição de conteúdo digital. Propiciar-lhe familiaridade com ferramentas
multimídias para o jornalismo.
BARBOSA, Suzana. A.; TORRES, Vitor. O paradigma ‘Jornalismo Digital
em Base de Dados’: modos de narrar, formatos e visualização para
conteúdos. Galaxia. 25, p. 152-164, 2013
BORGES, Juliano. Webjornalismo: política e jornalismo em tempo real. Rio
de Janeiro: Apicuri, 2009.
DALMONTE, Edson Fernando. Pensar o discurso no webjornalismo.
Salvador: Edufba, 2009.
MACHADO, E. O Jornalismo Digital em Base de Dados. Florianópolis:
Calandra, 2006.
PALACIOS, Marcos; RIBAS, Beatriz. Manual de laboratório de jornalismo
na internet. .Salvador: Edufba, 2007.
RODRIGUES, Carla. Jornalismo on-line: modos de fazer. Porto Alegre:
Sulina, 2009.

Bibliografia
complementar

BARBOSA, Suzana (Org.). Jornalismo Digital de terceira geração. Covilhã:
Labcom
Books,
2007.
<Disponível
em
http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/54 >
BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de jornalismo
para rádio, TV e novas mídias. Rio de Janeiro: Campus Editora, 2013.
ELLANDA, Eduardo Campos; BARBOSA, Suzana; (Org.) Jornalismo e
mídias móveis no contexto da convergência. Porto Alegre: EDIPUCRS,
2014.
MACHADO, Elias. PALACIOS, Marcos. Modelos de jornalismo digital.
59

Salvador: Edufba, 2003.
PRADO, Magaly. Webjornalismo. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos
Bibliografia
básica

Administração e Marketing do empreendimento jornalístico
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Carreira e negócio. Abordagens e perfil profissional/empresarial. Gestão
financeira. Modelo tributário brasileiro e alternativas fiscais. Constituição
empresarial e atos constitutivos. Mercado de trabalho e o empreender em
comunicação. Produtos da Comunicação. Nosso entorno, oportunidades e
perspectivas. Evolução da atividade jornalística dentro da visão sinérgica dos
vários segmentos e meios envolvidos. Território lusófono. Expectativas e
perspectivas do jornalismo e do jornalista.
Munir o estudante de noções sobre administração e marketing visando a boa
gestão do empreendimento jornalístico e da carreira jornalística.
CORRÊA Elizabeth Saad. Jornalismo, tecnologia e competitividade: o caso
da Agência Estado. Tese de doutoramento. São Paulo: ECA-USP, 1994.
LINS DA SILVA Carlos Eduardo. Mil dias: os bastidores da revolução de
um grande jornal. São Paulo: Trajetória Cultural, 1988.
LINS DA SILVA Carlos Eduardo. Mil dias: seis mil dias depois. São Paulo:
PubliFolha, 2005.
LINS DA SILVA Carlos Eduardo. O adiantado da hora: a influência
americana sobre o jornalismo brasileiro. São Paulo: Summus, 1981.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. (6ª
Edição Revisada e Ampliada). São Paulo: Editora Atlas, 1995.
RIBEIRO Jorge Cláudio. Sempre Alerta: condições e contradições do
trabalho jornalístico. São Paulo: Brasiliense, 1994.
SOUTO Leonardo Fernandes (Org.). O profissional da informação em tempo
de mudanças. Campinas: Alínea, 2005.
TRAQUINA Nelson. A tribo jornalística: uma comunidade transnacional.
Lisboa: Editorial Notícias, 2004.
TRAVANCAS Isabel Siqueira. O mundo dos jornalistas. São Paulo:
Summus, 1993.

Bibliografia
complementar

BORGERTH Luiz Eduardo. Quem e como fizemos a TV Globo. São Paulo: A
60

Girafa, 2003.
CONTI, Mario Sergio. Notícias do Planalto: a imprensa e Fernando Collor.
São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
HAMILTON, James T. All the news that’s fit to sell: how the market
transforms information into news. Princeton: Princeton University Press,
2004.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da
Escola Científica à Competitividade na Economia Globalizada. Sampa:
Editora Atlas, 2000.
MEYER, Philip. The vanishing newspaper: saving journalism in the
information age. Columbia: University of Missouri Press, 2004.
MORAIS Fernando. Chatô, o rei do Brasil. São Paulo: Companhia das
Letras, 1994.
SÁNCHEZ-TABERNERO, Alfonso. Dirección estratégica de empresas de
comunicación. Pamplona: Cátedra Signo e Imagen, 2000.
SILVA Arlindo. A fantástica história de Silvio Santos. São Paulo: Editora do
Brasil, 2000.
TALESE Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São
Paulo: Companhia das Letras: 2000.
WAINER Samuel. Minha razão de viver, memórias de um repórter.
Coordenação editorial: Augusto Nunes. Rio de Janeiro: Record, 1988.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Laboratório de Mídia Impressa
Carga horária total
120h
120h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Produção de revista impressa com edições mensais trabalhando as diversas
dimensões e processos deste produto: formação de equipe de Redação e
respectivas editorias; produção de pauta, revisão, edição textual, editoração
gráfica, elaboração de conteúdo nos principais gêneros impressos: editorial,
colunas, crônicas, resenhas, reportagens, reportagens especiais, charges,
infográficos, entrevistas dentre outros. Produção de jornal-laboratório.
Capacitar os estudantes com experiência na elaboração de um produto de
jornalismo impresso assimilando as diversas faces desta atividade,
colocando-o diante do trabalho em equipe e das peculiaridades inerentes a
este tipo de produção.
ANDI. Adolescentes em conflito com a lei: Guia de referência para a
cobertura jornalística. Brasília: Andi, 2012. Disponível em <
61

<www.andi.org.br >
CALDAS, Álvaro. Deu no jornal: o jornalismo impresso na era da internet.
São Paulo: Loyola, 2008.
EBC. Empresa Brasileira de Comunicação. Somente a verdade: Manual de
Jornalismo da EBC. Brasília: EBC, 2013. Disponível em <www.ebc.com.br>
FOLHA DE S. PAULO. Manual da Redação. São Paulo: PubliFolha, 2010.
NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto,
2002.
Bibliografia
complementar

KOVACH, B.; ROSENSTIEL, T. Os elementos do jornalismo: o que os
jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial,
2004.
LOPES, Dirceu Fernandes. Jornal-laboratório: do exercício escolar ao
compromisso com o público. São Paulo: Summus, 1989.
NASCIMENTO, Patrícia Ceolin do. Técnicas de redação em jornalismo : o
texto da notícia. São Paulo: Saraiva, 2009 (Volumes I e II).
PEREIRA JUNIOR, L.C. A apuração da notícia: métodos de investigação
na imprensa. Petrópolis: Vozes, 2006.
PINTO, A. E. de S. Jornalismo diário: reflexões, recomendações, dicas e
exercícios. São Paulo: Publifolha, 2009.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos
Bibliografia
básica

Laboratório de Telejornalismo
Carga horária total
120h
120h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
O advento da TV e o papel do telejornalismo. A linguagem do
telejornalismo. Noções técnicas sobre a radiodifusão aberta, por assinatura.
Conhecimento básico sobre equipamentos de estúdio e externa. Noções sobre
edição e gravação de produto jornalístico em audiovisual. Desenvolvimento
de roteiro e script de programas (telejornais). Formatos de telejornais.
Redação e edição de texto em telejornais. Transmissões diretas e reportagens
externas gravadas. Videojornal e jornalismo em TV comunitária. Produção
de telejornal-laboratório.
Desenvolver conhecimento técnico no processo de produção do
telejornalismo; capacitar para criar, apresentar, gravar e editar um telejornal.
BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de
telejornalismo: os segredos da notícia na tv. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2002.
BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão: seguido de a influência do jornalismo
e os jogos. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.
62

COMPARATO, DOC. Da criação ao roteiro: Teoria e prática. São Paulo:
Summus, 2009.
COUTINHO, Iluska. Dramaturgia do telejornalismo - a narrativa da
informação em rede e nas emissoras de televisão. Rio de Janeiro: 2012.
GOMES, Itânia Maria Mota. Gêneros televisivos e modos de endereçamento
no telejornalismo. Salvador: Edufba, 2007.
KAPLAN, Sheila; REZENDE, Sidney. Jornalismo eletrônico ao vivo.
Petrópolis: Vozes, 1994.
LEAL FILHO, Laurindo. Atrás das câmeras: relações entre cultura, estado e
televisão. São Paulo: Summus, 1988.
YORKE, Ivor. Jornalismo diante das câmeras: guia para repórteres e
apresentadores de telejornais. São Paulo: Summus, 1998.
YORKE, IVOR. Telejornalismo. São Paulo: Roca, 2007.
Bibliografia
complementar

BRASIL, Antonio Claudio. Telejornalismo, internet e guerrilha tecnológica.
Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2002.
CRUZ NETO, Joao Elias Da. Reportagem de televisão: como produzir,
executar e editar. Petrópolis: Vozes, 2009.
PATERNOSTRO, Vera Iris. O texto na TV: manual de telejornalismo. Rio de
Janeiro: Campus Editora, 2006.
PATERNOSTRO, Vera Iris. O texto na TV: manual de telejornalismo. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2006.
SANTOS, Clayton. Boa noite, e boa sorte: TV digital e o fazer notícia no
telejornalismo. In: NUNES, Pedro (Org.). Mídias digitais e interatividade.
João Pessoa: Editora da UFPB, 2009, p. 97-113.
SQUIRRA, Sebastião. Aprender Telejornalismo: Produção E Técnica. São
Paulo: Brasiliense, 1995.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Oficina de Produção Audiovisual
Carga horária total
120h
40h
Carga horária teórica
80h
Carga horária prática
Trabalhar conceitos e práticas acerca dos tipos de imagem e suas mesclas
com as mídias visuais, atentando-se aos aspectos da linguagem e sua
dimensão estética. Conhecer as estruturas narrativas, os tipos de narradores e
o ponto de vista de forma teórica e aplicada. Compreender a imagem fílmica
e a sua relação com o espectador. Perceber que o filme propicia a inserção de
63

Objetivos

Bibliografia
básica

infinitos narradores diversificando o ponto de vista na narração fílmica.
Aplicar do roteiro/script à gravação e desta, à finalização a relação do espaço
e o tempo no filme. Atividades práticas de argumento e roteiro. Préprodução e calendário de filmagem e gravação e montagem.
Provocar no estudante um olhar específico para a produção audiovisual,
capacitando-o tecnicamente a roteirizar, produzir, filmar e editar um curtametragem, seja ele documental, experimental ou de ficção. Entender e aplicar
do roteiro/script à gravação. Elaborar produtos audiovisuais em equipes.
CAMPOS, Flávio. Roteiro de cinema e televisão: a arte e a técnica de
imaginar, perceber e narrar uma história. Rio de Janeiro: Zahar Editores,
2007.
DOC, Comparato. Da Criação ao Roteiro. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
EISENSTEIN, Serghei. A forma do Filme. Rio de Janeiro: Zahar editores,
2002.
FIELD, Syd. Manual do roteiro: os fundamentos do texto cinematográfico.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
MACHADO, Arlindo. A Ilusão Especular. Introdução à fotografía. São
Paulo: Brasiliense, 1984.
MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & pós-cinema. Campinas, SP: Papirus,
4ª edição, 2007.
METZ, Christian. A Significação no Cinema. 2. ed. São Paulo: Ed.
Perspectiva, 1977.
RAMOS, Luis Fernando. O pacto de Godot e outras encenações
imaginárias: a rubrica como poética de cena. São Paulo: Hucitec/Fapesp,
1999.
ZETTL, Herbert. Manual de produção de televisão. São Paulo: CENGAGE,
2010.

Bibliografia
complementar

BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
JAMESON, Fredric. As marcas do visível. Rio de Janeiro: Graal ed., 1995
KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. Rio de Janeiro: ed. sextante, 2011.
PELLEGRINI, Tânia e outros. Literatura, Cinema e Televisão. São Paulo:
Ed. Senac/São Paulo e Itaú Cultura, 2003.
RAMOS, Fernão. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo:
Editora Senac, 2008.
SIMONARD, Pedro. A geração do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Mauad X,
2006.
SONTAG, Susan. Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: publicações Dom
Quixote, 1986

64

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Jornalismo Cultural
Carga horária total
40h
20h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
História e surgimento do Jornalismo Cultural. As características do texto no
jornalismo cultural. Linguagem do Jornalismo cultural. O papel do
jornalismo na cultura e na formação da identidade. Jornalismo cultural no
impresso, rádio, TV e internet. Crítica cultural (cinema, música, teatro,
literatura e artes plásticas). Métodos, apuração e cobertura de eventos e fatos
culturais. Produção de crônicas. Produção de resenhas jornalísticas com
ênfase cultural.
Formar jornalistas habilitados para lidar com o universo da cultura e elaborar
produtos jornalísticos voltados para este segmento.

AZZOLINO, Adriana Pessatte (Org.). Sete propostas para o jornalismo
cultural: reflexões e experiências. São Paulo: Miro Editorial, 2009.
COELHO, Marcelo. Crítica cultural: teoria e prática. São Paulo: Publifolha,
2006.
FARO, J. S. Jornalismo Cultural: Nem tudo que reluz é ouro: contribuição
para uma reflexão teórica sobre o jornalismo cultural. Comunicação e
Sociedade. São Bernardo do Campo, Metodista,28 (46), 2006. Disponível em
<https://www.metodista.br/revistas/revistasims/index.php/CSO/article/viewFile/3871/3384 >
LINDOSO, Felipe (Org.). Rumos do jornalismo cultural. São Paulo:
Summus, 2007.
PIZA, Daniel. Jornalismo cultural. São Paulo: Contexto, 2004.

Bibliografia
complementar

BORDIEU, Pierre. A produção da crença. São Paulo: Zouk, 2002.
EAGLETON, TERRY. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo:
Martins Fontes, 2006.
IANNI, Octavio. O intelectual e a indústria da cultura. Revista
Comunicações e Artes, 2(17). São Paulo: ECA/USP, 1986.
WISNIK, José Miguel. Som e sentido: uma outra história das músicas. São
Paulo: Cia. das Letras, 2006.
PASTORIZA, Francisco R.. Periodismo Cultural. Madrid: Editorial Síntesis,
2006.
PENA, FELIPE. Jornalismo literário. São Paulo: Contexto, 2006.

65

Tabela 8: Ementas das disciplinas de tronco Comum em Comunicação Social

Disciplina:
Código
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Teorias da Comunicação
Carga horária total
80 h
80 h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Introdução às teorias da comunicação, em um estudo que considere desde a
perspectiva histórica do surgimento e desenvolvimento das principais
correntes teóricas até a atualidade, considerando-se, aí, as teorias mais
recentes. Análise, a partir dessa perspectiva de diversidade teórica, do
problema da delimitação do campo científico da Comunicação e da questão
da definição do seu objeto. Estudo dos aspectos institucionais,
epistemológicos, e ontológicos que permeiam essa preocupação.
Propiciar ao estudante uma visão histórica e conceitual sobre as teorizações
do campo da Comunicação. Compreender a definição do objeto de estudo da
área e assim torná-la mais rigorosa e abrangente e ao mesmo tempo mais
simples e compreensível em seus aspectos ontológicos, epistemológicos e
gnosiológicos. Desenvolver habilidades e competências para a apreensão dos
grandes temas, conceitos e paradigmas da comunicação.
ECO, Umberto. Viagem na Irrealidade Cotidiana. Rio Janeiro: Nova
Fronteira, 1984.
MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às Mediações: Comunicação,
cultura e hegemonia, Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2001.
MORIN, Edgar. Cultura de Massa no Século XX: o espírito do tempo. Rio de
Janeiro: Forense Universitária, 1977.
SANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983
THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social de mídia.
Petrópolis: Vozes, 1998.
WOLF, Mauro. Teorias das Comunicações de Massa. São Paulo: Martins
Fontes, 2008.
66

Bibliografia
complementar

BRYANT, Jennings; OLIVER, Mary Beth (Org). Media Effects: Advances
in Theory and Research. Nova York: Routledge, 2009.
ECO, Umbero. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva.
MATTELART, Armand; MATTELART, Michèle. História das teorias da
comunicação. São Paulo: Loyola, 2007.
NUNES, Aloísio. Teorias da Comunicação um Panorama Crítico e
Comparativo. Maceió: Edufal, 2012.
PEIRC E, C,S. Semiótica. São Paulo: Perspectiva, 1977.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Comunicação e Cultura
Carga horária total
80h
80h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
O que é cultura. Comunicação, cultura e sociabilidade. A relação entre
comunicação e cultura observada através das diversas teorias. O lugar da
comunicação na Antropologia Cultural e nos Estudos Culturais.
Comunicação e cultura e temáticas como etnocentrismo, universalismo,
relativismo, multiculturalismo, pluralismo.
O papel dos meios de
comunicação de massa na formação da cultura contemporânea. Mídia e
cultura brasileira.
Dotar o estudante de uma compreensão acerca das proximidades e interfaces
entre comunicação e cultura, apontando suas complexidades históricas e
conceituais. Fomentar a análise crítica desta intersecção e suas nuances para
a sociabilidade.
ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER,
esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1985

Max.

Dialética

do

CANCLINI, Nestor García. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 1998.
COHN, G. Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 1977
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto,
1997
HALL, Stuart. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2003
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1995.
LÉVI-STRAUSS, C. Raça em História. Lisboa: Editorial Presença, 2008.
Bibliografia
complementar

FERRARA, Lucrécia Dálésio. Comunicação espaço cultura. São Paulo:
67

Annablume, 2008
MACHADO, Arlindo. Máquina e Imaginário. O desafio das poéticas
tecnológicas. São Paulo: Edusp, 1996.
PEREIRA. Carlos Alberto Messeder; REIS, Patrícia. Comunicação cultura e
sustentabilidade. E-papers: Rio de Janeiro, 2010.
ROCHA, Everardo. O que é etnocentrismo? São Paulo: editora Brasiliense,
2006.
SÍLVIA, Mirian Cristina Carlos. Comunicação e culturas antropológicas.
Sulina: Porto alegre, 2008.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Texto em Comunicação
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
Principais figuras de linguagem: a metáfora, a metonímia, a silepse, o
anacoluto etc. Estrutura do parágrafo em textos diversos: na dissertação, na
narração, na descrição. Textualidade: concatenação de parágrafos, coesão,
coerência, recursos emocionais e lógicos de argumentação. Vícios de
linguagem. Produção de resenha crítica e resumo. Estrutura do texto
acadêmico, regras da ABNT e formatação bibliográfica.
Aprimorar a capacidade do estudante em produzir comunicação escrita nos
diversos formatos, melhorando suas habilidades argumentativas e
habilitando-o para adequações morfológicas dos diferentes tipos texto,
incluindo o texto acadêmico.
CAVALCANTI, Marilda do Couto. Interação leitor-texto: aspectos de
interpretação pragmática. São Paulo: Editora da Unicamp, 1989.
FÁVERO, Leonor Lopes. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática,
2000
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1989.
GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna: aprenda a
escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Marins
Fontes, 1991.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas:
Pontes, 1989.
KOCH, Ingedore. Argumentação e linguagem. 2a edição. São Paulo: Cortez,
1977.
LUBISCO, Nídia Maria Lienert; VIEIRA, Sônia Chagas Vieira. Manual de
68

estilo acadêmico: trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. 5a.
Edição revista e ampliada. Salvador: Edufba, 2013
MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São
Paulo: Cortez, 2000.
PLATÃO & FIORIN. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Editora
Ática, 2001.
Bibliografia
complementar

ALCANTARA, Edson (Org.). Seminário de pesquisa: textos e exercícios
como material de apoio a curso. Maceió: Programa de Pós-Graduação em
Administração da Universidade Federal de Alagoas, 1998
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua
portuguesa: novo acordo ortográfico. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2008
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, F. Platão. Para entender o texto. São Paulo.
Ática, 2002
KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes,
1993.
ORLANDI, Eni; OTONI, Paulo (Org.). O texto: leitura e escrita. São Paulo:
Pontes, 1988.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Sociologia Geral e da Comunicação
Carga horária total
80h
80h
Carga horária teórica
--Carga horária prática
Introdução a Sociologia: teorias clássicas e contemporâneas. A Comunicação
como campo de reflexão e pesquisa sociológica. As correntes sociológicas e
suas principais teorizações sobre a Comunicação. A Comunicação e a
dinâmica da sociedade contemporânea. Teorias sobre a Estética e os
impactos sociais dos Meios de Comunicação de Massa. Análise crítica dos
veículos midiáticos.
Promover o contato do aluno com os mecanismos que orientam o
funcionamento da sociedade. Refletir a relação entre os meios de
comunicação de massa e o modo de pensar e agir dos atores sociais. Discutir
as principais implicações da cultura midiática e suas influências no campo
social, compreendendo a complexidade das tecnologias de comunicação e
seus impactos sobre as formas de sociabilidade.

ADORNO. T.W. e HORKHEIMER, M.. Dialética do Esclarecimento.
Tradução Guido de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985
ARON, R. As etapas do pensamento Sociológico. São Paulo: Martins Fontes,
1995

69

BENJAMIN, W. A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução.
Os pensadores. São Paulo: Editora Abril, 1983, p. 05-28.
BOURDIEU, P. O mercado de bens simbólicos. A economia das trocas
simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2009, p. 99-181.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
COHN, G. Sociologia da comunicação. Teoria e Ideologia. SP: Livraria
Pioneira Editora, 1973.
ECO, Umbero. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva.
GUIDDENS. A. Sociologia. São Paulo: Artmed, 2005
NOVA, S. V. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atas, 2001
Bibliografia
complementar

ADORNO, T. W. Sobre música popular. ADORNO. Coleção Grandes
Cientistas Sociais, nº 54, 1986. Organização Gabriel Cohn. São Paulo: Ática.
BOURDIEU, P. Sobre a televisão. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 1996.
CASTELLS, M. A galáxia da internet. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2003.
COHN, G. Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 1977.
LIMA, Luiz Costa. (Org.) Teoria da Cultura de Massa. 8ª ed., São Paulo:
Paz e Terra, 2011
MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: Editora
UFRJ, 1997

Disciplina:
Código :
Carga horária

Estética da Comunicação
Carga horária total
Carga horária teórica
Carga horária prática

40h
40h
---

Ementa
O que é estética. As concepções de estética na Filosofia. A estética para além
das artes. As artes no contexto comunicacional. Fenômenos estéticos e
cultura de massa. Interpretações Estéticas da Indústria Cultural. A crítica dos
produtos midiáticos. Análise das “linguagens” plásticas contemporâneas.
Princípios estéticos aplicáveis aos meios de comunicação de massa (mídias
impressa, sonora, audiovisual, eletrônica, digital). Reconfigurações no campo
da arte e da experiência estética a partir do advento da cultura de massas. A
arte e a reprodutibilidade técnica; a obra de arte como mercadoria.
Transformações no circuito produção-circulação-consumo de objetos
artísticos. Fronteiras entre arte de elite e cultura de massas. Cultura urbana.
Crítica da Cultura de Massa. Produtos midiáticos.
70

Objetivos

Bibliografia
básica

Introduzir o estudante no universo das artes da comunicação. Explicitar a
mudança no conceito de arte e de artista após o advento da reprodutibilidade
técnica. Esclarecer e auxiliar o estudante na tarefa de reconhecimento do
processo evolutivo das formas estéticas comunicacionais. Municiar a crítica
da indústria cultural e relativizar a nocividade da cultura de massa.
BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade
técnica”. Em: Lima, Luiz Costa. (org.). Teoria da Cultura de Massa. Rio de
janeiro: Paz e Terra, 1982. pp. 207 a 240.
EAGLETON, Terry. A Ideologia da Estética. Jorge Zahar.
GUIMARÃES, César. Comunicação e experiência estética. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2003
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia – estudos culturais: identidade e
política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru, SP, EDUSC, 2001.
MARCUSE, Herbert. A Dimensão Estética. Lisboa: Edições 70, 2000.
PARRET, Herman . A Estética da Comunicação – Além da Pragmática.
Campinas: Unicamp, 1998.
SANTAELLA, Lúcia. Estética de Platão à Peirce. São Paulo: Experimento,
1999.
SHUSTERMAN, Richard. Vivendo a Arte. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.
SUASSUNA, Ariano. Iniciação à estética. 9. ed. Rio de Janeiro: José
Olympio, 2008.
TOLSTÓI, Leon. O Que é Arte? São Paulo: Experimento, 1994.

Bibliografia
complementar

BAYER, Raymond. História da Estética. Lisboa: Editorial Estampa, 1995.
HEIDEGGER, Martin. A Origem da Obra de Arte. Lisboa: Edições 70, 2000.
PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes,
1989.
SANTAELLA, Lúcia. Matrizes da Linguagem e do Pensamento: sonora,
visual e verbal. São Paulo: Iluminuras, 2001.
VAZQUEZ, Adolfo Sanchez. Convite a Estética. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1999.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Psicologia Geral e da Comunicação
Carga horária total
Carga horária teórica
Carga horária prática

40h
40h
-71

Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Introdução à Psicologia. A relação homem, linguagem, comunicação sob o
prisma dos processos psicológicos. A comunicação que se estabelece entre
afetos, saberes e informação. A captura da linguagem sócio-afetiva pelos
signos e símbolos. Processos psicológicos que se configuram: a empatia, o
encontro, a identificação patológica, o narcisismo. A força das imagens e a
psicologia. A publicidade e a percepção. A persuasão. Introdução à
psicologia social. O papel do comunicador nos processos cognitivo.
Utilização do instrumental das teorias psicológicas para o campo da
comunicação.
Compreender os vínculos fundamentais entre os processos psicológicos e o
fenômeno da comunicação social. Entender o papel das estruturas e
instrumentos psicológicos no modus operandi dos meios de comunicação e
dos processos de recepção cognitiva da informação e da produção de
conhecimento.
CABRAL, Claude. Psicologia da comunicação e persuasão. Lisboa:
Instituto Piaget, 2008.
GOFFMAN, Erving. A Representação do Eu na Vida Cotidiana. Rio de
Janeiro: Vozes, 2006.
GUIMARÃES, Thelma de Carvalho. Comunicação e linguagem. São Paulo:
Pearson Brasil, 2007.
SIGMUND, Freud. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago Editora, 2005.
STROCCHI, Maria Cristina. Psicologia da comunicação. São Paulo: Paulus,
2007

Bibliografia
complementar

DAVIDOFF, Linda L. Introdução a Psicologia. São Paulo: Makron, 2000.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: história da violência nas prisões. Rio
de Janeiro: Vozes, 2007.
LACAN, J. Obras completas. Rio de Janeiro: Martins fontes, 2003.
RODRIGUES, Aroldo et al. Psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2005.
SAPORITI, Elizabete. Interpretação. São Paulo: Escuta editora, 1989.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Tendências e debates da Filosofia contemporânea
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Fundamentos da Filosofia moderna que influenciam a forma e a dinâmica
das sociedades contemporâneas. Principais correntes filosóficas, autores e os
principais debates filosóficos contemporâneos. Aprofundamento sobre
questões polêmicas que envolvem aspectos éticos, tecnológicos, políticos,
sociais, econômicos, culturais sob o ponto de vista filosófico. Debates e
72

análise de fatos e temas que caracterizam a vida contemporânea e influencia
a opinião pública.
Objetivos

Bibliografia
básica

Municiar estudantes das principais concepções filosóficas que configuram o
mundo moderno, identificando as principais correntes e autores. Estimular a
análise aprofundada de temas e fatos, observando-os em seus diversos
ângulos e perspectivas. Fomentar a capacidade de crítica da realidade e do
mundo contemporâneo.
CHOMSKY, Noam. Linguagem e mente. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
DELEUZE, Gilles. A lógica do sentido. São Paulo: Perspectiva, 2009.
ELIAS, Norbert. Processo civilizador: formação do estado e civilização. Rio
de Janeiro: Zahar, 2014.
FRIEDRICH Nietzsche. Crepúsculo dos Ídolos, ou Como Filosofar com o
Martelo. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2014.
GIDDENS, Anthony. As consequências da Modernidade. São Paulo: Editora
UNESP, 1991.
HABERMAS, Jurgen. A Crise de Legitimação no Capitalismo Tardio. Rio
de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. São Paulo:
WMF Martins Fontes, 2011.
SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada. Petrópolis: Vozes, 2005.
WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. Petrópolis: Vozes,
2005.

Bibliografia
complementar

BERMAN, Marshall. Tudo que e solido desmancha no ar.
Companhia Das Letras, 2007.

São Paulo:

HEIDEGGER, Martin. A questão da técnica. Petrópolis: Vozes, 2001.
PRADO JUNIOR, Caio. O que é Filosofia. Coleção: Primeiros Passos. São
Paulo: Brasiliense, 1997.
RAWLS, John. Uma teoria da Justiça. São Paulo: WMF Martins Fontes,
2008.
ROVIGHI, Sofia Vanni. História da Filosofia contemporânea: do século
XIX a Neoescolástica. São Paulo: Loyola, 1999.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Linguagens e gêneros televisivos
Carga horária total

40h
73

Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
A estruturação do modelo televisivo. Características do conteúdo televisivo.
Gêneros televisivos no composto midiático. A televisão no processo de
midiatização da sociedade. TV e Hibridização. Gêneros: Reality Shows,
talkshows, jornalísticos e de auditórios. A digitalização da TV e as
características do conteúdo digital televisivo.
Dotar o estudante das noções históricas que estruturaram a televisão
enquanto meio de comunicação. Capacitá-lo a identificar as características
dos diferentes gêneros e os aspectos contemporâneos que envolvem o
conteúdo digital televisivo.
CAMPOS, Flavio de. Roteiro de cinema e televisão: a arte e a técnica de
imaginar, perceber e narrar. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
FIELD, SYD. Roteiro: os fundamentos do roteirismo. Curitiba: Arte E Letra,
2009.
CANNITO, Newton. A televisão na era digital: interatividade, convergência
e novos modelos de negócio. São Paulo: Summus, 2010.
SOUZA, José Carlos Aronchi de. Gêneros e formatos na televisão brasileira.
São Paulo: Summus, 2004.

Bibliografia
complementar

BRANDAO, Cristina; COUTINHO, Iluska; LEAL, Paulo Roberto Figueira.
Televisão, cinema e mídias digitais. Florianópolis: Insular, 2012.
COUTINHO, Angélica; SANTOS, Rafael dos. Políticas públicas e
regulação do audiovisual.. Curitiba: Editora CRV, 2012.
DUARTE, Elizabeth Bastos; CASTRO, Maria Lilia Dias de; Comunicação
audiovisual: gêneros e formatos. Porto Alegre: Sulina, 2007.
MATTOS, Sergio. História da televisão brasileira: uma visão econômica
social e política. Petrópolis: Vozes, 2010.
RIBEIRO, Ana Paula Goulart; SACRAMENTO, Igor; ROXO, Marco.
História da televisão no Brasil. São Paulo: Contexto, 2010.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Linguagens e Gêneros Radiofônicos
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
--Carga horária prática
A estruturação do modelo radiofônico. Características do conteúdo
radiofônico. Ensino da prática dos gêneros midiáticos que estruturam o
discurso radiofônico. Características da linguagem oral do rádio.
Identificação dos diversos gêneros radiofônicos: radionovela, radioteatro,
radiorevista e outros. O web-rádio.

74

Objetivos

Bibliografia
básica

Tornar o estudante apto a reconhecer e diferenciar os gêneros radiofônicos,
bem como produzir material radiofônico nos vários formatos estudados.
Preparar o aluno visando à obtenção do conhecimento tanto teórico quanto
prático sobre os gêneros da mídia rádio e fazer com que ele compreenda os
conteúdos mais significativos trabalhados nos aspectos formais, conceituais e
estruturais, levando-se em conta o estilo, a redação e a linguagem do rádio na
produção de formatos específicos. Oferecer uma visão articulada teóricoprática sobre as produções do discurso radiofônico atual, e os diversos
gêneros e formatos constitutivos desse meio de comunicação.
ALMIRANTE, Incrível, fantástico, extraordinário. Rio de Janeiro: Francisco
Alves, 1989.
BARBOSA FILHO, André. Gêneros radiofônico. São Paulo: Paulinas, 2003.
CÉSAR, Cyro. Como falar no rádio - prática e locução AM e FM. São
Paulo: Ibrasa, 1990.
MCLEISH, Robert. Produção de rádio. São Paulo: Summus, 2001.
MEDITSCH, Eduardo. Teorias do rádio: Textos e Contextos (Volumes 1 e
2). Florianópolis: Insular , 2005.
RAPPAPORT, Theodore S. Comunicações sem fio: princípios e práticas. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009

Bibliografia
complementar

DEL BIANCO, Nélia. (Org.) O rádio brasileiro na era da convergência. São
Paulo: Intercom, 2012.
KISCHINHEVSKY, Marcelo. O rádio sem onda: convergência digital e
novos desafios. São Paulo: E-papers, 2007.
PRATA, Nair. Panorama do rádio no Brasil. Florianópolis: Insular, 2011.
PRATA, Nair. Webradio: novos gêneros, novas formas de interação.
Florianópolis: Insular, 2009.
SAROLDI, Luiz Carlos; MOREIRA, Sonia Virginia. Rádio Nacional: O
Brasil em sintonia. Rio de Janeiro, Zahar, 2005.

Disciplina:
Código :
Carga horária

Comunicação e Cibercultura
Carga horária total
Carga horária teórica
Carga horária prática

40h
40h
--

Ementa
Tratar da simbiose que ocorre entre cultura e Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) desde os estudos sobre cibernética até transformação do
computador de uma máquina de calcular para uma máquina de comunicação,
passando pelo surgimento da microinformática. Como os novos processos
de sociabilidade mediadas pelo ambiente da comunicação digital
75

(especialmente a internet) têm moldado ou influenciado a produção de
sentido e a consolidação da cultura. Internet, cultura e sociabilidade.
Abordagem de temas como filosofia da técnica, origens, estrutura e modus
operandi da Internet; apropriação social das novas tecnologias da
comunicação; realidade virtual e realidade aumentada; convergência digital
e cultura da convergência; vigilância digital e novas formas de mediações
online; redes sociais online; comunicação digital e mobilidade.
Objetivos

Bibliografia
básica

Possibilitar as bases teóricas para se compreender como a cultura
contemporânea passa hoje inevitavelmente pelas mediações online e
identificar essas características. Dotar o estudante de um olhar em
perspectiva sobre informática e tecnologia e uma visão crítica sobre
comunicação online e sociabilidade.

ANDERSON, A Cauda longa: do mercado de massa para o mercado de
nicho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
ANTOUN, Henrique. (Org.). Web 2.0: participação e vigilância na era da
comunicação distribuída. Rio de Janeiro: M53auad X, 2008.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
LEMOS, André. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura
contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2010.
MAYER-SCHONBERER, Viktor; CUKIER, Kenneth. Big Data - como
extrair volume, variedade, velocidade e valor da avalanche de informação
cotidiana. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2013.
SHIRKY, Clay. A cultura da participação: criatividade e generosidade no
mundo conectado. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

Bibliografia
complementar

BOLTER, J.D; GRUSIN, R. Remediation: understanding new media.
Cambridge: MIT Press, 1999.
BURGESS, Jean; GREEN, Joshua. YouTube e a revolução digital: como o
maior fenômeno da cultura participativa transformou a mídia e a sociedade.
São Paulo: Aleph, 2009.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. A era da informação: economia,
sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 ( vol. 1 e 2).
HABERMAS, J. Técnica e Ciência como "Ideologia". Lisboa: Edições 70,
1987.
HEIDEGGER, Martin. A questão da técnica. Petrópolis: Vozes, 2001.
LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
MANOVICH, Lev. The language of New Media. Cambridge. MIT Press,
2001.

76

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Linguagens e Cultura Visuais
Carga horária total
80h
60h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Aspectos filosóficos e antropológicos da imagem. O surgimento da
fotografia. História da fotografia, da “imagem-movimento”: da caixa escura
ao sistema digital. Reflexão sobre a inserção da imagem nas práticas
culturais contemporâneas. Cultura visual e linguagens. Os produtos visuais e
o campo da comunicação. Conceitos básicos sobre fotografia e cinema.
Noções sobre roteiros de audiovisual e discussão sobre ideia de narrativa.
Munir o estudante das concepções fundamentais sobre imagem do ponto de
vista teórico, histórico e como isso se insere no campo da Comunicação.
Capacitá-lo, em nível inicial, com as noções conceituais sobre fotografia e
audiovisual.

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual: uma psicologia da visão
criadora. São Paulo: Pioneira, 1980.
BARTHES, Roland. O Óbvio e o Obtuso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1990.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade
técnica. In: Obras escolhidas. Volume I. São Paulo: Brasiliense, 1985
CANEVACCI, Massivo. Comunicaçao Visual. São Paulo: Brasiliense, 2009.
DONIS, A. Donis. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes,
1999.
FIELD, Syd. Manual do roteiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 1982.
MOURA, Mônica (org.). Faces do Design. São Paulo: Rosari, 2003.

Bibliografia
complementar

ALVES, Marcia Nogueira; FONTOURA, Mara; ANTONIUTTI, Cleide
Luciane. Mídia e produção audiovisual. Curitiba: IBPEX, 2008.
FIELD, SYD. Roteiro - os fundamentos do roteirismo. Curitiba: Arte E
Letra, 2009.
LIPOVETSKY, Gilles. Império do efêmero: a moda e seu destino nas
sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
PASCUAL, Jordi A.; TELO, Antoni Roig. Comunicación audiovisual
digital: nuevos medios, nuevos usos, nuevas formas. Barcelona: 2014.
SIMPSON, Robert. Manual practico para la produccion audiovisual.
Barcelona: Gedisa, 1999.

77

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Tecnologias Contemporâneas da Comunicação
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
Análise crítica dos impactos sociais das tecnologias da Informação e
Comunicação. Mídias digitais e prática social. Conceitos básicos de
informática. Estrutura e noções técnicas fundamentais sobre a comunicação
mediada pelo computador: redes e internet. Meios interativos: hipertexto,
interfaces e interatividade. Construindo e monitorando sites e blogs. Internet,
audiência e consumo. Transmissão em streaming. Atividades práticas e
utilização de softwares e aplicativos para a comunicação digital; análise de
ferramentas online e elaboração produtos para web. Mídias sociais nas
organizações.
Dotar o estudante de habilidades práticas para lidar com ferramentas digitais
de comunicação. Possibilitar uma maior familiaridade prática com as noções
técnicas por trás dos artefatos de Tecnologias da Informação e Comunicação
(TICs)
BAREFOOT, Darren; SZABO, Julie. Manual de marketing em mídias
sociais. São Paulo: Novatec, 2010.
BARGER, Christopher. Estrategista em mídias sociais. São Paulo: Editora
DVS, 2013.
BERGER, Jonah. Contágio: por que as coisas pegam. São Paulo: Leya, 2014.
CAPRON, Harriet L.; JOHNSON, J. A. Introdução à informática. São
Paulo: Prentice Hall Brasil, 2004.
LANIER, Jaron. Gadget - você não e um aplicativo: um manifesto. São
Paulo: Editora Saraiva, 2010.
MAcDONALD, Mark P.; BRADLEY, Anthony J. Mídias sociais na
organização. São Paulo: M. Books, 2012.

Bibliografia
complementar

ASSANGE, Julian et al. Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet. São
Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
BORATTI, Isaias; OLIVEIRA, Álvaro. Introdução à programação
algoritmos. Florianópolis: Visual Books, 2007.
DATE, Christopher J. Introdução a sistemas de bancos de dados. Rio de
Janeiro: Campus Editora, 2004.
KEEN, Andrew. O Culto Do Amador. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
LANIER, Jaron. Bem-vindo ao futuro: uma visão humanista sobre o avanço
da tecnologia. São Paulo: Saraiva Editora, 2012.

78

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Planejamento Gráfico e editoração
Carga horária total
80h
20h
Carga horária teórica
60h
Carga horária prática
Introdução à estética gráfica, princípios de diagramação, sistemas de
composição tipográfica, tipologia, processos de impressão, o papel, a cor na
mídia impressa, softwares de editoração.
Oferecer uma introdução à estética gráfica e aos processos de composição e
impressão de jornais e revistas, com treinamento técnico.

BRINGHURST, Robert. Elementos do estilo tipográfico. São Paulo: Cosac
Naify, 2010.
COLLARO, Antonio Celso. Produção visual e gráfica. São Paulo: Summus,
2005.
CRAIC, James. Produção gráfica. São Paulo: Mosaico, 1980.
FUENTES, Rodolfo. A prática do design gráfico. São Paulo: Edições Rosari,
2009.
GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Design Gráfico: do invisível ao ilegível. Rio
de Janeiro: 2AB, 2000.
GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação. São Paulo: Annablume,
2000.
GUIMARÃES, Luciano. As cores na mídia: a organização da cor informação
no jornalismo. São Paulo: Annablume, 2003.
HOFFMAN, Donald D. Inteligência Visual: como criamos o que vemos. Rio
de Janeiro: Campus, 2000.
HURLBURT, Allen. Layout: o design da página impressa. São Paulo: Nobel,
2002.
RIBEIRO, Milton. Planejamento visual gráfico. Brasília: LGE, 2003.
WILLIAMS, Robin. Design para quem não é designer: noções de
planejamento visual. São Paulo: Callis, 2005.

Bibliografia
complementar

CARDOSO, Rafael (org.) O design brasileiro. São Paulo: Cosac Naify,
2005.
FILHO, João Gomes. Gestalt do Objeto. São Paulo: Escrituras, 2000.
HOLLIS, Richard. Design Gráfico: uma história concisa. São Paulo: Martins
Fontes, 2001.
79

KANIZSA, Gaetano. Gramática de la visión. Barcelona: Paidós, 1986.
KOPP, Rudinei. Design Gráfico Cambiente. São Paulo: 2AB, 2009.
LUPTON, Ellen. Pensar com tipos. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
MELO. Chico Homem de (Org.). O design gráfico brasileiro. São Paulo:
Cosac Naify, 2006.
OLIVEIRA, Marina. Produção gráfica para designers. Rio de Janeiro: 2AB,
2002.
PELTZER, Gonzalo. Jornalismo iconográfico. Lisboa: Planeta Editora,
1991.
TONDREAU, Beth. Criar grids. São Paulo: Blucher, 2009.
VILLAS-BOAS, André. Utopia e disciplina. Rio de Janeiro: 2AB, 1998.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Economia Política da Comunicação
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
Fundamentos da Economia Política. Formação dos diferentes modelos de
comunicação: impresso, rádio, TV e Internet em perspectiva comparada.
Concepção, produção e circulação de bens simbólicos. Indústria da
informação e comunicação. Recepção padrões de consumo da comunicação.
Marco Regulatório das Comunicações no Brasil e no mundo. Radiodifusão
Pública (public broadcasting). Telecomunicações. Políticas públicas de
comunicação no Brasil.
Desenvolver uma visão crítica sobre o modo de produção da comunicação
contemporânea. Compreender a comunicação no campo da Economia, do
Direito e o âmbito das políticas de Estado.
BOLANO, Cesar Ricardo Siqueira. Indústria cultural: informação e
capitalismo. São Paulo: Hucitec Editora, 2000.
BRITTOS, Valério Cruz (Org.). Economia política da comunicação:
convergência tecnológica e inclusão digital.. Rio de Janeiro: Mauad, 2011.
HERZ, Daniel. A história secreta da Rede Globo. Porto Alegre: Dom
Quixote,, 2009, p. 87-102.
INTERVOZES. Coletivo Brasil de Comunicação Social. Sistemas públicos
de comunicação no mundo: a experiência de doze países e o caso brasileiro.
São Paulo: Paulus, 2009.
LIMA, Venicio Artur de. Regulação das comunicações: História, poder e
direitos. São Paulo: Paulus, 2011.
80

MATTOS, Sergio. História da televisão brasileira: uma visão econômica
social e política. Petrópolis: Vozes, 2010.
RAMOS, Murilo César; SANTOS, Susy dos (Org.). Políticas de
Comunicação: Buscas teóricas e práticas. São Paulo: Paulus, 2007.
SILVA, Sivaldo Pereira; BIONDI, Antonio (Org.). Caminhos para a
universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e
desafios brasileiros. São Paulo: Intervozes, 2012.
Bibliografia
complementar

COUTINHO, Angélica; SANTOS, Rafael dos. Políticas públicas e regulação
do audiovisual.. Curitiba: Editora CRV, 2012.
GLEICK, James. A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada.
São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
LEAL FILHO, Laurindo Lalo. Melhor TV do mundo: o modelo britânico de
televisão. São Paulo: Summus, 1997.
RAMOS, Murilo César; DEL BIANCO, Nelia (Org.). Estado e
Comunicação. Brasília: Casa das Musas, 2008.
WU, Tim. Network Neutrality, Broadband Discrimination. Journal on
Telecommunications and High Technology Law, 2, p. 141‐179, 2003.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Comunicação e Desenvolvimento Social
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
O papel da comunicação no desenvolvimento social. Educomunicação.
Comunicação e cidadania. O que é desenvolvimento social. Índices de
desenvolvimento humano e comunicação social.
Desenvolvimento
sustentável e mídia. Projetos e programas de desenvolvimento social e mídia.
Políticas de comunicação do Estado e desenvolvimento social.
Capacitar o estudante para executar atividades e projetos de comunicação
para o desenvolvimento social e melhoria da qualidade de vida do cidadão.
HERMET, Guy. Cultura e desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 2002.
MATOS, Heloiza. Capital social e comunicação: interfaces e articulações.
São Paulo: Summus, 2009.
SACHS, Ignacy. Desenvolvimento includente, sustentável, sustentado.
Garamond: Rio de Janeiro: 2008.
SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Perseu
Abramo, 2002.

Bibliografia
complementar

ALCOFORADO, Fernando. Os fatores condicionantes do desenvolvimento
81

econômico e social. Curitiba: Editora CRV, 2012.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. Editora Record. 2001.
MELO, José Marques de. Os caminhos cruzados da comunicação: política,
economia e cultura. São Paulo: Paulus, 2010.
REGO, Teresa Cristina. Cultura, aprendizagem e desenvolvimento.
Petrópolis: Vozes, 2011.
SALES, Mione Apolinario; RUIZ, Jefferson Lee De Souza (Org.). Mídia,
questão social e serviço social. São Paulo: Cortez, 2011.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Assessoria de Comunicação
Carga horária total
80h
40h
Carga horária teórica
40h
Carga horária prática
Assessoria de comunicação integrada. Histórico e Evolução. Culturas de
assessoramento. Planejamento (mercado de trabalho, áreas de
assessoramento e especificidades, estrutura, produtos, serviços, principais
Atividades). Planos de Comunicação. Comunicação internet. Assessoria de
Imprensa: cultura e rotinas do ambiente jornalístico. Clipagem. Publicações;
Redação de textos para os diversos veículos: release, comunicado, nota,
convocação, briefing de campanha, sinopses, análises, discursos.
Procedimentos e ética nos relacionamentos: assessor/ assessorado;
assessor/imprensa. Gestão da reputação e gerenciamento de crises e
conflitos. Convocação e realização de entrevista coletiva. Treinamento para
lidar com a mídia (media training). Avaliação e monitoramento de
resultados.

Objetivos

Capacitar para a atividade de assessoria de comunicação, em suas diversas
faces: da comunicação interna à comunicação externa.

Bibliografia
básica

BARBEIRO, Heródoto. Mídia training: como usar a imprensa a seu favor.
São Paulo: Saraiva, 2008.
DUARTE, Jorge (Org.). Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a
Mídia: teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2011.
FERRARETTO, Elisa Kopplin e Luiz Artur. Assessoria de Imprensa: teoria
e prática. São Paulo: Summus, 2009.
FORNI, João José. Gestão de crises e comunicação. São Paulo: Atlas, 2013.
KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). Comunicação
Organizacional: Linguagem, gestão e perspectivas (Volume 2). São Paulo:
Saraiva, 2009.
KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). Comunicação
Organizacional: histórico, fundamentos e processos (Volume 1). São Paulo:
Saraiva, 2009.
82

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas e
comunicação integrada. São Paulo: Summus, 2003.
LORENZON, Gilberto & MAWAKDIYE, Alberto. Manual de Assessoria de
Imprensa. São Paulo: Editora Mantiqueira, 2003.
Bibliografia
complementar

BARROS FILHO, CLOVIS (Org.). Ética e comunicação organizacional.
São Paulo: Paulus, 2007.
CARVALHO, Claudia; REIS, Lea Maria Aarão. Manual prático de
assessoria de imprensa. Rio de Janeiro: Campus Editora, 2008.
TAVARES, IIone Gomes e TAVARES, Mauricio. Planejamento de
Comunicação. São Paulo: Atlas, 2011.
TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de Comunicação Empresarial. São
Paulo: Thomson, 2004.
VASCONCELOS, Luciene Ricciotti. Planejamento de comunicação
integrada: manual de sobrevivência para as organizações do século XXI. São
Paulo: Summus, 2009.

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Desenvolvimento Orientado de Projetos TCC
Carga horária total
40h
20h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Concepção e elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que
poderá ocorrer na forma de uma monografia ou na forma de um produto de
Comunicação. Produção de projeto de TCC. Elaboração de artigo científico
ou produto de comunicação em estágio inicial.
Capacitar o estudante a desenvolver pesquisas acadêmicas ou elaborar
produtos de Comunicação Social, obtendo assim experiência em levantar
uma questão, articular teorias, aplicar técnicas, planejar e executar um
projeto.
GUEDES, Enildo et al. Padrão Ufal de normalização. Maceió: Edufal, 2012.
LUBISCO, Nídia Maria Lienert; VIEIRA, Sônia Chagas Vieira. Manual de
estilo acadêmico: trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. 5a.
Edição revista e ampliada. Salvador: Edufba, 2013.
OTANI, Nilo; FIALHO, Francisco Antônio Pereira. TCC: Métodos e
Técnicas. Florianópolis: Visual Books, 2011.

Bibliografia
complementar

BASTOS, Lilia da Rocha et al. Manual para a elaboração de projetos e
relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monografias. Rio de Janeiro:
LTC, 2003.
LOPES, Maria Immacolata Vassalo. Pesquisa em comunicação: formulação
83

de um modelo metodológico. São Paulo: Loyola, 2005.
MALDONADO, Alberto Efendy et al. Metodologias de pesquisa em
comunicação: olhares, trilhas e processos. Porto Alegre: 2011.
MELO, Jose Marques de. Teoria e metodologia da comunicação: tendências
do século XXI. São Paulo: Paulus, 2014.
UFAL. Regulamentação dos trabalhos de conclusão dos cursos de
jornalismo e relações públicas da universidade federal de alagoas. Maceió:
Universidade
Federal
de
Alagoas,
2013.
Disponível
em
<www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ichca/RegulamentaodoTCC_v2013.pdf
>
Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Universidade, Comunicação e Sociedade
Carga horária total
40h
20h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Compreensão do lugar da Universidade na sociedade contemporânea. O que
é a Extensão Universitária. História e princípios extensionistas. Planejar e
executar modos de interação das atividades do curso com a sociedade.
Desenvolvimento de ações práticas do estudante universitário com a
comunidade, no que se refere à comunicação social.
Inserir o estudante na extensão universitária, envolvendo-o com a
comunidade e o meio social, tornando-o capaz de elaborar produtos ou
prestar serviços de relevância social no campo da Comunicação.
ALMEIDA, M. A universidade possível: experiência de gestão universitária.
Londrina. Ed. da Universidade Estadual de Campinas, 2001.
FRANTZ, W., SILVA, E.W. As funções sociais da Universidade: o papel da
extensão e a questão das comunitárias. Ijuí: Ed.Unijuí, 2002.
GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de projetos de extensão
universitária. São Paulo: Avercamp, 2008.
SOUZA NETO, Joao Clemente de; ATIK, Maria Luiza Guarnieri. Extensão
universitária: construção de solidariedade. São Paulo: Expressão e Arte,
2005.

Bibliografia
complementar

BIANCHETTI, Lucídio; MACHADO, Ana Maria Netto (Org.). A bússola do
escrever: desafios e estratégias na orientação escrita de teses e dissertações.
Florianópolis: Editora da UFSC, 2006.
OTTAVIANI, Edelcio; TOTORA, Silvana (Org.). Educação e extensão
universitária: São Paulo: Paulinas, 2010.
NOGUEIRA, M.D.P., Extensão universitária: diretrizes conceituais e
políticas. Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades
Públicas Brasileiras. Belo Horizonte: PROEX/UFMG, 194p. 2000.
SOUSA, Ana Luiza Lima. História da extensão universitária. Campinas:
Alinea, 2010.
84

UFAL. Universidade Federal de Alagoas. A extensão na prática acadêmica.
Maceió: UFAL,. Disponível em
<http://www.ufal.edu.br/arquivos/proex/documentos/cartilha-proex >

Disciplina:
Código :
Carga horária
Ementa

Objetivos

Bibliografia
básica

Oficina de Projetos em Comunicação Social
Carga horária total
40h
20h
Carga horária teórica
20h
Carga horária prática
Elaboração de projetos sobre produtos ou serviços de Comunicação Social
para organizações civis, órgãos governamentais, agências de fomento,
empresas, fundações, associações e outras instituições ou programas.
Compreensão dos requisitos exigidos em editais. Redação, estrutura de
projetos, normais jurídicas, orçamento. Registro de informações e prestação
de contas. Planejamento estratégico. Execução de projetos.
Tornar o estudante capaz de produzir projetos, concorrer a editais,
desenvolver planejamento estratégico e executar projetos de Comunicação
Social.
MALAGODI, Maria Eugenia; CESNIK, Fábio de Sá. Projetos culturais elaboração, aspectos legais, administração, busca de patrocínio. São Paulo:
Escrituras, 2004.
MARINO, Eduardo. Manual de avaliação de projetos sociais. São Paulo:
Saraiva, 2003.
THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Projetos culturais - técnicas de
modelagem. Rio de Janeiro: FGV, 2008.

Bibliografia
complementar

BRASIL. Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991. Restabelece princípios
da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de
Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm >
COSTA, Maria Cristina Castilho. Gestão da comunicação: projetos de
intervenção. São Paulo: Paulinas, 2009.
DIAZ BORDENAVE, Juan; CARVALHO, Horácio
Comunicação e planejamento. São Paulo: Paz & Terra: 1987

Martins

de.

FRANÇA, Fabio; FREITAS, Sidineia Gomes. Manual da qualidade em
projetos de comunicação. Administração e negócios. São Paulo, Thomson
Pioneira, 1997.
MOLENA, Airton. A comunicação na gestão de projetos. Rio de Janeiro.
Ciência Moderna, 2011.

85

Disciplina:
Código :
Carga
horária
Ementa

Objetivos

Bibliografi
a básica

Mídia e Direitos Humanos
Carga horária total
40h
40h
Carga horária teórica
-Carga horária prática
História, conceitos e fundamentos sobre Direitos Humanos. Direitos individuais e
coletivos. Direitos civis e políticos. A Comunicação como um direito. Códigos
deontológicos sobre mídia e direitos humanos. Mídia e a questão étnico-racial.
Mídia e gênero. Mídia, criança e juventude. Violações dos direitos humanos
pelos meios de comunicação. A democratização dos meios de comunicação.
Liberdade de impressa versus liberdade de empresas. O papel da mídia na defesa
e difusão dos direitos.
Desenvolver uma visão humanística e crítica sobre a importância dos Direitos
Humanos e o papel da mídia na defesa e também a responsabilidade nos casos de
violações desses direitos pelos meios de comunicação.
INTERVOZES. Coletivo Brasil de Comunicação Social. Ciclo de formação
Mídia e Educação em Direitos Humanos: Apostila de apoio para oficinas. São
Paulo: Intervozes, 2013. Disponível em <http://intervozes.org.br/direitoshumanos
>
LIMA, Venício A. de. Liberdade de expressão x liberdade de imprensa. São
Paulo: Publisher Brasil, 2012.
MENDEL, Toby; SALOMON, Eve. Liberdade de expressão e regulação da
radiodifusão. Série Debates CI. Brasília: Unesco, 2011.
RAMOS, Murilo César. Comunicação, Direitos Sociais e Políticas Públicas. In.
MARQUES DE MELO, José, SATHLER, Luciano. Direitos à comunicação na
Sociedade da Informação. São Paulo: UMESP, 2005

Bibliografi
a
compleme
ntar

SODRE, Muniz. Claros e escuros, identidade, povo e mídia no Brasil. Petrópolis:
Vozes, 2000.
BRAGA, José Luiz. A sociedade enfrenta sua mídia: dispositivos sociais de
crítica midiática. São Paulo: Paulus, 2006.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
COMPARATO, Fábio Konder. A afirmação histórica dos Direitos Humanos. São
Paulo: Saraiva, 2004.
LAFER, Celso. A reconstrução dos Direitos Humanos: um diálogo como
pensamento de Hannah Arendt. São Paulo: Cia das Letras, 1991.
MORENO, Rachel. A imagem da mulher na mídia. São Paulo: Publisher Brasil,
2012
TRABER, Michael. A comunicação é parte da natureza humana: uma reflexão
filosófica a respeito do direito a se comunicar. São Paulo: Unimesp, 2004.
Disponível em
<http://www.direitoacomunicacao.org.br/index2.php?option=com_docman&task
=doc_view&gid=132&Itemid=99999999 >

86

12.3 Periódicos Especializados
Os estudos de Jornalismo têm se posicionado como um nicho de investigação
científica em expansão contínua desde o início do século passado. Neste século XXI,
tal crescimento permanece acelerado e se mostra ainda mais relevante diante da
complexa evolução deste segmento em um cenário de intensas transformações sociais,
profissionais e tecnológicas.

Hoje em diversos países, podemos identificar um

volumoso conjunto de periódicos que tratam do fenômeno jornalístico como um de seus
tópicos de especialização.
Tomando a comunidade científica brasileira como base, podemos situar este
contexto identificando um grupo expressivo de títulos, com qualificação relevante no
sistema Capes, que servem como referência e reforçam o jornalismo em sua importância
contemporânea:














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













Animus
Brazilian Journalism Research
Cebela
Ciberlegenda
Ciência da Informação
Comunicação & Inovação
Comunicação & Sociedade
Comunicação Midiática
Comunicação, Mídia e Consumo
Contemporânea
Contracampo
Dados
Diálogos de la Comunicación
E-Compós
Educação, Cultura e Comunicação
Em questão
Estudos em Jornalismo e Mídia
Fronteiras
Galaxia
Informação & Informação
Informação & Sociedade
Información, Cultura y Sociedad
Intexto
Logos
Lumina
Media & Jornalismo
Opinião Pública
Revista Alaic
Revista Brasileira de Ciência Política
Revista Brasileira de Ciências Sociais
87









Revista Compolítica
Revista de Sociologia e Política
Revista Eco
Revista Eptic
Revista Famecos
Revista Intercom
Revista Mediaciones Sociales

Todos os títulos acima mencionados estão acessíveis em plataformas online abertas
(para docentes e discentes) constituindo assim uma sólida estrutura de periódicos
disponíveis. Paralelamente, o Curso dispõe de computadores com acesso total à base de
dados dos Periódicos Capes. O Portal Periódicos Capes foi oficialmente lançado em
2000 no novo contexto de emergência das bibliotecas digitais no mundo. Em 2014
disponibilizava uma base de dados com 37.073 de periódicos de diversas áreas.

13 ARTICULAÇÃO TEORIA-PRÁTICA E INTERDISCIPLINARIDADE
O exercício da prática jornalística, no contexto de uma sociedade onde o fluxo
de informação se tornou um elemento importante do desenvolvimento social e
econômico, requer a formação de profissionais que não sejam apenas técnicos, mas que
tenham uma capacidade de discernimento crítico sobre as diversas faces desta realidade.
Em um estado como Alagoas, onde os índices de desenvolvimento humano ainda estão
abaixo de patamares desejáveis, a UFAL cumpre o papel de formar futuros jornalistas
com um sólido conhecimento humanístico, prevendo em seu processo de formação a
aquisição de conhecimento interdisciplinar de base sociológica, econômica,
metodológica e ética. Em cima desta base, o bacharel está ainda preparado para atuar
tecnicamente nos diversos segmentos profissionais que o campo do jornalismo se
desdobrou nas últimas décadas, estando apto para produzir e gerenciar a produção de
conteúdos para meios radiofônicos, televisivos, impressos, online e ainda assessoria de
imprensa.
O modelo de currículo é o integrado (contemplando os 6 eixos estipulados pelas
Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo) que prevê a articulação
dinâmica das diversas áreas do Conhecimento com o Jornalismo; da dupla face do
jornalismo como atividade profissional e como agente de transformação social, com
responsabilidades éticas presumidas. Esta dimensão interdisciplinar está garantida no
88

conjunto de disciplinas que buscam integrar-se com a prática jornalística, oriundas de
diversas áreas do conhecimento, como podemos visualizar na Tabela 9:

Tabela 9: Disciplinas, áreas de conhecimento e interdisciplinaridade17
Área de conhecimento

Filosofia
Sociologia

Ciência Política
Psicologia
Administração
Estética
Economia
História
Ética
Direito
Cultura
Metodologia
Língua Portuguesa
Línguas Estrangeiras
Tecnologia

Disciplinas
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



























Tendências e Debates da Filosofia Contemporânea
Sociologia Geral e da Comunicação
Comunicação e Desenvolvimento Social
Mídia e Direitos Humanos
Universidade, Comunicação e Sociedade
Jornalismo e Política
Economia Política da Comunicação
Assessoria política e eleitoral*
Psicologia Geral e da Comunicação
Administração e Marketing do Empreendimento Jornalístico
Oficina de Projetos em Comunicação Social
Comportamento e Defesa do Consumidor*
Estética da Comunicação
Estética*
Economia Política da Comunicação
História do Jornalismo
Legislação e Ética no Jornalismo
Mídia e Ética*
Legislação e Ética no Jornalismo
Comunicação e Cultura
Linguagens e Cultura Visuais
Oficina de Jornalismo Cultural
Jornalismo Literário*
Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação para Jornalismo
Desenvolvimento Orientado de Projetos TCC
Oficina de Texto em Comunicação
Inglês Instrumental*
Espanhol Instrumental*
Comunicação e Cibercultura
Oficina de Tecnologias Contemporâneas de Comunicação
Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo Multimídia
Arte e Tecnologia*

Ao mesmo tempo, o Projeto Pedagógico também foi desenhado para garantir
equilíbrio sinergia entre teoria e prática, articulando estas duas dimensões de modo
17

O conjunto de disciplinas listadas na Tabela envolve as obrigatórias e eletivas, estando as eletivas
listadas marcadas com asteriscos (*). Não estão sendo listadas aqui as disciplinas situadas
preponderantemente no campo da Comunicação Social e sim aquelas que fazem interface (que
possuem interdisciplinaridade) com outras áreas. Convém também esclarecer que, nesta listagem, as
disciplinas Legislação e Ética no Jornalismo e Economia Política da Comunicação aparecem
simultaneamente em duas áreas de conhecimento. Isso ocorre, naturalmente, em função de suas
características: ambas compõem conteúdos programáticos oriundos das áreas em que foram listadas.

89

integrado e não dicotômico. Ao observarmos a carga horária de cada disciplina, no que
se refere à parcela que cada uma dedica à teoria ou atividades práticas, a soma dessas
composições demonstram um devido equilíbrio entre teoria e prática, conforme
demonstra a Tabela 10 e a Figura 3:

Tabela 10: Composição de carga horária teórica e prática das disciplinas obrigatórias
Disciplinas

CH teórica

CH prática

CH total

Administração e Marketing do Empreendimento Jornalístico
Assessoria de Comunicação
Comunicação e Cibercultura
Comunicação e Cultura
Comunicação e Desenvolvimento Social
Desenvolvimento Orientado de Projetos TCC
Economia Política da Comunicação
Estética da Comunicação
Fundamentos e Teorias do Jornalismo
História do Jornalismo
Jornalismo e Política
Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo
Laboratório de Mídia Impressa
Laboratório de Telejornalismo
Laboratório de Webjornalismo e Jornalismo Multimídia
Legislação e Ética no Jornalismo
Linguagens e Cultura Visuais
Linguagens e Gêneros Radiofônicos
Linguagens e Gêneros Televisivos
Mídia e Direitos Humanos
Oficina de Apuração e Jornalismo Investigativo
Oficina de Edição de Mídia Impressa e Digital
Oficina de Jornalismo Cultural
Oficina de Planejamento Gráfico e Editoração
Oficina de Produção Audiovisual
Oficina de Projetos em Comunicação Social
Oficina de Radiojornalismo
Oficina de Tecnologias Contemporâneas de Comunicação
Oficina de Texto em Comunicação
Oficina de Texto em Jornalismo I
Oficina de Texto em Jornalismo II
Psicologia Geral e da Comunicação
Publicidade e Propaganda para Jornalismo
Sociologia Geral e da Comunicação
Tendências e Debates da Filosofia Contemporânea
Teoria e Mét. da Pesquisa em Comunicação para Jornalismo
Teorias da Comunicação
Universidade, Comunicação e Sociedade

40h
40h
40h
80h
40h
20h
40h
40h
40h
40h
40h
----80h
60h
40h
40h
40h
30h
20h
20h
20h
40h
20h
20h
20h
20h
20h
20h
40h
60h
80h
40h
60h
80h
20h

-40h
---20h
-----80h
120h
120h
120h

40h
80h
40h
80h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
80h
120h
120h
120h

-20h
---50h
60h
20h
60h
80h
20h
60h
60h
60h
60h
60h
-20h
--20h
-20h

80h
80h
40h
40h
40h
80h
80h
40h
80h
120h
40h
80h
80h
80h
80h
80h
40h
80h
80h
40h
80h
80h
40h

Total

1350h

1170h

2520h

90

Figura 3: Gráfico com carga horária teórica e prática no conjunto de disciplinas
Carga horária
prática; 1170 h;
46%

Carga horária
teórica; 1350 h;
54%

Além deste equilíbrio na carga horária, o continuum desenhado nas três modalidades
de disciplinas (teóricas, oficionais e laboratoriais, conforme descrito no item sobre
Metodologia) demonstra uma linha evolutiva e integrada de aprendizado, que possibilita
um relacionamento sistêmico entre as disciplinas, onde as teóricas de base dialogam e
são complementadas pelas teóricas de área, que por sua vez dão alicerces para as
oficionais; e as oficionais, caracterizadas por mesclarem teoria e prática experimental,
dão as habilidades necessárias para a produção laboratorial, levando o graduando a um
nível de especialização e expertise gradativo, chegando ao final do curso apto para
exercer de modo qualificado a atividade jornalística, em suas variadas dimensões.
Esta integração pode ser visualizada na representação gráfica da Figura 4. Importante
ressalvar que este “afunilamento” representado na Figura 4, que tem as teóricas como
alicerce, as oficionais como meio e as laboratoriais como ponta, não significa que o
graduando só terá prática no meio do curso por diante: ao contrário, as disciplinas
práticas estão em todos os semestres, inclusive o primeiro. A representação gráfica nos
serve para visualizar a relação metodológica entre as três categorias de disciplinas (isto
é, de complementariedade e funções na relação teoria-prática) e não necessariamente
uma ordem cronológica entre elas.

91

Figura 4: Representação gráfica do continuum teóricas-oficionais-laboratoriais

Teóricas (de base)

Teorias da Comunicação
Sociologia Geral e da Comunicação
Comunicação e Cultura
Comunicação e Desenv. Social
Estética da Comunicação
Universidade, Com. e Sociedade
Psicologia Geral e da Comunicação
Tend. e D. da Filos. Contemporânea

Teóricas (de área)

Fundamentos e T. do Jornalismo
Mídia e Direitos Humanos
História do Jornalismo
Comunicação e Cibercultura
Legislação e Ética no Jornalismo
Jornalismo e Política
Ling. e Cultura Visuais
Ling. e Gêneros Radiofônicos
Ling. e Gêneros Televisivos
T. Mét. da P. em C. para Jornalismo
Publicidade e P. para Jornalismo
Adm. e Mark. do Emp. Jornalístico
Economia Política da Comunicação

Oficionais

Oficina de Ed. de Mídia I. e Digital
Oficina de Planej. Gráf. e Editoração
Oficina de Texto em Jornalismo I
Oficina de Texto em Jornalismo II
Assessoria de Comunicação
Oficina de A. e Jorn. Investigativo
Oficina de Jornalismo Cultural
Oficina de Tecn. C. de Comunicação
Oficina de Radiojornalismo
Oficina de Produção Audiovisual
Oficina de Texto em Comunicação
Desenvolv. Orien. de Projetos TCC
Oficina de Proj. em Com. Social

Laboratoriais

Laboratório de Mídia Impressa
Laboratório de Web. e Jorn. Multimídia
Laboratório de Telejornalismo
Laboratório de F. e Fotojornalismo

14. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TICs
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) devem ser compreendidas
como elemento constitutivo do projeto pedagógico em duas faces paralelas: (a) no
processo de ensino-aprendizagem e (b) no processo de comunicação efetiva entre a
comunidade do Curso. Deste modo, o uso das TICs devem contemplar:

14.1 No processo de ensino-aprendizagem
 No âmbito instrumental, as TICs devem ser incorporadas obrigatoriamente em
todas as disciplinas práticas (oficinas e laboratórios), como parte imprescindível
de suas atividades;
 Deve-se haver permanente atualização lógica, física e de conteúdo dos
laboratórios técnicos especializados para a aprendizagem teórico-prática do
jornalismo a partir de diversos recursos de linguagens e suportes tecnológicos,
de biblioteca, hemeroteca e bancos de dados, com acervos especializados;
 Deve-se priorizar o uso de softwares livres (programas de código aberto) sendo
a opção de softwares proprietários um recurso secundário que necessitará de
justificativa quanto à especificidade e necessidade deste uso;
 Recomenda-se que todas as disciplinas executem até 20% de suas atividades
através de ferramentas de Ensino à Distância (EaD) como parte do plano de
ensino;
 O uso de TICs no formato EaD deve ser pedagogicamente planejada, adequada e
integrada, buscando explorar as potencialidades tecnológicas das ferramentas no
processo de ensino-aprendizagem, levando-se em conta a adequação entre a
natureza da atividade e as características das TICs;
 As ferramentas de EaD não devem ser aplicadas informalmente, vagamente ou
como meros substitutos de aula presencial. Isso implicaria em uma distorção de
uso e comprometeria a qualidade do ensino;
 Todo uso de TICs no formato EaD deve estar explicitamente justificada no
Programa da Disciplina.

14.1 No processo de comunicação interna e externa
 O Curso deve manter uma página ativa na Internet, com atualização regular de
notícias e informes sobre seu cotidiano e atividades pertinentes à comunidade
acadêmica;
 O website do Curso deve se configurar como um canal de comunicação, de
transparência e como um repositório de informação e documentos;
 Todas as resoluções e regulamentações pertinentes ao Curso devem ser
disponibilizados em formato digital com livre acesso para quaisquer
interessados;
 Todos os formulários de solicitações e encaminhamentos burocráticos devem ser
disponibilizados em formato digital com livre acesso para quaisquer
interessados;
 O Curso deve manter em funcionamento um sistema digital de registro de
pedidos e processos, no qual o solicitante possa acompanhar online suas
solicitações mediante protocolo fornecido.

15. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
São consideradas Atividades Complementares18:

a) Atividades Didáticas - frequência e aprovação em disciplinas não previstas no
currículo do curso, ampliando o conhecimento dos estudantes de Jornalismo
sobre conteúdos específicos, como economia, política, direito, legislação,
ecologia, cultura, esportes, ciência, tecnologia etc.

b) Atividades Acadêmicas: apresentação de relatos de iniciação científica,
pesquisa experimental, extensão comunitária ou monitoria didática em
congressos acadêmicos e profissionais.

Os mecanismos e critérios para avaliação das atividades complementares devem ser
definidos em regulamento próprio da instituição (Regulamento sobre Atividades
18

Conforme estipula o artigo 13 das Diretrizes Nacionais para os cursos de Jornalismo.

94

Complementares), aprovado por maioria simples do Colegiado de Curso, respeitadas as
particularidades e especificidades próprias do curso de Jornalismo, atribuindo a elas um
sistema de créditos, pontos ou computação de horas para efeito de integralização do
total da carga horária previsto para o curso. As atividades de extensão devem ser
regulamentadas como um dos principais itens deste documento.
As atividades complementares devem ser realizadas sob a supervisão, orientação e
avaliação de docentes do próprio curso.

16. ATIVIDADES ACADÊMICO CIENTÍFICO-CULTURAIS
Considerando a premissa da universidade pública guiada pelo trinômio ensinopesquisa-extensão e buscando afixar cada tripé em um sistema coeso, este projeto
pedagógico institucionaliza dois eventos anuais que visam consolidar as atividades
científicas e culturais na vida da comunidade acadêmica, integrando professores,
servidores e estudantes:.
a) Mostra anual de produções e pesquisa em Jornalismo – trata-se de um evento
com periodicidade anual, coordenado através de Comissão Organizadora (CO) indicada
e aprovado pelo Colegiado do Curso, com o objetivo de expor produtos culturais,
midiáticos e fomentar debate crítico, divulgando pesquisas e experimentações estéticas
neste campo, dando vazão ao que é produzido em sala de aula e nos grupos de pesquisa
e extensão do Curso.
b) Série de Seminários sobre o Presente e o Futuro do Jornalismo – trata-se de um
evento dedicado a reunir profissionais e estudiosos para debater as questões
contemporâneas que atravessam a prática jornalística, bem como as tendências
profissionais, inovações técnicas e perspectivas deste campo. Os Seminários devem ter
periodicidade mínima bienal. Devem ser executados e planejados através de Comissão
Organizadora mista (COM), devendo ser composta tanto por membros da comunidade
acadêmica da Ufal, como por outras Instituições de Ensino Superior e organizações
civis ou sindicatos. Os membros da COM, representantes do Curso de Jornalismo,
devem ter seus nomes aprovados pelo Colegiado do Curso.

95

Além destes dois eventos afixados como atividades regulares do Curso, deve-se
estimular e apoiar outras atividades espontâneas produzidas pelos grupos de pesquisas,
grupos de extensão e por iniciativa própria do corpo discente ou individual do corpo
docente. O desenvolvimento de atividades acadêmicas de cunho cultural e científico
deve ser compreendida como parte consistente da formação do bacharel em Jornalismo,
uma vez que a atividade do jornalismo trata-se de uma atividade que lida diretamente
com a sociabilidade e a cultura e a vivência acadêmica e estimulo ao pensamento crítico
é condição imprescindível para o egresso.

17. ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
A relação entre ensino, pesquisa e extensão deve ser compreendida como
alicerces na concepção de universidade pública e complementares, uma vez que o bom
desenvolvimento de um desses tripés reflete na qualidade dos demais. Este Projeto
Pedagógico incorpora essas três dimensões de modo mais sistemático no decorrer do
processo de formação e, neste sentido, algumas diretrizes devem ser incorporadas.
A atividade de ensino deve ser guiada pelas ementas e os conteúdos básicos
apontados devem ser ministrados conforme estipulada pela mesma. O docente pode
inserir conteúdos novos desde que relacionados com o cerne da cadeira. Também deve
atualizar a cada semestre os conteúdos ministrados dando ao discente a atualidade
necessária das teorias e técnicas. O estudante deve compreender os conceitos clássicos e
também participar do processo de construção do conhecimento em sala de aula através
de debates e da livre formulação de ideias. Em sala de aula, deve-se primar pela didática
e uso de recursos que facilitem o aprendizado, acionem o senso crítico e despertem o
interesse. A relação entre teoria e prática deve constantemente aproximada apontando
como as teorias se exemplificam na prática e como a prática é influenciada ou explicada
pelas teorias, integrando os seis eixos através das três categorias de disciplinas,
conforme explicitado no item Metodologia.
A atividade de pesquisa deve ser incorporada na rotina do docente que deve
desenvolver estudos de qualidade em suas respectivas especialidades de modo regular e
sistemático. Como resultado, recomenda-se que que docente publique no mínimo 2
trabalhos por ano na forma de capítulos de livros ou em periódicos com Qualis Capes
(A1, A2 e B1, B2, preferencialmente, ou

B3 excepcionalmente). Também se
96

recomenda que o docente participe de pelo menos 1 congresso científico nacional por
ano apresentando trabalho. Deve-se estimular a criação de ambientes de produção
acadêmica ativos como grupos de pesquisa certificados pela Ufal/CNPq. Nos grupos de
pesquisa, deve-se desenvolver projetos anuais de pesquisa estimulando os estudantes a
produzirem artigos e apresentarem em congressos da área. Os grupos também devem
promover debates e seminários para dar publicidade às suas produções, formar outros
estudantes e abrir interlocução com pares. Paralelamente, deve-se estimular os
estudantes a participarem de eventos científicos como ouvintes. Neste sentido, o
estudante deve somar, ao final do curso, 140 horas de atividades complementares em
eventos acadêmicos e atividades de pesquisa.
Já a atividade de Extensão, por princípio, está diluída em todas as ações do
Curso, incluindo as disciplinas. Das 400 horas (horas-cheias) previstas como
“Atividades complementares”, de acordo com as Diretrizes Nacionais Curriculares,
ficam destinadas 300 horas para as atividades de Extensão. Isso responde ao Plano
Nacional de Educação (PNE) que estipula 10% da carga horária total do Curso a
atividades extensionistas.
Para coordenar as atividades de Extensão do Curso, o Colegiado deve eleger um
docente para o cargo de Coordenador de Extensão. O Coordenador de Extensão deve
aplicar ações que visem: (a) o cumprimento da regulamentação sobre Extensão; (b) a
execução dos parâmetros estabelecidos neste Projeto Pedagógico sobre o tema; (c) o
apoio institucional para a criação de Grupos de extensão coordenados por professores;
(d) a integração das atividades extensionistas em um Programa de Extensão do Curso de
Jornalismo, construído a partir do conjunto de projetos hoje existentes no Curso.
No tocante ao trabalho do docente, a extensão vale como carga horária para fins de
progressão mas não pode substituir carga horária em sala de aula uma vez que é parte de
um tripé (ensino, pesquisa, extensão) e não o substitutivo de um desses esteios.
Para atender a todos os parâmetros colocados, a Extensão deve ser regulamentadas
em norma específica, dentro do documento que rege as “Atividades Complementares”,
observando as Diretrizes Nacionais Curriculares, as normatizações da Universidade
Federal de Alagoas e outras determinações da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) sobre o
tema.

97

18. DIREITOS HUMANOS, QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS, EDUCAÇÃO
AMBIENTAL E LIBRAS
Tendo em vista o papel da Universidade na difusão e defesa de valores e conceitos
considerados basilares para uma sociedade democrática e plural e observando que o
jornalista é um elemento importante na preservação e defesa desta dimensão, o Projeto
Pedagógico buscou também respeitar leis e normatizações que atentem para debates
como Direitos Humanos, Educação Ambiental, Questões Étnico-raciais e a difusão da
Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Direitos Humanos e questões étnico-raciais - A questão dos direitos humanos e a
relação entre mídia etnia-raça estão contempladas na disciplina obrigatória “Mídia e
Direitos Humanos”. Conforme estipula a ementa desta disciplina a mesma tratará de
tópicos como “História, conceitos e fundamentos sobre Direitos Humanos. Direitos
individuais e coletivos. Direitos civis e políticos. A Comunicação como um direito.
Códigos deontológicos sobre mídia e direitos humanos. Mídia e a questão étnicoracial. Mídia e gênero. Mídia, criança e juventude”.

Educação Ambiental - a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a
educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental afirma que as
instituições educativas devem "promover a educação ambiental de maneira integrada
aos programas educacionais que desenvolvem". Para efetivar esta dimensão, o Curso de
Jornalismo prevê a oferta da disciplina eletiva Jornalismo Ambiental neste Projeto
Pedagógico. O objetivo é formar jornalistas aptos para cobrir temas sobre ecologia e
meio ambiente e contribuir para que se fortaleça o exigido no Art. 2º, parágrafo IV da
referida Lei na qual se afirma que meios de comunicação de massa devem “colaborar
de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas
sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação”.

Linguagem Brasileira de Sinais - A Lei 10436 de 24 de abril de 2002 e o Decreto
5626 de 22 dez 2005 estipulam que a disciplina de libras é obrigatória para os cursos de
formação de professores e fonoaudiologia e eletiva (optativa) para os demais cursos.

98

Como o Curso de Jornalismo se encaixa nesta última categoria, nota-se que a disciplina
de Libra fica contemplada na lista das disciplinas eletivas.

19. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório,
a ser desenvolvido individualmente, realizado sob a supervisão docente e avaliado por
uma banca examinadora formada por docentes, sendo possível também a participação
de jornalistas profissionais convidados. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um
projeto no qual o aluno demonstra os conhecimentos adquiridos durante o curso, com a
defesa no último período.
O Colegiado designará, entre os Professores Efetivos do Curso, o Coordenador
de TCC, que ficará responsável pelas seguintes atividades:

a) Supervisão da recepção e análise dos projetos de pesquisa:
b) Distribuição dos projetos para os orientadores;
c) Aprovação das bancas de avaliação dos TCCs e datas de apresentação;
d) Digitação e envio das notas;
e) Definição das mudanças de orientadores, quando for o caso;
f) Resolução, juntamente com o Colegiado, dos casos omissos nesta Resolução.

Para garantir que o graduando produza um TCC de qualidade e dentro do prazo
formal de conclusão do curso, a disciplina Desenvolvimento Orientado de TCC deverá
oferecer as condições básicas para que o graduando adquira habilidades necessárias para
avançar em seu projeto e não poderá conter mais de 20 matriculados por sala de aula.
Recomenda-se que a disciplina finalize com dois produtos que constituem
respectivamente as duas notas bimestrais (AB1 e AB2):

a) um pré-projeto de TCC
b) um artigo científico baseado no pré-projeto.

A título de recomendação, também se sugere que o artigo seja avaliado por uma
banca composta por 2 professores (o prof. da disciplina mais um professor convidado).
99

Além do professor da disciplina, que seria fixo, podem ser convidados diferentes
professores para diferentes projetos apresentados.
O TCC deve ser regulamentado, em seus pormenores, por norma específica a
ser aprovada pelo Colegiado de Curso.
A disciplina Desenvolvimento Orientado de Projetos de TCC é pré-requisito
para matrícula no TCC. Após ter sido aprovado na disciplina Desenvolvimento
Orientado de Projetos para TCC, o estudante deve se matricular no Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) propriamente dito no 7º semestre para os cursos diurnos e
no 8º Semestre para os cursos noturnos. A matrícula está condicionada à entrega de um
pré-projeto.
O TCC compreende a carga horária de 300 (trezentas) horas que serão
contabilizadas no final do curso logo após a sua apresentação pública diante de banca
examinadora. A apresentação do TCC deve ocorrer até o último dia letivo do 8º
semestre para os cursos diurnos e do 9º semestre para os cursos noturnos.

20. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
O Estágio Curricular Supervisionado (que chamaremos simplesmente de “Estágio
Supervisionado”) trata-se de um componente obrigatório do currículo, tendo como
objetivo consolidar práticas de desempenho profissional inerente ao perfil do formando.
Um regulamento específico deve ser aprovado pelo Colegiado do Curso, estipulando os
procedimentos e parâmetros para o devido cumprimento desta atividade curricular.
Com bases nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em
Jornalismo19, esta regulamentação deve levar em conta os seguintes princípios:
 A carga horária mínima destinada ao estágio curricular supervisionado deve ser
de 200 (duzentas) horas.
 A carga horária excedente ao mínimo exigido não pode ser contabilizada para
fins de atividades complementares nem substitui disciplinas obrigatórias ou
optativas.

19

Conforme Resolução CNE/CES 1/2013. Diário Oficial da União, Brasília, 1° de outubro de 2013 – Seção
1 – p. 26.

100

 O estágio curricular supervisionado poderá ser realizado em instituições
públicas, privadas ou do terceiro setor ou na própria instituição de ensino, em
veículos autônomos ou assessorias profissionais.
 O Colegiado do Curso deve eleger um(a) Coordenador(a) do Estágio
Supervisionado e seu respectivo vice-coordenador.
 O objetivo do estágio curricular é testar os conhecimentos assimilados em aulas
e laboratórios, cabendo à Coordenação do Estágio Supervisionado o
acompanhamento, supervisão e avaliação do estágio curricular avaliar e aprovar
o relatório final, resguardando o padrão de qualidade nos domínios
indispensáveis ao exercício da profissão.
 As atividades do estágio curricular supervisionado só podem ser executadas a
partir do 6º Semestre para ambos os turnos (Diurno ou Noturno). O estudante
deve estar regularmente matriculado em pelo menos 2 disciplinas do 6º semestre
ou semestre superior.
 O Estágio Supervisionado só pode ser iniciado mediante a aprovação nas
seguintes disciplinas que são consideradas pré-requisitos para esta atividade:
Oficina de Texto em Jornalismo I, Oficina de Texto em Jornalismo II e Oficina
de Apuração e Jornalismo Investigativo. Eventuais estágios realizados antes da
aprovação destas cadeiras serão considerados nulos.
 É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado a prestação de
serviços, realizada a qualquer título, que não seja compatível com as funções
profissionais do jornalista; que caracterize a substituição indevida de
profissional formado ou, ainda, que seja realizado em ambiente de trabalho sem
a presença e o acompanhamento de jornalistas profissionais, tampouco sem a
necessária supervisão docente.
 É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado os trabalhos
laboratoriais feitos durante o curso.
 Poderão ser ofertadas vagas de estágio nas Redações de Jornais laboratórios do
Curso, desde que não se configure como monitoria e nem como atividade
regular de uma disciplina. Para ser válido, deve se configurar especificamente
como estágio em um veículo de comunicação da Universidade ou do Curso que
possua periodicidade e produção regular, bem como um Conselho Editorial e
corpo de editores ativos, conforme prevê o Art. 12 das Diretrizes Nacionais
Curriculares.
101

 A regulamentação do Estágio Supervisionado deve ser aprovada por maioria
simples do Colegiado de Curso, devendo conter os critérios, procedimentos e
mecanismos de avaliação, observada a legislação. Deve levar em conta, na
medida do possível, as recomendações das entidades profissionais do
jornalismo, não estando necessariamente submetida a estas, preservando assim a
autonomia universitária.

21. PROGRAMA DE APOIO AO DISCENTE
O Programa de Apoio ao Discente (PAD) trata-se do conjunto de ações
institucionalizadas que visam dar suporte ao corpo estudantil desde o seu ingresso no
Curso até a sua formação. A execução do Programa ocorre através do Núcleo de Apoio
ao Discente (NAD) que deve ser eleito pelo Colegiado de Curso sendo constituído de
três membros:

a) Um docente do Curso de Comunicação, na posição de presidente do Núcleo.
b) Um servidor do Curso
c) Um representante do Diretório Acadêmico (DA)

São competências do Núcleo de Apoio ao Discente (NAD):
 Organizar e produzir informações relevantes sobre procedimentos, atividades,
programas e oportunidades disponíveis aos estudantes estimulando-os a uma
inserção acadêmica completa;
 Estimular potencialidades e habilidades dos estudantes através de monitorias de
ensino ou bolsas acadêmicas da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão;
 Planejar ações capazes de dirimir os efeitos de ordem financeira que podem
afetar estudantes de baixa renda e dificultar o processo de formação junto à PróReitoria Estudantil;
 Apoiar a participação discente em encontros estudantis e congressos
acadêmicos;

102

 Exigir e promover o cumprimento das condições de acessibilidade e mobilidade
para estudantes com necessidades especiais seja por deficiências físicas, visuais
e auditivas;
 Estimular a eleição de representantes de turmas visando criar uma rede
permanente de diálogo, viabilizando assim canais mais ágeis de comunicação
entre o corpo discente e a Coordenação do Curso
 Realizar no mínimo 3 reuniões ordinárias por semestre com o Diretório
Acadêmico (DA) e o conjunto de representantes de turmas com o objetivo de
detectar problemas e buscar soluções para o bom andamento das atividades do
Curso; as reuniões devem ocorrer no início, no meio e no final de cada semestre,
sendo facultativa a existência de reuniões extraordinárias.
 Valorizar e estimular a representação estudantil como forma de participação
legítima nos diversos âmbitos de ações do Curso;
 Acompanhar o processo de inserção de novos estudantes através de ações e
atividades de acolhimento individual e coletivo
 Identificar problemas de ordem psicológica ou psicopedagógica que interfiram
na aprendizagem e propor encaminhamentos para solucionar eventuais
distúrbios.

O Núcleo de Apoio ao Discente (NAD) deve produzir uma regulamentação
específica que detalhe o Programa de Apoio ao Discente (PAD) que deve ser
aprovado por maioria simples do Colegiado de Curso. O Núcleo também deve
produzir um Plano Anual de Trabalho especificando ações e projetos a serem
executados em cada ano letivo, bem como um Relatório Anual de Atividades com
um balanço das atividades realizadas.

22. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
Com base na Resolução 01/2010 da Comissão Nacional de Avaliação da Educação
Superior (CONAES) e a Resolução Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL, o Núcleo Docente
Estruturante (NDE) é definido como um grupo de docentes, com atribuições acadêmicas
103

de acompanhamento, atuante no processo de concepção, consolidação e contínua
atualização do projeto pedagógico do Curso.

São atribuições do Núcleo Docente

Estruturante:
 contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do Curso de
Jornalismo
 zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;
 indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e
extensão, oriundas de necessidades da graduação, da evolução do mercado de
trabalho e afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do
curso.
 acompanhar e atuar no processo de concepção, consolidação, avaliação e
contínua atualização do Projeto Político Pedagógico do Curso.
 zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de
Jornalismo.

O NDE deve ser composto por membros de corpo docente do Curso que exerçam
liderança acadêmica, percebida na produção de conhecimentos na área, no
desenvolvimento do ensino e em outras dimensões entendidas como importantes pela
instituição, atuando no desenvolvimento do Curso. O NDE será constituído nos
seguintes termos:
 5 (cinco) professores pertencentes ao corpo docente do curso, eleitos
individualmente pelo Colegiado por maioria simples;
 ter pelo menos 3 de seus membros com titulação acadêmica obtida em
programas de pós-graduação stricto sensu;
 ter todos os membros em regime de trabalho de tempo parcial ou integral, sendo
pelo menos 2 membros em tempo integral.
 O mandato do NDE é de no mínimo 03 (três) anos, podendo haver recondução
ao cargo.

Atribuições e competências do coordenador do NDE:
 Após a nomeação dos 5 membros, o NDE constituído elegerá o seu coordenador
e vice-coordenador na primeira reunião de trabalho.
104

 O coordenador é responsável pela atividade executiva do Núcleo, pela
convocação de reuniões e pela comunicação formal com o Colegiado de Curso
 Convocar e presidir as reuniões, com direito a voto, inclusive o de qualidade,
voto extra decisivo em caso de empate nas votações;
 Encaminhar as propostas do NDE para o Colegiado e outras instâncias;
 Designar relator ou comissão para estudo de matéria a ser tratada pelo NDE;
 Designar um representante do NDE para secretariar e lavrar as atas.

Sobre a dinâmica e modo de funcionamento do NDE
 As reuniões do NDE só podem ter início com quórum mínimo de 3 membros
presentes;
 O NDE deverá reunir-se, ordinariamente, ao menos uma vez a cada bimestre e,
extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Coordenador, por dois
terços dos seus membros ou pelo Colegiado de Curso;
 Recomenda-se que o Coordenador do Curso faça parte do NDE colocando seu
nome à disposição para compor o Núcleo durante processo de eleição;
 Caso o Coordenador do Curso não seja membro eleito do NDE, o mesmo deverá
participar das reuniões do Núcleo tendo direito à voz, com o objetivo de se
estabelecer diálogo regular entre Coordenação do Curso e Núcleo Docente
Estruturante (NDE);
 A convocação de todos os seus membros é feita pelo Coordenador por e-mail ou
mediante aviso expedido pela Secretaria da Unidade Acadêmica, com pelo
menos 48 (quarenta e oito) horas úteis antes da hora marcada para o início da
sessão com a pauta da reunião;
 Somente em casos de reuniões extraordinárias poderá ser reduzido o prazo de
que trata o parágrafo anterior para 24 (vinte e quatro) horas, desde que todos os
membros do NDE tenham conhecimento da convocação e ciência das causas
determinantes da sessão;
 O Coordenador será substituído nas faltas e impedimentos pelo vicecoordenador ou, na ausência dos dois, pelo membro mais velho (em termos de
idade) do NDE;

105

 Diante da ausência não-justificada de qualquer membro do NDE por três
reuniões consecutivas, qualquer componente do Núcleo poderá solicitar ao
Colegiado do Curso a exclusão do faltante e eleição de um substituto;
 Em casos de licenças de qualquer membro por um período superior a 3 meses, o
Colegiado de Curso poderá eleger um membro para assumir interinamente o
cargo até o retorno do licenciado;
 As decisões do Núcleo serão tomadas por maioria simples dos presentes;
 Toda proposição que implique em mudanças no ordenamento curricular ou que
altere o Projeto Pedagógico precisa ser enviada primeiramente para o NDE que
emitirá um parecer e remeterá para avaliação do Colegiado do Curso;
 Toda proposição que implique em mudanças no ordenamento curricular ou que
altere o Projeto Pedagógico precisa ter a aprovação simples do Colegiado de
Curso, tendo o NDE um caráter consultivo e executivo neste processo.

23. AVALIAÇÃO

23.1 Avaliação da aprendizagem
A Avaliação da Aprendizagem está configurada respeitando o que estabelece o
estatuto da Universidade Federal de Alagoas e também se acrescenta outras direções
complementares. Deve obedecer, assim, os seguintes princípios e procedimentos:
 O Sistema de Avaliação é feito através de Avaliação Bimestral, em número de
02 (duas), por semestre letivo ou 04 (quatro) por ano letivo, TCC e Prova Final,
quando for o caso;
 Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio Curricular
Obrigatório, de acordo com o estipulado neste Projeto Político Pedagógico;
 A Avaliação da Aprendizagem deve ser executada em duas avaliações
bimestrais, que são chamadas respectivamente de Avaliação Bimestral 1 (AB1)
e Avaliação Bimestral 2 (AB2);
 Cada AB deverá ser limitada aos conteúdos desenvolvidos no bimestre, sempre
que possível;

106

 A Nota Final (média aritmética da AB1 e AB2) será resultante de mais de um
instrumento de avaliação, a saber: provas escritas, provas práticas, provas orais,
seminários;
 Em cada bimestre, o estudante que tiver deixado de cumprir um ou mais dos
instrumentos de avaliação terá sua nota na Avaliação Bimestral específica
calculada, considerando-se a média das avaliações programadas e efetivadas
pela disciplina;
 O estudante terá direito à Reavaliação se obtiver pontuação inferior a 7,0 em
uma das Avaliações Bimestrais, substituindo apenas aquela AB que obteve a
menor pontuação;
 A Reavaliação deve ser realizada no final de cada semestre;
 O estudante que obtiver Nota Final igual ou superior a 5,00 e inferior a 7,00
prestará Prova Final, que abrangerá todo o conteúdo da disciplina ministrada e
será realizada ao término do período letivo;
 Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final, em cada disciplina,
o aluno que alcançar Média Final igual ou superior a 5,5. A Média Final é a
média ponderada da Nota Final, com peso 6, e da Prova Final, com peso 4;
 Recomenda-se a valorização da assiduidade em sala de aula como elemento
complementar ao bom desempenho e avaliação do alunado;
 Recomenda-se que a Reavaliação tenha um grau de dificuldade em um patamar
maior em comparação às Avaliações Bimestrais no sentido de caracterizá-la
como uma opção de exceção e ao mesmo tempo no sentido de valorizar os
estudantes com boa performance nas avaliações regulares;
 O docente deve entregar o objeto avaliado, com marcações de avaliação, para o
estudante no intuito de que este possa identificar suas deficiências e méritos para
que o processo avaliativo cumpra sua função pedagógica;

23.2 Avaliação do ensino
Além da avaliação do ensino realizada pela direção da Universidade e por órgãos
formais do Ministério da Educação, o Curso também desenvolverá seu Programa
Interno de Avaliação do Ensino (Opinai).

O Programa deve ser regulamentado,

107

planejado e executado pela Comissão de Avaliação Interna (CAI). As constituições e
funcionamento do Opinai e da Ciaen deverão observar as seguintes diretrizes:
 A avaliação é processual, formativa, permanente, global, conduzida de forma
ética, útil, viável, precisa, transparente, respeitando a pluralidade de concepções,
métodos e processos de trabalho acadêmico;
 a avaliação é concebida como um processo de autoconhecimento e de prestação
de contas permanente com a sociedade;
 A Comissão Interna de Avaliação do Ensino (CAI) será constituída por 3
membros, sendo 1 docente do Curso indicado pelos professores membros do
Colegiado (como presidente); 1 discente indicado pelo Diretório Acadêmico
(DA); 1 servidor indicado pelos servidores membros do Colegiado, não havendo
impedimento de ser um representante dos servidores nesta instância.
 A Comissão tem a função de discutir, elaborar e propor o Programa Interno de
Avaliação do Ensino (Opinai), que deverá ser aprovado por maioria simples do
Colegiado de Curso;
 O Opinai é uma avaliação anual, cujos resultados devem ser amplamente
divulgados;
 O Opinai deve levar em conta os seguintes indicadores de avaliação: (a)
desempenho dos docentes em suas respectivas disciplinas ministradas ; (b)
produção científica dos docentes; (c) instalações e equipamentos laboratoriais.
 Outros indicadores de qualidade poderão ser acrescentados, devendo ser
justificados e metodologicamente testados como instrumentos de relevância
qualitativa;
 A avaliação do desempenho dos docentes deve ocorrer também através do
instrumento de sondagens de opinião aplicada ao corpo discente, no intuito de
dar voz e captar a percepção do aluno;
 A avaliação da produção científica deve ter como base nos parâmetros de
qualidade estabelecidos nacionalmente.

108

23.3 Avaliação do Projeto Pedagógico do Curso
O presente Projeto Pedagógico do Curso (PPC) deverá ser avaliado regulamente de
acordo com as seguintes diretrizes:
 O PPC será avaliado levando-se em conta simultaneamente duas dimensões
basilares: (a) quanto à sua atualidade (para averiguar se seus parâmetros
continuam válidos ou se necessitam de retificações devido à mudança de
cenários e; (b) quanto à sua aplicabilidade (para averiguar se seus princípios e
estipulações estão sendo devidamente executadas);
 A avaliação do PPC será realizada pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE)
através de relatório trienal, apresentado ao Colegiado de Curso e divulgado para
a comunidade acadêmica;
 A avaliação do PPC deve ser compreendida como instrumento de planejamento
para melhorias e bom funcionamento do Curso, visando a sua contínua melhoria
e qualificação.

24. CONDIÇÕES DE VIABILIZAÇÃO DO CURSO
24.1 Docentes
Atualmente o corpo docente efetivo do curso de Comunicação Social conta com 19
professores, sendo 11 doutores, 6 mestres e 2 especialistas (em ordem alfabética):

Dr. Almir Guilhermino da Silva - Possui graduação em Comunicação Social Habilitação Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (1982), mestrado em
Artes/Cinema pela Universidade de São Paulo (1988), doutorado em Letras/Literatura
brasileira pela Universidade Federal de Alagoas (2007) e pós-doutorado pela
Universidade do Minho, Portugal (2011). É professor associado I da Universidade
Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em
Comunicação Visual, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema, vídeo e sua
intersomiose

com

outras

expressões

artísticas

e

linguísticas

(almirguilhermino@gmail.com).

109

Msc. Andrea Moreira G. de Albuquerque- Mestre em Comunicação pela Universidade
Federal de Pernambuco (2004). Foi Editora, Produtora e Repórter Rede Globo de
Televisão; Repórter das Editorias de Política e Cidades, Repórter Especial do Jornal do
Comércio; Repórter e Produtora da TV Viva; Assessora de Comunicação do Instituto
Ação Empresarial pela Cidadania; Diretora de Redação da Assessoria de Imprensa da
Prefeitura do Recife; integrante da Assessoria de Comunicação da Fundação Joaquim
Nabuco e do Metrô do Recife. Em Alagoas, elaborou o Plano de Comunicação Social
do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Interessa-se pelos seguintes temas:
jornalismo, comunicação social, cidadania, direitos sociais, cidades e habitação de
interesse social, violência simbólica, tecnologia social e desenvolvimento. Integra o
grupo

de

pesquisa

Comunicação

e

Produção

de

Sentido

(COPS)

(jornalista_andreamoreira@yahoo.com.br).

Dr. Antônio Francisco de Freitas - Pós-Doutorado em Mídia e Educação, na Faculdade
de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE/UP - 2007).
Doutorado em Linguística (UFAL - 2002). Mestrado em Letras (UFAL - 1996).
Especialização em Língua Portuguesa (1994 - UFAL). Graduado em Comunicação
Social - Jornalismo, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP 1981). Professor adjunto do Curso de Comunicação Social - Jornalismo, UFAL. Líder
do Grupo de Pesquisa "Comunicação Multimídia - COMULTI". Vice-Coordenador do
Curso de Comunicação-UFAL (2009-2010). Atuação nas áreas de Comunicação,
Linguagem e Educação. Linhas de pesquisa: Jornalismo, Gêneros midiáticos, Retórica
jornalística, Educomunicação, Discurso da mídia, Mídias e Educação e Processos de
significação ( paripueira12@yahoo.com.br ).

Dr. Carlos Alberto de Gusmão - É Doutor em Ciências da Comunicação pela
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) com tese de doutorado intitulada
"Contribuições da perspectiva sistêmica de Luhmann para a análise da midiatização: o
caso do Big Brother Brasil". Mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com dissertação intitulada "Os Novos Espaços
Tempos de Produção de Sentido da Contemporaneidade".

Atualmente é professor

associado I do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas
(carlosdegusmao@terra.com.br),

110

Msc. Clayton Antônio Santos - Doutorando e mestre (2003) em Ciências Sociais pela
PUCSP, possui graduação em Comunicação Social/Jornalismo (1999) e especialização
em Docência no Ensino Superior pela UFAL (2000). Foi repórter da TV Gazeta afiliada à Rede Globo em Alagoas (1999), gerente de atendimento do Grupo CDN Comunicação Corporativa (2000/04), professor substituto da UFAL (2005/07),
professor da ESAMC/Faculdade Maurício de Nassau (2004/08) e da pós-graduação do
CESMAC/AL (2006/07). É repórter de televisão do IZP/TVE Alagoas especializado em
jornalismo científico (apresentador do programa Conhecer), Consultor do SEBRAE/AL,
Assessor e Consultor em Projetos de Relacionamento e Comunicação Integrada e
Professor da UFAL, instituição na qual também atua como membro da Assessoria de
Intercâmbio Internacional (ASI) e como Assessor Técnico do Gabinete do Reitor
(contato@claytonsantos.com.br).

Msc. Érico Melo de Abreu - Jornalista, graduado em Comunicação Social pela
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e mestre em Comunicação e Cultura pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Gestão Empresarial
pela Ufal (2002) e em Gestão da Comunicação Organizacional (MBC-Master Business
Communications) pela USP/Banco do Brasil. Pesquisador do grupo Intermídia/CNPq.
Professor assistente da Universidade Federal de Alagoas. Experiência em Jornalismo,
Rádio, Assessoria de Comunicação e Mídias Digitais. Atualmente tem como foco de
estudo o webjornalismo e as redes sociais (ericoabreu@uol.com.br).

Dr. Jean-Charles Jacques Zozzoli - Graduado em Propaganda e Marketing (UFC,
França); Especialista em Linguística e Comunicação (UFAL); Mestre em Multimeios
(UNICAMP); Doutor em Ciências da Comunicação (USP); Pós-Doutor em Ciências da
Informação e da Comunicação: Comunicação das Empresas e das Instituições (CELSA
Paris-Sorbonne, França). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em
Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Marketing. Na França, trabalhou em
agências de propaganda nos serviços de planejamento e criação. No Brasil, entre outras
atividades, foi Coordenador do Grupo de Pesquisa Publicidade e Propaganda da
INTERCOM de 2007 a 2010 e é atualmente Professor Associado IV na UFAL, Diretor
Científico da Associação Brasileira de Pesquisadores em Publicidade (ABP2), Membro
da Diretoria da Associação Internacional de Investigadores em Branding (Observatório

111

de marcas) e líder do Grupo Interdisciplinar de Estudos da Marca e suas Interfaces
(GIEMI). Suas pesquisas, palestras e publicações focalizam principalmente a marca,
suas

comunicações

e

o

consumo

sígnico

na

perspectiva

da

autopoiese.

(jczoz@uol.com.br).

Dr. José Aloísio Nunes de Lima - Possui graduação em Comunicação Social pela
Universidade Federal de Pernambuco (1981), mestrado em Comunicação e Semiótica
pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990) e doutorado em
Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998).
Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência
na área de Letras, com ênfase em Letras, atuando principalmente nos seguintes temas:
comunicação. jornalismo e assessoria de comunicação,

pedagogia, jornalismo,

semiótica, comunicação, concretismo visualidade Edgard Braga e relações públicas e
religião (nunes.aloisio@uol.com.br).

Esp. José Regis Barros Cavalcante - Possui graduação em Direito e também
graduação em Comunicação Social, ambas pela Universidade Federal de Alagoas
respectivamente obtidos em 1979 e 1988. É professor efetivo do curso de Comunicação
Social da UFAL, ministrando disciplinas referentes à História do Jornalismo,
radiojornalismo e assessoria de imprensa. Atualmente desenvolve pesquisa de mestrado
em Administração pela Universidad Americana. Tem experiência com jornalismo
televisivo e assessoria de comunicação. Foi secretário Municipal da Educação,
secretário Municipal da Criança e Adolescente. Também desenvolveu atividades
parlamentares como vereador na Câmara Municipal de Maceió e Deputado Federal por
Alagoas (regis2323@uol.com.br).

Dr. José Wagner Ribeiro - Possui graduação em Publicidade e Propaganda Faculdades Integradas Hélio Alonso (1981), mestrado em Jornalismo pela Universidade
de São Paulo (1990), Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro (2000). Possui Pós-Doutorado pela Universidade do Minho/Portugal (2011)
Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência
na área de Comunicação, com ênfase em rádio, tv, história dos meios e comunicação e
comunicação e religião. Atualmente é professor Associado III do curso de Comunicação
Social da Ufal (josewagnerribeiro@bol.com.br).
112

Drª. Janayna Ávila -

Doutora (2009) e mestre (2003) em Letras, graduada em

Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo (1998), pela Universidade Federal
de Alagoas. Foi assessora de comunicação do Sesc Alagoas (1998 a 2010), professora
dos cursos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda do Cesmac (2002 a 2007),
repórter e editora de Cultura (Caderno B) do jornal Gazeta de Alagoas (2006 a 2010) e
professora da pós-graduação em Comunicação e Marketing do Cesmac (2011). Desde
2010 é coordenadora editorial da Imprensa Oficial Graciliano Ramos e editora da
revista cultural Graciliano. Professora da Ufal desde 2013, onde leciona as disciplinas
Fotografia, Fotojornalismo, Comunicação e Cultura Visual 2 e Edição em Mídia
Impressa. Tanto no mestrado quanto no doutorado, pesquisou as relações entre a
construção do espaço crítico na imprensa alagoana e o debate sobre identidade cultural
(janaynaavila@hotmail.com).

Esp. Luiz Dantas Vale - Possui especialização pela Universidade de São Paulo (1984).
Experiência profissional e atuação na área de marketing e publicidade. Atualmente é
professor especialista no curso de Comunicação Social da Universidade Federal de
Alagoas (Ufal). Leciona em cadeiras referentes a áreas como Comportamento e Defesa
do Consumidor, Endomarketing, Administração e Marketing em Comunicação
(luiz.dantas@terra.com.br).

Msc. Manoella Maria das Neves - Possui graduação em Comunicação Social pela
Universidade Federal de Alagoas (1999) e mestrado em Comunicação e Informação
pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Professora Assistente da
Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Comunicação, atuando
principalmente nos seguintes temas: comunicação e política, relações públicas,
administração pública, marketing e publicidade (manoellaneves@hotmail.com).

Drª. Magnolia Rejane dos Santos - Possui graduação em Letras pela Universidade
Federal de Pernambuco (1980), graduação em Comunicação Social - Habilitação em
Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (1983), mestrado em Letras pela
Universidade Federal de Pernambuco (1988) e doutorado em Comunicação e Semiótica
pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996). Atualmente é professora
associada I do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas. Tem
113

experiência na área de Comunicação, com ênfase em Semiótica, atuando principalmente
nos seguintes temas: semiótica, jornalismo digital, jornalismo literário e divulgação
científica. Coordenadora da Agência de Notícias Online Ciênci@lagoas/CNPq/UFAL,
que

faz

divulgação

cientítifca

em

Alagoas

e

na

Região

Nordestina

(magnoliasantos@hotmail.com).

Msc. Ricardo Coelho de Barros - formado em Comunicação, com habilitação em
Jornalismo pela UFAL, e em Direito no CESMAC. É professor da UFAL desde 1990 e
trabalha com as disciplinas Legislação e Ética em Jornalismo e Relações Públicas,
Assessoria de Comunicação, Mídia e Eleições, Mídias Alternativas, Oficina de
Jornalismo Impresso e Edição em Mídia Impressa. Ricardo é mestre pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro, em Comunicação e Cultura. Atualmente está cursando
Doutorado na Universidade Nacional de Lomas de Zamorra na Argentina, pesquisando
a Legislação daquele País sobre a concessão das Mídias Eletrônicas. Sua área de
concentração é Direito á Informação e ética na Mídia (rcb13@globo.com).

Dr. Ronaldo Bispo dos Santos - possui graduação em Jornalismo pela Universidade
Federal de Pernambuco (1992), mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (1999) e doutorado em Comunicação e Semiótica
pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004). Atualmente é professor
Associado I da Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Estética
da Comunicação, com ênfase em Ciências Cognitivas, atuando principalmente nos
seguintes temas: experiência estética e neurociências, formação do gosto, evolução
cultural, recepção midiática, superação da dualidade cultura/biologia, relação
sentimento/forma e arte/natureza (ijabutre@yahoo.com.br).

Dr. Ruy Matos e Ferreira - possui graduação em comunicação social pela Universidade
Federal de Pernambuco, mestrado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco
e doutorado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor da
Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência na área de Letras e comunicação
social, com ênfase em literatura brasileira contemporânea, atuando principalmente nos
seguintes temas: literatura e cultura de massa, literatura e processos midiáticos,
literatura angolana (dibruy@hotmail.com) .

114

Dr. Sivaldo Pereira da Silva - PhD em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela
Universidade Federal da Bahia, com estágio doutoral na University of Washington
(EUA). Mestre em Comunicação pela UFBA. Possui pós-doutorado no Centro de
Estudos Avançados em Democracia Digital e Governo Eletrônico (CEADD), PoscomUFBA. Produção e pesquisa nas áreas de comunicação e democracia; democracia
digital; mídia e direitos humanos; políticas públicas e regulação da comunicação;
opinião pública e jornalismo. Foi pesquisador visitante no Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA); consultor ad hoc da Unesco para aplicação de indicadores
de desenvolvimento da mídia no Brasil. Também desenvolveu estudos apoiados pelo
Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e Fundação Ford. Atualmente é professor
adjunto do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
e professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de
Brasília (UnB) (sivaldop@decos.ufal.br).

Também faz parte do atual corpo docente do Curso de Comunicação o professor Msc.
Stefani Brito Lins

24.2 Técnicos
Estão lotados nas dependências do Curso de Jornalismo uma equipe técnica
composta por 10 servidores concursados. A seguir têm-se a listagem (em ordem
alfabética) com a respectiva função:
Benedita Cícera dos Santos – Auxiliar Administrativo
Gedalva Inácio da Silva – Assistente Administrativo
Polyana Tenório de Freitas – Assistente Administrativo
Izaías Barbosa de Oliveira – Operador de Câmera/Laboratório de telejornalismo
José Pires de Araújo Filho – Operador de Câmera/Laboratório de telejornalismo
Josenilda Almeida Cavalcante – Técnica em Assuntos Educacionais
Marcos Aurélio Correia – Técnico Artes Gráficas
Paulo Gustavo de Amorim Celerino – Editor de Imagem/Laboratório de telejornalismo
Rosileide Freire de Lima Gouveia – Assistente Administrativo
Valdecy Bento dos Santos – Auxiliar Administrativo
115

Além do corpo técnico efetivo listado, o Curso também conta com prestadores
de serviço sendo 1 Técnico de Som/Laboratório de Rádio e 2 profissionais de serviços
gerais.

24.3 Infraestrutura e instalações
O curso de Jornalismo funciona atualmente em prédio próprio, denominado de COS
(antigo Departamento de Comunicação Social) dividindo as instalações com o Curso de
Relações Públicas. Para atividades de aula, o Curso de Jornalismo tem a sua disposição
21 salas, sendo:
 11 localizadas no prédio do COS (dentre salas tradicionais e laboratórios);
 5 no prédio denominado Bloco 13, localizado a 100 metros do COS, com
características multidisciplinar que abrange várias disciplinas de diferentes áreas
(salas de aula)20.
 5 no prédio do Centro de Tecnologia (CTEC)21, também localizado a
aproximadamente 100 metros do COS (salas de aula).

Especificamente no prédio do COS, as salas e laboratórios estão divididos da
seguinte forma:
Sala no. 03 - Laboratório de informática e Redação Lincs I;
Sala no. 04 - Laboratórios de Informática e Redação Lincs II
Sala no. 05 – Sala de aula
Sala no. 06 – Laboratório de Informática e Redação Lincs III
Sala no. 13 - Sala de aula
Sala no. 14 - Sala de aula
Sala no. 15 – Laboratório de informática e Redação Lincs IV;
Sala no. 16 – Sala de Recursos Audiovisuais (RAV);
Sala no. 17 - Laboratório de Audiovisual (Telejornalismo);
20
21

Identificação das salas utilizadas: salas 201, 202, 203, 204 e 205
Identificação das salas utilizadas: salas 01; 02; 04; 05 e 06.

116

Sala no. 18 - Laboratório de Multimeios
Sala no. 23 - Laboratório de Áudio (Radiojornalismo)

Além das salas e laboratórios, o prédio do COS ainda comporta outras instalações com
funções diversas:
Sala no. 01 - Cantina;
Sala no. 02 - Núcleo de Pesquisa, Extensão e Estudos Midiáticos (Nemi);
Sala no. 07 - Diretório acadêmico Freitas Neto (DAFN);
Sala no. 08 - Secretaria do Curso
Sala no. 09 - Sala de Pesquisa I;
Sala no. 10 - Sala de pesquisa II;
Sala no. 11 - Sala dos Professores;
Sala no. 12 - Coordenação do Curso
Sala no. 19 - Copa e Serviços Gerais;
Sala no. 20 - Estoque de Limpeza;
Sala no. 21 e 22 - Núcleo de Pesquisa em Comunicação (Nepec).

24.4 Recursos materiais e equipamentos
O Curso de Jornalismo dispõe atualmente de 105 computadores e duas impressoras
multifuncionais. No tocando a recursos para audiovisual, no total possui hoje 13
aparelhos de televisão de 42’’ sendo todos eles de tela plana e que estão instalados em
todas as salas do prédio para auxiliar os professores nas aulas. O COS possui 25
aparelhos de data-shows para atividades de sala de aula e laboratoriais.
No laboratório de Áudio (Rádio) existem equipamentos de gravação e edição de
áudio: 1 mesa console/mesa mix da marca Sony (mesa de som utilizada para um estúdio
de rádio); 2 computadores; 1 date (gravador); 1 receive (amplificador da mesa de som);
1 caixa de som (da marca Sony) e 2 microfones.
Já no laboratório de telejornalismo dispõe atualmente de 2 câmeras filmadoras, 3
mesas de corte de vídeo (edição audiovisual); 2 computadores; 1 aparelho de TV e 5
monitores para edição de vídeo.

117

REFERÊNCIAS

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Janeiro: Elsevier, 2006.
BRAGA, José Luiz. A sociedade enfrenta sua mídia: dispositivos sociais de crítica
midiática. São Paulo: Paulus, 2006.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução n. 1, de 27 de setembro de 2013.Institui as
Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo,
bacharelado, e dá outras providências. Brasília: Câmara de Educação Superior do
Conselho Nacional de Educação. Diário Oficial da União Nº 190, seção 1, p. 26, 1 de
outubro de 2013.
______. Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a educação ambiental,
institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília:
Diário Oficial da União de 28 de abril de 1999. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm >
_______. Lei 10436 de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União (DOU) de 25 abril de
2002. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm >
_______Decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da
Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília: Diário Oficial da União (DOU) de
23 de dezembro de 2005. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm >
BRIGGS, Asa & BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutemberg à
Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.
FADUL, Anamaria. A ação pedagógica na escola de comunicação (notas para uma
reflexão). In: MELO, José Marques de et al (Org.). São Paulo: Cortez & Moraes:
Intercom, 1979.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
HONLFELDT, Antonio; VALLES, Rafael R. Conceito e história do jornalismo
brasileiro na “Revista de Comunicação”. Porto Alegre : Edipucrs, 2008.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
LIMA, Venício. A Comunicação e cultura: as ideias de Paulo Freire. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1981.

118

MAYER-SCHONBERER, Viktor; CUKIER, Kenneth. Big Data: como extrair volume,
variedade, velocidade e valor da avalanche de informação cotidiana. Rio de Janeiro:
Editora Campus, 2013.
MEDITISCH, Eduardo. Paulo Freire e o estudo da mídia: uma matriz abortada.
Florianópolis: UFSC, 2005. Disponível em:
<www.jornalismo.ufsc.br/departamento/eduardo-meditsch.html>. Acesso em 11 dez.
2005.
MORAES, Déborah Morgana Santos; MACEDO, Pollyana Monique Chicuta.
Diagnóstico e proposta de solução de problemas relacionados ao curso de
Comunicação Social a partir da análise de suas fragilidades comunicativas. 2013. 147
f. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Maceió: Universidade Federal de Alagoas.
THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia.
Petrópolis: Editora Vozes, 2011
UFAL. Universidade Federal de Alagoas. Projeto Pedagógico do Curso de
Comunicação Social Habilitações: Jornalismo e Relações Públicas (Versão Revisada E
Atualizada). Maceió: Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes, 2007
UFAL. Universidade Federal de Alagoas. Estatuto e Regimento da UFAL: portaria Nº
4.067, de 29 de dezembro de 2003 .Maceió: Ufal, 2006.
UFAL. Universidade Federal de Alagoas. Resolução Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL, de
05 de novembro de 2012. Institui o Núcleo Docente Estruturante (NDE) no âmbito dos
cursos de graduação da UFAL. Maceió: Conselho Universitário (Consuni), 2012.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Modelo curricular da Unesco para o Jornalismo. Brasília: Unesco, 2010.

119