Cartilha Visibilidade Trans e Travesti (2026) - Universidade Federal de Alagoas

A cartilha promove o conhecimento sobre identidades de gênero diversas, com foco em homens e mulheres trans, pessoas transmasculinas, travestis e não-binárias. Discute questões como o uso de pronomes, nome social, linguagem neutra, interseccionalidade (gênero, raça, deficiência e idade), e oferece dicas para promover respeito e inclusão.

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                    CARTILHA

VISIBILIDADE
TRANS E TRAVESTI

Conteúdo:

Reitor: Josealdo Tonholo
Vice-reitora: Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Pró-reitores: Eliane Barbosa da Silva (Prograd), Iraildes Pereira
Assunção (Propep), Cézar Nonato Bezerra Candeias (Proex),
Alexandre Lima Marques da Silva (Proest), Wellington da Silva Pereira
(Progep) e Jarman da Silva Aderico (Proginst)
Revisão de conteúdo: Walter Matias Lima (Coordenador de PósGraduação).
Organização: José Mário Victor
Coordenação de Pós-Graduação)

Omena

Araújo

(Bolsista

da

APRESENTAÇÃO
A cartilha Visibilidade Trans e Travesti é um material educativo
desenvolvido para ampliar o entendimento sobre as diversas
identidades de gênero, com ênfase nas vivências de pessoas trans e
travestis. O conteúdo oferece informações fundamentais e orientações
práticas que incentivam o respeito, a inclusão e o apoio a travestis,
homens trans, pessoas transmasculinas e mulheres trans em
diferentes contextos sociais.
No Brasil, o Dia da Visibilidade Trans é celebrado em 29 de janeiro,
uma data significativa que remonta à campanha "Travesti é Respeito",
lançada em 2004 e considerada um marco na luta pelos direitos dessa
população. No entanto, o respeito às pessoas trans deve transcender
as celebrações pontuais, sendo cultivado diariamente como parte de
uma postura que promove uma sociedade mais equitativa e
acolhedora.
A conscientização contínua desempenha um papel crucial na
desconstrução de preconceitos, garantindo que milhões de pessoas
trans no Brasil tenham sua dignidade valorizada e seus direitos
plenamente assegurados.

GLOSSÁRIO DAS
IDENTIDADES TRANS
Atualmente, a diversidade de identidades de gênero tem conquistado
maior visibilidade e reconhecimento, possibilitando que as pessoas se
expressem de maneira autêntica, sintam-se à vontade consigo
mesmas e criem conexões significativas para compartilhar suas
vivências. O conceito de gênero está relacionado às características
socialmente
construídas,
como
representações,
papéis
e
comportamentos que cada indivíduo adota para se identificar e ser
reconhecido na sociedade.
É importante destacar que o gênero não se restringe às características
biológicas, mas é composto por um conjunto de atributos que refletem
a identidade de cada pessoa. A identidade de gênero diz respeito ao
gênero com o qual uma pessoa se identifica, podendo ou não coincidir
com aquele designado no nascimento. Exemplos de identidades de
gênero incluem cisgênero, transgênero e não-binário, entre outras,
cada uma representando formas únicas de vivenciar e expressar o
próprio ser.
A experiência de gênero é profundamente pessoal e varia
significativamente de indivíduo para indivíduo. Não há uma norma
universal que determine como alguém deve identificar ou expressar
seu gênero, sendo igualmente válida a escolha de não defini-lo.
Respeitar a autonomia de cada pessoa nesse processo é essencial,
evitando impor rótulos, padrões ou expectativas que possam
deslegitimar suas vivências.
Criar um ambiente acolhedor, pautado na empatia e no respeito à
diversidade, é indispensável para que todos se sintam valorizados em
sua singularidade. Reconhecer e respeitar as múltiplas formas de
vivenciar o gênero é um passo essencial para promover a inclusão e
garantir a dignidade de todas as pessoas.

ALGUMAS IDENTIDADES TRANS POSSÍVEIS:

Transgênero: Termo amplo que abrange pessoas cuja identidade
de gênero difere do gênero atribuído ao nascimento, incluindo
homens trans, mulheres trans, travestis, pessoas não binárias,
transmasculinas e transexuais. A identidade de gênero é pessoal e
distinta do sexo biológico ou da orientação sexual. Respeitar
terminologias e preferências individuais é essencial para promover
inclusão e valorizar a diversidade humana.
Trans: É uma abreviação de transgênero, utilizada para se referir
a homens e mulheres trans. Amplamente reconhecido em
contextos acadêmicos, sociais e de militância, facilita a
comunicação e promove inclusão. Seu uso correto e respeitoso
valoriza identidades trans e reforça a importância de
reconhecimento e representatividade na sociedade.
Homem trans: É alguém que se reconhece com gênero diferente
ao que lhe foi posto ao nascer, identificando-se como pessoas
transmasculina. Essa identidade reflete uma compreensão pessoal
e genuína, independente do sexo atribuído ao nascimento e de
possíveis transições sociais, hormonais ou cirúrgicas. Respeitar e
reconhecer a identidade de homens trans é essencial para
promover inclusão, dignidade e direitos humanos, permitindo que
vivam plenamente de acordo com quem são.
Pessoa transmasculina: É quem não se identifica com o gênero
atribuído no nascimento e se reconhece como transmasculina.
Podem se identificar como homens ou não, dependendo da
vivência e percepção de gênero. Independente disso, é importante
tratá-las no gênero masculino, respeitando sua identidade e
promovendo um ambiente inclusivo. O respeito à identidade de
gênero é crucial para assegurar seus direitos e dignidade,
alinhando-se aos princípios de igualdade e diversidade.

Mulher trans: É uma pessoa cuja identidade de gênero difere do
sexo designado ao nascimento, identificando-se como mulher.
Essa identificação reflete uma compreensão interna e pessoal,
independente de características biológicas. A identidade de gênero
é um aspecto fundamental da experiência humana e deve ser
respeitada em todas as suas formas. Reconhecer as mulheres
trans como parte integral da sociedade é essencial para promover
igualdade, dignidade e inclusão. Compreender e respeitar essa
identidade contribui para a criação de ambientes mais acolhedores
e livres de preconceitos, onde todos possam viver com
autenticidade e segurança.
Travesti: É uma identidade de gênero que se refere a pessoas que
se reconhecem como tal, independentemente de terem realizado
procedimentos cirúrgicos ou estéticos. Inseridas no espectro das
feminilidades, as travestis devem ser tratadas no gênero feminino,
respeitando sua autodeclaração e identidade. O termo possui
raízes históricas e culturais significativas, especialmente em
contextos latino-americanos, adquirindo diferentes nuances ao
longo do tempo. É fundamental compreender e respeitar essa
identidade como parte da diversidade de expressões de gênero,
promovendo inclusão e dignidade.
Pessoa trans não-binária: É quem possui uma identidade de
gênero distinta daquela atribuída ao nascimento, não se
encaixando nas categorias tradicionais de masculino e feminino.
Essa identidade reflete uma vivência que vai além das normas
rígidas de gênero, permitindo uma ampla diversidade de
expressões e compreensões sobre o que significa ser e existir em
relação ao gênero. É essencial respeitar e reconhecer essas
identidades, utilizando os pronomes e nomes com os quais a
pessoa se identifica, promovendo um ambiente inclusivo e
acolhedor. O reconhecimento das pessoas trans não-binárias é
vital para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária,
valorizando e compreendendo a diversidade em sua plenitude.

Pessoa intersexo: Refere-se a indivíduos que nascem com
características biológicas sexuais que não se encaixam nas
definições tradicionais de corpos masculinos ou femininos. Essas
características podem incluir genitália ambígua, variações
cromossômicas ou outras particularidades que não correspondem
ao binário masculino/feminino. É importante destacar que a
intersexualidade é uma condição natural e que as pessoas
intersexo possuem direitos fundamentais, incluindo o direito à
autodeterminação e à integridade corporal. O reconhecimento e a
compreensão dessa diversidade são cruciais para a construção de
uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

As classificações discutidas são importantes para promover respeito e
compreensão em relação às pessoas trans, mas é crucial entender que
seus significados podem variar com base nas experiências individuais
de cada pessoa. Portanto, é essencial abordar essas questões com
sensibilidade, ouvindo e respeitando como cada indivíduo se identifica.
Essa abordagem contribui para um ambiente mais inclusivo,
valorizando as vivências únicas e evitando generalizações ou
interpretações rígidas.
Respeitar a identidade de gênero de cada pessoa é fundamental para
promover inclusão e dignidade. Assumir o gênero de alguém apenas
com base na aparência pode gerar desconforto e desrespeito. O
caminho mais eficaz para evitar equívocos é o diálogo aberto e
respeitoso, aliado a um genuíno interesse em compreender e acolher
as escolhas e expressões de cada pessoa. Ao priorizar o respeito e a
empatia, criamos espaços mais seguros e acolhedores, onde todos se
sintam valorizados e representados.

CISGENERIDADE:
”Se você se identifica com o gênero que lhe foi designado em seu
nascimento, você é cis [abreviação de cisgênero].”
Beatriz Pagliarini Bagagli, doutora e pesquisadora trans.

Mulher cisgênero, ou simplesmente mulher cis, é o termo utilizado para
descrever uma pessoa que se identifica com o gênero feminino
atribuído a ela no nascimento. Da mesma forma, homem cisgênero, ou
homem cis, refere-se à pessoa que reconhece o gênero masculino
atribuído ao nascimento. Esses conceitos fazem parte de uma
terminologia mais ampla relacionada à identidade de gênero, que
busca descrever de maneira precisa como os indivíduos se percebem
em relação ao gênero.
É importante ressaltar que esses termos não se referem à orientação
sexual, mas à identificação de gênero, que é uma dimensão distinta e
igualmente relevante para a compreensão da diversidade humana.
O termo "cisgênero" tem se destacado nas discussões
contemporâneas sobre identidade de gênero, refletindo avanços no
entendimento e no respeito às diversidades. No entanto, essa
visibilidade não surgiu espontaneamente; é o resultado de décadas de
luta, resistência e organização de pessoas trans e travestis, tanto no
Brasil quanto em outros países. Essas comunidades enfrentaram
diversos desafios para educar a sociedade e reivindicar direitos
básicos, promovendo debates que são fundamentais para a construção
de uma sociedade mais inclusiva e informada. Reconhecer esse
histórico é essencial para valorizar as conquistas alcançadas e seguir
avançando rumo à equidade e respeito a todas as identidades.

O QUE É CISGÊNERO:
A categoria cisgênero, inicialmente concebida por pessoas trans na
década de 1990, foi adaptada e ressignificada para o contexto
brasileiro ao longo da primeira década do século XXI. Esse processo
envolveu debates públicos promovidos por ativistas, pesquisadoras
trans e travestis, que tiveram um papel crucial na disseminação e
construção do conceito. Esses diálogos aconteceram em diversos
espaços, como universidades, plataformas digitais e veículos de
imprensa, permitindo uma reflexão crítica e contextualizada sobre
questões de identidade de gênero no Brasil. Esse esforço ajudou a
ampliar a compreensão sobre as dinâmicas de gênero e fomentou
discussões mais inclusivas e informadas na sociedade brasileira.
Acesse o texto completo O Que É Cisgênero? (2014) escrito pela Beatriz P. Bagagli.

O termo "cisgênero" tem origem no prefixo latino "cis", que significa
"deste lado", e foi criado como contraponto ao termo "transgênero".
Essa nomenclatura surgiu para substituir expressões como
"homem/mulher biológico" ou "homem/mulher normal", que
carregavam conotações excludentes e reforçavam a ideia de que
apenas pessoas cis seriam legítimas ou normais. A introdução do
conceito de cisgênero foi um marco importante para as lutas trans, pois
contribuiu para a desconstrução de percepções equivocadas e para a
validação das vivências trans como igualmente legítimas e humanas.
Segundo Hailey Kaas, pesquisadora e ativista trans, essa mudança
permitiu avançar na compreensão de que tanto pessoas trans quanto
cis compartilham a mesma humanidade, sendo ambas "feitas de carne
e osso",
“o uso do termo cisgênero inaugura um projeto de
visibilidade social que procura elevar as pessoas trans ao
mesmo status de humano das pessoas não-trans
(cisgêneras)”.
Acesse o texto completo O Que é Transfeminismo?
Uma breve introdução. (2015) escrito pela Hailey Kaas.

EXISTÊNCIAS TRANS E
INTER-RELAÇÕES:
A comunidade trans e travesti é diversa, com experiências únicas e
várias formas de vivência. É importante entender que fatores como
raça, gênero e idade desempenham um papel central na
interseccionalidade dessas vivências, intensificando desigualdades e
discriminações. Por exemplo, pessoas trans negras enfrentam uma
dupla marginalização devido ao racismo estrutural e à transfobia.
Mulheres trans e travestis sofrem com o machismo, que se soma a
outras opressões, e jovens ou idosos podem enfrentar barreiras
relacionadas à idade.
Essas intersecções destacam a necessidade de abordagens
interseccionais nas políticas públicas e iniciativas de inclusão,
garantindo que todas as dimensões da discriminação sejam
consideradas para promover equidade e respeito à diversidade.
A discriminação baseada na identidade de gênero, quando combinada
com outras formas de opressão como racismo, sexismo ou
capacitismo, exemplifica o conceito de interseccionalidade, que explora
como diferentes sistemas de desigualdade se cruzam e afetam
indivíduos de maneiras únicas. Pessoas trans enfrentam desafios
específicos que requerem abordagens inclusivas e interseccionais para
combater a discriminação em todas as suas formas. Reconhecer essas
dinâmicas é essencial para a criação de políticas e práticas sociais que
respeitem a diversidade e garantam direitos iguais para todos.

RAÇA E ETNIA:
A interseção entre identidades trans e questões de raça e etnia possui
uma relevância histórica significativa. O termo "travesti", por exemplo,
surgiu para descrever pessoas com corpos femininos designados
masculinos ao nascer. Muitas dessas pessoas também pertencem a
grupos racializados, como negros e indígenas. Essa sobreposição de
marcadores sociais evidencia como as opressões de gênero e raça
frequentemente se entrelaçam, criando camadas adicionais de
exclusão e vulnerabilidade.
Estudos e dados mostram que pessoas trans e travestis enfrentam
altos índices de preconceito e violência, com esses desafios sendo
ainda mais agudos entre aquelas que são negras ou indígenas. Em
2021, 81% das vítimas de homicídios de pessoas trans no Brasil eram
negras, conforme levantamento da Associação Nacional de Travestis e
Transexuais (ANTRA). Esses números destacam a necessidade
urgente de políticas públicas e ações sociais que combinem
abordagens inclusivas e considerem as especificidades raciais e
étnicas, promovendo segurança e igualdade para pessoas trans em
situação de vulnerabilidade.
GÊNERO:
O conceito de gênero vai além da divisão tradicional entre homens e
mulheres, incluindo uma diversidade de identidades como homens
trans, mulheres trans, pessoas transmasculinas, travestis e outras
expressões de gênero. Essas identidades são únicas, cada uma com
suas próprias vivências e desafios. Ao discutir mulheres e homens, é
importante considerar especificidades como raça, etnia e identidade de
gênero, promovendo um entendimento mais amplo para respeitar e
incluir todas as formas de expressão na sociedade.

IDADE:
A interseção entre identidades de gênero trans e travestis e a idade
apresenta desafios significativos. Muitas dessas pessoas enfrentam
discriminação e violência, resultando em uma expectativa de vida
reduzida. Além disso, aqueles que superam essas barreiras enfrentam
dificuldades na velhice, como falta de aposentadoria ou benefícios,
pois muitas não tiveram acesso a empregos formais ao longo da vida.
Também enfrentam a ausência de apoio familiar, frequentemente
devido ao abandono por suas famílias após assumirem suas
identidades. Esses fatores mostram a necessidade urgente de políticas
públicas inclusivas que ofereçam suporte financeiro, habitacional e
social para pessoas trans e travestis em todas as fases da vida,
especialmente na terceira idade.
DEFICIÊNCIAS:
As vivências de pessoas trans com deficiência enfrentam barreiras
significativas devido à interseção da transfobia com o capacitismo, o
que agrava os desafios no acesso a serviços, oportunidades de
emprego e inclusão social. Essa dupla discriminação exclui
socialmente essas pessoas, tornando difícil a aceitação e o respeito
por suas identidades. É essencial promover políticas públicas
inclusivas e ações educativas que combatam preconceitos, garantindo
igualdade de acesso a direitos e serviços. Reconhecer e respeitar essa
diversidade é um passo fundamental para construir uma sociedade
mais justa e acessível para todos.

DICAS
Respeitar travestis e pessoas trans é essencial para promover inclusão
e dignidade. Isso envolve o uso correto de pronomes e nomes sociais,
a escuta ativa e a desconstrução de preconceitos. É fundamental criar
espaços seguros e educar continuamente sobre questões de gênero
para construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Abaixo apresentamos algumas dicas práticas para que você possa
avançar nesse aprendizado:
Nome Social: A legislação brasileira permite a retificação de
nomes para pessoas trans, mas ainda há muitas que não
conseguiram realizar essa mudança. Para essas pessoas, o nome
social é fundamental, pois reflete sua verdadeira identidade de
gênero. Respeitar o nome social ou o nome retificado é uma
questão de dignidade e reconhecimento, promovendo inclusão e
combatendo discriminação.
Linguagem Neutra: Algumas pessoas trans, travestis e nãobinárias podem optar por pronomes neutros como "ile/dile" ou
"elu/delu". No entanto, a comunicação em linguagem neutra deve
ser usada apenas ao se referir diretamente à pessoa ou a ela
mesma. Respeitar essa escolha é essencial para um ambiente
inclusivo e acolhedor.
Processo de Transição: A transição de gênero é um processo
único e diverso, refletindo as diferentes experiências e formas de
expressão de identidade. Não existe um único padrão, e as
escolhas variam amplamente, dependendo das preferências
individuais, limitações financeiras, acessibilidade a cuidados
médicos ou condições de saúde. Respeitar as particularidades de
cada trajetória é essencial para promover uma compreensão
inclusiva e sem julgamentos sobre a vivência de cada pessoa.

É importante respeitar a privacidade e individualidade de pessoas
trans, evitando perguntas ou comentários invasivos que possam
causar desconforto. Questões sobre o corpo, histórico médico,
procedimentos futuros ou nome anterior são pessoais e devem ser
abordadas apenas com consentimento. Manter uma postura respeitosa
e empática é fundamental para criar um ambiente seguro e acolhedor,
valorizando e respeitando a identidade de cada pessoa.

PARA SABER MAIS:
SÉRIES E FILMES:
Laerte-se (2017) - Netflix - Documentário - 1h40 - 14 anos
O filme conta a história da cartunista Laerte, que assumiu a sua
transição de gênero aos 60 anos.
Pose (2018) - Netflix - Série - Drama - 3 temporadas - 16 anos
A história retrata a cena de nova York dos anos 1980 marcada pelo
crescimento dos bailes (conhecidos como “ballrooms”) e de grupos (as
chamadas “houses”) compostos por pessoas LGBTQIA+, muitas vezes
marcados pela expulsão de suas casas e pela rejeição de suas
famílias.
Indianara (2019) - Globoplay - Documentário - 1h24 - 14 anos
O filme retrata a história de resistência de Indianara Siqueira, ativista
travesti com longo histórico de lutas e responsável pela criação da
Casa Nem, no Rio de Janeiro.
LIVROS:
Vidas trans: a coragem de existir (2017).
Editora Alto Astral. Autores: Amara Moira, João W. Nery, Márcia Rocha
e T. Brant.
Viagem Solitária: a trajetória pioneira de um transsexual em busca
de reconhecimento e liberdade. (2019).
Editora Leya. Autor: João W. Nery.

ORGANIZAÇÕES:
Antra: Associação Nacional de Travestis e Transexuais.
antrabrasil.org
Ibrat:
Instituto
Brasileiro
institutoibrat.blogspot.com

de

Transmasculinidades.

Fonatrans: Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e
Negros.
www.fonatrans.com
CPT: Centro de Pesquisas Transfeministas.