2012

Arquivo
PPP Bacharelado 2012.pdf
Documento PDF (1.0MB)
                    Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Curso de História

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
HISTÓRIA-BACHARELADO

Maceió, 2011 (Aprovação)
Maceió, 2012 (Execução)

2

Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes

Curso de Bacharelado em História
Projeto Político Pedagógico do curso de
Bacharelado em História, elaborado
com objetivo de adequação às Diretrizes
Curriculares Nacionais.

Equipe Executora do Projeto:
Prof.ª Dra. Ana Claudia Aymoré Martins
Prof.ª Dra. Ana Mónica Henriques Lopes
Prof. Dr. Antonio Filipe Pereira Caetano
Prof.ª Dra. Célia Nonata da Silva
Prof.ª Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof.ª Ms. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof.ª Dra. Raquel de Fátima Parmegiani

Maceió, 2011 (aprovação)
Maceió, 2012 (execução)

3

Sumário

Identificação do Curso ........................................................................... 04
Introdução/Justificativa ......................................................................... 08
Perfil do Egresso ................................................................................... 17
Habilidades/Competências/Atitudes ...................................................... 18
Conteúdos/Matriz Curricular ................................................................ 20
Conteúdos Curriculares ......................................................................... 24
Ementas das Disciplinas Ofertas pelo curso ......................................... 27
Ordenamento Curricular ...................................................................... 94
Estágio Supervisionado.......................................................................... 97
Trabalho de Conclusão de Curso/TCC ................................................. 99
Atividades Complementares .................................................................. 101
Avaliação .............................................................................................. 103
Referências Bibliográficas .................................................................... 104
Anexos ................................................................................................. 105

4

Identificação do Curso
Instituição: Universidade Federal de Alagoas
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Nome do Curso: Bacharelado em História
Título: Bacharel em História
Portaria de Reconhecimento: Decreto nº 36.657/54
Turno: Vespertino
Distribuição da Carga Horária: 2.520h
Carga Horária das Disciplinas Obrigatórias

1735h

Carga Horária das Disciplinas Eletivas

390h

Estágio Supervisionado

75h

Atividades acadêmicas, científicas e culturais (parte flexível)

200h

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

120h

Carga Horária de Integralização do Curso

2520h

Duração: 4 anos (mínima) a 7 anos (máxima)
Vagas (anual): 30
Formas de Acesso ao Curso: Processo de Seleção Pública, Reopção, Transferência ou
Reaproveitamento de estudos.
Perfil: O bacharel em história da Universidade Federal de Alagoas deverá estar capacitado
e habilitado para o oficio do trabalho do profissional da área de história no que se refere
aos domínios teórico-metodológicos para a escrita e pesquisa histórica, além da atuação em
instituições de pesquisa e documentação no Estado de Alagoas e no Brasil, e dotado de
habilidades que envolvam a discussão e a reflexão dos conteúdos históricos. Neste caso, o
historiador poderá atuar em museus, arquivos, Institutos Históricos, bibliotecas,
organizações não-governamentais, empresas e centro de pesquisa.

5

Objetivos:

* Formar profissionais capacitados para análise reflexiva e crítica da História, em seus
mais diversos recortes temporais e geográficos;

* Habilitar profissionais para a atuação em instituições públicas e privadas de salvaguarda
de documentos e fontes históricas, visando sua preservação, seu melhor acondicionamento
e sua divulgação;

* Desenvolver profissionais que estabeleçam conexões entre o passado e o presente a partir
da combinação entre a formação qualificada e o desenvolvimento de uma consciência
crítica sobre a sociedade e o mundo, que estimule uma prática profissional igualmente
crítica e ética.

Campos de atuação:

* Instituições de pesquisa histórica no âmbito público e privado, tais como museus,
bibliotecas, arquivos, empresas, sindicatos e centros de pesquisa e documentação;

* Assessoria às atividades de preservação patrimonial-histórica, ligada à produção artística,
cultural, turística e de movimentos sócio-culturais;

* Instituições de ensino-aprendizagem a fim de contribuir para o aumento do diálogo
crítico-reflexivo através de palestras, congressos, debates e eventos, sempre esmerados nas
práticas de pesquisa histórica.

Colegiado: A definição do Colegiado do Curso ocorre conforme Regimento Geral da
UFAL de 30/01/2006, Título II Capítulo V, Seção II, Art. 25 e Portaria N° 559 de 28 de
junho de 2001, Anexo 2.

6

Na atual gestão do curso (2011-2013) encontra-se assim disposto:

Titulares:
Prof. Dr. Antonio Filipe Pereira Caetano
Prof.ª Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
Prof.ª Dra. Célia Nonata da Silva
Prof.ª Dra. Ana Paula Palamartchuk
Prof. Dr. Alberto Frederico Lins Caldas Filho

Suplentes:
Prof.ª Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof.ª Ms. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Dr. José Alberto Saldanha de Oliveira
Prof.ª Dra. Ana Mónica Henriques Lopes

Representação Discente:
Alexander Moreira
Julierme Maciel Cardoso

Infra-estrutura: O Curso de Bacharelado em História desenvolve suas atividades no
espaço físico do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes – ICHCA, no
Campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas – Ufal. Conta com espaços
destinados às atividades pedagógicas (salas de aula, auditório, laboratório de informática),
administrativas (secretarias, gabinetes) e de orientação/pesquisa (sala do Centro de
Pesquisa e Documentação Histórica – CPDHis – e biblioteca setorial).

7

Corpo Docente:

Prof. Dr. Alberto Frederico Lins Caldas Filho
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
Prof. Aloísio Vilela de Vasconcelos
Prof.ª Dra. Ana Claudia Aymoré Martins
Prof.ª Dra. Ana Monica Rodrigues Lopes
Prof.ª Dra. Ana Paula Palamartchuk
Prof. Dr. Antonio Filipe Pereira Caetano
Prof.ª Dra. Arrisete Cleide Lemos Costa
Prof. Bernardino Araújo Miranda
Prof.ª Dra. Célia Nonata da Silva
Prof.ª Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof. Ms. Gian Garlo de Melo Silva
Prof.ª Ms. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Dr. José Alberto Saldanha de Oliveira
Prof. Dr. José Ferreira Azevedo
Prof. José Roberto Gomes da Silva
Prof. Esp. José Roberto Santos Lima
Prof. Dr. Osvaldo Batista Acioly Maciel
Prof.ª Dra. Raquel de Fátima Parmegiani

Técnico Administrativo:
João Otaviano da Silva
Gerdson Júnior

O presente projeto pedagógico do curso de História Bacharelado tem como objetivo
se implicado a partir do primeiro semestre de 2012.

8

Apresentação
O curso de graduação em história da Ufal teve seu decreto de funcionamento
autorizado em 30 de janeiro de 1952, sendo reconhecido quase dois anos depois, em 24 de
dezembro de 1954. Todavia, o início das atividades do curso ocorreu antes mesmo da
criação da Ufal, em 1961, isto porque em 1950 havia sido fundada a Faculdade de
Filosofia de Alagoas, à época instituída por Getúlio Vargas, sendo desta instituição que se
deu origem a Universidade Federal de Alagoas. Na antiga FFA já havia o curso de história
que foi remodelada a partir da inauguração da Ufal, com a criação do Centro de
Humanidades, Letras e Artes (CHLA), hoje Instituto de Ciências Humanas, Comunicação
e Artes (ICHCA).
Atuando em regime presencial, a habilitação ofertada em 1954 era o curso de
bacharelado já que naquela altura entendia-se que aqueles formados neste grau poderiam
atuar no campo da pesquisa científica e no ensino (primário, colegial e superior, para usar a
terminologia daquele momento). Assim, na prática, formava-se o historiador tanto com a
habilitação em licenciatura como em bacharelado.
Entretanto, em 1971, quando houve uma reestruturação curricular foi excluída a
habilitação em bacharelado. À época, a principal argumentação utilizada para a exclusão
do bacharelado da habilitação em História desta IES teria sido o da suposta “estreiteza” do
mercado de trabalho para o pesquisador em âmbito regional e, mais especificamente, no
Estado de Alagoas.
Em 1992, os professores Clara Suassuna Fernandes, Patrícia Pinheiro (hoje
professora da UFPE) e José Roberto Santos Lima elaboraram uma proposta para a nova
implantação do curso. No entanto, a proposta acabou por ser alvo de resistências no
interior do próprio Departamento, até ser finalmente rejeitada.
Da exclusão do bacharelado da habilitação e da matriz curricular do curso de História
passaram-se mais de três décadas. Neste ínterim, as mudanças no contexto regional já
haviam propiciado o desenvolvimento de condições necessárias para a pesquisa na área.
No início do século XXI, cresceu, significativamente, a demanda reprimida em relação a
esta formação e habilitação, e no próprio interior do corpo docente do curso intensificou-se
o desejo coletivo a favor da reimplantação do Bacharelado. Naquele mesmo período foram
implantados dois cursos de especialização simultâneos na área de História nesta

9

Universidade – o primeiro em História do Brasil e o segundo em História do Nordeste – e
as matrículas nos exames de seleção superaram em muito as expectativas das coordenações
dos cursos, o que por si só já se constituiu em indício significativo dos interesses e
necessidades dos egressos da Licenciatura.
Anos mais tarde, buscando um enquadramento nas novas orientações do MEC, que
extinguia o sistema de habilitações e implantava o de modalidades, o curso de história, em
2006, passou a ofertar duas modalidades de formação separadamente: bacharelado e
licenciatura. Esta realidade atual visou dar conta das especificidades de formação, não
eliminando a relação intrínseca ao longo do processo de desenvolvimento formativo entre
pesquisa e ensino. Mas, por outro lado, proporcionou a peculiaridade da instituição e do
curso no Nordeste, já que é um dos poucos que ofertam a modalidade bacharelado na
região.
Além disso, os novos projetos políticos pedagógicos davam conta também da
reestruturação dos regimes dos cursos que ora funcionavam anualmente e que passavam a
ter a estrutura semestral. Neste caso, aproveitou-se a oportunidade para alterar as propostas
teórico-metodológicas com atualizações de ementas, organização de matriz curricular e
enquadramentos em determinações legislativas do MEC.
Ao longo destes cinco anos, o curso de história na modalidade bacharelado formou
três alunos. Todavia, há de se considerar que este é um curso novo e funciona em horário
vespertino, o que dificulta em muitos casos a sua continuidade. Entretanto, dos três
formados dois encontram-se matriculados no programa de pós-graduação em Arqueologia
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o que fundamenta a hipótese de
deslocamento para a capital Pernambuco e a mudança para outras áreas de estudo para o
alcance da formação continuada. Além disso, destaca o mérito do curso em obter
aprovação continuada em mais de 50% de seus formados nesta modalidade. No entanto, o
cenário tem se alterado no último ano de 2011 que, por conta das possibilidades de um
curso stricto sensu e do programa de especialização em História Social do Poder, levaram
a um aumento de formandos e de discentes interessados em encerrar suas atividades na
graduação de maneira mais rápida.
Assim, diante deste quadro viu-se a necessidade de uma reestruturação no Projeto
Político Pedagógico do Curso visando não só uma maior aproximação com o curso de
História-licenciatura, como também imprimir mudanças temáticas, teóricas, estruturais e
aplicativas a esta modalidade. Há de se destacar que a renovação do quadro docente

10

contribuiu para que a sustentabilidade deste projeto se concretize, seja em busca de uma
melhor qualidade na formação do profissional em história ou ampliando o foco nas
atividades de pesquisa e dinamização dos grupos de estudos e/ou pesquisa que compõem o
curso na atual conjuntura.
Além disso, sabemos das dificuldades de afirmar a importância das Ciências
Humanas num mundo contemporâneo marcado pela primazia do “paradigma galileano”,
como nos mostrou Carlo Ginzburg em um dos seus artigos mais conhecidos (GINZBURG,
1990). Em contrapartida, insistimos na necessidade de encorajar nossos alunos a praticar,
como defende Marc Bloch, o “ofício do historiador” (BLOCH, 2001), com o papel
fundamental de difundir a consciência crítica acerca das relações dos homens com o
mundo e com os outros homens no tempo. Logo, as necessidades constantes de redefinição
e reinterpretação do conhecimento histórico obrigam, ademais, o profissional da área, não
apenas a dominar os meios para a transmissão deste conhecimento, mas também a atuar em
sua construção, análise e crítica.
Daí a defesa fundamental, contida nesse Projeto Pedagógico e visível em sua
estrutura curricular, de possibilitar aos seus concluintes uma formação plena como
historiador – professor e pesquisador –, mesmo dentro dos limites colocados por um curso
de Bacharelado, de forma a garantir a indissociabilidade entre a produção do conhecimento
teórico-empírico praticada na pesquisa e sua difusão crítico-reflexiva através do exercício
de mecanismos de exposição destes resultados (publicações, palestras, conferências,
orações).
Tendo tudo isto como pano de fundo, os objetivos gerais do curso de Bacharelado
em História da UFAL, em relação às inserções institucional, política, geográfica e social
podem ser assim definidos:

a) Institucional:

* Contribuir de forma direta para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e extensão
da universidade como um todo;

* Contribuir na aproximação do corpo discente com as instâncias que compõem a UFAL e
ajudar no resgate da história da IES e do Estado de Alagoas;

11

* Favorecer a interdisciplinaridade, tanto no interior do ICHCA – Instituto de Ciências
Humanas, Comunicação e Artes – ao qual o curso pertence, como num âmbito interunidades. Reconhecendo a História como um campo extremamente vasto de saber e
reflexão crítica, que pode abranger praticamente todas as demais áreas do conhecimento,
exercitar estas abordagens inter e transdisciplinares;

b) Política:

* Através das instâncias de pesquisa, promover o sentido de ação política da atuação do
historiador;

c) Geográfica:

* Resgatar o estudo e a pesquisa da história regional, promovendo a ampliação e
desenvolvimento do debate acerca das particularidades específicas do Nordeste brasileiro e
do Estado Alagoano.

d) Social:

* Promover uma reflexão crítica que suscite a identificação e desenvolvimento da questão
da cidadania;

* Promover uma reflexão crítica que suscite a identificação dos conflitos e movimentos
sociais brasileiros;

* Contribuir, através do estudo sistemático das condições históricas de formação da
sociedade brasileira, nordestina e alagoana, no sentido da redução das desigualdades
sociais e dos preconceitos étnicos, religiosos e de gênero.

12

Grupos de Pesquisa

Os docentes que fazem parte do curso de História estão vinculados e/ou coordenam
grupos de pesquisa, a saber:

a) Documento, Imagens e Narrativas: O grupo abarca atualmente duas linhas de pesquisa:
1. Historicidade, Narrativas e Metodologias que tem como proposta desenvolver ensaios
analíticos, interpretativos e críticos dos diversos estilos historiográficos; 2. Memória
Social, Representação e Informação que tem como objetivo mapear e identificar tipos de
representação da memória social vinculados à cultura material e imaterial de Alagoas.
Estabelecer interfaces entre a informação, a representação e a memória pessoal e coletiva.
O Grupo tem contribuído de forma interdisciplinar com uma experiência epistemológica de
pesquisa e ensino no âmbito dos cursos de História, Biblioteconomia, Ciências Sociais e
Arquitetura. Atua na promoção de intercâmbios científicos e culturais; na participação e
produção de eventos científicos e culturais; na fomentação da Memória Social e suas
formas de preservação. Dentre suas projeções vislumbra-se a divulgação do conhecimento
na área de Ciências Humanas em suas múltiplas formas midiáticas; Assessoria às
Associações Sociais; Educação Popular e de Nível Médio e Superior. Professores
Vinculados: Arrisete Cleide de Lemos Costa e Maria de Lourdes Lima.

b) Estudos Vieirianos: o grupo de pesquisa realiza estudos sobre a obra do missionário
jesuíta Antonio Vieira. Debruçando-se sobre seus escritos, os pesquisadores privilegiam a
análise da natureza do texto do religioso, especialmente marcado por elementos de caráter
lúdico, bem como da amplitude de significações. Extremamente crítico, Vieira em seus
sermões construiu uma visão específica sobre a América portuguesa e das regiões nas
quais viveu; da estrutura colonial imposta pelo Estado português; do cotidiano ameríndio
no processo de evangelização; e das ações religiosas tantos dos missionários como do clero
secular. O grupo apresenta estudos interdisciplinares entre a Literatura e a História.
Professora vinculada: Ana Claudia Aymoré Martins.

c) Grupo de Estudos América Colonial: o grupo de pesquisa tem seus estudos voltados
para investigação sobre as estruturas políticas, econômicas e culturais da América
portuguesa. Preocupados com a compreensão da formação da elite, da constituição das

13

redes clientelares, da instituição do corpus administrativo, das ações culturais e do
desenvolvimento da político-econômica para os espaços coloniais; busca-se também
trabalhar com a documentação, sobretudo em seu caráter de transcrição, visando à
democratização de fontes em formatos digitais para futuros pesquisadores. Em termos
geográficos, privilegia o estudo do território alagoano enquanto localidade subordinada à
Capitania de Pernambuco. Professores vinculados: Antonio Filipe Pereira Caetano, José
Ferreira Azevedo e Gian Carlo de Melo Silva

d) História Social e Política: o grupo de Pesquisa tem seus estudos voltados para as
investigações no campo do poder, das relações de trabalho, das ações políticas, dos
conflitos sociais, da política externa brasileira, da história da esquerda (política e cultural),
da história social do trabalho e das ações da esquerda católica no seu imaginário anticomunista. Não somente se restringindo a este espaço, o grupo debruça-se em grande parte
na documentação acolhida pelo Arquivo Público do Estado de Alagoas (APA). Professores
vinculados: José Alberto Saldanha de Oliveira, Osvaldo Batista Acioly Maciel e Ana
Paula Palamartchuk.

e) História Social do Crime: o grupo de Pesquisa tem seus estudos voltados para o
entendimento das práticas de desordens cotidianas e criminais, tanto em seus aspectos
rurais como citadinos; dos elementos componentes do comportamento do criminoso; o
banditismo social; a história das prisões; a justiça e os crimes coloniais; gênero e
criminalidade; a relação entre criminalidade e punição, entendidas em seu plano
econômico, social, jurídico e simbólico; e a contextualização histórica das formas
ritualística das ações criminais. O grupo possui relações de pesquisa com a Universidade
Sapientia e Palermo (Itália), bem como com outras instituições portuguesas. Professores
vinculados: Célia Nonata da Silva.

f) Grupo de Estudos Medievais: o grupo de pesquisa tem seus estudos voltados para a
reflexão sobre a cultura escrita e visual medieval européia e africana, especialmente
aquelas produzidas em códices. Analisa também as formas de transmissão e recepção desse
material cultural nos aspectos formais, estruturais e de funcionamento, pensado não
somente no seu contexto de produção, séculos V à XV, mas também numa perspectiva da
longa duração, o que permite refletir sobre sua influência na cultura e na religiosidade da

14

sociedade do nordeste brasileiro. Professora vinculada: Raquel de Fátima Parmegiani e
Ana Mónica Henriques Lopes

h) Centro de Hermêutica do Presente: o grupo de Pesquisa tem seus estudos voltados para
a desnaturalização e a desuniversalização de conceitos e práxis sociais do mundo
ocidental. Teórica e Metodologicamente fundamentado na História Oral, investiga
temáticas como comunidades sociais, imigrações, narradores, sobreviventes sociais e
econômicos, historicidades indígenas, sociocosmologias e filosofia da educação. Professor
Associado: Alberto Frederico Lins Caldas Filho.

i) Laboratório de História Afro-brasileira: o grupo de pesquisa tem seus estudos na área
de História da África e História étnico-racial, cultural e social no Brasil e na diáspora
africana. Suas linhas de pesquisa são: idade Média Africana, que tem por objetivo estudar
a África na Idade Média, destacando a influência do cristianismo coopta e do islamismo na
região norte desse continente; e, Cultura e Poder, estudando as relações de poder,
desenvolvimento e transformações histórico-culturais da população negra no Brasil e na
Diáspora. Professores Associados: Ana Mónica Henriques Lopes, Irinéia Maria Franco
dos Santos, Clara Suassuna Fernandes e Raquel de Fátima Parmegiani

Centro de Pesquisa e Documentação História – CPDHis

O CPDHis é um centro científico de pesquisa e documentação histórica vinculado ao
Curso de História do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA).
Como espaço de pesquisa e acervo documental atende aos corpos docentes e discentes do
curso de História e demais pesquisadores e professores internos e externos ao ICHCA e
UFAL. Seus objetivos gerais são:
- Agregar as atividades de pesquisa do curso de História da UFAL, facilitando o
levantamento de fontes e dados para a realização de projetos de Trabalhos de Conclusão de
Curso e pós-graduação e pesquisas historiográficas sobre a História de Alagoas e Geral;
- Acumular, ordenar e cuidar do acervo de referências historiográficas e das
ciências sociais como livros, artigos, revistas, fontes audiovisuais e digitais, dando livre
acesso ao pesquisador, estudante e professor de História e demais usuários;

15

- Valorizar e divulgar a produção historiográfica do curso de História da UFAL;
- Propiciar um espaço físico apropriado para facilitar o trabalho de reflexão crítica
dos diferentes grupos de pesquisa e estudos do curso de História;
- Por fim, tornar-se, o próprio CPDHis referência para a pesquisa histórica em
Alagoas e no Nordeste e abrir caminhos para que o curso de História da Universidade
Federal de Alagoas seja reconhecido por sua originalidade de produção e reflexão crítica
em todo o Brasil.
O acervo do CPDHis é ainda pequeno em número de obras de referência. A seção
documental Memória do Curso de História tem sido trabalhada e a partir da catalogação e
informatização da listagem dos documentos, e sendo disponibilizados para consulta dos
pesquisadores.
O Acervo Digital, por seu caráter de facilitador ao acesso e divulgação via mídias
de informação, agrega diversos materiais; por exemplo, obras completas de livre acesso (ebooks), artigos científicos e monografias, enciclopédias, dicionários etc; disponibilizam-se
catálogos de imagens, fotografias, manuscritos digitalizados, entrevistas e transcrições. A
tais fontes, veiculadas na Internet, Universidades e Centros de Pesquisa se permite o acesso
para consulta no local e possível cópia aos interessados. Ressalta-se que a produção dos
alunos e professores do curso é, necessariamente, incorporada ao acervo digital, como
também os resultados dos eventos e atividades que geram produção no curso. Tais obras
auxiliam os pesquisadores locais e professores (das redes públicas e privadas) tanto no
acompanhamento das produções de outros centros de conhecimento quanto no
compartilhamento com outros pesquisadores e professores os resultados de suas pesquisas.
Atualmente, o CPDHis tem trabalhado na construção do conteúdo das informações
que comporão o seu site institucional, visando uma ampliação da divulgação do acervo, o
maior acesso as obras digitalizadas e o conhecimento da comunidade acadêmica das
atividades realizadas no curso de história da Ufal.
Em termos de estrutura física, o CPDHis conta com 5 computadores conectados à
rede, mobiliário coletivo (mesas, cadeiras e birôs) para pesquisa e três bolsistas que atuam
em horários diferenciados para o atendimento ao público. Internamente, o espaço ainda
compreende uma sala de reuniões privativas onde funcionam reuniões coletivas de
professores, reuniões de grupo de pesquisa e estudos privados dos docentes e discentes.

16

Biblioteca Setorial de História

A Biblioteca de História foi criada 2008 a partir do acervo localizado no CPDhis.
Contando com um espaço próprio, com computadores para acesso do consulente, os
mesmos também se encontram conectados à internet. O ambiente possui mesas e cadeiras
para consulta e pesquisa dos estudantes, professores e demais interessados. Gerenciada
pelo CPDhis, a Biblioteca tem sido não só um espaço de estudos dos discentes e docentes
da graduação, como suas obras se tornam uma referência a mais para o aprofundamento do
processo de pesquisa. Como a biblioteca fica localizada no próprio espaço do Instituto de
Ciências Humanas, Comunicação e Artes facilita o acesso mais imediato dos consulentes.

Revista Crítica Histórica

O Curso de História possui uma revista eletrônica: Revista Crítica Histórica.
Criada em 2010, a mesma tem como autor coorporativo o Centro de Pesquisa e
Documentação Histórica (CPDHis) e traz em sua estrutura os enquadramentos exigidos
pela plataforma Qualis. De circulação semestral, a mesma é publicada sempre no início de
cada semestre, atualmente a ser lançado o quarto número. Com um Conselho Editoral
diversificado geográfica e institucionalmente, também conta com docentes ligados a
diversos grupos de pesquisa espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Tal publicação apresenta
a produção dos professores e alunos dos cursos de bacharelado e licenciatura, servindo
como apoio estratégico para a consolidação dos resultados de pesquisa.
Em termos estruturais a Revista possui um dossiê, uma sessão de artigos, resenhas e
análise documental. Em seu primeiro número (2010.1), seu dossiê debruçou-se no Ensino e
História de Alagoas; já no segundo exemplar a temática ficou relacionada a Movimentos
Sociais (2010.2). O número terceiro número versava-se sobre História e Crime. A quarta
edição, em andamento, será dedicada à História Ambiental. Para averiguação dos dados, a
URL do periódico é: http://www.revista.ufal.br/criticahistorica. Por fim, deve ser
ressaltado que a revista esta indexada em um diretório internacional, o DOAJ (Directory of
Open Access Journals) desde 2010, o que possibilita melhor circularidade e amplitude dos
raios de ação da pesquisa científica dos artigos, resenhas e demais conteúdo do período.

17

Perfil do Egresso
Tendo como referência o entendimento do suporte teórico-metodológico que sustenta
o ofício do historiador, tanto em sua instância investigativa como em seu perfil didáticopedagógico (entendido aqui de maneira conjunta e entrelaçada); bem como do domínio da
historiografia clássica e contemporânea, busca-se uma formação que possibilite ao
profissional:

1. Possuir o domínio teórico, metodológico, historiográfico e de manuseio documental que
norteia a atividade do profissional em história, para sua aplicação em atividades de
pesquisa institucional e em ambientes de ensino-aprendizagem (palestras, congressos,
colóquios, mesas-redondas e debates)

2. Ter noção dos conhecimentos interdisciplinares dos campos da história para sua
utilização em objetos de análise, proporcionando um amplo domínio científico
multidisciplinar.

3. Auxiliar na preservação do patrimônio histórico e cultural (especialmente da sociedade
alagoana) através de assessoria, contribuições em produções artísticas, atividades de
dinamização do turismo, participações em comitês científicos, ação em movimentos
político-culturais e investigações histórico-sociais.

4. Estimular a consciência crítica-social através das interpretações, (re)leituras e discussões
do passado/presente histórico, objetivando o estabelecimento de autonomias intelectuais
tanto do historiador como dos homens e mulheres inseridos nas sociedades
contemporâneas.

5. Estabelecer relações e interações das mais variadas formas com a sociedade que o
circunda, estimulando diálogos com as estruturas organizacionais políticas, econômicas e
culturais que visem reflexões avaliativas a serem aplicadas no conhecimento históricosocial (no âmbito da pesquisa e do ensino).

18

Habilidades, Competências e Atitudes
As habilidades, competências e atitudes do profissional de história a ser formado se
esmeram no campo da pesquisa, nas habilitações para o ensino e na constituição da difusão
do conhecimento. Neste sentido, tem-se como orientação a sugestão de Regulamentação da
Profissão do Historiador através do projeto de lei do senado nº 368/2009 cujo referendo
tem sido feito pela Associação Nacional dos Profissionais de História (ANPUH) e que
atualmente encontra-se em finalização de aprovação.
Desta feita, entende-se que a atividade profissional do historiador deve ser vista de
forma ampla e indissociável na relação entre pesquisa, ensino e difusão, sustentada pela
garantia de uma universidade pública, estatal e gratuita com uma formação crítica e
dialética em termos sócio-culturais.
Assim, em termos gerais, busca-se que o profissional de história a ser formado
possa:

1. Conhecer um conjunto significativo de conteúdos históricos em suas mais variadas
vertentes (teóricas, metodológicas, historiográficas, conceituais e empíricas) para imprimir
uma relação crítica aos objetos de análise histórica a proporcionar uma consciência crítica
acerca da sociedade no qual está inserido.

2. Valorizar os princípios da ética democrática a fim de respeitar os mais variados sujeitos
históricos, problematizando suas experiências e suas relações nas contingências espaciais e
temporais.

3. Considerar a relação com as outras áreas de conhecimento interdisciplinares a história,
buscando uma articulação entre o pensar, os objetos de análise e as práticas profissionais.

4. Auxiliar na construção de projetos em suas mais variadas instâncias da atuação histórica
(oficinas, laboratórios, museus, prefeituras, escolas, arquivos, etc.) que promovam uma
reflexão crítica e dialética da sociedade, dos homens e da relação sócio-cultural.

5. Dominar os recursos da tecnologia da informação para ampliação dos resultados de
pesquisa e aumento dos raios de ação dos objetos de análise.

19

No que toca as habilidades específicas:

1. Conhecer as características e as metodologias das diversas fontes históricas
(manuscritas, impressas, orais, iconográficas, digitais e cultura material) para adequações
teórico-conceituais para compreensão do presente/passado histórico.

2. Recolher, guardar, classificar, preservar e tornar acessível às diversas fontes históricas,
visando a preservação do patrimônio histórico e maiores possibilidades de (re)construções
das visões do passado/presente.

3. Possibilitar no processo de ensino-aprendizagem uma leitura ampla, diversificada,
crítica e inserida na realidade social dos sujeitos nela envolvidos, dando contam das
interpretações tradicionais e contemporâneas da história.

4. Considerar a importância da constante atualização das bibliografias produzidas a
respeito dos diversos processos históricos, possibilitando a renovação do conhecimento das
fontes históricas.

5. Desenvolver a pesquisa, a produção do conhecimento e sua difusão não só no âmbito
acadêmico, mas também em instituições de ensino, museus, em órgãos de preservação de
documentos e no desenvolvimento de políticas e projetos de gestão do patrimônio cultural.

6. Desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir, avaliar,
assessorar, prestar consultoria e emitir pareceres de conteúdos históricos.

No que se refere aos recursos de tecnologia da informação, o curso de história, em
sua modalidade de bacharelado, entende que a aplicabilidade destes objetos dar-se-ão nas
disciplinas práticas do curso (Estágio Supervisionado, Técnicas de Pesquisa, Métodos da
História, Seminário de Conclusão de Curso e Projetos Integradores), onde o discente
poderá experimentar os usos tecnológicos na atuação do campo do historiador.

20

Conteúdos e Matriz Curricular
O curso de história, em sua modalidade bacharelado, ocorrerá no horário vespertino,
sendo sua carga horária distribuída em 8 (oito) semestres ou 4 (quatro) anos, podendo o
aluno concluir seus créditos em até 14 (quatorze) semestres ou 7 (sete) anos. Com uma
entrada anual, o curso consistirá na oferta de 30 (trinta) vagas.
Neste sentido, a presente proposta de matriz curricular e distribuição do conteúdo do
curso estão em consonância com a Resolução CNE/CP 01, de 18 de fevereiro de 2002 e
Resolução nº. 32/2005 CEPE-Ufal, de 14 de dezembro de 2005, que regem o
funcionamento da integralização da carga horária.
A Matriz Curricular do Curso de Bacharelado em História, através do ordenamento
dos conteúdos busca, sobretudo, introduzir os princípios gerais presentes nas novas
diretrizes

curriculares:

uma

maior

flexibilidade

curricular;

a

ênfase

na

interdisciplinaridade; o exercício de integração entre teoria e prática; o predomínio da
formação, de forma mais crítica e abrangente, sobre a informação e a mera reprodução dos
saberes. Por outro lado, é importante salientar que a opção por essas novas diretrizes deve
ser realizada de forma a não se perder de vista as especificidades do curso e do campo de
atuação do profissional de História.
Tais princípios podem ser alcançados, na prática, através das seguintes estratégias:

1) A flexibilidade curricular é evidente na adequação do número de disciplinas
consideradas do núcleo de opções livres, aumentando o leque de possibilidades na
combinação de disciplinas eletivas, sobretudo a partir do 2º semestre do curso. Tal
estratégia permite que o aluno possa complementar sua formação em áreas afins e obter o
perfil profissional mais adequado às suas expectativas e interesses.

2) A ênfase na interdisciplinaridade interliga-se, nesta proposta, às preocupações com uma
formação mais abrangente e flexível, e pode ser encontrada tanto no rol de disciplinas
eletivas como em várias disciplinas do núcleo de opções livres voltadas para o
conhecimento em diversas áreas das ciências humanas e sociais – Sociologia, Economia,
Filosofia, Geografia, Antropologia, Arqueologia, Literatura, Artes –, nas suas relações com
o conhecimento histórico.

21

3) Para a necessária articulação entre teoria e prática, o currículo estabelece, em primeiro
lugar, a conformidade às exigências para as Instituições Federais de Ensino Superior para a
formação do ofício do historiador, incluindo um rol significativo de disciplinas voltadas às
questões pesquisa e aplicação prática do conhecimento teórico. Além disso, todas as
disciplinas (tanto as do eixo fundamental quanto as eletivas) são compostas por parte
teórica e prática, tal como discriminado adiante neste documento.

4) O predomínio da formação sobre a informação, entendido como a capacidade de lidar
com a construção do conhecimento de uma maneira crítica, deve ser a orientação
dominante nas estratégias de ensino do corpo docente, capaz de superar a ideia do
conhecimento como um dado acabado e pronto e direcionar os esforços na formação de
profissionais dotados de espírito crítico, capazes de perceber e desenvolver suas tarefas
tendo sempre em vista: a) a historicidade da própria História; b) a necessidade de trabalhar
associando teoria, método e manejo de dados empíricos; c) a construção da memória; d) a
comparação entre as sociedades e os períodos históricos.

Assim, as disciplinas obrigatórias estão distribuídas nas áreas de Teorias, Métodos
da História, Ferramentas da História, História Geral, História do Brasil e Regional que
somam 1210h e distribuídas de maneira cronológica e didaticamente visando à progressão
do conhecimento teórico e metodológico.
As disciplinas eletivas têm por intenção prezar pela diversificação temática e o
aprofundamento de conteúdos específicos, contribuindo para que o aluno possa se
especializar em um determinado corte temporal e/ou geográfico, bem como possibilita ao
docente discutir seus objetos mais característicos de pesquisa. Desta forma, as disciplinas
eletivas somam um total mínimo de 390h.
As disciplinas auxiliares ao conhecimento histórico, também entendida como
instrumentais, visam permitir a interdisciplinaridade do futuro historiador com outras
áreas do conhecimento somando uma carga horária de 150h.
Por fim, neste novo projeto do curso de história/bacharelado serão incluídos os
projetos integradores, que somam a carga horária de 280h, distribuídos ao longo de 7(sete)
semestre. Esses créditos são entendidos como elementos integradores das disciplinas
vigentes de cada um dos semestres, visando uma articulação entre teoria e prática de

22

maneira mais empírica. Regulamentada a partir do Parecer CNE/CP 09/2001 (pp. 53-54),
no qual os cursos de licenciatura são componentes do conteúdo da prática pedagógica, os
projetos integradores aqui serão vistos como atividades desenvolvidas pelos discentes a
partir de atividades de pesquisa sobre os principais materiais de usufruto do historiador, as
fontes históricas nas suas mais variadas representações (manuscritas, orais, visuais,
digitais, iconográficas, fotográficas, quantitativas e materiais). Articuladas com as
disciplinas do eixo obrigatório, os projetos integradores tendem aproximar os historiadores
da principal lacuna para compreensão e escrita da História de Alagoas: os registros
históricos. Assim, a mesma terá uma missão memorial, patrimonial e histórica fundamental
para a construção do passado e presente local, já que se pretende no armazenamento de
seus resultados através de catálogos, inventários, documentários, listas e todos os tipos da
catalogação possíveis deste corpus documental.
Nesse novo quadro mais dinâmico do Curso, as atividades ligadas à extensão
também ganham relevo, considerando-se a necessidade de uma formação voltada para as
questões mais agudas da sociedade contemporânea, e que dizem respeito diretamente ao
profissional de História, como a defesa da cidadania, da redução das desigualdades sociais
e da extinção dos preconceitos de classe, gênero e etnia. O objetivo principal, aqui, é o de
viabilizar uma relação transformadora entre Universidade e sociedade, através do incentivo
a cursos e outras atividades de extensão vinculadas à História, delineadas, a princípio, em
torno de duas linhas de ação: a) ações de caráter social e de resgate da cidadania, visando à
comunidade do entorno da Ufal, no bairro do Tabuleiro do Martins; b) ações voltadas à
redução das desigualdades e preconceitos contra afro-descendentes, levadas à frente,
sobretudo, pela histórica atividade de um dos núcleos de estudos vinculado ao curso,
NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros).
Por

isso,

tais

discussões

podem

ser

percebidas

nas

atividades

acadêmicos/didáticos/culturais que perfazem 200h da carga horária do curso onde o
discente poderá desenvolver atividades voluntárias com organizações privadas, públicas e
não-governamentais; monitoria; participação com bolsa ou de forma voluntária em projetos
de iniciação científica; estágios curriculares não-obrigatórios; participação em projetos de
extensão; viagens de estudo; palestras; seminários ou fóruns; módulos temáticos; ou
disciplinas oferecidas por outras instituições e/ou unidades acadêmicas não contempladas
no currículo do curso.

23

O Estágio Supervisionado obrigatório segue a determinação da Resolução Nº
71/2006 CONSUNI-Ufal que entende o mesmo como “parte dos processos de
aprendizagem teórico-prática que integram os Projetos Pedagógicos dos cursos”. Desta
feita, o mesmo poderá se desenvolver nas dependências da universidade, mas
especificamente no Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis), ou outros
órgãos de consulta e pesquisa (Museus, Sítios arqueológicos, Arquivos, Sindicatos,
Bibliotecas, Institutos Históricos ou outros órgãos de preservação e salvaguarda do passado
e presente histórico alagoano.
Finalmente, o TCC – trabalho de conclusão de curso – de caráter monográfico e
obrigatório a todos os alunos – deve ser considerado como a realização final de todo o
processo de interação entre a teoria e a prática no decorrer do curso. Perfazendo uma carga
horária de 120h constitui-se como trabalho final da disciplina obrigatória Seminário de
Conclusão do Curso. Para maiores informações, a regulamentação que normatiza o
trabalho de conclusão do curso de história encontra-se no fim deste projeto
A implantação de um Programa Pós-Graduação stricto sensu em História, uma das
metas prioritárias do curso para os próximos anos, deverá facilitar o estabelecimento de
mecanismos de integração entre a graduação e a pós-graduação de maneira mais orgânica e
coesa. Até porque, o presente projeto constitui-se, também, como elemento estruturante
para a formação continuada do discente em todos os seus níveis.
Para uma melhor compreensão e entendimento, segue abaixo a discriminação das
disciplinas do curso:

24

Conteúdos Curriculares

a) Disciplinas do Eixo Fundamental
EIXO FUNDAMENTAL

Teorias, Métodos da História e
Ferramentas da História

História Geral

História do Brasil e Regional

Disciplinas Instrumentais

Projetos Integradores

DISCIPLINAS
Introdução aos Estudos Históricos
Historiografia Geral
Historiografia Brasileira
Teoria da História
Métodos da História
Técnicas de Pesquisa História
Estágio Supervisionado
Seminário de Trabalho Acadêmico
Paleografia
História Antiga
História Medieval
História Moderna
História Contemporânea 1
História Contemporânea 2
História da América 1
História da América 2
História da América 3
História da África 1
História da África 2
História do Brasil 1
História do Brasil 2
História do Brasil 3
História do Brasil 4
História de Alagoas 1
História de Alagoas 2
História de Alagoas 3
Teoria do Conhecimento
Organização do Trabalho Acadêmico
Antropologia Cultural
Teoria Sociológica
Projetos Integradores 1
Projetos Integradores 2
Projetos Integradores 3
Projetos Integradores 4
Projetos Integradores 5
Projetos Integradores 6
Projetos Integradores 7

25

b) Disciplinas do Eixo Eletivo:

1. A Lei 10.639 e os Afrodescendentes
2. Arqueologia
3. Arquivologia para a pesquisa em História
4. Escravismo no Brasil
5. História, Cotidiano e Imagem
6. História da Cultura Alagoana
7. História das Artes
8. História das Artes 1
9. História das Artes 2
10. História das Religiões 1
11. História das Religiões 2
12. História do Nordeste
13. História Econômica
14. História Oral
15. História Política da Alagoas Republicana
16. História, Trabalho e Classes Sociais
17. Língua portuguesa
18. Métodos e Técnicas da Pesquisa Arqueológica
19. Movimentos Sociais
20. Museologia
21. O Populismo na Política Brasileira
22. Populações Indígenas no Brasil
23. Terrorismo no Mundo Contemporâneo

26

24. Tópicos Especiais em História Antiga
25. Tópicos Especiais em História Contemporânea
26. Tópicos Especiais em História Cultural
27. Tópicos Especiais em História da África
28. Tópicos Especiais em História da Classe Trabalhadora
29. Tópicos Especiais em História do Brasil
30. Tópicos Especiais em História Antiga
31. Tópicos Especiais em História Medieval
32. Tópicos Especiais em História Moderna
33. Tópicos Especiais em Patrimônio Histórico-Cultural
34. Libras

27

Ementas e Bibliografia das Disciplinas Ofertadas pelo
Curso
A Lei 10.639 e os Afrodescendentes – 30h
Ementa: Contextualização da Lei 10.639/2003. Desafios para um ensino de História que
privilegie a diversidade étnico-racial. Propostas básicas para professores da educação
básica, com sugestões de material e estratégias de ensino.
Bibliografia Básica:
BOAVENTURA, E. M.; SILVA, A. C. da. O terreiro, a quadra e a roda: formas
alternativas de educação das crianças negras em Salvador. Eduneb, 2005.
GOMES, N. L. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o
corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa. São Paulo. v. 29, n. 1, p. 167-182,
jan./jun. 2003.
SILVA, P. B. G. Aprendizagem e ensino das africanidades brasileiras. In: MUNANGA, K.
Superando o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação – Secretaria de Educação
Fundamental, 1999.
SILVA, A. C. da. A discriminação do negro no livro didático. Salvador: Ceao; CED, 1995.
______. Desconstruindo a descriminação do negro no livro didático. Salvador: Edufba,
2001.

Antropologia Cultural – 30h
Ementa: A formação do pensamento antropológico. Objeto, método e técnicas da
Antropologia. Análise do processo de humanização e das teorias sobre a origem e
desenvolvimento da cultura. Sistemas de representação da sociedade brasileira.
Bibliografia Básica:
COPANS, Jean. (ORG.) Antropologia: Ciências das Sociedades Primitivas. LISBOA,
edições 70, 1971.
DA MATTA, Roberto. Relativisando: uma introdução a Antropologia Social. Rio de
Janeiro, Ed. RECORD, 1987.
LARAIA, R. de Barros. Cultura: Um Conceito Antropológico. Rio e Janeiro, ZAHAR,
1988.
LAPLANTINE, F. Aprender Antropologia. São Paulo Brasiliense. Brasiliense, 1987.
MERCIER, Paul. História da Antropologia. Lisboa: Teorema, 1986.

Arqueologia – 30h
Ementa: Definição, histórico, métodos e técnicas de pesquisa em Arqueologia.
Importância do estudo da Arqueologia como ciência auxiliar a História.
Bibliografia Básica:
CLARK, G. A Pré-história. Rio de Janeiro, ed. Zahar, 1985.

28

LEAKEY, Richard. Evolução da Humanidade. Brasília, ed. UNB, 1981.
LEROI, G. André. Os Caçadores da Pré-história. Lisboa, edições 70. 1982.
MARTIN, Gabriela. Pré-história no nordeste do Brasil. Recife, ed. UFPE. 1996.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. Brasília, ed. UNB. 1992.

Estágio Supervisionado – 75h
Ementa: Introduzir o aluno no ambiente de estudos e pesquisas em instituições
arquivísticas e museológicas, constituindo um espaço de reflexão crítica sobre o
patrimônio histórico-cultural e sua constituição a partir da pesquisa concreta em acervos.
Quer-se nesta disciplina propiciar ao discente uma aproximação à realidade na qual irá
atuar, permitindo ao mesmo tempo uma iniciação e uma reflexão sobre os procedimentos
metodológicos e as técnicas básicas da pesquisa em História.
Bibliografia Básica:
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4 ed.
Rio de Janeiro: ED. FGV, 2007.
BARROS, José d’Assunção. O projeto de pesquisa em história: da escolha do tema ao
quadro teórico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
CASTRO, Celso. Pesquisando em arquivos. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. (col Passo a
Passo, 82)
LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução de Bernardo Leitão ET ALLI –
Campinas, SP: EDUNICAMP, 2003.
PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3 ed rev. e amp. Rio de Janeiro: ED.
FGV, 2006.
Bibliografia Complementar:
COMISSÃO do Patrimônio Cultural/ USP. Guia de museus brasileiros. São Paulo:
Edusp/Imprensa Oficial do Estado, 2000 (Col. "Uspiana - Brasil 500 Anos").
DICIONÁRIO BRASILEIRO DE TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA. Rio de Janeiro:
Arquivo Nacional, 2005. (Publicações técnicas, nº 51)
MOREIRA, Isabel M. Martins. Iniciação à museologia: caderno de apoio. Lisboa:
Universidade Aberta, 1994.
SCHELLENBERG, Theodore R. Arquivos modernos: princípios e técnicas. 5 ed.
Tradução de Nilza Teixeira Soares - Rio de Janeiro: ED. FGV, 2005.
SILVA, Zélia Lopes da (org.). Arquivos, patrimônio e Memória – trajetórias e
perspectivas. São Paulo: EDUNESP/FAPESP, 1999.
SUANO, Marlene. O que é museu. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1991 (Col. "Primeiros
Passos", vol. 182).
ARQUIVO NACIONAL. Relatório de visita técnica – Arquivo Público de Alagoas. 2
versão atualizada. Elaborado por HOLLÓS, Adriana Cox, PERALTA, Lucia e SILVA,
Maria Ignez Ramos. Maceió/Rio de Janeiro, fevereiro de 2003, (digitado).
ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS. Anais do I congresso Brasileiro de
Arquivologia. (realizado no Rio de Janeiro de 15 a 21 de outubro de 1972) Brasília:
Arquivo Nacional, 1979.

29

ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS HOLANDESES. Manual de arranjo e descrição de
arquivos. 2 ed. Trad. de Manoel Adolpho Wanderley – Rio de Janeiro: Arquivo Nacional,
1973.
CRUZ MUNDET, José Ramon. Manual de archivística. 2 ed. Madrid: Fundacion
Gérman Sanchez Rui Pérez, 1994.
DUCHEIN, Michel. O respeito aos fundos em arquivística: princípios teóricos e
problemas práticos. Tradução de Maria Amélia Gomes Leite – Arquivo e Administração,
Rio de Janeiro, vol. 10-14, nº 1, abril/1982-agosto/1986, (pp. 14/33).
FENELON, Déa. “Pesquisa em História: perspectivas e abordagens”. In FAZENDA, Ivani
Catarina. Metodologia da pesquisa educacional. 2ª ed. São Paulo, Cortez, 1991.
FREITAS, Helena Costa L. de. O trabalho como princípio articulador na prática de
ensino e nos estágios. Campinas/SP: Papirus, 1996.
GLÉNISSON, Jean. Iniciação aos estudos históricos. 5 ed. Tradução de Pedro Moacir
Campos - São Paulo: Bertrand Brasil, 1986.
GUAZELLI, Cesar Augusto B. ET ALLI (orgs.). Questões de teoria e metodologia da
história. Porto Alegre: EDUFRGS, 2000.
HERRERA, Antonia H. Archivística general:teoría y práctica. Sevilla: Diputación
Provincial,1988.
JONG, Rudolf. Arquivos e história social. IN: Cadernos AEL, nº 5/6, Campinas:
EDUNICAMP, 1996/1997, (pp. 10-36).
LEMOS, Carlos. O que é patrimônio histórico. São Paulo: Brasiliense, 1982.
LIMA, Maria de L. Arquivo Público de Alagoas a contrapelo da memória. Maceió,
S/D, (Digit.).
LUPORINI, Teresa Jussara. Educação patrimonial: projetos para a educação básica. In:
ciência & Letras – Revista da Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e
Letras. Porto Alegre, N° 31, janeiro/junho de 2002, (pp. 325-338).
MACHADO, Helena Côrrea e CAMARGO, Ana Maria de Almeida. Como implantar
arquivos públicos municipais. São Paulo: Arquivo do Estado/Imprensa Oficial, 2000.
MACIEL, Osvaldo. Anotações para uma história do Arquivo Público de Alagoas. Trabalho
apresentado no I Congresso Regional de Arquivologia no Nordeste. Recife, 2007,
(Digitado).
_____. Notas introdutórias. In: Operários em movimento: documentos para a história da
classe trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió: EDUFAL, 2007, (pp. 19/44).
MEDEIROS, Fernando Antonio M. O processo de revitalização do APA e sua inserção no
Projeto Memórias Reveladas: a experiência do Fórum Pró-Arquivos. Trabalho apresentado
no I Congresso Regional de Arquivologia no Nordeste. Recife, 2007, (Digitado).
MORAES, José Geraldo Vinci de e REGO, José Marcio (orgs.). Conversas com
historiadores brasileiros. São Paulo: Editora 34, 2002.
OLIVEIRA, Maria Izabel de ET ALLI. Gestão de documentos: conceitos e procedimentos
básicos. In: Anais do Arquivo Público do Pará. Belém/PA, vol 3, tomo 1, 1997,
(pp.245/283)
PICONEZ, Stela C. Bertholo (Coord.). A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 3ª.
ed. Campinas, Papirus, 1998.
PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidade teoria e
prática? São Paulo: Cortez, 1997.
_____ e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.) Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2006.
SAMARA, Eni de Mesquita e TUPY, Ismênia Silveira. História & documento e
metodologia da pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. (col. história e reflexões)

30

SANT’ANA, Moacir. Os estudos históricos e os arquivos em Alagoas. Maceió: Imp
Oficial, 1962.
SÃO PAULO. O direito à memória – patrimônio histórico e cidadania. São Paulo:
Secretaria Municipal de Cultura/Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. (Vários
Autores)
SLENES, Robert W. Escravos, cartórios e desburocratização: o que Rui Barbosa não
queimou será destruído agora? In: Revista Brasileira de História – Produção e
Transgressões. Vol. 5, n° 10. São Paulo: ANPUH/Marco Zero, março/agosto de 1985, ( pp.
166-196).
UFAL. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em História. Maceió, UFAL/ICHCA,
2006.
VÁRIOS. Revista do IHGAL (Coleção digitalizada, 1871-1999). Maceió/Rio de Janeiro:
IHGB/Sistema Casas de Memória, s/d. (2 CDs).
VIEIRA, Maria do Pilar de Araújo; PEIXOTO, Maria do Rosário Cunha e KHOURY,
Yara Aun. A pesquisa em História. São Paulo: Ática, 1989.
ZANATTA, Elaine Marques. Contribuição à organização de fundos fechados em arquivos:
a leitura que não se lê. Fonte: www.ael.unicamp.br, acesso em 20 de dezembro de 2005.
LEGISLAÇÃO
LEI Nº 2.428, de 30 de dezembro de 1961. (Dispõe sobre a criação do Arquivo Público de
Alagoas)
LEI Nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. (Dispõe sobre a política nacional de arquivos
públicos e privados e dá outras providências)
LEI Nº 6236, de 6 de junho de 2001. (Institui o sistema de Arquivos do Estado de Alagoas)

Arquivologia para a pesquisa em história – 30h
Ementa: Introduzir os conceitos fundamentais da arquivologia e suas técnicas para o
manejo e organização de arquivos e acervos. Operacionalizar tais conceitos em torno da
relação entre o estudo da arquivologia e os estudos históricos, visando o aprofundamento
da pesquisa empírica.
Bibliografia Básica:
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4 ed. Rio
de Janeiro: ED. FGV, 2007.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivologia: objetivos e objetos. São Paulo:
Universidade de São Paulo, s.d.
CASTRO, Celso. Pesquisando em arquivos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3 ed rev. e amp. Rio de Janeiro: ED.
FGV, 2006.
REIS, Luis. O arquivo e a arquivística: evolução histórica. Revista BIBLOS, Año 7, Nº
24, Abr-Jun. 2006.

Bibliografia Complementar:
DICIONÁRIO BRASILEIRO DE TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA. Rio de Janeiro:
Arquivo Nacional, 2005. (Publicações técnicas, nº 51)
FARGE, Arlette. O Sabor do Arquivo. São Paulo: Edusp, 2009.

31

FONSECA, Maria Odila. Arquivologia e ciência da informação. Rio de Janeiro:
Ed.FGV, 2005.
SCHELLENBERG, Theodore R. Arquivos modernos: princípios e técnicas. 5 ed.
Tradução de Nilza Teixeira Soares - Rio de Janeiro: ED. FGV, 2005.
SAMARA, Eni de Mesquita e TUPY, Ismênia Silveira. História & documento e
metodologia de pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
SILVA, Zélia Lopes da (org.). Arquivos, patrimônio e Memória – trajetórias e
perspectivas. São Paulo: EDUNESP/FAPESP, 1999.
LEGISLAÇÃO
LEI Nº 2.428, de 30 de dezembro de 1961. (Dispõe sobre a criação do Arquivo Público de
Alagoas)
LEI Nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. (Dispõe sobre a política nacional de arquivos
públicos e privados e dá outras providências)
LEI Nº 6236, de 6 de junho de 2001. (Institui o sistema de Arquivos do Estado de Alagoas)
(B) Complementar:
ANDRADE, Ricardo; BORGES, Jussara; JAMBEIRO, Othon. Digitalizando a memória
de Salvador: nossos presente e passado têm futuro? Perspectivas da Ciência de
Informação, Belo Horizonte, vol. 11, n. 2, p. 243-254, mai./ago. 2006.
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. O discreto fascínio da arquivologia. Entrevista
concedida à Revista do Arquivo Público Mineiro, 10, p.11-16, s/d.
CALDERON, Wilmara Rodrigues; CORNELSEN, Julce Mary; PAVEZI, Neiva; LOPES,
Maria Aparecida. O processo de gestão documental e da informação arquivística no
ambiente universitário. Ci., Inf., Brasília, v. 33, n. 3, p. 97-104, set./dez. 2004.
Ci. Inf., Set 1998, vol.27, no. 3, p.00-00. ISSN 0100-1965.
CUNHA, Olivia Maria Gomes da. Tempo imperfeito: uma etnografia do arquivo. Mana
10(2): 287-322, 2004.
HONÓRIO, Cristiane da Cruz; DAMASCENO, Elizabeth Abreu; COSTA, Iannomani de
Oliveira. Política e arquivologia: algumas considerações sobre a legislação de sigilo.
Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense, s. d.
JARDIM, José Maria. A produção de conhecimento arquivístico: perspectivas
internacionais e o caso brasileiro (1990-1995).
MARQUES, Angélica Alves da Cunha. Os diálogos e as contribuições da arquivologia
no campo da ciência da informação. Brasília: Universidade de Brasília, 2008.
MENDES, Suênia Oliveira. SOUSA, Maria da Conceição Pereira de. Periódico como
fonte de informação documental da arquivologia: um estudo de gênero, titulação e
ocupação. XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, São Paulo, 2006.
MORENO, Fernanda Passini; LEITE, Fernando César Lima; ARELLANO, Miguel Ángel
Márdero. Acesso livre a publicações e repositórios digitais em ciência da informação
no Brasil. Perspectivas da Ciência de Informação, Belo Horizonte, vol. 11, n. 1, p. 82-94,
jan./abr. 2006.
NETO, Carlos Eugênio da Silva; LIMA, Janecely Silveira; MACIEL, João Wandemberg
Gonçalves. Letramento digital: instrumento imprescindível para a arquivologia.
Encontro Nacional de Letramento, UEPB, s. d.
RODRIGUES, Ana Márcia Lutterbach. A teoria dos arquivos e a gestão de documentos.
Perspect. ciênc. inf., Abr 2006, vol.11, no.1, p.102-117. ISSN 1413-9936.
SCHINIEDERJÜERGEN, AXEL (ed.). International Federation of Library
Associations and Institutions (IFLA). World Guide to Library, Archive and
Information Science Education. IFLA, Publications, 128-129. The Hagen, The
Netherlands, 2007.

32

Escravismo no Brasil – 30h
Ementa: Estudo e análise da escravidão e do escravismo de forma teórica, buscando
refletir sobre a implantação deste sistema no Brasil, a partir da exploração do trabalho
compulsório de indígenas e africanos, enfatizando as articulações e as estruturas que
permitiram a reprodutibilidade da exclusão social do índio e do negro na construção da
sociedade e do Estado brasileiros.
Bibliografia Básica:
ALENCASTRO, Luis Felipe. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico sul.
São Paulo: Comapnhia das Letras, 2000.
FLORENTINO, Manolo. Em Costas Negras: Uma História do Tráfico de Escravos entre
a África e o Rio de Janeiro (século XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São
Paulo: Companhia das Letras, 1995.
LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
NIZZA, Maria Beatriz (org). Brasil: colonização e escravidão. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2000.

Bibliografia Complementar:
BLACKBURN, Robin. A construção do escravismo no novo mundo. Do barroco ao
moderno 1492-1800. Rio de Janeiro: Record, 2003.
CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. 2.ed. São Paulo:
Companhia das Letras/Secretaria Municipal de Cultura/FAPESP, 1998.
RODRIGUES, Jaime. De costa a costa: escravos, marinheiros e intermediários do tráfico
negreiro de Angola ao Rio de Janeiro (1780-1860). São Paulo: Companhia das Letras,
2005.

História Antiga – 60h
Ementa: Analisar a origem do Estado e da Cidade no mundo antigo oriental, enfatizando
questões como: a ocupação física e política do espaço; ecologia, agricultura, população,
demografia; cidades como centros de domínio e de poder; organização da força de trabalho
e exploração dos recursos da terra. Introduzir os alunos na discussão crítica de temáticas à
respeito da história grega e romana. A Grécia será aborda a partir da sua cultura, como
campo de produção, circulação e apropriação de sentido; além de questões gerais e
historiográficas, particularmente associadas à pólis ateniense (filosofia, política, educação)
e ao período helenista. Roma será pensada na sua relação com o mundo mediterrâneo,
enfatizando aspectos sociais, políticos e culturais que vão desde o período monárquico até
a crise do século III (Baixo Império), a partir das discussões historiográficas
contemporâneas sobre o assunto.

33

Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Sociedades do Antigo Oriente Próximo. São Paulo:
Ática, 2007.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. A Cidade-Estado antiga. São Paulo: Ática, 1985.
FINLEY, Moses I. História Antiga: Testemunhos e modelos. São Paulo: Martins Fontes,
1994.
VEYNE, Paul. O Império Grego-Romano. Rio de Janeiro: Campus, 2009.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do Pensamento Grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.

Bibliografia Complementar:
ASHERI, David. O Estado Persa: ideologias e instituições no império aquemênida. São
Paulo: Perspectiva, 2006.
BAKOS, Margaret M. Fatos e mitos do Antigo Egito. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2001.
BAKOS, M. e BARRIOS, A. M. O povo da Esfinge. Porto Alegre: Editora Universidade,
1999.
BOZON, Emanuel. Ensaios babilônicos: sociedade, economia e cultura na Babilônia
pré-cristã. Porto Alegre: Edipucrs, 1998.
BOWMAN, Alan K. e WOOLF, Greg. Cultura escrita e poder no mundo antigo. São
Paulo: Ática, 1998.
BRIGHT, JOHN. História de Israel. São Paulo, Paulus, 1978.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Sete olhares sobre a Antiguidade. Brasília: UNB, 1994.
CARDOSO, Ciro Flamarion. O Egito Antigo. São Paulo Brasiliense, 2004.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Trabalho compulsório na antiguidade. Rio de Janeiro:
Graal, 2003.
CORASSIN, M.L. A reforma agrária na Roma antiga. São Paulo, Brasiliense, 1988.
CORASSIN, M.L Sociedade e política na Roma antiga. São Paulo: Atual, 2001.
CORASSIN, M.L "A viticultura na obra de Catão". In: PESSANHA, N.M. & BASTIAN,
V.R.F. (Orgs) Vinho e pensamento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro-SBEC, 1991.
CLEMENTES (org.). O mundo do Antigo Israel: perspectivas sociológicas, antropológicas
e políticas. São Paulo: Paulus, 1995.
DONADONI, Sérgio (dir.). O homem egípcio. Lisboa: Presença, 1990.
FINLEY, Moses I. Escravidão Antiga e Ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
FINLEY, Moses I. A política no mundo antigo. RJ: Zahar, 1983.
FINLEY, Moses I. Usos e abusos da história. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
FINLEY, Moses I.Os gregos antigo. Lisboa: Ed. 70, 1988.
FINLEY, Moses I. Economia e sociedade na Grécia Antiga.São Paulo: Martins Fontes,
1989.
FINLEY, Moses I. Escravidão Antiga e Ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
FLORENZANO, Maria Beatriz B. O mundo Antigo: economia e sociedade. São Paulo:
Brasiliense, 2004
FUNARI, Pedro Paulo. Antiguidade Clássica. A história e a cultura a partir de
documentos. Campinas: Unicamp, 2003.
LEVEQUE, Pierre. As primeiras civilizações. 2 v. Lisboa: Edições 70,2000.
GIARDINA, Andrea. O homem Romano. Lisboa: Editora Presença, 1992.
GRIMAL, Pierre. Dicionário de mitologia. Grega e romana. Rio de Janeiro: Difel, 1987.
GRIMAL, Pierre. A vida em Roma na Antigüidade. Lisboa: Europa-América, 1981.
GRIMAL, Pierre. A civilização romana. Lisboa: Edições 70, 2009.
GRIMAL, Pierre. O Império Romano. Lisboa: Edições 70, 1993.

34

GUARINELLO, N. L. Imperialismo greco-romano. São Paulo: Ática, 1987.
GOODMAN, Martin. Rome e Jerusalém. The Clash of Ancient Civilizations. Londres:
Pinguin Books Ltd, 2008.
HAVELOCK, Eric A. Revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais. São
Paulo: Unesp, 1996.
HARTOG, François. Memória de Ulisses. Narrativas sobre a fronteira na Grécia antiga.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo
Horizonte: UFMG, 1999.
HORSLEY, R. A. Arqueologia, história e sociedade na Galiléia - o contexto social de
Jesus e dos rabis, São Paulo, Paulus, 2000.
MOMIGLIANO, Arnaldo. Os limites da Helenização: a integração cultural das
civilizações gregas, romana, céltica, judaica e persa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1991.
PEREIRA, Maria Helena da Rocha. Estudos de história Clássica. Cultura Romana. II Vol.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.
PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2008.
SCHNAPP, Alain. A imagem dos jovens na cidade grega. In: LEVI, Giovanni e
SCHMITT, Jean-Claude. História dos Jovens. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
TRABULSI, José Antônio Dabdab. Dionisismo, poder e sociedade na Grécia até o fim da
época clássica. Belo Horizonte: UFMG, 2004.
VEYNE, Paul. Sexo e poder em Roma. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
VEYNE, Paul. Quando o nosso mundo se tornou cristão. Lisboa: Texto & Grafia, 2007.
VERNANT, Jean-Pierre.O homem Grego. Lisboa: Editora Presença, 1994.
VERNANT, Jean-Pierre. Mito e Pensamento entre os gregos. São Paulo: Paz e Terra,
2008.
VERNANT, Jean-Pierre e MELO, Joana Angelica D’Avila. Mito e religião na Grécia
Antiga. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
VERNANT, Jean-Pierre. Mito e Sociedade na Grécia Antiga. Rio de Janeiro, José
Olympio. 1999.
VIDAL-NAQUE, Jacques e VERNANT, Jean-Pierre. Mito e Tragédia na Grécia Antiga.
São Paulo: Perspectiva, 1999.
Fontes:
A Bíblia de Jerusalém, São Paulo, Paulinas, 1986.
ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Nova Cultural, 1991. (“Os Pensadores”).
BOUZON, Emanuel. O Código de Hammurabi. Petrópolis: Vozes, 2001.
BOUZON, Emanuel. Coleção de Direito Babilônico Pré-Hammurabiano. Petrópolis:
Vozes, 2001.
CICERO, Marco Túlio. Dos Deveres. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
EPICURO. Pensamentos. São Paulo: Martin Claret, 2005.
HERÓDOTO. Histórias. Brasília: EDUNB, 1985.
HESÍODO. Teogonia. São Paulo: Iluminuras, 1995.
HESÍODO. Os trabalhos e os dias. São Paulo: Iluminuras, 1996.
HOMERO. Ilíada. São Paulo: Melhoramentos, s/d.
HOMERO. Odisséia. São Paulo: Melhoramentos, s/d.
JUATINIANO. Digesto. Trad. De Hélcio Maciel França Madeira.SP: Editora Revista dos
Tribunais, 2000. (Livro I).
MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Martin Claret, 2005.

35

OVÍDIO. A arte de amar. São Paulo: Martin Claret, 2003.
PETRÔNIO. Satyricon. São Paulo: Atena, 1965.
PLATÃO. Política.. São Paulo: Nova Cultural, 1991.
PLATÃO. República. São Paulo: Ediouro, s/d.
PLUTARCO. Alexandre e César. São Paulo: Ediouro, 2002.
SÊNECA, Lúcio Aneu. Obras. São Paulo: Atena, s/d.
SÊNECA, Lúcio Aneu. Cartas Consolatórias. Campinas /SP: Pontes, 1992.
SÊNECA, Lúcio Aneu. Cartas a Lucílio. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1991.
SUETÔNIO. A vida dos dozes Césares.São Paulo: Ediouro, 2002.
TÁCITO, Cornélio. História. São Paulo: Ediouro, s/d.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: EDUNB, 1986.

História Contemporânea 1 – 60h
Ementa: A segunda Revolução Industrial e o nascimento da cultura moderna: os processos
do desencantamento em Weber e em Karl Marx. A modernidade como sistema social e
cultural e o ‘pathos’ burguês identificados na estrutura moderna. O comportamento
moderno, a literatura e a arte moderna e a ideologia capitalista. A concretização do sistema
capitalista enquanto projeto da modernização política e econômica pela expansão de
mercados e pela dinâmica da economia de mercado liberal. A defesa do individualismo
moderno e do pensamento liberal. As ideologias oitocentistas na Europa e a
fundamentação do capitalismo como sistema. A África como o segundo colonialismo do
sistema econômico, advindo da crise econômica de 1873-96. Imperialismo e colonialismo:
relações práticas da modernização do capital. As dinâmicas do imperialismo moderno e
suas relações coloniais. A democracia liberal e a defesa das relações de trabalho nas
formas da economia de livre mercado. Os partidos políticos e os movimentos sociais. A
ideologia socialista e a organização da classe trabalhadora durante o século XIX. A
importância do Manifesto Comunista. Nacionalismo e Estado.
Bibliografia Básica:
DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital. Tradução: Luciano Costa Neto. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1996.
MASI, Domenico de. (org.). A sociedade pós industrial. Tradução: Anna Maria
Capovilla, Luiz Sérgio do Nascimento Henriques, Marco Aurélio Nogueira, Maria Cristina
Guimarães Cupertino, Renato Ambrósio. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
REMOND, René. O Século XIX. São Paulo, ed. Cultrix, 1976.
THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: teoria social crítica na era dos
meios de comunicação de massa. Tradução: Grupo de estudos sobre ideologia,
comunicação e representações sociais da pós-graduação do Instituto de Psicologia da
PUCRS. Petrópolis: Vozes, 1995.

36

Bibliografia Complementar:
ANTUNES, Ricardo (org.). Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a
negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2000.
BELLAMY, Richard. Liberalismo e sociedade moderna. Tradução: Magda Lopes. São
Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994.
BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade.
Tradução: Carlos Felipe Moisés, Ana Maria L. Ioriatti. São Paulo: Companhia das Letras,
1986.
BERSTEIN, Serge & MILZA, Pierre (Orgs). História do Seculo XIX. Tradução: Maria
Georgina Segurado. Portugal: Publicações Europa América, 1997.
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Tradução: Myriam Ávila, Eliana Lourenço de
Lima Reis, Glaucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
CAMPILONGO, Celso Fernandes. Representação política. São Paulo: Ática, 1988.
CANETTI, Elias. Massa e poder. Tradução: Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
CHANCELLOR, Edward. Salve-se quem puder: uma história de especulação
financeira. Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
COMPARATO, Fábio Konder. Ética: direito moral e religião no mundo moderno. São
Paulo: Companhia das Letras, 2006.
CRESPIGNY, Anthony de, CRONIM, Jeremy (eds.). Ideologias políticas. Tradução:
Sérgio Duarte. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.
DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. Tradução: Celso Mauro
Paciornik. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
DAVIS, Mike. Holocaustos Coloniais. Rio de Janeiro: Record, 2002.
DE MASI, Domenico. O futuro do trabalho: fadiga e ócio na sociedade pós-industrial.
Tradução: Yadyr A. Figueiredo. Brasília: Editora da UNB, 2000.
DOUGLAS, Mary. Como as instituições pensam. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes
de Moura. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1998.
GIANNOTTI, José Arthur. Certa Herança marxista. São Paulo: Companhia das Letras,
2000.
HARDT, Michael e NEGRI, Antonio. Multidão: guerra e democracia na área do
império. Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Record, 2005.
HOBSBAWM, Eric J. Mundos do Trabalho: novos estudos sobre história operária.
Tradução: Waldea Barcellos e Sandra Bedran. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. Tradução: Sieni Maria Campos e Yolanda
Steidel de Toledo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
__________. Capitão Swing. Rio de Janeiro: Francisco Alves editora, 1982.
___________. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
___________. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 1998.
LANDES, David S. Prometeu desacorrentado: transformação tecnológica e
desenvolvimento industrial na Europa ocidental, desde 1750 até a nossa época. Tradução:
Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.
LANDES, David S. Riqueza e a pobreza das nações: por que algumas são tão ricas e
outras são tão pobres. Tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política: livro I. Tradução: Reginaldo
Sant’Anna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
_________. O capital: crítica da economia política: livro II. Tradução: Reginaldo
Sant’Anna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

37

MATOSO, Kátia M. de Queiroz. Textos e Documentos para o Estudo de História
Contemporânea. São Paulo, ed. Hucitec, Edusp, 1988.
MÉSZAROS, István. A teoria da alienação em Marx. Tradução: Isa Tavares. São Paulo:
Boitempo, 2006.
NOVAES, adauto (org.). O homem máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
OEHLER, Dolf. O velho mundo desce aos infernos: auto-análise da modernidade após
o trauma de junho de 1848 em Paris. Tradução: José Marcos Macedo. São Paulo:
Companhia das Letras, 1999.
POLANY, Karl. A Grande Transformação: as origens da nossa época. Rio de Janeiro:
Campus, 1980.
SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Tradução: Denise Bottman. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.
_________. Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente. Tradução: Heloisa
Jahn. São Paulo: Cia das Letras, 2007.
SENNETT, Richard. Autoridade. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Record, 2001.
SHOHAT, Ella & STAM, Robert. Crítica da imagem Eurocêntrica: Multiculturalismo e
Representação. Tradução Marcos Soares. São Paulo: Cosacnaify, 2006.
TILLY, Charles. Coerção, capital e Estados europeus. Tradução: Geraldo Gerson de
Souza. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.
WALLERSTEIN, Immanuel. World Systems Analysis: an introduction. United States of
America: Duke University Press, 2004.

História Contemporânea 2 – 60h
Ementa: Estudo e análise do mundo contemporâneo. Da I Guerra Mundial à crise
capitalista de 1929 e a introdução da política econômica do Welfare State. A política de
desenvolvimentismo para os países subdesenvolvidos pela Economia Clássica. A
reorganização do Capitalismo e a Segunda Grande Guerra com o surgimento dos regimes
totalitários. Análise das sociedades de massa e da ralé, os efeitos dos governos totais e do
extermínio em massa. A guerra Fria, o período entre guerras e a política de armamento
mundial. O processo de descolonização e os movimentos de resistência amparados da
ideologia marxista. A derrocada dos programas econômicos e sociais do Welfare State e a
reorganização do capital pela Escola de Chicago: o receituário neoliberal. As guerrilhas e o
terrorismo. A crescente pauperização mundial, o desequilíbrio ambiental e as políticas
neoliberais para os países de terceiro mundo. A sociedade pós-moderna: a modernidade
líquida. As artes e ciências.
Bibliografia Básica:
BARBER, Benjamin R. O império do medo: guerra, terrorismo e democracia. Tradução:
Renato Bittencourt. Rio de Janeiro: Record, 2005.
FERNANDES, Rubem César (org.). Dilemas do socialismo: a controvérsia entre Marx,
Engels e os populistas russos. Tradução: Lúcio F. R. Almeida e Rubem César Fernandes.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
FURTADO, Celso. Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Paz e
Terra, 2000.

38

GALBRAITH, John Kenneth. Capitalismo americano: o conceito do poder
compensatorio. Tradução: Clara A. Colotto. São Paulo: Novo Século Editora, 2008.
WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano: os Estados Unidos em um
mundo caótico. Tradução: Elsa T. S. Vieira. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.

Bibliografia Complementar:
ABENSOUR, Miguel. A democracia contra o Estado: Marx e o momento
maquiaveliano. Tradução: Cleonice Paes Barreto Mourão, Consuelo Fortes Santiago,
Eunice Dutra Galéry. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: anti-semitismo, imperialismo,
totalitarismo. Tradução: Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
ARRIGHI, Giovanni. A ilusão do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2004.
_________. Europa. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2006.
_________. Modernidade e ambivalência. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 1999.
_________. Modernidade líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2001.
_________. Vida líquida. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2007.
_________. Vidas desperdiçadas. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2005.
BENDIX, Reinhard. Construção nacional e cidadania. Tradução: Mary Amazonas Leite
de Barros. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Tradução: Carlos Nelson Coutinho. Rio de
Janeiro: Campus, 1992.
CAMPILONGO, Celso Fernandes. Representação política. São Paulo: Ática, 1988.
CANETTI, Elias. Massa e poder. Tradução: Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
CARDOSO, Sérgio. Retorno ao republicanismo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
CARMO, Paulo Sérgio do. Sociologia e sociedade pós-industrial: uma introdução. São
Paulo: Paulus, 2007.
CHANCELLOR, Edward. Salve-se quem puder: uma história de especulação financeira.
Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
CHARBONNEAU, Paul-Eugène. Marxismo e socialismo real. São Paulo: Loyola, 1984.
COMBLIN, José. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
CRESPIGNY, Anthony de; CRONIM, Jeremy (eds.). Ideologias políticas. Tradução:
Sérgio Duarte. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.
DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. Tradução: Celso Mauro Paciornik.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução: Sandra Castello Branco. São Paulo:
Editora UNESP, 2005.

39

_________. Depois da teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo.
Tradução: Maria Lúcia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
EPSTEIN, Isaac. Gramática do poder. São Paulo: Ática, 1993.
FERRO, Marc. O Livro Negro do Colonialismo. São Paulo: Ediouro, 2007.
_________. O século XX: explicando aos meus filhos. Tradução: Hortência Santos
Lencastre. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
FIORI, José Luís (org.). Estados e moedas no desenvolvimento das nações. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
_________ (org.). O poder americano. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.
_________. Os moedeiros falsos. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
FUKUYAMA, Francis. Construção de Estados: governo e organização no século XXI.
Tradução: Nivaldo Montigelli Jr. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
___________. Fim da História e o último Homem. Tradução: Aulyde Soares. Rio de
Janeiro: Rocco, 1992.
GAZIER, Bernard. A crise de 1929. Tradução: Julia da Rosa Simões. Porto Alegre:
L&PM, 2009.
HIRSCHMAN, Albert O. As paixões e os interesses: argumentos políticos para o
capitalismo antes do seu triunfo. Tradução: Lúcia Campelo. São Paulo: Paz e Terra,
2000.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução:
Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
_________. Globalização, democracia e terrorismo. Tradução: José Viegas. São Paulo:
Companhia das Letras, 2007.
_________. O novo século: entrevista a Antônio Polito. São Paulo: Companhia das Letras,
2009.
JAMESON, Fredric. O inconsciente político: a narrativa como ato socialmente simbólico.
Tradução: Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Ática, 1981.
KEYLOR, William R. História do século XX: uma síntese mundial. Tradução: Suzana
Figueiredo. Portugal: Publicações Europa América, 2001.
KIERNAN. V. G. Estados Unidos o novo imperialismo – Da colonização Branca à
hegemonia mundial. Tradução: Ricardo Mendes. Rio de Janeiro: Record, 2009.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: Ascensão do Capitalismo de Desastre. Tradução
Vânia Cury. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
KURZ. R. O Colapso da modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da
economia mundial. São Paulo: Paz e Terra, 1991.
LYON, David. Pós-modernidade. Tradução: Euclides Luiz Calloni. São Paulo: Paulus,
1998.
MARTINS, José de Souza. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulos,
1997.
MASI, Domenico de. (org.). A sociedade pós industrial. Tradução: Anna Maria
Capovilla, Luiz Sérgio do Nascimento Henriques, Marco Aurélio Nogueira, Maria Cristina
Guimarães Cupertino, Renato Ambrósio. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
MÉSZAROS, István. A teoria da alienação em Marx. Tradução: Isa Tavares. São Paulo:
Boitempo, 2006.
NOVAES, adauto (org.). O homem máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
OLIVEIRA, Francisco de e PAOLI, Maria Célia (org.). Os sentidos da democracia:
políticas do dissenso e hegemonia global. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2003.

40

POMAR, Wladimir. A Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003.
RAWLS, John. O liberalismo político. Tradução: Dinah de Abreu Azevedo. São Paulo:
Ática, 2000.
RIVERO, Oswaldo de. O mito do desenvolvimento: os países inviáveis no século XXI.
Tradução: Ricardo A. Rosenbusch. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
RIVIÉRE, Claude. As Liturgias Políticas. Tradução: Maria de Lourdes Menezes. Rio de
Janeiro: Imago, 1988.
SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Paradoxos do Liberalismo. Rio de Janeiro: Revan,
1999.
TAVARES, Maria da Conceição e FIORI, José Luís (organizadores.). Poder e dinheiro:
uma economia política da globalização. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: teoria social crítica na era dos
meios de comunicação de massa. Tradução: Grupo de estudos sobre ideologia,
comunicação e representações sociais da pós-graduação do Instituto de Psicologia da
PUCRS. Petrópolis: Vozes, 1995.
YOUNG, Jock. A sociedade excludente: Exclusão social, criminalidade e diferença na
modernidade recente. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca
de Criminologia, 2002.

História, Cotidiano e Imagem – 30h
Ementa: Abordar em um enfoque multidisciplinar as diferentes dimensões da história
através do cotidiano, Instrumentalizando e interpretando as diferentes linguagens e
construções imagéticas. Priorizar um fazer historiográfico capaz de dar visibilidade a um
universo de tensões e práticas de socialização expressados através das imagens e formas
onde se busca a representação do cotidiano em diferentes temporalidades e espaços.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, Milton Jose de. Cinema: Arte da Memória. Campinas, ed. Autores
Associados, 1999.
BENJAMIN, Walter, Sobre o Conceito de História, IN BENJAMIN, W. Obras Escolhidas,
São Paulo, Brasiliense, 1985, v.1
FOUCAULT, M. Isto não é um Cachimbo, São Paulo, Paz e Terra, 1989, 1993
FELIX, Loiva Otero. História em Memória. Passo Fundo, ed. Universidade Federal de
Passo Fundo, 2000.

História da África 1 – 45h
Ementa: Reconhecimento das características socioeconômicas, políticas e culturais das
sociedades africanas. Promover uma leitura da história africana a partir da antiguidade e
medievalidade, equacionando os processos internos e os encontros dos diferentes
agrupamentos populacionais no continente e com outros povos, observando seus
desdobramentos até a atualidade.

41

Bibliografia Básica:
BOAHEN, A. Adu. (ORG.) História geral da África: África Sobre Dominação Colonial.
Trad. João Alves dos Santos. São Paulo: Ática, Paris UNESCO, 1991.
COSTA E SILVA, Alberto. A Enxada e a lança. A África antes dos portugueses. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Lisboa: Europa América, s.d.
THORTON, John. A África e os africanos na formação do Mundo Atlântico, 14001800. Rio de Janeiro: Campus, 2003

Bibliografia Complementar:
ALENCASTRO, Luis Felipe de. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico
sul. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.
DAVIDSON, Basil. A Descoberta do Passado de África. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
FLORENTINO, Manolo. Em Costas Negras: Uma História do Tráfico de Escravos entre
a África e o Rio de Janeiro (século XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
M’ BOKOLO, Elikia. África Negra: História e Civilizações. Até ao Século XVIII.
Salvador: UFBA, São Paulo: Casa das Áfricas, 2009.
________. África Negra: Histórias e Civilizações. Do século XIX aos nossos dias.
Lisboa: Edições Colibri, 2007.
OLIVER, Roland. A Experiência Africana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1994.
.
HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios. Trad. Maria Tereza Lopes Teixeira. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1989.
SARAIVA, J. F. Sombra. Formação da África Contemporânea. São Paulo: Atual, 1997.
SOUZA, Marina de Mello e. Reis negros no Brasil escravista. História da festa de
coroação de Rei Congo. Belo Horizonte: EdUFMG, 2002.

História da África 2 – 45 h
Ementa: Reconhecimento das características sócio-econômicas, políticas e culturais das

sociedades africanas. Promover uma leitura da história africana a partir do século XIV
equacionando os processos internos e os encontros proporcionados pela dimensão
atlântica. Entender as mudanças internas observando as estruturas desenvolvidas pela
presença do outro e seus desdobramentos a partir do final do século XIV.

Bibliografia Básica:
DAVIDSON, Basil. A Descoberta do Passado de África. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
FLORENTINO, Manolo. Em Costas Negras: Uma História do Tráfico de Escravos entre
a África e o Rio de Janeiro (século XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
SARAIVA, J. F. Sombra. Formação da África Contemporânea. São Paulo: Atual, 1997.

42

SOUZA, Marina de Mello e. Reis negros no Brasil escravista. História da festa de
coroação de Rei Congo. Belo Horizonte: EdUFMG, 2002.

Bibliografia Complementar:
ALENCASTRO, Luis Felipe de. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico
sul. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.
BOAHEN, A. Adu. (ORG.) História geral da África: África Sobre Dominação Colonial.
Trad. João Alves dos Santos. São Paulo: Ática, Paris UNESCO, 1991.
COSTA E SILVA, Alberto. A Enxada e a lança. A África antes dos portugueses. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Lisboa: Europa América, s.d.
M’ BOKOLO, Elikia. África Negra: História e Civilizações. Até ao Século XVIII.
Salvador: UFBA, São Paulo: Casa das Áfricas, 2009.
________. África Negra: Histórias e Civilizações. Do século XIX aos nossos dias.
Lisboa: Edições Colibri, 2007.
OLIVER, Roland. A Experiência Africana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1994.
THORTON, John. A África e os africanos na formação do Mundo Atlântico, 14001800. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios. Trad. Maria Tereza Lopes Teixeira. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1989.

História da América 1 – 45h
Ementa: Estudo e análise das comunidades primitivas americanas. A formação histórica
dos países americanos e a colonização européia na América. A crise do sistema colonial.
Bibliografia Básica:
AMADO, Janaina. Navegar é Preciso: Grandes Descobrimentos Marítimos Europeus.
Janaina Amado e Leônidas Garcia. São Paulo, Editora Atual, 1989.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Trabalho na América latina Colonial. São Paulo,
editora Ática, 1980.
FALCON, Francisco J. Calazans. Mercantilismo e Transição. São Paulo, Brasiliense,
1985.
FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. Brasília UNB, 1963.
GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial. São Paulo, Ática, 1980.

História da América 2 – 45h
Ementa: Estudo e análise do processo e independência dos países americanos. O
desenvolvimento dos países americanos, da independência aos nossos dias. Características
gerais da América Latina nos séculos XIX e início do século XX: desenvolvimento e
subdesenvolvimento, revolução e contra-revolução. Movimentos sociais contemporâneos.
Bibliografia Básica:

43

BRUIT, Hector. Acumulação Capitalista na América Latina. Trad. Sônia Rangel, São
Paulo, Brasiliense, 1982.
CARONE, Edgard. Classes Sociais e Movimento Operário. São Paulo, Ática, 1989.
FOOT, Francisco. et alli. História da Indústria e do Trabalho no Brasil: Das Origens
aos Anos 20. São Paulo, edit. Global. 1982.
LAPA, José Roberto do Amaral. O Sistema Colonial. São Paulo. Ática, 1991.
SINGER, Paul. O Capitalismo: sua evolução, sua lógica e sua dinâmica. São Paulo,
edit. Moderna, 1987.

História da América 3 – 45h
Ementa: Expansão e políticas imperialistas. Cuba século XIX. América, século XX: o
contexto estadunidense (anos loucos e a febre de consumo; lei seca e máfia; a crise de
1929 e os anos 1930; American Way of Life; 1ª e 2ª Guerras Mundiais); o contexto latinoamericano (formação da América Latina; população, sociedade e indústria; identidades
nacionais; experiências populistas no México e na Argentina). América no século XXI.
Bibliografia Básica:
BETHELL, Leslie. História da América Latina – de 1870-1930. SP: EdUSP, 2002, v5.
CAMÍN, Hector Aguilar & MEYER, Lorenzo. À sombra da Revolução Mexicana. SP:
EdUSP, 2000.
JUNQUEIRA, Mary Anne. Estados Unidos: a consolidação da nação. SP: Contexto,
2001.
FERES JUNIOR, João. A História do conceito de Latin América nos Estados Unidos.
SC: EDUSC, 2004.
PRADO, Maria Lígia. O populismo na América Latina (Argentina e México). SP:
Brasiliense, 1995.
SCHOULTZ, Lars. Estados Unidos: poder e submissão – uma história política norteamericana em relação à América Latina. SC: EDUSC, 2000.
Bibliografia Complementar:
BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a
América Latina. RJ: Civilização Brasileira, 1998.
DONGHI, Halperin. História da América Latina. RJ: Paz e Terra, 1975.
FAUSTO, Boris. Fazer a América. SP: EDUSP, 2000.
FERREIRA, Jorge (org.). O populismo e sua história. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2001.
FRANGINALS, Manuel Moreno. Cuba – Espanha- Cuba – uma história comum. SC:
EDUSC, 2005.
KARNAL, Leandro. História dos Estados Unidos – das origens ao século XXI. SP:
Contexto, 2008.
LUKACS, John. A Nova República: uma história dos EUA no século XX. RJ: Jorge
Zahar Ed., 2006.
PAMPLONA, Marco A. Revendo o Sonho Americano: 1890-1972. SP: Atual, 1996.

44

História da Cultura Alagoana – 30h
Ementa: Articulando cultura e história, a disciplina apresentará um panorama geral sobre
as principais manifestações artísticas e culturais ocorridas em Alagoas ao longo de seu
processo de formação. Desta forma, além de destacar a produção literária, imagética
(pintura, fotografia e cinema), musical e dramática, haverá espaços para discussão de
diversas outras formas de manifestações culturais populares e/ou marginais, com foco em
movimentos artísticos e grupos literários, bem como em seus críticos.
Bibliografia Básica:
AVILA, Janayna da Silva. Entre pitangas e sapotis: a crítica na imprensa alagoana nas
décadas de 20 e 30. Maceió: EDUFAL, 2009.
ANDRADE, Fernando Antonio Gomes (org.) Memória das Alagoas: coleção do IHGAL.
Maceió: IHGAL, 2009.
D’ALTAVILLA, Jayme. Gênese e Desenvolvimento da Literatura Alagoana. Maceió:
Typ. Oriental, 1922LINDOSO, Dirceu. Uma cultura em questão: a alagoana. Maceió:
DAC, 1981.
MOLITERNO, Carlos. Notas sobre poesia moderna em Alagoas (Antologia).
Maceió;S/Id/Ed, 1965.
SANT’ANA, Moacir Medeiros de. História do modernismo em Alagoas (1922/32). 2 ed.
Maceió: EDUFAL, 2003.

Bibliografia Complementar:
AVELAR, Romeu de. Antologia de contistas alagoanos. Maceió: DEC, 1970.
Arte Contemporânea das Alagoas. Maceió: SALGEMA, 1989.
BARROS, Elinaldo. Panorama do cinema alagoano. Maceió: SERGASA, 1983.
CAVALCANTE, Simone. Literatura em Alagoas. Maceió: Scortecci/Grafmarques, 2005.
COSTA, Craveiro. Instrução pública e instituições culturais de alagoas. Maceió:
Imprensa Oficial, 1931.
DANTAS, Cármen Lúcia TENÓRIO, Douglas Apratto. A casa das Alagoas: IHGAL.
Maceió: EDUFAL, 2007.
DANTAS, Cármen Lúcia ET ALLI. Cartofilia alagoana. 2 ed. Maceió: SEBRAE, 2009.
DUARTE, Abelardo: O periodismo literário nas Alagoas, caderno III, Divulgação do
departamento estadual de cultura, Maceió, Imprensa Oficial, 1961.
LIMA JR., Félix. Maceió de outrora. Maceió: APA, 1976.
___ _. Maceió de outrora – vol 2 (org. de Raquel Rocha). Maceió: EDUFAL, 2001.
MACIEL, Pedro Nolasco. A filha do Barão. 2 ed. Maceió: DAC/SENEC-AL;DAC/MEC,
1976 (1886).
_ _. Traços e troças (crônica vermelha – leitura quente). 2 ed. anotada e comentada por
Félix Lima Júnior. Maceió: DEC, 1964. (reedições DEC, vol III) (1 ed- 1899)
Coleções e Obras Completas:
Arriete Vilela
Graciliano Ramos
Jorge Cooper
Jorge de Lima
MEMÓRIAS LEGISLATIVAS. Maceió, gazeta de Alagoas, 1997/8.
MEMÓRIA CULTURAL DE ALAGOAS. Maceió, Gazeta de Alagoas, 2000.
MEMÓRIA FEMININA DE ALAGOAS. Maceió, Gazeta de Alagoas, 2001.

45

História das Artes 1 – 30h
Ementa: Estudo das artes visuais no Ocidente tendo como base sua historicidade,
permitindo a formação de uma apreciação crítica e subsídios para a utilização das diversas
formas de expressão artística na pesquisa e no ensino de História. Trata do questionamento
das definições tradicionais de arte e gosto estético; da análise da evolução e
desenvolvimento das principais correntes das artes visuais (pintura, escultura, arquitetura)
no Ocidente, em sua relação com o processo histórico; da definição dos principais
conceitos utilizados na História da Arte para definir estilos, tendências, características e
estruturas artísticas; da análise dos novos paradigmas criados pela Arte Moderna.
Bibliografia Básica:
CARR-GOMM, Sarah. A linguagem secreta da arte. Lisboa: Estampa, 2003.
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. 5ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 15ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Loyola, 2007
WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da História da Arte. O problema da
evolução dos estilos na arte mais recente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
Bibliografia Complementar:
AMORIM, Vania (org.). Luigi Lucarini: vida e obra. Maceió: GrafMarques, 2010.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Do Iluminismo aos movimentos contemporâneos.
2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
História da Arte como História da Cidade. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
COLI, Jorge. O que é arte. São Paulo: Brasiliense, 1986.
DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. 1300-1800: uma cidade sitiada. 2ª
reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
HARRIS, Nathaniel. The art of Michelangelo. New York: Gallery Books, 1981.
HAUSER, Arnold. Maneirismo. A crise da Renascença e a origem da arte moderna. São
Paulo: Perspectiva/EdUSP, 1976.
KEMP, Martin. Leonardo da Vinci. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
MARAVALL, José Antônio. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica.
São Paulo: EdUSP, 1997.
MUSEU DO LOUVRE. O guia do Louvre. Paris: Editions de la Réunion des musées
nationaux, 2005.
RIJKSMUSEUM AMSTERDAM. Las obras maestras. Guia do museu.

História das Artes 2 – 30h
Ementa: Aprofundamento dos estudos sobre as artes visuais no Ocidente, trabalhando os
nexos entre as obras de arte, suas estruturas formais, seus significados intrínsecos e as
dinâmicas históricas. O belo e o grotesco na História da Arte. Os conceitos wöllflinianos
na História da Arte: linear e pictórico, plano e profundidade, forma fechada e forma aberta,
pluralidade e unidade, clareza e obscuridade. Signo e alegoria nas artes visuais. A
iconologia de Panofsky. A história social da arte.

46

Bibliografia Básica:
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Do Iluminismo aos movimentos contemporâneos.
2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro: Record, 2005.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria. Construção e interpretação da metáfora. São
Paulo/Campinas: Hedra/Unicamp, 2006.
MARAVALL, José Antônio. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica.
São Paulo: EdUSP, 1997.
PANOFSKY, Erwin. O significado nas Artes Visuais. Lisboa: Presença, 1989.
Bibliografia Complementar:
CARR-GOMM, Sarah. A linguagem secreta da arte. Lisboa: Estampa, 2003.
CASTELNUOVO, Enrico. Retrato e sociedade na arte italiana. Ensaios sobre história
social da arte. São Paulo: Comanhia das Letras, 2006.
COLI, Jorge. O que é arte. São Paulo: Brasiliense, 1986.
DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. 1300-1800: uma cidade sitiada. 2ª
reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
ECO, Humberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007.
ELIAS, Norbert. A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor. Rio de Janeiro: Zahar,
2005.
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. 5ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Loyola, 2007.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 15ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
HAUSER, Arnold. Maneirismo. A crise da Renascença e a origem da arte moderna. São
Paulo: Perspectiva/EdUSP, 1976.
História social da arte e da literatura. 2ª ed. São Paulo: Martins Editora, 2000.
MUSEU DO LOUVRE. O guia do Louvre. Paris: Editions de la Réunion des musées
nationaux, 2005.
PANOFSKY, Erwin. Estudos de iconologia. Temas humanísticos na arte do
renascimento. 2ª ed. Lisboa: Estampa, 1995.
RIJKSMUSEUM AMSTERDAM. Las obras maestras. Guia do museu.
WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da História da Arte. O problema da
evolução dos estilos na arte mais recente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

História das Religiões 1 – 30h
Ementa: Apresentar os principais temas e os elementos de análise da História das
Religiões. Enfatizar os aspectos da formação histórica, cultural e social, de diferentes
religiões e religiosidades mundiais, em diversas temporalidades.
Bibliografia Básica:
ALVES, Rubem. O que é religião. 14ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1991.
CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito. São Paulo: Palas Athena, 2002.
GUERREIRO, Silas (org.) O Estudo das Religiões. Desafios Contemporâneos. Coleção
Estudos ABHR, São Paulo: Paulinas, 2008.
ELIADE, Mircea & COULIANO, Ioan P. Dicionário das Religiões. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.

47

MONDADORI, Arnaldo (Ed.) História das Religiões: origem e desenvolvimento das
religiões.

Bibliografia Complementar:
CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus. 3 Volumes: 1. Mitologia Primitiva, 2.
Mitologia Oriental, 3. Mitologia Ocidental. São Paulo: Palas Athena, 2002.
CHIAVENATO, Júlio José. Religião, da origem à ideologia. São Paulo: FUNPEC, 2002.
ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. São Paulo: Perspectiva, 1963.
ELIADE, Mircea. Tratado de História das Religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
GROMIKO, A. As Religiões da África: Tradicionais e Sincréticas. Moscou: Progresso,
1986.
MARCONI, Momolina. Prelúdio à História das Religiões. São Paulo: Paulus, 2008.
MITHEN, Steven. A pré-história da mente. Uma busca das origens da arte, da religião e
da ciência. São Paulo: Editora UNESP, 2002.
CAMPBELL, Joseph. Isto és Tu: redimensionando a metáfora religiosa. São Paulo:
Landy, 2002.
CONZE, Edward. El Budismo: su esencia y su desarollo. México: Fondo de Cultura
Econômica, 1997.
COOMARASWAMY, Ananda K. & Irmão Nivedita. Mitos Hindus e Budistas. São
Paulo: Landy, 2002.
DAWSON, Christopher. Historia de la cultura cristiana. México: Fondo de Cultura
Económica, 2001.
DESHIMARU, Taisen. A Tigela e o Bastão: 120 contos zen. São Paulo: Círculo do Livro,
1988.
ELIADE, Mircea. Yoga: Imortalidade e Liberdade. São Paulo: Palas Athena, 1996.
FALBEL, Nachman. Os Espirituais Franciscanos. São Paulo: Edusp, Perspectiva, 1995.
HERNÁNDEZ, Miguel Cruz. Historia del pensamiento en el mundo islâmico. 1. Desde
los Orígenes hasta el siglo XII em Oriente. Madrid: Alianza Editorial, 1996.
IBAÑEZ, Vicente Blasco. O Despertar do Buda. São Paulo: Landy, 2000.
LAO-TSE. Tao Te King. Tradução e Notas Huberto Rohden. São Paulo: Martin-Claret,
s/d.
LEWIS, Ioan M. Êxtase Religioso: um estudo antropológico da possessão por espírito e
do Xamanismo. São Paulo: Perspectiva, 1971.
LIGIÉRO, Zeca. Iniciação ao Candomblé. Coleção Iniciação. Rio de Janeiro: Nova Era,
2004.
PERNOUD, Régine. Hildegard de Bingen: a consciência inspirada do século XII. Rio
de Janeiro: Rocco, 1996.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. Deuses do México Indígena. São Paulo: Palas Athena,
2002.
SUZUKI, D. T. Introdução ao Zen-Budismo. Prefácio de C. G. Jung. São Paulo:
Pensamento, 1969.
ZIMMER, Heinrich. A Conquista Psicológica do Mal. São Paulo: Palas Athena, 1988.
ZIMMER, Heinrich. Filosofias da Índia. São Paulo: Palas Athena, 1986.
(c) referências e fontes:
COLEÇÃO FOLHA GRANDES FOTÓGRAFOS. Religiões. Nº 6. São Paulo: Folha de
São Paulo, 2008.
COMTE, Fernand. Os Livros Sagrados. Lisboa: Pergaminho, 1990.

48

DICIONÁRIO DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO. São Paulo:
Editora Paulus, 1999.
DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS. São Paulo: Editora Paulus, 1999.
LODY, Raul. Dicionário de Arte Sacra & Técnicas Afro-Brasileiras. Rio de Janeiro:
Pallas, 2003.
GRANDES LIVROS DA RELIGIÃO. Barcelona, São Paulo: Ediciones Folio, 2008.
MERRIAM-WEBSTER. Encyclopedia of World Religions. Springfield, Massachusets:
Merriam-Webster, 1999.

História das Religiões 2 – 30h
Ementa: Introduzir os principais temas e análises sobre a História das Religiões no Brasil.
Apresentar as pesquisas atuais sobre as instituições e os movimentos religiosos, em
diferentes épocas, e as questões teórico-metodológicas essenciais para a pesquisa na área.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, Adroaldo J. S.; SANTOS, Lyndon de A.; FERRETTI, Sergio F. (orgs.)
Religião, Raça e Identidade. São Paulo: Paulinas, 2009.
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das
interpenetrações de civilizações. São Paulo: Pioneira, 1989.
BRANDÃO, Sylvana. História das religiões no Brasil. Recife: UFPE, 2002. Volumes 1
ao 4.
HOORNAERT, Eduardo. História do Cristianismo na América Latina e no Caribe. São
Paulo: Paulus, 1994.
SIEPIERSKI, Paulo D.; GIL, Benedito M. (org.) Religião no Brasil. Enfoques, dinâmicas
e abordagens. São Paulo: Paulinas, 2007

Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Ronaldo de; MONTEIRO, Paula. Trânsito Religioso no Brasil. In: São Paulo
em Perspectiva, 15(3) 2001, p. 92-101.
GUERREIRO, Silas. Novos Movimentos Religiosos: o quadro brasileiro. São Paulo:
Edições Paulinas, 2008.
LINS, Anilson. Xangô de Pernambuco. A substância dos orixás, segundo os
ensinamentos contidos no Manual do Sítio de Pai Adão. Rio de Janeiro: Pallas, 2004.
MANOEL, Ivan Ap.; FREITAS, Nainora M. B. de. História das Religiões: desafios,
problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos. São Paulo: Paulinas, 2004.
MASSENZIO, Marcello. A História das Religiões na Cultura Moderna. São Paulo:
Hedra, 2005.
ORTIZ, Renato. Mundialização: saberes e crenças. São Paulo: Brasiliense, 2006.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
REVISTA ESTUDOS AVANÇADOS USP. Dossiê Religiões no Brasil. Volume 18, nº
52, setembro/dezembro 2004.
SANTOS, Irinéia M. Franco. A Comunidade São João Batista em São Paulo. São Paulo,
Lcte, 2008.

49

História de Alagoas 1 – 45h
Ementa: Tendo como ponto central a discussão da singularidade de Alagoas no processo
de constituição da América Portuguesa, a disciplina apresenta o processo de sua formação
histórica em linhas gerais, destacando as questões relacionadas à dinâmica de produção
(economia) e às relações de poder intra-elites e entre as classes sociais, mediadas pelo
Estado. Neste sentido, além da produção historiográfica, destacam-se o processo de
ocupação humana (pré-cabralina, indígena, e europeia); a instalação dos primeiros
engenhos, a utilização da mão-de-obra escrava e as reações ao escravismo; a ocupação de
parte do território por franceses e holandeses; a evolução administrativa e emancipação
política de Alagoas.
Bibliografia Básica:
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Jurisdição e conflitos – aspectos da administração colonial.
Maceió/Recife: EDUFAL/EDUFPE, 1997.
BRANDÃO, Moreno. História de Alagoas. Maceió: SERGASA, 1981.
CAETANO, Antonio Filipe Pereira (Org.). Alagoas e o Império Colonial Português:
Ensaios sobre Poder e Administração. Maceió: Cepal, 2010.
LINDOSO, Dirceu. Alagoas Boreal. Maceió: Cataventos, 2000.
MELO, Evaldo Cabral. Olinda restaurada – guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. 2
ed. Rio de Janeiro: Toopbooks, 1998.

Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Luiz Sávio de (org.) Mata e Palmares nas Alagoas. Maceió/Arapiraca:
FUNESA, 2004.
ALTAVILA, Jayme de. História da civilização das Alagoas. 5 ed. Maceió:BPE/DAC,
1967.
ANDRADE, Manoel Correia de. Usinas e destilarias das Alagoas – uma contribuição ao
estudo da produção do espaço. Maceió: EDUFAL, 1997.
COSTA, Craveiro. História das alagoas (resumo didático). 2 ed. Maceió: SERGASA,
1983.
DIEGUES JR., Manuel. O bangüê nas Alagoas – traços da influência do sistema
econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. 3. ed. Maceió: EDUFAL,
2006.
GOMES, Flávio. Palmares. São Paulo: Contexto, 2005.
MELLO, José Antonio Gonçalves de. Fontes para a história do Brasil Holandês (2
vols.). Recife: PHN dos Guararapes/MEC/SPHAN/Fundação Pró-Memória, 1981.
ROCHA, José Maria Tenório da. Historiografia de Alagoas: primeira leitura – trabalho
apresentado no I Encontro Regional de Professores de História (ANPUH-AL/Dep. de
História da UFAL/ F. F. P. de Penedo). Maceió, S/d. (mimeo).
SANT’ANA, Moacir Medeiros de (org.) Documentos para a história da independência.
Recife: Comissão executiva dos festejos do sesquicentenário da Independência do
Brasil/IHGAL, 1972.
VERÇOSA, Élcio de Gusmão. Cultura e educação nas Alagoas: história, histórias. 2 ed.
Maceió: EDUFAL, 1997.

50

História de Alagoas 2 – 45h
Ementa: Tendo como ponto de partida a construção da autonomia político administrativa
de Alagoas no cenário nacional, a disciplina apresenta o processo de sua formação
histórica desde o século XIX, destacando as questões relacionadas à dinâmica de produção
(economia) e às relações de poder intra-elites e entre as classes sociais, mediadas pelo
Estado. Neste sentido, além da produção historiográfica, as revoltas sociais ocorridas no
período; a transição da mão de obra escrava para a juridicamente livre, bem como suas
diversas as de arranjo do pós-1888; a decadência dos bangüês e o surgimento das usinas e
destilarias; as ferrovias, a indústria têxtil e o capital internacional; movimentos políticos
como o abolicionismo, o republicanismo, o socialismo e o populismo; o quebra dos
terreiros em 1912.

Bibliografia Básica:
ANDRADE, Manoel Correia de. Usinas e destilarias das Alagoas – uma contribuição ao
estudo da produção do espaço. Maceió: EDUFAL, 1997.
CARVALHO, Cícero P. Análise da reestruturação produtiva da agroindústria sucroalcooleira alagoana. Maceió: EDUFAL, 2000.
DIEGUES JR., Manuel. O bangüê nas Alagoas – traços da influência do sistema
econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. 3. ed. Maceió: EDUFAL,
2006.
MACIEL, Osvaldo (org.) Operários em movimento: documentos para a história da classe
trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió:EDUFAL, 2007.
SILVA, Amaro Hélio L. Serra dos perigosos – guerrilha e índio no sertão de Alagoas.
Maceió: EDUFAL, 2007.

Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Luis Sávio de. Chrônicas alagoanas (vol.II) - notas sobre poder, operários e
comunistas em Alagoas. Maceió: EDUFAL, 2006.
ANTUNES, Clóvis. Índios de Alagoas – documentário. Maceió, s/ed, 1984.
BARROS, Luiz Nogueira. A solidão dos espaços políticos. Maceió: SECULT, 1988.
COSTA, Craveiro. Maceió. Maceió: DAC, 1981.
LIMA, Mario de C. Sururu apimentado. Maceió: EDUFAL, 1979.
LINDOSO, Dirceu. A utopia armada – rebeliões de pobres nas matas do tombo real. 2.
ed. Maceió: EDUFAL, 2005.
OLIVEIRA, José Alberto Saldanha de. A mitologia estudantil: uma abordagem sobre o
movimento estudantil alagoano. Maceió: SERGASA, 1994.
RAFAEL, Ulisses Neves. Xangô rezado baixo: um estudo da perseguição aos terreiros de
Alagoas em 1912. Rio de Janeiro/RJ, PPSA/IFCS/UFRJ, 2004. (Tese de doutorado)
SANT’ANA, Moacir Medeiros de. Contribuição à história do açúcar em Alagoas.
Recife: Museu do Açúcar/IAA, 1970.
TENÓRIO, Douglas Apratto. A tragédia do populismo: o impeachment de Muniz Falcão.
Maceió: EDUFAL, 1995.
___ . A metamorfose das oligarquias. Curitiba: Hdlivros, 1997.

51

História de Alagoas 3 – 45h
Ementa: coronelismo e oligarquia em Alagoas; da ditadura militar à redemocratização
(partidos de esquerda e movimentos sociais); Alagoas contemporânea: o acordo dos
usineiros, o 17 de julho e outros aspectos atuais.
Bibliografia Básica:
BARROS, Luiz Nogueira. A solidão dos espaços políticos. Maceió: SECULT, 1988.
LINDOSO, Dirceu. A utopia armada – rebeliões de pobres nas matas do tombo real. 2.
ed. Maceió: EDUFAL, 2005.
OLIVEIRA, José Alberto Saldanha de. A mitologia estudantil: uma abordagem sobre o
movimento estudantil alagoano. Maceió: SERGASA, 1994
TENÓRIO, Douglas Apratto. A tragédia do populismo: o impeachment de Muniz Falcão.
Maceió: EDUFAL, 1995.
_________ . A metamorfose das oligarquias. Curitiba: Hdlivros, 1997.

Bibliografia Complementar:
ANDRADE, Manoel Correia de. Usinas e destilarias das Alagoas – uma contribuição ao
estudo da produção do espaço. Maceió: EDUFAL, 1997.
ALMEIDA, Luis Sávio de. Chrônicas alagoanas (vol.II) - notas sobre poder, operários e
comunistas em Alagoas. Maceió: EDUFAL, 2006.
ANTUNES, Clóvis. Índios de Alagoas – documentário. Maceió, s/ed, 1984.
CARVALHO, Cícero P. Análise da reestruturação produtiva da agroindústria sucroalcooleira alagoana. Maceió: EDUFAL, 2000.
COSTA, Craveiro. Maceió. Maceió: DAC, 1981.
DIEGUES JR., Manuel. O bangüê nas Alagoas – traços da influência do sistema
econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. 3. ed. Maceió: EDUFAL,
2006.
LIMA, Mario de C. Sururu apimentado. Maceió: EDUFAL, 1979.
MACIEL, Osvaldo (org.) Operários em movimento: documentos para a história da classe
trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió:EDUFAL, 2007.
RAFAEL, Ulisses Neves. Xangô rezado baixo: um estudo da perseguição aos terreiros de
Alagoas em 1912. Rio de Janeiro/RJ, PPSA/IFCS/UFRJ, 2004. (Tese de doutorado)
SANT’ANA, Moacir Medeiros de. Contribuição à história do açúcar em Alagoas.
Recife: Museu do Açúcar/IAA, 1970.
SILVA, Amaro Hélio L. Serra dos perigosos – guerrilha e índio no sertão de Alagoas.
Maceió: EDUFAL, 2007.

História do Brasil 1 – 60h
Ementa: A disciplina tem por objetivo analisar os aspectos políticos, econômicos, sociais,
religiosos, comportamentais e ideológicos do Brasil desde os primeiros contatos entre
portugueses e nativos até os primeiros sinais da crise do Antigo Regime implementado
pela corte lusitana. Sugere-se um debate historiográfico sobre as características políticas e
econômicas desta sociedade, bem como uma análise das diferentes áreas coloniais
buscando demonstrar suas diferenciações e suas funções na conjuntura colonial.

52

Bibliografia Básica:
BOXER, Charles R. A Idade do Ouro no Brasil. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 1963.
FRAGOSO, João, BICALHO, Maria Fernanda Baptista & GOUVÊA, Maria de Fátima
(Orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (Século
XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
FUTADO, Celso. Economia Colonial no Brasil dos Séculos XVI-XVII. São Paulo:
Hucitec, 2000.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense,
1981.
SOUZA, Laura de Mello e. História da Vida Privada no Brasil: Cotidiano e Vida
Privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Bibliografia Complementar:
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Jurisdição e Conflitos: Aspectos da Administração Colonial.
Maceió: Edufal, 1999.
ALENCASTRO, Luis Felipe de Alencastro. O Trato dos Viventes. Formação do Brasil
no Atlântico-Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
AMADO, Janaina & FIGUEIREDO, Luiz Carlos. O Brasil no Império Português. São
Paulo: Jorge Zahar, 2001.
ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. São Paulo: Edusp, 1982.
CUNHA, Manuela Carneiro (Dirt.) História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia
das Letras, 1998.
FAORO, Raimundo. Os Donos do Poder. São Paulo: Publifolha, Volume 1, 2000.
FARIA, Sheila de Castro. A Colônia em Movimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1998.
FIGUEIREDO, Luciano. Rebeliões no Brasil Colônia. São Paulo: Jorge Zahar Editor,
2005.
FRAGOSO, João e FLORENTINO, Manolo. Arcaísmo como Projeto: Mercado Atlântico
e Sociedade Agrária no Rio de Janeiro (c. 1790-1840). Rio de Janeiro: Diadorim, 1993.
FRAGOSO, João; ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de; SAMPAIO, Antonio Carlos Jucá.
Conquistadores & Negociantes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
FLORENTINO, Manolo. Trafico, Cativeiro e Liberdade (Rio de Janeiro, Séculos
XVII-XIX). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
FURTADO, Júnia (Org.) Diálogos Oceânicos. Minas Gerais e as Novas Abordagens para
uma História do Império Ultramarino Português. Belo Horizonte. UFMG, 2001.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. São Paulo: Global, 2000.
GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial. São Paulo: Ática, 1978.
_________________ A Escravidão Reabilitada. São Paulo: Ática, 1991.
HERMANN, Jacqueline. No Reino do Desejado. A Construção do Sebastianismo em
Portugal nos Séculos XVI-XVII. São Paulo: Companhia das Letras.
HOLANDA, Sérgio Buarque de (Dir.) História Geral da Civilização Brasileira. São
Paulo: Bertrand Brasil, 1993.
___________________________. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
___________________________. Visão do Paraíso São Paulo: Brasiliense, Publifolha,
2000.

53

JUNIOR, Caio Prado. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Publifolha, 2000.
MELLO, Evaldo Cabral de. A Fronda dos Mazombos. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
______________________. Olinda Restaurada: Guerra e Açúcar no Nordeste, 16301654. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.
______________________. Rubro Veio – O Imaginário da Restauração
Pernambucana. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser Escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliana, 1990.
MAXWELL, Kenneth. Marquês do Pombal: Paradoxo do Iluminismo. São Paulo: Paz e
Terra,
MONTEIRO, John Manuel. Os Negros da Terra. São Paulo: Companhia das Letras,
1994.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O Rei no Espelho: a Monarquia Portuguesa e a
Colonização da América, 1640-1720. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2002.
_________________________ (Org.) Espelhos Deformantes: Fontes, Problemas e
Pesquisas em História Moderna (Séculos XVI-XIX). São Paulo: Alameda, 2008.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (17771808). São Paulo: Hucitec, 1995
PIERONI, Geraldo. Os Excluídos do Reino. Brasília: UNB, 2006.
PRADO, Paulo. Retrato do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
PUNTONI, Pedro. A Guerra dos Bárbaros: Povos Indígenas e a Colonização do Sertão.
São Paulo: Hucitec, 2002.
RICUPERO, Rodrigo. A Formação da Elite Colonial. São Paulo: Alameda, 2009.
SARAIVA, Antonio José. Inquisição e Cristãos Novos. Porto: Editora Nova, 1969.
SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos. Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial.
São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
_________________ Da América Portuguesa ao Brasil. Lisboa: Difel, 2003.
_________________ Escravos, Roceiros & Rebeldes. São Paulo: EDUSC, 2001.
SILVA, Maria Beatriz Nizza. Ser Nobre na Colônia. São Paulo: UNESP, 2005.
SOUSA, Gabriel Soares de. Tratado Descritivo do Brasil em 1587. Recife: Massagana,
2000.
SOUZA, Laura de Mello e.. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia
das Letras, 1986.
_____________________ Os Desclassificados do Ouro: a Pobreza Mineira do Século
XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 1986.
_____________________, FURTADO, Júnia & BICALHO, Maria Fernanda. O Governo
dos Povos. São Paulo: Alameda, 2009.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1995.
________________. Trópico dos Pecados: Moral, Sexualidade e Inquisição no Brasil.
Rio de Janeiro: Campus, 1989.
_________________ Dicionário do Brasil Colonial. São Paulo: Objetiva, 2003.
_________________ & MONTEIRO, Rodrigo B. O Império de Várias Faces: Relações
de Poder no Mundo Ibérico da Época Moderna. São Paulo: Alameda, 2009.
WEHLING, Arno e WEHLING, Maria J. C. Formação do Brasil Colonial. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

54

História do Brasil 2 – 60h
Ementa: Crise do Antigo Sistema Colonial. Evolução do Brasil-Império, em seus aspectos
políticos, econômicos, sociais e culturais. A construção da ordem imperial. A construção
da nacionalidade. Movimentos sociais. Passagem do escravismo para a mão-de-obra
assalariada. O contexto da crise do Império e a Proclamação da República.
Bibliografia Básica:
HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira Volume 1 ao
7. Rio de Janeiro, Difel, 1980.
PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo, Brasiliense, 1972.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo. Ed. Nacional, 1971.
PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo, Brasiliense, 1972.
SINGER, Paul. O Capitalismo: sua evolução, sua lógica e sua dinâmica. São Paulo,
edit. Moderna, 1987.

História do Brasil 3 – 60h
Ementa: Conduzir o aluno a interpretar alguns aspectos do contexto sócio-político durante
o período republicano brasileiro. A Era Vargas e o “populismo” na política brasileira: uma
versão dos acontecimentos de 1930 a 1954.
Bibliografia Básica:
GOMES, Angela de Castro (org.). O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV, 1991.
_____________. A Invenção do Trabalhismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
1994.
_____________ . Vargas e a crise dos anos 50. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.
IANNI, Octavio. Estado e Planejamento Econômico no Brasil (1930-1970). Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.
PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora da
Fundação Getúlio Vargas, 1999.

Bibliografia Complementar:
AQUINO, Maria Aparecida de. Censura, Imprensa e Estado Autoritário (1968-1978).
Bauru/SP: EDUSC, 1999.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa & Barreto, Túlio Velho. 1964: O Golpe passado a
limpo. Recife: Editora Massangana, 2007.
ARQUIDIOCESE de São Paulo. Brasil: Nunca Mais. 8ªed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1985.
BAUM, Ana (org.). Vargas, agosto de 54: a história contada pelas ondas do rádio. Rio de
Janeiro: Garamond, 2004.
D’ARAÚJO, Maria Celina. As instituições brasileiras da Era Vargas. Rio de Janeiro:
EdUerj & FGV, 1999.
FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular 1930/1945. Rio de
Janeiro: FGV, 1997.
_________(org.). O populismo e sua história – debate e crítica. Rio de janeiro,
Civilização Brasileira, 2001.

55

__________& DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.). O Brasil Republicano (vol. 1 - O
tempo do liberalismo excludente; vol. 2 – o tempo do nacional-estatismo; vol. 3 – o
tempo da experiência democrática e vol. 4 - o tempo da ditadura. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003.
__________. O Imaginário Trabalhista: getulismo, PTB e cultura política popular, 19451964. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005.
__________ & REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil - 3 volumes (“A
formação das tradições – 1889/1945”, “Nacionalismo e reformismo radical –
1945/1964” e “Revolução e democracia – 1964/...”). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2007.
FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.). João Goulart: entre a memória e a história. Rio
de Janeiro: FGV, 2006.
FICO, Carlos. Como eles agiam - os subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e
polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001.
__________ O Grande Irmão: da Operação Brother Sam aos anos de Chumbo – o
governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2008.
GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: a esquerda brasileira, das ilusões perdidas à
luta armada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1990.
KUSHNIR, Beatriz. Cães de Guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de
1988. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Jango e o golpe de 1964 na caricatura. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2006.

História do Brasil 4 – 60h
Ementa: O Governo João Goulart e o Golpe civil-militar de 1964. O Regime Militar:
história e memória. A “Nova República”, o neo-liberalismo no Brasil, Esquerda no poder e
os aspectos sociais, políticos e econômicos do Brasil no século XXI.

Bibliografia Básica:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil: 1964/1984. Petrópolis/RJ:
Vozes, 1984.
FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular 1930/1945. Rio de
Janeiro: FGV, 1997.
_________(org.). O populismo e sua história – debate e crítica. Rio de janeiro,
Civilização Brasileira, 2001.
__________& DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.). O Brasil Republicano (vol. 1 - O
tempo do liberalismo excludente; vol. 2 – o tempo do nacional-estatismo; vol. 3 – o
tempo da experiência democrática e vol. 4 - o tempo da ditadura. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003.
SOARES, Gláucio Ary Dillon & D'ARAUJO, Maria Celina (orgs.). 21 Anos de Regime
Militar: Balanços e Perspectivas. Rio de Janeiro: FGV, 1995.

56

Bibliografia Complementar:
AQUINO, Maria Aparecida de. Censura, Imprensa e Estado Autoritário (1968-1978).
Bauru/SP: EDUSC, 1999.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa & Barreto, Túlio Velho. 1964: O Golpe passado a
limpo. Recife: Editora Massangana, 2007.
ARQUIDIOCESE de São Paulo. Brasil: Nunca Mais. 8ªed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1985.
BAUM, Ana (org.). Vargas, agosto de 54: a história contada pelas ondas do rádio. Rio de
Janeiro: Garamond, 2004.
D’ARAÚJO, Maria Celina. As instituições brasileiras da Era Vargas. Rio de Janeiro:
EdUerj & FGV, 1999.
DREIFUSS, René Armand. 1964: A Conquista do Estado (ação política, poder e golpe
de classe). 3ª ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1981.
__________. O Imaginário Trabalhista: getulismo, PTB e cultura política popular, 19451964. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005.
__________ & REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil - 3 volumes (“A
formação das tradições – 1889/1945”, “Nacionalismo e reformismo radical –
1945/1964” e “Revolução e democracia – 1964/...”). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2007.
FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.). João Goulart: entre a memória e a história. Rio
de Janeiro: FGV, 2006.
FICO, Carlos. Como eles agiam - os subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e
polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001.
__________ O Grande Irmão: da Operação Brother Sam aos anos de Chumbo – o
governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2008.
GOMES, Angela de Castro (org.). O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV, 1991.
_____________. A Invenção do Trabalhismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
1994.
_____________ . Vargas e a crise dos anos 50. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994.
GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: a esquerda brasileira, das ilusões perdidas à
luta armada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1990.
IANNI, Octavio. Estado e Planejamento Econômico no Brasil (1930-1970). Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.
KUSHNIR, Beatriz. Cães de Guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de
1988. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Jango e o golpe de 1964 na caricatura. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2006.
PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora da
Fundação Getúlio Vargas, 1999.
REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura Militar, esquerdas e sociedade. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
____________________. A revolução faltou ao encontro: os comunistas no Brasil. São
Paulo: Brasiliense, 1989.

57

História do Nordeste – 30h
Ementa: A partir da discussão de autores clássicos sobre o pensamento político e social
nordestino, a disciplina apresentará o processo de formação histórica da região, ocupandose tanto dos amplos quadros macro-estruturais que balizam esta história, como dos
movimentos sociais e políticos que caracterizam o posicionamento social no processo de
construção da nacionalidade brasileira e da sociabilidade nordestina, sem esquecer o debate
sobre o regionalismo que perpassou parte da história do século XX.
Bibliografia Básica:
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 2 ed.
Recife/São Paulo: FJN/Cortez, 2001.
ANDRADE, Manuel Correia de. A terra e o homem no nordeste. 3 ed. São Paulo:
Brasiliense, 1973.
FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos: gênese e lutas. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1972.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Terra, trabalho e poder. São Paulo: Brasiliense, 1988.
LEAL, Vitor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo
no Brasil. 2 ed. São Paulo: Alfa-ômega, 1975.
Bibliografia Complementar:
CASTRO, Josué de. Geografia da Fome (o dilema brasileiro: pão ou aço). 10 ed. São
Paulo: Brasiliense, 1967.
CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, s/d.
DANTAS, Ibarê. Coronelismo e dominação. Aracaju: UFS, 1987.
EISEMBERG, Peter. Modernização sem mudança. A indústria açucareira em
Pernambuco (1840/1910). Tradução de João Maia – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
FERRAZ, Socorro. Liberais e liberais: guerras civis em Pernambuco no século XIX.
Recife: Ed.UFPE, 1996.
FREITAS, Décio. Os guerrilheiros do imperador. Rio de Janeiro: Graal, 1978.
FREIRE, Gilberto. Casa grande e senzala. 21 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981.
JANOTTI, Maria de Lourdes. O coronelismo: uma política de compromisso. São Paulo:
Brasiliense, 1984.
LOPES, José Sérgio Leite. O vapor do diabo: o trabalho dos operários do açúcar. 2 ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
MAIOR, Armando Souto. Quebra-quilos: lutas sociais no outono do Império. São Paulo:
Editora Nacional/INL/IJNPS, 1978.
MELLO, Evaldo Cabral. A fronda dos mazombos: nobres contra mascates, Pernambuco
– 1666/1715. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
____ . O Norte agrário e o Império (1871-1889). 2 ed. Rio de Janeiro: Toopbooks, 1999.
MELLO, José Antonio Gonçalves de. O diário de Pernambuco e a História social do
Nordeste. Recife: s/id/editora, 1975, (2 vols).
MONTEIRO, Hamilton de Mattos. Crise agrária e luta de classes: o Nordeste brasileiro
entre 1850 e 1889. Brasília: Horizonte, 1980.
OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: SUDENE, Nordeste, planejamento
e conflito de classes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
PERRUCI, Gadiel. A República das usinas: Um estudo de história social e econômica do
Nordeste, 1889/1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

58

PIRES, Maria Idalina da Cruz. Guerra dos bárbaros: resistência indígena e conflitos
sociais no Nordeste colonial. Recife: FUNDARPE, 1990.
VÁRIOS AUTORES. Mudança social no Nordeste: estudos sobre trabalhadores urbanos.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

História Econômica – 30h
Ementa: Estudo e análise da evolução econômica e social das comunidades primitivas ao
capitalismo contemporâneo e ao socialismo de Estado. Os principais teóricos da economia.
Bibliografia Básica:
ANDERSON, Perry. Passagens da Antigüidade ao feudalismo. São Paulo, Brasiliense,
1978.
CARONE, Edgard. Classes Sociais e Movimento Operário. São Paulo, Ática, 1989.
DUBY, George. Guerreiros e Camponeses: Os Primórdios do Crescimento Europeu
Século VII ao XII. Lisboa, editorial Estampa 1978.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo. Ed. Nacional, 1971.
HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro, Zahar, 1981.

Bibliografia Complementar:
BRUIT, Hector. Acumulação Capitalista na América Latina. Trad. Sônia Rangel, São
Paulo, Brasiliense, 1982.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Trabalho na América latina Colonial. São Paulo,
editora Ática, 1980.
CANÊDO, Letícia Bicalho. A Revolução Industrial: Tradição e Ruptura... São Paulo
editora Atual. – Campinas -UNICAMP – 1985.
COSTA, Márcio Jorge Porongaba. Capital Inglês e Engenhos Centrais. Maceió,
EDUFAL, 1997.
DECCA, Edgar S de. O Nascimento das Fábricas. São Paulo Brasiliense, 1982.
DOBB, Maurice. A Evolução do Capitalismo. Trad. Miguel Rego. Rio de Janeiro, Zahar,
1980.

História Medieval – 60h
Ementa: A disciplina pretender fornecer uma visão de conjunto sobre a Idade Média.
Partindo de discussões historiográficas, abordar-se-á temáticas como: a formação dos
reinos germânicos; Império carolíngio e papado; características gerais do Império
Bizantino; formação e expansão do Islã; gênese, natureza e o desenvolvimento do
Feudalismo; questões culturais, econômicas, sociais e religiosas que permeia a formação
das cidades no século XII; crise do século XIV.

59

Bibliografia Básica:

ANDERSON, Perry, Passagens da Antigüidade ao feudalismo. Trad. port., Porto,
Afrontamento, 1982.
BLOCH, Marc. A sociedade Feudal. Trad., Lisboa: Ed. 70, 1982
DUBY, G., Guerreiros e camponeses. Os primórdios do crescimento económico
europeu. Séc. VII-XII. Trad., Lisboa: Estampa, 1980.
DUBY, George. Idade Média, Idade dos homens. Do amor e outros ensaios. São Paulo
Companhia das letras, 1989.
LE GOFF, Jacques e TRUONG, Nicolas. Uma história do corpo na Idade Média. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
Bibliografia Complementar:
ARIÈS, Philipe e DUBY, George. (org.). História da vida privada. Vol. I e Vol II. São
Paulo: Companhia das Letras, 1997.
ANDRADE FILHO. R. O. (org.) Relações de poder, educação e cultura na Antigüidade
e Idade Média. Santana de Parnaíba: Editora Solis, 2005.
BANNIARD, Michel. A Alta Idade Média. Trad. port., Lisboa: Europa-América, s./d.
BARBERO, A. e VIGIL, M., La formación del feudalismo en la Península Ibérica.
Barcelona: Crítica, 1978.
BASCHET, Jêrôme. A civilização feudal. Do ano mil à colonização da América. São
Paulo: Editora Globo, 2006.
BLOCH, Marc. Os reis Taumaturgos. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
BROWN, Peter. O fim do mundo clássico. Trad. port., Lisboa: Verbo, 1972.
BROWN, Peter. Santo Agostinho. Uma Biografia. Rio de Janeiro: Recorde, 2005.
BROWN, Peter. Corpo e sociedade, trad. Vera Ribeiro. São Paulo: Companhia das
Letras,1990.
DONINI, Ambrogio. História do cristianismo. Das origens a Justiniano. Trad. port.,
Lisboa: Ed. 70, 1980.
DUBY, G., Atlas Historique. L'histoire du monde an 317 cartes. Paris: Larousse, 1987.
DUBY, Georges. As Três Ordens ou o Imaginário do Feudalismo. Lisboa: Estampa,
1982.
DUBY, George. São Bernardo e a arte cistercience. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
ELIADE, Mircea. Ferreiros e Alquimistas. Trad., Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
ESPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Estampa, 1972.
FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média: O nascimento do Ocidente. São Paulo:
Brasiliense, 2001
FRANCO JUNIOR, Hilário Franco. Cruzadas. São Paulo: Brasiliense, 1998.
FRANCO JUNIOR, Hilário. Os três dedos de Adão. Bauru: Edusp, 2010.
FRANCO JUNIOR, Hilário. Eva Barbada. Bauru: Edusp, 2010.
HAUSER, A. História Social da Arte e da Literatura. São Paulo: Martins Editora, 2000.
HOURANI, Albert. Uma história dos povos árabes. Trad., São Paulo: Cia das Letras,
1995.
KANTOROWICZ, Ernst H. Os dois corpos do rei. Um estudo sobre teologia política
medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LE GOFF, J. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no
Ocidente. Trad., Lisboa: Estampa, 1993.
LE GOFF, J., A civilização do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2009.
LE GOFF, Jacques. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.

60

LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário do Ocidente medieval. Bauru:
Edusc, 2002, II vol.
LE GOFF, Jacques. O maravilhoso e o quotidiano no Ocidente Medieval. Lisboa:
Edições 70, 1985.
LE Goff, Jacques. A Bolsa e a Vida. A usura na Idade Média. São Paulo: Brasiliense,
1989.
LE GOFF, Jacques. O homem medieval. Lisboa: Presença, 1989.
LE GOFF, Jacques. São Francisco de Assis. Rio de Janeiro: Record, 2001.
LE GOFF, Jacques. O maravilho e o quotidiano no Ocidente Medieval. Lisboa: Edições
70, 1985.
LE GOFF, Jacques. O imaginário Medieval. Lisboa: Editora Estampa, 1994.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Editora da Unicamp, 1996.
LE GOFF, Jacques. O nascimento do Purgatório. Lisboa: Estampa, 1993.
LE GOFF, Jacques. São Luís. Biografia. Rio de Janeiro: Record, 2002.
LOPEZ, Roberto, O nascimento da Europa. Trad., Lisboa/Rio de Janeiro: Edições
Cosmos, 1965.
LEWIS, Bernard. Os árabes na História. Trad., Lisboa: Estampa, 1994.
MAALOUF, Amin. As Cruzadas vistas pelos Árabes. São Paulo: Companhia das letras,
2007
MANGO, Cyril. Bizâncio: Império da Nova Roma. Lisboa: Edições 70.
PEDRERO-SÁNCHEZ, MARIA GUADALUPE. História da Idade Média. Textos e
testemunhas. São Paulo: Editora Unesp, 2000.
SCHIMITT, Jean-Claude. História de La superstición. Barcelona: Crítica, 1992.
SCHIMITT, Jean-Claude. O Corpo das Imagens. Ensaios sobre a cultura visual na
Idade Média. Bauru: EDUSC, 2007.
VAUCHEZ, André. A espiritualidade na Idade Média Ocidental. Século VIII a XIII.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.
ZUNTHOR, Paul. A palavra e a voz. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
ZUNTHOR, Paul. La medida del mundo. Representación del espacio em la Edad
Media. Madrid: Cátedra, 1994.

História Moderna – 60 h
Ementa: Investigação e análise do contexto da Era Moderna, entre os séculos XV e XVI, a
partir de dois eixos norteadores: a) o processo de formação da sociedade burguesa
ocidental, e b) o processo de secularização do Ocidente. As temáticas abordadas têm como
principais objetos: o questionamento do conceito de moderno e sua formulação como era
histórica; a compreensão da Era Moderna como um período de alargamento e
transformação nas visões de mundo, engendradas por processos como os Descobrimentos
Ultramarinos, o Renascimento e as Reformas Religiosas; o estudo da formação do
pensamento político e social moderno no contexto do Humanismo; o estudo da cultura do
Barroco no contexto da Contra Reforma. Investigação e análise do contexto da Era
Moderna, entre os séculos XVII e XVIII, a partir de dois eixos norteadores: a) o processo
de formação da sociedade burguesa ocidental, e b) o processo de secularização do
Ocidente. As temáticas abordadas têm como principais objetos: o estudo da formação e do
desenvolvimento histórico do Estado Absolutista; o estudo da sociedade e da cultura
setecentista; a compreensão da superação do Antigo Regime no contexto político das
Revoluções burguesas dos séculos XVII-XVIII: as Revoluções Inglesas e a Revolução

61

Francesa; o estudo do ideário político e da fundação da nacionalidade na Revolução
Americana; a compreensão das transformações econômicas na primeira fase da Revolução
Industrial.
Bibliografia Básica:
BURCKHARDT, Jacob. A cultura do Renascimento na Itália. São Paulo: Companhia
das Letras, 2003.
DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente 1300-1800. Uma cidade sitiada. 2ª
reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
FALCON, Francisco J. Calazans. Mercantilismo e Transição. São Paulo, Brasiliense,
1985.
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Atual Editora, 1994.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 5ª ed. São Paulo:
Pioneira, 1987.

Bibliografia Complementar:
AMADO, Janaina. Navegar é Preciso: Grandes Descobrimentos Marítimos Europeus. São
Paulo, Editora Atual, 1989.
BESSA, António Marques. Utopia. Uma visão da engenharia de sonhos. Lisboa: EuropaAmérica, 1998.
BIGNOTTO, N. Maquiavel. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
___________. Republicanismo e Realismo: um perfil de Francesco Guicciardini. Belo
Horizonte: UFMG, 2006.
___________. Origens do Republicanismo Moderno. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
BLUM, Paul R. Filósofos da Renascença. Rio Grande do Sul: Unisinos, 2007.
BOXER, Charles R. O Império Marítimo Português 1415-1825. São Paulo: Companhia
das Letras, 2002.
_________________ A Igreja e a expansão ibérica. Lisboa: Edições 70, 1989.
BRAUDEL, Fernand. O modelo italiano. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
CONTE, Giuliano. Da Crise do Feudalismo ao nascimento do Capitalismo. Trad. Ana
Falcão Bastos. Lisboa: Editorial Presença, 1984.
CARR-GOMM, Sarah. A linguagem secreta da arte. Lisboa: Estampa, 2003.
COLLINSON, Patrick. A Reforma. São Paulo: Objetiva, 2006.
DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Lisboa: Edições 70, s.d.
DURANT, Will. A Reforma: história da civilização européia de Wyclif a Calvino:
1300-1564. Tradução: Mamede de Souza Freitas. Rio de Janeiro: Record, 2002.
______________. A Renascença. A História da Civilização da Itália do Nascimento de
Petrarca à Morte de Ticiano – 1340-1576. Tradução: Mamede de Souza Freitas. Rio de
Janeiro: Record, 2002.
DUSO, G. O Poder: História da Filosofia Política Moderna. Tradução: Andrea Ciacchi.
Rio de Janeiro: Petrópolis, 2005.
______________ e RODRIGUES, Antonio Edmilson. A formação do mundo moderno.
A construção do Ocidente dos séculos XIV ao XVIII. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
FEBVRE, Lucien. A Europa. Gênese de uma civilização. Bauru: EdUSC, 2004.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 15ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
GREENBLATT, Stephen. Possessões maravilhosas. O deslumbramento do Novo Mundo.
São Paulo: EdUSP, 1996.

62

HAUSER, Arnold. Maneirismo. A crise da Renascença e a origem da arte moderna. São
Paulo: Perspectiva/EdUSP, 1976.
__________________________. História social da arte e da literatura. 2ª ed. São Paulo:
Martins Editora, 2000.
HELLER, Agnes. O homem do Renascimento. Lisboa: Presença, 1982.
HOBSBAWM, Eric, J. Sobre História. 3ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
HORKHEIMER, Max. Origens da filosofia burguesa da História. Lisboa: Presença,
1984.
LA BOÉTIE, Etienne de. Discurso da Servidão Voluntária. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense,
1987.
LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Bauru: EdUSC, 2005.
et al. Memória-História. Enciclopédia Einaudi. Vol. 1. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa
da Moeda, 1984.
MAQUIAVEL, Nicolau, O príncipe. Coleção “Os pensadores”. 2ª ed. São Paulo: Abril
Cultural, 1979.
MARTINS, Adhemar; BERUTTI, Flávio e FARIA, Ricardo. História Moderna através
de textos. 11ª ed. São Paulo: Contexto, 2005.
MARTINS, Ana Claudia Aymoré. Morus, Moreau, Morel. A ilha como espaço da utopia.
Brasília: EdUnB, 2007.
MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. Coleção “Os pensadores”. 2ª ed. São Paulo: Abril
Cultural, 1980.
MORE, Thomas. Utopia. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
MUMFORD, Lewis. A cidade na história. Suas origens, transformações e perspectivas.
São Paulo: Martins Fontes, 2004.
NOVAES, Adauto (org.). A descoberta do homem e do mundo. São Paulo: Companhia
das Letras, 1998.
O’MALLEY, John W. Os primeiros jesuítas. São Leopoldo/Bauru: UNISINOS/EdUSC,
2004.
PAQUOT, Thierry. A Utopia. Ensaio acerca do ideal. Rio de Janeiro: Difel, 1999.
PERMOND, Roger. Origens da Burguesia. Lisboa: Europa-América, s.d.
QUIRINO, Célia Galvão e SADEK, Maria Tereza (orgs.). O pensamento político
clássico: Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.
ROTTERDAM, Erasmo de. Elogio da Loucura. Coleção “Os pensadores”. 2ª ed. São
Paulo: Abril Cultural, 1979.
SCHAMMA, Simon. O desconforto da riqueza. A cultura holandesa da época do ouro.
São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contra-Reforma: o cristianismo em crise. São
Paulo: Atual, 1993.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. 4ª reimp. São
Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SWEEZY, Paul et al. A transição do feudalismo para o capitalismo: um debate. 5ª ed.
São Paulo: Paz e Terra, 2004.
THOMAS, Keith. Religião e o declínio da magia. Crenças populares na Inglaterra,
séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
TREVOR-ROPER, Hugh. A crise do século XVII: Religião, a reforma e mudança social.
Tradução: Julio Guimarães. Rio de Janeiro: TopBooks, 2007.
ZEMOM-DAVIS, Natalie. “Ritos de Violência”. In Culturas do Povo. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1999.

63

História Oral – 30h
Ementa: Proporcionar o conhecimento teórico, metodológico e técnico utilizado, além de
analisar questões como narrativa, subjetividade e memória no âmbito da História Oral.
Bibliografia Básica:
ALBERTI, V. História Oral: a experiência do CPDOC. Rio e Janeiro, Fundação Getúlio
Vargas, 1990.
CORREIA, C. H. P., História Oral: teoria e técnica. Florianópolis, UF Sta. Catarina,
1978.
MEIHY, J. C. S. B. Manual de História Oral. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992.
FERREIRA, M. M. História Oral e Multidisciplinaridade. Rio de Janeiro, ed. Diadorim,
1994.

História Política da Alagoas Republicana – 30h
Ementa: Conduzir o aluno a interpretar alguns aspectos do contexto político alagoano
durante o período republicano, em particular, os acontecimentos políticos de 1930 a 1964.
Dialogando com os marcos históricos da Proclamação da República, da Revolução de 1930
e o Estado Novo, da redemocratização a partir de 1946, do Governo Goulart e o Regime
Militar de 1964 e da transição democrática pós 1985, visa identificar as relações entre
Estado e oligarquias, autoritarismo e democracia, poder político e cidadania na formação
alagoana.

Bibliografia Básica:
ALMEIDA, Luiz Sávio de. Chronicas alagoanas II: notas sobre poder, operários e
comunistas em Alagoas. Maceió/AL: Edufal, 2006.
CABRAL, Luiz Antonio Palmeira. Planos de desenvolvimento de Alagoas: 1960-2000.
Maceió: Edufal, 2005.
CARVALHO, Cícero Péricles de. Alagoas 1980-1992: a esquerda em crise. Maceió:
Edufal/Lúmen/Engenho, 1993.
LIMA, Mário de Carvalho. Sururu Apimentado: apontamentos para a história política de
Alagoas. Maceió: Edufal, 1979.
LIMA JÚNIOR, Félix. Maceió de outrora. (organizado por Rachel Rocha). Maceió:
Edufal, 2001.

Bibliografia Complementar:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil: 1964/1984. Petrópolis/RJ:
Vozes, 1984.
AQUINO, Maria Aparecida de. Censura, Imprensa e Estado Autoritário (1968-1978).
Bauru/SP: EDUSC, 1999.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa & BARRETO, Túlio Velho. 1964: O Golpe passado a
limpo. Recife: Editora Massangana, 2007.
BURSZTYN, Marcel. O País das Alianças. Petrópolis: Vozes, 1990.

64

CARDOSO, Óseas. O “Impeachment” (arquivo histórico). Brasília: Petry Gráfica e
Editora Ltda, 1998.
CAVALCANTE, Joaldo. A Última Reportagem. Maceió: Gráfica e Editora Gazeta de
Alagoas, 1993.
FALCÃO, Djalma. Episódios (coleção Machado de Assis vol. 30). Brasília: Senado
Federal, 1980.
FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular 1930/1945. Rio de
Janeiro: FGV, 1997.
_________(org.). O populismo e sua história – debate e crítica. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2001.
__________& DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.) - O Brasil Republicano (4
Volumes). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.). João Goulart: entre a memória e a história. Rio
de Janeiro: Ed. FGV, 2006.
FICO, Carlos. Como eles agiam. Os subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e
polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001.
GÓIS, Antonio. Sangue: subsídios para a história política de Alagoas. Maceió: Litografia
Esperança, 1941.
GOMES, Angela de Castro. A Invenção do Trabalhismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume
Dumará, 1994.
__________________(org.). O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV, 1991.
GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: a esquerda brasileira, das ilusões perdidas à
luta armada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1990.
GUSMÃO, Carlos de. Boca da Grota: reminiscências. Maceió: Serviços Gráficos Gazeta
de Alagoas, 1970.
LINS, Enio. Alagoas: Pastoril de Trágicas Jornadas. Edição eletrônica do Instituto de
Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco, 2004 (www.fundaj.gov.br).
LIRA, Fernando José. Formação da Riqueza e da Pobreza de Alagoas. Maceió: Edufal,
2007.
MACIEL, Osvaldo. Trabalhadores, Identidade de Classe e Socialismo: os gráficos de
Maceió (1895-1905). Maceió: Edufal, 2009.
________________. Operários em Movimento: documentos para a história da classe
trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió: Edufal, 2007.
MEDEIROS, Fernando Antonio Mesquita de. O homo inimicus: igreja, ação social
católica e imaginário anticomunista em Alagoas. Maceió: Edufal, 2007.
MIRANDA, Anivaldo de. Alagoas e o Golpe de 1964. Maceió: Edições do Partido
Popular Socialista/PPS, 2004.
MOTTA, Mello. Retrato de uma Época: fonte de estudos para a interpretação de um
agitado período político em Alagoas. Maceió: Edufal, 1984.
MOUSINHO, Claúdia & CAVALCANTE, Joaldo (coord.). Alagoas Renasce: a história
de um líder e sua revolução silenciosa. Recife: Nossa Livraria, 2006.
PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999.
REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura Militar, esquerdas e sociedade. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
______________________. A revolução faltou ao encontro: os comunistas no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, 1989.
SALDANHA, Alberto. A Mitologia Estudantil. Uma Abordagem sobre o Movimento
Estudantil Alagoano. Maceió: SERGASA, 1994.

65

__________________. “O movimento estudantil em Alagoas: uma abordagem e algumas
reflexões”. In MARTINS FILHO, João Roberto (org.). 1968 faz 30 anos. Campinas/SP:
Mercado de Letras/Fapesp/Ed.UFSCar, 1998.
SURUAGY, Divaldo. Momentos. Brasília: Senado Federal, 1993.
______________ Resgate Moral. Maceió: Grafitex, 1994.
TENÓRIO, Douglas Apratto. A Tragédia do Populismo: o impeachment de Muniz
Falcão. Maceió/AL, Edufal, 1995.
_____________________. A Metamorfose das Oligarquias. Curitiba: HD Livros, 1997.
VASCONCELOS, Ruth. O Poder e a cultura de violência em Alagoas. Maceió: Edufal,
2005.
_______________ O Reverso da Moeda: a rede de movimentos sociais contra a
violência em Alagoas. Maceió: Edufal, 2006.

História, Trabalho e Classes Sociais – 30h
Ementa: Num primeiro momento, realiza-se a introdução aos fundamentos teóricometodológicos das categorias “trabalho” e “classe” a partir da leitura de clássicos da
filosofia, das ciências sociais e da história. Num segundo momento, objetiva-se discutir o
modo como estas categorias apresentam-se na produção historiográfica mais recente.
Bibliografia Básica:
BRAVERMA, Harry. Trabalho e capital monopolista: a degradação do trabalho no
século XX. Tradução de Nathanael Caixeir. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe: estudos sobre a dialética marxista.
Tradução de Rodnei Nascimento e revisão de Karina Jannini. São Paulo: Martins Fontes,
2003.
MARX, Karl. El capital – crítica de La Economia Política. Tradução de Wenceslao Roces.
México: Fondo de Cultura Económica, 1975.
RIDENTI, Marcelo. Classes sociais e representação. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2001.
WAGNER, Eugênia Sales. Hannah Arendt & Karl Marx: o mundo do trabalho. São
Paulo: Ateliê Editorial, 2000.

Bibliografia Complementar:
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e a negação do
trabalho. 3 ed. São Paulo: Boitempo, 2000.
GIANNOTTI, José Arthur. Trabalho e reflexão: ensaios para uma dialética da
sociabilidade. São Paulo: Brasiliense, 1983.
HOBSBAWM, Eric. Mundos do trabalho. 2 ed. Tradução de Waldea Barcellos e Sandra
Bedran, com revisão técnica de Edgar de Decca e Michael Hall. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987.
KUPSTAS, Marcia (org.) Trabalho em debate. São Paulo: Moderna, 1997.
LESSA, Sérgio. Trabalho e proletariado no capitalismo contemporâneo. São Paulo:
Cortez, 2007.
LINEBAUGH, Peter e REDIKER, Marcus. A hidra de muitas cabeças: marinheiros,
escravos, plebeus e a história oculta do Atlântico revolucionário. Tradução de Berilo
Vargas. São Paulo: Cia. das letras, 2008.

66

MAGALHÃES, Belmira e BERTOLDO, Edna (orgs.) Trabalho, educação e formação
humana. Maceió: EDUFAL/PPGE-CEDU, 2005.
ORGANISTA, José Henrique Carvalho. O debate sobre a centralidade do trabalho. São
Paulo: Expressão Popular, 2006.
THOMPSON, Edward P. Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo industrial. In:
Costumes em comum: estudos sobre cultura popular tradicional. Tradução de Rosaura
Eichemberg. São Paulo: Cia. das Letras, 1998, (pp. 267/304).
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Tradução de Pietro
Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2002.

Historiografia Brasileira – 60h
Ementa: Projeções da historiografia brasileira. A questão conceitual e as tendências da
investigação historiográfica. O olhar dos cronistas e viajantes entre os séculos XVI e
XVIII. A perspectiva dos fundadores da historiografia brasileira: de Varnhagem às
tendências contemporâneas. A construção de uma historiografia regional, centrada no ciclo
do açúcar, no processo de industrialização e nos movimentos sociais do Nordeste.
Bibliografia Básica:
IGLÉSIAS, Francisco. Historiadores do Brasil: capítulos de historiografia brasileira. Rio
de Janeiro: Ed. Nova Fronteira; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
LAPA, José Roberto do Amaral. Historiografia brasileira contemporânea: a História em
questão (2ª ed.). Petrópolis: Vozes, 1981.
RODRIGUES, José Honório. Teoria de História do Brasil: introdução metodológica (5ª
ed.). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1978.
RODRIGUES, José Honório. História do Brasil Colonial: historiogafia. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1982.

Historiografia Geral – 60 h
Ementa: A evolução do pensamento historiográfico, do mundo moderno até os dias atuais.
Tendências, perspectivas e interdisciplinaridade. A Escola dos Annales, a Nova História, a
Micro-história e demais concepções historiográficas contemporâneas.

Bibliografia Básica:
ARENDT, H. O Conceito de História: Antigo e Moderno in Entre o Passado e Futuro.
São Paulo Ed Perspectiva 1992
BLOCH, Marc. O Ofício de Historiador. Rio de Janeiro, Editor. Jorge ZAHAR, 2001.
FERNANDES, Florestan (ORG.). MARX E ENGELS: História. São Paulo, ed. Ática.
1984.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo. CIA das
Letras. 1998.

67

Introdução aos Estudos Históricos – 60h
Ementa: A constituição da epistemologia e da teoria da História. Definição e utilização
dos instrumentos teóricos de análise. A problemática do conhecimento histórico. O
conhecimento objetivo e subjetivo na teoria da História. Processo histórico-social: o tempo
histórico, leis, fatos, estruturas e conjunturas. Do positivismo à quantificação das séries
estatísticas e às séries sociais. A História conceitual: a História é uma ciência? O debate
atual.
Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Uma Introdução a História. São Paulo, brasiliense, 1981.
BRAUDEL, Fernando. História e Ciências Sociais. Lisboa, ed. Presença, 1972. LE
GOFF, J. e NORA, P. História: Novas Abordagens. Rio de Janeiro, ed. Francisco Alves,
1976.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. e Hector P. BRIGNOLI. Os métodos da História Rio de
Janeiro, ed. GRAAL, 1979.
PESAVENTO, Sandra Jathay. História e História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica,
2003.

Bibliografia Complementar:
BURKE, P. A Escola dos Annales: 1929 a 1989: A Revolução Francesa da Historiografia.
São paulo, ed.
UNESP. 1991.
ARIÈS, Philippe. "História das Mentalidades" In: Jacques Le Goff (org.). História nova.
Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1990.
BACZKO, Bronislaw. "Imaginação Social" In: Enciclopédia Einaudi. vol.5, Lisboa:
Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1985.
BRITO, Eleonora Zicari Costa. "História, historiografia e representações" In: Márcia
Kuyumjian e Thereza Negrão de Mello. (orgs.). Os espaços da história cultural. Brasília:
Paralelo 15, 2008.
BRITO, Eleonora Zicari Costa. Les Annales em suas diferentes fases. (texto digitado)
CASTORIADIS, Cornelius. A instituição imaginária da sociedade. 2.ed. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1982.
CATROGA, Fernando. "Memória e história" In: PESAVENTO, Sandra Jatahy (org).
Fronteiras do milênio. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2001.
CHARTIER, Roger. História Cultural - Entre práticas e representações. Lisboa/Rio de
Janeiro: Difel/ Bertrand Brasil, 1990.
DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. 2. ed, Rio de Janeiro: ForenseUniversitária, 1987.
DARNTON, Robert. "A história das mentalidades - O caso do olho errante" In: O beijo
de lamourette - Mídia, Cultura e Revolução. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense-Universitária,
1987.
HUNT, Lynn. "Apresentação: história, cultura e texto" In: Lynn Hunt (org.). A nova
história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
KRAMER, Lloyd S. "Literatura, crítica e imaginação histórica: o desafio literário de
Hayden White e Dominick LaCapra" In Lynn Hunt (org.). A nova história cultural. São
Paulo: Martins Fontes, 1992.

68

LORIGA, Sabina. "A biografia como problema" In: Jacques Revel (org.). Jogos de escalas:
a experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1998.
O'BRIEN, Patricia. "A história da cultura de Michel Foucault" In: Lynn Hunt (org.). A
nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
REVEL, Jacques. "Microanálise e construção do social" In: Jacques Revel (org.). Jogos de
escalas: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio
Vargas,
1998.
RIBEIRO, Maria Eurydice. "A volta da história política e o retorno da narrativa histórica."
In: T. N. Swain (org.). História no plural. Brasília: Editora UnB, 1993.
THOMPSOM, E. P. A formação da classe operária inglesa - A árvore da Liberdade. vol. I,
2ª ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

Libras – 40h
Ementa: Noções básicas de LIBRAS com vistas a uma comunicação funcional entre

ouvintes e surdos no âmbito escolar no ensino de língua e literaturas da língua portuguesa.
Bibliografia Básica:
QUADROS, Ronice Muller de. Educação de Surdos. A aquisição da linguagem. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1997.
CAPOVILLA, F.; RAPHAEL, V. Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngüe – Língua
Brasileira de Sinais – LIBRAS. (vol. I e II). São Paulo: EDUSP, 2001.
CAPOVILLA, F. C., RAPHAEL, W. D. Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: O
Mundo do Surdo em Libras. São Paulo, SP: Edusp, Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo; 2004 a. v.1. [Sinais da Libras e o universo da educação; e Como avaliar o
desenvolvimento da competência de leitura de palavras (processos de reconhecimento e
decodificação) em escolares surdos do Ensino Fundamentalao Médio].
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. LIBRAS em Contexto. Brasília: SEESP, 1998
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Língua Brasileira de Sinais. Brasília: SEESP,
1997
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.
Departamento de Educação especial. Falando com as Mãos: LIBRAS (Língua Brasileira
de Sinais). Curitiba: SEED/SUED/DEE, 1998.

Língua Portuguesa – 30h
Ementa: Experiências de leitura e expressão escrita com diversos tipos de textos como
unidades básicas significativas.
Bibliografia Básica:
CUNHA, Celso Ferreira da. Gramática da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro,
FENAME, 1976.
GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em Prosa Moderna. Rio de Janeiro. Fundação
Getúlio Vargas, 1982.
KAOCH, Ingedore G. Villaça. A Coesão Textual. São Paulo ed. Contexto, 1990.

69

Métodos da História – 60h
Ementa: O curso objetiva propiciar a formação crítica por meio da discussão crítica de três
eixos temáticos: relação pesquisa e produção do conhecimento historiográfico; importância
da metodologia na construção do conhecimento historiográfico e os métodos utilizados
pela história no campo de pesquisa.
Bibliografia Básica:
BOURDIEU, Pierre. Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990.
BURKER, Peter. (org.) A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP,
1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion & VAINFAS, Ronaldo.(orgs.) Domínios da história. Ensaios
de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.
DOSSE, François. A história. Bauru - SP: EDUSC, 2003
GINZBURG, Carlos. A micro-história e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989.
Bibliografia Complementar:
ALBUQUERQUE, Durval - "Mennocchio e Rivière: criminosos da palavra, poetas do
silêncio." Revista Resgate, no.2, 1991, p.48-55.
ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisa histórica. Teoria e método. Bauru - SP: Edusc, 2006.
BAVCAR, Evgen, "Um outro olhar." In FONSECA, Tania Mara Galli & KIRST, Patrícia
Gomes. (orgs.) Cartografias e Devires. A construção do Presente. Porto Alegre: Editora da
UFRGS, 2003, p. 17-22.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade. Uma história das últimas décadas da
escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras: 1990.
DE CERTAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
DOSSE, François. O Império do sentido. A humanização das Ciências Humanas. Bauru SP: EDUSC, 2003.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1971.
GIACOIA JUNIOR, Oswaldo. "Corpo: ponte para o mundo". In FONSECA, Tania Mara
Galli & KIRST, Patrícia Gomes. (orgs.) Cartografias e Devires. A construção do
Presente. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003., p. 23- 42.
GINZBURG, Carlo. "O extermínio dos judeus e o princípio da realidade." In In
MALERBA, Jurandir (org.) A história escrita. Teoria e história da historiografia. São
Paulo: Contexto, 2006, p.211-232.
GINZBURG, Carlo. Olhos de madeira: nove reflexões sobre a distância. São Paulo:
Companhia das Letras, 2001.
MARIN, Louis. "Ler um quadro - uma carta de Poussin em 1639". In CHARTIER, Roger
(dir). Práticas da Leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2001.
PASSERON, Jean-Claude. O raciocínio sociológico. O espaço não-popperiano do
raciocínio natural. Petrópolis-RJ: Vozes, 1995.
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural 2ª. Ed, Belo Horizonte-MG:
Autêntica, 2004.
RICCOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas - SP: Editora da
Unicamp, 2007.
WHITE, Hayden. "Enredo e verdade na escrita da história". In MALERBA, Jurandir (org).
A história escrita: teoria e história da historiografia. São Paulo: Contexto, 2006.p.191-210

70

FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. Uma arqueologia das ciências humanas. 5ª.
Ed, São Paulo: Martins Fontes, 1990.
THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum. Estudos sobre a cultura popular
tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
VEYNE, Paul - Como se escreve a História. Foucault revoluciona a História. Brasília:
UnB, 1976.
DOSSIÊ: A escrita da história: os desafios da multidisciplinaridade. Textos de História.
Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UnB, Brasília: UnB, vol.15, no. 1
/2 , 2007.
LAVILLE, Christian & DIONNE, Jean. A construção do saber. Manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
BARROS, José D'Assunção. O campo da história. Especialidades e abordagens 3ª. Ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
PINSKY, Carla Bassanezi.(org.) Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005

Métodos e Técnicas da Pesquisa Arqueológica – 30h
Ementa: Introdução aos principais métodos e técnicas da pesquisa arqueológica (préhistórica e histórica), da prospecção de regiões até a escavação de um sítio. Análise dos
materiais arqueológicos (tipos de datações, de produção, etc.).
Bibliografia Básica:
BARKER, P. Understanding Archaeological Excavation.London: Batsford, 1986.
WHEELER, M. Arqueología de Campo. Madrid: Fondo de Cultura Económica, 1978
RENFREW, C.; BAHN, P. Arqueología. Teoría, métodos y práctica. Torrejon de Ardoz:
Ed. Akal, 1989.

Museologia – 30h
Ementa: Estudo e análise das teorias sobre museu. Histórico da museologia no Brasil e em
Alagoas. Museus: centros de memória e preservação dos patrimônios. O espaço
educacional do museu.
Bibliografia Básica:
ADORNO, Theodor W., Museo Valéry-Proust, IN Adorno, T.W. La Crítica de la Cultura
y la Sociedad, Barcelona, Ariel, 1962.
BAUDELAIRE, Charles, O Pintor da Vida Moderna IN Baudelaire, C. A Modernidade
de Baudelaire, (apres. Teixeira Coelho / trad. Suely Cassal), Rio de Janeiro, Paz e Terra,
1988.
BENJAMIN, Walter, Sobre o Conceito de História, IN BENJAMIN, W. Obras
Escolhidas, São Paulo, Brasiliense, 1985, v.1
Crimp, Douglas, Sobre as Ruínas do Museu, São Paulo, Martins Fontes, 2005.
FOUCAULT, M. Isto não é um Cachimbo, São Paulo, Paz e Terra, 1989, 1993

71

O Populismo na Política Brasileira – 30h
Ementa: Conduzir o aluno a interpretar a trajetória da categoria populismo nas ciências
sociais do Brasil. Identificar as origens de sua força explicativa para os acontecimentos
políticos de 1930 a 1964. Debater os limites de sua construção histórica e sua insuficiência
na interpretação da Era Vargas e do projeto nacional-estatista. Dialogar com essa tradição
na história do tempo presente.
Bibliografia Básica:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil: 1964/1984. Petrópolis/RJ:
Vozes, 1984.
DULCI, Otávio Soares. A UDN e o Anti-Populismo no Brasil. Belo Horizonte: Ed.
UFMG, 1986.
FERREIRA, Jorge (org.). O populismo e sua história – debate e crítica. Rio de janeiro,
Civilização Brasileira, 2001.
FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.). João Goulart: entre a memória e a história.
Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2006.
WEFFORT, Francisco. O Populismo na Política Brasileira. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1980.
Bibliografia Complementar:
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa & BARRETO, Túlio Velho. 1964: O Golpe passado a
limpo. Recife: Editora Massangana, 2007.
BAUM, Ana (org.). Vargas, agosto de 54: a história contada pelas ondas do rádio. Rio de
Janeiro: Garamond, 2004.
BENEVIDES, Maria Victoria. O PTB e o Trabalhismo: partido e sindicato em São Paulo
(1945-1964). São Paulo: Brasiliense, 1989.
____________________. A UDN e o Udenismo: ambiguidades do liberalismo brasileiro
(1945-1965). Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981.
D’ARAÚJO, Maria Celina. As instituições brasileiras da Era Vargas. Rio de Janeiro:
EdUerj & FGV, 1999.
________________. Sindicatos, Carisma & Poder:o PTB de 1945-1965. Rio de Janeiro:
FGV, 1996.
________________. O Segundo Governo Vargas (1951-1954). 2ª ed. São Paulo: Ática,
1992.
DELGADO, Lucilia de A. Neves. PTB: do Getulismo ao Reformismo (1945-1964). São
Paulo: Marco Zero, 1989.
DREIFUSS, René Armand. 1964: A Conquista do Estado (ação política, poder e golpe de
classe). 3ª ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1981.
FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular 1930/1945. Rio de
Janeiro: FGV, 1997.
__________& DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.). O Brasil Republicano (vol. 1 - O
tempo do liberalismo excludente; vol. 2 – o tempo do nacional-estatismo; vol. 3 – o
tempo da experiência democrática e vol. 4 - o tempo da ditadura. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 2003.
__________. O Imaginário Trabalhista: getulismo, PTB e cultura política popular,
1945-1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

72

__________ & REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil - 3 volumes (“A
formação das tradições – 1889/1945”, “Nacionalismo e reformismo radical –
1945/1964” e “Revolução e democracia – 1964/...”). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2007.
GOMES, Angela de Castro. A Invenção do Trabalhismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume
Dumará, 1994.
_____________ . Vargas e a crise dos anos 50. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1994.
GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: a esquerda brasileira, das ilusões perdidas à
luta armada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1990.
IANNI, Octavio. O Colapso do Populismo no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1968.
____________. A Formação do Estado Populista na América Latina. 2ª ed. São Paulo:
Ed. Ática, 1989.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Jango e o golpe de 1964 na caricatura. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2006.
MUNTEAL, Oswaldo, VENTAPANE, Jacqueline & FREIXO, Adriano de (orgs.). O
Brasil de João Goulart: um projeto de nação. Rio de Janeiro: PUC-Rio/Contraponto,
2006.
PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999.
REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura Militar, esquerdas e sociedade. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
____________________. A revolução faltou ao encontro: os comunistas no Brasil. São
Paulo, Brasiliense, 1989.
SOARES, Gláucio Ary Dillon & D'ARAUJO, Maria Celina (orgs.). 21 Anos de Regime
Militar: Balanços e Perspectivas. Rio de Janeiro: FGV, 1995.

Organização do Trabalho Acadêmico – 60h
Ementa: Introdução ao estudo da metodologia científica. Formas de conhecimento e a
ciência. Linguagem visual e científica. A metodologia do trabalho acadêmico. Métodos
argumentativos e não-argumentativos. A pesquisa científica e a montagem de um projeto.

Bibliografia Básica:
CERVO, AL. Metodologia Científica. A. L., Cervo e P. A. Bervian. S. Paulo. MacgrawHill do Brasil. 1978.
DUARTE, Eneide Nóbrega. Manual Técnico para Realização de Trabalhos
Monográficos.
ECO, Humberto, Como se Fazer uma Tese. S. Paulo. Perspectiva. 1983.
SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica. Porto
Alegre. Editora Sulina. 1997.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 17 Edição. S.
Paulo. Editora Cortez 1991.

73

Paleografia – 30h
Ementa: A disciplina tem por objetivo fazer uma análise de História da Escrita da
Humanidade, demonstrando o papel da mesma para o desenvolvimento e formação das
sociedades ocidentais e orientais. Para com isso, entender as origens da Paleografia, suas
diferenciações com a Diplomática e seu uso pelos historiadores. Por fim, sugere-se a
discussão das normas paleográficas para transcrição de documentos e atividades práticas
de transcrição da documentação referente aos séculos XVI-XIX.
Bibliografia Básica:
BERWANGER, Ana Regina e LEAL, João Euripedes Franklin. Noções de Paleografia e
Diplomática. Santa Maria: Centro de Ciências Sociais e Humanas, UFSM, 1991.
COSTA, Pe. Avelino Jesus da. Álbum de Paleografia e Diplomática Portuguesa.
Coimba: Universidade de Coimbra, 1976.
CONARQ. Normas de Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos. 16 de
Janeiro de 1993.
FLEXOR, Maria Helena Ochi. Abreviaturas: Manuscritos dos Séculos XVI ao XIX. São
Paulo: UNESP/Arquivo do Estado de São Paulo, 1991.
SAMARA, Eni de Mesquita. Paleografia e Fontes do Período Colonial Brasileiro. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1986.
Bibliografia Complementar:
ACCIOLI, Vera Lúcia Costa. A Escrita no Brasil Colonial: Um guia para Leitura de
Documentos Manuscritos. Recife: UFP/Fundação Joaquim Nabuco/Massangana, 1994.
ALMEIDA, Antônio Paulino de. “Deteriorização da Escrita e Leitura Paleográfica” In:
Boletim do Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo. 10: 107-126, fev. 1953
(São Paulo).
BLANCO, Ricardo Román. Estudos Paleográficos. São Paulo: Laserprint, 1987.
CONARQ. Legislação Brasileira sobre Arquivos, Novembro 1998.
CARDOSO, Jaime. Construção de Gráficos e Linguagem Visual. História: Questões e
Debates, Curitiba, Volume 5, número 8, p. 37-58, 1984.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma Introdução à História. São Paulo: Brasiliense, 2002.
DONATO, Ernani. A Palavra Escrita e sua História. São Paulo: Melhoramentos, 1951.
FERREIRA, Tito Lívio. “Paleografia e as Suas Dificuldades” In: Boletim do
Departamento de Arquivo do Estado de São Paulo, 10: 165-199, fev, 1953 (São Paulo).
MEGALE, Heitor & NETO, Sílvio de Almeida Toledo (Orgs.) Por Minha Letra e Sinal:
Documentos de Ouro do Século XVII. São Paulo: Ateliê Cultural, 2005.
MENDES, Ubirajara Dolácio. Noções de Paleografia. São Paulo: Departamento do
Arquivo de São Paulo, 1953.
MUÑOZ Y RIVIERA, Jesus. Manual de Paleografia Diplomática Espanhola. Madrid:
Atlas, 1972.
PINSKY, Carla Passanezi (Org.) Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
SAMARA, Eni de Mesquita & TUPY, Ismênia S. Silveira. História e Documento e
Metodologia de Pesquisa. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

74

Populações Indígenas no Brasil – 30h
Ementa: Estudo do transcurso histórico e cultural das sociedades indígenas no atual
território brasileiro, desde os primeiros grupos de caçadores-coletores do período
Paleoíndio até os tempos atuais, a saber: a) os índios antes do contato com os europeus; b)
a conquista ibérica dos índios no Brasil; c) os índios no contexto do Brasil moderno; d) a
presença indígena no atual território brasileiro.
Bibliografia Básica:

CUNHA, M. C. da (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: FAPESP/SMC/Cia
das Letras, 1992.
HAUBERT, M. Índios e jesuítas no tempo das Missões. São Paulo: Cia. das Letras,
1990.
MAIO, M. C., SANTOS, R. V. (org.). Raça, ciência e sociedade. Rio de Janeiro: Ed.
Fiocruz/Centro Cultural do Banco do Brasil, 1996.
MELLO E ALVIM, M. C. de. As populações indígenas do Brasil no século do
descobrimento: aspectos e problemas. Revista de Arqueologia, São Paulo: SAB, v. 7, p.
11-31, 1993.
RIBEIRO, D. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no
Brasil moderno. 5. ed. Petrópolis : Vozes, 1986.

Bibliografia Complementar:
BOM MEIHY, J. C. S. Canto de Morte Kaiowá: história oral de vida. São Paulo:
Loyola,1991.
CHAMORRO, G. Kurusu Ñe'ëngtu: palabras que la historia no podría olvidar. Asunción:
CEA-UCA/IEP-EST, 1995.
FERNANDES, F. Organização social dos Tupinambás. São Paulo: Difel, 1963.
GOMES, M. P. Os índios e o Brasil: ensaio sobre um holocausto e sobre uma nova
possibilidade de convivência. 2. ed. Petrópolis : Vozes, 1991.
LAHR, M. M., NEVES, W. A. (org.). Dossiê "Surgimento do Homem na América".
Revista da USP, n. 34, 1997.
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. Trad. Rosa Freire D'Aguiar. São Paulo: Cia. das
Letras, 1996.
KERN, A. A. Descoberta e colonização da América: impactos e contatos entre as
sociedades indígenas e européias. América 92: 5 séculos de história, 500 anos de luta.
Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1992. p. 3-6.
MANGOLIM, O. Povos indígenas no Mato Grosso do Sul : viveremos por mais 500 anos.
Campo Grande: CIMI-MS, 1993.
MARTINS, Gilson R. Breve painel etno-histórico de Mato Grosso do Sul. Campo
Grande: Ed. UFMS/FNDE, 1992. São Paulo, 1996. Tese (Doutorado em Arqueologia) - USP.
MELATTI, J. C. Índios do Brasil. 5. ed. São Paulo : Hucitec, Brasília : Ed. UnB, 1987.
MELIÀ, B. El Guaraní conquistado y reducido. Asunción : CEADUC, 1988.
MONTEIRO, John M. Negros da terra. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
MOTA, L. T. As guerras dos índios Kaingang : a história épica dos índios Kaingang no
Paraná (1769-1924). Maringá: Ed. UEM, 1994.
OLIVEIRA, J. E. de. Guató: argonautas do Pantanal. Porto Alegre: Edipucrs, 1996.
______. Ambiente e cultura no contexto da ocupação indígena das áreas inundáveis da

75

planície de inundação do Pantanal. Notícias de Antropología y Arqueología (Revista
Eletrónica), Buenos Aires : Equipo Naya/Red Ant-Arq, n. 19, nov. 1997.
OLIVEIRA, R. C. de. Do índio ao bugre: o processo de assimilação dos Terêna. 2.ed. rev.
Rio de Janeiro : Francisco Alves, 1976.
PROUS, A. Arqueologia brasileira. Brasília: Ed. UnB, 1992.
RIBEIRO, B. Os índios das Águas Pretas. São Paulo: EDUSP: Cia das Letras, 1995.
SANTOS, R. V. et al. (org.). Saúde e povos indígenas. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1994.
SILVA, A. L., GRUPIONI, L. D. B. (org.). A temática indígena na escola: novos
subsídiospara professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995.
SOARES, A. L. R. Guarani: organização social e arqueologia. Porto Alegre : Edipucrs,
1997.
SUSNIK, B. Dimensiones migratórias y pautas culturales de los pueblos del Gran
Chaco y de su periferia (enfoque etnológico). Suplemento Antropológico, Asunción, n.
1-2, p. 85-107, 1972.

Projetos Integradores 1 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc. Articula-se com as disciplinas
Paleografia e Introdução aos Estudos Históricos.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

Projetos Integradores 2 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes iconográficas, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc. Articula-se com as disciplinas
História Antiga e Historiografia Geral.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

76

Projetos Integradores 3 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes impressas, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, hemeroteca, etc. Articula-se com as
disciplinas História Medieval, História do Brasil 1, História da América 1 e Historiografia
Brasileira.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

Projetos Integradores 4 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes fotográficas, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc. Articula-se com as disciplinas
História Moderna, História do Brasil 2, Teoria da História e História da América 2.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

Projetos Integradores 5 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes orais, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc. Articula-se com as disciplinas
História Contemporânea 1, História do Brasil 3, História da América 3 e Métodos da
História.

77

Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

Projetos Integradores 6 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes áudio-visuais, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc. Articula-se com as disciplinas
História Contemporânea 2, História do Brasil 4, História de Alagoas 1 e Técnicas de
Pesquisa.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

Projetos Integradores 7 – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes digitais, revertida em inventários,
catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, bases de dados eletrônicos, etc.
Articula-se com as disciplinas História da África 1 e História de Alagoas 2.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de
Janeiro: Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.

78

Seminário de Trabalho Acadêmico – 30h
Ementa: a disciplina tem por objetivo desenvolver estudos para aprofundamento das
técnicas, das teorias e metodologias para a pesquisa histórica, visando auxiliar na
construção do trabalho de conclusão do curso.
Bibliografia Básica:
BARBIER, René. A Pesquisa: Ação. Rio de Janeiro, ed. ZAHAR. 1985.
CASTRO, Nancy e OLIVEIRA, Martha. Como fazer um projeto de Pesquisa. Juiz de
Fora/MG.
EDUFJF. 1994.
INÁCIO, Geraldo. A Monografia na Universidade. Campinas/ São Paulo/ ed. Papiros,
1995.
GUEDES, Enildo Marinho. Curso de Metodologia Científica. Curitiba, HD Livros. 2000.
Universidade Federal do Paraná: Normas para Apresentação de Trabalhos. Curitiba,
UFPR, 1996

Técnicas de Pesquisa Histórica – 45h
Ementa: Estudo e análise das técnicas para confecção de um projeto de pesquisa. Os tipos
e etapas da pesquisa e a importância da argumentação. As normas da ABNT.
Bibliografia Básica:
BARBIER, René. A Pesquisa: Ação. Rio de Janeiro, ed. ZAHAR. 1985.
CASTRO, Nancy e OLIVEIRA, Martha. Como fazer um projeto de Pesquisa. Juiz de
Fora/MG. EDUFJF. 1994.
INÁCIO, Geraldo. A Monografia na Universidade. Campinas/ São Paulo/ ed. Papiros,
1995.
GUEDES, Enildo Marinho. Curso de Metodologia Científica. Curitiba, HD Livros. 2000.
Universidade Federal do Paraná: Normas para Apresentação de Trabalhos. Curitiba,
UFPR, 1996.

Teoria do Conhecimento - 30h
Ementa: A disciplina tem como objetivo o tratamento temático das questões fundamentais
da chamada Teoria do Conhecimento (epistemologia), privilegiando, mediante a leitura de
algumas fontes primárias, certos momentos decisivos da Antigüidade à Filosofia Moderna
e Contemporânea.
Bibliografia Básica:
AYER, A.J. O problema do conhecimento, Ed. Ulisseia, s/d
GRANGER, G.G. A razão, São Paulo, Difel, 1962

79

HESSEN, J. Teoria do Conhecimento, Coimbra, Arménio Amado Editor, 1973
HUME, D. Investigação sobre o entendimento Humano, “Os Pensadores”, São Paulo,
Abril Cultural, 1974
PLATÃO. A República, tradução brasileira de Carlos Alberto Nunes, Coleção Amazônia,
VÁRIOS. Estruturalismo: antologia de textos teóricos, Portugália, 1968

Teoria da História – 60h
Ementa: Estudo da Filosofia e Teoria da História. Ideologia e hegemonia: o indivíduo na
história. Memória e poder. Evolução do pensamento historiográfico, da Antigüidade ao
Mundo Moderno.
Bibliografia Básica:
ARIÉS, Philippe. O tempo na História. Rio de Janeiro. Ed. Francisco Alves, 1989.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Magia e Técnicas, Arte e Política, Ensaios Sobre
a Literatura e História das Culturas. São Paulo, ed. Brasiliense, 1986.
BRANDEL, F. Reflexões Sobre a História. São Paulo, ed. Martins Fontes, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. & BRIGNOLI, Hector Perez. Os métodos da História.
Rio de Janeiro, ed. Graal, 1983.
FURET, F. Oficinas da História. Lisboa. Ed. Gradiva, S.D.

Teoria Sociológica – 30h
Ementa: A origem da sociologia: condições históricas, políticas, econômicas e sociais.
História e sociologia. O problema sociológico e suas diferentes perspectivas metodológicas
e teóricas.

Bibliografia Básica:
ABEL, T. Os Fundamentos das Teorias Sociológicas. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.
DERRIDA, J. Espectros de Marx. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
DURKHEIM, E. A ciência social e a ação. São Paulo: Difel, 1975. Primeira parte e cap. 1.
MARX, K. O Capital: Crítica da Economia Política. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1977 (vol 2, livro 1, cap XXIV). Científicos, 1980.
WEBER, M. “Origem do Capitalismo Moderno” in Os Pensadores. São Paulo: Abril
Cultural, 1980.

Terrorismo no Mundo Contemporâneo – 30 h
Ementa: Análise sobre a violência coletiva contemporânea especificada em um objeto de
estudo sobre a formação e perpetuação dos grupos terroristas surgidos a partir do século
XX. Ou seja, as sociedades em aparecem, quais os programas ideológicos, a formação dos
grupos, as propostas, o contexto político, social e econômico, a visão midiática e as
interpretações acadêmicas sobre o fenômeno atual. A disciplina tenderá ampliar a

80

discussão conceitual, priorizando também as interpretações documentais como fontes
históricas, enquanto trabalhos possíveis a serem desenvolvidos na disciplina.

Bibliografia Básica:
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: anti-semitismo, imperialismo,
totalitarismo. Tradução: Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
BARBER, Benjamin R. O império do medo: guerra, terrorismo e democracia. Tradução:
Renato Bittencourt. Rio de Janeiro: Record, 2005.
CANETTI, Elias. Massa e poder. Tradução: Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: Ascensão do Capitalismo de Desastre. Tradução
Vânia Cury. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
LYON, David. Pós-modernidade. Tradução: Euclides Luiz Calloni. São Paulo: Paulus,
1998.

Bibliografia Complementar:
BAUMAN, Zygmunt. Europa. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2006.
___________. Modernidade e ambivalência. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 1999.
___________. Modernidade líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2001.
CHANCELLOR, Edward. Salve-se quem puder: uma história de especulação financeira.
Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
CRESPIGNY, Anthony de, CRONIM, Jeremy (eds.). Ideologias políticas. Tradução:
Sérgio Duarte. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.
DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. Tradução: Celso Mauro Paciornik.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução: Sandra Castello Branco. São Paulo:
Editora UNESP, 2005.
___________. Depois da teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo.
Tradução: Maria Lúcia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
EPSTEIN, Isaac. Gramática do poder. São Paulo: Ática, 1993.
FERNANDES, Rubem César (org.). Dilemas do socialismo: a controvérsia entre Marx,
Engels e os populistas russos. Tradução: Lúcio F. R. Almeida e Rubem César Fernandes.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
FERRO, Marc. O Livro Negro do Colonialismo. São Paulo: Ediouro, 2007.
___________. O século XX: explicando aos meus filhos. Tradução: Hortência Santos
Lencastre. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
FIORI, José Luís (org.). Estados e moedas no desenvolvimento das nações. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
___________(org.). O poder americano. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.
___________. Os moedeiros falsos. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
FUKUYAMA, Francis. Construção de Estados: governo e organização no século XXI.
Tradução: Nivaldo Montigelli Jr. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.

81

___________. Fim da História e o último Homem. Tradução: Aulyde Soares. Rio de
Janeiro: Rocco, 1992.
GALBRAITH, John Kenneth. Capitalismo americano: o conceito do poder
compensatório. Tradução: Clara A. Colotto. São Paulo: Novo Século Editora, 2008.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução:
Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
___________. Globalização, democracia e terrorismo. Tradução: José Viegas. São
Paulo: Companhia das Letras, 2007.
___________. O novo século: entrevista a Antônio Polito. São Paulo: Companhia das
Letras, 2009.
KIERNAN. V. G. Estados Unidos o novo imperialismo – Da colonização Branca à
hegemonia mundial. Tradução: Ricardo Mendes. Rio de Janeiro: Record, 2009.
MARTINS, José de Souza. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulos,
1997.
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano: os Estados Unidos em um
mundo caótico. Tradução: Elsa T. S. Vieira. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.
YOUNG, Jock. A sociedade excludente: Exclusão social, criminalidade e diferença na
modernidade recente. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca
de Criminologia, 2002.

Tópicos Especiais em Arqueologia – 30h
Ementa: as potencialidades e limitações da pesquisa arqueológica. A pesquisa
arqueológica no Brasil. Diversidade do conhecimento arqueológico. O uso da arqueologia
pelo historiador.
Bibliografia Básica:
HASSAN, F.A. Population Ecology and Civilization in Ancient Egypt, em Historical
Ecology (C. Crumley, orgs.) (SAR, 1994)
FIGUTI, L. 1993 O homem pré-histórico, o molusco e o sambaqui: considerações sobre a
subsistência dos povos sambaquianos. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 3:
67-80.
GASPAR, M.D. 2000 Sambaqui: Arqueologia do Litoral Brasileiro. Editora Jorge Zahar,
Rio de Janeiro GASPAR, M.D. 2004 Cultura: comunicação, arte, oralidade na pré-história
do Brasil. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 14:153-168.
HAYDEN, B. 2001 Fabulous Feasts. A Prolegomenon to the Importance of Feasting. In
Feasts: Archaeological and Ethnographic Perspectives on Food, Politics, and Power, edited
by Michael Dietler and Brian Hayden, pp. 23-64. Smithsonian Institution Press.

Tópicos Especiais em História Contemporânea – 30h
Ementa: A produção do saber burguês e os diversos discursos da dominação na sociedade
contemporânea - análise temática de questões políticas, culturais, econômicas, mentais,
ideológicas e comportamentais relevantes da sociedade atual.

82

Bibliografia Básica:
BENDIX, Reinhard. Construção nacional e cidadania. Tradução: Mary Amazonas Leite
de Barros. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Tradução: Carlos Nelson Coutinho. Rio de
Janeiro: Campus, 1992.
HIRSCHMAN, Albert O. As paixões e os interesses: argumentos políticos para o
capitalismo antes do seu triunfo. Tradução: Lúcia Campelo. São Paulo: Paz e Terra,
2000.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução:
Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
LYON, David. Pós-modernidade. Tradução: Euclides Luiz Calloni. São Paulo: Paulus,
1998.
Bibliografia Complementar:
ABENSOUR, Miguel. A democracia contra o Estado: Marx e o momento
maquiaveliano. Tradução: Cleonice Paes Barreto Mourão, Consuelo Fortes Santiago,
Eunice Dutra Galéry. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: anti-semitismo, imperialismo,
totalitarismo. Tradução: Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
ARRIGHI, Giovanni. A ilusão do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
BARBER, Benjamin R. O império do medo: guerra, terrorismo e democracia. Tradução:
Renato Bittencourt. Rio de Janeiro: Record, 2005.
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2004.
_________. Europa. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2006.
_________. Modernidade e ambivalência. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 1999.
_________. Modernidade líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2001.
_________. Vida líquida. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2007.
_________. Vidas desperdiçadas. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2005.
CAMPILONGO, Celso Fernandes. Representação política. São Paulo: Ática, 1988.
CANETTI, Elias. Massa e poder. Tradução: Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia das
Letras, 1995.
CARDOSO, Sérgio. Retorno ao republicanismo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
CARMO, Paulo Sérgio do. Sociologia e sociedade pós-industrial: uma introdução. São
Paulo: Paulus, 2007.
CHANCELLOR, Edward. Salve-se quem puder: uma história de especulação financeira.
Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
CHARBONNEAU, Paul-Eugène. Marxismo e socialismo real. São Paulo: Loyola, 1984.
COMBLIN, José. O neoliberalismo: ideologia dominante na virada do século. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
CRESPIGNY, Anthony de, CRONIM, Jeremy (eds.). Ideologias políticas. Tradução:
Sérgio Duarte. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.
DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. Tradução: Celso Mauro Paciornik.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.

83

DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução: Sandra Castello Branco. São Paulo:
Editora UNESP, 2005.
_________. Depois da teoria: um olhar sobre os estudos culturais e o pós-modernismo.
Tradução: Maria Lúcia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
EPSTEIN, Isaac. Gramática do poder. São Paulo: Ática, 1993.
FERNANDES, Rubem César (org.). Dilemas do socialismo: a controvérsia entre Marx,
Engels e os populistas russos. Tradução: Lúcio F. R. Almeida e Rubem César Fernandes.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
FERRO, Marc. O Livro Negro do Colonialismo. São Paulo: Ediouro, 2007.
_________. O século XX: explicando aos meus filhos. Tradução: Hortência Santos
Lencastre. Rio de Janeiro: Agir, 2008.
FIORI, José Luís (org.). Estados e moedas no desenvolvimento das nações. Rio de
Janeiro: Vozes, 1999.
_________ (org.). O poder americano. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.
_________. Os moedeiros falsos. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
FUKUYAMA, Francis. Construção de Estados: governo e organização no século XXI.
Tradução: Nivaldo Montigelli Jr. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
___________. Fim da História e o último Homem. Tradução: Aulyde Soares. Rio de
Janeiro: Rocco, 1992.
FURTADO, Celso. Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Paz e
Terra, 2000.
GALBRAITH, John Kenneth. Capitalismo americano: o conceito do poder
compensatorio. Tradução: Clara A. Colotto. São Paulo: Novo Século Editora, 2008.
GAZIER, Bernard. A crise de 1929. Tradução: Julia da Rosa Simões. Porto Alegre:
L&PM, 2009.
HOBSBAWM, Eric. Globalização, democracia e terrorismo. Tradução: José Viegas.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
_________. O novo século: entrevista a Antônio Polito. São Paulo: Companhia das Letras,
2009.
JAMESON, Fredric. O inconsciente político: a narrativa como ato socialmente simbólico.
Tradução: Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Ática, 1981.
KEYLOR, William R. História do século XX: uma síntese mundial. Tradução: Suzana
Figueiredo. Portugal: Publicações Europa América, 2001.
KIERNAN. V. G. Estados Unidos o novo imperialismo – Da colonização Branca à
hegemonia mundial. Tradução: Ricardo Mendes. Rio de Janeiro: Record, 2009.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: Ascensão do Capitalismo de Desastre. Tradução
Vânia Cury. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
KURZ. R. O Colapso da modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da
economia mundial. São Paulo: Paz e Terra, 1991.
MARTINS, José de Souza. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulos,
1997.
MASI, Domenico de. (org.). A sociedade pós industrial. Tradução: Anna Maria
Capovilla, Luiz Sérgio do Nascimento Henriques, Marco Aurélio Nogueira, Maria Cristina
Guimarães Cupertino, Renato Ambrósio. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
MÉSZAROS, István. A teoria da alienação em Marx. Tradução: Isa Tavares. São Paulo:
Boitempo, 2006.

84

NOVAES, adauto (org.). O homem máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
OLIVEIRA, Francisco de e PAOLI, Maria Célia (org.). Os sentidos da democracia:
políticas do dissenso e hegemonia global. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
POMAR, Wladimir. A Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003.
RAWLS, John. O liberalismo político. Tradução: Dinah de Abreu Azevedo. São Paulo:
Ática, 2000.
RIVERO, Oswaldo de. O mito do desenvolvimento: os países inviáveis no século XXI.
Tradução: Ricardo A. Rosenbusch. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
RIVIÉRE, Claude. As Liturgias Políticas. Tradução: Maria de Lourdes Menezes. Rio de
Janeiro: Imago, 1988.
SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Paradoxos do Liberalismo. Rio de Janeiro: Revan,
1999.
TAVARES, Maria da Conceição e FIORI, José Luís (organizadores.). Poder e dinheiro:
uma economia política da globalização. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: teoria social crítica na era dos
meios de comunicação de massa. Tradução: Grupo de estudos sobre ideologia,
comunicação e representações sociais da pós-graduação do Instituto de Psicologia da
PUCRS. Petrópolis: Vozes, 1995.
WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano: os Estados Unidos em um
mundo caótico. Tradução: Elsa T. S. Vieira. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.
YOUNG, Jock. A sociedade excludente: Exclusão social, criminalidade e diferença na
modernidade recente. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca
de Criminologia, 2002.

Tópicos Especiais em História Cultural – 30 h
Ementa: Problematização das articulações entre História e Cultura como meio de dar
visibilidade a métodos e estratégias capazes de possibilitar um fazer historiográfico cujo
foco prioritário se concentre em uma História Cultural do Social. Identidades e
representações como expressões culturais construídas historicamente, proporcionando
jogos simbólicos e códigos sociais como frutos da criação humana em diferentes espaços e
tempos.
Bibliografia Básica:
CAMPOS, Célia. Uma visualidade: Trajetória e crítica na Pintura alagoana.(1882/1992).
São Paulo, ed. Escrituras. 2000.
CAMARGO, Haroldo Leitão. Patrimônio histórico e cultural. São Paulo: Aleph, 2002. –
Coleção ABC do Turismo)
GONÇALVES, José Reginaldo Santos. A retórica da perda. Os discursos do
patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996.
MOREL, J. O patrimônio da humanidade. In: YAZIGI, E. et al. Turismo: espaço,
paisagem e cultura. São Paulo: Hucitec, 1996.
RODRIGUES, Linda Maria. Patrimônio Cultural: cidade, cultura e turismo. In:
Patrimônio Cultural o contexto da cidade e as "novas" condições de existência. UFRJ, 2005.

85

Tópicos especiais em História da África – 30h
Ementa: Análise historiográfica dos discursos sobre a África, sua população, história e
cultura, observando a construção das historicidades, estereótipos, identidades e
temporalidades pelos diferentes agentes históricos. Essa reflexão deve partir da leitura de
africanistas oriundos de vários espaços, possibilitando uma análise histórica da formação
discursiva.

Bibliografia Básica:
APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DJAIT, H. As fontes escritas anteriores ao século XV. História Geral da África:
metodologia e pré-História da África. vol. I. São Paulo: Ática; Paris: Unesco, 1982, pp.
105-128.
KI-ZERBO, Joseph. Métodos interdisciplinares utilizados nesta obra. História Geral da
África: metodologia e pré-História da África. vol. I. São Paulo: Ática; Paris: Unesco,
1982, pp. 367-377.
LOPES, Carlos. A Pirâmide Invertida – historiografia africana feita por africanos. Actas
do Colóquio Construção e Ensino da História da África. Lisboa, Linopazes, 1995, pp.
21-29
MILLER, Joseph C. History and Africa/Africa and History. The American Historical
Review v. 104, no. 1, February 1999, p. 1-32.

Tópicos Especiais em História da Classe Trabalhadora – 30h
Ementa: Introdução à história da classe trabalhadora no Brasil a partir de sua articulação
com o fenômeno em nível mundial. Deste modo, percorrendo a história do escravismo e
sua abolição, e passando pelo surgimento do movimento operário propriamente dito e do
novo sindicalismo, abordam-se questões relativas à organização, lutas e reivindicações
operárias; tradições políticas e ideológicas; condições de vida e de trabalho; rituais, cultura
e literatura operária.
Bibliografia Básica:
BATALHA, Cláudio. O movimento operário na Primeira República. Rio de Janeiro:
Zahar, 2000.
FAUSTO, Boris. Trabalho urbano e conflito social (1890-1920). Rio de Janeiro / São
Paulo: DIFEL, 1976.
GOMES, Ângela de Castro. Cidadania e direitos do trabalho. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2002.
HOBSBAWM, Eric. Mundos do trabalho. 2 ed. Tradução de Waldea Barcellos e Sandra
Bedran, com revisão técnica de Edgar de Decca e Michael Hall. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987.
____. Os trabalhadores: estudos sobre a História do Operariado. 2 ed. tradução de Marina
Leão Teixeira Viriato de Medeiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

86

Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Luiz Sávio de. Crônicas alagoanas (vol II): notas sobre poder, operários e
comunistas em Alagoas. Maceió: EDUFAL, 2006.
BATALHA, Cláudio. Culturas de classe: identidade e diversidade a formação do
operariado. Campinas, SP: EDUNICAMP, 2004.
COOPER, Frederick; HOLT, Thomas C. e SCOTT, Rebecca. Além da escravidão:
investigações sobre raça, trabalho e cidadania em sociedades pós-emancipação. Tradução
de Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2005.
FRAGA FILHO, Walter. Encruzilhadas da liberdade: histórias de escravos e libertos na
Bahia (1870/1910). Campinas, SP: EDUNICAMP, 2006.
FREDERICO, Celso. Consciência operária no Brasil. São Paulo: Ática, 1979.
LIBBY, Douglas Cole e FURTADO, Júnia (orgs.) Trabalho livre, trabalho escravo.
Brasil e Europa, séculos XVII e XIX. São Paulo: Anablume, 2006.
LONER, Beatriz Ana. Construção de Classe: operários de Pelotas e Rio Grande (18881930). Pelotas, RS: EDUFPel/Unitrabalho, 2001.
MATTOS, Marcelo Badaró. Novos e velhos sindicalismos – Rio de Janeiro (1955/1988).
Rio de Janeiro: Vício de Leitura, 1998.
____ . Escravizados e livres: experiências comuns na formação da classe trabalhadora
carioca. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2008.
MACIEL, Osvaldo (org.) Operários em movimento: documentos para a história da classe
trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió: EDUFAL, 2007.
NEGRO, Antonio Luigi. Linhas de montagem: o industrialismo nacionaldesenvolvimentista e a sindicalização dos trabalhadores. São Paulo: Boitempo, 2004.
PINHEIRO, Paulo Sérgio e HALL, Michael M. A classe operária no Brasil (1889-1930) documentos (vol. 1 – o movimento operário). São Paulo: Alfa-ômega, 1979.
____ . A classe operária no Brasil – documentos (vol. 2: condições de vida e de trabalho,
relações com os empresários e estado). São Paulo: Brasiliense, 1981.
SILVER, Berverly J. Forças do trabalho: movimentos de trabalhadores e globalização
desde 1870. São Paulo: Boitempo, 2005.
THOMPSON, Edward P. A formação da classe operária inglesa (3 vols). Tradução de
Denise Bottman et. alli. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

Tópicos Especiais em História do Brasil – 30h
Ementa: A disciplina tem por intenção aprofundar temáticas especificas sobre a história do
Brasil em diversas temporalidades (Colônia, Império & República), bem como em diversos
recortes geográficos (Brasil, Nordeste & Alagoas). Sugere-se, ainda a verticalização
temática para as áreas política (Movimentos Sociais; Sindicalismo; Política Partidária;
Reforma Agrária; Escravidão e racismo; Sociedades Indígenas; Estado e Nação; Cidadania
e Direitos; Instituições Políticas e Poderes Públicos;História intelectual e Cultura Política;
Educação e poder; Imprensa e a prática política; Saber, ciência e o poder); econômica
(Política de Industrialização; Economia Colonial; Política Neoliberal; Indústria cafeeira;
Planos Econômicos; Casa Grande & Senzala: o mundo açucareiro; História agrária:
estruturas fundiárias e o uso da terra;História urbana, comércio e indústria; Economia agroexportadora; Empresas e o empresariado; Capital financeiro no Brasil; Mundialização e
Globalização) e cultural (Literatura; Cinema; Arte; Música; Religiosidade e Inquisição;

87

Folclore; Renascimento, Barroco, Racionalismo e Ilustração; Cultura Erudita e Cultura
Popular; História da Leitura; Intelectuais: obra e trajetória; Família, Gênero e Sexualidade;
Manifestações culturais; Identidades étnicas e gêneros; Religiosidade e História das
Religiões no Brasil).
Bibliografia Básica:
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia a República: Momentos Decisivos. São Paulo:
Brasiliense, 1997
HOLANDA, Sérgio Buarque de (Dir.) História Geral da Civilização Brasileira. São
Paulo: Bertrand Brasil, 1993.
MATTOSO, Kátia. Ser Escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1982.
MOTA, Carlos Guilherme (Org.) Brasil em Perspectiva. São Paulo: Difel, 1980.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense,
1981.
Bibliografia Complementar:
ABREU, Marcelo de Paiva. A Ordem do Progresso. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
ALENCASTRO, Luis Felipe de. O Trato dos Viventes. Formação do Brasil no AtlânticoSul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1984.
ANTUNES, Ricardo. Classe Operária, Sindicatos e Partido no Brasil. São Paulo:
Cortez, 1988.
BEIGUELMAN, Paula. A Crise do Escravismo e a Grande Imigração. São Paulo:
Brasiliense, 1996.
BOXER, Charles R. A Idade do Ouro no Brasil. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 1963.
CANO, Wilson. Raízes da Concentração Industrial em São Paulo. São Paulo: T.A.Q.,
1981.
CARONE, Edgard. A República Velha: Instituições e Classes Sociais. São Paulo: Difel,
1970.
CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
________________________. Os Bestializados. São Paulo: Cia das Letras, 1987.
________________________. A Construção da Ordem: a elite política imperial/
Teatro das Sombras: a política Imperial. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ/Relume Dumará,
1996.
CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
DEAN, Warren. A Industrialização de São Paulo. São Paulo: Difel, 1984.
FACÓ, Rui. Cangaceiros e Fanáticos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
FARIA, Sheila de Castro. A Colônia em Movimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1998.
FAUSTO, Boris. Trabalho Urbano e Conflito Social. São Paulo: Difel, 1977.
FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucilia de Almeida Neves Delgado (Orgs.) O Brasil
Republicano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 4 Volumes, 2004.
FRAGOSO, João e FLORENTINO, Manolo. Arcaísmo como Projeto: Mercado Atlântico
e Sociedade Agrária no Rio de Janeiro (c. 1790-1840). Rio de Janeiro: Diadorim, 1993.
FRAGOSO, João, BICALHO, Maria Fernanda Baptista & GOUVÊA, Maria de Fátima
(Orgs.) . O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (Século XVIXVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1979.

88

FURTADO, Júnia (Org.) Diálogos Oceânicos. Minas Gerais e as Novas Abordagens para
uma História do Império Ultramarino Português. Belo Horizonte. UFMG, 2001.
GORENDER, Jacob. O Escravismo Colonial. São Paulo: Ática, 1978.
HERMANN, Jacqueline. No Reino do Desejado. A Construção do Sebastianismo em
Portugal nos Séculos XVI-XVII. São Paulo: Companhia das Letras.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
___________________________. Visão do Paraíso São Paulo: Brasiliense, Publifolha,
2000.
LEAL, Vitor Nunes Leal. Coronelismo, Enxada e Voto. São Paulo: Alfa-ômega, 1975.
LINHARES, Maria Yeda (Org.) História Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
LYRA, Maria de Lourdes Viana. O Império em Construção: Primeiro Reinado e
Regências. São Paulo: Atual, 2000.
MARANHÃO, Ricardo. Sindicatos e Democratização. São Paulo: Brasiliense, 1979.
MARTINS, José de Souza. Os Camponeses e a Política no Brasil. Petrópolis: Vozes,
1982.
MATTOS, Ilmar. O Tempo Saquarema. Rio de Janeiro: Acess, 1990.
MELLO, Evaldo Cabral de. A Fronda dos Mazombos. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
______________________. Olinda Restaurada: Guerra e Açúcar no Nordeste, 16301654. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.
______________________. Rubro Veio. O Imaginário da Restauração Pernambucana.
Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
MONTEIRO, John Manuel. Os Negros da Terra. São Paulo: Companhia das Letras,
1994.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O Rei no Espelho: a Monarquia Portuguesa e a
Colonização da América, 1640-1720. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2002.
MOREL, Marco l. O Período das Regências (1831-1840). Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2003.
MOTTA, Carlos Guilherme (Org.) 1822: Dimensões. São Paulo: Perspectiva 1986.
NEVES, Guilherme Pereira das, SANTOS, Ana Maria, GONÇALVES, Williams da Silva
& MACHADO, Humberto Fernandes (Orgs.). História do Brasil – De Terra Ignota ao
Brasil Atual. Rio de Janeiro: Editora Multimídia, 2002.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (17771808). São Paulo: Hucitec, 1995.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense,
1981.
_____________________. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1986.
RIDENTE, Marcelo. O Fantasma da Revolução Brasileira. São Paulo: Unesp, 1996.
SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Sessenta e Quatro: Anatomia da Crise. São Paulo:
Vérice, 1986.
SARAIVA, Antonio José. Inquisição e Cristãos Novos. Porto: Editora Nova, 1969.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Pelas Barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das
Letras, 2001.
SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos. Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial.
São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
SLENES, Robert. Na Senzala, uma Flor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
SOUZA, Laura de Mello e. História da Vida Privada no Brasil: Cotidiano e Vida
Privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

89

_____________________. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das
Letras, 1986.
_____________________. Os Desclassificados do Ouro: a Pobreza Mineira do Século
XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 1986.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
SOUZA, Maria do Carmo Campelo de. Estados e Partidos Políticas no Brasil (19301964). São Paulo: Alfa-ômega, 1976.
STEPAN, Alfred (Org.) Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
SUZIGAN, Wilson. Indústria Brasileira: origem de desenvolvimento. São Paulo:
Brasiliense, 1986.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1995.
________________. Trópico dos Pecados: Moral, Sexualidade e Inquisição no Brasil.
Rio de Janeiro: Campus, 1989.
________________(Dir.). Dicionário do Brasil Imperial: 1822-1889. Rio de Janeiro:
Objetiva, 2002.
VELOSO, Mônica P., OLIVEIRA, Lúcia & GOMES, Ângela de Castro. O Estado Novo:
Ideologia e Poder. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1982.
WEHLING, Arno e WEHLING, Maria J. C. Formação do Brasil Colonial. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1994.
ZATZ, Inês Gonzaga. O Governo, o Povo, a Nação. Brasília: UnB, 1983.

Tópicos Especiais em História Antiga – 30h
Ementa: Apresentar os principais temas e os elementos de análise da História do
cristianismo antigo na sua relação com o mundo mediterrâneo. Enfatizando aspectos
sociais, políticos e culturais que vão desde ambiente judaico do século I d. C. que deu
origem a figura de Jesus até o século IV com a transformação do cristianismo em religião
Oficial do Império Romano.
Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ciro Flamarion S. Sete olhares sobre a Antiguidade. Brasília: UNB, 1994.
FINLEY, Moses I. A política no mundo antigo. RJ: Zahar, 1983.
HORSLEY, R. A. Bandidos, profetas e messias. Movimentos populares no tempo de
Jesus. São Paulo: Paulus, 1995
FLORENZANO, Maria Beatriz B. O mundo Antigo: economia e sociedade. São Paulo:
Brasiliense, 2004
PINSKY, Jaime. 100 textos de história antiga. São Paulo: Contexto, 1998
Bibliografia Complementar:
GUARINELLO, N. L. Imperialismo greco-romano. São Paulo: Ática, 1987.
HORSLEY, R. A. Arqueologia, história e sociedade na Galiléia - o contexto social de
Jesus e dos rabis, São Paulo, Paulus, 2000.
GOODMAN, Martin. Rome e Jerusalem. The Clash of Ancient Civilizations. Londres:
Pinguin Books Ltd, 2008.
MOMIGLIANO, Arnaldo. Os limites da Helenização: a integração cultural das
civilizações gregas, romana, céltica, judaica e persa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1991.

90

STAMBAUCH, John E. e BALCH, David L. O novo testamento em seu contexto social.
São Paulo: Paulus, 1996.
VEYNE, Paul. Quando o nosso mundo se tornou cristão. Lisboa: Texto & Grafia, 2007.
VEYNE, Paul. O Império Grego-Romano. Rio de Janeiro: Campus, 2009.
ALFÖLDY, G. A história social de Roma. Lisboa: Editorial Presença. 1989.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. A Cidade-Estado antiga. São Paulo: Ática, 1985.
FINLEY, Moses I. História Antiga: Testemunhos e modelos. São Paulo: Martins Fontes,
1994.
FINLEY, Moses I. Usos e abusos da história. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
GRIMAL, Pierre. Dicionário de mitologia. Grega e romana. Rio de Janeiro: Difel, 1987.
GRIMAL, Pierre. O Império Romano. Lisboa: Edições 70, 1993.
FUNARI, Pedro Paulo. Antiguidade Clássica. A história e a cultura a partir de
documentos. Campinas: Unicamp, 2003.
Fontes:
A Bíblia de Jerusalém, São Paulo, Paulinas, 1986.
JOSEFO, Flávio. Seleção de Flávio Josefo: Autobiografia; resposta a Ápio; Antiguidade
Judaicas; Guerras Judaicas. São Paulo: Edameris, 1974.
PROENÇA, Eduardo de. Apócrifos e Pseudo-epígrafos da Bíblia. São Paulo: Fonte
Editorial, 2005.

Tópicos Especiais em História Medieval – 30h
Ementa: Estudar as relações política, social, econômica e cultural que durante a idade
média foram, a partir de conflitos e adaptações, constituindo a estrutura da Igreja Católica
Romana. As temáticas abordadas perpassam a formação da hierarquia eclesiástica na Alta
Idade Média; o monasticismo alto medieval; Conflitos entre Igreja Romana e Igreja
Ortodoxa bizantina; Relação entre Igreja e Império Carolíngio; Reforma e sacralização da
Igreja nos séculos XI e XII; O cristianismo do século XII: as ordens mendicantes e o
mundo urbano; relação entre cristãos e muçulmanos; limites e contestação do cristianismo;
A relação entre Estado e Igreja no final da Idade Média; a reforma protestante.
Bibliografia Básica:
BANNIARD, Michel. A Alta Idade Média Ocidental. Publicações Europa-América,
1983.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
CAVALLO, Guglielmo e CHARTIER, Roger (org.). História da leitura no mundo
ocidental. V.1. São Paulo: Atica, 2002, pp. 71-102
FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média. Nascimento do Ocidente. São Paulo:
Brasiliense, 2001.
ARIÈS, Philipe. e DUBY , George. (org.). História da vida privada. São Paulo:
Companhia das Letras, 1997, pp. 399-530.

Bibliografia Complementar:
ANDRADE, Maria Lúcia da Cunha Victorio Oliveira. História e Lingüística. Oralidade e
Escrita no Discurso Religioso Medieval. ANDRADE FILHO. R. O. (org.) Relações de

91

poder, educação e cultura na Antigüidade e Idade Média. Santana de Parnaíba: Editora
Solis, 2005, pp. 47-56.
BARB, A. A. La supervivencia de las artes mágicas. In: MOMIGLIANO, Arnaldo (org.).
El conflicto entre el paganismo y el cristianismo en el siglo IV. Madrid, 1989, pp. 117143.
BASTOS, Mário Jorge da Motta. Cultura clerical e tradições folclóricas. Estratégias de
evangelização e hegemonia na Alta Idade Média. In: Signum. Revista da Abrem. nº ,
2003, pp.15-46.
BASCHET, Jérôme. A civilização feudal. Do ano mil à colonização da América. São
Paulo: Globo, 2006.
______. Inventivité et sérialité dês images médiévales. In: Annales HSS. Janeiro-fevereiro,
1996, n° 1, pp 93-133,
______. I mondi del Medievo: i luoghi dell’aldilà. In: CASIERNOVO, Enrico, SERGI,
Giuseppe (orgs.). Arti e storia nel Medievo. Vol 1º, tempi-spazi, istituzioni. Torino:
2002, pp 317-347.
BOLOGNA, Corrado. Voz. In: ROMANO, Ruggiero (org.). Enciclopédia Einaudi.
Oral/escrito. Argumentação. V. 11. Lisboa: Empresa Nacional-Casa da Moeda, 1987, pp.
58-92.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974.
BOURDIEU, Pierre e CHARTIER, Roger. A leitura: uma prática cultural. In: CHARTIER,
Roger (dir.). Práticas da Leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2001, pp. 229-254.
BROWN, Peter. Santo Agostinho. Uma Biografia. Rio de janeiro: Recorde, 2005.
CASAGRANDE, Carla e VECCHIO, Silvana. Pecado. In: LE GOFF, Jacques e
SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário do Ocidente medieval. v.II. Bauru: Edusc, 2002, pp.
337-350.
CAVALLO, Guglielmo. La biblioteca monástica come centro di cultura. In: Codex
Aqvilarensis. Cuadernos de investigación del monasterio de Santa María Real.
Agosto. Palencia, 1990, pp.11-21.
CAVALLO, Guglielmo. Entre o volumen e codex. A leitura no mundo Romano. In:
______. A história cultural. Entre práticas e representações. São Paulo: Editora Difel, s/d.
COLOMBAS, G. M. Introdução. In: San Benito. Su vida y su regla. Madri: BAC, 1954,
pp. 3-41.
______. El monacato primitivo. La espiritualidade. Madrid: BAC, 1975.
CORTAZAR, José Angel García de. Las formas de institucionalización monástica en la
España medieval. In: Codex Arquilarensis. Cudernos de investigación del monasterio
de Santa Mária la Real. Agosto nº 2, Palencia, 1988, pp. 63-83.
CONDE, Francisco Javier Fernádez. La religiosidad Medieval en España. I. Alta Idad
Media (S. VII-X). Oviedo: Universidad de Oviedo, 2000.
CRIPPA, Giulia. Algumas considerações sobre a estrutura do conhecimento medieval: a
biblioteca de Cassiodoro e a disseminação de sua estrutura na Idade Média. In: VISALLI,
Angelita Marques e OLIVEIRA, Terezinha. Anais do VI Encontro Internacional de
Estudos Medievais. Londrina: ABREM/UEL/EUM, 2007, pp. 26-37
DELL’ELICINE, Eleonora. As funções litúrgicas no reino visigodo de Toledo (589-711).
In: Signum. Revista da ABREM. nº 7, 2005, pp. 99-128.
DETIENNE, Marcel, Mito/rito. In: In: ROMANO, Ruggiero (org.). Enciclopédia Einaudi.
Sagrado/profano. V. 12. Lisboa: Empresa Nacional-Casa da Moeda, 1987, 58-72.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
______. O sagrado e o profano. Trad. Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes,
1992.

92

FONTAINE, Jacques. Isidoro de Sevilla. Génesis y originalidad de la cultura hispánica
en tiempos de los visigodos. Madrid: Ediciones Encuentro, 2002.
FRANCO JUNIOR, Hilário. Peregrinos, monges e guerreiros. Feudo-clericalismo e
religiosidade em Castela medieval. São Paulo: Hucitec, 1990.
______. O jogo de Prometeu e o escudo de Perseus. Reflexões sobre mentalidade e
imaginário. In: Singnum. Nº 5, 2003. pp. 73-116.
FISCHER, Steven Roger. História da Leitura. São Paulo: Unesp, 2005.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1978.
GURIEVICH, Arón. Las categorías de la cultura medieval. Madrid: Taurus
Humanidades, 1990.
KANTAROWICZ, Ernest H. Os dois corpos do rei: um estudo sobre teologia política
medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. V. 1. Lisboa: Editora Estampa,
1983.
______. Cultura clerical e tradições folclóricas na civilização merovíngia. In: Para um
novo conceito de Idade Média. Tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa:
Estampa, 1980, pp.207-220.
______. Observações sobre o corpo e ideologia no Ocidente Medieval. In: LE GOFF,
JACQUES. O maravilhoso e o quotidiano no Ocidente Medieval. Lisboa: Edições 70,
1985,
______. O homem medieval. In: LE GOFF, J. (dir.). O homem medieval. Lisboa: Editora
Presença, 1989.
______. Escatologia. In: História e Memória. Campinas: Editora da Unicamp, 199, pp.
325-374.
______. O maravilho e o quotidiano no Ocidente Medieval. Lisboa: Edições 70, 1985.
______. Maravilhoso. In: LE GOFF, Jacques, SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário
temático do ocidente medieval. V. II. Bauru: EDUSC; São Paulo: Imprensa Oficial do
Estado, 2002, pp. 105-120.
______. O imaginário Medieval. Lisboa: Editora Estampa, 1994.
LE GOFF, Jacques e TRUONG, Nicolas. Uma história do corpo na Idade Média. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
LOBRICHON, Guy. Bíblia. In: LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário
temático do Ocidente Medieval. V. I, Bauru: EDUSC; São Paulo: Imprensa Oficial do
Estado, 2002, 2v, pp. 105-118.
MARTINEZ, Pablo C. Diaz. El monacato y la cristianización del Norte hispánico. Un
proceso de aculturación. In: Cristianización y aculturación en tiempos de Imperio
Romano. Antiguedad y Cristianismo. Murcia, VII, 1990.
MICCOLI, Giovanni. Os monges. In: LE GOFF, Jacques (org.). O Homem medieval.
Lisboa: Editorial Presença, 1989. pp. 9-54.
MORAL, Tomás. Fuga do mundo. In: Dicionário Teológico da vida consagrada. São
Paulo: Paulus, 1994, pp. 483-492.
ORLANDIS, José. Estudios sobre instituciones monásticas medievales. Pamplona:
Ediciones Universidad de Navarra, S. A., 1971.
PALAZZO, E. Foi et croyance au Moyen Age. In: Annales Ess, novembre-décembre,
1998, nº 6. pp.1131-1154.
SCHMITT, Jean-Claude. Corpo e alma. In: LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude.
Dicionário do Ocidente medieval. v. I. Bauru: Edusc, 2002.
______. Les images classificatrices. In: Bibliothèque de l’École dês Chartes, t. 147,
1989. pp. 311-341.

93

______. Historia de la superstición. Barcelona: Crítica, 1992
TÖPFER, Bernhard. Escatologia e milenarismo. In: LE GOFF, Jacques e SCHIMITT,
Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente medieval. Bauru: EDUSC, 2002, v. 1, pp.
353-366.
VAUCHEZ, André. Espiritualidade na Idade Média Ocidental: século VIII a XIII. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.

Tópicos Especiais em Patrimônio Histórico-Cultural – 30h
Ementa: Memória e patrimônio: a construção dos legados na História. Histórico, conceitos
e concepções de patrimônio. Patrimônios e identidades: formação de sistemas simbólicos e
representações. Patrimônio histórico-cultural do Brasil: problemas e perspectivas.
Histórico das políticas patrimoniais no Brasil. Patrimônios e representações: experiências
dentro e fora das esferas do Estado. Educação patrimonial: práticas e experiências.
Bibliografia Básica:
CAMARGO, Haroldo Leitão. Patrimônio histórico e cultural. São Paulo: Aleph, 2002. –
Coleção ABC do Turismo)
CHOAY, Françoise. Alegoria do Patrimônio. São Paulo, UNESP, 2001.
FUNARI, Pedro Paulo e PINSKY, Jaime (Orgs). Turismo e Patrimônio Cultural. São
Pauo ed. Contexto. 2003.
MURTA, Stela Mores e ALBANO, Celina (Orgs). Interpretar o Patrimônio: Um
exercício do Olhar. Belo Horizonte, UFMG, ed. Território Brasilis. 2002.
RODRIGUES, Linda Maria. Patrimônio Cultural: cidade, cultura e turismo. In:
Patrimônio Cultural o contexto da cidade e as "novas" condições de existência. -UFRJ,
2005.

94

Ordenamento Curricular
CURSO

HISTÓRIA

HABILITAÇÃO

*****

TURNOS

VESPERTINO

ANO DE APROVAÇÃO DO PROJETO

2011

ANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO

2012

MODALIDADE

BACHARELADO

1º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 1
2
10
30
Paleografia
2
15
15
Teoria do Conhecimento
2
20
10
Organização do Trabalho Acadêmico
4
40
20
Introdução aos Estudos Históricos
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
30
30
60
60
220

2º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 2
História Antiga
Antropologia Cultural
Teoria Sociológica
Historiografia Geral
ELETIVA

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
4
40
20
2
20
10
2
20
10
4
40
20
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
60
30
30
60
60
280

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
4
40
20
4
40
20
3
30
15
4
40
20
2
20
10
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
60
60
45
60
30
295

3º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 3
História Medieval
História do Brasil 1
História da América 1
Historiografia Brasileira
ELETIVA

95

4º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 4
História Moderna
História do Brasil 2
História da América 2
Teoria da História

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
4
40
20
4
40
20
3
30
15
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
60
60
45
60
265

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
4
40
20
4
40
20
3
30
15
4
40
20
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
60
60
45
60
60
325

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
4
40
20
4
40
20
3
30
15
3
30
15
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
60
60
45
45
60
310

Carga Horária
Semanal Teórica Prática
2
10
30
3
30
15
5
20
55
3
30
15
4
40
20
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
40
45
75
45
60
60
325

5º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 5
História Contemporânea 1
História do Brasil 3
História da América 3
Métodos da História
ELETIVA

6º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 6
História Contemporânea 2
História do Brasil 4
História de Alagoas 1
Técnicas de Pesquisa
ELETIVA

7º Semestre
Disciplina
Projeto Integrador 7
História da África 1
Estágio Supervisionado
História de Alagoas 2
ELETIVA
ELETIVA

96

8º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Seminário de Trabalho Acadêmico
2
10
20
História da África 2
3
30
15
História de Alagoas 3
3
30
15
ELETIVA
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE

Total
30
45
45
60
180

Carga Horária Total das Disciplinas

2.130h

Atividades acadêmicas, científicas e culturais (parte flexível)

200h

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

120h

Carga Horária de Integralização do Curso

2520h

97

Estágio Supervisionado
O Estágio Supervisionado no curso de História em sua modalidade Bacharelado
constitui-se como um dos elementos integrantes da disciplina Estágio Supervisionado,
sendo, portanto de caráter obrigatório para a formação do bacharel em História.
O mesmo visa aprofundar e solidificar os conhecimentos históricos e a formação
técnica/metodológica do corpo discente, incompatíveis com o empirismo e a improvisação,
necessitando assim a atividade do conhecimento sistemático de princípios, técnicas e
métodos atinentes às estruturas de funcionamento de instituições de salvaguarda do
passado/presente histórico.
A documentação contida nestas instituições é o laboratório do pesquisador em
História, o espaço onde ele vai buscar o conhecimento das fontes que, catalogadas,
compreendidas, sintetizadas e interpretadas, transformam-se em história do ponto de vista
científico. Assim as experiências de pesquisa in loco serão realizados à base da
documentação original e catalogação da origem, tipo e classe dos documentos utilizados,
aprofundando os conhecimentos obtidos também nas disciplinas de Paleografia, Técnicas
de Pesquisa e Seminário do Trabalho Acadêmico.
Para a execução do estágio, deve-se considerar o seguinte processo:

a) inicialmente, haverá a partição da turma de alunos do Curso de História em grupos de
trabalho;

b) os grupos de trabalho serão postos em instituições de pesquisa e/ou espaços de
investigação documental;

c) tendo o acompanhamento constante do professor da disciplina Estágio Supervisionado,
os grupos terão a experiência de compreender a organização, o funcionamento e as
instâncias de preservação do patrimônio documental do Estado de Alagoas;

d) serão criadas oportunidades para que o aluno de História conviva com o cotidiano
institucional, em contato com o corpo administrativo e técnico;

98

e) simultaneamente, em salas de aula da Ufal, serão sistematizadas as vivências nas
instituições, mediante debates, leitura de textos que venham esclarecer a experiência,
identificando sua razão de ser com vistas à definição e planejamento das atuações nos
espaços de pesquisa e sua aplicabilidade para o conhecimento histórico.

99

Trabalho de Conclusão do Curso, TCC
De interesse para uma melhor formação do conhecimento é o incentivo à pesquisa
pois, como já dissemos, é por meio de pesquisa que são elaboradas as novas teorias.
Incentivar a pesquisa organizada é trabalhar em favor do saber, da reflexão, do pensar
sobre o que está sendo feito. Eis o lugar em que dentro do Projeto Pedagógico do Curso de
Bacharelado em História situa-se o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
Nesse sentido, é primordial que seja dado lugar ao processo de investigação, pois
este aumenta o leque de conhecimentos do aluno, fornecendo-lhe acesso aos instrumentos
desse objeto. Possibilitar a vivência da pesquisa a quem está em formação e lhe mostrar os
caminhos de produção e de divulgação do saber, é apresentar-lhe a luz do processo que
concede os resultados e o fazer ver a relatividade das certezas.
Para poder conduzir bem esse processo mutável e fomentador de adequação, faz-se
necessário que o discente possua uma base de conhecimentos que o possibilite desenvolver
as modificações demandadas. Para que consiga melhor pôr em prática essas articulações, é
imperioso que o estudante tenha domínio do processo por que passa a produção de
conhecimentos, pois, sabendo em que realidades são desenvolvidos e quais os métodos
adotados, maior autonomia ele terá, um melhor domínio das ideias, não sendo apenas um
repetidor de informações.
Assim, esta etapa da formação do oficio do historiador tem como parâmetro:
a) que a formação de profissionais observa princípios norteadores para o exercício
específico de seu campo de atuação; dentre eles, ter a pesquisa como norteadora do
processo de construção do conhecimento, uma vez que a compreensão do mundo requer
tanto dispor de conhecimentos e competência para utilizá-los em direção à ação histórica,
como compreender o processo de construção do conhecimento;

b) dentro do currículo, além da exigência do ensino presencial, serão ofertadas atividades
de natureza científico-cultural-acadêmica, integrando e aprimorando o processo de
formação do historiador: seminários, apresentações, exposições, participação em eventos

100

científicos, estudo de casos, visitas, atuações de natureza científica, técnica, cultural e
comunitária como formas de integração do aluno ao processo formativo;

c) o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC assume a seguinte conformação:

* O TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga horária fixa semanal;
sua carga horária total, porém, será de 120 (cento e vinte) horas, computadas com vistas à
integralização da carga horária do Curso;

* A matrícula no TCC dar-se-á automaticamente, a partir do sétimo período, sendo este
período tido como o início de sua elaboração, não tendo número limitado de vagas, nem
sendo necessária a realização de matrícula específica no Sistema Acadêmico;

* O TCC deverá ser elaborado em caráter individual, podendo ser estimulado o trabalho
colaborativo, na medida da aproximação entre os temas de pesquisa;

* O processo de orientação do TCC deve ser feito por professores do curso de História e,
de acordo com as especificidades de cada pesquisa, professores dos demais cursos e
Unidades Acadêmicas desta Universidade poderão ser eventualmente convidados para
atuar como co-orientadores;

* A elaboração e julgamento de cada TCC seguirá a regulamentação aprovada pelo
colegiado do curso em novembro de 2010, que ora se anexa a este projeto político
pedagógico.

* Caso o aluno não consiga entregar o TCC até o final do semestre letivo em que cumprir
todas as outras exigências da matriz curricular, deverá realizar matrícula-vínculo no início
de cada semestre letivo subsequente, até a entrega do TCC ou, se for o caso, quando atingir
o prazo máximo para a integralização da grade curricular; caso contrário, sofrerá a pena de
desligamento do curso.

101

Atividades Complementares
O Curso de Bacharelado em História prevê um total de 200 h/aula em atividades
complementares, distribuídas entre os 8 semestres letivos. Estas atividades podem ser
realizadas em forma de participação em seminários, congressos, encontros e cursos de
extensão, palestras, visitas a instituições de pesquisa e arquivos com apresentação de
relatórios etc.
Poderão ainda ser consideradas como atividades acadêmicas complementares as
aulas práticas realizadas fora do ambiente das salas de aula da Universidade, quer sejam
uma complementação dos conteúdos ministrados ou, dependendo da natureza de cada
disciplina, um conteúdo totalmente novo, ministrados em um ambiente propício para o
aproveitamento pleno de tal evento, como por exemplo, Museus, Arquivos, Bibliotecas,
Institutos de Pesquisa, Galerias de Arte etc., desde que exista um plano de trabalho a ser
executado pelo professor e que seja exigida a frequência dos alunos em tal evento. As
viagens de estudo a municípios ou cidades históricas, alagoanas ou de qualquer outra
região do Brasil, também farão parte das Atividades Complementares, desde que
comprovada a sua importância para a qualificação ou aperfeiçoamento dos conteúdos
ministrados, e que esse trabalho seja coordenado por professores, de forma inter ou
multidisciplinar, homologado pelo Colegiado ou pela Coordenação.

102

Avaliação
O sistema de avaliação do Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em História
será realizado em três dimensões: (a) avaliação do corpo discente; (b) do corpo docente e
(c) do próprio Projeto Pedagógico do Curso.

a) O sistema de avaliação do corpo discente observará o disposto na Resolução n° 25/2005
CEPE, de 26 de outubro de 2005, Arts 11 a 18.

b) O sistema de avaliação do corpo docente, identificando uma certa combinação entre
teoria da História e teoria da Educação utilizadas no processo ensino-aprendizagem pelo
profissional em Ciência da História e assumindo o fato de que
O essencial da crítica é direcionado a um ensino que os autores, de modo
geral, denominam “tradicional–positivista” por se tratar de um modelo que:
concebe a história como ciência especializada no estudo do passado; trabalha
com uma noção de tempo histórico evolucionista, linear, homogêneo, episódico
e determinista, rumo ao progresso inevitável; propõe a construção do Estadonação e da identidade nacional através de uma memória unívoca e do legado
de um passado visto na sua homogeneidade, sem diferenças étnicas,
contradições ou conflitos sociais; acredita na neutralidade científica e oferece
um conhecimento histórico pronto, sem compromisso com a vivência dos
alunos; apresenta os conteúdos fragmentados em fatos, idealizados pelas
biografias de homens ilustres, cujos modelos e viés são ocidentais e,
principalmente, eurocêntricos; privilegia a transmissão-assimilação dos
conteúdos na sua factualidade, não oportunizando que o aluno construa
referenciais para pensar o processo histórico e perceber-se como sujeito da
história. (CAIMI, 2001, p. 180)

Concretizar-se-á mediante a elaboração de determinados instrumentos de avaliação
(questionários, censo estatístico de autores e bibliografias empregados, produção científica,
análise do uso de métodos didático-pedagógicos etc.) que permitam observar e constatar
uma atitude diversa da anteriormente criticada. Por exemplo, valorizando do
desenvolvimento do ensino-aprendizagem os homens como sujeitos da História;
entendendo a História como um processo global múltiplo, cheio de contradições e
conflitos; trabalhando com a categoria de “multiplicidade do tempo histórico”; enfatizando
o caráter científico da História, seu sentido instrumental para a compreensão e
interpretação da realidade e caracterizando a História-problema, quer dizer, a História que
seja significativa para os alunos na sua experiência atual; uma vez que “pensar
historicamente significa recuperar as relações que se estabeleceram entre os grupos

103

humanos no desenvolvimento de suas atividades, nos diferentes tempos e espaços,
percebendo permanências, mudanças, semelhanças, diferenças e simultaneidades”
(CAIMI, 2001, p. 182-3)

c) O sistema de avaliação do Projeto Pedagógico do Curso contextualizado no espírito da
instituída “Década da Educação” (LDBEN, Título IX, Art. 87) e “em sintonia com a
Declaração Mundial sobre a Educação para Todos” (§ 1º), institucionalmente, e uma vez
que, de modo geral, a “duração exigida como completa, jamais situa a conclusão da
maioria dos cursos de graduação de ensino superior abaixo de 3 anos e o número de 4 anos
tem sido uma constante para a delimitação dos cursos de graduação no Brasil” (Parecer n°
28/2001 CNE/CP), deverá acontecer em um prazo cronológico frequente de 3 ou 4 anos,
enfatizando, entre outras coisas, a organização didático-pedagógica (administração
acadêmica, projeto do curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação), o
corpo docente (formação profissional, condições de trabalho, atuação e desempenho
acadêmico e profissional) e infra-estrutura (instalações gerais, biblioteca, instalações e
laboratórios específicos), sem esquecer que, nesta nova concepção de Universidade e de
Unidade Acadêmica onde o Curso de Bacharelado em História acontece, “O único juiz
legítimo desta consecução é a gente do povo, não os estudantes nem os professores, mas a
própria população cujas necessidades e carências se procura suprir” (RIBEIRO, 1991, p.
268). Cabe ao Colegiado do Curso a sistematização deste processo de avaliação, e ao
Coordenador de Curso, ou a Grupo de Trabalho nomeado pelo Colegiado para este fim, sua
execução.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições de ensino
também servirá de instrumento para a avaliação, sendo o mesmo constituído pelos
seguintes tópicos:
1. Organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do curso,
atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
2. Corpo docente: formação profissional, condições de trabalho; atuação e
desempenho acadêmico e profissional;
3. Infra-estrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios
específicos.
A Avaliação será feita pelo núcleo estruturante do curso, pela Pró-reitoria da
Graduação e pelos discentes do curso.

104

Referências Bibliográficas
BLOCH, Marc. Apologia da História, ou O Ofício do historiador. São Paulo: Zahar, 2001.
CAIMI, Flávia Eloísa. Conversas e Controvérsias: o ensino de História no Brasil (19801998). Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo, 2001.
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre a Universidade. São Paulo: UNESP, 2001.
COLLINGWOOD, R.G. Idea de la Historia. México: Fondo de Cultura Económica, 1993.
DOSSE, François. A História em migalhas: dos Annales à Nova História. São Paulo:
EdUNICAMP, 1994.
DUBY, Georges. A História continua. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
FONSECA, Thais Nivia de Lima e. História & Ensino de História. Belo Horizonte:
Autêntica, 2003.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre (org.). História: novas abordagens. Rio de Janeiro:
Francisco Alves, 1976.
História: novos objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.
História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. Trad. Federico
Carotti. 1ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
PEREYRA, Carlos. “Historia, ¿para qué?”. In: BONFIL BATALLA, Guillermo, et alli.
Historia, ¿para qué?. México: Siglo XXI, 1982.
RIBEIRO, Darcy. A Universidade Necessária. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
RIBEIRO, Renato Janine. Humanidades: um novo curso na USP. São Paulo: EDUSP,
2001.
SANTOS, Boaventura de Souza. Um Discurso sobre as Ciências. Porto: Afrontamento,
2008.
VEIGA, I.P.A. “Projeto Político-Pedagógico: continuidade ou transgressão para acertar?”.
In: CASTANHO, S, e CASTANHO, M.E.L.M. (Org.). O que há de novo na Educação
Superior: do projeto pedagógico à prática transformadora. Campinas, SP: Papirus, 2000.
VEYNE, Paul. O inventário das diferenças. Lisboa: Gradiva, 1989.

105

ANEXOS

106

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
Centro de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura e Bacharelado em História
Resolução para Trabalho de Conclusão de Curso
REGULAMENTA NORMAS PARA A
ELABORAÇÃO DO TCC (TRABALHO
DE CONCLUSÃO DE CURSO) DO
CURSO
DE
GRADUAÇÃO
EM
HISTÓRIA DA UFAL.
O COLEGIADO DO CURSO DE HISTÓRIA da Universidade Federal de
Alagoas – no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo ESTATUTO e
REGIMENTO GERAL da UFAL de acordo com a deliberação tomada, por ampla maioria,
na sessão ocorrida em 05 de novembro de 2010;
CONSIDERANDO que o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um requisito
indispensável para a colação de grau do Curso de História e obtenção do diploma de
Licenciado e/ou Bacharel na UFAL, tendo como finalidade aproximar o aluno da pesquisa,
suas concepções e condições de produção, além de permitir o conhecimento e a reflexão
sobre o processo de produção na historiografia;

RESOLVE:
Art. 1º - Regulamentar as normas para a elaboração e produção do Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) do Curso de História da Universidade Federal de Alagoas,
conforme esteja definido nesta Resolução.
Art. 2º - O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deverá adquirir ao longo do
curso o formato de Projeto de Pesquisa que deverá obedecer às regras de produção do
trabalho científico e ser apresentado à Coordenação de TCC do Curso de História em
forma de monografia, ou artigo para publicação, durante o último ano do curso,
correspondente aos sétimos e oitavos períodos letivos, conforme as normas aprovadas pelo
Colegiado do respectivo Curso de Graduação.
§ 1° - Caberá aos TCC’s as seguintes regras BÁSICAS de elaboração:
- O Trabalho deverá estar inserido nas normas da ABNT atualizadas;
- O Trabalho constará em sua estrutura metodológica início, desenvolvimento e
conclusão das ideias, fazendo referência às hipóteses ou ao problema a ser discutido
pela monografia;
- O Trabalho deverá conter suas Referências Bibliográficas, com indicação de Fontes
Primárias e Secundárias, se assim houver;
- O Trabalho deverá realizar a discussão do problema apresentado;

107

- A Ata de Defesa deverá estar agregada à monografia, constando entre as primeiras
páginas.

Art. 3° - A elaboração do trabalho deverá ser feita individualmente.
Art. 4° - O tema da pesquisa será definido pelo orientando, preferencialmente, em
conformidade com as linhas de pesquisa do orientador e do Curso de História.
Art. 5° - Não mais serão aceitos como TCC as revisões da historiografia sem uma
referência analítica e crítica das produções atuais, e/ou relatos de caso sem fundamentação
documental, porque estas formas de trabalho são compreendidas como modelos que
antecedem ao desenvolvimento de pesquisa, elaborada de acordo com o método científico
e com o Projeto Político-Pedagógico do Curso.
Art. 6° - O orientador deverá fazer parte obrigatoriamente do quadro de docentes
do Curso de História ou de outros Cursos da UFAL, se o colegiado ou o coordenador do
curso permitir.
§ 1° - Caso não haja possibilidade de orientação por docente do curso, o aluno
deverá procurar a Coordenação do TCC, que indicará possíveis orientadores entre os
docentes do quadro do ICHCA, sendo exigido a titulação de Mestre ou Doutor para exercer
o papel de orientador.
§ 2° - Caso o docente não seja Mestre ou Doutor só poderá ser co-orientador.
§ 3° - Docente de outra instituição poderá ser co-orientador de Trabalho de
Conclusão de Curso de aluno da UFAL, sendo necessário enviar o seu currículo à
Coordenação do TCC, que o avaliará e autorizará (ou não) o pleiteante a ser co-orientador
e, neste caso, o projeto de pesquisa deverá ser apresentado junto ao currículo.

Art. 7° - A Coordenação do TCC, eleita pelo Colegiado do Curso a cada 12 meses,
acompanhará os trabalhos, organizando seminários de apoio, com a presença obrigatória
do orientador e mais docentes, em datas previamente definidas.
§ 1° - Caberá ao coordenador do TCC somente a obrigatoriedade de auxiliar e
observar os trabalhos de monografia, promover o bom andamento do TCC quer seja por
parte do orientando, quer seja por parte do orientador. Também caberá a este coordenador
informar e deixar disponíveis aos alunos as normas da ABNT, as regras de produção
monográficas do Curso, o modelo de Ata, as datas anuais para a produção do TCC e um
cronograma de atividades (seminários, palestras, etc.) para auxiliar as necessidades do
bom desempenho das monografias.
Art. 8º - Ao discente que não for aprovado, no prazo determinado, não será
permitida a colação de grau na data prevista pelo Departamento de Registro e Cadastro
Acadêmico (DRCA) e Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD).
Parágrafo Único - A colação de grau somente será permitida, em data posterior,
após a apresentação final do TCC.
Art. 9º - Cada docente poderá orientar, no máximo, 8 (oito) trabalhos.

108

Art. 10 - Serão aceitos como TCC projetos de pesquisa de iniciação científica,
vinculados às agências de fomento tais como CNPQ e FAPEAL, concluídos em outras
etapas do curso, desde que encaminhados para publicação ou publicados durante o sétimo
ou oitavo período.
§ 1° - No caso de projetos de pesquisa não vinculados às agências de fomento,
somente serão aceitos se encaminhados para publicação ou publicados durante o último
período do curso.
§ 2° - A comprovação da publicação, ou o seu aceite em revista indexada, garantirá
a nota máxima (dez), sendo o aluno dispensado da avaliação por banca examinadora do
TCC.
§ 3° - A publicação em revista não indexada garantirá a aprovação, somente após a
apresentação oral dos resultados e avaliação do artigo por uma banca examinadora.
.
Art. 11 – Em caso de Banca Examinadora, esta será constituída pelo orientador e
02 (dois) docentes indicados pelo orientador, os quais serão informados à Coordenação do
TCC.
§ 1° - Caberá ao orientador optar pela apresentação dos TCCs de seus orientandos.
§ 2° - Excluindo-se a possibilidade da Apresentação de Banca do TCC, os trabalhos
serão avaliados por uma comissão formada como determina o caput deste artigo, cabendo a
nota ser divulgada em prazo estabelecido pelo Colegiado.
§ 3° - Os trabalhos reprovados serão novamente enviados para a correção de suas
indicativas sugeridas pela Banca, tendo o aluno tempo hábil para sua devida correção e
indicado novamente a um professor para sua segunda avaliação.
Art. 12 - O Discente será considerado aprovado (ou não), conforme nota conferida
pela banca examinadora, sendo atribuída nota de valor quantitativo, variando de 0 (zero) a
10 (dez), por cada examinador, onde a nota final resultará da média aritmética das 03 (três)
notas atribuídas.
§ 1° - Considera-se aprovado o TCC que obtiver nota maior ou igual a 7 (sete),
conforme dispõe o Regimento Geral da UFAL.
§ 2° - Discentes cujos TCCs não forem aprovados somente poderão colar o grau e
obter o diploma de licenciado ou Bacharel após reapresentarem a monografia ou artigo e
este ser aprovado, observando-se as disposições legais em vigor.
§ 3º - Casos de plágios serão motivos para reprovação, cabendo ao aluno refazer
seu TCC, se isto for acordado pela banca examinadora, e esta estipulará prazos para nova
apresentação.
Art. 13 – Caso o orientador considere importante, caberá ao discente apresentar
pôster ou fazer apresentação oral no Congresso Acadêmico da UFAL ou em outro evento
científico, correspondente ao TCC, sendo exposto em conjunto com os dos demais alunos,
cujo certificado da apresentação deverá ser entregue à Coordenação do TCC.
Art. 14 - A apresentação final deverá corresponder à forma de artigo científico,
conforme as normas da revista a ser escolhida para publicação pelo orientador.
Art. 15 – A Coordenação de TCC apresentará, ao Colegiado de Curso, o Trabalho
de Conclusão que tirou nota máxima e recebeu, por parte da banca avaliadora, indicação
para publicação no edital para publicação de TCCs, elaborado pela Pró-Reitoria Estudantil.

109

Art. 16 - Deverão ser entregues à Coordenação do TCC 02 (duas) cópias impressas
do trabalho, para envio à Biblioteca Central, e 01 (uma) cópia digitalizada em CD.
Art. 17 - Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogadas todas as
disposições em contrário.

110

Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura & Bacharelado em História

Resolução para o Programa de Monitoria

REGULAMENTA NORMAS PARA
AS ATIVIDADES DE MONITORIA
DO CURSO DE HISTÓRIA DA
UFAL
Os Colegiados dos cursos de História da Universidade Federal de Alagoas – no uso
de suas atribuições legais que são conferidas pelo ESTATUTO e REGIMENTO GERAL
de acordo com a deliberação tomada, por ampla maioria, na sessão ocorrida em 23 de maio
de 2011.
Considerando o programa de MONITORIA com parte integrante da formação
discente para aprimoramento das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
RESOLVE:
I – Da Natureza do Programa
Art. 1º. O programa de monitoria desta I.E.S., conforme Resolução nº 55/2008CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de 2008, tem por objetivo:
§1º – Contribuir para a qualidade de formação dos estudantes através da mediação
dos monitores nos processos pedagógicos, criando condições para o aprofundamento
teórico e para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente.
§2º – Criar condições de aprofundamento de conteúdos teóricos e para o
desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente.
§3º – Contribuir para a melhoria do ensino de graduação, participando da
implementação de novas práticas e experiências pedagógicas.
Art. 2º. O programa de monitoria é efetivado sob duas modalidades: com bolsa e
sem bolsa.

111

II – Das Funções do Monitor
Art. 3º. Cabe ao monitor:
§1º – o auxílio em atividades como preparação de aulas e trabalhos teóricos ou
práticos, bem como o acompanhamento de pequenos grupos de trabalho;
§2º – a facilitação do relacionamento professor-aluno, acompanhando o
desenvolvimento de atividades, elucidando dúvidas dos alunos;
§3º – auxiliar o(s) professor(es) em tarefas didáticas, inclusive na preparação de
materiais de aulas e trabalhos;
§4º – conhecer a Resolução nº 55/2008- CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de
2008;
§5º – apresentar relatórios (parcial e final) das atividades de monitoria.

III – Das Funções do Professor-Orientador
Art. 4º. Cabe ao Professor-Orientador:
§1º – participar da elaboração do plano de monitoria do curso (definição das
atividades, cronograma e carga horária);
§2º – participar do processo de seleção dos monitores;
§3º – elaborar um roteiro de atividades;
§4º – orientar e assistir o monitor em suas atividades específicas, fornecendo-lhe
subsídios ao desenvolvimento das mesmas acompanhando o cumprimento dos seus deveres
de acordo com sua formação;
§5º – organizar, com o monitor, horário de trabalho que favoreça a prática da
monitoria, sem prejuízo da sua presença na sala de aula das disciplinas em que estiver
matriculado no semestre e em outras atividades necessárias à sua formação acadêmica;
§6º – controlar a freqüência do monitor nas atividades;
§7º – a estes objetivos somam-se os previstos na Resolução nº 55/2008CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de 2008;
§8º – se responsabilizar em disponibilizar ao monitor uma cópia da Resolução
supracitada.

112

IV- Da Coordenação de Monitoria
Art. 5º. O Coordenador de Monitoria será escolhido pelos colegiados do curso no
início de cada ano letivo, podendo se reconduzido na função por tempo indeterminado.
Art. 6º. Cabe ao coordenador de Monitoria:
§1º – Realizar a seleção dos professores candidatos a bolsa de monitoria.
§2º – Elaborar o edital de monitoria para discentes, afixando-os publicamente na
unidade acadêmica.
§3º – Montar, acompanhar e divulgar os resultados do processo de seleção de
monitoria para os discentes;
§4º – Disponibilizar informações sobre as atividades das monitorias quando for
solicitado pela coordenação, pela coordenação de monitoria da unidade acadêmica e pela
PROGAD.
§5º – Realizar o acompanhamento e avaliação da atividade de monitoria, reunindo os
relatórios de atividades e encaminhando ao setor responsável.
§6º – Cumprir os itens exigidos por esta resolução.

V – Das Áreas Temáticas
Art. 7º. O programa de monitoria do curso terá como base a divisão equitativa das
bolsas por áreas de concentração, respeitando a seguinte divisão:
Setor I – Teorias, Métodos e Técnicas da História;
Setor II – História do Brasil, História da América e História da África;
Setor III – História Geral (Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea);
Setor IV – História e Pesquisa Regional;
Art. 8º. As bolsas encaminhadas pela PROGAD serão dividas entre os setores
temáticos, respeitando um rodízio entre os cursos de história bacharelado e licenciatura.
Art. 9º. O coordenador de monitoria do ano letivo será contemplado com uma bolsa,
excluindo o setor temático no qual o mesmo está incluído nos critérios de escolha dos
professores para aquele ano.

113

VI – Do Processo Seletivo Docente nas Áreas Temáticas

Art. 10º. Caberá a(o) coordenador(a) de monitoria realizar a seleção dos docentes no
início de cada ano letivo dentro das áreas temáticas, aqueles que serão contemplados com
as bolsas ofertadas para o curso.
Art. 11º. O processo seletivo respeitará os prazos estabelecidos pela PROGRAD no
envio de informações;
Art. 12º. Estão aptos a concorrer à bolsa de monitoria os docentes que:
§1º – possuírem carga horária de ensino acima de 8 horas semanais;
§2º – terem entregado no semestre letivo de vigência da monitoria o Plano de
Atividades Acadêmicas;
§3º – terem cumprido os prazos de relatórios de monitoria nos anos anteriores.

Art. 13º. O processo seletivo se dará através de apresentação de propostas do
docente, contendo: a) formulário específico de monitoria oferecido pela Unidade
Acadêmica; b) Plano de Atividades Acadêmicas do ano anterior;
Art. 14º. No início do ano letivo, o(a) coordenador(a) de monitoria abrirá edital para
os docentes encaminharem propostas conforme o calendário institucional;
Art. 15º. De posse das propostas, a coordenação de monitoria obedecendo à
rotatividade das áreas temáticas do curso concederá, em comum acordo com os colegiados
do curso de história, os professores contemplados com as bolsas de monitoria para aquele
ano.
Art. 16º. Os itens 10º ao 15º não estão incluídos as propostas de monitoria SEM
BOLSA, que serão apenas avaliadas pelo coordenador e aprovadas em reunião de
colegiado a sua efetivação.
Art. 17º. Após 24h (vinte e quatro horas) da divulgação do resultado final, o docente
poderá recorrer da decisão através de encaminhamento de ofício a(a) coordenador(a) de
monitoria;
Art. 18º. Os presentes critérios serão reformulados e ajustados a cada 2 (dois) anos;
Art. 19º. Revogam-se as disposições em contrário.
Aprovado em 23 de maio de 2011
Colegiado do Curso de História (Bacharelado & Licenciatura)

114

ANEXO - DIVISÃO DOS PROFESSORES POR ÁREA
1 – Teoria, métodos e técnicas da História
Prof. Dr. Alberto Frederico Lins Caldas Filho
Profa. Dra. Arrisete Cleide Lemos Costa
Profa. Ms. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Ms. Osvaldo Batista Acioly Maciel
2 – História do Brasil, da América e da África
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
Profa. Dra. Ana Monica Henriques Lopes
Prof. Dr. Antonio Filipe Pereira Caetano
Prof. Dr. José Alberto Saldanha de Oliveira
Prof. Dr. José Ferreira Azevedo
Prof. Ms. Gian Carlo de Melo Silva
3 – História Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea
Profa. Dra. Ana Claudia Aymoré Martins
Profa. Dra. Célia Nonata da Silva
Prof. José Roberto Gomes da Silva
Profa. Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
Profa. Dra. Ana Paula Palamartchuk
4 – História e pesquisa regional
Prof. Aloísio Vilela de Vasconcelos
Prof. Bernardino Araújo Miranda
Profa. Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof. Esp. José Roberto Santos Lima

115

RESOLUÇÃO Nº 71/2006-CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro de 2006.

Disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação da ufal.
CONSIDERANDO a análise e discussão promovidas pelo Fórum dos Colegiados da
Graduação, sob a Coordenação da PROGRAD/UFAL, fundamentada na Lei Federal nº
6.494, de 07/12/1977 e regulamentada pelos Decretos nºs. 87.497, de 18/08/1982 e 89.467,
de 21/03/1984;
CONSIDERANDO a apreciação e aprovação da Câmara Acadêmica do CONSUNI,
ocorrida na sessão do dia 15/12/2006, bem como o resultado das discussões ocorridas no
pleno do Conselho Universitário sobre o tema;
R E S O L V E:
Art. 1º Disciplinar, na forma desta Resolução, o funcionamento dos Estágios Curriculares
dos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Alagoas – UFAL.

I - Da Natureza e Objetivo do Estágio
Art. 2º O estágio curricular de caráter formativo, que pode ser obrigatório ou não
obrigatório, constitui parte dos processos de aprendizagem teórico-prática que integram os
Projetos Pedagógicos dos Cursos, sendo inerente à formação acadêmico-profissional.
§ 1º O estágio curricular é obrigatório quando exigido em decorrência das diretrizes
curriculares dos cursos e/ou previsto nos respectivos projetos pedagógicos, como disciplina
que integraliza a estrutura curricular.
§ 2º O estágio curricular é não obrigatório quando previsto nos projetos pedagógico dos
cursos como atividade opcional à formação profissional, e/ou como parte integrante do
conjunto de possibilidades previstas para as atividades complementares.
§ 3º O estágio curricular pressupõe planejamento, acompanhamento, avaliação e validação
pela Instituição de Ensino, em comum acordo com a instituição concedente.
Art. 3º O estágio curricular tem como objetivo o desenvolvimento de competências –
conhecimentos teórico-conceituais, habilidades e atitudes – em situações de aprendizagem,
conduzidas no ambiente profissional, sob a responsabilidade da Universidade e da
Instituição Concedente.
Parágrafo Único. Cada Colegiado de Curso escolherá, preferencialmente dentre os
professores que o compõem, um Coordenador de Estágio, a quem caberá o
acompanhamento das atividades de estágio no âmbito do Curso.

116

II - Das Instituições Concedentes de Estágio
Art. 4º Podem ser Instituições Concedentes de estágio curricular pessoas jurídicas de
direito público ou privado que tenham condições de proporcionar ao aluno experiência
prática na sua área de formação acadêmico-profissional.
Art. 5º O estágio curricular poderá se desenvolver nas dependências da Universidade ou
nas da Instituição Concedente de estágio.
§ 1º Quando o estágio curricular ocorrer nas dependências da Universidade, será celebrado
Termo de Responsabilidade entre os órgãos envolvidos.
§ 2º Quando o estágio curricular ocorrer nas dependências da Instituição Concedente, será
firmado convênio onde serão especificadas as condições do estágio e as obrigações e
direitos das partes.
§ 3º Os convênios referidos no § 2º serão periodicamente avaliados, ficando sua
renovação condicionada ao atendimento dos objetivos didático-pedagógicos do estágio
curricular.
§ 4º As áreas de estágio a serem disponibilizadas pelas Instituições Concedentes deverão
ser por elas previamente cadastradas no Módulo de Gerenciamento de Estágio – MGE do
Sistema Acadêmico, sendo aprovadas ou não pelos Coordenadores de Estágio dos Cursos
de Graduação envolvidos.
§ 5º No cadastro da área de estágio, a Instituição Concedente deverá fornecer as seguintes
informações, entre outras:
I - indicação do supervisor do seu quadro de pessoal, com formação e experiência
profissional na área de concessão do estágio, para acompanhar os alunos;
II - descrição das atividades a serem desenvolvidas pelo estagiário na instituição;
II - carga horária semanal;
III - remuneração, quando for o caso;
IV - cursos para os quais serão oferecidas vagas de estágio na área.

III - Da Documentação do Estágio
Art. 6º - Para a validade do estágio faz-se necessário, além do convênio firmado entre a
Universidade e a Instituição Concedente, a existência de:
I - plano de estágio elaborado pelo estagiário sob orientação dos supervisores da UFAL e
da Instituição Concedente, no caso de estágio obrigatório;

II - plano de atividades definido pela área de estágio cadastrada pela Instituição

117

Concedente, previamente aprovada pelo Coordenador de Estágio do Curso de Graduação
envolvido, no caso de estágio não obrigatório;
III - documento de encaminhamento do estagiário à Instituição Concedente, feito pela
Coordenadoria de Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de Graduação - CEC/PROGRAD,
no caso de estágio não obrigatório, e pelo Coordenador de Estágio do Curso, no caso do
estágio obrigatório;

IV - termo de compromisso assinado pelo estagiário, pelo representante da Instituição
Concedente e da UFAL, em conformidade com o convênio firmado;
V - relatório de acompanhamento, avaliação e validação do estágio elaborado pela UFAL
conjuntamente
com
a
Instituição
Concedente;
VI - relatório de atividades, elaborado pelo estagiário, apresentado periodicamente à UFAL
e à Instituição Concedente de acordo com o definido no Projeto Pedagógico de Curso;
VII - relatório de atividades, elaborado pelo estagiário, apresentado em período não
superior a 06 (seis) meses, à UFAL e à Instituição Concedente.
§ 1º Os relatórios a que se referem os incisos VI e VII deverão ficar à disposição da
fiscalização pelo período de 02 (dois) anos, contados a partir da data em que forem
apresentados.
§ 2º O Termo de Compromisso conterá os seguintes dados:
I - identificação do estagiário, número de matrícula e indicação do curso;
II - valor da bolsa mensal, quando for o caso;
III - jornada semanal a ser cumprida e período do estágio;
IV - número da apólice do seguro de acidentes pessoais e nome da companhia seguradora.
V - menção de que o estágio não acarretará vínculo empregatício, podendo ser remunerado
ou não, e nem acumulará com outras bolsas da UFAL;
VI - identificação do professor supervisor de estágio e do supervisor de estágio na
Instituição Concedente, que deverá ser um profissional com formação e experiência na
área de concessão do estágio.
§ 3º Quando tratar-se de estágio obrigatório, o plano de estágio curricular conterá os
objetivos, a descrição das atividades, o período (início e término do estágio), o local e
caracterização da Instituição Concedente que receberá o estagiário, o horário do estágio, o
nome e a formação do supervisor de estágio, e tudo o mais que for definido pela
Coordenação de Estágio do Curso de Graduação.
§ 4º Quando tratar-se de estágio não obrigatório, será anexado ao termo de compromisso o
plano de atividades cadastrado no Módulo de Gerenciamento de Estágio – MGE no
Sistema Acadêmico.
§ 5º A Instituição Concedente, quando do desligamento do estagiário, deverá entregar o
termo de realização de estágio com a indicação resumida das atividades desenvolvidas, do
período de permanência e da avaliação de desempenho.

118

IV - Do Seguro de Acidentes
Art. 7º O seguro de acidentes pessoais em favor do estagiário é obrigatório.
§ 1º No caso de estágio curricular obrigatório, o pagamento do seguro será providenciado
pela UFAL ou pela Instituição Concedente;
§ 2º No caso de estágio curricular não obrigatório, o pagamento do seguro será
providenciado pela Instituição Concedente ;
§ 3º No caso de estágio curricular administrado por Agente de Integração, a
responsabilidade pelo pagamento do seguro será deste.

V - Da Carga Horária e Período de Estágio
Art. 8º A carga horária máxima para as atividades de estágio curricular não obrigatório
será definida pelo Conselho da Unidade Acadêmica à qual o curso estiver vinculado, não
podendo ultrapassar 30 (trinta) horas semanais, devendo compatibilizar-se com as
atividades acadêmicas e com o horário das disciplinas curriculares do curso em que o
estagiário estiver matriculado.
Art. 9º A carga horária semanal para as atividades do estágio curricular obrigatório será
definida no Projeto Pedagógico de Curso.
Art. 10. O período mínimo de estágio curricular não obrigatório será de 01 (um) semestre,
podendo ser prorrogado, a critério da Coordenação de Estágio do Curso, por, no máximo,
03 (três) semestres.
Parágrafo único. O estágio curricular não obrigatório não poderá exceder a 04 (quatro)
semestres consecutivos, na mesma Instituição.
VI - Do Agente de Integração
Art. 11. A UFAL poderá utilizar, mediante convênio, os serviços de Agentes de
Integração com a finalidade de proporcionar novas oportunidades de estágio.
§ 1º A UFAL somente firmará convênios com os Agentes de Integração que se
comprometerem a providenciar a assinatura dos termos de compromisso pela Instituição
Concedente, pela UFAL, pelo aluno e pelo Agente de Integração, após parecer favorável
do Colegiado de Curso de origem do estagiário encaminhado pela Coordenadoria de
Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de Graduação - CEC/PROGRAD.
§ 2º Cabe ainda aos Agentes de Integração:
I - identificar oportunidades de estágio;
II - cadastrar as áreas de estágio e as ofertas de vagas oferecidas pelas Instituições

119

Concedentes;
III - imprimir e providenciar a assinatura dos termos de compromisso pela Instituição
Concedente, pela UFAL, pelo aluno e pelo Agente de Integração;
IV - providenciar o pagamento da bolsa, na hipótese de estágio remunerado;
V - contratar seguro de acidentes pessoais em favor do estagiário.

VII - Da Organização do Estágio
Art. 12. Os alunos dos cursos de graduação da UFAL, desde que regularmente
matriculados em disciplinas e com freqüência efetiva no Curso ao qual estejam vinculados,
deverão realizar o estágio curricular obrigatório, podendo, ainda, realizar estágios
curriculares não obrigatórios no caso dessas atividades serem previstas no projeto
pedagógico de seu curso.
§ 1º Durante o estágio curricular não obrigatório o aluno deverá obter aprovação em
disciplinas que perfaçam, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária
total das disciplinas nas quais esteja matriculado, sob pena de, não o fazendo, ser desligado
do Programa de Estágio durante 01 (um) período letivo.
§ 2º Havendo recuperação do rendimento escolar com aprovação em disciplinas que
compreendam 75% (setenta e cinco por cento) ou mais da carga horária total das
disciplinas em que esteja matriculado durante o período letivo subseqüente ao
desligamento, o aluno poderá retornar ao Programa de Estágio.
§ 3º A Coordenação de Estágio do curso acompanhará o desempenho acadêmico do
estagiário.
Art. 13. A Universidade disponibilizará em seu portal eletrônico, através do sítio do
Sistema Acadêmico, um Módulo de Gerenciamento de Estágio – MGE, visando
acompanhar e registrar as atividades acadêmico-administrativas dos estágios curriculares
obrigatórios ou não obrigatórios, cujo gerenciamento será da responsabilidade da
Coordenadoria de Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de Graduação - CEC/PROGRAD.
Art. 14. A orientação, a supervisão e a avaliação acadêmica do estágio curricular, em
qualquer de suas modalidades, são atividades obrigatórias de responsabilidade do curso de
procedência do aluno, levadas a efeito do modo compartilhado com os supervisores
vinculados às Instituições Concedentes de estágio.
Art. 15. As atividades do estagiário somente poderão ter início após a assinatura do
Termo de Compromisso pelas partes envolvidas, cabendo ao Coordenador de Estágio do
Curso registrar a data correspondente no Módulo de Gerenciamento de Estágio – MGE.
Art. 16. Junto à Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD/UFAL funcionará a
COMISSÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR, órgão colegiado encarregado de, dentre
outras atribuições, promover a discussão em torno dos estágios na Universidade,
estabelecer as normas gerais para a formação de uma Política de Estágio Curricular na
UFAL, bem como promover a elaboração de um Manual de Orientação de Estágio.

120

§ 1º Comporão a Comissão de Estágio Curricular:
I - 01 (um) representante e 01 (um) suplente de Coordenadores de Curso de Graduação,
por área do conhecimento (saúde, exatas, humanas, tecnológicas e sociais) e modalidades
(bacharelado
e
licenciatura),
indicados
pelo
Fórum
dos
Colegiados;
II - 01 (um) representante e 01 (um) suplente de discentes indicado pelo Diretório Central
dos Estudantes - DCE/UFAL;
III - 01 (um) representante da Pró-Reitoria de Gestão Institucional – PROGINST/UFAL;
IV - 01 (um) representante da Pró-Reitoria de Extensão - PROEX/UFAL;
V - 01 (um) representante da Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD/UFAL;
VI - 01 (um) representante da Pró-Reitoria Estudantil - PROEST/UFAL.
§ 2º A Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD/UFAL designará o Coordenador da
Comissão de Estágio Curricular.
Art. 17. Cada Curso de Graduação regulamentará seu próprio estágio curricular mediante
resolução elaborada e aprovada pelo Colegiado de Curso observados os ditames da
legislação específica e desta Resolução, e homologada pelo Conselho da respectiva
Unidade Acadêmica.
VIII – Das Disposições Finais
Art. 18. A UFAL, os estudantes, as Instituições Concedentes e os Agentes Integradores
terão prazo de 06 (seis) meses, a partir da data de aprovação desta Resolução, para a ela
se adequarem.
Art. 19. Compete ao titular da PROGRAD/UFAL aprovar os termos de convênio para
oferta de estágios curriculares, depois de apreciados pela Comissão de Estágio Curricular
de que trata o Art. 15 desta Resolução.
Art. 20. Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogadas as disposições em
contrário.
Sala dos Conselhos Superiores da Universidade Federal de Alagoas, em 18 de dezembro de
2006.
Profª. Ana Dayse Rezende Dorea
Presidenta do CONSUNI/UFAL

121

Resolução Nº 32/2005-CEPE, de 14 de dezembro de 2005.
Estabelece os componentes curriculares comuns para os cursos de formação de
professores da Ufal, a partir do ano letivo de 2006.
CONSIDERANDO que a formação de professores deve partir da noção de que a docência
não se realiza num quadro abstrato de relações individualizadas de ensino e aprendizagem,
mas dentro de um complexo contexto social e institucional;
CONSIDERANDO que a ação de educar se situa num contexto cultural, político, histórico,
social e, por isso mesmo deve ser encarada como uma prática social e histórica capaz de
responder qualitativamente às demandas da sociedade brasileira;
CONSIDERANDO que a formação acadêmica e profissional do/a professor/a só pode ser
planejada e executada à luz de uma concepção muito clara do que se espera da educação e
do que se concebe por ações promotoras de educação, como prática institucionalizada;
CONSIDERANDO o atendimento ao que reza o Plano Nacional de Educação (Lei nº
10.172/2001), a Resolução CNE/CP nº 01/2002 que institui as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, Curso
de Licenciatura, de Graduação Plena e em consonância com o atendimento aos padrões
mínimos de qualidade para a Graduação estabelecidos pela Lei nº 9.394/96 (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB);
CONSIDERANDO a necessidade de definir um conjunto de disciplinas comuns e
procedimentos acadêmicos que possam garantir a formação do professor na sua
especificidade profissional;
CONSIDERANDO as discussões ocorridas no Fórum dos Colegiados dos Cursos de
Licenciatura decidindo adotar um conjunto de disciplinas comuns aos seus Cursos e o
Parecer favorável da Câmara de Ensino de Graduação do CEPE, aprovado em 12 de
dezembro de 2005;
R E S O L V E:
Art. 1º - Estabelecer os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de Formação de
Professores para a Educação Básica da Universidade Federal de Alagoas, a partir do ano
letivo de 2006, observando-se o disposto na legislação federal, nas normas acadêmicas e
nos fundamentos filosóficos e políticos desta Universidade, contidos no seu Projeto
Pedagógico Institucional.
Art. 2º - Os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de Formação de
Professores para a Educação Básica da Universidade Federal de Alagoas serão
desenvolvidos através das seguintes disciplinas:
1.
2.
3.
4.

Organização do Trabalho Acadêmico;
Profissão Docente;
Política e Organização da Educação Básica no Brasil;
Desenvolvimento e Aprendizagem;

122

5.
6.
7.
8.

Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem;
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho Escolar;
Pesquisa Educacional e
Projetos Integradores.

§ 1º - As Disciplinas acima referidas deverão ser ordenadas de conformidade com o quadro
de matriz curricular explicitado a seguir, com suas respectivas cargas horárias:
SEMESTRE D I S C I P L I N A S

1º

2º
3º
4º

5º

6º

7º
8o

CARGA
HORÁRIA
Organização do Trabalho Acadêmico
60 h
Projetos Integradores
40 h
Profissão Docente
60 h
Política e Organização da Educação Básica no Brasil
80 h
Projetos Integradores
40 h
Desenvolvimento e Aprendizagem
80 h
Projetos Integradores
40 h
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
80 h
Projetos Integradores
40 h
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho 80 h
Escolar
Estágio Supervisionado I
Projetos Integradores
40 h
Pesquisa Educacional
60 h
Estágio Supervisionado II
Projetos Integradores
40 h
Estágio Supervisionado III
Projetos Integradores
40 h
Estágio Supervisionado IV

§ 2º - As Disciplinas definidas nos incisos I a VII do artigo 2º, somando 500 horas, são
componentes das 1.800 (mil e oitocentas) horas destinadas pelas Diretrizes Curriculares
Nacionais - DCNs para os conteúdos acadêmico-científico-culturais.
§ 3º - Da carga horária de 400 (quatrocentas) horas destinadas à Prática Pedagógica, 280
(duzentos e oitenta) horas deverão ser contempladas em Projetos Integradores e 120 (cento
e vinte) horas distribuídas em diferentes disciplinas, como definido no Projeto Pedagógico
do Curso - PPC.
§ 4º - A Disciplina Organização do Trabalho Acadêmico poderá aparecer no primeiro ou
no segundo semestre do Curso, conforme definição explicitada no Projeto Pedagógico do
Curso - PPC.

123

Art. 3º - A carga horária mínima para os cursos de Formação de Professores/as será de
2.800 (duas mil e oitocentas) horas, acrescidas, quando necessário, em até 15% (quinze por
cento), contempladas em no mínimo três anos e meio (ou sete semestres), sendo que nos
casos dos cursos noturnos, deverão ser distribuídos em, no mínimo, quatro anos (ou oito
semestres).
§ 1º - A carga horária do Estágio Supervisionado, em cada semestre, será definida no
Projeto Pedagógico do Curso - PPC, devendo perfazer um total de, no mínimo, 400
(quatrocentas) horas ao final do Curso.
§ 2º - Deverá constar do Projeto Pedagógico de cada Curso a carga horária do Trabalho de
Conclusão de Curso - TCC.
§ 3º - Serão destinadas 200 (duzentas) horas para outras Atividades Acadêmico-CientíficoCulturais.
Art. 4º - Os cursos de Formação de Professores para a Educação Básica da Universidade
Federal de Alagoas devem adotar a avaliação de seu Projeto pedagógico como fator de
gestão no sentido de possibilitar correções, reorientar práticas pedagógicas e delimitar
obstáculos administrativos.
Parágrafo Único - Compete ao Colegiado do Curso de Licenciatura coordenar a avaliação
do Projeto Pedagógico, devendo a mesma ser processual e formativa, e manter coerência
com todos os aspectos do planejamento e da execução de cada curso.
Art. 5º - Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogando-se as disposições em
contrário.
Sala dos Conselhos Superiores da UFAL, em 14 de dezembro de 2005.
Prof. Eurico de Barros Lobo Filho
Vice-Presidente do CEPE/UFAL
Reitor em exercício

124

DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.
Regulamenta a Lei n o 10.436, de 24 de abril
de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da
Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art.
84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei n o 10.436, de 24 de abril
de 2002, e no art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18
da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda
auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais,
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras.
Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total,
de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz,
1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
CAPÍTULO II
DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR
Art. 3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos
de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e
nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema
federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
§ 1o Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso
normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de
Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais da
educação para o exercício do magistério.
§ 2o A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de
educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste
Decreto.
CAPÍTULO III
DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LIBRAS E DO INSTRUTOR DE LIBRAS
Art. 4o A formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino
fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível superior,
em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras:
Libras/Língua Portuguesa como segunda língua.
Parágrafo único. As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos
no caput.

125

Art. 5o A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos
anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou curso
normal superior, em que Libras e Língua Portuguesa escrita tenham constituído línguas de
instrução, viabilizando a formação bilíngüe.
§ 1o Admite-se como formação mínima de docentes para o ensino de Libras na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a formação ofertada em nível
médio na modalidade normal, que viabilizar a formação bilíngüe, referida no caput.
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput.
Art. 6o A formação de instrutor de Libras, em nível médio, deve ser realizada por
meio de:
I - cursos de educação profissional;
II - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior; e
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições credenciadas por
secretarias de educação.
§ 1o A formação do instrutor de Libras pode ser realizada também por organizações
da sociedade civil representativa da comunidade surda, desde que o certificado seja
convalidado por pelo menos uma das instituições referidas nos incisos II e III.
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput.
Art. 7o Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja
docente com título de pós-graduação ou de graduação em Libras para o ensino dessa
disciplina em cursos de educação superior, ela poderá ser ministrada por profissionais que
apresentem pelo menos um dos seguintes perfis:
I - professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com
formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame
promovido pelo Ministério da Educação;
II - instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com
certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo
Ministério da Educação;
III - professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou
formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras,
promovido pelo Ministério da Educação.
§ 1o Nos casos previstos nos incisos I e II, as pessoas surdas terão prioridade para
ministrar a disciplina de Libras.
§ 2o A partir de um ano da publicação deste Decreto, os sistemas e as instituições de
ensino da educação básica e as de educação superior devem incluir o professor de Libras
em seu quadro do magistério.
Art. 8o O exame de proficiência em Libras, referido no art. 7 o, deve avaliar a fluência
no uso, o conhecimento e a competência para o ensino dessa língua.
§ 1o O exame de proficiência em Libras deve ser promovido, anualmente, pelo
Ministério da Educação e instituições de educação superior por ele credenciadas para essa
finalidade.
§ 2o A certificação de proficiência em Libras habilitará o instrutor ou o professor para
a função docente.

126

§ 3o O exame de proficiência em Libras deve ser realizado por banca examinadora de
amplo conhecimento em Libras, constituída por docentes surdos e lingüistas de instituições
de educação superior.
Art. 9o A partir da publicação deste Decreto, as instituições de ensino médio que
oferecem cursos de formação para o magistério na modalidade normal e as instituições de
educação superior que oferecem cursos de Fonoaudiologia ou de formação de professores
devem incluir Libras como disciplina curricular, nos seguintes prazos e percentuais
mínimos:
I - até três anos, em vinte por cento dos cursos da instituição;
II - até cinco anos, em sessenta por cento dos cursos da instituição;
III - até sete anos, em oitenta por cento dos cursos da instituição; e
IV - dez anos, em cem por cento dos cursos da instituição.
Parágrafo único. O processo de inclusão da Libras como disciplina curricular deve
iniciar-se nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras,
ampliando-se progressivamente para as demais licenciaturas.
Art. 10. As instituições de educação superior devem incluir a Libras como objeto de
ensino, pesquisa e extensão nos cursos de formação de professores para a educação básica,
nos cursos de Fonoaudiologia e nos cursos de Tradução e Interpretação de Libras - Língua
Portuguesa.
Art. 11. O Ministério da Educação promoverá, a partir da publicação deste Decreto,
programas específicos para a criação de cursos de graduação:
I - para formação de professores surdos e ouvintes, para a educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental, que viabilize a educação bilíngüe: Libras - Língua
Portuguesa como segunda língua;
II - de licenciatura em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa, como
segunda língua para surdos;
III - de formação em Tradução e Interpretação de Libras - Língua Portuguesa.
Art. 12. As instituições de educação superior, principalmente as que ofertam cursos
de Educação Especial, Pedagogia e Letras, devem viabilizar cursos de pós-graduação para
a formação de professores para o ensino de Libras e sua interpretação, a partir de um ano
da publicação deste Decreto.
Art. 13. O ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua
para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação
de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de
nível médio e superior, bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em
Língua Portuguesa.
Parágrafo único. O tema sobre a modalidade escrita da língua portuguesa para surdos
deve ser incluído como conteúdo nos cursos de Fonoaudiologia.

CAPÍTULO IV
DO USO E DA DIFUSÃO DA LIBRAS E DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA O
ACESSO DAS PESSOAS SURDAS À EDUCAÇÃO

127

Art. 14. As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às
pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos processos seletivos,
nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis, etapas e
modalidades de educação, desde a educação infantil até à superior.
§ 1o Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso previsto no
caput, as instituições federais de ensino devem:
I - promover cursos de formação de professores para:
a) o ensino e uso da Libras;
b) a tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa; e
c) o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas;
II - ofertar, obrigatoriamente, desde a educação infantil, o ensino da Libras e também
da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos surdos;
III - prover as escolas com:
a) professor de Libras ou instrutor de Libras;
b) tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa;
c) professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas
surdas; e
d) professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade lingüística
manifestada pelos alunos surdos;
IV - garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos,
desde a educação infantil, nas salas de aula e, também, em salas de recursos, em turno
contrário ao da escolarização;
V - apoiar, na comunidade escolar, o uso e a difusão de Libras entre professores,
alunos, funcionários, direção da escola e familiares, inclusive por meio da oferta de cursos;
VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua,
na correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a
singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa;
VII - desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de
conhecimentos expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em
outros meios eletrônicos e tecnológicos;
VIII - disponibilizar equipamentos, acesso às novas tecnologias de informação e
comunicação, bem como recursos didáticos para apoiar a educação de alunos surdos ou
com deficiência auditiva.
§ 2o O professor da educação básica, bilíngüe, aprovado em exame de proficiência
em tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, pode exercer a função de
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, cuja função é distinta da função de
professor docente.
§ 3o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo
como meio de assegurar atendimento educacional especializado aos alunos surdos ou com
deficiência auditiva.
Art. 15. Para complementar o currículo da base nacional comum, o ensino de Libras e
o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos
surdos, devem ser ministrados em uma perspectiva dialógica, funcional e instrumental,
como:
I - atividades ou complementação curricular específica na educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental; e

128

II - áreas de conhecimento, como disciplinas curriculares, nos anos finais do ensino
fundamental, no ensino médio e na educação superior.
Art. 16. A modalidade oral da Língua Portuguesa, na educação básica, deve ser
ofertada aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, preferencialmente em turno
distinto ao da escolarização, por meio de ações integradas entre as áreas da saúde e da
educação, resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa
modalidade.
Parágrafo único. A definição de espaço para o desenvolvimento da modalidade oral
da Língua Portuguesa e a definição dos profissionais de Fonoaudiologia para atuação com
alunos da educação básica são de competência dos órgãos que possuam estas atribuições
nas unidades federadas.

CAPÍTULO V
DA FORMAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS - LÍNGUA
PORTUGUESA
Art. 17. A formação do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa deve
efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação em
Libras - Língua Portuguesa.
Art. 18. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, a formação de
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada por
meio de:
I - cursos de educação profissional;
II - cursos de extensão universitária; e
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e
instituições credenciadas por secretarias de educação.
Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por
organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o
certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III.
Art. 19. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja
pessoas com a titulação exigida para o exercício da tradução e interpretação de Libras Língua Portuguesa, as instituições federais de ensino devem incluir, em seus quadros,
profissionais com o seguinte perfil:
I - profissional ouvinte, de nível superior, com competência e fluência em Libras para
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para
atuação em instituições de ensino médio e de educação superior;
II - profissional ouvinte, de nível médio, com competência e fluência em Libras para
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para
atuação no ensino fundamental;
III - profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de
sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos.
Parágrafo único. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal,
estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste

129

artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à
comunicação, à informação e à educação.
Art. 20. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, o Ministério da
Educação ou instituições de ensino superior por ele credenciadas para essa finalidade
promoverão, anualmente, exame nacional de proficiência em tradução e interpretação de
Libras - Língua Portuguesa.
Parágrafo único. O exame de proficiência em tradução e interpretação de Libras Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento
dessa função, constituída por docentes surdos, lingüistas e tradutores e intérpretes de
Libras de instituições de educação superior.
Art. 21. A partir de um ano da publicação deste Decreto, as instituições federais de
ensino da educação básica e da educação superior devem incluir, em seus quadros, em
todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras - Língua
Portuguesa, para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de alunos
surdos.
§ 1o O profissional a que se refere o caput atuará:
I - nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino;
II - nas salas de aula para viabilizar o acesso dos alunos aos conhecimentos e
conteúdos curriculares, em todas as atividades didático-pedagógicas; e
III - no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim da instituição de
ensino.
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo
como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à
comunicação, à informação e à educação.

CAPÍTULO VI
DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem
garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da organização
de:
I - escolas e classes de educação bilíngüe, abertas a alunos surdos e ouvintes, com
professores bilíngües, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;
II - escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos
surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação
profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da singularidade
lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e intérpretes de
Libras - Língua Portuguesa.
§ 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a
Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas
no desenvolvimento de todo o processo educativo.
§ 2o Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do
atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação
curricular, com utilização de equipamentos e tecnologias de informação.

130

§ 3o As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a
formalização, pelos pais e pelos próprios alunos, de sua opção ou preferência pela
educação sem o uso de Libras.
§ 4o O disposto no § 2o deste artigo deve ser garantido também para os alunos não
usuários da Libras.
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior, devem
proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras - Língua
Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais, bem como equipamentos e
tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à educação.
§ 1o Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre a
especificidade lingüística do aluno surdo.
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo
como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à
comunicação, à informação e à educação.
Art. 24. A programação visual dos cursos de nível médio e superior,
preferencialmente os de formação de professores, na modalidade de educação a distância,
deve dispor de sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e intérprete de
Libras - Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda oculta, de modo
a reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas, conforme prevê o Decreto no
5.296, de 2 de dezembro de 2004.

CAPÍTULO VII
DA GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE DAS PESSOAS SURDAS OU
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Art. 25. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Sistema Único de Saúde SUS e as empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de assistência
à saúde, na perspectiva da inclusão plena das pessoas surdas ou com deficiência auditiva
em todas as esferas da vida social, devem garantir, prioritariamente aos alunos
matriculados nas redes de ensino da educação básica, a atenção integral à sua saúde, nos
diversos níveis de complexidade e especialidades médicas, efetivando:
I - ações de prevenção e desenvolvimento de programas de saúde auditiva;
II - tratamento clínico e atendimento especializado, respeitando as especificidades de
cada caso;
III - realização de diagnóstico, atendimento precoce e do encaminhamento para a área
de educação;
IV - seleção, adaptação e fornecimento de prótese auditiva ou aparelho de
amplificação sonora, quando indicado;
V - acompanhamento médico e fonoaudiológico e terapia fonoaudiológica;
VI - atendimento em reabilitação por equipe multiprofissional;
VII - atendimento fonoaudiológico às crianças, adolescentes e jovens matriculados na
educação básica, por meio de ações integradas com a área da educação, de acordo com as
necessidades terapêuticas do aluno;

131

VIII - orientações à família sobre as implicações da surdez e sobre a importância para
a criança com perda auditiva ter, desde seu nascimento, acesso à Libras e à Língua
Portuguesa;
IX - atendimento às pessoas surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do
SUS e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de assistência
à saúde, por profissionais capacitados para o uso de Libras ou para sua tradução e
interpretação; e
X - apoio à capacitação e formação de profissionais da rede de serviços do SUS para o
uso de Libras e sua tradução e interpretação.
§ 1o O disposto neste artigo deve ser garantido também para os alunos surdos ou com
deficiência auditiva não usuários da Libras.
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal, do
Distrito Federal e as empresas privadas que detêm autorização, concessão ou permissão de
serviços públicos de assistência à saúde buscarão implementar as medidas referidas no art.
3o da Lei no 10.436, de 2002, como meio de assegurar, prioritariamente, aos alunos surdos
ou com deficiência auditiva matriculados nas redes de ensino da educação básica, a
atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de complexidade e especialidades
médicas.
CAPÍTULO VIII
DO PAPEL DO PODER PÚBLICO E DAS EMPRESAS QUE DETÊM CONCESSÃO OU
PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, NO APOIO AO USO E DIFUSÃO DA LIBRAS
Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público, as
empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública
federal, direta e indireta devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por
meio do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, realizados por servidores e empregados capacitados para essa função, bem
como o acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no 5.296, de 2004.
§ 1o As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por
cento de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da
Libras.
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal e do
Distrito Federal, e as empresas privadas que detêm concessão ou permissão de serviços
públicos buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar
às pessoas surdas ou com deficiência auditiva o tratamento diferenciado, previsto no
caput.
Art. 27. No âmbito da administração pública federal, direta e indireta, bem como das
empresas que detêm concessão e permissão de serviços públicos federais, os serviços
prestados por servidores e empregados capacitados para utilizar a Libras e realizar a
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa estão sujeitos a padrões de controle
de atendimento e a avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, sob a
coordenação da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
em conformidade com o Decreto no 3.507, de 13 de junho de 2000.
Parágrafo único. Caberá à administração pública no âmbito estadual, municipal e do
Distrito Federal disciplinar, em regulamento próprio, os padrões de controle do
atendimento e avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, referido no caput.

132

CAPÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 28. Os órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem incluir
em seus orçamentos anuais e plurianuais dotações destinadas a viabilizar ações previstas
neste Decreto, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e qualificação de
professores, servidores e empregados para o uso e difusão da Libras e à realização da
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, a partir de um ano da publicação
deste Decreto.
Art. 29. O Distrito Federal, os Estados e os Municípios, no âmbito de suas
competências, definirão os instrumentos para a efetiva implantação e o controle do uso e
difusão de Libras e de sua tradução e interpretação, referidos nos dispositivos deste
Decreto.
Art. 30. Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do Distrito
Federal, direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste Decreto com dotações
específicas em seus orçamentos anuais e plurianuais, prioritariamente as relativas à
formação, capacitação e qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e
difusão da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa,
a partir de um ano da publicação deste Decreto.
Art. 31. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de dezembro de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.12.2005

133

RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 1, de 18 de Fevereiro de 2002
Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação
Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
O Presidente do Conselho Nacional de Educação,no uso de suas atribuições legais e
tendo em vista o disposto no Art. 9º, § 2º, alínea “c” da Lei 4.024, de 20 de dezembro de
1961, com a redação dada pela Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995,e com fundamento
nos Pareceres CNE/CP 9/2001 e 27/2001, peças indispensáveis do conjunto das presentes
Diretrizes Curriculares Nacionais, homologados pelo Senhor Ministro da Educação em 17
de janeiro de 2002, resolve:
Art. 1º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação
Básica, em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, constituem-se de
um conjunto de princípios, fundamentos e procedimentos a serem observados na
organização institucional e curricular de cada estabelecimento de ensino e aplicam-se a
todas as etapas e modalidades da educação básica.
Art. 2º A organização curricular de cada instituição observará, além do disposto nos artigos
12 e 13 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, outras formas de orientação inerentes à
formação para a atividade docente, entre as quais o preparo para:
I - o ensino visando à aprendizagem do aluno;
II - o acolhimento e o trato da diversidade;
III - o exercício de atividades de enriquecimento cultural;
IV - o aprimoramento em práticas investigativas;
V - a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;
VI - o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e
materiais de apoio inovadores;
VII - o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe.
Art. 3º A formação de professores que atuarão nas diferentes etapas e modalidades da
educação básica observará princípios norteadores desse preparo para o exercício
profissional específico, que considerem:
I - a competência como concepção nuclear na orientação do curso;
II - a coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor, tendo
em vista:
a) a simetria invertida, onde o preparo do professor, por ocorrer em lugar similar àquele em
que vai atuar, demanda consistência entre o que faz na formação e o que dele se espera;
b) a aprendizagem como processo de construção de conhecimentos, habilidades e valores
em interação com a realidade e com os demais indivíduos, no qual são colocadas em uso
capacidades pessoais;
c) os conteúdos, como meio e suporte para a constituição das competências;
d) a avaliação como parte integrante do processo de formação, que possibilita o
diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as
competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso
eventualmente necessárias.

134

III - a pesquisa, com foco no processo de ensino e de aprendizagem, uma vez que ensinar
requer, tanto dispor de conhecimentos e mobilizá- los para a ação, como compreender o
processo de construção do conhecimento.
Art. 4º Na concepção, no desenvolvimento e na abrangência dos cursos de formação é
fundamental que se busque:
I - considerar o conjunto das competências necessárias à atuação profissional;
II - adotar essas competências como norteadoras, tanto da proposta pedagógica, em
especial do currículo e da avaliação, quanto da organização institucional e da gestão da
escola de formação.
Art. 5º O projeto pedagógico de cada curso, considerado o artigo anterior, levará em conta
que:
I - a formação deverá garantir a constituição das competências objetivadas na educação
básica;
II - o desenvolvimento das competências exige que a formação contemple diferentes
âmbitos do conhecimento profissional do professor;
III - a seleção dos conteúdos das áreas de ensino da educação básica deve orientar-se por ir
além daquilo que os professores irão ensinar nas diferentes etapas da escolaridade;
IV - os conteúdos a serem ensinados na escolaridade básica devem ser tratados de modo
articulado com suas didáticas específicas;
V - a avaliação deve ter como finalidade a orientação do trabalho dos formadores, a
autonomia dos futuros professores em relação ao seu processo de aprendizagem e a
qualificação dos profissionais com condições de iniciar a carreira.
Parágrafo único. A aprendizagem deverá ser orientada pelo princípio metodológico geral,
que pode ser traduzido pela ação-reflexão-ação e que aponta a resolução de situaçõesproblema como uma das estratégias didáticas privilegiadas.
Art. 6º Na construção do projeto pedagógico dos cursos de formação dos docentes, serão
consideradas:
I - as competências referentes ao comprometimento com os valores inspiradores da
sociedade democrática;
II - as competências referentes à compreensão do papel social da escola;
III - as competências referentes ao domínio dos conteúdos a serem socializados,
aos seus significados em diferentes contextos e sua articulação interdisciplinar;
IV - as competências referentes ao domínio do conhecimento pedagógico;
V - as competências referentes ao conhecimento de processos de investigação que
possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica;
VI - as competências referentes ao gerenciamento do próprio desenvolvimento
profissional.
§ 1º O conjunto das competências enumeradas neste artigo não esgota tudo que uma escola
de formação possa oferecer aos seus alunos, mas pontua demandas importantes oriundas da
análise da atuação profissional e assenta-se na legislação vigente e nas diretrizes
curriculares nacionais para a educação básica.

135

§ 2º As referidas competências deverão ser contextualizadas e complementadas pelas
competências específicas próprias de cada etapa e modalidade da educação básica e de
cada área do conhecimento a ser contemplada na formação.
§ 3º A definição dos conhecimentos exigidos para a constituição de competências deverá,
além da formação específica relacionada às diferentes etapas da educação básica, propiciar
a inserção no debate contemporâneo mais amplo, envolvendo questões culturais, sociais,
econômicas e o conhecimento sobre o desenvolvimento humano e a própria docência,
contemplando:
I - cultura geral e profissional;
II - conhecimentos sobre crianças, adolescentes, jovens e adultos, aí incluídas as
especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais e as das
comunidades indígenas;
III - conhecimento sobre dimensão cultural, social, política e econômica da
educação; IV - conteúdos das áreas de conhecimento que serão objeto de ensino;
V - conhecimento pedagógico;
VI - conhecimento advindo da experiência.
Art. 7º A organização institucional da formação dos professores, a serviço do
desenvolvimento de competências, levará em conta que:
I - a formação deverá ser realizada em processo autônomo, em curso de licenciatura plena,
numa estrutura com identidade própria;
II - será mantida, quando couber, estreita articulação com institutos, departamentos e
cursos de áreas específicas;
III - as instituições constituirão direção e colegiados próprios, que formulem seus próprios
projetos pedagógicos, articulem as unidades acadêmicas envolvidas e, a partir do projeto,
tomem as decisões sobre organização institucional e sobre as questões administrativas no
âmbito de suas competências;
IV - as instituições de formação trabalharão em interação sistemática com as escolas de
educação básica, desenvolvendo projetos de formação compartilhados;
V - a organização institucional preverá a formação dos formadores, incluindo na sua
jornada de trabalho tempo e espaço para as atividades coletivas dos docentes do curso,
estudos e investigações sobre as questões referentes ao aprendizado dos professores em
formação;
VI - as escolas de formação garantirão, com qualidade e quantidade, recursos pedagógicos
como biblioteca, laboratórios, videoteca, entre outros, além de recursos de tecnologias da
informação e da comunicação;
VII - serão adotadas iniciativas que garantam parcerias para a promoção de atividades
culturais destinadas aos formadores e futuros professores;
VIII - nas instituições de ensino superior não detentoras de autonomia universitária serão
criados Institutos Superiores de Educação, para congregar os cursos de formação de
professores que ofereçam licenciaturas em curso Normal Superior para docência
multidisciplinar na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental ou licenciaturas
para docência nas etapas subseqüentes da educação básica. Art. 8º As competências
profissionais a serem constituídas pelos professores em formação, de acordo com as
presentes Diretrizes, devem ser a referência para todas as formas de avaliação dos cursos,
sendo estas:
I - periódicas e sistemáticas, com procedimentos e processos diversificados, incluindo
conteúdos trabalhados, modelo de organização, desempenho do quadro de formadores e

136

qualidade da vinculação com escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino
médio, conforme o caso;
II - feitas por procedimentos internos e externos, que permitam a identificação das
diferentes dimensões daquilo que for avaliado;
III - incidentes sobre processos e resultados.
Art. 9º A autorização de funcionamento e o reconhecimento de cursos de formação e o
credenciamento da instituição decorrerão de avaliação externa realizada no locus
institucional, por corpo de especialistas direta ou indiretamente ligados à formação ou ao
exercício profissional de professores para a educação básica, tomando como referência as
competências profissionais de que trata esta Resolução e as normas aplicáveis à matéria.
Art. 10. A seleção e o ordenamento dos conteúdos dos diferentes âmbitos de conhecimento
que comporão a matriz curricular para a formação de professores, de que trata esta
Resolução, serão de competência da instituição de ensino, sendo o seu planejamento o
primeiro passo para a transposição didática, que visa a transformar os conteúdos
selecionados em objeto de ensino dos futuros professores.
Art. 11. Os critérios de organização da matriz curricular, bem como a alocação de tempos e
espaços curriculares se expressam em eixos em torno dos quais se articulam dimensões a
serem contempladas, na forma a seguir indicada:
I - eixo articulador dos diferentes âmbitos de conhecimento profissional;
II - eixo articulador da interação e da comunicação, bem como do desenvolvimento da
autonomia intelectual e profissional;
III - eixo articulador entre disciplinaridade e interdisciplinaridade;
IV - eixo articulador da formação comum com a formação específica;
V - eixo articulador dos conhecimentos a serem ensinados e dos conhecimentos filosóficos,
educacionais e pedagógicos que fundamentam a ação educativa;
VI - eixo articulador das dimensões teóricas e práticas.
Parágrafo único. Nas licenciaturas em educação infantil e anos iniciais do ensino
fundamental deverão preponderar os tempos dedicados à constituição de conhecimento
sobre os objetos de ensino e nas demais licenciaturas o tempo dedicado às dimensões
pedagógicas não será inferior à quinta parte da carga horária total.
Art. 12. Os cursos de formação de professores em nível superior terão a sua duração
definida pelo Conselho Pleno, em parecer e resolução específica sobre sua carga horária.
§ 1º A prática, na matriz curricular, não poderá ficar reduzida a um espaço isolado, que a
restrinja ao estágio, desarticulado do restante do curso.
§ 2º A prática deverá estar presente desde o início do curso e permear toda a formação do
professor.
§ 3º No interior das áreas ou das disciplinas que constituírem os componentes curriculares
de formação, e não apenas nas disciplinas pedagógicas, todas terão a sua dimensão prática.
Art. 13. Em tempo e espaço curricular específico, a coordenação da dimensão prática
transcenderá o estágio e terá como finalidade promover a articulação das diferentes
práticas, numa perspectiva interdisciplinar.
§ 1º A prática será desenvolvida com ênfase nos procedimentos de observação e reflexão,
visando à atuação em situações contextualizadas, com o registro dessas observações
realizadas e a resolução de situações-problema.

137

§ 2º A presença da prática profissional na formação do professor, que não prescinde da
observação e ação direta, poderá ser enriquecida com tecnologias da informação, incluídos
o computador e o vídeo, narrativas orais e escritas de professores, produções de alunos,
situações simuladoras e estudo de casos.
§ 3º O estágio curricular supervisionado, definido por lei, a ser realizado em escola de
educação básica, e respeitado o regime de colaboração entre os sistemas de ensino, deve
ser desenvolvido a partir do início da segunda metade do curso e ser avaliado
conjuntamente pela escola formadora e a escola campo de estágio.
Art. 14. Nestas Diretrizes, é enfatizada a flexibilidade necessária, de modo que cada
instituição formadora construa projetos inovadores e próprios, integrando os eixos
articuladores nelas mencionados.
§ 1º A flexibilidade abrangerá as dimensões teóricas e práticas, de interdisciplinaridade,
dos conhecimentos a serem ensinados, dos que fundamentam a ação pedagógica, da
formação comum e específica, bem como dos diferentes âmbitos do conhecimento e da
autonomia intelectual e profissional.
§ 2º Na definição da estrutura institucional e curricular do curso, caberá a concepção de um
sistema de oferta de formação continuada, que propicie oportunidade de retorno planejado
e sistemático dos professores às agências formadoras.
Art. 15. Os cursos de formação de professores para a educação básica que se encontrarem
em funcionamento deverão se adaptar a esta Resolução, no prazo de dois anos.
§ 1º Nenhum novo curso será autorizado, a partir da vigência destas normas, sem que o seu
projeto seja organizado nos termos das mesmas.
§ 2º Os projetos em tramitação deverão ser restituídos aos requerentes para a devida
adequação.
Art. 16. O Ministério da Educação, em conformidade com § 1º Art. 8o da Lei 9.394,
coordenará e articulará em regime de colaboração com o Conselho Nacional de Educação,
o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação, o Fórum Nacional de
Conselhos Estaduais de Educação, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação e representantes de Conselhos Municipais de Educação e das associações
profissionais e científicas, a formulação de proposta de diretrizes para a organização de um
sistema federativo de certificação de competência dos professores de educação básica.
Art. 17. As dúvidas eventualmente surgidas, quanto a estas disposições, serão dirimidas
pelo Conselho Nacional de Educação, nos termos do Art. 90 da Lei 9.394.
Art. 18. O parecer e a resolução referentes à carga horária, previstos no Artigo 12 desta
resolução, serão elaborados por comissão bicameral, a qual terá cinqüenta dias de prazo
para submeter suas propostas ao Conselho Pleno.
Art. 19. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET
Presidente do Conselho Nacional de Educação